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Roupas nos Emirados Árabes

 

O mercado cada vez mais vasto dos Emirados Árabes Unidos está a atrair mais retalhistas ocidentais. O Dubai é agora a capital das compras do Médio Oriente e atrai turistas de todo o mundo(18Jun07)

O mercado de vestuário nos Emirados Árabes Unidos está a experimentar um crescimento estrondoso devido à subida dos gastos com o consumo, ao aumento de turistas e ao crescimento de 145% no espaço dedicado ao retalho, à medida que surgem novos shoppings e centros comerciais.

Os Emirados Árabes Unidos, e o Dubai em particular, posicionaram-se como o principal destino de compras para o Médio Oriente, Europa e Ásia. Como resultado, os outlets de retalho fornecem desde as tradicionais roupas árabes até às mais recentes marcas e designs ocidentais.

Os retalhistas britânicos são particularmente prevalentes, com lojas com a Debenhams, Next, Monsoon e Marks&Spencer bem implementadas nos Emirados.

A M&S tem cinco lojas nos Emirados Árabes Unidos, sendo a do Dubai Festival City o maior outlet da cadeia fora da Grã-Bretanha. Cerca de 6,78 milhões de libras vão ser investidos na abertura de outras lojas no Kuwait e no Qatar nos próximos dois anos.

Outros retalhistas internacionais estão igualmente a expandir a sua presença nos Emirados Árabes Unidos, como por exemplo a H&M que vai aqui abrir duas novas lojas em Março.

Com o Dubai a posicionar-se como um centro de compras, assim como um centro de trabalho conducente a estilos de vida elevados, os retalhistas e as insígnias de moda estão a lançar um número crescente de novas linhas de roupa em grandes hotéis ou centros comerciais nos Emirados.

Como resultado, as marcas líderes de moda têm uma presença relevante no retalho nos maiores centros comerciais, onde se encontram nomes como Roberto Cavalli, Yves Saint Laurent, Burberry, Ducatti, Armani, Paul and Shark, Paul Smith, e Ralph Lauren, até Rodeo Drive, Diesel, DKNY, Hugo Boss, Cerruti Jeans e Massimo Dutti.

Outras marcas, como a French Connection, Vero Moda, Zara, Jack and Jones, Mango, River Island, Esprit, Lacoste, Gant e Levi's estão também a conquistar o seu espaço. Sem esquecer a portuguesa Origem, que já seduziu o mercado local.

Crescente procura na moda

Esta diversidade reflecte a procura crescente nos Emirados pelas mais recentes modas.

«Os Emirados Árabes Unidos estão a tornar-se muito conscientes da moda e é importante apanhar as tendências imediatamente mal saem dos desfiles internacionais e oferecê-las aos consumidores de cá», sustenta Natasha Tulsi, gestora de marketing na Al Futtaim, que é proprietária da licença de franchise para a M&S no Golfo.

E a tendência não se aplica só à desproporcional grande parte da população expatriada dos Emirados. «Apesar dos expatriados e turistas serem uma parte considerável dos nossos clientes, os consumidores locais são os nossos consumidores-chave. Por isso, a nossa mercadoria é comprada tendo em mente tanto os consumidores locais como os expatriados», acrescenta Tulsi.

Devido ao clima dos Emirados Árabes Unidos - quente na maior parte do ano e com temperaturas a ultrapassar os 40ºC ao longo de muitos meses -, os retalhistas alternam as linhas de roupa sazonais em função do ambiente local.

«Trabalhamos de acordo com as linhas sazonais tal como a M&S UK mas tentamos incorporar produtos que combinem com o clima dos Emirados. Por exemplo, durante a Primavera-Verão, as linhas britânicas ainda têm muita roupa em malha e casacos (devido ao clima), enquanto que para os Emirados Árabes Unidos tentamos reduzir o vestuário mais quente e trazer vestuário mais fresco», explica Tulsi, acrescenta ainda que o vestuário feminino tem uma procura superior ao masculino.

As linhas da M&S são importadas do Reino Unido mas, para a maior parte dos retalhistas europeus e norte-americanos, as roupas vêm predominantemente da Ásia, com a China a ter a maior parte. Cerca de 36,5% dos têxteis do Dubai são importados da China, de acordo com informações da Global Sources.

Vaga de crescimento vai continuar

Apesar ter vindo a crescer nos últimos anos, o sector de retalho dos Emirados Árabes Unidos ainda deverá crescer cerca de 145% este ano, de acordo com o Counsil of Shopping Centres do Médio Oriente.

Com base nas estatísticas recolhidas pela consultora Retail International, os gastos em retalho no Dubai deverão ascender aos 3,8 mil milhões de libras em 2009. Também indicativo da crescente procura de roupa é o crescimento de 40% nas mostras anuais de roupa.

Contudo, estes números estão a ser questionados pelo sector no seguimento do anúncio, no início deste mês, da construção da maior área de shopping na Dubailand, um projecto de turismo, retalho e entretenimento no valor de 32 mil milhões de libras. A notícia deste novo mega projecto recebeu reacções diversas dos retalhistas, que já se sentem compelidos a estar presentes na maior parte dos centros comerciais que estão a surgir nos Emirados.

De acordo com uma reportagem da Gulf News, sedeada no Dubai, os analistas têm dúvidas sobre a sustentabilidade a longo prazo deste aumento súbito do espaço para o retalho.

A GRMC Retail Services, sedeada no Dubai, estima que a média de espaço destinado ao retalho no Dubai deverá chegar aos 13 milhões até 2015, o equivalente a um espaço arrendável de 4,23 metros quadrados per capita, comparado com menos de um metro quadrado actual. Por comparação, a Austrália tem 2,5 metros quadrados per capita de espaço arrendável.

Contudo, se os turistas forem incluídos nos dados do Dubai, a perspectiva para o sector do retalho parece mais promissora, uma vez que os turistas representam cerca de 40% dos consumidores em certos centros comerciais. O Dubai tem por objectivo atrair 15 milhões de turistas em 2015, em comparação com os 6,5 milhões do ano transacto.

Fonte: www.portugaltextil.com

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