Kant nasceu, estudou, lecionou e morreu em Koenigsberg. Jamais deixou essa grande cidade da Prússia Oriental, cidade universitária e também centro comercial muito ativo para onde afluíam homens de nacionalidade diversa: poloneses, ingleses, holandeses. A vida de Kant foi austera (e regular como um relógio). Levantava-se às 5 horas da manhã, fosse inverno ou verão, deitava-se todas as noites às dez horas e seguia o mesmo itinerário para ir de sua casa à Universidade. Duas circunstâncias fizeram-no perder a hora: a publicação do Contrato Social de Rosseau, em 1762, e a notícia da vitória francesa em Valmy, em 1792. Segundo Fichte, Kant foi "a razão pura encarnada".
Kant sofreu duas influências contraditórias: a influência do pietismo, protestantismo luterano de tendência mística e pessimista (que põe em relevo o poder do pecado e a necessidade de regeneração), que foi a religião da mãe de Kant e de vários de seus mestres, e a influência do racionalismo: o de Leibnitz, que Wolf ensinara brilhantemente, e o da Aufklärung (a Universidade de Koenigsberg mantinha relações com a Academia Real de Berlim, tomada pelas novas idéias). Acrescentemos a literatura de Hume que "despertou Kant de seu sono dogmático" e a literatura de Russeau, que o sensibilizou em relação do poder interior da consciência moral.
A primeira obra importante de Kant - assim como uma das últimas, o Ensaio sobre o mal radical - consagra-o ao problema do mal: o Ensaio para introduzir em filosofia a noção de grandeza negativa (1763) opõe-se ao otimismo de Leibnitz, herdeiro do otimismo dos escoláticos, assim como do da Aufklärung. O mal não é a simples "privatio bone", mas o objeto muito positivo de uma liberdade malfazeja. Após uma obra em que Kant critica as ilusões de "visionário" de Swedenborg (que pretende tudo saber sobre o além), segue-se a Dissertação de 1770, que vale a seu autor a nomeação para o cargo de professor titular (professor "ordinário", como se diz nas universidades alemãs).
Nela, Kant distingue o conhecimento sensível (que abrange as instituições sensíveis) e o conhecimento inteligível (que trata das idéias metafísicas). Em seguida, surgem as grandes obras da maturidade, onde o criticismo kantiano é exposto. Em 1781, temos a Crítica da Razão Pura, cuja segunda edição, em 1787, explicará suas intenções "críticas" (um estudo sobre os limites do conhecimento). Os prolegômenos a toda metafísica futura (1783) estão para a Crítica da Razão Pura assim como a Investigação sobre o entendimento de Hume está para o Tratado da Natureza Humana: uma simplificação brilhante para o uso de um público mais amplo. A Crítica da Razão Pura explica essencialmente porque as metafísicas são voltadas ao fracasso e porque a razão humana é impotente para conhecer o fundo das coisas. A moral de Kant é exposta nas obras que se seguem: o Fundamento da Metafísica dos Costumes (1785) e a Crítica da Razão Prática (1788). Finalmente, a Crítica do Juízo (1790) trata das noções de beleza (e da arte) e de finalidade, buscando, desse modo, uma passagem que una o mundo da natureza, submetido à necessidade, ao mundo moral onde reina a liberdade.
Kant encontrara proteção e admiração em Frederico II. Seu sucessor, Frederico-Guilherme II, menos independente dos meios devotos, inquietou-se com a obra publicada por Kant em 1793 e que, apesar do título, era profundamente espiritualista e anti-Aufklärung: A religião nos limites da simples razão. Ele fez com que Kant se obrigasse a nunca mais escrever sobre religião, "como súdito fiel de Sua Majestade". Kant, por mais inimigo que fosse da restrição mental, achou que essa promessa só o obrigaria durante o reinado desse príncipe! E, após o advento de Frederico-Guilherme III, não hesitou em tratar, no Conflito das Faculdades (1798), do problema das relações entre a religião natural e a religião revelada! Dentre suas últimas obras citamos A doutrina do direito, A doutrina da virtude e seu Ensaio filosófico sobre a paz perpétua (1795).
O método de Kant é a "crítica", isto é, a análise reflexiva. Consiste em remontar do conhecimento às condições que o tornam eventualmente legítimo. Em nenhum momento Kant duvida da verdade da física de Newton, assim como do valor das regras morais que sua mãe e seus mestres lhe haviam ensinado. Não estão, todos os bons espíritos, de acordo quanto à verdade das leis de Newton? Do mesmo modo todos concordam que é preciso ser justo, que a coragem vale mais do que do que a covardia, que não se deve mentir, etc... As verdades da ciência newtoniana, assim como as verdades morais, são necessárias (não podem não ser) e universais (valem para todos os homens e em todos os tempos). Mas, sobre que se fundam tais verdades? Em que condições são elas racionalmente justificadas? Em compensação, as verdades da metafísica são objeto de incessantes discussões. Os maiores pensadores estão em desacordo quanto às proposições da metafísica.
Os juízos rigorosamente verdadeiros, isto é, necessários e universais, são a priori, isto é independentes dos azares da experiência, sempre particular e contigente. À primeira vista, parece evidente que esses juízos a priori são juízos analíticos. Juízo analítico é aquele cujo predicado está contido no sujeito. Um triângulo é uma figura de três ângulos: basta-me analisar a própria definição desse termo para dizê-lo. Em compensação, os juízos sintéticos, aqueles cujo atributo enriquece o sujeito (por exemplo: esta régua é verde), são naturalmente a posteriori; só sei que a régua é verde porque a vi. Eis um conhecimento sintético a posteirori que nada tem de necessário (pois sei que a régua poderia não ser verde) nem de universal (pois todas as réguas não são verdes).
Entretanto, também existem (este enigma é o ponto de partida de Kant) juízos que são, ao mesmo tempo, sintéticos e a priori! Por exemplo:a soma dos ângulos de um triângulo equivale a dois retos. Eis um juízo sintético (o valor dessa soma de ângulos acrescenta algo à idéia de triângulo) que, no entanto, é a priori. De fato eu não tenho necessidade de uma constatação experimental para conhecer essa propriedade. Tomo conhecimento dela sem ter necessidade de medir os ângulos com um transferidor. Faço-o por intermédio de uma demonstração rigorosa. Também em física, eu digo que o aquecimento da água é a causa necessária de sua ebulição (se não houvesse aí senão uma constatação empírica, como acreditou Hume, toda ciência, enquanto verdade necessária e universal, estaria anulada).
Eu demonstro o valor da soma dos ângulos do triângulo fazendo uma construção no espaço. Mas por que a demonstração se opera tão bem em minha folha de papel quanto no quadro negro... ou quanto no solo em que Sócrates traçava figuras geométricas para um escravo? É porque o espaço, assim como o tempo, é um quadro que faz parte da própria estrutura de meu espírito. O espaço e o tempo são quadros a priori, necessários e universais de minha percepção (o que Kant mostra na primeira parte da Crítica da Razão Pura, denominada Estética transcendental. Estética significa teoria da percepção, enquanto transcendental significa a priori, isto é, simultaneamente anterior à experiência e condição da experiência). O espaço e o tempo não são, para mim, aquisições da experiência. São quadros a priori de meu espírito, nos quais a experiência vem se depositar. Eis por que as construções espaciais do geômetra, por mais sintéticas que sejam, são a priori, necessárias e universais. Mas o caso da física é mais complexo. Aqui, eu falo não só do quadro a priori da experiência, mas, ainda, dos próprios fenômenos que nela ocorrem. Para dizer que o calor faz ferver a água, é preciso que eu constate. Como, então, os juízos do físico podem ser a priori, necessários e universais?
É porque, responde Kant, as regras, as categorias, pelas quais unificamos os fenômenos esparsos na experiência, são exigências a priori do nosso espírito. Os fenômenos, eles próprios, são dados a posteriori, mas o espírito possui, antes de toda experiência concreta, uma exigência de unificação dos fenômenos entre si, uma exigência de explicação por meio de causas e efeitos. Essas categorias são necessárias e universais. O próprio Hume, ao pretender que o hábito é a causa de nossa crença na causalidade, não emprega necessariamente a categoria a priori de causa na crítica que nos oferece? "Todas as intuições sensíveis estão submetidas às categorias como às únicas condições sob as quais a diversidade da intuição pode unificar-se em uma consciência". Assim sendo, a experiência nos fornece a matéria de nosso conhecimento, mas é nosso espírito que, por um lado, dispõe a experiência em seu quadro espacio-temporal (o que Kant mostrará na Estética transcendental) e, por outro, imprime-lhe ordem e coerência por intermédio de suas categorias (o que Kant mostra na Analítica transcendental). Aquilo a que denominamos experiência não é algo que o espírito, tal como cera mole, receberia passivamente. É o próprio espírito que, graças às suas estruturas a priori, constrói a ordem do universo. Tudo o que nos aparece bem relacionado na natureza, foi relacionado pelo espírito humano. É a isto que Kant chama de sua revolução copernicana. Não é o Sol, dissera Copérnico, que gira em torno da Terra, mas é esta que gira em torno daquele. O conhecimento, diz Kant, não é o reflexo do objeto exterior. É o próprio espírito humano que constrói - com os dados do conhecimento sensível - o objeto do seu saber.
Na terceira parte de sua Crítica da Razão Pura, na dialética transcendental, Kant se interroga sobre o valor do conhecimento metafísico. As análises precedentes, ao fundamentar solidamente o conhecimento, limitam o seu alcance. O que é fundamentado é o conhecimento científico, que se limita a por em ordem, graças às categorias, os materiais que lhe são fornecidos pela intuição sensível.
No entanto, diz Kant, é por isso que não conhecemos o fundo das coisas. Só conhecemos o mundo refratado através dos quadros subjetivos do espaço e do tempo. Só conhecemos os fenômenos e não as coisas em si ou noumenos. As únicas intuições de que dispomos são as intuições sensíveis. Sem as categorias, as intuições sensíveis seriam "cegas", isto é, desordenadas e confusas, mas sem as intuições sensíveis concretas as categorias seriam "vazias", isto é, não teriam nada para unificar. Pretender como Platão, Descartes ou Spinoza que a razão humana tem intuições fora e acima do mundo sensível, é passar por "visionário" e se iludir com quimeras: "A pomba ligeira, que em seu vôo livre fende os ares de cuja resistência se ressente, poderia imaginar que voaria ainda melhor no vácuo. Foi assim que Platão se aventurou nas asas das idéias, nos espaços vazios da razão pura. Não se apercebia que, apesar de todos os seus esforços, não abria nenhum caminho, uma vez que não tinha ponto de apoio em que pudesse aplicar suas forças".
Entretanto, a razão não deixa de construir sistemas metafísicos porque sua vocação própria é buscar unificar incessantemente, mesmo além de toda experiência possível. Ela inventa o mito de uma "alma-substância" porque supõe realizada a unificação completa dos meus estados d'alma no tempo e o mito de um Deus criador porque busca um fundamento do mundo que seja a unificação total do que se passa neste mundo... Mas privada de qualquer ponto de apoio na experiência, a razão, como louca, perde-se nas antinomias, demonstrando, contrária e favoravelmente, tanto a tese quanto a antítese (por exemplo: o universo tem um começo? Sim pois o infinito para trás é impossível, daí a necessidade de um ponto de partida. Não, pois eu sempre posso me perguntar: que havia antes do começo do universo?). Enquanto o cientista faz um uso legítimo da causalidade, que ele emprega para unificar fenômenos dados na experiência (aquecimento e ebulição), o metafísico abusa da causalidade na medida em que se afasta deliberadamente da experiência concreta (quando imagino um Deus como causa do mundo, afasto-me da experiência, pois so o mundo é objeto de minha experiência). O princípio da causalidade, convite à descoberta, não deve servir de permissão para inventar.
Fonte: www.mundociencia.com.br
Emmanuel Kant (1724-1804) Filósofo Alemão.
Kant foi criado e educado em Kaliningrad, na Prússia. Estudou principalmente os clássicos, física e a matemática.
Com a morte do pai, foi obrigado interromper sua carreira da universidade e ganhar a vida.
Em 1755, ajudado por um amigo, recomeçou seus estudos e obteve seu doutorado.
Os trabalhos de Kant, escritos durante o período de professor universitário, estabeleceram sua reputação como um filósofo original, mas só recebeu uma cadeira na Universidade em 1770, quando foi feito a professor da lógica e do metafísica.
Por os 27 anos seguidos continuou a ensinar e atrair um grande número estudantes à Universidade de Königsberg.
Em 1792 onde foi proibido por Frederick William II, rei de Prússia, a ensinar ou escrever sobre assuntos religiosos. Kant obedeceu esta ordem por cinco anos e, com a morte do soberano, sentiu-se liberado da obrigação.
Em 1798, o ano que segue sua aposentadoria da universidade, publicou um sumário de suas idéias e questionamentos religiosos.
Sua vida foi de uma calma e regularidade legendários: jamais deixou a cidade Kaliningrad, e nunca casou-se.
A influência de Kant na história da filosofia ocidental moderna permanece atual.
Kant morreu em 12 de fevereiro de 1804.
Fonte: virtualbooks.terra.com.br

Emmanuel Kant
Immanuel Kant (1724-1804) foi um dos mais importantes e influentes filósofos da modernidade. Seus estudos e ensinamentos nos campos da Metafísica, Epistemologia, Ética e Estética tiveram grande impacto sobre a maioria dos movimentos filosóficos posteriores.
Kant nasceu em 22 de abril de 1724 na cidade de Königsberg, que fazia parte do império da Prússia. Lá ele passou toda sua vida, onde estudou, obteve seu doutorado (1755), escreveu e ensinou. Em 1770, tornou-se professor de Lógica e Metafísica e lecionou durante os 27 anos seguintes, conquistando o afeto e admiração de seus alunos. Kant deixou a universidade em 1797, aos 73 anos de idade. Seus ensinamentos, que abrangem quase todos os campos de Filosofia, obtiveram grande reconhecimento internacional.
Kant abordava o estudo da religião de forma bastante diferente daquela ensinada e aceita na época. Seus ensinamentos eram baseados no racionalismo e não na revelação, ou seja, ele baseava suas crenças religiosas principalmente na lógica, e não na simples fé. Em 1792, Frederico Guilherme II, Rei da Prússia, proibiu Kant de escrever ou ensinar assuntos religiosos - ordem que Kant obedeceu até a morte do rei, que ocorreu cinco anos depois. Em 1798, Kant publicou suas visões religiosas.
Kant faleceu em 12 de fevereiro de 1804.
As obras de Kant são bastante diversificadas. Abaixo, abordamos brevemente alguns de seus principais ensinamentos: os conceitos da Teoria do Conhecimento e da teoria da Moral e Ética.

Emmanuel Kant
Em sua Teoria do Conhecimento, Kant classificou o tangível e o abstrato em dois grupos: 1 - aquilo que podemos conhecer; 2 - aquilo que são por si desconhecidas. As coisas que podemos conhecer são aquelas que as pessoas podem presenciar, tocar, ver e experimentar, como uma mesa ou um cachorro. Por outro lado, existem coisas que são desconhecidas por si próprias, como Deus e o conceito de liberdade, cujas existências, segundo Kant, se baseiam em pressuposições necessárias.
Kant afirmava que a área do conhecimento é limitada ao mundo das experiências e que é inevitável que uma pessoa fracasse ao tentar conhecer coisas que são desconhecidas. Kant apresenta essa linha de pensamento em seu livro Crítica da Razão Pura, estabelecendo que os três grandes problemas da Metafísica são Deus, a liberdade e a imortalidade, pois não são solucionáveis por meio do pensamento especulativo. De acordo com Kant, a existência de Deus e os conceitos de liberdade e imortalidade não podem ser afirmados ou negados no campo teórico, nem podem ser cientificamente demonstrados. Porém, Kant expressou a necessidade da crença em Deus e nos conceitos de liberdade e imortalidade em sua filosofia moral. De acordo com Kant, a existência da moralidade depende exclusivamente da existência de Deus, da liberdade e imortalidade.
Kant dividiu o conhecimento humano em duas categorias: proposições analíticas e sintéticas.
Uma proposição analítica é aquela em que o predicado está contido no sujeito, como no enunciado “nenhum dos solteiros é casado”. A verdade deste enunciado é evidente, está presente no conceito e é descoberta simplesmente ao analisar os termos concedidos sem a necessidade de experiências avançadas. Por exemplo: “nenhum dos solteiros é casado” é uma verdade seja qual for nossa experiência, porque o significado de “não ser casado” já está presente no termo “solteiro”.
Kant acreditava principalmente em um conhecimento prévio, a priori, que é conquistado sem a necessidade da experiência. Um exemplo de uma proposição a priori é “dois mais dois é igual a quatro”. Entendemos esse conceito sem termos que fisicamente colocar dois e dois juntos. Kant destacou a importância do conhecimento a priori, afirmando ser ele uma parte essencial do conhecimento que não pode ser adquirido diretamente pela experiência.
Além da proposição analítica, Kant apresentou o conceito de proposição sintética. A proposição sintética não pode ser alcançada por meio de simples análise: ela exige experiência. Um exemplo desse conceito evidencia-se na frase “a garota é loira”. Para sabermos se a garota é realmente loira, é necessário uma experiência, pois não podemos ter certeza dessa afirmação sem antes vê-la.
Através dessas afirmações, Kant tentou explicar a estrutura do conhecimento. A partir de Kant, originaram-se diversas discussões sobre a existência de um conhecimento a priori. As definições de conhecimento de Kant tiveram uma importância fundamental no estudo da Filosofia.

Emmanuel Kant
A filosofia moral de Kant afirma que a base para toda razão moral é a capacidade do homem de agir racionalmente. O fundamento para esta lei de Kant é a crença de que uma pessoa deve comportar-se de forma igual a que ela esperaria que outra pessoa se comportasse na mesma situação, tornando assim seu próprio comportamento uma lei universal.
Um exemplo disso:
Motoristas podem estacionar seus veículos em fila dupla apenas em casos de emergência (por exemplo, com o propósito de resgatar uma pessoa). De acordo com a filosofia moral de Kant, essa lei deve-se aplicar a toda e qualquer pessoa que se encontre nessa mesma situação. Isto significa que ninguém pode estacionar em fila dupla por motivo de preguiça ou porque não encontrou uma vaga livre. Pois se todas as pessoas estacionassem em fila dupla, e isso se tornasse uma lei universal, o trânsito ficaria confuso e a cidade viraria um caos.
Portanto, só é permitido estacionar em fila dupla em casos de emergência. As exceções a essa regra – os casos de emergência – ocorreriam em situações nas quais todas as pessoas estacionariam em fila dupla e/ou considerariam justificável o fato de outros terem feito isso.
A situação descrita acima exemplifica a lei moral de Kant que afirma que uma pessoa deve agir numa situação da mesma forma que espera que todas as outras pessoas ajam.
A lei moral de Kant é baseada na idéia de que os seres humanos são racionais e independentes. Em sua obra, Metafísicas da Ética (1797), Kant propõe que a razão humana é a base da moralidade. Segundo Kant, toda ação deve ser tomada com um senso de responsabilidade ditado pela razão.
Kant também afirmou que nenhuma ação baseada apenas na obediência da lei deve ser considerada como moral. A história comprovou esse conceito. Por exemplo: durante a Segunda Guerra Mundial, as pessoas que obedeciam à lei nazista e seguiram as leis nazi-fascistas não agiram humana e eticamente. Matar e torturar seres humanos inocentes nunca são atos morais, mesmo que a lei de um país permita ou até encoraje isso.
Immanuel Kant é considerado o mais influente filósofo da modernidade. Suas idéias inspiraram outros grandes filósofos como Hegel e Marx. Seus ensinamentos influenciaram o Direito Internacional, a Pedagogia e a Sociologia; o impacto de suas obras é incalculável. Ele foi, sem dúvida, um dos mais influentes filósofos na história do mundo.
Fonte: www.10emtudo.com.br