As ondas são formadas pela força do vento sobre a água e o tamanho
das ondas varia com a velocidade do vento, da sua duração e da sua distância
da água da qual o vento faz força. O movimento da água que resulta da força
do vento transporta energia cinética que pode ser aproveitada por dispositivos
próprios para a captação dessa energia, chamada energia das ondas.
Além da energia gerada pelo movimento da água que gera ondas e das quais resulta
energia cinética, existe também a energia das marés que resulta
da deslocação da água do mar, ou seja, com as variações de marés e ainda existe
a energia térmica dos oceanos que apesar de ser menos falada não deixa de
ser importante.
Como o nome indica este tipo de energia usa as diferenças de temperatura do
mar, ainda não se sabe muito sobre esta energia, apesar de estar a ser utilizada
no Japão numa fase de demonstração e experimentação.

A tecnologia Pelamis afigura-se a uma cobra articulada que balança à medida que as ondas percorrem o seu comprimento. Esse movimento nas articulações permite accionar geradores de electricidade e a energia é depois recolhida por um cabo submarino e encaminhada para terra.
Está previsto que um quilómetro quadrado de oceano seja ocupado com os geradores Pelamis disponibilizando uma potência de 24 MW, podendo alimentar aproximadamente 20.000 habitações.

Clique na imagem para ver como funciona a Energia das ondas
As ondas de alto mar podem oferecer uma energia tecnicamente mais estável
que a das ondas de rebentação ou mesmo que a gerada pelo aproveitamento do
vento. O movimento ondular produz energia cinética que pode pôr uma turbina
a funcionar e a energia mecânica da turbina é transformada em energia eléctrica
através de um gerador.
Actualmente utiliza-se o movimento de subida/descida da onda para dar potência
a um êmbolo que se movo de cima para baixo num cilindro, o êmbolo pode por
um gerador a funcionar.
Vantagens:
É uma energia renovável.
Não produz qualquer tipo de poluição.
Estão menos dependentes das condições da costa.
Não produz qualquer tipo de poluição.
Estão menos dependentes das condições da costa.
Desvantagens:
Instalações de potência reduzida;
Requer uma geometria da costa especial e com ondas de grande amplitude.
Impossibilita a navegação (na maior parte dos casos).
A deterioração dos materiais pela exposição à água salgada do mar.
Fonte: energiasalternativas.webnode.com.pt

Existem várias formas potenciais de aproveitamento
da energia dos oceanos: energia das marés, energia associada
ao diferencial térmico (OTEC), correntes marítimas e energia das ondas.
Actualmente a energia das ondas é uma das formas de energia dos oceanos que
apresenta maior potencial de exploração, tendo em conta a força das ondas
e a imensidão dos oceanos.
A energia das ondas tem origem directa no efeito dos ventos, os quais são
gerados pela radiação solar incidente.

A conversão de energia a partir das ondas apresenta
claras semelhanças com a eólica. Dado que as ondas são produzidas pela acção
do vento, os dois recursos apresentam idêntica irregularidade e variação sazonal.
Em ambos os casos extrai-se energia dum meio fluido em movimento e de extensão
praticamente ilimitada.
A natureza ondulatória do mar (em comparação com o simples movimento de velocidade
mais ou menos constante do vento) está na origem da maior complexidade de
concepção de sistemas de conversão. Em compensação o recurso energético das
ondas apresenta maior concentração espacial (numa camada de algumas dezenas
de metros abaixo da superfície) do que a energia eólica.
Em ambos os casos, os sistemas de aproveitamento são modulares, com potências
instaladas por unidade previsivelmente inferiores à dezena de MW.

Normalmente localizados em águas pouco profundas (8-20
m), apoiados directamente na costa, ou próximos dela (possivelmente associados
a obras de protecção costeira ou molhes portuários). São por vezes considerados
de primeira geração, por serem praticamente os únicos que atingiram a fase
de protótipo.
O sistema de coluna de água oscilante é o tipo mais bem sucedido. A tecnologia
envolvida é relativamente convencional. A peça de equipamento mais específica
é uma turbina de ar que acciona um gerador eléctrico. A central da ilha do
Pico é deste tipo, tal como a igualmente recente central da ilha de Islay
(Escócia).
Vantagens: os problemas de transporte de energia para terra
e de acesso para manutenção são de relativamente fácil resolução.
Desvantagens: a localização depende dum conjunto de factores
geomorfológicos favoráveis na vizinhança imediata da costa, e os bons locais
para construção não abundam, assim como o impacte visual é significativo.

Situados normalmente em profundidades de 25-50 m,
por vezes designados de segunda geração. Têm sido estudados dispositivos muito
variados, sem que pareça ter surgido um tipo que domine os restantes como
o mais vantajoso e promissor. Em geral o órgão principal é um corpo oscilante
flutuante ou, mais raramente, totalmente submerso. O sistema de extracção
de energia pode ainda utilizar a turbina de ar, ou equipamentos mais sofisticados
(sistemas óleo-hidráulicos, motores eléctricos lineares, etc.). O sistema
AWS, com tecnologia essencialmente holandesa, é um dos raros que atingiram
a fase de construção de protótipo.
Vantagens: estão menos dependentes das condições de costa,
e (em longas séries ao longo da costa) são os mais adequados para o aproveitamento
da energia das ondas em grande escala.
Desvantagens: As dificuldades associadas à sua maior complexidade,
transporte de energia para terra, amarração ao fundo e acesso para manutenção
têm impedido que o seu grau de desenvolvimento atingisse o da coluna de água
oscilante e impacto dos sistemas offshore está associado a interferências
com a navegação e pesca.
Fonte: www.energiasrenovaveis.com
Energia maremotriz é o modo de geração de eletricidade
através da utilização da energia contida no movimento de massas de água devido
às marés. Dois tipos de energia maremotriz podem ser obtidas: energia cinética
das correntes devido às marés e energia potencial pela diferença de altura
entre as marés alta e baixa.
Em qualquer local a superfície do oceano oscila entre pontos altos e baixo,
chamados marés, a cada 12h e 25min. Em certas baías e estuários, como junto
ao Monte Saint-Michel , no estuário do rio Rance, na França, ou em São Luís,
no Brasil, essas marés são bastante amplificadas, podendo atingir alturas
da ordem de 15 metros. As gigantescas massas de água que cobrem dois terços
do planeta constituem o maior coletor de energia solar imaginável. As marés,
originadas pela atração lunar, também representam uma tentadora fonte energética.
Em conjunto, a temperatura dos oceanos, as ondas e as marés poderiam proporcionar
muito mais energia do que a humanidade seria capaz de gastar hoje ou
no futuro, mesmo considerando que o consumo global simplesmente dobra de dez
em dez anos.
A energia das marés é obtida de modo semelhante
ao da energia hidrelétrica.
Trata-se de uma obra complexa de Engenharia hidráulica. Constrói-se uma barragem,
formando-se um reservatório junto ao mar. Quando a maré é alta, a água enche
o reservatório, passando através da turbina hidráulica, tipo bulbo, e produzindo
energia elétrica. Na maré baixa, o reservatório é esvaziado e a água que sai
do reservatório passa novamente através da turbina, em sentido contrário,
produzindo a energia elétrica. Este tipo de fonte é também usado no Japão,
na França e na Inglaterra. A primeira usina maremotriz construída no mundo
para geração de electricidade foi a de La Rance, em 1963.
Fonte: pt.wikipedia.org