
Há pouco mais de três décadas, as emissões de CO2 não eram consideradas poluição.
Este gás, que resulta da queima de todos os principais combustíveis hoje usados, tornou-se o grande vilão da história, pelo efeito estufa que provoca, e pelo aquecimento terrestre decorrente: é a globalização da sujeira, em que só agora, parece que começamos todos a acreditar... A expressão energia limpa, na escala formidável demandada pelo humano tecnológico, é um exagero de linguagem, pois não há como gerar toda essa energia, sem prejudicar, de alguma forma, o nosso próprio ambiente ou outros seres vivos!... Com o aquecimento terrestre, as emissões de gases estufa tornaram-se uma referência primária na classificação da limpeza energética.
Os carvões são o combustível fóssil cuja queima gera mais CO2 por unidade de energia produzida, e o gás natural, o que gera menos. Os derivados de petróleo são os que geram mais energia por unidade de volume, e por isto, são os preferidos no setor de transportes. Mas o petróleo e o gás estão se esgotando, e mais cedo ou mais tarde, o homem recorrerá ao abundante carvão e a outros combustíveis fósseis de menor virtude ambiental, como o xisto pirobetuminoso e as areias betuminosas, cuja exploração movimenta imensas massas de terra.
Será inevitável intensificar o uso do carvão, e o homem estuda vários processos para diminuir suas emissões de CO2 por unidade de energia produzida: a injeção deste gás, em poços de petróleo e gás, vazios, é uma delas!... Quando o petróleo e gás baratos se acabarem, o carvão deixará de ser o inimigo público número 1!...
As hidroelétricas, sem reservatórios expressivos, estão entre as fontes de energia mais limpas que existem; elas seriam quase limpas, se não atrapalhassem a vida fluvial onde se localizam...
As escadas para peixes atenuam este prejuízo, mas não evitam que as águas sejam desviadas do leito original... As hidroelétricas de grandes reservatórios afetam, além da vida fluvial, a vida nas terras inundadas, incluindo a do próprio homem, como ribeirinho. Há hidroelétricas que mal compensam o que seria produzido na terra que inundam; há as hidroelétricas de alta densidade de energia por área inundada, cujo valor econômico supera, de longe, qualquer produção imaginável nas terras que inunda e que sua linha de transmissão ocupa. As hidroelétricas de baixa densidade podem gerar gases estufa em quantidades comparáveis às termoelétricas a gás natural; as de alta, com o aproveitamento da biomassa inundada, são limpas, a menos dos aspectos éticos da biodiversidade prejudicada, e os culturais eventuais, relativos a alguma comunidade afetada.
As novas e caras centrais nucleares são tidas como seguras, quanto aos controles dos possíveis acidentes de operação, mas geram resíduos radioativos perigosos, que deverão ser estocados, sob vigilância rigorosa, longe da presença humana. Persistem os riscos relacionados com o terrorismo e as situações de guerra. Mas, muitos países já pensam em subsidiar a sua pronta difusão, por se tratar de uma energia limpa, do ponto de vista das emissões de gases estufa...
A energia da biomassa representa a principal fonte de energia primáia nos países pobres. O encarecimento do petróleo e do gás facilitou o seu uso veicular, com a presença difusa pioneira do álcool brasileiro. Se a biomassa não resultar de desmatamento por queima, o seu uso tem emissão líquida nula de gás estufa, e sua poluição por outros gases pode ser mínima.
Os trópicos possuem muitos milhões de hectares de áreas degradadas e de baixa produtividade econômica: elas poderão tornar-se uma fonte de energia limpa de grande expressão mundial, apesar das suas demandas por nutrientes e da poluição que delas resultará. A produção de biomassa cria mais emprego por unidade de energia útil gerada, do que qualquer outra forma de energia competitiva atual.
Entre as energias alternativas, a do hidrogênio é a mais badalada, porque sua combustão gera água: mas ele tem que ser produzido, a partir de outras formas de energia... A energia eólica já é competitiva, e está entre as mais limpas, apesar do barulho que causa, do estorvo ao vôo das aves e das controvérsias cênicas que traz.
A energia geotérmica é mais limpa do que a eólica, e mais competitiva, onde houver fonte termal expressiva, de temperatura alta, e não muito afastada dos mercados. Vários aproveitamentos diretos da energia solar já são localmente competitivos, e vêm sendo adotados, em situações de pequena escala, em todo o mundo; em escalas maiores, ainda há um longo caminho a percorrer.
A competitividade da energia Geotérmica e das ondas tem os mesmos problemas, por depender de muita P&D, como as que se realizam hoje, inclusive no Brasil.
...Economizar energia só depende de cada um de nós, e ajudará a todos nós!...
Fonte: dsbrasil.net
Energia geotérmica ou energia geotermal é a energia
obtida a partir do calor proveniente da Terra, mais precisamente do seu interior.
Devido a necessidade de se obter energia elétrica de uma maneira mais limpa
e em quantidades cada vez maiores, foi desenvolvido um modo de aproveitar
esse calor para a geração de eletricidade. Hoje a grande parte da energia
elétrica provém da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão
mineral, porém, esses métodos são muito poluentes.
Para que possamos entender como é aproveitada a energia do calor da Terra
devemos primeiramente entender como nosso planeta é constituído. A Terra é
formada por grandes placas, que nos mantém isolados do seu interior, no qual
encontramos o magma, que consiste basicamente em rochas derretidas. Com o
aumento da profundidade a temperatura dessas rochas aumenta cada vez mais,
no entanto, há zonas de intrusões magmáticas, onde a temperatura é muito maior.
Essas são as zonas onde há elevado potencial geotérmico.

Princípio do uso da energia geotérmica
A primeira tentativa de gerar eletricidade de fontes geotérmicas se deu em
1904 em Larderello na região da Toscana, na Itália. Contudo, esforços para
produzir uma máquina para aproveitar tais fontes foram mal sucedidos pois
as máquinas utilizadas sofreram destruição devido a presença de substâncias
químicas contidas no vapor. Já em 1913, uma estação de 250 kW foi produzida
com sucesso e por volta da Segunda Guerra Mundial 100 MW estavam sendo produzidos,
mas a usina foi destruída na Guerra.
Por volta de 1970, um campo de gêiseres na Califórnia estava produzindo 500
MW de eletricidade. A exploração desse campo foi dramática, pois em 1960 somente
12 MW eram produzidos e em 1963 somente 25 MW. México, Japão, Filipinas, Quénia
e Islândia também têm expandido a produção de eletricidade por meio geotérmico.
Na Nova Zelândia o campo de gases de Wairakei, na Ilha do Norte, foi desenvolvido
por volta de 1950. Em 1964, 192 MW estavam sendo produzidos, mas hoje em dia
este campo está acabando.
Portugal conta com uma moderna central geotérmica em funcionamento na Ilha
de São Miguel, Açores. Esta central foi construída pela multinacional israelita
Ormat. Isto para além outra mais antiga, e está a ser acabada uma nova na
Ilha Terceira, Açores .
Quando não existem gêiseres, e as condições são favoráveis, é possível "estimular"
o aquecimento d'água usando o calor do interior da Terra. Um experimento realizado
em Los Alamos, Califórnia, provou a possibilidade de execução deste tipo de
usina. Em terreno propício, foram perfurados dois poços vizinhos, distantes
35 metros lateralmente e 360 metros verticalmente, de modo que eles alcancem
uma camada de rocha quente. Em um dos poços é injetada água, ela se aquece
na rocha e é expelida pelo outro poço e quando esta função acontece a água
predominante na pedra penetra na mesma ocorrendo o processo de metabolização
geotermica.
Esta é a melhor maneira de obter energia naturalmente. É necessário perfurar
um poço que já contenha água e a partir daí a energia é gerada normalmente.
Em casos raríssimos pode ser encontrada o que os cientistas chamam de fonte de "vapor seco", em que a pressão é alta o suficiente para movimentar as turbinas da usina com excepcional força, sendo assim uma fonte eficiente de geração de eletricidade. São encontradas fontes de vapor seco em Larderello, na Itália e em Cerro Prieto, no México.

A usina geotérmica de Nesjavellir, próxima a Þingvellir, Islândia
Aproximadamente todos os fluxos de água geotérmicos contém gases
dissolvidos, sendo que estes gases são enviados a usina de geração de energia
junto com o vapor de água. De um jeito ou de outro estes gases acabam indo
para a atmosfera. A descarga de vapor de água e CO2 não são de séria significância
na escala apropriada das usinas geotérmicas.
Por outro lado, o odor desagradável, a natureza corrosiva, e as propriedades
nocivas do ácido sulfídrico (H2S) são causas que preocupam. Nos casos onde
a concentração de ácido sulfídrico (H2S) é relativamente baixa, o cheiro do
gás causa náuseas. Em concentrações mais altas pode causar sérios problemas
de saúde e até a morte por asfixia.
É igualmente importante que haja tratamento adequado a água vinda do interior
da Terra, que invariavelmente contém minérios prejudiciais a saúde. Não deve
ocorrer simplesmente seu despejo em rios locais, para que isso não prejudique
a fauna local.
Quando uma grande quantidade de fluido aquoso é retirada da Terra, sempre
há a chance de ocorrer subsidência na superfície. O mais drástico exemplo
de um problema desse tipo numa usina geotérmica está em Wairakei, Nova Zelândia.
O nível da superfície afundou 14 metros entre 1950 e 1997 e está deformando
a uma taxa de 0,22 metro por ano, após alcançar uma taxa de 0,48 metros por
ano em meados dos anos 70. Acredita-se que o problema pode ser atenuado com
re-injeção de água no local.
Há ainda o inconveniente da poluição sonora que afligiria toda a população
vizinha ao local de instalação da usina, pois, para a perfuração do poço,
é necessário o uso de maquinário semelhante ao usado na perfuração de poços
de petróleo.
Referências
1. Brown, D.W.; Duchane,D.V. (1999). Scientific progress on
the Fenton Hill HDR project since 1983 , Geothermics 28(4-5), 591-601.
2. Allis, R. G. (2000). Review of subsidence at Wairakei Field, New Zealand,
Geothermics 29 , 455-478.
Fonte: pt.wikipedia.org