Tente imaginar o que aconteceria ao meio ambiente caso fosse aprovada a recente proposta de reformulação do Código Florestal Brasileiro, que prevê reduzir de 80% para 50% os porcentuais de reserva legal nas propriedades rurais da floresta amazônica. Na prática, desapareceriam milhões de hectares de florestas nativas e milhares de espécies da fauna. Para piorar a situação, o texto, apoiado por ruralistas, isenta propriedades com até 25 hectares de manter áreas de proteção.
A grita por parte de ambientalistas, políticos e meios de comunicação foi geral e repercutiu no exterior. Tanta pressão acabou por engavetar o projeto, pelo menos temporariamente. Mas não há muitos motivos para comemorar. A floresta amazônica perde em florestas, por hora, o equivalente a dezenas de hectares. Hoje, 15% de sua área está devastada. A floresta atlântica brasileira não se encontra em melhor situação: trata-se de um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo, com menos de 5% de sua área original.
Esses são apenas alguns dos problemas ambientais do Brasil. Os outros estão na área urbana: tratamento de água, esgoto, lixo, drenagem urbana (enchentes), controle de vetores transmissores de doenças e poluição atmosférica. Resolver ou pelo menos amenizar essas dificuldades é questão de vontade política, mas também depende da atuação efetiva de profissionais dedicados ao assunto, como são os engenheiros ambientais. Sua principal atribuição é realizar projetos voltados para o aproveitamento racional dos recursos naturais, como rios e minerais. Eles também cuidam da conservação e da gestão desses recursos, fazem avaliações de impacto ambiental e ainda estudam sistemas de saneamento básico, visando ao tratamento de resíduos industriais sólidos, líquidos e gasosos, que poluem o solo, a água e o ar.
A profissão é relativamente nova. No Brasil inteiro, há poucos cursos de graduação, mas outros devem surgir em breve. “Essa é a profissão do futuro, ao lado de especialidades em direito ambiental, energia e telecomunicações”, aposta Paulo Ivo Koehntopp, coordenador-chefe do departamento de engenharia da Universidade Regional de Joinville, em Santa Catarina. “O engenheiro ambiental tem o desafio de conservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento econômico, quase sem amparo governamental. Não é tarefa fácil, mas já há maior conscientização da importância de preservar a natureza.” Como exemplo, ele cita indústrias de plástico, petróleo, tecidos e fundições, todas em busca da certificação ambiental, uma espécie de atestado garantindo que suas atividades geram desenvolvimento sem agressões ao meio ambiente.
Por conta dessa mudança de mentalidade, calcula-se que devam ser abertos nos próximos anos cerca de 500 mil postos de trabalho para o engenheiro ambiental. “Essa é uma das poucas áreas em que a oferta de trabalho é maior do que a procura”, afirma Koehntopp. Como ainda há poucos profissionais com formação universitária, as perspectivas para a carreira são as melhores. Recentemente, a Petrobras abriu edital para a contratação de oito bacharéis em Engenharia Ambiental, com salários de R$ 1,6 mil. Por enquanto, o engenheiro ambiental compete com biólogos e engenheiros sanitaristas. “Com a regulamentação da profissão, esses outros profissionais vão ter de se retirar do mercado”, lembra Koehntopp. “Eles não poderão, por exemplo, assinar projetos estruturais de usinas de tratamento de efluentes, uma especialidade do engenheiro ambiental”.
Na faculdade, o aluno é preparado para trabalhar a questão ambiental sem perder de vista o desenvolvimento econômico. O curso inclui visitas técnicas e estudos de campo. Além das disciplinas básicas de engenharia, o aluno adquire conhecimento nas áreas de biologia, geologia, climatologia, hidrologia, ecologia, hidráulica, irrigação e drenagem, cartografia, sensoriamento remoto, energia, manejo e recuperação de recursos naturais, poluição ambiental, sistemas de tratamento de água e resíduos, planejamento ambiental, sistemas hidráulicos e sanitários, conservação e uso dos solos, legislação ambiental, saúde ambiental e geopolítica.
Quando se formar, o bacharel estará habilitado a cumprir todas as etapas relacionadas à utilização de recursos naturais – a começar pelo estudo de projetos, passando pela operação e gerenciamento até chegar à avaliação de obras de engenharia. Os campos de trabalho são os complexos industriais e de agribusiness e empresas públicas de saneamento, planejamento e gestão ambiental, tanto no meio urbano como no rural. As ONGs, organizações não-governamentais, também tendem a absorver cada vez mais pessoal especializado para atuação em âmbito global.
O engenheiro ambiental estuda, desenvolve e usa tecnologias específicas para proteger a natureza da ação humana. Sua principal função é preservar a qualidade das águas, do ar e do solo. Realiza estudos de impacto ambiental, elabora e executa planos, programas e projetos de gerenciamento de recursos hídricos, saneamento básico, tratamento de resíduos e recuperação de áreas contaminadas. Também atua na recuperação de áreas degradadas. A preocupação mundial com a ecologia abre cada vez mais espaço para este profissional. Obter registro no Crea é obrigatório para exercer a profissão.
Espírito investigativo, capacidade de análise, senso de observação, interesse por temas sociais e científicos, gosto pela natureza.
Cinco anos
Fonte: www1.uol.com.br
O curso forma profissionais que promovem o desenvolvimento de tecnologias voltadas para o bem estar da sociedade, preservando o meio ambiente. Ele atua diretamente na proteção e racionalização dos recursos naturais; planejamento e gerenciamento ambiental; minimização e remediação de impactos ambientais causados pelo homem ou por eventos naturais. Faz o controle da poluição e recuperação de áreas degradadas. Cuida do tratamento de água, esgoto, lixo, drenagem urbana (enchentes), controle de vetores transmissores de doenças e da poluição atmosférica. O caráter multidisciplinar do curso, onde se destacam as áreas de biologia, química e aquelas próprias da engenharia, permite a este profissional atuação nos segmentos industrial, comercial e de serviços, bem como no desenvolvimento de processos que permitem a produção de tecnologias limpas, reduzindo e, mesmo eliminando, a produção de resíduos em benefício da população e do desenvolvimento auto–sustentável.
Os alunos formados poderão requerer registro no CRQ –Conselho Regional de Química, recebendo as atribuições relativas ao curso e/ou registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA. Estágio obrigatório.
1. A partir da 1ª série, o estudante deverá cumprir, no mínimo, 120 (cento e vinte) horas de Atividades Complementares, que abrangerão as modalidades regulamentadas pelo CONSEPE desta IES, visando ao aprimoramento de sua formação profissional; cabendo–lhe, todavia, comprová–las junto ao Coordenador para fins de assentamentos acadêmicos.
2. O estudante poderá cursar optativamente a disciplina Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), com carga horária mínima de 40 (quarenta) horas, que será oferecida por esta Instituição de Ensino Superior em horários alternativos ao longo do curso. Caso o estudante opte por cursá–la, essa disciplina será, então, incluída como componente curricular em seu Histórico Escolar e sua carga horária será deduzida do total daquela destinada às Atividades Complementares.
3. O estudante poderá realizar, a partir do segundo semestre da 1ª série, estágio de prática profissional, de caráter optativo, visando adquirir experiências que sejam pertinentes às áreas de conhecimento e de atuação abrangidas pelo curso. Contudo, na 5ª série, o estudante deverá cumprir, obrigatoriamente, 160 (cento e sessenta) horas de Estágio Supervisionado em setores das áreas supracitadas. Em ambos os casos, o estudante deverá ser acompanhado no desenvolvimento dessas atividades por professor designado para tal fim e redigir os relatórios que lhe forem solicitados para os devidos assentamentos junto à Secretaria Geral, conforme preconizam o Regulamento de Estágios desta IES e a legislação pertinente.
O estágio de caráter optativo poderá ser aproveitado como parte das Atividades Complementares previstas no Projeto Pedagógico do Curso, bem como poderá, eventualmente e a critério do Colegiado do Curso, completar a carga horária prevista para o estágio de caráter obrigatório.
4. Na 5ª série, o estudante, a título de Iniciação Científica, deverá elaborar um Trabalho de Conclusão de Curso que apresente procedimentos científicos na análise de um problema específico da área de conhecimento do curso, preferencialmente baseado em experiências profissionais por ele vivenciadas. Essa atividade será computada nas horas destinadas às Atividades Complementares, podendo ser–lhe atribuídas até 40 (quarenta) horas daquele total, de acordo com parecer exarado pelo Professor Orientador e/ou Coordenador do Curso.
5. O período de integralização do curso é de, no mínimo, 5 (cinco) anos e, no máximo, de 8 (oito) anos.
Fonte: www.oswaldocruz.br