No Brasil estão concentrados 30% das florestas tropicais do mundo. Mais do que imensas reservas, essas áreas constituem um inestimável patrimônio biológico, pois abrigam mais da metade das espécies vivas existentes no planeta. Por isso, cada parte de floresta que desaparece pode significar um desastre para o ecossistema. E, pelo mesmo motivo, uma das grandes questões ambientais da atualidade se refere à extração irregular de madeira para a indústria de móveis. Apesar das restrições, calcula-se que se corte, hoje, 350 milhões de metros cúbicos de madeira por ano – 56% provenientes de matas nativas, como as da Amazônia.
O engenheiro florestal trabalha em meio a esse jogo de forças entre a natureza e o setor produtivo. Do lado da indústria, é preciso garantir o fornecimento de matéria-prima, investindo em reflorestamento. Porém, com o fim dos incentivos fiscais concedidos pelo governo federal para o plantio de mudas, em 1986, diminuiu muito o plantio das florestas comerciais, onde se cultivam pinus e eucaliptos, usadas pelas indústrias de papel, de celulose, de móveis e até na siderurgia. Assim, criar projetos de proteção a florestas em que a extração da madeira não prejudique o meio ambiente é um dos desafios do engenheiro florestal.
Uma das grandes áreas de atuação para esse profissional é a silvicultura, que cuida do reflorestamento, da proteção das florestas nativas e das áreas de manejo sustentado, além da exploração racional das florestas cultivadas. Poggiani conta como é a aventura de trabalhar no meio da floresta: “Não é fácil ensinar índios e caiçaras a explorar o solo sem degradá-lo. Eles não fazem idéia do que significa, por exemplo, manejo sustentado.”
No campo da ecologia aplicada, o engenheiro florestal trabalha com os ecossistemas, as formas de vida vegetal e animal, a preservação dos mananciais e da fauna em extinção, além da recuperação de áreas degradadas. Também é promissor o setor de tecnologia de produtos florestais, que desenvolve projetos para a extração ordenada da madeira e sua industrialização. O especialista em tecnologia ainda encontra oportunidades nas indústrias de papel, celulose e resinas. As chances de contratação estão em empresas de reflorestamento, nas ONGs (organizações não-governamentais) ligadas em educação ambiental e em órgãos que fiscalizam a legislação florestal e cuidam da perícia quando ocorrem crimes ambientais. O salário inicial está em torno de R$ 1,5 mil, mas pode ser mais alto caso o profissional tenha passado por estágios.
O engenheiro florestal avalia o potencial de ecossistemas florestais e planeja seu aproveitamento de modo a preservar a flora e a fauna locais. Para isso, ele pesquisa e seleciona sementes e mudas, identifica e classifica espécies vegetais e procura melhorar suas características, analisando suas condições de adaptação ao ambiente. Desenvolve estudos e elabora projetos para a preservação de parques e reservas naturais e acompanha sua execução. Recupera também as áreas degradadas aplicando técnicas de reflorestamento. Além disso, avalia o impacto ambiental de atividades humanas em uma área. Para exercer a profissão é preciso obter o registro no Crea.
Gosto por atividades ao ar livre, visão global, criatividade, imaginação, espírito investigativo, facilidade de trabalhar em equipe, interesse por temas científicos.
Cinco anos
Fonte: www1.uol.com.br

Elabora e supervisiona projetos referentes à preservação e expansão de áreas florestais, controlando técnicas de reprodução, cuidado e exploração da vegetação. Seu objetivo é manter o constante equilíbrio da natureza.
Elaborar projetos de florestamento e reflorestamento, abrangendo desde a semeadura em viveiro até a produção de árvores abatidas ou conservadas.
Pesquisa e estuda espécies mais produtivas e saudáveis, determinando qual a melhor forma de adubação, espaço ideal para o plantio, composição de solo, temperatura etc.
Planeja através de técnicas apropriandas a produção e seleção de sementes, com o objetivo de melhorar a germinação das mesmas.
Analisa os efeitos das enfermidades, do corte, do fogo e de outros fatores que contribuem para a redução da cobertura florestal do planeta, desevolvendo medidas de combate aos mesmos.
Atua na indústria moveleira, madeireira, de papel e celulose ou de resinas e óleos essenciais, aprimorando o processo de produção e a qualidade do produto final.
Atua na área da Engenharia Rural em atividades aplicadas à topografia, hidrologia, açudagem, irrigação e drenagem.
Indústrias e empresas que atuam no ramo de extração, exploração e transformação de matéria - prima (madeira, papel e celulose, borracha, compensados etc.).
No setor público desempenha atividades técnicas e científicas em instituições como ITCF, IAPAR, ACARPA, Secretarias de Agricultura, EMBRAPA, Ministérios como o da Agricultura e Minas e Energia.
Atua na análise e fiscalização de projetos florestais, na administração de parques e reservas.
Instituições de ensino e pesquisa.
No setor privado em empresas e indústrias da área florestal.
Como consultor de assuntos florestais.
O currículo como um todo abrange disciplinas que se relacionam como o manejo florestal, silvicultura, engenharia e tecnologia rurais, economia, política e extensão florestais, além da área da ecologia e conservação da natureza.
Dentre elas podemos destacar : Cálculo com Álgebra Linear, Química Geral, Topografia, Zoologia, Física, Entomologia Florestal, Climatologia e Meterologia, Solos Florestais, Genética Vegetal, Anatomia da Madeira, Ecologia Florestal, Melhoramento Florestal, Conservação da Natureza e Paisagismo, Incêndios Florestais, Hidrologia e Manejo de Bacias Hidrográficas, Conservação e Manejo de Fauna, Economia Florestal, Administração Aplicada e outras.
05 anos
Fonte: www.furb.br