É o conjunto de conhecimentos empregados na transformação de minérios em metais e ligas metálicas e em suas aplicações industriais. Com profundo conhecimento dos metais e de suas propriedades, esse engenheiro é responsável pelo beneficiamento de minérios e por sua transformação em metais e ligas metálicas. Ele atua em todo o processo, desde extração, refino e conformação até a obtenção de produtos com estrutura e propriedades ajustadas às diferentes finalidades. Ele desenvolve e adapta esses metais para os mais diversos usos industriais, desde a confecção de chapas e vigas para a construção civil até a produção de latas de refrigerante, implantes ortopédicos e trens de pouso de aviões.
Também combina metais com outros materiais, como vidro, plástico ou cerâmica, criando compostos com novas propriedades. Presente em quase todos os segmentos industriais, esse profissional é indispensável nas indústrias de base e no setor metalúrgico.
Engenheiros metalúrgicos encontram boa oferta de empregos em empresas dos setores mecânico e de metalurgia de metais não-ferrosos. Outro campo promissor está nas indústrias aeronáuticas, siderúrgicas e de mineração. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil é o nono maior produtor e oitavo exportador mundial do aço. Novos investimentos garantem perspectivas positivas de emprego na área para os próximos dez anos. Nas mineradoras, especialmente as dos setores de alumínio e cobre, o profissional trabalha na área de metalurgia primária, que inclui a laminação e a fundição dos produtos. Os empregadores concentram-se principalmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco, Ceará, Pará e Maranhão.
Os engenheiros metalúrgicos também são requisitados em setores públicos, empresas de projetos e de consultoria, indústrias de autopeças, além de bancos para fazer análise de projetos e centros de pesquisa.
Os dois primeiros anos são dedicados às disciplinas básicas comuns a todas as engenharias. A partir do terceiro ano dominam as matérias específicas, entre elas processos de transformação, metalurgia extrativa e física. O aluno cumpre boa parte da carga horária em laboratório. Também se dedica ao estudo das variáveis dos processos de produção de metais e ligas e à caracterização das propriedades desses materiais. No fim do curso são exigidos um estágio e um trabalho de conclusão. Algumas escolas oferecem formação semelhante no curso de Engenharia de Materiais com habilitação em metais.
Cinco anos.
Metais ferrosos
Desenvolver ligas metálicas que contenham ferro. Acompanhar as diversas fases de fabricação em usinas siderúrgicas, do planejamento ao controle de qualidade da produção.
Metais não-ferrosos
Produzir ligas metálicas que não contenham ferro, como alumínio e cobre. Definir técnicas e métodos para trabalhar com cada metal.
Tratamento de metais
Controlar o processo de transformação de metais ferrosos e não-ferrosos. Estudar a composição e as propriedades dos metais e definir o melhor tipo de tratamento.
Fonte: guiadoestudante.abril.com.br
A área da engenharia ligada à extração, à síntese, ao processamento e ao desempenho de materiais tem uma importância estratégica para o desenvolvimento científico e tecnológico nacional. O campo de atuação do engenheiro de materiais abrange atividades de pesquisa, de produção, de seleção e de gerenciamento. Essas atividades incluem, entre outras, o desenvolvimento de novos materiais, a modelagem, o controle e a instrumentação de processos, a caracterização de materiais, a avaliação de propriedades, a otimização do desempenho e a análise de falha. Por estar diretamente vinculada ao setor industrial, a Engenharia de Materiais aborda, ainda, aspectos associados ao controle e à preservação do meio ambiente, como tratamento de efluentes, aproveitamento de resíduos e reciclagem.
A profissão permeia todos os campos da indústria e da construção e, por conta dessa característica, o mercado de trabalho é amplo. A toda hora aparecem oportunidades de emprego nas indústrias petroquímica, siderúrgica e automobilística, assim como no ramo da fabricação de embalagens. Preocupadas com a preservação do meio ambiente, muitas empresas e ONGs também contratam engenheiros de materiais para desenvolver tecnologias de reciclagem.
O principal desafio do engenheiro metalúrgico é adequar materiais metálicos – que vão de chapas, arames e vigas de sustentação para a construção civil a latas de cerveja - às funções a que serão submetidos. Esse profissional é responsável pelo beneficiamento de minérios e por sua transformação em metais e em ligas metálicas. Ele pode atuar em todo o processo de produção, da extração e refino à obtenção de produtos com estruturas e propriedades ajustadas às mais diferentes finalidades.
Metalurgia Extrativa (redução de minérios e refino de metal primário), Metalurgia de Transformação (laminação, forjamento, fundição, soldagem e metalurgia do pó) e Metalurgia Física (metalografia, tratamentos térmicos, comportamento mecânico e corrosão) são os principais campos de estudo desse especialista. Para exercer a profissão, é fundamental o conhecimento de físico-química, dos fenômenos de transporte de energia e de massa e das relações entre processos de fabricação, microestrutura e propriedades.
O mercado de trabalho do engenheiro metalurgista é grande. As melhores vagas estão em empresas siderúrgicas e nas mineradoras, mas também há espaço em outras indústrias, como metalúrgica, mecânica e aeronáutica. Os fabricantes de autopeças e de metais também costumam empregar esse profissional, assim como os bancos, que contratam especialistas para fazer análises de projetos.
Fonte: www.puc-rio.br