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Engenharia Química

Quem se interessa por química na escola deve tomar cuidado antes de escolher a carreira. “Esta engenharia tem muito pouco dessa disciplina. O profissional de química é formado para transformar uma coisa em outra, analisando em laboratório, por exemplo, as reações e a energia que se gasta nos processos. Apesar de ter esse conhecimento, o engenheiro químico projeta máquinas, analisa materiais e estuda a mecânica que possibilita os processos químicos”, explica Fabiana Dias Costa Gallotta, 29 anos, engenheira química da Petrobras, no Rio de Janeiro.

São várias as opções profissionais para o engenheiro químico. Ele cria e aperfeiçoa técnicas de extração de matérias-primas, bem como de sua utilização ou transformação em produtos químicos e petroquímicos, como tintas, plásticos, têxteis, papel e celulose. Desenvolve produtos e equipamentos, além de pesquisar tecnologias mais eficientes e menos poluidoras. Também projeta e dirige a construção, a montagem e o funcionamento de fábricas, usinas e estações de tratamento de rejeitos industriais. Pesquisa e implanta processos industriais não poluentes, de acordo com a lei, a normatização e o desenvolvimento sustentável. “Ele terá um grande papel no desenvolvimento de novas formas de energia, como a eólica, o etanol e o biodiesel. Na Petrobras, atuo na área ambiental. A responsabilidade é enorme, pois parte do trabalho é evitar acidentes. Para isso, temos uma equipe multidisciplinar, com biólogos e oceanógrafos”, diz Fabiana.

Mercado de trabalho

Nos últimos anos, os investimentos das indústrias, sobretudo as voltadas para exportação, abriram vagas para o engenheiro químico. "A criação de matérias-primas mais resistentes, leves, compactas e baratas, aumenta a competitividade das indústrias e torna o profissional uma peça estratégica nas corporações, já que ele participa desses desenvolvimentos", diz Kamal Mattar, presidente da Associação dos Engenheiros Politécnicos. Os setores petroquímico, de papel e celulose, alimentício e farmacêutico têm uma demanda acentuada pelo graduado. As empresas de reciclagem e as indústrias que se preocupam com o reaproveitamento de materiais também oferecem oportunidades a quem atua na área de meio ambiente.

Os segmentos de controle de processos, que demandam conhecimento de alta tecnologia, e de processos biotecnológicos em geral, valorizam cada vez mais o engenheiro químico. Os cuidados com a natureza também impulsionam a procura pelo especialista, que está envolvido com o tratamento de resíduos das indústrias. Os pólos industriais de São Paulo e do Rio de Janeiro são os principais empregadores. Muitas indústrias químicas migraram para o interior do estado de São Paulo, e cresceram as chances de colocação nas regiões de Campinas, São Carlos e Rio Claro.

O curso

Física, química e matemática estão presentes no currículo durante todo o curso, que tem duração média de cinco anos. Com os recentes avanços da biotecnologia, os conhecimentos de biologia vêm sendo incorporados ao currículo. A partir do terceiro ano, essas disciplinas passam a ser aplicadas a processos físico-químicos, nos quais o aluno aprende a identificar as reações, a analisar e a purificar compostos químicos e a projetar equipamentos relacionados com as diversas transformações que ocorrem na indústria química. As aulas em laboratório, inclusive no de informática, ocupam parte significativa da carga horária e são fundamentais para o estudante se familiarizar com os equipamentos industriais e se preparar para enfrentar problemas reais de uma fábrica. Algumas escolas oferecem formação específica em certas áreas, como meio ambiente ou celulose e papel.

O que você pode fazer

Desenvolvimento

Criar produtos e analisar sua viabilidade técnica e econômica. Aperfeiçoar o processo de fabricação ou beneficiamento de produtos, introduzindo novas tecnologias e adaptando as que estão em operação.

Meio ambiente

Definir normas e métodos de preservação ambiental. Reciclar e tratar resíduos industriais.

Processo industrial

Planejar e supervisionar operações industriais, administrando as equipes e as diversas etapas de produção. Estudar e implantar métodos para aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir a segurança no trabalho.

Projetos

Projetar fábricas, determinar processos de produção, instalações e equipamentos, procedimentos de segurança e a logística de estocagem e movimentação de materiais.

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br

Engenharia Química

O Engenheiro Químico tem por função elaborar, executar e controlar projetos de instalação e expansão de indústrias químicas. Cabe-lhe também organizar, dirigir e fiscalizar a produção de materiais para a fabricação de produtos químicos, bem como pesquisar a transformação físico-química das substâncias reduzindo-as a escalas comerciais - por exemplo, a fabricação de produtos químicos derivados de petróleo, metais, minérios, produtos alimentares e sintéticos.

Pela própria natureza de sua formação, que combina princípios da matemática, química, física e biologia com técnicas da engenharia, os profissionais da Engenharia Química tem sido considerados um dos mais versáteis de todos os engenheiros.

Seus campos de atuação mais frequentes são as indústrias dos setores de:

Nesse contexto, o engenheiro químico poderá se ocupar de áreas como:

O exercício da profissão de Engenheiro Químico e regulado pela lei federal 5194, de 24 de dezembro de 1966, a mesma que regulamenta a profissão do arquiteto e do engenheiro agrônomo. Essa lei foi regulamentada pelo decreto federal 620, de 10 de junho de 1969.

Fonte: www.feq.unicamp.br

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