É uma inflamação causada pelo verme Oxyurus vermicularis
(ou Enterobius vermicularis) que se aloja no intestino grosso. Entenda-se por inflamação um processo de reação a um agente irritante que atinge um ser vivo.Caracteriza-se por edema (inchaço), hiperemia (vermelhidão), hiperestesia (aumento da sensibilidade dolorosa) e aumento da temperatura local eventualmente se acompanha de diminuição funcional e na dependência do local atingido pode passar sem que se perceba o processo.
Esta verminose é adquirida pela chegada dos ovos deste parasita ao aparelho digestivo através de mecanismos como: a - deglutição - junto com alimentos, poeira de casa, objetos, animais, roupas contaminados com ovos dos oxiúros. Auto-infestação, no ato de coçar o esfincter retal os ovos podem aderir aos dedos e então levados à boca.
Após a deglutição dos ovos, no intestino as larvas se transformam em adultos, as fêmeas guardam os ovos fecundados e os machos morrem. As fêmeas migram para o cólon e reto, de noite elas Saem pelo esfíncter retal e depositam ovos na região doesfincter retal e perianal.
Exceto pelo prurido (coceira) no esfincter retal e por ocasionais episódios de diarréia a maioria das pessoas não sente nada. Infestações intensas podem causar vômitos, diarréia freqüente inclusive com excesso de gordura nas fezes, prurido doesfincter retal constante, insônia. Irritabilidade, perda de peso, chegando à desnutrição.
O diagnóstico pode ser evidenciado pela visualização dos vermes nas fezes (raro), em pesquisa de ovos no exame parasitológico de fezes e mais comumente pela pesquisa de ovos na região perianal do esfincter retal através de raspado esfincter retal (swab) ou fita adesiva. Prevenção
A higiene de um modo sistemático, mãos, alimentos, animais, roupas, roupas de cama, brinquedos é eficaz na prevenção. O uso de água sanitária (diluição de 1/3) serve para maior eficácia na limpeza de objetos que não sejam atacados pelo cloro.
Fonte: www.sobiologia.com.br
Enterobíase/Enterobiose ou Oxiurose ou Oxiuríase é o nome da infecção por
oxiúros (Enterobius vermicularis), que são vermes nematôdeos com menos de
15 mm de comprimento e que parasitam o intestino dos mamíferos, principalmente
primatas, incluindo o homem. É a única parasitose que ainda é hoje comum nos
países desenvolvidos, atingindo particularmente as crianças.
O oxiúro é um verme nemátode pequeno e fusiforme. As fêmeas têm cerca de 1
centímetro e cauda longa, enquanto os machos apenas 3 milímetros.

Dois Oxiúros fêmeas na pele perianal
Após deglutição dos ovos, as formas adultas formam-se no intestino. Aí macho e fêmea acasalam, guardando a fêmea os ovos fecundados. O macho morre após a cópula e é expulso junto com as fezes.
A fêmea então migra para o cólon distal e para o reto. De noite a fêmea sai do reto passando pelo esfincter e deposita os ovos na mucosa do esfincter retal e pele perianal, do lado externo do corpo, voltando depois para dentro.
Este processo é extremamente irritante porque o contrário da mucosa do intestino, mucosa do esfincter retal e a pele são muito sensíveis, de forma consciente, e os movimentos da fêmea são percebidos pelo hospede como prurido.
As fêmeas põem mais de 10.000 ovos (40 micrómetros) que são lavados ou ficam agarrados à roupa interior, caiem e misturam-se no pó, ou podem ainda ser levados pelas fezes. É comum em casos de diarreia ou fezes moles, saírem fêmeas adultas também com as fezes, que são visíveis movendo-se à superfície da água da sanita (português europeu) ou vaso sanitário (português brasileiro).

Ciclo de vida do Enterobius vermicularis
Os vermes adultos vivem no intestino grosso e, após a cópula, o macho é eliminado.
As fêmeas fecundadas não fazem oviposição no intestino e têm seu útero abarrotado
com aproximadamente 11.000 ovos. Em um determinado momento o parasita se desprende
do ceco e é arrastado para a região do esfincter retal e perianal, onde se
fixa e libera grande quantidade de ovos.
E vermicularis é o parasita de maior poder de infecção, pois seus ovos necessitam
de apenas seis horas para se tornar infectantes.
Ao serem ingeridos, os ovos sofrem a ação do suco gástrico e duodenal, libertando
as larvas que se dirigem ao ceco, onde se fixam e evoluem até o estágio adulto.
A duração do ciclo é em média de 30 a 50 dias.
O sintoma característico da enterobíase é o prurido retal, que se exacerba
no período noturno devido à movimentação do parasita pelo calor do leito,
produzindo um quadro de irritabilidade e insônia.
Em relação às manifestações digestivas, a maioria dos pacientes apresenta
náuseas, vômitos, dores abdominais em cólica, tenesmo e, mais raramente, evacuações
sanguinolentas.
Nas mulheres, o verme pode migrar da região do esfincter retal para a genital,
ocasionando prurido vulvar, corrimento do órgão reprodutor feminino,
eventualmente infecção do trato urinário, e até excitação sexual. Apesar da
sintomatologia, não se verifica eosinofilia periférica e os níveis de IgE
em patamares dentro da normalidade, com exceção de estudo de infecção massiva
promovendo uma alta elevação de IgE sangüínea e contagem de eosinófilos.
Existem relatos de localização ectópica da patologia levando a quadros de
apendicites, salpingites, granulomas peritoneais e perianais, doença inflamatória
pélvica.
O método de escolha utilizado para o diagnóstico da enterobíase difere em
relação às outras verminoses em geral. As técnicas habituais de demonstração
de ovos de helmintos não apresentam positividade superior a 5% dos casos,
uma vez que as fêmeas não fazem oviposição no intestino.
Como eleição emprega-se a técnica dos "swabs anais", também denominada
de método da fita de celofane adesiva e transparente, ou da fita gomada, reportada
por Graham.
A outra técnica não habitual descrita na literatura é chamada de vaselina-parafina (VASPAR). Adota-se como padrão da colheita do material o horário no período matutino, antes de o paciente defecar ou tomar um banho. Caso não seja possível tal procedimento, poderia se optar pela coleta após o paciente ter se deitado.
Com estas técnicas, aumenta-se sensivelmente a positividade do achado dos
ovos de E. vermicularis e, se realizado em dias consecutivos, com no mínimo
três coletas, segundo consenso de expertos da Federação Latino-Americana de
Parasitologia (FLAP).
O tratamento de escolha é o pamoato de pirantel na dose de 10 mg/kg em dose
única, não ultrapassando 1g, por via oral, preferencialmente em jejum. Apresenta
uma eficácia em torno de 80 a 100% de cura, com poucos efeitos adversos, tais
como: cefaléia, tonturas e distúrbios gastrointestinais leves. Sugere-se na
maioria dos casos a repetição do tratamento, aumentando assim a taxa de cura
deste nematódeo intestinal.
Como terapia alternativa à participação dos benzi-midazólicos de uso em humanos,
mebendazol e albendazol em dose única e repetição em 2 semanas. O mebendazol
é administrado por via oral, 100 mg, independente da idade do paciente, apresentando
eficácia de 90 a 100% de cura, com raros efeitos colaterais.
O albendazol é receitado na dose de 400 mg, também independente da idade, e proporcionando taxa de cura também perto dos 100%. Náuseas, vômitos, diarréia, secura na boca e prurido cutâneo podem surgir após a ingestão, porém é raro o seu acometimento.
A higiene permite reduzir a probabilidade de contaminação, assim como a limpeza frequente dos quartos das crianças e sobretudo em zonas em que se acumula o pó como debaixo da mobilia e por cima das portas. É preferivel limpar com pano molhado de modo a não levantar pó que depois é inalado ao varrer.
As roupas das crianças devem ser trocadas frequentemente, e as suas unhas cortadas de modo a não reter ovos se se coçarem. Outro grande cuidado deve ser o banho diário e o lavar as mãos antes de qualquer refeição para evitar a reinfecção.
Todos os materiais infectados ou em contato com o corpo do doente (pijamas, roupa de cama, roupas íntimas) deve ser lavado com água morna (superior a 55 graus Celsius, por alguns segundos, é suficiente) e sabão diariamente. Água sanitária (lixívia, em Portugal) diluída em água (à razão de 1 parte para 3 de água) também serve para desinfetar brinquedos e roupas.
Fonte: pt.wikipedia.org