Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Enzimas - Página 3  Voltar

Enzimas

Os alimentos passam por modificações, transformando- os em substâncias mais simples, que serão absorvidas pelo sangue e pela linfa e distribuídas para todo o corpo.

Durante a digestão, as moléculas grandes passam por várias transformações e se quebram em moléculas menores, capazes de penetrar nas células.

As proteínas, as gorduras, e os carboidratos, por exemplo, são constituídos por moléculas grandes.

No entanto, são transformados em aminoácidos, ácidos graxos, glicerol e glicose.

Estas substâncias, por sua vez, formadas por moléculas bem pequenas, conseguem atravessar a membrana plasmática da célula.

Há nutrientes que atravessam o tubo digestivo sem sofrer nenhuma transformação, pois são formados por moléculas pequenas. É o caso dos sais minerais, das vitaminas e da água, que são absorvidos principalmente no intestino delgado. Grande parte da água que ingerimos é absorvida no intestino grosso.

Todas essas modificações nas moléculas dos alimentos ocorrem graças a reações químicas provocadas pelas ENZIMAS contidas nos SUCOS DIGESTIVOS. Os sucos digestivos são líquidos produzidos por certos órgãos do aparelho digestivo.

Os três processos químicos da digestão são: insalivação, quimificação e quilificação.

Insalivação

Trata-se da ação da saliva sobre os alimentos e ocorre na boca. Se mastigarmos um miolinho de pão durante dois ou três minutos, ao final desse tempo sentiremos que o pão ficou adocicado. Os outros alimentos são apenas triturados, formando o bolo alimentar, e são engolidos. Sua digestão começa mais adiante.

Enzima: Ptialina

Órgão de atuação: Boca ( saliva da língua)

Ação: Transforma o amido nos açúcares chamados: Maltose e Glicose.

Fonte: Carboidrato ( Açúcar e amido ).

Função: Fonte de armazenamento de energia em nosso organismo.

Controle: pH entre 6,4 e 7,5

Atuação do Nutricionista: Cardápio rico em carboidratos.

Depois de bem mastigados e insalivados, os alimentos formam uma espécie de papa chamado bolo alimentar, que é engolido e , através do esôfago, chega ao estômago.

Quimificação

É a ação que o suco gástrico (produzido por algumas células do estômago) realiza sobre os alimentos.

O suco gástrico possui enzimas e ácido clorídrico.

O ácido clorídrico amolece o bolo alimentar, destrói bactérias e facilita a ação das enzimas.

As enzimas do estômago são três: Quimosina, Lipase gástrica e Pepsina.

Enzima: Quimosina

Órgão de atuação: Estômago

Ação: Serve para coagular o leite, tornando-o mais facilmente digerível.

Fonte: Proteína

Função: São responsáveis pelo nosso crescimento e pela substituição daquilo que nosso corpo perde.

Controle: PH ótimo em 2

Atuação do Nutricionista: Cardápio rico em proteína.

Especificamente: leite.

Enzima: Lipase gástrica

Órgão de atuação: Estômago

Ação: Atua sobre as gorduras, se elas estiverem divididas em partículas pequenas.

Fonte: Lipídio

Função: Normalmente, acumulam-se sob a pele, formando um depósito de energia.

Controle: PH ótimo em 2

Atuação do Nutricionista: Cardápio rico em lipídio.

Exemplo: leite, manteiga, coco, amendoim, carne, azeite.

Enzima: Pepsina

Órgão de atuação: Estômago

Ação: Transforma as proteínas em substâncias mais simples.

Fonte: Proteína

Função: São responsáveis pelo nosso crescimento e pela substituição daquilo que nosso corpo perde.

Controle: PH ótimo em 2

Atuação do Nutricionista: Cardápio rico em proteína.

Exemplo: carne, queijo, leite, manteiga, feijão, ervilha.

Depois da ação dessas substâncias e dos movimentos peristálticos do estômago, o bolo alimentar transforma-se num líquido viscoso chamado quimo, que é lançado no intestino delgado.

Quilificação

É a ação do suco pancreático( produzido por células do pâncreas), do suco entérico ou intestinal ( produzido por células do intestino) e da bile ( produzida por células do fígado) sobre os alimentos.

O suco pancreático possui três enzimas: Amilase, Tripsina e Lipase pancreática.

Enzima: Amilase

Órgão de atuação: Pâncreas ( suco pancreático)

Ação: É semelhante à Ptialina. Transforma o aminoácido em Maltose e Glicose.

Fonte: Carboidrato ( açúcar e amido )

Função: Fonte de armazenamento de energia em nosso organismo.

Controle: PH entre 7,8 e 8,2

Atuação do Nutricionista: Cardápio rico em carboidratos.

Exemplo: cana, frutas , leite, batata, arroz, trigo. A digestão do amido completa-se no intestino porque, como o alimento permanece pouco tempo na boca, a ptialina não é capaz de transformar todo o amido.

Enzima: Tripsina

Órgão de atuação: Pâncreas ( suco pancreático)

Ação: Transforma as proteínas decompostas no estômago em substâncias mais simples: Aminoácidos.

Fonte: Proteína

Função: São responsáveis pelo nosso crescimento e pela substituição daquilo que nosso corpo perde.

Controle: PH entre 7,8 e 8,2

Atuação do nutricionista: Cardápio rico em proteína.

Exemplo: carne, queijo, leite, manteiga, feijão, ervilha.

Enzima: Lipase pancreática

Órgão de atuação: Pâncreas ( suco pancreático)

Ação: Transforma os lipídios em substâncias mais simples: Ácidos graxos e Glicerol.

Fonte: Lipídio

Função: Normalmente, acumulam-se sob a pele, formando um depósito de energia.

Controle: PH entre 7,8 e 8,2

Atuação do Nutricionista: Cardápio rico em lipídio.

Exemplo: leite, manteiga, coco, amendoim, carne, azeite.

O suco entérico ou intestinal, produzido por glândulas do intestino , é o que apresenta maior número de enzimas.

Elas são: Erepsina, Lipase entérica, Invertina, Lactase e Maltase.

Enzima: Erepsina

Órgão de atuação: Intestino delgado ( suco entérico ou intestinal )

Ação: Transforma as proteínas decompostas no estômago em substâncias mais simples: aminoácidos.

Fonte: Proteína

Função: São responsáveis pelo nosso crescimento e pela substituição daquilo que nosso corpo perde.

Controle: PH entre 6,5 e 7,5

Atuação do Nutricionista: Cardápio rico em proteína.

Exemplo: carne, queijo, leite, manteiga, feijão, ervilha.

Enzima: Lipase entérica

Órgão de atuação: Intestino delgado ( suco entérico ou intestinal )

Ação: Transforma os lipídios em substâncias mais simples: Ácidos graxos e Glicerol.

Fonte: Lipídio

Função: Normalmente, acumulam-se sob a pele, formando um depósito de energia.

Controle: PH entre 6,5 e 7,5

Atuação do Nutricionista: Cardápio rico em lipídio.

Exemplo: leite, manteiga, coco, amendoim, carne, azeite.

Enzima: Invertina, Lactase e Maltase

Órgão de atuação: Intestino delgado ( sulco entérico ou intestinal )

Ação: Transformam qualquer tipo de açúcar num açúcar mais simples chamado: Glicose Fonte: Carboidrato ( açúcar )

Função: Fonte de armazenamento de energia em nosso organismo.

Controle: PH entre 6,5 e 7,5

Atuação do Nutricionista: Cardápio rico em carboidrato. Especificamente: açúcar.

Exemplo: frutas em geral. Principalmente: uva.

A bile não possui enzimas, ou seja não atua na digestão, mas auxilia o processo. Serve para dissolver as gorduras, facilitando assim a ação das lipases.

A bile funciona como os detergentes, que transformam bolhas grandes de gordura em gotas pequenas.

Após a digestão, no duodeno, os alimentos formam um líquido leitoso chamado quilo, que é absorvido pelo sangue e pela linfa contida nas vilosidades intestinais do jejunoíleo.

Através do sangue e da linfa, o alimento, depois de transformados, é conduzido para todas as células do organismo.

Não é verdade que a absorção dos nutrientes ocorre apenas no duodeno.

Pequenas moléculas já digeridas podem passar para o sangue em qualquer parte do tubo digestivo. Mas a parte mais significativa é absorvida no duodeno.

A porção dos alimentos que não foi aproveitada segue para o intestino grosso. Aí, grande parte da água é absorvida. Os resíduos sólidos formam as fezes, que são eliminadas pelo ânus.

Conclusão

Numa célula a manutenção da vida depende da ocorrência de reações químicas variadas.

Assim, constantemente novas proteínas são montadas: açúcares, como a glicose; são oxidadas: liberando energia; moléculas grandes por sua vez, podem ser desmontadas, num processo que chamamos : Digestão.

A realização de todas aa reações químicas numa célula depende em grande parte da presença de proteínas especiais chamadas enzimas.

As enzimas facilitam a ocorrência das reações, fazendo com que elas se processem com maior facilidade. São chamadas de catalizadores.

O papel de toda enzima é muito específico, isto quer dizer que uma determinada enzima facilita a ocorrência de uma determinada reação.

Reações químicas podem acontecer sem enzimas, porém , no caso das células, essas reações seriam tão lentas, que certamente seria impossível a vida sem enzimas.

Bibliografia

Cruz, Daniel. Ciências e Educação Ambiental. 16º ed. São Paulo. Editora Ática . 1996.

Fonte: www.scribd.com

Enzimas

Amilase, Lipase e outras Enzimas

O sufixo -ase é utilizado para designar as enzimas.

Tanto o sufixo -ase como os sufixos -íase e -ose são sufixos verbais de origem grega, resultantes todos de um primitivo sufixo -sis. "Dos verbos de tema em a com sufixo -sis resulta -iasis(-íase), e dos verbos de tema em ocom o sufixo -sis, geralmente com alongamento daquela vogal, formou-se -osis (ose)".

Ex.: diástase, litíase, lordose.

O sufixo -ase é empregado "especialmente na acepção de fermento solúvel (diástase), de onde se tomou diretamente".

A palavra diástasis, em grego, significa separação, e foi utilizada por Kirchhoff, em 1814, para designar a substância encontrada no extrato de cevada, responsável pelo desdobramento do amido em dextrina e glicose. O mesmo termo estendeu-se a todo catalisador biológico de natureza protéica.

Com a introdução em 1878, por Kühne, do termo enzyme para os fermentos solúveis, a Nomenclatura Internacional de Química passou a utilizar-se deste novo termo para designar, de maneira genérica, todos os biocatalisadores.

A diástase, primitivamente descrita por Kirchhoff, passou a chamar-se amilase, indicando-se, com o novo nome, o substrato sobre o qual atua a enzima e aproveitando-se do sufixo -ase da denominação anterior.

As demais enzimas, descobertas posteriormente, receberam, de modo análogo, a denominação do substrato, seguido da terminação -ase, que passou a indicar enzima.

Diástase é palavra proparoxítona em virtude da quantidade do sufixo -asis em grego e em latim.

Por esta razão pretende-se tornar esdrúxulas todas as palavras novas com o sufixo -ase, criadas para nomear enzimas. Teríamos, assim, de dizer amílase, lípase, transamínase, láctase, máltase, mútase, redútase, etc.

A propósito de amilase, encontra-se no dicionário de Aulete-Garcia a seguinte nota: "À semelhança de diástase deve dizer-se amílase e não amilase".

É necessário lembrar que tais termos inexistiam em grego e latim, tendo sido criados somente a partir do século XIX nas línguas de cultura do Ocidente. Não há razão, portanto, para se lhes aplicar o modelo proparoxítono de diástase.

Acresce notar que a tendência da língua portuguesa é para a tonicidade da penúltima sílaba. A linguagem médica consagrou como paroxítonos todos os nomes de enzimas e seria anacrônico pretender o contrário.

O Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras e o Michaelis já registram as duas formas, enquanto a 3a. edição do Aurélio já abandonou a forma proparoxítona, o que indica que a forma paroxítona irá prevalecer em definitivo.

Fonte: usuarios.cultura.com.br

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal