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Equador

Nome Oficial: República do Equador

Nome da capital do país: Quito

Idioma oficial e outros: espanhol e quechua

Nome do Presidente: EDWIN LUCIO GUTIÉRREZ BORBÚA (2003-2007).

Nome do Vice-Presidente: ALFREDO PALACIO (2003-2007).

Nome do Ministra das Relações Exteriores: NINA PACARI VEGA (2003-2007).

Nome do Presidente do Parlamento: GUILLERMO LANDÁZURI (2003-2007).

Data nacional: 10 de agosto

Extensão da área nacional: 256.370 Km2

População e composição da população: 12.4 milhões de habitantes.

A composição é:

Mestiço: 65%

Indígenas: 25%

Negros: 3%

Outros: 7%.

Religião: 95% Católica

Partidos Políticos

Concentración de Fuerzas Populares, CFP

Izquierda Democrática, ID

Partido Conservador Ecuatoriano, PCE

Pachacutic-Nuevo País. Democracia Popular, DP

Movimiento Popular Democrático, MPD

Movimiento de Integración Nacional Frente Radical Alfarista, FRA

Partido Roldosista Ecuatoriano, PRE

Partido Social Cristiano, PSC

Partido Socialista Ecuatoriano, PSE

Recursos Naturais e exportações

O Equador tem importantes recursos petrolíferos e áreas agrícolas muito ricas.

O pais exporta principalmente produtos primários como petróleo, bananas, café, cacao, camarão e atum.

Clima: tropical no litoral, sendo mais frio na serra e tropical nas baixas terras da Amazônia.

Organismos Internacionais: Nações Unidas e todos seus organismos, Comunidade Andina, Organização Mundial do Comercio.

Moeda atual: Dólar - (desde 1999)

Aspectos Culturais

O patrimonio cultural do Equador destaca-se por sua originalidade e riqueza.

A simbiosis da cultura greco-latina-europeia com as raízes culturais aborígenes, produziu um barroco andino que se plasma em igrejas e conventos que, a justo título, estão consideradas como os melhores do Continente. São Francisco ,- século XVI - e a Companhia - século XVII - são exemplos eloquentes. A chamada escola Quitenha, produziu artistas como Pampite, Legarda, Caspicara, Miguel de Santiago, Goribar, Sangurina, para não citar algumas.

A tradição plástica se mantém vigente. Em pintura, por exemplo, temos criadores tão destacados como Oswaldo Guayasamín, Manuel Rendón Seminario, Eduardo Kingman, Enrique Tábara, Oswaldo Viteri, Luis Molinari, Estuardo Maldonado, Aníbal Villacis, entre muitos outros artífices de uma arte variada e fecunda, que ocupa um destacado lugar dentro da plástica latino americana comtemporânea.

No campo das letras, cuja tradição vem desde o indio "Espejo" durante a colonia, no chamado "Grupo de Guayaquil" com Gallegos Lara, De la Cuadra, Pareja Diezcanseco, Aguilera Malta e Gil Gilbert, tem seus postos nas letras continentais.

Citemos somente Angel Felicísimo Rojas e Jorge Icaza, como novelistas; César Dávila Antrade, Gonzalo Escudero, Jorge Carrera Andrade e Jorge Enrique Adoum como poetas. Benjamin Carrión é o grande propulsor do que fazer literário atual. Inquietações interessantes se deixam ver no campo da investigação social. Atividades como o teatro, a dança, a música, o cinema nacional tem ainda um longo caminho por andar.

Gastronomia

A comida tradicional ecuatoriana nos permite degustar uma grande variedade de pratos gostosos, preparados com mariscos, carnes e vegetais, combinados com molhos que realçam seu sabor e deleitam os paladares mais exigentes.

História

A dominação Espanhola

O primeiro desembarque dos espanhóis na costa do atual Equador produziu-se em 1526, a mando de Bartolomé Ruiz. A partir de 1532, os conquistadores espanhóis, guiados por Sebastián de Benalcázar e Francisco Pizarro, mataram o chefe inca Atahualpa e seu primeiro tenente Rumiñahui, para controlar todo o território que havia constituído este vasto Império. Em nome da Coroa Espanhola, em 1 de dezembro de 1540 Francisco Pizarro nomeou seu irmão Gonzalo Pizarro governador de Quito. Pouco tempo depois, Francisco foi assassinado e Gonzalo encabeçava a rebelião dos "encomenderos" *, descontentes pela promulgação das novas leis que restringiam seus privilégios. Seu governo rebelde durou até 1548, ano em que foi vencido pelas tropas espanholas na batalha de Xaquixahuana, planície ao sul da serra peruana, após a qual foi decapitado. Depois da conquista, o território que hoje ocupa o Equador passou a fazer parte do vice-reinado do Perú.

Em 1563, por determinação real, criou-se a Real Audiencia de Quito, que disfrutou de bastante autonomia. De 1717 a 1723, e a partir de 1740, a Real Audiencia dependeu do vice-reinado de Nova Granada, com sede em Santa Fé de Bogotá.

A primeira sublevação independentista contra a Espanha teve lugar em 1809, com a constituição em Quito da Primeira Junta de Governo que substituiu o Presidente da Audiência: À Junta Suprema, presidida por Juan Pio de Montúfar. Não obstante, este primeiro movimento emancipador foi reprimido pelas tropas realistas de Toribio Montes. A vitória final não chegaria senão até 1820 com a derrota dos espanhóis em Guayaquil e a posterior batalha de Pichincha (1822), durante as quais o exército dirigido pelo general Antonio José de Sucre, primeiro tenente de Simón Bolivar, completou a independencia. Em 1822, Bolívar e José de San Martín fizeram um acordo em Guayaquil pela integração do Equador na República da Gran Colombia, república criada por Bolívar em 1819 que comprendia os territórios da Venezuela e Nova Granada.

* Aqueles que, por concessão do Rei, tinham indios sob encomenda.

Independência e consolidação do Estado

Em 1830, depois da separação da Venezuela da Gran Colombia, faz-se um acordo para a constituição do Equador como república independente. O primeiro presidente da nova república foi o General Juan José Flores, herói das guerras de independencia e representante da classe conservadora e aristocrata de Quito.

Em 1833 estourou uma guerra civil entre os conservadores de Quito e os liberais de Guayaquil, o primeiro de uma longa série de enfrentamentos entre as duas facções que tiveram como consequência o poder tomado por parte de tres destacados ditadores da história equatoriana: Juan José Flores, Gabriel Garcia Moreno - dirigente do Partido Conservador - e, Eloy Alfaro, do Partido Liberal Radical. Em meio a luta que sustentaram os tres pelo poder, realiza-se o periodo de presidencia do General José Maria Urbina, quem aboliu a escravidão em 1853. O presidente Alfaro, durante seu segundo período de governo ( 1906-1911), intoduziu uma nova Constituição de caráter liberal, deu um impulso muito importante na construção e desenvolvimento de ferrovias, e estabeleceu o ensino laico e gratuito. Alfaro foi deposto e assassinado em 1912, e Leónidas Plaza tomou posse de um segundo mandato presidencial consolidando a hegemonia da chamada "plutocracia liberal". A economia de exportação se expandiu e concluiu a construção da ferrovia Guayaquil - Quito.

Equador apoiou os Estados Unidos na II Guerra Mundial contra as potências do eixo. No desenvolvimento politico interno, o final da guerra coincidiu com o declinio da influência liberal. Em 1944, o presidente liberal Carlos Alberto Arroyo del Rio, antigo presidente do Congresso Nacional, renunciou o cargo como consequência de um movimento revolucionário encabeçado pelo ex-presidente José Maria Velasco Ibarra, que havia governado o país entre 1934 e 1935, e, que nesta ocasião recebeu o apoio da facção conservadora. Em 31 de dezembro de 1945 foi promulgada uma nova Constituição que se manteve em vigor até 1967.

Em 1947 Velasco Ibarra foi deposto de seu 2º mandato por um grupo militar que foi afastado do poder por um movimento revolucionário que instalou Carlos Julio Arosemena Tola como presidente provisório. Em 1948, Galo Plaza Lasso, antes Embaixador nos Estados Unidos, foi elegido presidente. A principios daquele ano o Equador havia participado na IX Conferência Interamericana celebrada na cidade Colombiana da Bogotá para assinar a carta da Organização dos Estados Americanos (OEA). Um velho litigio fronteriço com o Perú avivado em 1940 com a invasão por parte dos peruanos à província equatoriana de El Oro, que terminou com a cesão ao Perú de quase metade do território do Equador, voltou de novo em 1950.

Em ambos casos o problema havia sido submetido a avaliação internacional: Em 1942 foi assinado no Rio de Janeiro acordo entre Perú e Equador, garantido por Argentina , Brasil, Chile e Estados Unidos.

O Equador insistia que em 1942 havia dado ao Perú mais território que a zona em disputa. Em 1950 o Equador anulou os acordos de 1942, o confito voltou a estourar em 1995, 45 anos depois.

Pontos Turísticos

"Um país tecido à mão, onde etnias, nuances culturais e estupendas paisagens se harmonizam em um território belo e próprio, sempre traduzido em cores vivas e formas impressionantes".

Situado a Noroeste da América do Sul, o Equador se divide em quatro regiões: Serra, Costa, Amazônia e Ilhas Galápagos. Cada uma dessas regiões tem características geográficas e antropológicas tão próprias que a sensação é de estar percorrendo países distintos.

O Equador é recheado de belezas naturais, tais como vulcões ativos, florestas tropicais, vales férteis e gente com espírito e personalidade. Tudo isso resulta em nichos ecológicos diversos, que abrigam fauna e flora únicas.

Para dar ainda mais molho a essa deliciosa mistura, essas terras guardam segredos milenares, onde a arqueologia e a história aproximam-se na tentativa de traduzir um pouco dos hábitos e costumes destes povos.

O país, como grande parte do seu artesanato, é forjado principalmente pelas mãos de gente que cultiva a terra. Entre campos de cevada, milho, arroz, trigo e batatas, a tradição dos povos indígenas segue indiferente à modernização e à globalização.

A Costa, pouco recortada, quase sempre é composta por grandes baías, pequenos povoados e gente simples e simpática.

Na Amazônia, faces marcadas pelo dia-a-dia na selva impressionam pela adaptabilidade com que vivem. A harmonia da floresta e de seus habitantesemociona.

De lá retiram tudo o que é necessário para sobreviver. Apegados a suas crenças, utilizam ervas medicinais, sempre ministradas pelos seus próprios xamãs. Vivem em um mundo completamente verde e independente.

A quarta região é formada pelo Arquipélago de Galápagos. Um impressionante mosaico de ilhas e animais que só podem ser vistos neste hábitat. Cada ilha possui características próprias e, por vezes, fauna e flora bem específicas. Descobrir Galápagos é uma experiência inesquecível. O contato com os animais aquáticos e terrestres por vezes é tão estreito que é fácil sentir-se parte integrante deste mundo azul. Nessa imensidão, cada encontro é guiado pela liberdade do vôo dos pássaros.

Abra os olhos e encontre uma posicão bem confortável. Prepare-se para conhecer um pouco deste país. Aproveite para captar a sutileza destes povos, seus encantos e mistérios. Viaje por este mundo de imagens e sonhos!

Costa do Equador

A costa é uma região que está localizada ao Oeste da Cordilheira dos Andes e é atravessada de norte a sul por uma cadeia de montanhas de altura menor, e contém extensas planícies inundadas.


Costa do Equador

A costa é formada por tres ecossistemas principais: os bosques chuvosos tropicais do norte, as savanas tropicais no centro e sudeste; e o bosque seco da franja peninsular ocidental e meridional.

Ao longo do litoral costeiro dintinguem-se dois ecossistemas adicionais caracterizados por suas comunidades animais e vegetais: os mangues e as praias e falésias conhecidos por sua peculiar formação rochosa.

A temperatura media que prevalece na Costa é de 22º C. O inverno dura de dezembro a maio e o verão de junho a dezembro. A corrente quente conhecido como "Corriente del Niño" provoca um aumento nos indices de pluviosidade entre os meses de janeiro e maio.

Muitos bosques ocidentais foram substancialmente destruidos pela atividade agrícola, porém ainda podemos encontrar importantes zonas onde existem vegetação primária: um bosque seco de 369 Km/2; um bosque chuvoso de 12.000 Km/2 e um bosque fluvial de 4.000 Km/2, para nomear só alguns.

Na costa cultivam-se extensivamente importantes produtos de exportação como a banana. Nesta região também se produz café, cacau,arroz, soja, cana-de-açúcar, frutas e outros cultivos tropicais destinados a satisfazer a demanda de mercados nacionais e internacionais.

Os mangues e o meio ambiente marinho oferecem aos peixes e crustáceos um habitat ideal, chegando a ser milhares de pequenos pescadores que aproveitam a abundancia destes recursos. Centenas de pessoas trabalham em camaroneras cuja superfície chega a 126.000 hectáres. O camarão é um dos principais produtos do Equador, embora a exploração indiscriminada do meio ambiente por parte de diferentes industrias ocasionou a destruição massiva de extensas áreas de mangues.

Guayaquil, Puerto Bolívar, Manta e Esmeraldas são portos de entrada que extendem-se ao longo de 4.817 Km de costa e praia. Possuem númerosas zonas marítimas pesqueiras e excelentes lugares para a prática de esportes aquáticos.

Esta região é formada por cinco provincias: Esmeraldas, Manabí, Guayas, Los Ríos e El Oro, cada uma com diferentes lugares de atração e variada vegetação que vão desde os bosques chuvosos até os bosques nublados e áreas semidesérticas.

As principais atrações turísticas de Esmeraldas são: os povoados de pescadores, os mangues e os sitios arqueológicos.

Perto da praia as águas são ricas em camarão, ostra, lagosta, caranguejo, moluscos, e outros crustáceos.

A reserva bio-antropológica da Comunidade Awa e a reserva Cotacachi-Cayapas, típicas do bosque chuvoso, localizam-se na parte norte da provincia de Esmeraldas. Esta área de extrema humidade, inclui uma complexa comunidade botânica de multíplices espécies. Nesta zona , que estende-se desde o Equador até parte da Colombia, vivem os indios Chachis, também chamados Cayapas, assim como um bom número de negros e indios Awa. A diversidad dos recursos naturais que se encontram na provincia de Manabí fazem dela um lugar especialmente atrativo. Aqui o turista encontrará paisagens pitorescas entre as que se contam povos de pescadores, mangues, praias, áreas protegidas, ilhas e sitios arqueológicos.

O parque nacional Machalilla tem uma extensão de 55.040 hectáres, incluindo as Ilhas de Santiago e a Prata, e é um dos mais visitados do Equador.

O parque comporta tres zonas climáticas: bosque húmido, bosque seco e bosque extremamente seco, todos os quais brindam uma grande diversidade de habitats a plantas e animais.

A provincia de Guayas tem um dos ecossistemas mais importantes do país: o Golfo de Guayaquil, onde chegam 1526 metros cúbicos de água doce por segundo.

A provincia tem seis áreas protegidas, que se administram de acordo com diferentes categorias . A área protegida mais importante é a reserva ecológica do "Manglar de Churute" , não longe de Guayaquil, onde pode-se observar e estudar uma grande variedade de espécies de mangue, passáros aquáticos e fauna relacionada.

A paisagem costeira da província de El Oro é arida devido à influência da Correnteza de Humboldt, e alberga uma vegetação xerofítica importante.

As plantas se adaptaram ao meio árido, transformando suas folhagens em espinhos e um sistemas de raízes muito profundas.

Em 1985 descobriu-se uma nova espécie de pássaro: O chamado "perico" (Pyrrhura orcesi) de El-Oro. As áreas semidesérticas da provincia de El Oro incluem o Bosque Petrificado de Puyango, um dos sitios mais espetaculares para o estudo da Paleontologia.

De passagem a Zaruma-Piñas, os bosques são ricos em paisagens e orquídeas. Ao longo do caminho "Pasaje Cuenca-Girón" existem excelentes lugares de observação.

Serras


Cordilheira dos Andes

Aqueles que nunca visitaram o Equador o imaginem como uma terra selvática que está no meio do mundo e cujas praias estão banhadas pelo Oceano Pacífico.

É incrivel, dizem, que a Cordilheira dos Andes represente uma grande área do país, com vulcões que sobem até o céu, e a seus pés páramos e vales, todo o qual faz parte de uma considerável região ecológica temperada. Faz cinco milhões de anos, no inicio do Plioceno, a cadeia montanhosa dos Andes começou a se formar. A Cordilheira dividiu o Equador em duas planícies cobertas de bosques e com uma franja intermedia e estreita bordeada pela "Avenida dos Vulcões".

Aqui evoluiu-se uma flora e fauna de indescritível riqueza, adaptando-se as baixas temperaturas, aos fortes ventos, à intensa radiação ultravioleta, a chuva, ao granizo, à neve e às grandes altitudes.

A Cordilheira dos Andes atravessa o Equador de norte a sul e está dividida em três setores: A Cordilheira Oriental, a Cordilheira Interandina, com numerosos vales e fossas e a Cordilheira Ocidental.

Na serra a estação chuvosa ou inverno dura de outubro a maio, com uma temperatura anual media que varia de 12º a 18º C. Porém, a variação diária pode ser extrema, com dias muito quentes e noites muito frias. E no entanto algumas pessoas se referem ao clima da Serra como sendo uma "eterna primavera".

As condições climáticas existentes na Serra assim como a recém atividade vulcânica incentivou um desenvolvimento peculiar e interessante das espécies vegetais, o mesmo que caracteriza as belas paisagens da área conhecida com o nome de páramo. A décima parte do Equador 27.000 Km/2 está coberta de páramo (planície deserta ou de vegetação seca). Localizada entre 3.500 e 4.500 mts. sobre o nível do mar, a região de páramo e´ um hábitat ideal para cóndores (grande ave de rapina), "caracas", veados, "llamas" (mamífero ruminante), "vicuñas" (mamífero ruminante que vive nos Andes), colibrís (beija-flor), e flores multicolores.

Os páramos andinos estão caracterizados pela presença de plantas gramíneas, almofadinhas e outro tipo de vegetação propria. Os páramos do norte, em especial o páramo "El Angel", são famosos por suas "frailejones" gigantes (Espeletia). Por outro lado, aqueles localizados nos contrafortes da cordilheira são ricos em "brezos" (planta Ericácia, de madeira dura e raízes grossas), líquenes e árvores cobertas de musgos, servindo ao mesmo tempo de morada para ursos, tapires e "pumas" (onça-parda).

Amazônia


Amazônia

A amazonia ecuatoriana se extende sobre uma área de 120.000 km/2 de exuberante vegetação propria e de bosques húmidos tropicais.

A Cordilheira dos Andes forma o limite ocidental desta região, enquanto que Perú e Colombia formam os limites meridional e oriental, respectivamente.

Os rios amazônicos lavam desde os Andes uma grande quantidade de materiais, formando solos inundados e terraços que se utilizam para a agricultura.

A temperatura anual média oscila entre os 24 e 25º C. Apesar de os meses de dezembro a fevereiro serem os mais secos, ao longo do ano, neles se distribuem uniformemente de 300 a 400 cm. de chuva.

A principal atração dos bosques altos é a vegetação em geral, e em particular as árvores, algumas das quais passam dos 45mts. de altura.

Espécies frequentes na região são a canela, a árvore de seda, o jacarandá e várias plantas leguminosas. As superfícies planas aluviais ficam nas margens dos rios principais e tem grandes concentrações de palma.

A principal rota turística é o Rio Napo, um dos grandes afluentes do Amazonas. A bacia do Napo tem uma longitude de 1400km, e sua largura varia entre 1 e 5 km. Como resultado da dinâmica fluvial, o Napo rega 130 ilhas cobertas de bosques jovens que são os lugares de refugio e ninhos de uma extensa variedade de pássaros.

Ao longo do Rio Napo os nativos e os colonos tem estabelecido comunidades, em alguns casos perto a pequenos hotéis e casas de hospedagem. A maioria das praias estão cobertas de bosques tropicais.

Ao longo de milhares de anos se formaram bonitos lagos de leitos fluviais.

Durante a História os povos indígenas tem tentado manter uma existência produtiva sem ter que recorrer a preservação dos ecossistemas dos bosques chuvosos.

As etnias mais importantes da Amazônia equatoriana são: os Siona-Secoya, os Cofanes, os Huaorani, os Quichuas do oriente, os Shuar e os Achuar.

O ecossistema amazônico, em especial seu bosque chuvoso tropical, é considerado um dos hábitats vegetais e animais mais ricos e complexos do mundo. A característica mais importante da região é a existência de uma prolífica flora e fauna junto com extraordinárias variações de macro e micro habitats.


Ecossistema amazônico

Na selva do alto Amazonas foram identificadas 100 espécies de árvores por acre. Para compreender a verdadeira magnitude desta cifra, pensemos que os bosques centroamericanos mais densamente ricos incluem apenas 40 espécies por acre. Além disso, os bosques temperados da América do Norte e Europa raras vezes contém mais de 20 espécies por acre.

Os rios, lagos, correntezas e pântanos da Amazônia são o lugar de 600 espécies de peixes e mais de 250 espécies de anfibios e répteis. Duas espécies de jacarés que alcançam mais de quatro metros de comprimento nos lagos que existem nas bacias do rio Napo e do Aguarico.

Na região Amazônica ecuatoriana vivem mamíferos típicos da América do Sul, entre os quais tatús, ursos e preguiças. Outros mamíferos do bosque chuvoso tropical são os tapires também chamados de "Anta"), os macacos, e as onças. Uma caminhada através do bosque permitiria ao turista observar macacos, ursos e grandes roedores, além de peixe-boi e jacarés nos lagos.

Os morcegos da Amazônia formam um grupo cosmopolita de mais de 60 espécies. As aves são o grupo mais numeroso de vertebrados da Amazônia, chegando aproximadamente à mil espécies, repartidas em bosques, lagoas e áreas abertas. Todos os ecossistemas amazônicos estão habitados por aves multicoloridas.Comunmente veêm-se em terra e água papagaios, "guacamayas" e "tánagras"; em toda a Amazônia vive uma infinidade de garças e gaivotas.

O extenso sistema de parques nacionais do Equador junto com as estações científicas e as áreas protegidas cobre cerca de 3.035.250 ha. Para conservar e proteger estas áreas únicas e fertilíssimas, o Equador criou, entre outras, a Reserva Biosférica do Parque Nacional Yasuní, a Reserva Ecológica de Limoncocha e a Reserva Faunística de Cuyabeno. As bacias do Napo e do Aguarico oferecem numerosas oportunidades de observar complexos ecossistemas, planícies aluviais, pântanos e áreas inundadas, todas habitadas por uma grande variedade de espécies. Os rios Yaturi, Yasuní, Tiputini, Tivacuno e Cononaco estão totalmente rodeados de bosques virgens.

Galápagos


Galápagos

Descobrir as Ilhas Galápagos significa descobrir a natureza em seu estado mais primitivo, mais puro.

Tanto assim que elas motivaram o jovem naturalista inglês Charles Darwin, que as visitou em 1835, a escrever seu famoso livro titulado "A Origem das Espécies", e o mundo não é o mesmo desde então.

Localizado a 1.000 Km longe da costa do Equador, este misterioso e fascinante arquipélago está composto de 13 ilhas grandes, 6 pequenas e mais de 40 ilhotas.

Todo o arquipélago tem uma extensão total de 8.010 km².

Uma grande parte do arquipélago está ao sul da linha equatorial, onde convergem várias correntes marinhas. Em suma, as ilhas Galápagos são a fusão de todos os elementos necessários para criar uma maravilha zoológica.

Calcula-se que as ilhas emergiram do Oceano Pacifico há cinco milhões de anos como resultado de erupções vulcânicas submarinas. São as formações de lava e rocha vulcânica o que dá ao turista a impressão de se achar "em outro mundo" quando visita as ilhas Galápagos.

O processo de evolução, o clima, as correntes marinhas e uma carência relativa de inimigos predatórios - incluindo o Homem- fizeram deste arquipélago um dos mais raros e importantes lugares de nosso planeta. Seguindo diferentes caminhos desde o continente até as ilhas, animais e plantas colonizaram os originais leitos de lava que há milhões de anos formam as Galápagos.

Os organismos que sobreviveram à travessia evoluiram até formar espécies únicas que não se encontram a não ser neste lugar.

Todos os répteis das Galápagos, a metade das espécies de aves, 32% das plantas e 25% dos peixes, assim também como um bom número de invertebrados, encontram-se exclusivamente no arquipélago.

O meio ambiente terrestre e marinho das ilhas oferece uma variedade de singulares paisagens que já cativou muitas gerações de turistas e cientistas. Tartarugas gigantes, iguanas marinhas, terrestres, e lagartixas de lava, constroem a familia de répteis mais espetacular jamais conhecida.

As aves estão representadas por mais de 13 espécies diferentes de "pinzones"(tentilhões), "cormoranes", pinguins pequenos, falcões, "gorriones"(ou pardais), albatrozes, flamencos e "bobos" para nomear só alguns . Entre os mamíferos acham-se as bonitas focas brincalhonas e os encantadores golfinhos.

Por estas e outras razões a UNESCO declarou as ilhas Galápagos Patrimonio Natural da Humanidade.

Fonte: www.tripod.com

Equador

História

O Equador foi povoada por uma rica variedade de grupos e culturas, que se tornou eclipsado pelos incas por volta de 1450 dC. Os primeiros espanhóis desembarcaram em 1526 e, em 1533, o Inca Atahualpa líder foi capturado e morto por Pizarro, trazendo o Império Inca ao fim.

O conquistador Francisco de Orellana partiu para procurar ouro no leste da Amazônia e descobriu em seu lugar. O domínio espanhol dominou por 280 anos, trazendo o cristianismo e um sistema feudal, que deixou os índios permanentemente em dívida para com os seus proprietários. Grandes propriedades rurais foram criados propriedade de algumas famílias.

A oposição ao domínio espanhol cresceu entre a elite. Eventualmente Antonio Sucre derrotou os monarquistas, em 1822. Equador se tornar parte da Colômbia, liderada por Simón Bolívar. Independência constitucional completa foi alcançada em 1830.

Seguiu-se uma história de disputas internas com muitas mudanças de regime de ditadores, juntas e recentemente democracia. Apesar deste conflitos passados e coloridos fronteira com o Peru (agora resolvido) Equador é relativamente pacífica. O governo tem como modelo o sistema americano de Congresso com senadores e um presidente eleito a cada quatro anos.

A estabilidade econômica foi alcançada através do "esquema de dolarização 'no ano de 2000, quando o Equador abandonou sua própria moeda para mudar para o dólar dos EUA.

Cultura

Mais da metade da população são mestiços (origem ameríndia e espanhol misto), um quarto são ameríndios, e hispano-branco 7%, preto 3%.

Os índios vêm de cerca de 14 grupos, sendo o maior o Quichuas Andino, que falam a sua própria língua e manter uma cultura que remonta aos Incas. Eles usam vestido distintivo que varia de região para região. Os índios Otavalo são imediatamente reconhecidos, as mulheres por suas saias azuis, blusas bordados e miçangas de ouro, os homens por suas calças brancas, ponchos azuis cinzentos e Pigtails. [No Peru eles são sabem como Quechuas]

Quichuas também colonizado partes da região amazônica, especialmente o rio Napo. Outros grupos indígenas são encontrados na Amazônia, como o Cofán, Secoya, Siona e Shuar (os originais cabeça-psiquiatras). O Huaorani, que só recentemente saiu da idade da pedra caçadores-coletores para enfrentar o poder das empresas de petróleo que entraram no seu território. Cerca de Santo Domingo no Ocidente são um pequeno grupo de índios 'Colorado', que tem construído uma reputação de ser xamãs.

Os afro-equatorianos vivem principalmente no litoral e norte do país. Cerca de San Lorenzo pode ouvir música de marimba. No salsa cidades e cumbia é toda a raiva. Há uma grande diferença cultural entre o litoral ea Serra.

Com uma mistura tão cultural há muitos artesanatos interessantes a serem encontrados: O Equador é a verdadeira casa do chapéu de palha 'Panamá'.

Os Otavaleños produzir tramas mundialmente famosos, eles se adaptaram ao gosto moderno, mas mantêm elementos tradicionais. Nos mercados você pode pegar sacos de tecido, madeira-esculturas, as figuras de pão, pinturas primitivas e jóias de prata.

Festas e feriados

Festas são uma parte importante da vida equatoriana e há muitos festivais locais em todo o país. Muitos são originários de pré-cristãs ciclos solares e agrícolas, mas foram incorporadas ao calendário católico. Durante os festivais, há muita música, trajes, danças e copioso comer e beber. Cuidado é indelicado recusar uma bebida ou convite para dançar!

Carnaval aqui é realmente um dia de imersão o outro com água, exceto em Ambato, onde uma fruta mais calma e festival da flor ocorre. Os outros festivais grandes são a Semana Santa, Corpus Cristi, Dia de Finados, Natal e Ano Novo.

Abaixo está uma lista dos principais feriados do Equador:

01 de janeiro: Dia de Ano Novo
06 de janeiro: Reyes Magos y Dia de los Inocentes. Celebração da chegada dos três reis.
27 de Fevereiro: Dia del Civismo
Fevereiro / Março: O Carnaval é comemorado a semana antes da Quaresma.
Março / Abril: Páscoa - Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa, Sábado Santo
1 de Maio: Dia do Trabalho
24 de Maio: Batalha de Pichincha, Dia da Independência
Maio / Junho: Corpus Christi, 40 dias depois da Páscoa
24 de junho: San Juan Bautista, área de Otavalo. Trajes e danças
29 de junho: San Pedro y San Pablo, Imbabura, Chimborazo, Alausi & Achupallas
16 de Julho: Virgen del Carmen, Cuenca e Chambo (perto de Riobamba)
10 de agosto: primeira tentativa da Independência
24 de setembro: Virgen de la Merced, Latacunga
09 de outubro: Independência Guayaquil
12 de Outubro: chegada de Colombo na América
02 de novembro: Dia dos Mortos
03 de novembro: Cuenca Independência
06 de dezembro: Fundação de Quito
25 de dezembro: dia de Natal

Fonte: www.selectlatinamerica.co.uk

Equador


Equador

Incontornáveis em qualquer viagem ao Equador, as ilhas Galápagos, celebrizadas por Darwin como base da sua teoria da evolução, são a principal atração turística do Equador. Mas o país tem mais para oferecer. A colonial cidade de Quenca ou o centro histórico da capital Quito, o vulcão Chimborazo, as baleias no Parque Nacional Machalilla ou os amistosos indígenas de Otavalo são apenas alguns exemplos do que de bom poderá encontrar no Equador.

Ilhas Galápagos, tesouro do Equador

Foi nas ilhas Galápagos, no Equador, que Charles Darwin encontrou a chave para sustentar a sua teoria a evolução das espécies. Hoje, seja pelas tartarugas gigantes como o “solitário George”, pelo legado de Darwin ou pela moda dos cruzeiros de luxo, este frágil ecossistema classificado Patrimônio da Humanidade é dos locais mais visitados de todo o Equador. Relato de uma viagem às inigualáveis ilhas Galápagos.

Mais de 800 mil turistas visitaram o Equador em 2006 e a meta para este ano é chegar a um milhão. Uma boa parte não prescinde de passar pelas Galápagos, procurando nas ilhas a experiência única de ser parte integrante de uma natureza muito peculiar. Tratando-se de uma zona protegida, e com um ecossistema frágil, o governo do Equador adoptou medidas proteccionistas, fazendo com que o turismo encarecesse em relação ao resto do país e, por consequência, envelhecesse.

Assiste-se, hoje em dia, à tentativa de controlo de todas as espécies animais. O Parque Nacional das Galápagos e a Fundação Charles Darwin são as principais entidades que regulam esta política, mas, por vezes, até a mais elementar regra de segurança da aviação comercial pode ser esquecida. Nos aeroportos do continente que servem o arquipélago, em Quito e em Guayaquil, as malas são inspeccionadas por uma máquina que detecta partículas radioativas, mas uma faca de seis centímetros, que por esquecimento foi na mochila da cabina em vez de ir para o porão, passou alegremente pelo controlo de segurança. E também não foi vista à chegada, quando funcionários inspeccionaram as bagagens à procura de espécies alheias ao ecossistema.

Um detalhe que ilustra o Equador: um país à procura de colocar a cabeça fora da água para respirar, mas ainda com problemas estruturais.

SOBRE AS ILHAS GALÁPAGOS

As Galápagos são formadas por 12 ilhas principais e outras tantas menores, sendo cinco delas inabitáveis. Ainda assim, existem mais habitantes do que seria de supor. Metade dos cerca de 30 mil residentes do arquipélago vivem na ilha de Santa Cruz e a principal cidade, Puerto Ayora, serve de ponto de partida para tudo. Contrariando a ideia de uma ilha selvagem, de paisagem lunar e povoada exclusivamente por animais, tem tantos bares e lojas que um turista americano, cientista e antigo piloto de aviões que utilizou com frequência as bases aéreas portuguesas, observou que esta mais parecia Key West, na Florida. Mas com encanto.

Os animais que povoam as Galápagos têm a marca registada das ilhas, porque estas, na sua formação de origem vulcânica, nunca tiveram contato com o continente, a cerca de 1000 quilómetros de distância. Assim, toda a vida animal se desenvolveu na mais dura das situações. A colonização deu-se quando pássaros conseguiram atingir as ilhas após longos voos e peixes conseguiram resistir ao mar e chegar às suas costas. Sementes, ovos de insetos e larvas podem ter chegado às ilhas nos estômagos desses animais ou através de vegetação flutuante. Os mais fortes sobreviveram e deram origem à teoria do naturalista inglês Charles Darwin, que considerou que as diferenças entre os colonizadores animais e os seus descendentes eram tão grandes que os últimos podem ser considerados uma espécie diferente.

Pássaros, répteis e mamíferos do mar são as espécies dominantes. As iguanas confundem-se com as rochas pretas, abastecendo-se de sol, e os leões-marinhos só rugem às pessoas se tiverem uma cria por perto. Cactos gigantes, que cresceram ao longo dos séculos para deixarem de se tornar no alimento das tartarugas, formam uma paisagem árida, que pode ser brutalmente interrompida por um oásis composto por uma praia de areia branca tocada ao de leve por águas azul-turquesa. Um pequeno iate ancorado ao largo da praia adorna o postal e transforma-o numa fixação permanente, irresistível ao olhar. Estendemo-nos na praia e pequenos pássaros pousam-nos no corpo, provando uma relação de convivência pouco usual.

Mesmo nas ilhas mais povoadas é possível abrir a boca de espanto quando nos cruzamos com leões-marinhos, iguanas, tartarugas e aves de patas azuis. Nas águas, com alguma sorte e dependendo da época do ano, também podem avistar-se baleias, tubarões, pinguins e golfinhos. Meter a cabeça debaixo de água equivale a ver peixes de todas as cores. As Galápagos são hoje uma espécie de santuário da vida animal, que vai tentando encontrar a sobrevivência e a simbiose possível entre a necessidade do turismo e a preservação do ecossistema.

SOLITÁRIO GEORGE PROCURA PARCEIRA

Para se ter uma ideia mais ampla das Galápagos será preciso passar lá alguns dias e explorar as ilhas mais desertas. Pode-se fazê-lo num tour de barco, adormecendo embalado pelas ondas do Pacífico. Na Ilha Pinta, conhecida também por Abingdon, encontra-se “o solitário George”, uma tartaruga gigante com a idade estimada de 80 anos, depois de ter sido encontrada em 1971. Pode viver até aos 200 anos, mas como não se conhecem mais exemplares da sua espécie (geochelone nigra abingdonii) corre o risco de extinção.

Os funcionários do Parque Nacional das Galápagos já apresentaram várias “amigas” a George, de espécies semelhantes, para acasalamento, mas todas as tentativas foram rejeitadas até hoje, apesar de se encontrar de boa saúde. É que as tartarugas, um bicho sério, só acasalam com animais da mesma espécie. E nem o fato de ter dois pénis, utilizando o que lhe der mais jeito, tem favorecido o acasalamento, que pode durar até quatro horas. Apesar de o tempo correr contra “o solitário George”, nome pelo qual é tratado carinhosamente pelos habitantes e pela comunidade científica, resta-lhe o consolo de ainda poder viver mais 120 anos. Cheios de tentativas, certamente. Quem desdenharia esta sorte?

Fonte: www.almadeviajante.com

Equador

O Equador, oficialmente República do Equador é um país da América do Sul, limitado a norte pela Colômbia, a leste e sul pelo Peru e a oeste pelo Oceano Pacífico.

Além do território continental, o Equador possui também as ilhas Galápagos, a cerca de 960 km do território continental, sendo o mais próximo daquelas ilhas.

Seu território de 283 560 km² é cortado ao meio pela Linha do Equador.

Sua capital é Quito, todavia a maior cidade e a mais importante economicamente é Guayaquil.

República

Língua oficial Castelhano
Capital Quito
Maior cidade Guayaquil
Presidente Rafael Correa
Área 71º maior
- Total 283 560 km²
- % água 8.8%
População 13 363 593
- Total (est. jul.2005) 47/km²
- Densidade 62º mais populoso
Independência de Espanha
- Data 24 de Maio de 1822
Moeda dólar americano (Símbolo USD)
Fuso horário UTC -5
Hino nacional Salve, Oh Patria
Código Internet .EC
Código telefônico 593

História

A República do Equador é um dos três países que emergiram do colapso da "Grã-Colômbia" em 1830 (os outros são a Colômbia e a Venezuela).

Entre 1904 e 1942, o Equador perdeu territórios em uma série de conflitos com seus vizinhos.

Em 1941, um conflito territorial entre o Equador e o Peru conduziu as partes ao "Protocolo do Rio de Janeiro" homologado em 29 de janeiro de 1942, estabelecendo fronteiras provisórias. O estado de guerra perdurou entre os dois países até 26 de outubro de 1998, quando os presidentes Jamil Mahuad (do Equador) e Alberto Fujimori (do Peru) assinaram o acordo denominado "Ata Brasília", pelo qual o Peru concedeu um quilômetro quadrado de seu território no lugar chamado "Tiwintza", onde 14 soldados do Equador haviam sido sepultados.

Ambos os países assinaram ainda tratados de comércio e acordos de navegação pelos quais o Equador tem o direito de navegação irrestrita pelo Rio Amazonas.

Política

O Equador é uma república presidencialista unitária. Segundo a constituição de 1979, o presidente e o vice-presidente são eleitos por voto popular direto e secreto para um período de quatro anos. Não é permitida a reeleição para um segundo mandato. O poder legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, unicarmeral, com 77 membros - 12 representantes nacionais e 65 da província - eleitos por voto direto, para mandatos de quatro e dois anos, respectivamente.

O presidente escolhe seus ministros e governadores das províncias.

A constituição do Equador prevê um mandato de 4 anos para o presidente, o vice presidente e para os membros do Congresso Nacional equatoriano. Os presidentes podem ser reeleitos, porém não para o mandato imediatamente seguinte. Para votar é necessário ter mais de 18 anos de idade, e o sufrágio é universal e obrigatório dos 18 aos 65 anos de idade, e facultativo para os maiores de 65.

Os governos provinciais e municipais, e os legislativos provinciais e municipais são diretamente eleitos. O Congresso funciona o ano inteiro exceto nos recessos, em julho e em dezembro. Há 20 comitês de 7 membros cada funcionando no Congresso permanentemente.

O atual presidente, Alfredo Palacio, era vice de Lucio Gutiérrez, e assumiu a 20 de abril de 2005 após o Congresso ter removido Gutiérrez do poder, em meio a uma escalada de protestos precipitada por crescentes críticas às indicações por ele feitas para a Suprema Corte.

Poder Executivo

Regime: República presidencialista

Chefe de estado e de governo: Presidente Rafael Correa (desde 15 de janeiro de 2007).

Poder Legislativo

O Equador tem um Congresso unicameral formado por 100 membros, eleitos diretamente por voto popular, nas províncias, para um período de 4 anos. O Equador é dividido em 22 províncias, divididas em municípios. Tanto as províncias quanto os municípios têm legislativos locais.

Poder Judiciário

A Suprema Corte do Equador é composta de 31 juízes. O país não aceita jurisdição compulsória da Corte Internacional de Justiça. Os novos membros da Suprema Corte são escolhidos pelos membros atuais da corte. Há também uma Corte Eleitoral e uma Corte Constitucional. Numa crise política em 2004, membros da Corte Eleitoral e da Corte Constitucional foram substituídos pelo Congresso. Em 2005, foi a vez do Congresso substituir 27 dos 31 juízes da Suprema Corte.

Subdivisões

O Equador se divide geograficamente em 4 regiões: Sierra, Costa, Amazônica e Insular.

Politica e administrativamente o Equador se divide em 22 províncias, que, por sua vez, estão subdivididas em 219 cantões.

Os cantões estão divididos em paróquias, que são classificadas em paróquias urbanas e paróquias rurais.

Economia

O Equador tem importantes reservas de petróleo que respondem por cerca de 40% das exportações do país e por 1/3 das receitas do governo há vários anos.

Conseqüentemente, flutuações no preço desta commodity afetam significativamente a economia do país. No final da década de 1990 o país sofreu sua pior crise, quando desastres naturais que coincidiram com quedas no preço do barril de petróleo levaram o país ao colapso econômico.

Economia do Equador
Moeda Dólar americano
Organizações de comércio OMC, CAN, Mercosul (associado)
Estatísticas
Produto Interno Bruto US$ 60,48 mil milhões (2006)
% de cresc. do PIB 3,6% (2006)
PIB per capita US$ 4 500 (2006)
PIB por setor agricultura 6,3%, indústria 33,5%, comércio e serviços 60,2% (2006)
Inflação anual 3,4%
População abaixo da linha de pobreza 41% (2003)
Força de trabalho 4,57 milhões
Força de trabalho por setor agricultura 8 %, indústria 24 %, comércio e serviços 68 % (2001)
Desemprego 10,6 % (cifra oficial de 2006. Estima-se em 47% o desemprego e o sub-emprego)
Parcerias comerciais
Exportações (US$) 12,56 mil milhões f.o.b. (2006)
Principais produtos exportados petróleo, bananas, flores, shrimp
Principais clientes EUA 50,6%, Peru 7,9%, Alemanha 4,3%, Colômbia 4,43% (2005)
Importações (US$) 10,81 mil milhões (2006)
Principais produtos importados veículos, remédios, equipamentos de telecomunicações, eletricidade
Fornecedores principais EUA 22,1%, Colômbia 14,8%, Venezuela 7,7%, Brasil 7,2%, China 5,2% (2005)
Finanças públicas
Dívida externa US$ 18,1 mil milhões (2006)
Receitas totais US$ 11,5 mil milhões
Despesas US$ 10,46 mil milhões
Ajuda econômica recebida US$ 216 milhões (2002)

A economia melhorou quando Gustavo Noboa, que assumiu a presidência do país em Janeiro de 2000, foi capaz de fazer passar reformas econômicas substanciais e de melhorar as relações com as instituições financeiras internacionais. Noboa promoveu a substituição da moeda do país, o sucre, pelo dólar americano em março de 2000.

Em Fevereiro de 2003, o novo presidente eleito Lucio Gutiérrez encontrou um défice orçamental e uma grande dívida externa. Prometeu usar as receitas do petróleo e procurar mais ajuda junto do FMI.

No dia 15 de janeiro de 2007, posse do atual presidente Rafael Correa, foi convocado um referendo para mudanças constitucionais que podem afetar a economia do Equador e revisar o pagamento da dívida externa.

Geografia

O Equador é um dos menores países da América do Sul e, com o Chile, o único que não partilha fronteira com o Brasil. A paisagem é dominada pelos Andes, que atravessam o centro do país no sentido norte-sul, com altitudes que chegam aos 6 267 m no Chimborazo (praticamente no centro do país). A leste dos Andes, cerca de 1/4 do território está integrado na bacia amazônica, e a oeste estende-se uma das mais extensas planícies costeiras da costa sul-americana do Pacífico.

A capital, Quito, localiza-se nos Andes e não é a maior cidade do país. Esse título cabe a Guayaquil, um porto de mar no golfo de Guayaquil, no sudoeste.

O clima varia com a altitude, sendo tropical no litoral e na Amazônia e tornando-se cada vez mais frio à medida que a altitude aumenta, nos Andes.

O Equador também possui, além, o arquipélago das Galápagos (Ilhas Galápagos) situado a uns 1000 km ao oeste do continente.

No Equador se distinguem fundamentalmente quatro zonas:

A Costa: Faz parte do "Chocó biogeográfico". Se localiza ao oeste do país, é una zona plana e fértil de escassa altitude.

Nesta zona se encuotra a maior cidade do Equador: Guayaquil

A Serra: Correspondente a parte equatoriana dos Andes, divide de norte a sul o país em duas partes. De grande altitude, com alguns picos com mais de 6000 metros, possui também vários vulcões ainda ativos como o Tungurahua cuja última erupção tueve lugar em 1999.

Sobre a cordilheira andina se assentam algumas das mais importantes cidades equatorianas: sua capital Quito, Cuenca, Riobamba, etc.

O Oriente: Ao leste deo Equador se encontra uma parte da Floresta Amazônica. De clima úmido e quente.

Religião

Aproximadamente 97% dos equatorianos são Católicos Romanos. Nas partes rurais do país, credos indígenas e cristãos são sincretizados. Muçulmanos e judeus são pequenas minorias.

Período pré-colombiano e colonização

Culturas indígenas avançadas floresceram no Equador mesmo antes de a região ser conquistada pelo Império Inca do século XV. Em 1534, chegaram os espanhóis que, derrotando os exércitos incas, iniciaram a colonização européia. Nas primeiras décadas de dominação espanhola a população indígena foi dizimada pelo contágio de doenças às quais os nativos não eram imunes, tempo em que os nativos também foram forçados ao trabalho para os proprietários de terras espanhóis no sistema de trabalho de "encomienda". Em 1563, a cidade de Quito foi elevada à categoria de distrito administrativo da monarquia espanhola.

Independência

Em 1822 forças locais se organizaram e derrotaram o exército monarquista se unindo à "Gran Colômbia", república fundada por Simón Bolívar, da qual só veio a separar-se no dia 13 de maio de 1830.

O século XIX foi marcado por instabilidades, com rápidos movimentos políticos e institucionais. O conservador Gabriel García Moreno unificou o país nos anos de 1860 com o apoio da Igreja católica.

Com o aumento da demanda mundial de cacau, desde o início de 1800, produziu-se uma migração dos altiplanos em direção à fronteira agrícola da costa do Pacífico.

Em 1895, sob a liderança de Eloy Alfaro, se deflagrou uma revolução liberal nas planícies, que reduziu o poder do clero e possibilitou o desenvolvimento do capitalismo. Entretanto, o declínio do ciclo econômico do cacau produziu nova instabilidade política que culminou com o golpe militar de 1925.

Os trinta anos seguintes foram marcados por políticos populistas como o presidente José María Velasco Ibarra que, em janeiro de 1942, assinou o "Protocolo do Rio", acordo pelo qual se encerrava a rápida guerra com o Peru, iniciada um anos, no qual o Equador aceitou uma fronteira provisória que consolidou a perda de grande parte do território que antes reivindicava na Bacia Amazônica.

Período após Segunda Grande Guerra

Depois da Segunda Guerra Mundial, a recuperação do mercado agrícola e o crescimento da indústria da banana ajudaram a restabelecer a prosperidade e paz política. De 1948 a 1960, três presidentes, iniciando por Galo Praça Laço, foram eleitos livremente e completaram seus mandatos.

Num ambiente em que quase toda a América do Sul foi palco de golpes militares, o retorno de políticas populistas provocou inquietações que foram motivo de intervenções militares domésticas nos anos sessenta, época em que a descoberta de petróleo atraíram companhias estrangeiras e foi fundada a "Amazônia Equatoriana".

Em 1972, um golpe militar derrubou o regime de José María Velasco Ibarra passando a utilizar a riqueza do petróleo e empréstimos estrangeiros para custear um programa de industrialização, reforma agrária, e subsídios para consumidores urbanos.

Com o desvanecimento de ciclo econômico do petróleo, o Equador voltou a democracia em 1979, sob o primeiro presidente da Constituição equatoriana de 1979, Jaime Roldós Aguilera, candidato de uma grande frente partidária, a "Concentração de Forças Populares" ou "CFP" que obteve expressiva vitória sobre Sixto Durán Ballén do Partido Cristão Social "(PSC)".

Depois de uma discordância de liderança com Asaad Bucaram, o líder de então do CFP, Roldós, deixou a coligação para fundar com sua esposa um partido próprio denominado "Mudança e Democracia" levando condigo grande número de partidários. Com isto, o PCD, se tornou o terceiro partido em importância política .

Em 1981 ocorreu novo episódio de conflito de fronteira com o Peru, na região de Paquisha, com algumas recorrências posteriores.

Ao final de 1981 o vice presidente Osvaldo Hurtado Larrea do partido Democracia Popular "DP" sucedeu o presidente Roldós depois que este morreu num acidente aéreo na selva amazônica.

Devido à pressão econômica da guerra sobre o mercado (particularmente do petróleo), o governo de Osvaldo Hurtado enfrentou uma crise econômica crônica em 1982, com crescente inflação, déficits de orçamento com efeitos desvalorizadores da moeda, acúmulo do serviço da dívida e parque industrial não competitivo.

Em 1984 as eleições presidenciais foram vencidas por León Febres Cordero Rivadeneira do PSC por estreita margem de votos. Durante os primeiros anos da sua administração dele, Febres Cordero orientou sua política econômica para o livre-mercado, fortaleceu o combate à produção de drogas e terrorismo, no que foi auxiliado pelos Estados Unidos da América.

Seu mandato foi prejudicado por disputas políticas dentro do governo e pelo seu breve seqüestro por elementos do exército. Em março de 1987 um terremoto devastador suspendeu a exportação de petróleo piorando assim os problemas econômicos do país.

Em 1988 Rodrigo Borja Cevallos do partido da Esquerda Democrática "ID" elegeu-se presidente, concorrendo contra Abdalá Bucaram do "POR". Sua proposta era de melhorar a proteção de direitos humanos e levou a cabo algumas reformas, notavelmente uma abertura de Equador para comércio estrangeiro. O governo de Borja concluiu também um acordo com o pequeno grupo terrorista " Alfaro Vive, Carajo " porém a continuidade de problemas econômicos no país acabou arruinando sua popularidade, permitindo que a oposição obtivesse maioria no Congresso de 1990.

Em 1992, Sixto Durán Ballén ganhou sua terceira concorrência para a presidência da república. As medidas de ajuste de macroeconômicas duras que ele impôs eram impopulares, mas obtiveram sucesso mediante iniciativas de modernização do Congresso. O vice-presidente de Durán Ballén, Alberto Dahík, foi o arquiteto das políticas econômicas de administração, mas em 1995, Dahík fugiu o país para evitar processo por corrupção impulsionado pela ferrenha oposição. Uma guerra com o Peru (chamada Guerra de Cenepa, na área do rio com este nome) estourou em janeiro e fevereiro de 1995 em função de atrito sobre as fronteiras estabelecidas em 1942 e foi solucionada Protocolo de Rio.

Período recente

Abdalá Bucaram, do POR, foi eleito presidente em 1996 com uma plataforma populista prometendo reformas econômicas e sociais e o rompimento do que chamou de poder da oligarquia nacional. Durante seu curto mandato a administração de Bucaram criticou a corrupção sendo deposto em 1997 pelo Congresso sob alegação de incompetência mental, sendo nomeado em seu lugar o presidente interino Fabián Alarcón então Presidente de Congresso e líder do pequeno partido Frente de Alfarista Radical "FRA".

Em maio de 1997 a presidência interina de Alarcón foi endossada por um referendo popular. Durante a presidência de Alarcón, foi escrita a nova Constituição do país (1979) que só entrou em vigor no dia 5 de junho de 1998, depois das eleições presidenciais e de membros do Congresso de 31 de maio de 1988.

Como nenhum candidato a presidência obteve maioria, no dia 12 de julho de 1998 seguiu-se uma eleição de segundo turno entre os dois candidatos mais votados, o prefeito de Quito Jamil Mahuad do "DP" e Álvaro Noboa Pontón do Partido Cristão Social. Mahuad foi eleito por uma estreita margem de votos assumindo o cargo no dia 10 de agosto de 1998, mesmo dia em que a nova Constituição do Equador entrou em vigor.

Mahuad concluiu um acordo de paz com o Peru em 26 de outubro de 1998, mas com as crescentes dificuldades econômicas, fiscais e financeiras do país, sua popularidade foi diminuindo até quando, inesperadamente substituiu a moeda corrente indígena o sucre (homenagem póstuma de um herói venezuelano na guerra revolucionária contra a Espanha), obsoleto,pelo dólar norte-americano (política monetária chamada de dolarização)

Esta reforma monetária causou grave desassossego nas classes de baixo poder aquisitivo que tentava converter seus sucres em dólar com muita perda no câmbio enquanto as classes mais abastadas, que já possuíam grandes volumes desta moeda e já faziam negócios com ela, capitalizaram grandes lucros.

Nas manifestações populares de grupos indígenas de 21 de janeiro de 2000, em Quito, o exército e a polícia se recusaram reprimir os manifestantes e em seguida a Assembléia Nacional Constituinte, num golpe de estado semelhante aos muitos já ocorridos no Equador, instituiu uma junta de tripartite para intervir na administração do país.

Oficiais militares graduados declararam seu apoio à intervenção e, durante uma noite de confusão, depois de fracassarem as conversações, o presidente Mahuad foi forçado a fugir o palácio presidencial para sua própria segurança, encarregando por decreto, o seu Vice-presidente Gustavo Noboa como responsável pela administração.

Na manhã seguinte, Mahuad endossou Noboa como seu sucessor por uma rede nacional de televisão e o triunvirato militar, que efetivamente já dirigia o país, também o endossou.

Assim, na reunião de emergência do mesmo dia 22 de janeiro, em Guayaquil, o Congresso do Equador ratificou Noboa como Presidente da República.

A política de dolarização ainda permaneceu sob a liderança de Noboa. Embora a dolarização tenha mitigado seus efeitos e iniciado ligeira melhoria sobre a economia, o governo de Noboa foi acusado pela mantença da dolarização e descuido com problemas sociais e outros assuntos importantes da política Equatoriana.

Em 15 de janeiro de 2003, o Coronel aposentado Lúcio Gutiérrez, membro da junta militar que subverteu presidente Jamil Mahuad em 2000, assumiu a presidência do Equador com uma plataforma de combate à corrupção. O partido de Gutierrez, tendo poucos assentos no Congresso, o força a negociar com outros partidos para mudar a legislação, já tendo ensaiado algumas reformas econômicas.

Lucio Gutiérrez, deixou o poder em 2005 diante da falta de apoio das Forças Armadas e no meio de fortes protestos, o que conduziu a que seu vice-presidente, Alfredo Palacio, assumisse a presidência até os dias de hoje. As eleições no país estão previstas para Outubro desse ano e pode ser um novo passo para uma possível maior integridade política do país.

Fonte: pt.wikipedia.org

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