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Equador

DADOS HISTÓRICOS

Sabe-se que os indícios mais antigos de uma cultura desenvolvida no Equador datam de 3.200 a. C. e que as primeiras ferramentas de pedra ali encontradas datam 9.000a. C.

Primeiras Tribos

Os primeiros habitantes organizados do Equador datam do século XI de nossa era.

Existiam duas tribos: os expansionistas caras, nas regiões costeiras e os pacíficos quitus, nas terras altas equatorianas até 1.300 d. C. O primogênito do rei dos puruhás casou-se com a então princesa Duchicela e seus descendentes reinaram por 150 anos.

Época Inca

No início deste período inca os descendentes da princesa eram donos do norte, enquanto que o estava em mãos do povo cañari. Estes defendem-se contra a invasão dos incas e Tupac-Yupanqui submeteram-se anos depois. Seu sucessor Huayana Capac viajou por todo o império e fortaleceu sua posição com o matrimônio. De uma de suas uniões nasceum um filho, Atahualpa, quem derrotou o inca de Cuzco Huascar, convertendo-se em governante de um império inca debilitado, o qual encontra-se em um período crítico quando Pizarro chegou em 1532 com a intenção de conquistá-lo.

Conquista Espanhola

Em pouco tempo Pizarro e suas tropas montaram o terror entre os índios que tomaram-os por deuses. Em 1532 Pizarro tornou prisioneiro a Atahualpa e executou-o, em 1533. Houve guerra contra os espanhóis que duraram mais de dois anos até chegarem em Quito, fundada novamente em 1534.

Durante o período colonial sucederam-se as lutas e as intrigas pelo ouro do Amazonas. Finalmente, Orellana cruzou o Amazonas e chegou ao Atlântico. Durante os primeiros séculos de domínio colonial, Lima foi a sede da administração política do Equador. Depois passou a Nova Granada (Vice reinado de Colombia).

Foi uma época de florescimento para Equador. sobretudo, desfrutaram as classes dominantes, enquanto que os índios sofreram humilhações, porém no século XVIII tiveram lugar vários levantamentos contra os espanhóis. Dos heróis desta época recordamos Eugenio Espejo, que também foi um grande escritor, sempre a favor da independência. Morreu na prisão em 1795.

A Independência

A primeira tomada de Quito foi liderada por Juan Pio Montufar em 1809. Em 1820 Simon Bolivar respaldou o levantamento o qual declararia finalmente sua independência. Dois anos depois, Equador ficou livre do domínio espanhol, quando o marechal Sucre (general Bolivar) tomou Quito. Equador tornou-se independente plenamente em 1830, firmou um tratado com Peru e trouxe uma fronteira entre os dois paises. Para os equatorianos este é o limite de fronteiras. As fronteira acordadas troxeram a guerra entre os dois paises, que teve lugar em 1942 a definitiva.

No Equador, como em quase todos os paises latino americanos o enfrentamento político tem sido sempre entre liberais e conservadores, estes últimos respaldados pela igreja, enquanto que os liberais caracterizam-se por uma política socialista. Estas rivalidades tem feitos, que tanto no século XIX como no XX houvessem conflitos e ditaduras de diferentes governos militares.

Em 1979, iniciou um período democrático e em 1984 governaram os conservadores. Em 1988 Rodrigo Borja dirigiu um governo de tendência esquerdista.

Atualmente, Equador é um país onde reina a paz com excecão dos últimos acontecimentos que tornou possível a renúncia do último presidente eleito, o demagogo Bucaram, em 1997.

As Ilhas Galapagos

O arquipélago de Galapago foi descoberto por Tomas de Berlanga em meados do século XVI. A partir de então as ilhas foram o refúgio dos piratas e corsários que atacavam os mares do sul. Tiveram que esperar a formação do estado de Equador em 1830, para que estas ilhas fossem tomadas em posse. As belas ilhas diziam adeus à vida selvagem. Primeiro fez-se uma tentativa de colonização agrícola para converter-se depois em centro penitenciário. Ilustres homens da ciência as visitaram. Darwin foi um deles, desenvolvendo no arquipélago sua famosa "Teoria da Evolução das Espécies". Numerosas lendas surgiram nas ilhas sobre aventureiros, desaparecidos e mortes misteriosas.

Na década dos setenta do nosso século, visitaram a ilha 4.500 pessoas, em sua maioria naturalistas respeitados. Nos anos 80 somaram centenas de visitantes que não sabiam muito bem onde estavam, e nos anos 90 o arquipélago transborda de turistas. A presença humana massiça e as numerosas espécies introduzidas nas ilhas, assim como, o impacto sobre o mar e a fauna marinha, põe em perigo um ecossistema único. Por esta razão, cria-se em 1959 o Parque Nacional de Galapagos e em 1960 a Estação Científica Charles Darwin.

EQUADOR, MONTANHAS, SELVAS E COSTAS

Deveras pequeno, Equador é um dos paises mais variados do continente americano. Bosques, picos escarpados e praias virgens combinam com a mais pura selva amazônica. A riqueza dos antepassados moradores destas terras conserva-se nos ritos e tradições da comunidade indígena, que passa de pai para filho suas tradições e lendas. Não sendo explorado turísticamente, Equador guarda o gosto anscestral em seu ambiente.

Outro sabor vem unir-se ao indígena a presença espanhola, que reflete-se na mais formosa capital, Quito. Dali pode-se viajar a selva, as montanhas andinas, as praias do Pacífico, os vulcões majestosos das terras altas, as ruinas de grandes cidades indígenas. Outras capitais soma-se a esta, Guayaquil, o centro costeiro do sul e Cuenca, cidade imperial dos incas.

Porém, se deseja adentrar-se em uma aventura única, nada melhor que as Ilhas Galapagos, que proporcionam um agradável descanso, um encontro com a fauna surpreendente e gratas experiências no fundo do mar. Pinguins, golfinhos, pelicanos, planícies marinhas e um longo de espécies existentes fazem das ilhas um paraíso. Equador é, sem dúvida, a grande promessa da América do Sul.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Equador encontra-se situado sobre a Linha do Equador na costa sul americana do Pacífico.

Tem fronteira com dois paises: Colombia ao norte e Peru ao sul. Apesar de sua pequena superfície de 283.520 quilômetros quadrados, é um dos paises mais variados do mundo.

Equador divide-se em três regiões: a Cordilheira Andina, as Terras baixas da Costa e as Selvas.

A Cordilheira Andina á a espinha dorsal do país, que vai do norte ao sul. A capital Quito, encontra-se entre as montanhas a 2.850 metros sobre o nível do mar, constituindo a segunda capital do mundo em altitude. As montanhas divedem o país nas Terras baixas da Costa, tem a oeste, a Selva da bacia superior do Amazonas, está a leste. Somente 200 quilômetros pode-se ascender da costa até o pico nevados a mais de 6.000 metros acima do nível do mar e, logo descende o úmido bosque pluvial do Oriente.

Ao oeste das costas continentais equatorianas, em um mar interior de 45.600 quilômetros, a uns 1.000 quilômetros de distância e assentado entre as placas oceânicas de Cocos e Nazca, encontra-se o arquipélago das Ilhas Galapagos, de origem vulcânicas. O conjunto das ilhas somam aproximadamente 8.000 quilômetros quadrados. São oito as ilhas maiores, seis ilhas menores e uma infinidade de ilhotas. Sobre as ilhas destacam-se cones vulcânicos de diferentes formas e conservação. Quanto as precipitações são abundantes a dura e impermeável rocha basáltica, não pode conter a água. A falta de água doce quase em todas as ilhas, apresenta solos áridos e secos. As praias são estreitas e acantiladas, abundam enormes rochas basálticas em forma de bosques de lavras negras, produto das erupções vulcânicas e ação do mar sobre a paisagem vulcânica dá as ilhas formas curiosas.

FLORA E FAUNA

A variedade de formas de relevo e clima do Equador tem propiciado a formação de paisagens e ecossistemas muito diferenciados. Apesar de sua escassa extensão, o país é um dos mais ricos do mundo, enquanto a flora e fauna alojando uma diversidade de espécies difíceis de encontrar em outro lugar do planeta.

A flora equatoriana é rica em mangroves que crescem nas águas, bosques secos tropicais nas regiões mais quentes e bosques tropicais das nuvens, os quais crescem páramo (locais frios e desérticos), entre outros.

Quanto a fauna, Equador orgulha-se por seu habitat de numerosas espécies de aves, insetos, mamíferos como os macacos, morcegos, preguiças, cervos, coelhos, esquilos; os anfíbios e répteis, assim como diferentes espécies aquáticas. Em uma palavra a lista poderia ser interminável.

Este privilegiado ecossistema tem sido objeto de medidas de cuidado empreendidas pelos governos locais, através de projetos de conservação, que tem convertido o Equador em um dos pioneiros no conceito de Ecoturismo. O Parque Nacional das Ilhas Galapagos foi declarado como tal no ano de 1959.

Posteriormente, criaram outros parques e distintas áreas de reserva para proteger a biodiversidade, as espetaculares paisagens e as espécies, algumas delas são as únicas do mundo. Destacam-se os Parques Nacionais de Galapagos, Sangay, Cotopaxi, Machalilla, Yasuni ou Podocarpus. Quanto a reservas tem destacados Cayame-Coca e os Manglares Churute.

Ilhas Galapagos

A flora de Galapagos cresce sob um pavimento de lavras balsática, o resultado é uma espinhosa e raquítica vegetação. Nas planícies crescem os cactus, alguns de grande tamanho. As árvores são poucas e as que existem possuem escassas folhagens. Predominam o algabarro e o Palo Santo, uma espécie de arbusto que cresce aos pés das montanhas. Acima de 200 metros a vegetação é mais consistente. Nestes lugares cresce o arvoredo de guayaba, muitos citrícos e laranjas introduzidos pelos colonos.

Nas Ilhas de Galapago pode-se ver tartarugas gigantes, planícies marinhas e terrestres e lagartixas de lavras, entre outras espécies. O mundo das aves está representada por mais de 13 espécies diferentes de pinzones, fragatas, garças, gaviõess, gaivotas, pinguins pequenos, papa moscas, piqueiros de patas azuis ou vermelhas, flamingos, pelicanos e bobos, para nomear alguns. Entre os mamíferos as formosas focas e os sempre encantadores golfinhos.

Arte e Cultura do Equador

Na época pré-colombiana o artesanato era especialmente destacado. Os jarros mostram um bonito trabalho, quanto a pintura e escultura podemos referir, aos trabalhos em prata e ouro que estavam muito desenvolvidos. A influência destes artistas desconhecidos podem ser vistas na Escola Quitenha.

Com a chegada dos espanhóis e com eles o culto católico, a arte indígena transforma-se em arte religiosa. Um dos artistas mais reconhecido foi Manuel Chili e seu nome quechua era "Caspicara". Outros artitas destacáveis são Miguel de Santiago, cujos trabalhos podem ser vistos em alguns centros religiosos, Nicolás Goribar, Bernado Rodriguez e Manuel Samaniego. Hoje são muito populares os ponchos equatorianos, símbolo de seu artesanato em tecidos.

Na arquitetura colonial conjugam a Escola Quitenha, a influência espanhola, incluindo a árabe. Com a independência a arte torna-se formal, sendo o século XX, um período de impulso para arte indígena. Eduardo Kingman, Endara Crow, Camilo Egas e Oswaldo Guayasamin, são alguns dos representantes desta arte.

Poderá ver seus trabalhos nos distintos museus e galerias do país.

Dos diferentes artistas e intelectuais do Equador tem destaque Eugenio Espejo, nascido em Quito em 1747 de pai indígena e mãe mulata, que obteve seu doutorado aos 20 anos. Espejo foi sem dúvidas, uma potente voz literária a favor da independência. Escreveu sátiras políticas e fundou um jornal liberal, onde pronunciou contra o colonialismo, por isto foi encarcerado várias vezes, até o dia de sua morte na prisão em 1795.

Entre os ensaistas destaca-se Juan Montalvo no século XIX e sua obra Sete Tratados. No século XX sobressai Jorge Icaza, de influência indígena e especialista em ralatos curtos.

A música equatoriana tradicional é muito apreciada no mundo todo. Os instrumentos de influência espanhola somam-se aos do vento e percussão indígena e o conjunto é uma riqueza única. Entre os instrumentos musicais mais característicos do país destacamos a quena, a charanga e o rondador.

Locais Turísticos do Equador

Dividiremos o Equador em oito regiões. Começaremos percorrendo a capital, Quito e passearemos pelos principais pontos turísticos que encontram-se no Norte e Sul de Quito. Realizaremos uma breve parada em Cuenca e as Terras Altas do Sul. Daqui, passaremos para Região Oriental, para depois viajarmos para Terras Baixas do Oeste e pelas Costas. Finalizaremos nosso percurso nas Ilhas Galapagos.

QUITO

A capital do Equador encontra-se em um vale rodeado de montanhas a 2.850 metros sobre o nível do mar. Possui um agradável clima primaveril e encontra-se somente a 22 quilômetros da Linha do Equador. Além de sua bela paisagem, a cidade conta com uma rica história.

Em Quito não ficaram restos incas, pois a cidade foi fundada sobre as ruinas da importante cidade inca destruída pelos homens de Atahualpa. O centro, que é a parte velha, destaca-se por suas casas brancas de telhados vermelhos e suas igrejas coloniais. Ao norte alcanca-se a cidade moderna de Quito, onde encontra-se o aeroporto e áreas residênciais de alto nível, enquanto que ao sul a zona é preferencialmente obreira.

Entre os museus mais destacados da cidade encontram-se a Casa da Cultura Equatoriana, cujo complexo reune três museus: o de Arte que expõe pinturas e esculturas dos últimos séculos, o de Etnografia, que conta as tradições das diferentes regiões equatorianas e o de Instrumentos Musicais, que exibe instrumentos da Europa e América; o Museu de Jacinto Gijón e Caamanho, oferece arte colonial, representado por artistas locais, e arquitetura com alguns elementos encontados em escavações; o Museu do Banco Central, possui uma das mais completas coleções de peças arqueológicas da pré história equatoriana, além da arte colonial e moderna, e o Museu de Arte e História, mostra obras da Escola Quitenha, entre outras: a Casa de Sucre, situado na que foi a Casa do Libertador, contém elementos de época da independência, armas, vestidos, documentos, etc. Destacam-se a Casa de Benalcazar, o Museu de Arte Colonial, que expõe peças da Escola Quitenha de diferentes séculos; o Museu Guayasamin, com obras do pintor equatoriano, dispõe de uma oficina de artesanato e o Museu Shuar.

No mesmo lugar onde foi travada a Batalha de Pichincha alcança-se o Museu Militar de Cima da Liberdade, que recorda os heróis e feitos históricos da libertação.

Os edifícios religiosos da capital distinguem-se por sua proliferação de igrejas, conventos, mosteiros, catedrais, e basílicas. Entre eles destacam-se o Mosteiro de São Francisco, na praça de mesmo nome. Trata-se de uma escultura colonial, a mais antiga da cidade construida em 1534. Junto a ele encontra-se o Museu Franciscano.

A igreja mais suntuosa do Equador é A Companhia, decorada ricamente a base de ouro e com intricados desenhos de influência moura. Foi construida no século XVIII em pedra. No interior pode-se admirar trabalhos da Escola Quitenha.

Na Praça da Independência levanta-se a Catedral, onde está sepultado o General Sucre. Construida no século XVI, seu estilo é clássico ortodoxo, ainda o pórtico e a torre são deste século. Ao seu lado há uma capela do século XVII, a Santuário, que ressalta por sua cúpula e altar maior. Próximo, localiza-se a Igreja de Santo Augustin, onde firmou a Declaração da Independência do Equador. Em seu interior há recordações daquela época. Na Praça de Santo Domingo está a igreja de mesmo nome, com cúpulas impressionantes.

Uma das igrejas coloniais mais tardias de Quito é a de Merced, concluida em 1742 e que conta com fascinantes obras de arte em seu interior. A leste da cidade está o Santuário de Guapulo, uma formosa igreja colonial.

Ao sul da cidade está o Arco da Rainha, uma das antigas portas da cidade. É do século XVIII. Um dos edifícios mais antigos de Quito é o Hospital São João de Deus, do século XVI. Ele esta ligado ao Museu de Medicina. A Casa Episcopal foi residência do bispo do século XVI. Hoje dedica-se a usos comerciais. Não devemos perder a visita ao Panecillo, onde pode-se ver a cidade toda e a rua histórica da A Ronda. O Palácio Presidencial pode ser visitado de vez em quando.

A construção data do século XVIII. Encontra-se situado na Praça da Independência, ao lado de numerosos pontos turísticos. Também é digna de ver a Praça do Teatro, onde está instalado o Teatro Sucre, construido em 1878. No Quartel Real há um museu que recorda os mártires da independência. Também é interessante caminhar pelo Parque A Alameda e pelo Parque O Ejido, o maior do centro de Quito. Ao norte da cidade destaca-se Avenida Amazonas, um claro exemplo da moderna cidade.

ARREDORES DE QUITO

A 22 quilômetros ao norte de Quito encontra-se a cidade de Santo Antonio, Metade do Mundo e um grande monumento de pedra, que assinala a Linha do Equador, O monumento erguido em homengem a Missão Geodésica, que realizou numerosos estudos sobre a terra; é uma pirâmide de rocha vulcânica, que eleva-se até 30 metros de altura. Em cima está colocada uma esfera de metal, que representa o planeta terra. No interior da pirâmide, existe um museu. Do caminho entre Quito e o monumento há uma parada em Pomasqui.

Ao norte de Quito encontra-se as ruinas de Rimicucho, da época inca. Considera-se um importante centro cerimonial. Deste lugar avista-se Canhão de Guayllabamba. Uma vez ali, é recomendável passar pela Reserva Geobotânica Pulñulahua, onde pode-se fazer uma excursão a Cratera de Pululahua.

O Vulcão Pichincha situa-se a oeste, muito próximo da capital. Seus dois cumes, Rucu Pichincha e Guagua Pichincha superam os 4.400 metros de altura. A ascenção não é muito complicada, pois uma visita as alturas é aconselhável.

Querendo perde-se no melhor mercado da região vá a Sangolqui, ao sul da capital. O mercado indígena está aberto aos domingos. E ao sudoeste a Reserva Florestal Pasochoa para os amantes da natureza.

A Cordilheira Oriental está ligada ao Parque Nacional Cotopaxi com o vulcão ativo mais altodo Equador. Seu cume eleva-se a 5.850 metros de altura.

Por outro lado, ao leste de Quito, encontra-se o Vale dos Chillos, que mostra uma paisagem vulcânica surpreendente. Um lugar ideal para os amantes da natureza.

NORTE DE QUITO

A estrada Panamericana transcorre pelo norte atravessando paisagens muito atrativas salpicadas de pitorescos povoados. A localidade de Calderon mostra alguns locais turísticos que merecem uma parada.

A rota desce através de um fértil vale fluvial até Guayllabamba, desde onde pode-se fazer uma excursão até El Qunche para admirar sua famosa virgem. Seguindo a estrada encontramos outro monumento chamado Ponto Médio da Terra, este é menos popular que a Metade do Mundo.

Sem deixar a Panamericana seguimos até o norte. Antes de chegar à Cayambe não há muitos povoados, destacando apenas Tabacundo. Próximo localiza-se Cochasqui. Trata-se de um conjunto de doze pirâmides encostadas à montanha sobre cinzas vulcânicas e fluxos de lavras. A seu lado montes funerários. No conjunto descobre-se os restos de uma antiga civilização perdida.

Caymbe é a seguinte parada. A localidade é famosa por seu queijo e em geral, por sua elaboração de produtos lácteos. Perto dali ergue-se o imponente Vulcão Caymbe, o terceiro pico mais alto do Equador.

Otavalo

Por fim, continuando sempre até o norte encontramos com Otavalo, uma cidade de 17.500 habitantes (35.000 indígenas vivem nas aldeias próximas). O mais interessante da cidade é o Mercado do Sábado e a festa do Yamor. É um ambiente de uma experiência notável.

Na região de Otavalo há alguns pontos interessantes para ver. A rota até Peguche está cheia de moradias indígenas. Entre os atrativos naturais destacamos as Cascatas de Peguche. Uma das excursões mais bonitas é a que leva a Lagoa de São Paulo fazendo paradas em alguns povoados como Agato e São Paaulo do Lago.

Os lagos encontram-se ao sul de Otavalo, conhecidos temos Lagoa de Mojanda, a paisagem é sensivelmente encantadora.

Seguindo a estrada de Ibarra encontra-se Ilumán, onde pode-se admirar os artesãos tecedores em pleno trabalho. Cotachachi é uma pequena aldeia famosa por seu artesanato em couro. Dali pode-se fazer uma excursão até a Lagoa Cuicocha, famosa por seu vulcão em extinção, objeto de numerosas visitas turísticas.

Ibarra

Ibarra é uma atrativa cidade colonial onde pode-se realizar a famosa rota em trem costeiro que vai de Ibarra a São Lorenzo e visitar as aldeias nos arredores. Os maiores atrativos que oferecem a cidade são o Parque da Merced, com um museu e uma igreja, coroada por uma estátua da Virgem da Merced. A Catedral encontra-se no parque Pedro Moncayo, ainda na Plazoleta Boyaca tem um monumento a Simon Bolivar, que comemora a batalha que teve lugar na cidade.

Ibarra conta com algumas igrejas de interesse, com a de Santo Domingo e A Doloroza.

Desde Ibarra pode-se chegar ao povoado de SantoAntonio de Ibarra, que é como um bairro da cidade.

Tulcan é a capital d província de Carchi, mais na parte setentrional das terras altas equatorianas. Sua grande atração turística é seu Jardim Ornamental do Cemitério.

SUL DE QUITO

A estrada Panamericana atravessa Quito e dirige-se ao sul através de um vale rodeado por cordilheiras de montanhas e alguns vulcões. Trata-se de uma região rica para agricultura, trata-se de um vale onde vive a metade da população do Equador. Antes de chegar na primeira localidade importante, Latacunga, tem que deter-se em Saquisili, cuja principal atração é o mercado nas quintas-feiras.

Latacunga é a capital da província de Cotopaxi. O caminho de Quito à Latacunga é impressionante. O Parque Nacional de Cotopaxi é o mais visitado do Equador. Ao sul de Latacunga existe a cidade de Ambato, capital da província de Tungurahua, famosa por seu festival de flores, celebrado em fevereiro.

BANHOS

A cidade de Banhos é conhecida por suas águas termais. Destaca-se o Santuário de Nossa Senhora de Aguasanta, com seu museu. Em outubro celebra-se o dia da Virgem e as festa são dignas de serm vistas. Em Banhos distinguem-se, um pequeno Zoo, pois talvez, o mais atraente da cidade sejam os seus banhos. O mais conhecido é o chamado Piscina da Virgem, que está situada abaixo de uma cascata e tem diferentes piscinas com temperaturas variadas.

Parque Nacional Sangay

A 70 quilômetros ao sul da cidade encontra-se o Parque Nacional Sangay, um grande espaço entre a Cordilheira Leste eo vulcões mais altos do Equador. O vulcão Tungurahua está ativo, porém a última erupção foi há quase um século. O Altar está extinto e são considerados os picos mais difíceis de escalar. Sangayé um dos mais ativos dos Andes, não é difícil de escalar, porém devido a sua instabilidade, aconselha-se somente para os mais experientes. O parque está considerado como uma das áreas mais remotas do país e das mais difíceis de acesso, ainda que a aventura valha a pena.

RIOBAMBA

É uma ativa cidade, centro de todos caminhos, segundo reza o letreiro em sua entrada. O dia de mais atividade é o sábado, dia do mercado. Não podemos deixar de parar na velha igreja Da Conceição, onde está o Museu de Arte Religiosa. Toda cidade contempla o Parque 21 de Abril, sem esquecer o Parque da Liberdade, um lugar tranquilo. Distingue-se além, a Basílica redonda, a única do país, data do século passado e, que está decorada por artistas locais e o Parque Maldonado, onde poderá visitar a Catedral. No parque há uma estátua do geógrafo Pedro Maldonado.

O mercado do sábado é outra das atrações que não poderá deixar escapar em Riobamba. Sua nota característica é o colorido e as pessoas que chegam dos arredores, para comprar ou vender suas mercadorias. Aqui pode-se encontrar artigos de todos os estilos, desde alimentos até artesanatos variados. Porém, o mais típico são as esculturas de nozes tagua e o Shigra, uma bolsa muito resistente.

CUENCA E AS TERRAS ALTAS DO SUL

Cuenca encontra-se nas terras baixas do sul, sendo a terceira cidade do Equador e uma das mais atrativas. Próximo dali flui o rio Tomebamba bordeado por edifícios coloniais. Outro dos rios que atravessam é o Yanucai.

Em outros tempos estas terras estavam habitadas por importantes povos indígenas de culturas muito avançadas. Na chegada dos incas foram integrados a esta nova cultura, e desenvolveram como centro fundamental um império. O lugar era conhecido como o Inga Pirca. Quando os espanhóis chegaram logo fundaram a cidade de Cuenca. Para a colônia foi também um ponto relevante. Na cidade pode-se visitar museus e igrejas muito interessantes.

No coração de Cuenca encontra-se o Parque Calderon, onde domina o edifício da Nova Catedral, com sua enormes cúpulas azuis. Do outro lado do parque, menos imponente, porém interessante está a Velha Catedral, conhecida como O Sagrado. Outros edifícios religiosos dignos de mencionar são as igrejas de São Cenáculo, a Igreja de São Domingo, a Igreja de São Brás, do século XVI, a Igreja de São Sebastião que encontra-se situada na praça de mesmo nome. O edifício data do século de XVII.

A Casa da Cultura encontra-se na esquina sudoeste do Parque Calderon. Aloja uma galeriaa que expõe obras de artistas locais. Na Plazoleta de Carmem está a Igreja de Carmem da Assunção fundada em 1682. Frente a igreja abre-se diariamente um colorido mercado de flores.

Entre os muitos museus que tem a cidade destaca-se o Museu do Banco Central, ao sul da cidade e cerca do rio Tomebamba. Destaca-se a exposição permanente de fotografias de Cuenca, uma pequena coleção de instrumentos musicais, arte e arqueologia; o Museu de Artes Populares encontrará seguindo o curso do rio, nele está exposto numerosos elementos, que têm registros com as tradições e a cultura nativa. Poderá admirar as coleções que estão expostas esporadicamente. Muito próximo encontra-se o Museu Remigio Crespo Toral, que expõe arte religiosa, móveise pinturas da época colonial, assim como uma coleção muito interessante da arte indígena, ainda que do outro lado do rio liga-se o Museu da História da Medicina, junto está o Hospital Militar. O Museu de las Concepts está situado no Convento da Imaculada Conceição e foi fundado no ano de 1599. Contém crucifixos antigos, quadros e esculturas com cenas religiosas. Por sua parte, o Museu das Culturas Aborígenas, onde encontrará numerosas peças arqueológicas de grande valor.

Um dos maiores atrativos de Cuenca são os seus mercados. Nas quintas-feiras são odias de mercado. As principais áreas comerciais são as que rodeiam a Igreja de São Francisco e a da Praça Rotary. E se quiser saber algo mais sobre a antiga vida da cidade, seguindo o curso do rioao longo da Av. Todos os Santos, encontrará as Ruinas Incas.

Arredores de Cuenca

Nos arredores há vários pontos interessantes para visitar. Azuay e Cañar dispõe de um universo natural sumamente atrativo.

Destacamos alguns destes lugares:

Cajas

Um páramo com lagoas originadas pelos glaciais onde a vegetação é generosa.

Gualaceo

Um vale por onde tradicionalmente passeavam os moradores, cheio de pastos e árvores frutíferas. Possui um clima muito agradável.

Chordeleg

Trata-se de um povoado de artesãos de ouro. Ali encontrará joias e arte manufaturada.

Paute

Povoado antigo de clima suave e paisagens muito belas, famoso por seus álcoois.

Outros lugares de interesse são Santa Isabel e Tarqui, ao sul. A população mais importante desta área é Loja, a cidade mais meridional do Equador. Está povoada por mestiços e gente de origem européia. Seus arredores são formosos com povos coloniais como Macará, uma pequena cidade sobre a fronteira peruana.

Inga-Pirca

Ao norte Azogues, a capital de Cañar, acolhe ao turista com sua tranquilidade, sua indústria mineira e seus mercados. A poucos quilômetros do povoado de Ingapirca encontram-se as ruinas de Inga-Pirca, um centro cerimonial inca, assentado sobre um rocha que faz de pedestal uma plataforma elíptica. Está considerada como o maior local inca do Equador.

O ORIENTE

O Oriente encontra-se a leste dos Andes nas regiões baixas da Bacia Amazônica. Parte destas terras foram cedidas ao Peru em 1942.

Entre as cidades mais interessantes para visitar destacam-se: Zamora, Macas, Puyo, Tena, Coca, Lago Agrio e Misahualli, em plena selva.

LAGO AGRIO

O nome da localidade tem sua história, o nome oficial é Nova Loja em homenagem as pessoas que colonizaram e que provinham de Lojas. Sem dúvida, a exploração do petróleo trouxe ao povoado, trabalhadores texanos, que mudaram seu nome para Lago Agrio, recordando um pequeno povoado do Texas.

Agora a maioria de seus habitantes chamam simplesmente de Lago. Com a chegada do petróleo, a selva quase virgem converteu-se em um importante centro petrolífero. O mais interessante da localidade é o mercado do domingo.

Tomando a estrada encontra-se Coca, que merece a pena uma visita em A Jóia das Sacha, para admirar as aves tropicais e a selva que extende-se por muitas léguas.

COCA

Igualmente a Lago Agrio, Coca também tem outro nome, Porto Francisco de Orellana. É outro ponto petrolífero importante, ainda que mais agradecerá o turista são as excursões pela selva. Um formoso passeio pelo rio Napo conduz até a Hacienda Primavera.

Na região de Pompeya e Limoncocha, missões católicas, existem alguns atrativos também para o turista. De caminho a Tena pode-se fazer uma parada em Loreto. Pouco depois encontra-se Archidona, um povoado missioneiro fundado em 1560, cujo maior atrativo é a praça principal, com suas palmeiras tropicais e flores de cores, e como seu mercado no domingo. Desde dali pode-se realizar uma excursão as Cavernas de Jumandi.

TENA E MISAHUALLI

Tena encontra-se a uns 600 metros sobre o nível do mar. Seu clima é quente e a capital da província do mesmo nome. Possui uma rica cultura por ser terra de grande tradição indígena e porque nas épocas coloniais foi o ponto importante do oriente equatoriano. Desde Tena pode-se chegar a um povoado pequeno de Misahualli, excelente ponto de base para as excursões pela selva.

PUYO

É a capital da província de Pastaza. Encontra-se rodeada de montanhas, cujos picos desaparecem entre as nuvens, dando-lhe um aspecto mágico. Aqui é possível nadar no rio e ainda admirar a variedade de aves que voam pelo céu. Desde Puyo pode-se chegar às Cascatas de Rio Verde.

MACAS

É a capital da província de Morona-Santiago. Trata-se de uma importante cidade, ainda que não de grande tamanho. Destaca-se a Catedral, cujo interior conta a história do milagre da Virgem de Macas através de cenas artísticas. Desde Macas pode-se viajar ao Parque Nacional Sangai.

Realiza-se a viagem entre Macas e Zamora, aconselha-se fazer uma parada nos povoados de Limão e Mendez.

ZAMORA

É a localidade mais ao sul do oriente. É um bom ponto de partida para visitar o Parque Nacional Podocarpus, pode-se chegar a Bombuscara e Romerillos. Muito próximo, as márgens do rio Nambija encontra-se a população de mesmo nome. Neste lugar descobriu-se ouro em 1980, no que trouxe animação a cidade, porém também alguns problemas. Atualmente respira-se calma e tranquilidade.

AS TERRAS BAIXAS DO OESTE

SÃO DOMINGO DOS COLORADOS

Encontra-se no meio do caminho, entre as terras altas e a costa. A cidade é famosa, devido aos índios colorados, que pintavam a cara com listas negras e o cabelo com com vermelho brilhante. Atualmente, estão muito ocidentalizados. A cidade destaca-se por sua ruas animadas e o colorido do mercado de domingo.

A 42 quilômetros ao noroeste da cidade encontra-se o Bosque Protetor da Pérola, onde poderá desfrutar da natureza e inclusive acampar, se desejar. A poucos quilômetros está o povoado de A Concórdia. Também vale a pena, visitar Quinindé, um pouco mais ao norte.

De São Domingo até Quevedo a estrada atravessa os domínios dos índios Colorados, sendo o povoado mais destacado o da Boa Fé, rodeado de plantações de bananeiras.

QUEVEDO

É uma cidade onde está instalada uma ativa comunidade chinesa-equatoriana. A vila move-se a tamarindo, um típica fruta do lugar e é um centro comercial com um ambiente muito animado.

Desde de Quevedo pode-se chegar a Empalme uma agitada localidade. A seguinte população do caminho, seguindo para o sul é Balzar, um ponto comercial importante. Seguindo o caminho entre plantações de bananeiras, encontra-se Palestina. Dali, pode-se viajar até Daule, muito próximo de Guayaquil.

BABAHOYO

É capital da província de Os Rios. Esta população. rodeada de plantações de banana e palma é um ponto importante da rotade Quito a Guayaquil. Na cidade que descorre as márgens do rio respira-se atividade e tem um grande movimento comercial.

A COSTA DO EQUADOR

A COSTA NORTE

São Lorenzo é a cidade que encontra-se mais ao norte da costa equatoriana. Trata-se de uma interessante escala no caminho até Esmeraldas, onde os conquistadores espanhóis realizaram o primeiro desembarque. A refinaria de petróleo da recente construção tem dado à cidade uma nova fonte de ingressos e emprego.

Poderá desfrutar de formosas praias na cidade de Atacames, a 30 quilômetros de Esmeraldas. A 6 quilômetros ao sul encontra-se o pequeno porto pesqueiro de Sua. Uma canoa motorizada pode leva-lo até Muisne, que conta com formosas praias.

Baia de Caraquez é um pequeno porto e balneário na desembocadura do rio Chone. Não muito distante encontra-se Manta, com suas formosas praias na costa central equatoriana, um importante porto, centro turístico e comercial, onde floresceu a cultura Manta. Próximo dali, não se esqueça de visitar a pequena cidade de Montecristi.

Uma das localidades mais antigas do Equador é Porto Velho, também é uma das maiores. Capital da província de Manabi, é famosa por seu café e o bom gado.

Poderá chegar a Rocafuorte, conhecida por seus doces de coco e caramelo.

Jipijapa é um importante centro produtor de café e algodão. A poucos quilômetros dali está Porto Cayo, onde pode-se chegar ao Parque Nacional Machalilla, o único da costa equatoriana. Outra das entradas do parque é Porto Lopez, um povoado de pescadores muito animado.

GUAYAQUIL E A COSTA SUL

É a maior cidade e o principal porto do Equador. À parte das formosas praias pode-se visitar interessantes museus.

Entre eles destacamos o Museu e As Bibliotecas Municipais, com quatro seções diferenciadas: arqueologia, história, arte colonial e arte moderna; o Museu da Casa da Cultura, o Museu da Universidade Estadual, com seu departamento de arqueologia e história; e o Museu do Banco Central, dedicado a antropologia e a arte moderna. O Centro Cívico está dedicado a exposições e convenções.

Os edifícios religiosos mais representativos da cidade são a Catedral, a igreja arzobispal de Guayaquil. Foi construída no finais do século XIX, em estilo gótico. O mais destacável é seu altar de mámore. São Domingo data do século XVI e é uma das igrejas mais antigas da cidade. Em seu interior guarda trabalhos do pintor Salas. A mais moderna é a igreja Da Merced, construída em estilo gótico, e que distingue-se por seu altar barroco, recoberto de pão de ouro. E por último, a igreja de São Francisco, uma das primeiras da cidade.

Os monumentos mais representativos de Guayaquil são o Monumento dos Próceres, quatro estátuas alegóricas, que representam a justiça, o patriotismo e o heroísmo, e o Monumento dos Libertadores, situado em Malecon e erguido em homenagem à Simom Bolivar e José de São Martin. A cidade conta com outro monumento dedicado a Sucre, outro a Olmedo, poeta e estadista local, e por último, o Monumento a Guayas e Quil, dedicado aos chefes Huancavilcas, índios de quem recebeu a cidade o nome. Não esqueça de visitar Bairro das Peñas, sobre ele assenta-se a primitiva cidade do século XVI, às márgens do rio Guayas.

Suas casas são do estilo colonial.

Pela Costa Sudeste de Guayaquil

Desde Guayaquil podemos dirigirmos até o sudeste. A costa sul é seca. Além de muita atrativa não é tão visita como o norte, por isso sua praias são tranquilas.

A poucos quilômetros da cidade encontramos Serra Branca, uma reserva que tem um centro para acolher os visitantes, e não muito distante está a pequena comunidade de Porto Hondo, onde poderá dar um passeio em bote pelo Clube Ecológico.

Seguindo a estrada chegamos a Progresso, e ai pode-se pode eleger a rota que vai a Salinas, para visitar a península de Santa Elena e as cidades de Santa Elena, São Vicente e Salinas, um animado centro balneário. A maior população da península é A Liberdade. Trata-se de uma cidade animada, com bastante movimento.

Tem um porto pequeiro muito ativo devido as refinarias da região.

Punta Carnero situa-se na metade de uma longa e deserta praia, o mar é selvagem, porém a praia é ideal para passear. A costa desce até Posorja, atravessando alguns povoados costeiros de relativo interesse.

De Guayamil a Machala

Desde Guayamil em direção a Machala, a rota descorre através de lugares muito atrativos. Em primeiro lugar a parada obrigatória é a Reserva Ecológica Mangues Churute, que protege manguesais, bosques secos tropicais e tudo o que acompanha este habitat (pode-se ver golfinhos).

Machala, capital da província de O Ouro é uma das cidades mais importantes da costa sul. Está rodeada de plantações de bananeiras e na estrada encontrará uma enorme estátua chamada A Bananeira, o monumento mais importante de Machala.

A poucos quilômetros está Porto Bolívar, um porto internacional, onde pode-se comer deliciosos pratos de pescados frescos, além de admirar a grande variedade de aves que sobrevoam a costa. O centro desta região de bananeiras constitui a pequena localidade de Pasaje, onde pode-se alacançar as populações de Santa Rosa e Arenillas. A área de Zaruma, "a cidade do ouro", oferece a possibilidade de visitar suas minas e alguns pontos arqueológicos interessantes.

Muito próximo encontra-se as localidades de Pinhas, produtora de café e Portobelo. Já nos limites com o Peru encontra-se Huaquillas, um ativo lugar fronteriço.

ILHAS GÁLAPAGOS

Quando Charles Darwin desembarcou na ilha de São Cristovão, a mais oriental das ilhas Gálapagos, no dia 17 de setembro de 1835, escrevia:

"Como se tratasse de uma espumadeira, a superfície da ilha parece perfurada por vapores subterrâneos. aqui e além da lavra, ainda maleável, incha-se formando enormes ampolas que acabam reiventando e convertendo-se em grutas e cavernas…Encontrei imenss tartarugas…. "

Darwin sentiu-se intrigado pelas distintas variedades de gálapagos, que foi encontrando em cada ilha visitada, dai seu nome. A colonização biológica que desenvolveu-se no arquipélago recém emergido, com resultado de suas erupções vulcânicas e o feito de que cada ilha presenteara espécies ou varidades próprias, estimulou Darwin para o descobrimento de sua famosa "Teoria da Evolução".

As Ilhas Gálapagos estão consideradas Parque Nacional e Patrimônio Natural da Humanidade.

Distante mil quilômetros da costa continental reune uma série de condições que a fazem única: um passado vulcânico e uma população constituida de fauna e flora recente que convrteram-nas em um lugar idôneo, para estudar como vão adaptando-se as espécies às condições ambientais. Um verdadeiro paraíso para os naturalistas. Para o turista o mais interessante da região são suas praias, sua fauna e uma árida e vulcânica paisagem de fascinante beleza.

Iniciaremos nosso percurso pelas ilhas, visitando em cada uma delas os pontos mais turísticos. Começaremos pelas ilhas centrais para depois viajar ao leste e ao norte e finalmente, ao oeste do arquipélago.

Ilha de Santa Cruz

É a segunda do arquipélago, em tamanho. Para o turista é a ilha mis importante. Dispõe das melhores instalações e as viagens mais econômicas. Está situada no meio do arquipélago, onde encontra-se Porto Ayora, a maior cidade das Galápagos. Uma estrada cruza de norte a sul, no que facilita a incursão pela ilha.

De Porto Ayora pode-se realizar numerosas excursões como a Academy Bay, porto mais famoso da cidade, sem esquecer a viagem até a Estação Científica Charles Darwin.

Um dos lugares mais tranquilos da ilha e que poderá visitar inclusive, sem guia é Turtle Bay, onde sob as finas areias e entre as quentes águas do mar, as plácidas planícies e aves marinhas, pelicanos e flamincos, inclusive alguns tubarões habitam na mais tranquila harmonia. Outra das atrações da ilha são as excursões pelos Túneis da Lavra.

Ao norte, a localidade de Belavista onde encontra-se o Parque Nacional Terras Altas. Também pode-se visitar as crateras chamadas Os Cêmeos e, próximo da localidade de Santa Rosa, uma reserva de tartarugas. Outros lugares para visitar na ilha são as baias Baleia e Conway, com seu lago de flamincos; a Caverna da Tartaruga Negra, na costa norte, habitada por uma fauna marinha fantástica; as praias Bachas e Serra Dragão, que também conta com lagos salpicados de flamincos.

De Santa Cruz pode-se navegar nas pequenas ilhas conhecidas como Ilhas Praças, que gozam de uma fauna incrível. Ao sul, a Ilha Santa Fé cheia de cáctus e espécies de planícies únicas.

Ilha Baltra

Separada por um estreito da Ilha Santa Cruz, Ilha Balta acolhe um aeroporto, maior do arquipélago. Ônibus e transbordadores conectam a ilha com Porto Ayora em Santa Cruz. O mais atrativo da ilha é sua fauna.

De Baltra pode-se viajar a Ilha Seymur, separada dela por um canal. Nela poderá admirar as planícies e os leões marinhos, aves aquáticas e em geral uma fauna e flora selvagem admirável. Entre Baltra e Seymur está a Ilha Mosquera, onde sob as finas areias descança uma colônia de leões marinhos. Ao oeste de Baltra encontra-se as Ilhas Daphne, duas ilhas vulcânicas que também podem ser visitadas.

Ilha de São Cristovão

Encontra-se na parte leste do arquipélago. Porto Baquerizo Moreno é a capital política de Galápagos, na linha do Equador. Conta com um aeroporto e diversos hotéis. Próximo está a serra das aves, onde pode-se desfrutar de uma maravilhosas vistas. Uma das excursões mais atrativas é a que chega a O Junco, um lago sob o nível do mar com permanentes águas frescas.

Na costa noroeste está Porto Grande que possui excelentes praias para submergir-se. De Porto Baquerizo Moreno pode-se alcançar a Ilha Lobos e a ilha rochosa Leão Dormindo.

No extremo norte da ilha poderá ver numerosas tartarugas em liberdade em lugar conhecido como Os Galápagos. E se quiser admirar curiosas formacões vulcânicas, nada melhor que viajar a Ponta Pitt, onde encontrará as mais fantásticas estruturas geológicas do mundo. Outros lugares para ver a ilha são a Serra da Bruxa e a Baia da Tartaruga, cujas maiores atrações são os flamincos e as tartarugas, que ali habitam. No sul também, resulta interessante Porto Chinês.

Ilha Espanhola

E a que está mais ao sul de todas as ilhas. Se tiver a sorte de viajar entre os meses de março e dezembro, poderá admirar a colônia de albatrozes que ainda há por lá. Um dos lugares mais importantes da ilha é Porto Soares, no extremo oeste. A praia de Gardner, ao leste, oferece finas areias e quentes águas para submergir-se, enquanto admira-se os leões marinhos. Nos acantilados o espetáculo de vôo dos pássaros, faz desta ilha um lugar verdadeiramente mágico e atrativo.

Ilha Santa Maria

Trata-se da antiga Floreana, como batizou Darwin. A base para as expedições pela ilha é Porto Velasco Ibarra. Dali, podemos viajar ao Asilo da Paz, onde reside uma espécie de pinzon nativo, espécie endêmica de grande valor. Outros lugares turísticos dentro da ilha são Ponta Cormoran, o mais característico é sua praia verde, devido conter minerais desta coloração, e o Acantilado do Diabo, um espaço rodeado de rochas, onde encontra-se o mais colorido habitat de peixes da ilha. Variados animais tropicais, pequenas formacões coralinas e uma cratera par aventurar-se, além de numerosa fauna e flora típica das ilhs, são atrativos da Ilha Santa Maria.

Ilha São Salvador

É também, conhecida como Santiago ou "James". O lugar mais popular é Porto Egas. As suas márgens extendem-se em uma linha de lavra negra com tanques formados por lavras, cavernas e grutas, onde reside uma grande variedade de vida selvagem. O Vulcão de Açúcar, uma cratera em extinção, encontra-se nas proximidades. Praia Espuminha é outro destinatário da ilha. A parte da praia onde poderá nadar e admirar a fauna marinha, há também um lago cheio onde de aves fantásticas, que inclui flamincos e pinzones. Outro lugar que poderá chegar de barco é a Caverna do Bucanero, o mais espetacular são seus acantilados, onde aninham numerosas espécies de aves. Por último, visite a Baia de Sullivan, na costa leste da ilha, onde a lavra negra também, solidificou as sua márgens.

Encontrará plantas típicas como o cactus e geologia vulcânica de grande valor. Da baia poderá chegar as ilhas Bartolomeu, Chapéu Chinês e Ilha Rabida.

Ilha Isabela

É a maior do arquipélago. Numerosos lugares turísticos existem para serem visitados em Isabela. Um deles é o Vulcão Alcedo.

Viajando até o norte encontra-se Ponta Garcia, onde poderá admirar sem dificuldade o Cormorão não voador. Seguindo a rota encontrará vulcões, o Vulcão Wolf e o Darwin. No extremo norte da ilha encontra-se Ponta Albermale, onde também encontrará cormorões não voadores. Assim mesmo, poderá avistar pinguins, além de numerosas aves marinhas.

Bordeando a costa e descendo até o sul existem duas paradas mais: Ponta das Flores e Ponta Vicente Rocha. É aconselhável fazer uma parada ao sul em Ponta Tartaruga, uma praia ao pe do Vulcão Darwin. Em toda região abundam os pinzones. Mais ao sul encontra-se a Cala Tagus, onde aportavam os marinheiros em outros tempos.

Seguindo a rota da costa topamos com a Baia Urbina, onde dão algumas formações coralinas, habitada por cormorões, pinguins e iguanas. Descendo, paramos de novo, na Baia Elizabeth, onde aninham numerosas tartarugas marinhas, além que em Ponta Moreno, mais ao sul, os flamincos, plantas e insetos nativos povoam o lugar. O pequeno povoado de Porto Villamil, ao sudeste da ilha, é um bom lugar para descansar e visitar o Lago Villamil, cheio de aves migratórias.

Aconselhamos que de uma volta por Muro das Lágrimas.

Ao sul da ilha levanta-se o Vulcão São Tomás. Se voce é um aventureiro, ficará encantodo em chegar até mais acima. Da Baia Cartago pode-se realizar diversos cruzeiros curtos.

Entre Isabela e Baltra encontra-se a Ilha Pinzon, é muito difícel ter acesso à ela, já que a maioria de seus visitantes são cientistas.

Ilha Fernandina

É a ilha que ocupa o terceiro lugar em relação ao tamanho, de todas as Ilhas Galápagos. Um dos lugares mais populares é Ponta Espinhosa, sobretudo pela colônia de iguanas marinhas, que encontram-se ali. Outros animais que poderá admirar são os leões marinhos, os cormoranes não voadores e pinguins galápagos, entre outras espécies. Na ilha pode-se realizar diferentes excursões aos vulcões.

Ao norte do arquipélago encontra-se Ilha Genovesa, cujos principais locais de interesse são o Barranco e a Praia Baia Darwin, com suas formações coralinas e suas importantes colônias de aves. Outras ilhas são Ilha Marchena e Ilha Pinta.

E duas pequenas ilhas mais: Ilha Wolf e Ilha Darwin, sem esquecer-se as meios centenas de ilhotas que acompanham as Ilhas Galápagos.

Gastronomia do Equador

A variedade gastronômica é o que identifica a cozinha equatoriana. Entre seus pratos típicos e principais destacam-se os caldos, especialmente os que são servidos no mercado para o desjejum. São conhecidos como sopas ou locros, sendo geralmente preparados com verduras e carne de galinha. Não deixe de provar o yaguarlocro, uma sopa de batatas adornada com um delicioso molho.

Quanto aos pratos exóticos, nada melhor que degustar um cuy, uma espécie de coelho assado na lenha. Trata-se de um prato dos reminiscentes incas, já que constituia o prato das festividades e celebrações. Outra das delícias do país é o leitão, que é servido na maioria dos restaurantes, especialmente, nas barracas de comida dos mercados. Só assá-lo por inteiro, pois o resultado é prometedor para o paladar. Continuando com a carne de porco (no Equador conhece-se como "chambo"), encontrará uma grande variedade de pratos cozidos de diversas formas.

Se preferir a carne de gado pergunte pelo seco, pedaços de carne servidos com arroz (também o seco pode-se preparar com carne de frango, carneiro ou cabrito)

Quanto aos pescados encontrará numerosas cevicherias, onde preparam peixes crus temperados com limão (geralmente corvinas ou trutas). Também, pode-se degustar os ceviches de camarão e mariscos. É aconselhável comer estes alimentos nos estabelecimentos conhecidos e que guardam todas as normas de higiene.

Para os estomagos mais fortes, recomenda-se degustar o llapingacho, uma fritura a base de batatas, queijo e porco. E como não podia deixar de ser, todos os pratos são acompanhados de uma bo porção de torta de milho (geralmente frita).

Para finalizar a comida, nada melhor que um doce de leite ou uma deliciosa fruta de grande variedade.

Bebidas

Recomenda-se beber água de garrafa. A marca Guitig é a mais conhecida. São muito populares os sucos de frutas e a aguardente (licor de cana), que é muito barata. Poderá encontrar café e chá em muitos lugares. Se quiser vinhos, lamentavelmente terá que conformar-se com marcas importadas.

Compras no Equador

A variedade gastronômica é o que identifica a cozinha equatoriana. Entre seus pratos típicos e principais destacam-se os caldos, especialmente os que são servidos no mercado para o desjejum. São conhecidos como sopas ou locros, sendo geralmente preparados com verduras e carne de galinha. Não deixe de provar o yaguarlocro, uma sopa de batatas adornada com um delicioso molho.

Quanto aos pratos exóticos, nada melhor que degustar um cuy, uma espécie de coelho assado na lenha. Trata-se de um prato dos reminiscentes incas, já que constituia o prato das festividades e celebrações. Outra das delícias do país é o leitão, que é servido na maioria dos restaurantes, especialmente, nas barracas de comida dos mercados. Só assá-lo por inteiro, pois o resultado é prometedor para o paladar. Continuando com a carne de porco (no Equador conhece-se como "chambo"), encontrará uma grande variedade de pratos cozidos de diversas formas.

Se preferir a carne de gado pergunte pelo seco, pedaços de carne servidos com arroz (também o seco pode-se preparar com carne de frango, carneiro ou cabrito)

Quanto aos pescados encontrará numerosas cevicherias, onde preparam peixes crus temperados com limão (geralmente corvinas ou trutas). Também, pode-se degustar os ceviches de camarão e mariscos. É aconselhável comer estes alimentos nos estabelecimentos conhecidos e que guardam todas as normas de higiene.

Para os estomagos mais fortes, recomenda-se degustar o llapingacho, uma fritura a base de batatas, queijo e porco. E como não podia deixar de ser, todos os pratos são acompanhados de uma bo porção de torta de milho (geralmente frita).

Para finalizar a comida, nada melhor que um doce de leite ou uma deliciosa fruta de grande variedade.

População e Costumes do Equador

A população do Equador estima-se em 11.500.000 habitantes, aproximadamente. A densidade da população é uma das mais altas da América Latina, com cerca de 42 pessoas por quilômetros quadrados. Cerca de 40% do total da população é indígena, enquanto que outra quantidade igual são mestiços. O resto está distribuido entre brancos e pessoas da raça negra, que vivem ao norte do país. A maioria dos indígenas falam quechua, habitam principalmente, as terras altas dos Andes.

Aproximadamente 48% dos equatorianos vivem na costa e nas ilhas, 46% vivem nas terras altas, o resto na região selvagem do oriente. A maioria da população é urbana (55%), quer dizer, habitam os povoados e a cidades, enquanto que os 45% restantes, em sua maioria indígena, vivem no campo.

Se algo caracteriza os equatorianos é a sua hospitalidade, seu bom sentido de humor e seu especial acento ao falar. Os habitantes serranos, indígenas e camponeses, distinguem-se pela conservação de suas anscestrais tradições, por comunicar-se em quechua e por sua especial cosmo visão sobre a existência. Amam profundamente a terra, fazem parte dela e por isso realizam continuamente oferendas, par homenagear sua origem, as forças da natureza e aos deuses. Quando vão iniciar o plantio, oferecem folha de coca, pisco ou cerveja a Pacha Mama, a Mãe Terra. E antes de beber qualquer coisa, jogam um pouco na terra, para agradecer a possibilidade de acalmar sua sede.

A maioria dos quechuas vivem nas terras altas, os quechuas de cada região vestem-se de maneira diferente e a evolução da língua também apresenta-se com variações. A maior população destes índios vive em Chimborazo, enquanto que pequenos grupos habitam as terras baixas amazônicas, juntamente com shuares, huaorains, cofanes e siona-secoyas. Cerca da costa vivem índios cachi, ao norte da província de Esmeralda, e tchatchilas próximo de São Domingo dos Colorados, nas terras baixas do oeste. Todos estes grupos têm sua própria língua.

ENTRETENIMENTO

Um dos mais típicos e fascinantes passatempos da viagem do Equador é a quantidade de excursões que podem ser realizadas. A s viagens aos típicos trenzinho, s cobrem a rota São Lorenzo-Quito-Guayaquil ou desfrutar da singular fauna marinha das Ilhas Galápagos, que enamoraram a Darwin, são algumas das atividades mais atrativas. Passear ao lado das gigantescas tartarugas e jogar com os golfinhos e os lobos marinhos, enquanto toma-se banho nas águas transparentes do Pacífico cativaram o turista.

Não há que esquecer-se que o Equador é um dos chamados "paises ecoturísticos", já que oferece uma infinidade de possibilidades para os amantes da natureza. Numerosos Parques Nacionais e Reservas Biológicas, que conjungam com belas cidades coloniais fazem do país um paraíso.

Outro entretenimento mais típico é desfrutar da música folclórica em numeross penhas. Se viajar a região da costa comprovará que os rítmos latinos do Caribe, a salsa, o merengue marcam o ambiente nas discotecas e bares.

Não deixe de assistir ao espetáculo esportivo, especialmente o futebol, o voleibol é também muito popular. As brigas de galo e os touros são outras possibilidades para passar um bom tempo.

FESTIVIDADES

1 de Janeiro Ano Novo, 6 de Janeiro Dia da Epifania, o Carnaval em Março ou Abril, 1 de Maio -Dia do Trabalho, 24 de Maio -Celebração da Batalha da Pichincha, Corpus Cristi em Junho, 24 de Junho São João Batista, 29 de Junho - Dia de São Pedro e São Paulo, 24 de Julho Aniversário de Simon Bolivar, 10 de Agosto - Dia da Independência, 9 de Outubro - Dia da Independência de Guayaquil, 12 de Outubro Dia da Raça, de 1 a 5 de Setembro-Festa do Amor, 1 e 2 de Novembro Dia de Todos os Santos e dos Mortos, 3 de Novembro - Dia da Independência de Cuenca, 6 de Dezembro a Fundação de Quito, 24 e 25 de Dezembro - Natal e 28 a 31 as celebrações de final de ano.

Transportes do Equador

Avião

Guayaquil e Quito têm aeroportos internacionais que conectam com algumas cidades da América e da Europa. As viagens internas são relativamente econômicas, com exceção do vôo às Ilhas Galapagos. As aerolinhas mais importantes do Equador são Tomé, SAN e Saeta.

Barco

No Equador é comum o translado de barco, especialmente na região do Amazonas, onde utilizam canoas motorizadas e diversos tipos de embarcações.

Trem

Lamentavelmente, as linhas férreas do Equador, operadas por ENAFER tem sofrido graves defeitos, causados pelas inundações da última década. É por isso que um bom número de rotas têm mudado. Entre os trajetos mais espetaculares está o de Quito- Guayaquil, sem esquecer a linha de Ibarra a São Lourenzo. O trajeto de Quito Riobamba somente é realizado uma vez por semana (sábados), enquanto que o trajeto de Riobamba a Guayaquil é diário. É conveniente adquirir as passagens com antecedência e aguardar com paciência os imprevistos ou os cancelamentos surpresas.

Ônibus

A linha de ônibus está desenvolvendo-se no país. Existem ônibus grandes e micro ônibus (ônibus pequenos que admitem menos passageiros). O mais atrativo de viajar neste tipo de transporte é que cada parada aparecem vendedores com todo tipo de produtos (frutas e bebidas, especialmente).

Transporte Público

Os "caminhões" só são usados como transportes públicos e em alguns casos o único meio de chegar a muitos lugares. Os taxis não contam com taxímetro, pois é aconselhável acertar o preço antes de iniciar a viagem. São bastante econômicos.

Fonte: www.rumbo.com.br

Equador

A história do Equador remonta as sociedades indígenas. Esse povo teve sua própria organização social, com crenças, rituais e cerimônias próprias e uma economia baseada principalmente na agricultura. Sua existência se prolongou até o século XVI quando chegaram os conquistadores espanhóis.

A Cordilheira Central dos Andes foi o lugar de fixação do Império Inca. Seu território tinha uma extensão de cerca de 4.000 km² que ia desde o sul da Colômbia até o norte do Chile, em um lugar chamado Tahuantinsuyo. Sendo assim os Incas integraram uma vasta população com dezenas de etnias com línguas, costumes e economia baseada na agricultura. Essa população se expandiu em todo o Andes, ocupou algumas regiões da costa e exerceu notável influencia em Quito.

Em 1532 começou o fim de Tahuantinsuyo com a prisão de Atahualpa. Duros enfrentamentos se produziram entre europeus e incas, os quais resistiram a ser conquistados. Francisco Pizarro e Diego de Almagro foram os principais protagonistas da época aplicando várias estratégias para submeter os índios aos seus domínios, uma delas a catequização.

A Real Audiência de Quito se estabeleceu em 1563, na condição de instancia administrativa dependente da Coroa Espanhola. Expandia-se pelo norte até Pasto, Popayan, Cali, Buenaventura e Buga, no atual território de Colômbia, e no sul até Piura no Peru. Seu primeiro presidente foi o espanhol Hernando de Santillán.

Desde sua criação até o século XVIII, a Audiência de Quito foi parte do Vice-reinado do Peru. Logo passou ao mando do Vice-reinado de Nova Granada, com sede em Santa Fé, até que com o fim deste, voltou a depender do vice-reinado do Peru. Mais tarde, com o restabelecimento da Nova Granada, o rei Felipe V determinou que a Audiência voltasse a formar parte desse vice-reinado.

O Marques de Selva Alegre (1753) centralizou o Estado e estabeleceu o monopólio do álcool e do tabaco. Por causa disso aconteceu a conhecida Rebelião das Tabacarias, a que se juntou outras revoluções dos nativos. Depois vieram reorganizações administrativas que permitiram maiores ingressos fiscais. No final do século XVIII ocupou a presidência Luis Francisco Héctor, Baron de Carondelet, quem conseguiu para Quito a criação de uma Capitania Geral.

A decadência social acelerou na segunda metade do século XVIII. São vários os fatores aos quais os historiadores atribuem a queda do sistema colonial. Um deles é o fim da produção de prata em Potosí. A elaboração de têxteis reduziu drasticamente. As reformas introduzidas limitaram também o poder das elites privadas.

1810-1830 A INDEPENDÊNCIA

Enquanto, entre 1809 e 1812, houveram tentativas de conseguir liberar-se do domínio de Lima, Equador só pôde atingir a independência da Espanha depois da batalha de Pichincha em 1822, quando as tropas de Sucre, tenente de Bolívar, derrotaram aos exércitos espanhóis. Equador se uniu então à Grande Colômbia até que esta se dissolveu em 1830.

1830-1895 A ÉPOCA CONSERVADORA

Durante este período se sucederam uma série de governos com clara matiz conservadora. Em primeiro lugar, o caudilho venezuelano Juan José Flores impôs seu domínio entre 1830 e 1846. A seguir Gabriel García Moreno, um civil com fortes vínculos com a Igreja, transformou-se no homem forte de Equador entre 1860 e 1875. O assassinato de García Moreno em 1875 abriu passo a uma série de governos conservadores menos rígidos que liberaram o regime e impulsionaram as primeiras reformas de clara influência liberal.

1895-1925 A ÉPOCA LIBERAL

As forças liberais, encabeçadas por Eloy Alfaro, acabaram com o domínio conservador em 1895, dando início a um longo período liberal que introduziu uma ampla legislação anticlerical, impulsionou a construção de uma importante rede de transportes ferroviários e introduziu reformas econômicas e políticas de corte liberal. Alfaro primeiro (1895-1912) e Leonidas Plaza Gutiérrez depois (1912-1924) deram estabilidade ao regime e possibilitaram a sustentação dessas reformas, ainda que a época de Plaza supôs um giro moderado com respeito às posturas mais radicais de Alfaro.

1925-1940 A ÉPOCA DAS REFORMAS

O domínio oligárquico e das grandes famílias somado aos interesses bancários foi desgastando o regime e provocou que, em meados dos anos 20, triunfasse uma revolução militar que realizou numerosas reformas, sobretudo de caráter social. No entanto, a crise do 29 afetou profundamente ao regime que terminou sendo derrotado. AO longo dos anos 30 houve várias tentativas de retomar e ampliar essas reformas sociais dos anos 20, mas a instabilidade e a crise o impediram.

1944-1972 A ÉPOCA DO VELASQUISMO

Durante este período, a figura de José María Velasco Ibarra gravitou de maneira decisiva sobre o panorama político equatoriano. Este dirigente de forte personalidade e grande orador foi presidente em cinco ocasiões apoiado umas vezes em movimentos de esquerda e outras em partidos conservadores, mas sempre impulsionado uma política essencialmente populista.

1972-1979 OS REGIMES MILITARES

Como reação ao último governo de Velasco Ibarra, instaurou-se uma Junta Militar em 1972 que impulsionou uma política de corte intervencionista e socializante, influída pelo regime de Velasco Alvarado em Peru. No entanto, o fracasso econômico e a inviabilidade do próprio regime conduziram à transição para a democracia.

1979-2005 A DEMOCRACIA

Desde 1979 se sucederam governos surgidos de processos eleitorais democráticos. Este período pode dividir-se em duas fases claramente diferenças. Até 1996, o processo democrático marchou com normalidade, os principais partidos do país se alternaram na presidência da República e cada administração pôde acabar seus respectivos períodos presidenciais.

Mas com a eleição de Abdalá Bucaram em 1996 o país entrou numa espiral de instabilidade e crise política: Bucaram foi destituído pelo Congresso em 1997, seu sucessor Jamil Mahuad teve que abandonar a presidência depois de um golpe cívico-militar em 2000 e o último presidente, Lucio Gutiérrez, deixou o poder em 2005 diante da falta de apoio das Forças Armadas e no meio de fortes protestos, o que conduziu a que seu vice-presidente, Alfredo Palacio, assumisse a presidência.

Nestes anos, além da instabilidade política, destacam o confronto militar com Peru na Guerra de Cenepa, no ano 1995, e o decreto de dolarização que vinculou a moeda nacional ao dólar em 2000, conseguindo conter assim a espiral inflacionária na que se encontrava o país.

Fonte: www.ciberamerica.org

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