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Erisipela

 

1- O que é a infecção?

A erisipela é uma infecção caracterizada pela presença de lesão infiltrada, com bordas bem definidas e com importante envolvimento dos vasos linfáticos.

A erisipela é uma infecção da derme originada de uma solução de continuidade do revestimento cutâneo-mucoso, por onde os germes penetram. É também conhecida como "fogo de Santo Antônio".

2- Quais são os tipos existentes?

A erisipela pode-se apresentar clinicamente diferenciada. Sendo assim há casos raros onde surgem bolhas volumosas e tensas contendo líquido não purulento (erisipela bolhosa); outras vezes há ulceração superficial (erisipela gangrenosa).

Alguns pacientes apresentam surtos repetidos em geral precedidos de calafrios. A recidiva de erisipela pode causar linfedema local persistente e obstrução dos canais linfáticos principais da pele e dos canais venosos, resultando em uma fibrose hipertrófica à qual foi dado o termo elefantíase nostra .

3- Quais os microorganismos envolvidos?

A erisipela é uma forma de celulite superficial causada por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A de Lancefield, geralmente Streptococcus pyogenes. No entanto, nos últimos anos, diversos outros agentes bacterianos estão envolvidos com maior freqüência à erisipela, como os Streptococcus pneumoniae, estreptococos dos grupos B, C e G; o Staphylococcus aureus e mesmo bactérias gram (-).

Há cerca de 70 tipos diferentes de estreptococos. Quando um deles causa erisipela desenvolve-se imunidade específica ao tipo, porém, não contra os outros. Daí a possibilidade de o doente se reinfectar e apresentar vários surtos de erisipela.

4- O que predispõe à infecção?

O microorganismo penetra através da pele, algumas vezes pode ou não penetrar através de feridas cirúrgicas.

Freqüentemente a porta de entrada não é reconhecida. As causas que predispõem `a infecção são feridas crônicas, ou fissuras nas narinas, no meato auricular, abaixo dos lóbulos da orelha, no orificio retal ou no órgão genital masculino, e entre ou abaixo dos pés, geralmente no último espaço interdigital.

Qualquer inflamação da pele, especialmente se fissurada ou ulcerativa, pode estabelecer a entrada para o estreptococo causador. Coçaduras ou abrasões leves, feridas acidentais do couro cabeludo, nó do cordão umbilical sujo, vacinação e ulceras crônicas do membro inferior podem causar esta doença.

5- Como pode ser transmitida?

A erisipela é pouco contagiosa, sendo muito rara entre os que cuidam de erisipelatosos.

6-Quais são os sinais e sintomas?

Caracteriza-se, clinicamente, pelo aparecimento abrupto de sintomas sistêmicos, tais como febre elevada, cefaléia, calafrios, mal-estar e desânimo.

A pele infeccionada apresenta aspecto vermelho brilhante, formando um alto relevo que a diferencia da pele normal ao redor. Esta lesão é quente e dolorosa ao toque e é brilhante e inchada. Freqüentemente a pele apresenta-se espessa adquirindo consistência de "casca de laranja" que é devido ao envolvimento de vasos linfáticos superficiais; bolhas ou vesículas podem ser formadas dois ou três dias após o surgimento da infecção.

Rapidamente o processo se evolui e o paciente apresenta um estado geral comprometido com cefaléia, mal-estar, hipoestesia, náuseas e vômitos. Durante a apresentação desses sintomas a enfermidade pode não ter sido reconhecida ainda. A doença provoca desconforto ao paciente pois a pele se torna eritematosa e tensa.

No segundo dia a lesão se caracteriza melhor, apresentando-se eritematosa, edematosa, quente e dolorosa, apresentando coloração vermelha viva e brilhante com bordas nítidas e um pouco elevadas como foi mencionada anteriormente.

A infecção caminha para a periferia de maneira irregular apresentando-se sempre com borda nítida sem deixar para trás regiões de tecidos sadios. Com a extensão da lesão, entretanto, pode haver resolução do processo na área central. Desenvolvem-se sobre a lesão, grandes bolhas e vesículas pequenas nos casos mais graves (conhecido como erisipela bolhosa). Sem tratamento e na ausência de complicações a enfermidade é aliviada dentro de uma a três semanas. Durante a cura, ocorre leve pigmentação e descamação.

A erisipela ocorre mais freqüentemente em lactentes, crianças jovens e adultos mais velhos sem preferência clara de sexo. O local acometido varia com a faixa etária. Nos neonatos, a parede abdominal é afetada com maior freqüência, associada à infecção do coto umbilical. Nas crianças maiores, a face, o couro cabeludo ou os membros são locais de eleição.

Nos adultos a erisipela acomete predominantemente os membros inferiores, afetando também a face e raramente os membros superiores e tronco.

Essa tendência ao maior acometimento dos membros inferiores contrasta com o conceito clássico de que a erisipela afeta predominantemente a face e parece acentuar-se nos países de clima mais quente, onde o costume de caminhar descalço e de sandálias é comum. Contribui para preferência da infecção nos membros inferiores a presença mais freqüente de fatores locais que facilitam a entrada do agente.

A erisipela no rosto atinge tipicamente as asas do nariz e as bochechas (uni ou biliteralmente) o que confere a típica configuração de borboleta.

A lesão não ultrapassa a linha que delimita o couro cabeludo e abarba. O edema facial pode pronunciar-se de forma que um ou os dois olhos permaneçam fechados, na face, a presença de bolhas é comum.

A erisipela não tratada pode atingir grandes extensões da pele especialmente os membros inferiores disseminando por toda via linfática e causando celulite, abcessos subcutâneos e fasciíte necrotizante.

Podem ocorrer bacteremias e infecções que acometem diversos órgãos especialmente causando osteomielite e artrite séptica. Se não tratada, a infecção pode ser letal principalmente em lactentes, idosos e imunodeprimidos. As lesões de tronco podem torna-se muito grandes e serem rapidamente fatais.

7- É necessário usar medicamentos? Por que?

É necessário o uso de medicamentos para tratamento da erisipela porque, se tratando uma de infecção estreptocócica deve-se tratá-la logo que seja feito o diagnóstico, evitando o agravamento das lesões, que dependendo da extensão podem ser fatais. Ainda que não sejam fatais, podem provocar maiores complicações tais como surgimento de abcessos subcutâneos, fasciite necrozante e celulite.

8- Qual a abordagem terapêutica da doença?

O tratamento é feito através da antibioticoterapia. A antibioticoterapia é curativa nas erisipelas, produzindo melhora do estado geral em 24 a 48 horas e da lesão local após alguns dias, além de previnir as complicações. Existe alguma controvérsia quanto à via de administração do antibiótico. Entretanto, está estabelecido que os pacientes septicêmicos, bacterêmicos ou com complicações supurativas locais (abscessos) ou a distância (osteomielite, por exemplo) devem ser tratados com antibiótico endovenoso. Os casos leves sem bacteremia ou complicação supurativa podem ser tratados com antimicrobianos orais com eficácia semelhante à dos antibióticos parenterais, com o custo menor.

O uso de anticoagulantes de forma profilática pode ser necessário, quando se evidencia a existência de um estado de hipercoagulabilidade nesta enfermidade, predispondo às tromboses venosas, superficiais e profundas.

9- Quais os medicamentos que devem ser usados? Por que?

As penicilinas constituem as drogas de escolha no tratamento das erisipelas. como os agentes etiológicos na grande maioria das lesões são estreptococos sensíveis às penicilinas naturais ( estreptococos dos grupos A, B, G e C ), a escolha recai sobre as penicilinas V ou G.

Em alguns casos, entretanto, o Staphylococcus aureus pode ser total ou parcialmente responsável pela infecção, ou influenciar o efeito da penicilina. Por isso, na suspeita da participação do estafilococos, deve-se usar penicilina penicilinase resistente (como a oxacilina ) isoladamente ou mesmo em associação com a penicilina natural. Essa suspeita deve ser maior em caso de erisipela facial, na concomitância de úlcera cutânea e na persistência da febre alta e dos sintomas gerais após 48 horas de tratamento.

Nos casos leves deste modo, o tratamento pode ser iniciado com a penicilina V oral na dose de 500 mg , de seis em seis horas, ou penicilina G procaína intramuscular na dose de 600.000 unidades uma ou duas vezes ao dia.

Suspeitando-se de etiologia estafilocócica (erisipela facial ou associada à úlcera cutânea), pode-se substituir ou adicionar oxacilina ou a dicloxacilina oral, 500 a 1000 mg , de seis em seis horas. Em adultos alérgicos a penicilina a eritromicina (500 mg via oral de seis em seis horas) e a clindamicina ( 300 mg via oral de oito em oito horas ) são alternativas terapêuticas. A evolução com bacteremia e complicações supurativas indica a necessidade terapêutica endovenosa.

Nas erisipelas mais extensas com bacteremia, septicemia ou complicações supurativas, deve-se usar penicilina G aquosa endovenosa, 1.000.000 a 2.000.000 U, de quatro em quatro ou de seis em seis horas. Na suspeita de estafilococcia, especialmente no paciente mais grave, substituir ou associar por oxacilina 1 a 2 g em via oral, de quatro em quatro horas. a cefalotina 1 a 2 g EV, de quatro em quatro horas é uma alternativa naqueles com reação duvidosa às penicilinas. Se o paciente apresentou uma reação imediata a penicilina, a clindamicina (300 mg EV, 8-8 horas) e a vancomicina (1 a 2 g EV ao dia em duas a quatro doses) são alternativas aceitáveis.

O antibiótico parenteral pode ser suspenso em 48 a 72 horas com a remissão da febre, substituindo-se por antibiótico oral até completar dez dias. A ausência de melhora clínica sugere complicação supurativa grave, evolução para fasciíte necrotizante ou resistência bacteriana ao antibiótico.

A escolha dos antibióticos é de grande discussão, pois depende muito do ponto de vista ou da experiência clínica do médico, além da sensibilidade dos microorganismos que pode ser variável dependendo do ambiente hospitalar ou clínica dos quais foram isolados. Essas drogas representam inicialmente uma terapêutica empírica, Cada escolha deve ser verificada pela sensibilidade que o microorganismo apresenta ao antibiótico.

10- Quais os medicamentos que não devem ser usados? Por que?

Das cefalosporinas, a Ceftriaxona e Cefotaxima, não devem ser utilizadas, pois estas atingem o fluído cerebroespinhal em concentrações relevantes, sendo preferíveis para tratamento de infecções neste local. Além destes, o uso irracional de qualquer outro antimicrobiano é repudiável. Deve-se conhecer o espectro de ação, a atividade e agente etiológico, bem como proporcionar maior aceitação e conforto ao paciente. Deve escolher o antibiótico mais específico, de menor espectro de ação e de maior atividade.

Antiinflamatórios não esteroidais devem ser evitados por, possivelmente, estarem relacionados com o desenvolvimento de fasciíte necrotizante.

11-Qual é o melhor?

Como citado anteriormente, as penicilinas G ou V são as drogas de escolha para o tratamento das erisipelas. Essas drogas apresentam reduzido espectro de ação, mas grande atividade contra os agentes etiológicos (cocos aeróbicos gram positivos ) que, na grande maioria, são estreptococos sensíveis às penicilinas naturais ( estreptococos dos grupos A, G, B e C ).

12-Quais são os efeitos colaterais dos medicamentos?

Penicilinas:

Os efeitos adversos mais comuns das penicilinas são as reações de hipersensibilidade. Não existe provas suficientes de que uma dada penicilina seja diferente do grupo, na sua potencialidade de produzir verdadeiras reações alérgicas por ordem aproximada de freqüência decrescente, as manifestações de alergia às penicilinas incluem exantema maculopapular, exantema urticariforme, febre, broncoespasmo, vasculite, doença do soro, dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e anafilaxia.

Qualquer forma posológica da penicilina pode desenvolver reação de hipersensibilidade. Quando o paciente apresenta alergia a determinada penicilina, ele apresenta também maior risco de reações se lhe for administrada outra penicilina. Por outro lado, a ocorrência de reação de um efeito adverso não significa necessariamente a sua nova ocorrência com exposições subsequentes à droga.

Cefalosporinas:

As reações de hipersensibilidade às cefalosporinas constituem os efeitos colaterais mais comuns, e não há evidências de que uma determinada cefalosporina tenha maior ou menor probabilidade de provocar essa sensibilização. As reações observadas parecem ser idênticas àquelas causadas pelas penicilinas, o que pode estar relacionado à estrutura beta-lactâmica.

Foram observadas reações imediatas, como anafilaxia, broncoespasmo e urticária. Com mais freqüência, verifica-se o desenvolvimento de exantema máculo-papular. As cefalosporinas têm sido implicadas como fármacos potencialmente nefrotóxicos, embora não sejam tão tóxicas quanto os aminoglicosídeos.

A administração de altas doses de cefalotina tem produzido necrose tubular aguda em certas circunstâncias, enquanto as doses habituais ( 8 a 12 g por dia ) têm causado nefrotoxicidade em pacientes com doença renal preexistente. Pode ocorrer diarréia em conseqüência da administração de cefalosporinas, sobretudo a cefoperazona. Também foi observado a ocorrência de sangramento grave em conseqüência de hipoprotrombinemia, trombocitopenia e/ou disfunção plaquetária com o uso de vários beta-lactâmicos.

Vancomicina:

É muito irritante quimicamente para o local de injeção, o que impede seu uso por via intramuscular. Por via IV causa dor e flebite devendo ser aplicada em gotejamento lento. Febre, calafrios e sensação de formigamento pelo corpo podem acontecer com infusão rápida.

Um efeito colateral freqüente com a infusão rápida é a chamada "síndrome do homem vermelho", caracterizada pelo surgimento de prurido, eritema, congestão e angioedema do pescoço e tórax e, raramente, choque. Os efeitos adversos mais importantes são a nefrotoxicidade e a ototoxicidade, podendo levar à insuficiência renal e surdez permanente.

Clindamicina:

Os efeitos colaterais mais freqüentes com o uso da clindamicina são os distúrbios gastrintestinais, os quais ocorrem tanto com a administração oral como parenteral da droga. Náuseas, vômitos, anorexia, flatulência, dor abdominal e diarréia podem ocorrer isoladamente ou associados em até 50% dos pacientes.

A clindamicina por via intravenosa deve ser administrada lentamente, gota a gota, pois há relatos de hipotensão respiratória, arritmias e parada cardíaca com injeção direta deste antibiótico na veia. Reações alérgicas à clindamicina são pouco freqüentes, registrando-se erupções maculo-papulares, urticária, prurido, febre, eritema polimorfo e síndrome de Stevens-Johnson.

Eritromicina: Os efeitos colaterais mais comuns associados ao uso da eritromicina são vômitos, náuseas, dor abdominal, anorexia, pirose, distensão abdominal, flatulência e diarréia. Estes sintomas ocorrem predominantemente em adultos.

Em pacientes idosos com insuficiência renal que receberam doses superiores a 2 g por dia ou em casos de superdosagem, ou mesmo em pacientes com insuficiência hepática, estes efeitos são muito intensos. Há relatos de ocorrência de superinfecção as vias aéreas e também reações de hipersensibilidade tais como erupções, prurido, febre e eosinofilia. Ocorre também casos de icterícia colestática, com o desenvolvimento de um quadro clínico hepatotóxico com náuseas, vômito, dor abdominal, icterícia, febre e hepatomegalia dolorosa.

13- Como saber se os medicamentos estão fazendo efeito?

Através da monitorização terapêutica acompanhando o paciente. Avaliando parâmetros que possam indicar os efeitos positivos dos medicamentos, como redução da febre, redução das lesões da pele, exames laboratoriais para verificar o número de leucócitos, observar a redução do inchaço das pernas e vermelhidão.

Com a instituição precoce do tratamento adequado a doença regride, em geral, dentro de seis a sete dias. A lesão local começa a empalidecer e ocorre diminuição gradual do edema e da tensão da pele.

É comum a ocorrência de descamação e pigmentação local, não havendo formação de cicatriz, salvo em caso de complicações tais como abcesso e ulceração. A ausência de melhora clínica sugere complicação supurativa grave, evolução para faciíte necrotizante ou resistência bacteriana ao antibiótico. Portanto, se a melhora não foi observada, o paciente deve procurar um médico para que seja recolhido o material necessário para realização de testes laboratoriais (antibiograma) e a partir dos resultados obtidos o médico poderá indicar a terapia medicamentosa mais apropriada.

14-Como evitar a infecção?

Como a porta de entrada para a infecção bacteriana são lesões decorrentes de cortes, quedas, arranhões, etc, a melhor maneira é evitar que tais acidentes ocorram. No entanto, caso ocorram estes acidentes, deve-se fazer uma higienização imediata do ferimento para que haja o fechamento mais rápido da lesão, evitando assim a infecção bacteriana.

Entretanto, especialmente na presença de fatores predisponentes, a erisipela pode cursar com recorrências freqüentes, existindo diversos relatos de profilaxia eficaz dessas, através do uso prolongado de antibiótico. Assim, a proteção conferida pela profilaxia restringe-se ao período em uso de antibióticos, de modo que esse deve ser usado por tempo indeterminado. A profilaxia deve restringir-se a pacientes com fatores predisponentes bem definidos após a primeira ou segunda recorrência, ou naqueles sem fator predisponente definido, mas com uma inequívoca tendência a recorrência crônica e freqüente.

15-Quais os cuidados a serem observados durante a administração do medicamento?

A administração de antibióticos (Penicilinas) requer muitos cuidados uma vez que estes medicamentos podem provocar reações de hipersensibilidade, choque anafilático, podendo levar o indivíduo à morte. Portanto, a administração destes medicamentos (principalmente por via injetável) deve ser feita somente em hospitais, porque somente estes estabelecimentos oferecem suporte (instalação, aparelhagem, pessoal especializado) adequado e seguro para tomar medidas imediatas caso ocorram reações de hipersensibilidade, choque, assegurando ao paciente o uso correto e seguro dos medicamentos.

Além disso, outros cuidados devem ser observados quanto ao uso das penicilinas:

Penicilina G : Via oral; Tomar com um copo cheio de água para facilitar a dissolução e conseqüentemente a absorção.

Penicilina V e Eritromicina: Via oral; Por causar irritação gástrica devem ser ingeridas com um copo de leite ou logo após a refeição.

16-Quais os métodos caseiros que podem ser utilizados para melhorar os sintomas?

Repouso

Manter as pernas elevadas quando os membros inferiores são acometidos para facilitar o retorno venoso e evitar o agravamento do edema. A pele deve ser protegida contra traumas e coçagens, principalmente quando se trata de crianças. O uso de luvas é indicado para crianças assim como o corte rente das unhas.

Quando há lesões superficiais abertas, usam-se localmente compressas mornas de permanganato de potássio, (1: 8.000), água de Alibour (1: 8) e pomadas de Óxido amarelo de mercúrio a 1% ou de antibióticos (Rifamicina, ácido fucídico). O permanganato de potássio é um método seguro porque, além de ser anti-séptico, promove uma cicatrização mais rápida da lesão.

Utilizam-se também bolsas de gelo e compressas frias. A água utilizada deve ser previamente fervida e depois resfriada para evitar uma contaminação ainda mais grave da lesão.

Os antibióticos de uso externo devem ser usados com cautela e de acordo com orientação medica

17- O que o farmacêutico deve fazer em relação a um paciente que chegue com esta doença em uma farmácia?

É obrigação do farmacêutico esclarecer ao paciente, de que se trata de uma infecção causada por bactérias e que deve ser tratada para evitar um maior agravamento da infecção. Para isso o paciente deve ser encaminhado a um posto de saúde ou a um médico para que este possa indicar o medicamento mais adequado ao paciente.

Quando o paciente retornar, o farmacêutico deve informar e esclarecer quanto ao uso correto do medicamento indicado pelo médico; as possíveis interações medicamentosas; os efeitos colaterais; dos cuidados que se deve ter para evitar o agravamento da lesão (corte das unhas, cobrir a ferida). Deve recomendar também repouso e elevação dos membros inferiores evitando assim, o agravamento do edema.

Fonte: br.geocities.com

Erisipela

Definição

A Erisipela é uma infecção provocada, geralmente por bactérias do tipo Streptococcus pyogenes grupo A. Quando as bactérias  encontram uma porta de entrada nas camadas mais superficiais da pele, elas espalham-se, formando uma mancha avermelhada, que com a evolução da doença vai ficando quente e dolorosa.

A Erisipela pode se desenvolver a partir de uma frieira entre os dedos dos pés, arranhões na pele, bolhas nos pés, coçadura de picada de inseto.

A Erisipela não é um fenômeno imunológico, a doença é causada por um fenômeno tóxico.

Sinonímia

A Erisipela também é conhecida pelos seguintes nomes:

Esipra.

Febre-de-santo-antonio.

Linfagite estreptocócica.

Mal-do-monte.

Mal-da-praia.

Maldita.

Incidência

80% dos casos da doença, ocorrem nos membros inferiores, as pernas.

Causa

A Erisipela é causada por bactérias, principalmente os estreptococos, que encontram uma porta de entrada nas camadas mais superficiais da pele, então se proliferam, dando início ao processo de desenvolvimento da doença.

Unhas contaminadas em portadores de dermatite seborréica (caspa) são uma das causas mais importantes do aparecimento da Erisipela na face.

Fisiopatologia

A Erisipela geralmente é causada por um tipo comum de bactéria, o estreptococo. Toda vez que há perda da barreira da pele, isto é, toda vez que a pele se rompe por algum motivo, o estreptococo pode penetrar pela pele e provocar uma infecção superficial que surge como uma mancha avermelhada com limites precisos que vai progressivamente crescendo,  acompanhada de vermelhidão e calor. Depois as bactérias migram para os  vasos linfáticos  e provocam uma reação inflamatória que caracteriza a doença.

Fatores de risco

Os fatores de risco são aqueles fatores facilitadores  ou que contribuem para o aparecimento da doença.

Diabetes descompensada.

Ferimentos constantes nos pés.

Micoses interdigitais (entre os dedos).

Micoses de unhas.

Mulheres mastectomizadas.

Obesidade.

Pés de atleta.

Pessoas que sofrem de insuficiência venosa.

Pessoas com tendência à varizes.

Pessoas que fizeram ponte de safena, e que ficaram com edema residual na perna onde foi retirada a safena.

Portadores de linfedema.

Imunossuprimidos submetidos a longos tratamentos ou com doenças crônicas debilitantes.

Doenças e distúrbios associadas a Erisipela

AIDS.

Câncer avançado.

Diabetes.

Obesidade.

Localização

A localização mais freqüente da  Erisipela são as seguintes:

Membros inferiores (85% dos casos).

Rosto.

Tronco.

Obs: A Erisipela ocorre mais em pacientes diabéticos, obesos e idosos.

Período de incubação

O período de incubação da doença é de três a oito dias, mas existem variações dependendo do quadro clínico. Em 80% dos casos pode-se determinar a porta de entrada das bactérias, nos 20% restantes não se consegue encontrar a porta de entrada.

Sinais e sintomas

Na fase inicial a Erisipela pode causar as seguintes manifestações.

Período prodrômico:

Nesse período os sintomas cínicos podem instalar-se precocemente, antes mesmo de a Erisipela alcançar grandes proporções, devido a grande quantidade de toxinas liberadas pelas bactérias:

Calafrios ou tremores.

Cansaço.

Desânimo.

Febre alta.

Cefaléia (dor de cabeça).

Mal-estar geral.

Náuseas.

Vômitos.

Fase inicial:

No início, a pele se apresenta lisa, brilhante, vermelha e quente. Com a evolução da infecção, o inchaço aumenta, a pele fica com manchas avermelhadas. Em alguns casos, o paciente pode se queixar de "'íngua" (aumento dos gânglios linfáticos na região da virilha).

Uma das características principais da Erisipela é que a mancha ou lesão tem limites muito precisos, isto é, forma-se uma placa com bordas bem nítidas que dependendo da evolução vai avançando e se diferencia muito da pele normal, devido à coloração. Geralmente, a lesão forma-se ao redor do ponto por onde o germe penetrou.

Fase aguda:

Sem tratamento, a pele com as manchas avermelhadas, começa a ficar mais escura  e fica dolorida ao toque, podendo  aparecer   bolhas com conteúdo amarelado ou achocolatado, até ao ponto da pele necrosar.

Diagnóstico

Anamnese.

Exame físico.

Exame clínico.

Exames laboratoriais

Biópsia da lesão para cultura: esse procedimento é utilizado em casos avançados de Erisipela, em que a pele está comprometida com o aparecimento de úlceras e feridas com foco aberto, isto é, as feridas encontram-se abertas e purulentas.

Obs: Um dos sinais que se utilizam para diferenciar a Erisipela de outras infecções das partes moles ou da pele é a existência de focos múltiplos ou a lesão atingir as duas pernas ou outras partes do corpo. Caso isso aconteça, é sinal de outra infecção que não a Erisipela.

Tratamento

No caso de Erisipela no estágio inicial, o portador deve tomar os antibióticos prescritos pelo médico por via oral, elevar o membro acometido  e repousar no leito.

.Antibioticoterapia:

O tratamento inicial é a base de antibióticos no mínimo por uma duas semanas (14 dias). Caso o paciente esteja internado o antibiótico deve ser administrado por via endovenosa. Quando o paciente tem alta o antibiótico deve ser administrado por via oral.

Elevação do membro acometido.

Repouso no leito.

Quando a Erisipela é simples o paciente em torno de quatro dias de tratamento à base de  antibióticos, já sente uma melhora do seu quadro, a febre cai, a dor melhora e a prostração (cansaço)  diminui consideravelmente.

Quando a Erisipela evolui para um quadro complicado, com úlceras abertas na perna, o tratamento deve ser em ambiente hospitalar, com antibióticos mais potente e por mais tempo. A ferida deve ser tratada também topicamente. O paciente deve ser avaliado diariamente, principalmente se ele for idoso, hipertenso e diabético.

Obs: Em alguns casos raros, existe a necessidade de amputação do membro afetado, devido à necrose.

Complicações

Abscessos.

Ulceras (feridas) superficiais ou profundas.

Trombose de veias.

Seqüelas

As seqüelas são resultantes dos surtos repetidos de Erisipela.

Linfedema:  é um edema persistente e duro, que geralmente é localizado na perna e no tornozelo.  Pessoas que têm erisipelas de repetição acabam desenvolvendo o linfedema.

Erisipela bolhosa: É um tipo mais grave erisipela, mais profundo. Normalmente, a erisipela é superficial e cresce horizontalmente. Às vezes, porém, pode crescer em profundidade e afetar a gordura e o músculo, constituindo casos bem mais graves, com toxemia severa. O paciente fica prostrado na cama. Em geral, a erisipela bolhosa acomete pacientes imunossuprimidos, com câncer avançado, HIV-positivos, diabéticos descompensados, e pode evoluir para exposição ou destruição  do músculo.

Fasceíte necrozante: é uma forma mais grave da doença que destrói totalmente o músculo.

Cuidados gerais

A pessoas que têm vários surtos de erisipela, devem tomar mais cuidado com o corpo, para tentar se possível, prevenir os surtos da doença.

Existem alguns cuidados que podem ajudar:

Deve-se secar muito bem entre os dedos, para evitar frieiras, após o banho.

O piso do box do banheiro deve diariamente ser lavado, com detergente, isto também se aplica ao tapete de borracha antiderrapante que fica dentro do box.

Caso tenha casos repetidos de frieiras, deve usar fungicidas em pó, spray ou cremes, recomendados pelo médico.

Uso de talcos antimicóticos.

Usar sempre meias limpas, e de preferência do tipo de algodão.

Uso de meias elásticas, pode ser necessário.

Evitar traumas à pele.

Evitar calçados impróprios ou apertados.

Não andar na areia da praia descalço, usar sempre sandálias, para evitar micoses.

Procurar o médico, logo que suspeitar de mancha avermelhada, que esteja quente, com a pele brilhante e lisa.

Fonte: mccorreia.com

Erisipela

O que é erisipela?

A erisipela é um dos tipos de infeccção das camadas mais superficiais da pele. Afeta principalmente crianças e idosos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade. Quase todas as erisipelas são causadas pela bactéria chamada Stretococcus pyogenes.

Erisipela

Quais são as características clínicas da erisipela?

A erisipela afeta principalmente a pele dos membros inferiores. Quando acomete a face pode apresentar uma distribuição característica em asa de borboleta, na região malar e na base do nariz. O quadro de erisipela é de início abrupto e acompanhado por sintomas gerais de febre, calafrios e tremores. A pele afetada é vermelha, inchada, e pode possuir uma superfície enrrugada, como a da pele de uma laranja.

Qual o tratamento?

A maior parte das bactérias que causam erisipela são sensíveis aos antibióticos derivados de penicilina, que são aqueles de primeira escolha. A eritromicina pode ser usada como alternativa nos pacientes com alergia a penicilina.

O tratamento é mantido por 10-14 dias, e apesar dos sintomas gerais melhorarem em um dia ou dois, as alterações cutâneas podem levar algumas semanas para se resolver completamente. Algumas vezes, a perna pode permanecer inchada mesmo depois da resolução da infecção. Isto ocorre principalmente quando a erisipela ocorre mais de uma vez na mesma perna.

As erisipelas recorrem em até um terço dos pacientes devido à persistência de fatores locais como por exemplo micoses entre os dedos, e também porque a própria erisipela altera os vasos linfáticos do local afetado, fazendo com que a circulação ocorra de forma mais lenta, o que favorece a proliferção bacteriana. Se uma pessoa têm ataques recorrentes, tratamento preventivo com penicilina a longo prazo pode ser necessário.

Quais as complicações que podem surgir decorrentes desta infecção?

As complicações são raras, mas incluem:

Infecções à distância do local da erisipela, através de disseminação pelo sangue da bactéria, o que pode causar por exemplo, endocardite infecciosa (infecção das valvas cardíacas), e artrite séptica (infecção da articulações).

Glomerulonefrite pós-estreptocócica: condição renal que afeta somente crianças.

Trombose do seio cavernoso, no caso da erisipela de face, pode haver a formação de coágulos que se espalham até o cérebro.

Síndrome do choque tóxico estreptocócico; ocorre no caso de infecções disseminadas; é uma complicação rara.

Fonte: www.derme.org

Erisipela

É uma forma de celulite superficial estreptocócica e o agente causal é o estreptococo beta-hemolítico do grupo A de Lancefield. Ocorre habitualmente na face e nos membros inferiores. A infecção é universal e não tem maior prevalência em determinado grupo etário.

É muito comum em obesos, diabéticos, com insuficiência circulatória de extremidades.

Erisipela da face

A penetração do estreptococo para produzir erisipela ocorre por soluções de continuidade da pele (fissuras, escoriação, intertrigo, lesões micotizadas e com maceração).

Quadro clínico

O processo de instalação do estreptococo e a evolução da infecção são rápidos e coexistem sinais e sintomas gerais de infecção, principalmente com febre e calafrios.

A área comprometida torna-se eritemato-edematosa, quente e dolorosa.

Podem surgir bolhas (erisipela bolhosa). A zona afetada apresenta borda nítida e esta avança conforme a progressão da doença. Existe adenite satélite. Podem ocorrer surtos repetidos numa mesma região (erisipela recidivante).

O linfedema ou mesmo o quadro de elefantíase podem ocorrer como conseqüência dos surtos repetidos de erisipela.

Tratamento

1) repouso absoluto no leito, principalmente quando o processo acomete o membro inferior;

2) antibioticoterapia: a droga de escolha é a penicilina e a dose é variável de acordo com a intensidade do quadro. Pode ser associada sulfa de eliminação lenta (sulfadimetoxina) após a fase aguda, para evitar a recaída, é conveniente administrar penicilina durante três ou quatro semanas, sob a forma de penicilina de eliminação lenta (Penicilina Benzatina 1.200.000 UI uma vez por semana ou sulfadimetoxina, o equivalente de 0,5 a 1,0 g/dia).

3) nos casos de erisipela do membro inferior é necessário que o doente mantenha os pés elevados à noite e , se houver edema vespertino, deve usar por algum tempo meia elástica. Em caso de alergia à penicilina ou à sulfa, empregar outros antibiótoticos, tais como eritromicina.

O quadro extremo e dramático de elephantiasis nostras é consequente a numerosos surtos de erisipela em pacientes com vulnerabilidade vascular congênita ou familiar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E ICONOGRÁFICAS

1. Novo Atlas prático de Dermatologia e Venereologia – Ruggero Tagliavini – Ed Santos - 1995
2. An Illustrated Dictionary of Dermatologic Syndromes – Susan Bayliss Mallory MD with Susana Leal-Khoury. Ed The Parthenon Publishing Group NY-London , 1994.
3. Diagnóstico Clínico em Dermatologia – Atlas Colorido e Texto CM Lawrence, NH Cox. Ed. Artes Médicas Ltda, 1995.
4.  A Colour Atlas of Infectious Diseases – RTD Edmond & HAK Rowland – 2nd Ed –   Wolf Year Book, 1987.
6. Manual of Skin Diseases – Gordon Sauer. Sixt Ed. Lippincott, 1991.
7. Atlas Pediátrico Schering-Plough, Ano I, nº1, 1996.
8. Dermatologia Clínica Ilustrada - Korting, GW. Editora Manole, 1988.

Fonte: www.derma.epm.br

Erisipela

O que é erisipela?

A erisipela é uma infecção de pele causada por bactérias, sendo muito comum nas pessoas que têm doença linfática.

No geral, essas bactérias estão presentes na pele normal, porém o inchaço causado pela má circulação da linfa aumenta a chance de aparecimento de pequenas fissuras na pele. As bactérias penetram através destas fissuras e causam infecções (erisipela).

Quais são os principais sintomas da erisipela? E como pode ser tratada?

Febre alta, vermelhidão e pele quente, inchaço e dor, são os principais sintomas. Nos casos mais complicados, podem aparecer “ínguas” (aumento dos gânglios), fraqueza e até perda de apetite.

No geral, o tratamento baseia-se no uso de antibióticos para combater a infecção e cuidados locais, como uma boa limpeza, proteção local contra traumas, entre outros.

A “porta de entrada” deve ser identificada e tratada adequadamente. Não passar cremes, pomadas ou outras substâncias no local sem orientação médica, pois podem ocasionar a piora do caso. Medicamentos como cumarina e troxerrutina podem melhorar a circulação linfática.

É possível prevenir a erisipela?

Alguns cuidados podem reduzir as chances de a erisipela aparecer. Entre eles, uma boa higiene diária, com água e sabão neutro, é fundamental. Proteger o local afetado e evitar traumas e cortes também são cuidados importantes.

Além disso, evitar e tratar as micoses, por exemplo, entre os dedos dos pés ou unhas, pois são “porta de entrada” de infecções.

Assim, lavar e secar muito bem as mãos e os pés, deixar os pés “respirarem” em casa, não andar descalço, usar sempre calçados confortáveis e cortar as unhas após o banho são outras dicas. Nos casos em que a micose já está presente, procurar o médico para o tratamento adequado.

Fonte: www.angio.com.br

Erisipela

O que é?

Infecção bacteriana da pele que atinge sua porção mais profunda (derme profunda e tecido gorduroso). É causada pela bactéria estreptococos.

Manifestações clínicas

Caracteriza-se por vemelhidão, dor e edema (inchaço) da região afetada. A progressão é rápida, podendo atingir áreas extensas em pouco tempo.

A pele se apresenta lisa, avermelhada e quente e, em alguns casos, pode haver a formação de bolhas (erisipela bolhosa) ou feridas. Acompanha-se de febre e mal estar geral e habitualmente ocorre o aumento dos gânglios regionais ("ínguas").

A "porta de entrada" da bactéria para os tecidos profundos da pele pode ser uma pequena lesão muitas vezes imperceptível.

Na erisipela da perna é muito comum a porta de entrada ser uma "frieira" entre os dedos dos pés. Surtos repetidos de erisipela podem causar a elefantíase nostra, na qual o local apresenta aumento de volume devido a um edema duro e persistente, podendo a pele adquirir aspecto verrucoso.

Tratamento

O tratamento é feito com antibioticoterapia específica para a bactéria causadora.

Deve ser tratada também a origem da infecção (porta de entrada da bactéria), para evitar o retorno da doença (erisipela de repetição) e a possibilidade do surgimento da elefantíase nostra, de difícil tratamento.

O médico dermatologista é o profissional indicado para o correto diagnóstico e tratamento da erisipela.

Fonte: www.dermatologia.net

Erisipela

A Erisipela é uma doença infecciosa que acomete a pele e a gordura que fica embaixo da pele. O graus de gravidade deste mal é muito variável.

Pode se apresentar como uma pequena inflamação local e evoluir até ao ponto de abrir feridas na região. Pode acometer várias partes do corpo, a mais comum é a perna, mas pode atingir até o rosto.

Geralmente inicia com um mal estar geral, seguido de febre alta, calafrios, vermelhidão na região afetada, e vai se agravando com vergões vermelhos regional e a formação de "inguas" (linfadenite).

Bolahs podem aparecer na região e áreas da pele podem ficar tão prejudicadas que o tecido morre, surgindo assim feridas regionais.

O tratamento é feito com antibióticos, antiinflamatórios, substâncias que ajudam a circulação (linfocinéticos e flebotônicos), repouso com os pé elevados, antitérmicos e curativos quando hover as feridas.

O melhor recurso é evitar ou dificultar o aparecimento da Erisipela.

São medidas simples, que ajudam muito:

1) Não deixar os pé úmidos - para evitar as "frieiras" ou pé-de-atleta.

2) Manter a pele sempre hígida, tratanto imediatamente qualquer ferida.

3) Tratar as doenças circulatórias, não negligenciar no tratamento e nem nas recomendações médicas.

4) Procurar imediatemnte ajuda médica assim que perceber o mal estar ou sofrer algum tipo de ferimento.

Em resumo, o melhor é evitar a doença. "Pés secos e pele sadia" .

Fonte: dr.jannuzzi.med.br

Erisipela

Erisipela é um processo infeccioso cutâneo, podendo atingir a gordura do tecido celular subcutâneo, causado por uma bactéria que se propaga pelos vasos linfáticos. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é mais comum nos diabéticos, obesos e nos portadores de deficiência da circulação venosa dos membros inferiores. Não é contagiosa.

Nomes populares: esipra, mal-da-praia, mal-do-monte, maldita, febre-de-santo-antônio.

POR QUE OCORRE A ERISIPELA?

A erisipela ocorre porque uma bactéria (um Estreptococo) penetra numa pele favorável à sua sobrevivência e reprodução.

A porta de entrada quase sempre é uma micose interdigital (as famosas “frieiras”), mas qualquer ferimento pode desencadear o mal.

A pele mais favorável é a das pernas inchadas, principalmente nos pacientes diabéticos, obesos e idosos.

COMO SE APRESENTA?

Os primeiros sintomas podem ser aqueles comuns a qualquer infecção: calafrios, febre alta, astenia, cefaléia, mal-estar, náuseas e vômitos. As alterações da pele podem se apresentar rapidamente e variam desde um simples vermelhidão, dor e edema (inchaço) até a formação de bolhas e feridas por necrose (morte das células) da pele.

A localização mais freqüente é nos membros inferiores, na região acima dos tornozelos, mas pode ocorrer em outras regiões como face e tronco. No início, a pele se apresenta lisa, brilhosa, vermelha e quente.

Com a progressão da infecção, o inchaço aumenta, surgem as bolhas de conteúdo amarelado ou achocolatado e, por fim, a necrose da pele. É comum o paciente queixar-se de “íngua” (aumento dos gânglios linfáticos na virilha).

COMO O MÉDICO DIAGNOSTICA?

O diagnóstico é feito apenas pelo exame clínico, analisando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Não há necessidade de nenhum exame de sangue ou de outro exame especial da circulação, a não ser para acompanhar a evolução do paciente.

COMPLICAÇÕES

Quando o paciente é tratado logo no início da doença, as complicações não são tão evidentes ou graves. No entanto, os casos não tratados a tempo podem progredir com abscessos, ulcerações (feridas) superficiais ou profundas e trombose de veias.

A seqüela mais comum é o linfedema, que é o edema persistente e duro (não forma uma depressão na pele quando submetido à compressão com os dedos), localizado principalmente na perna e no tornozelo, resultante dos surtos repetidos de erisipela.

TRATAMENTO

O tratamento consta de várias medidas realizadas ao mesmo tempo e só deve ser administrado pelo médico:

1 – Uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria causadora.

2 – Redução do inchaço, fazendo repouso absoluto com as pernas elevadas, principalmente na fase inicial. Pode ser necessário o enfaixamento da perna para diminuir o edema mais rapidamente.

3 – Fechamento da porta de entrada da bactéria, tratando as lesões de pele e as frieiras. 4 – Limpeza adequada da pele, eliminando o ambiente adequado para o crescimento das bactérias.

4 – Uso de medicação de apoio, como antiinflamatórios, antifebris, analgésicos e outras que atuam na circulação linfática e venosa.

PREVENÇÃO

As crises repetidas de erisipela podem ser evitadas através de cuidados higiênicos locais, mantendo os espaços entre os dedos sempre bem limpos e secos, tratando adequadamente as frieiras, evitando e tratando os ferimentos das pernas e tentando manter as pernas desinchadas.

Deve-se evitar engordar, bem como permanecer muito tempo parado, em pé ou sentado.

O uso constante de meia elástica é uma grande arma no combate ao inchaço, bem como fazer repouso com as pernas elevadas sempre que possível.

Procurar um especialista quando apresentar qualquer dos sintomas iniciais da doença, relatados anteriormente.

Nunca se automedique.

Fonte: www.erisipela.com.br

Erisipela

Erisipela é uma infecção provocada quando bactérias encontram uma porta de entrada nas camadas mais superficiais da pele e espalham-se formando uma mancha vermelha, quente e dolorosa.

Calor, rubor e dor são três sintomas de inflamação que a medicina conhece há muito tempo e que se manifestam também na erisipela.

Dentro do organismo, a proliferação das bactérias faz com que sejam liberadas toxinas que vão provocar febre, dor de cabeça, mal-estar.

Normalmente, as lesões aparecem mais nas pernas e nos pés, embora possam manifestar-se também na face.

O tratamento da erisipela precisa ser seguido criteriosamente para evitar crises de repetição que podem ter conseqüências graves.

Região mais afetada

Drauzio – Em que região do corpo costumam surgir os casos de erisipela?

Carlos Machado – Atualmente, em cerca de 70%, 80% dos casos, a região do corpo mais afetada são os membros inferiores, as pernas. No passado, a face era o local mais acometido.

Drauzio – Os livros de medicina mais antigos registravam que a face era o local preferido pela erisipela. A prática, porém, mostrava que a erisipela é mais comum nos membros inferiores. Por que no passado a doença acometia mais a face?

Carlos Machado – Não saberia dizer exatamente o porquê. No entanto, não há dúvida de que qualquer perda na continuidade da barreira da pele ou da mucosa pode ser porta de entrada para a erisipela e que, hoje, as erisipelas de face estão com muita freqüência associadas, por exemplo, à seborréia, uma irritação comum que afeta o couro cabeludo e regiões da face, como o sulco nasogeniano e ao redor do ouvido, provocando descamação e prurido.

Unhas contaminadas em portadores de dermatite seborréica (caspa) são uma das causas mais importantes da erisipela na face nos nossos dias.

Os textos de medicina antigos diziam que essa era a localização preferida da doença. Como a orofaringe, a garganta, as vias aéreas superiores, os seios da face e os dentes podem ser portas de entrada para bactérias, talvez a higiene bucal extremamente precária naquele tempo pudesse justificar a prevalência da doença nessa região do corpo.

Mesmo assim me parece estranho, porque os fatores que determinam a maior incidência nos membros inferiores, provavelmente eram os mesmos daquela época: micoses de pele, pés de atleta, diabetes descompensada, obesidade.

Drauzio – Fatores esses acrescidos pelos ferimentos constantes nos pés que a falta de calçados adequados e a vida rural propiciavam.

Carlos Machado – Na verdade, não faz muito sentido o que os livros antigos descrevem a respeito da região do corpo mais acometida pela erisipela.

Erisipela de repetição

Drauzio – Em que casos o antibiótico deve ser mantido por mais tempo?

Carlos Machado – Isso depende da análise global do paciente. Se for a segunda vez que a doença se manifesta, mas o paciente é hígido, é possível que não tenha tratado adequadamente uma micose na planta dos pés ou nos vãos dos dedos. Às vezes, o uso de talco antimicótico basta para resolver o problema de recidiva.

No entanto, quando o paciente é obeso, com úlceras, hipertenso, cardiopata descompensado, tem diabetes e há dificuldade de controlá-lo clinicamente, temos que recorrer à manutenção do tratamento por mais tempo, porque erisipelas de repetição vão se tornando cada vez mais perigosas e o risco de desenvolver erisipela bolhosa aumenta.

Drauzio – O que é a erisipela bolhosa?

Carlos Machado – É um tipo mais grave erisipela, mais profundo. Normalmente, a erisipela é superficial e cresce horizontalmente. Às vezes, porém, pode crescer em profundidade e afetar a gordura e o músculo, constituindo casos bem mais graves, com toxemia severa. O paciente fica largado na cama.

Em geral, a erisipela bolhosa acomete pacientes imunossuprimidos, com câncer avançado, HIV-positivos, diabéticos descompensados, e pode evoluir para exposição ou destruição do músculo.

Existem, ainda, a fasceíte necrozante, uma forma grave da doença que destrói o músculo, e formas genitais como a gangrena de Fournier, descrita há muitos anos, que pode destruir os genitais.

Erisipela é uma infecção que bem controlada evolui bem. Caso contrário, pode ter graves conseqüências.

Características da doença

Drauzio – Em termos bem simples, você poderia dar uma idéia da fisiopatologia da doença?

Carlos Machado – A erisipela geralmente é causada por um tipo comum de bactéria, o estreptococo. Toda vez que há perda da barreira da pele, isto é, toda vez que a pele se rompe por algum motivo, o estreptococo pode penetrar e provocar uma infecção superficial acompanhada de vermelhidão e calor e que rapidamente afeta os vasos linfáticos existentes na segunda camada da pele.

Drauzio – As bactérias migram para os vasos linfáticos e provocam uma reação inflamatória que caracteriza a erisipela. Que outras características tem a doença?

Carlos Machado – Uma das características principais é a lesão ter limites muito precisos, ou seja, forma-se uma placa com bordas bem nítidas que vai avançando e se diferencia muito da pele normal.

Drauzio – Erisipela aparecendo em vários pontos do membro inferior é muito raro. Em geral, elas se formam ao redor de um ponto determinado.

Carlos Machado - Começam a formar-se ao redor do ponto por onde o germe penetrou. Evidentemente, à medida que ele vai se multiplicando, o sistema de defesa tenta destruí-los, mas o organismo perde essa briga e a mancha vermelha se espalha. Por isso, um dos sinais que se utilizam para diferenciar a erisipela de outras infecções das partes moles ou da pele é a existência de focos múltiplos ou a lesão atingir as duas pernas ou outras partes do corpo. Caso isso aconteça, é sinal de outra infecção que não a erisipela.

Sintomas

Drauzio - A bactéria penetra na pele, migra pelos vasos linfáticos, provoca uma reação inflamatória e surge uma mancha avermelhada com limites precisos que vai progressivamente crescendo. O que a pessoa sente a partir do momento em que se instala a doença até as fases mais avançadas?

Carlos Machado – Erisipela é uma infecção bacteriana normalmente ocasionada pelo estreptococo, raramente pelo estafilococo. Essas bactérias produzem muitas toxinas que são rapidamente absorvidas porque a infecção atinge o interior dos vasos e provoca reações como tremores, mal-estar, náusea, vômitos, enjôo, febre alta. Esses sintomas podem instalar-se precocemente, antes mesmo de a erisipela alcançar grandes proporções. A sintomatologia geral faz parte do quadro e é importante, às vezes, para diferenciar clinicamente a erisipela de outras infecções.

Drauzio – Qual o primeiro sintoma: vermelhidão ou febre e mal-estar?

Carlos Machado – Em geral, tudo começa com um traumatismo muito pequeno. Pode ser uma picada de inseto, uma pequena erupção avermelhada ao redor do pé de atleta, um ferimento também pequeno, mas isentos de mal-estar ou qualquer outro sintoma. Eles só irão manifestar-se se houver tempo de a pequena população bacteriana que entrou pela lesão da pele multiplicar-se e produzir quantidade razoável de toxinas.

A erisipela não é um fenômeno imunológico. É um fenômeno tóxico que provoca os sintomas já descritos.

Evolução

Drauzio – A partir do momento que começa a infecção local até surgirem sintomas como febre e prostração, quantos dias leva em média?

Carlos Machado – Em média, de três a sete dias, mas existem variações no quadro clínico. Em 80% dos casos, é possível determinar por onde o germe penetrou, mas nos outros não se consegue encontrar sua porta de entrada.

Drauzio – Existe sempre uma porta de entrada?

Carlos Machado – Nos indivíduos imunossuprimidos, extremamente depauperados e desnutridos, existe a possibilidade de disseminação endógena. Por exemplo, em paciente com câncer de cólon em fase avançada pode acontecer de o germe penetrar pela mucosa intestinal e provocar um quadro de erisipela nos genitais, mas esse é um quadro raríssimo.

Drauzio – Por que a erisipela costuma acometer os membros inferiores?

Carlos Machado – A grande maioria das erisipelas ocorre nos membros inferiores e está associada às micoses interdigitais, aos pés de atleta, ou onicomicoses, e às micoses de unha. As fissuras que se formam nos vãos dos dedos dos pés são as portas de entrada campeãs para as bactérias que provocam a doença.

É evidente que nem todas as pessoas que têm pé de atleta vão desenvolver erisipela. Existem alguns fatores facilitadores para o aparecimento da doença.

Fatores de risco

Drauzio – Quais são esses fatores facilitadores da erisipela?

Carlos Machado – Diabetes não compensado é, estourado, o principal fator, seguido da obesidade e da insuficiência venosa que normalmente se manifesta nos obesos.

Em geral, correm maior risco pessoas com tendência a varizes, cardiopatas e nefropatas, que acordam com as pernas desinchadas, mas no final do dia apresentam pernas volumosas, duras por causa do líquido retido. A estase dos membros inferiores favorece muito a instalação da erisipela porque, se a circulação dos pequenos vasos não estiver adequada, transforma-se num meio de cultura importante para a proliferação de bactérias.

Drauzio – Pessoas com varizes estão mais sujeitas à erisipela?

Carlos Machado – Estão mais sujeitas, especialmente quando as varizes estão associadas a úlceras, pois além da circulação comprometida têm uma porta constantemente aberta para os germes penetrarem. A tendência é essas pessoas fazerem erisipela de repetição - que danificam os vasos linfáticos e condicionam um edema maior - e entrarem num círculo vicioso típico da doença: erisipela, insuficiência venosa com úlcera, obesidade, insuficiência cardíaca e renal, outra crise de erisipela .

Drauzio – Que outro grupo está mais sujeito a desenvolver erisipela?

Carlos Machado – Os imunossuprimidos submetidos a longos tratamentos ou com doenças crônicas muito debilitantes, em geral, têm erisipela nos membros inferiores.

Quanto aos imunossuprimidos, existe sempre um fator a mais predisponente, por exemplo, diabetes, inchaço nas pernas ou ferimento que funcionou como porta de entrada para as bactérias.

Pés dos diabéticos

Drauzio –Diabetes tem sido citado freqüentemente como fator predisponente para a erisipela. Diabéticos, além da obesidade que é um problema freqüente entre eles, apresentam a neuropatia diabética, ou seja, as terminações nervosas vão ficando com dificuldade de transmitir os estímulos e eles perdem parte da sensibilidade dos pés, o que os torna mais susceptíveis a ferimentos e infecções. Que cuidados especiais os diabéticos devem tomar com os pés?

Carlos Machado – Todo o diabético, compensado ou não, deve cuidar muito bem dos pés. Os cuidados devem começar pelo calçado. É preciso abrir mão do estilo e pensar no conforto. Sapatos de bico fino, salto alto, que comprimam de alguma forma os pés devem ser descartados porque os portadores de diabetes perdem a sensibilidade nessa região. Calosidades chamadas de mal perfurante, que formam feridas de difícil cicatrização na planta do pé, são portas abertas para a erisipela.

É preciso vigiar constantemente os pés. Se a pessoa não consegue fazer isso sozinha, deve pedir ajuda. Como diabéticos não sentem dor, pelo menos uma vez por semana, devem examinar entre os dedos para ver se não há sinal de micose e se não estão se formando calosidades que podem transformar-se em úlceras difíceis de cicatrizar.

Diagnóstico

Drauzio – Você recebe um paciente queixando-se de febre alta, dor de cabeça, astenia, dor numa região da perna. Você examina e encontra a mancha avermelhada com limites precisos, quente. Esses dados clínicos são suficientes para estabelecer o diagnóstico de erisipela?

Carlos Machado – A maior parte dos diagnósticos costuma ser clínico, mas nada em medicina é definitivo. Nas enfermarias, pode-se recorrer à biopsia, quando há dúvida. Só em 20% dos casos, porém, é possível recuperar o germe no local da lesão, porque existem poucas bactérias ali e o fenômeno é mais devido à liberação de toxinas.

Drauzio – Na maioria das vezes, colhe-se o material, mas não encontramos bactérias no exame microscópico...

Carlos Machado – Em situações como essa, um recurso que se usa em enfermaria é injetar 2cc de soro fisiológico na borda da erisipela e aspirar. Isso aumenta quase em 80% a possibilidade de obter o germe responsável pela infecção. Pode-se também realizar a biópsia e mandar fazer cultura, mas esses não são procedimentos de rotina. Só são realizados quando há grande dificuldade de diagnóstico, o que não acontece na maioria dos casos.

Tratamento

Drauzio – Feito o diagnóstico, como se encaminha o tratamento?

Carlos Machado – Se o indivíduo for hígido e a erisipela simples e inicial, a prescrição de antibióticos por via oral, repouso e elevação do membro acometido creio que sejam medidas suficientes.

Drauzio – Quantos dias de antibiótico são necessários?

Carlos Machado – Na fase aguda, pelo menos duas semanas de antibiótico por via oral. Se não houver outro comemorativo complicador, esse esquema costuma ser suficiente. Caso contrário, estica-se um pouco mais o prazo.

Em geral, penicilina ministrada por via intramuscular provoca resposta mais rápida, mas é um pouco difícil indicar esse tipo de tratamento porque tem de ser feito em pronto-socorro ou hospital, ao contrário do que acontecia antigamente quando a injeção podia ser aplicada nas farmácias.

Drauzio – Esquemas de cinco dias, uma semana são desaconselháveis para o tratamento da erisipela?

Carlos Machado – São desaconselháveis, como provam as recidivas freqüentes nesse esquema de tratamento.

Drauzio – Estabelecida a antibioticoterapia adequada, em quanto tempo costumam desaparecer os sintomas e a mancha vermelha começa a regredir?

Carlos Machado – Se o germe tiver a sensibilidade que se imagina, não demorará muito. Em torno de três ou quatro dias, a febre cai e há alívio da dor. Com uma semana de tratamento, o paciente já estará se sentindo bem melhor.

Todavia, dependendo da intensidade do edema, o quadro pode demorar até um mês para regredir e a resposta é diferente se for a primeira crise ou uma erisipela de repetição. Existem casos mais complicados. Indivíduos com úlceras na perna que mantêm o foco aberto podem exigir manutenção do tratamento por tempo indeterminado porque erisipelas de repetição podem tornar-se um problema grave de saúde.

Fonte: drauziovarella.ig.com.br

Erisipela

Erisipela é o termo científico usado para designar a infecção dos vasos linfáticos, da pele e do tecido subcutâneo, causada por uma bactéria denominada Streptococcus pyogenes.

Outras causas podem provocar a inflamação dos vasos linfáticos - como traumatismos, queimaduras, cortes, perfurações e até mesmo o sol em excesso. No entanto, nesses casos em que o agente causador não é o Streptococcus, a doença é chamada genericamente de linfangite.

Os principais sintomas da erisipela são vermelhidão, inchaço e dor intensa no membro afetado, além de febre e mal-estar geral. Quando a infecção ocorre nos membros inferiores (os locais mais freqüentes da erisipela são as pernas e as coxas), podem surgir as chamadas "ínguas" na região das virilhas.

Quando a infecção é confirmada, por meio de exame clínico e laboratorial, o tratamento é feito com antibióticos, antiinflamatórios e analgésicos. Ocorrendo a presença de feridas, há necessidade de curativos diários.

Esta infecção ocorre com mais freqüência naqueles que têm as pernas inchadas (Ex: por varizes), nos obesos e de vida sedentária (com pouca movimentação).

A Doença pode voltar: algumas vezes, o quadro se agrava a ponto de ser necessária a internação hospitalar. Por isso, é de grande importância procurar evitar a doença.

A principal porta de entrada para a bactéria são as micoses que aparecem entre os dedos dos pés.

Assim, secar bem essa região, usar meias limpas todos os dias, fazer uso de antimicóticos na presença dos chamados "pés-de-atleta", evitar traumatismos e, na presença de inchaços, elevar os membros inferiores e usar meias elásticas são cuidados simples, mas muito eficazes na prevenção da erisipela.

Geralmente, após um episódio da doença, o membro afetado fica mais suscetacúmulo de um líquido rico em proteínas que permanece logo ível à doença, pois sempre permanece um inchaço residual - que nada mais é que o abaixo da pele no tecidodestruído muitos vasos linfáticos, dificultando a absorção deste subcutâneo.

Esse inchaço se deve ao fato de a infecção anterior ter líquido que é um ótimo meio para multiplicação das bactérias.

Kíria Gomes Chamone

Fonte: www.unilavras.edu.br

Erisipela

ERISIPELA (Linfangite estreptocócica)

É uma infecção da pele causada geralmente pela bactéria Streptococcus pyogenes grupo A, mas também pode ser causada por outros estreptococos ou até por estafilococos.

É um processo infeccioso cutâneo, podendo atingir a gordura do tecido celular subcutâneo, causado por uma bactéria que se propaga pelos vasos linfáticos.

Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas mais comumente atinge diabéticos, obesos e nos portadores de deficiência da circulação venosa dos membros inferiores.

Não é contagiosa.

Nomes populares: esipra, mal-da-praia, mal-do-monte, maldita, febre-de-santo-antônio.

A partir de lesão causada por fungos (frieira) entre os dedos dos pés, arranhões na pele, bolhas nos pés produzidas por calçado, corte de calos ou cutículas, coçadura de alguma picada de inseto com as unhas, pacientes com insuficiência venosa crônica ou com diminuição do número de linfáticos têm uma predisposição maior de adquirir a doença, como é o caso de pacientes submetidas à mastectomia, portadoras de linfedema.

No período de incubação, que é de um a oito dias, aparece mal-estar, desânimo, dor de cabeça, náusea e vômitos, seguidos de febre alta e aparecimento de manchas vermelhas com aspecto de casca de laranja, bolhas pequenas ou grandes, quase sempre nas pernas e, às vezes, na face, tronco ou braços. No início, a pele se apresenta lisa, brilhosa, vermelha e quente.

Com a progressão da infecção, o inchaço aumenta, surgem as bolhas de conteúdo amarelado ou achocolatado e, por fim, a necrose da pele. É comum o paciente queixar-se de “íngua” (aumento dos gânglios linfáticos na virilha). As manchas na pele no início apresentam somente aumento de temperatura, mas logo se tornam bastante dolorosas. A febre costuma permanecer de um a quatro dias e pode regredir espontaneamente, causando uma enorme prostração.

O diagnóstico é feito apenas pelo exame clínico, analisando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Não há necessidade de nenhum exame de sangue ou de outro exame especial da circulação, a não ser para acompanhar a evolução do paciente.

Quando o tratamento é realizado logo no início da doença, as complicações não são tão evidentes ou graves. No entanto, os casos não tratados a tempo podem progredir com abscessos, ulcerações (feridas) superficiais ou profundas e trombose de veias. A seqüela mais comum é o linfedema, que é o edema persistente e duro (não forma uma depressão na pele quando submetido à compressão com os dedos), localizado principalmente na perna e no tornozelo, resultante dos surtos repetidos de erisipela.

O tratamento consta de várias medidas realizadas ao mesmo tempo e só deve ser administrado pelo médico:

1. Uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria causadora.

2. Redução do inchaço, fazendo repouso absoluto com as pernas elevadas, principalmente na fase inicial. Pode ser necessário o enfaixamento da perna para diminuir o edema mais rapidamente.

3. Fechamento da porta de entrada da bactéria, tratando as lesões de pele e as frieiras.

4. Limpeza adequada da pele, eliminando o ambiente adequado para o crescimento das bactérias.

5. Uso de medicação de apoio, como antiinflamatórios, antifebris, analgésicos e outras que atuam na circulação linfática e
venosa.

As crises repetidas de erisipela podem ser evitadas através de cuidados higiênicos locais, mantendo os espaços entre os dedos sempre bem limpos e secos, tratando adequadamente as frieiras, evitando e tratando os ferimentos das pernas e tentando manter as pernas desinchadas. Deve-se evitar engordar, bem como permanecer muito tempo parado, em pé ou sentado. O uso constante de meia elástica é uma grande arma no combate ao edema, bem como repousar com as pernas elevadas sempre que possível.

Procurar um especialista quando apresentar qualquer dos sintomas iniciais da doença, relatados anteriormente.

Fonte: www.sogab.com.br

Erisipela

Erisipela é o termo científico usado para designar a infecção dos vasos linfáticos, da pele e do tecido subcutâneo, causada por uma bactéria denominada Streptococcus pyogenes.

Outras causas podem provocar a inflamação dos vasos linfáticos - como traumatismos, queimaduras, cortes, perfurações e até mesmo o sol em excesso. No entanto, nesses casos em que o agente causador não é o Streptococcus, a doença é chamada genericamente de linfangite.

Os principais sintomas da erisipela são vermelhidão, inchaço e dor intensa no membro afetado, além de febre e mal-estar geral. Quando a infecção ocorre nos membros inferiores (os locais mais freqüentes das erisipela são as pernas e as coxas) podem surgir as chamadas "ínguas" na região das virilhas.

Quando a infecção é confirmada, por meio de exame clínico e laboratorial, o tratamento é feito com antibióticos, antinflamatórios e analgésicos. Ocorrendo a presença de feridas, há necessidade de curativos diários.

Esta infecção ocorre com mais frequência naqueles que têm as pernas inchadas (Ex: por varizes), nos obesos e de vida sedentária (com pouca movimentação).

A Doença pode voltar: Algumas vezes, o quadro se agrava a ponto de ser necessária a internação hospitalar. Por isso, é de grande importância procurar evitar a doença. A principal porta de entrada para a bactéria são as micoses que aparecem entre os dedos dos pés.

Assim, secar bem essa região, usar meias limpas todos os dias, fazer uso de antimicóticos na presença dos chamados "pés-de-atletas", evitar traumatismos e, na presença de inchaços, elevar os membros inferiores e usar meias elásticas são cuidados simples, mas muito eficazes na prevenção da erisipela.

Geralmente, após um episódio da doença, o membro afetado fica mais suscetível à doença, pois sempre permanece um inchaço residual - que nada mais é que o acúmulo de um líquido rico em proteínas que permanece logo abaixo da pele no tecido subcutâneo. Esse inchaço se deve ao fato da infecção anterior ter destruído muitos vasos linfáticos, dificultando a absorção deste líquido que é um ótimo meio para multiplicação das bactérias.

Não raramente, os episódios de erisipela tornam-se tão freqüentes que é necessário o uso de antibióticos, preventivamente,. para evitar a doença.

Pessoas que já tiveram erisipela anteriormente logicamente devem tomar mais cuidados.

Como medidas de prevenção, recomenda-se evitar o excesso de peso e permanecer em pé ou sentado por muito tempo.

Para pessoas cujas profissões as obrigam a ficar nestas posições, é indicado o uso de meias elásticas compressivas e elevação dos membros sempre que possível. Também é recomendável adquirir o hábito de caminhar.

Fonte: www.saudenarede.com.br

Erisipela

A erisipela é uma infecção cutânea causada por estreptococos.

Habitualmente, a infecção aparece na cara, no braço ou na perna, e por vezes começa numa zona da pele lesionada.

Aparece uma erupção brilhante, vermelha, dolorosa, ligeiramente inflamada e, com frequência, formam-se pequenas vesículas. Os gânglios linfáticos à volta da zona infectada podem aumentar de volume e ficar dolorosos; as pessoas afetadas por infecções particularmente graves apresentam febre e calafrios.

O tratamento oral com penicilina ou eritromicina durante duas semanas costuma curar as infecções ligeiras. Quando a infecção é aguda, deve-se logo administrar o antibiótico mediante uma injecção.

Fonte: www.manualmerck.net

Erisipela

DEFINIÇÃO, ASPECTOS HISTÓRICOS E TERMINOLOGIA

A erisipela é uma infecção cutânea aguda de etiologia essencialmente estreptocócica, por vezes recidivante1,2. Antes da descoberta da penicilina, verificava-se geralmente uma evolução espontânea para a cura em 1 a 3 semanas, mas associavam-se importantes sequelas e significativa taxa de mortalidade.

Com o advento da antibioterapia, registou-se o quase desaparecimento de casos fatais, orientando-se atualmente todos os esforços para o controlo efetivo dos fatores de risco, responsáveis pela elevada taxa de recidiva, notável morbilidade e considerável dispêndio de recursos económicos associados a esta infecção.

Na literatura, sobretudo a anglo-saxónica, é frequente o uso indiscriminado dos termos erisipela e celulite para classificar diferentes processos inflamatórios que afetam a pele. Classicamente o primeiro sugere uma localização mais superficial e uma etiologia exclusivamente infecciosa (bacteriana).

O segundo aponta para a localização no tecido celular subcutâneo e é utilizado para classificar diversas situações inflamatórias dos tecidos moles, independentemente da sua etiologia: desde a inestética “celulite”, às celulites infecciosas (erisipela, fasceíte necrosante, celulite estreptocócica peri-anal), às celulites assépticas (celulite eosinofílica de Wells, celulite dissecante do couro cabeludo) e a entidades ambíguas como a celulite de estase venosa e/ou linfática.

Adicionalmente, a clássica separação semiológica entre erisipela e celulite infecciosa, assentando sobre critérios pouco precisos e, muitas vezes, subtis (Quadro I), carece de relevância clínica na abordagem prática desta patologia. Por este fato, e no contexto específico das infecções bacterianas da pele, o termo celulite tem vindo a ser abandonado pelos dermatologistas.

Recentemente, autores franceses1 propuseram a denominação geral de dermo-hipodermites agudas bacterianas (DHAB) e a adopção de uma nova classificação para as infecções bacterianas da pele, tendo em conta a localização do processo patogénico, a presença de necrose e a abordagem terapêutica: DHAB não necrosantes ou médicas (p. e. erisipela) e DHAB necrosantes ou médico-cirúrgicas (p. e. fasceíte necrosante).

Aspectos diferenciais erisipela/celulite infecciosa

Aspectos diferenciais eripisela / celulite infecciosa
ERISIPELA CELULITE INFECCIOSA
Infecção dérmica
Infecção dermo-hipodérmica
Lesões de bordos bem definidos
Lesões mal delimitada
Linfedema
Envolvimento linfático inconstante
Evolução curta
Evolução prolongada
Complicações locais raras
Complicações locais frequentes

EPIDEMIOLOGIA

A erisipela é uma patologia frequente na prática clínica, com uma incidência estimada de 10 a 100 casos por 100.000 habitantes/ano. Algumas publicações sugerem um aumento de incidência nas últimas décadas.

O sexo feminino é o mais atingido e afecta sobretudo os adultos entre os 40 e 60 anos.

A face constituía a localização típica da erisipela; atualmente, observa-se um predomínio dos membros inferiores (85%), sendo a localização facial menos comum
(10%).

BACTERIOLOGIA

A erisipela é uma infecção bacteriana causada, em regra, pelo estreptococo do grupo A (Streptococcus pyogenes). Em menor percentagem, outros estreptococos ß-hemolíticos, nomeadamente dos grupos B, C e G, podem estar na sua origem.

Os estudos microbiológicos revelam uma incidência de 10-17% para a etiologia estafilocócica (Staphylococcus aureus), embora alguns autores questionem o carácter patogénico do seu isolamento, sobretudo quando é obtido a partir de amostras de pele. Independentemente destas considerações, os dados publicados indicam que a terapêutica antimicrobiana num doente imunocompetente deve centrar-se, primariamente, nos cocos gram positivos.

Os bacilos gram negativos (nomeadamente Pseudomonas aeruginosa, Acinectobacter calcoaceticus, Haemophilus influenzae, enterobacteriáceas), de forma isolada ou associados a outros agentes (cocos gram positivos) também podem ser responsáveis pela infecção, devendo ter-se em conta esta possibilidade nos casos de pé diabético ou de úlceras de decúbito.

Em termos práticos, podemos afirmar que a etiologia não exclusivamente estreptocócica deve ser suspeitada quando se verifica a existência de soluções de continuidade na pele, a permanência prolongada em ambiente nosocomial e a existência de fatores de comorbilidade que condicionem um estado de imunodepressão.

As frequências relativas aos diversos agentes etiológicos das erisipelas são mostradas no Quadro abaixo:

Erisipela: etiologia
Agentes   %
Cocos Gram + Estreptococos  
 

S. pyogenes (A)

S. agalactiae (B)

S. equisimilis (C)

S. grupo G

58 - 67

3 - 9

5 - 7

14 - 25

  Estafilococos  
 

S. aureus

10 - 17
Bacilos Gram Pseudomonas aeruginosa

Haemophilus influeza

Enterobactérias

5 - 50
   

FATORES DE RISCO

A presença de condições e/ou patologias que favoreçam o desenvolvimento de uma infecção cutânea constitui um dado valioso para o diagnóstico diferencial e, dado o carácter potencialmente recidivante desta infecção, o seu reconhecimento é indispensável para uma eficaz prevenção.

Os principais fatores de risco da erisipela dos membros inferiores são os fatores locais: o linfedema crónico e a existência de uma solução de continuidade na pele (intertrigo interdigital de etiologia fúngica, úlcera crónica ou lesão traumática).

Entre os fatores gerais, só a obesidade é considerada um fator de predisposição; não se encontrou uma associação significativa com a diabetes, a insuficiência venosa crónica ou o alcoolismo crónico.

Ao nível da face, a presença de um abcesso ou furúnculo manipulado e, nos casos específicos de localização peri-orbitária ou orbitária, a existência de ferida traumática, infecção do trato respiratório superior ou, mais raramente, a bacteriemia podem ser a origem da infecção cutânea.

QUADRO CLÍNICO

Classicamente, o quadro clínico de erisipela caracteriza­-se por um início súbito, com febre (38,5­-40ºC) e arrepios seguido, em 12­-24 horas, pelo aparecimento de placa eritematosa (vermelha viva), edematosa, quente e dolorosa, de limites bem definidos e geralmente localizada a um membro inferior (Figura 1).

A lesão cutânea é, habitualmente, única e estende­-se de forma centrífuga atingindo, em média, 10 a 15 cm no seu maior eixo. Podem observar­-se vesículas e bolhas, geralmente flácidas, de conteúdo translúcido e, por vezes, com dimensões significativas (erisipela bolhosa) (Figura 2).

Podem ocorrer uma discreta púrpura petéquial, mas sem necrose, e, mais raramente, pústulas. A existência de adenopatia dolorosa e linfangite ipsilaterais, embora inconstantes, favorecem o diagnóstico.

Recentemente foi descrita uma variante clínica de erisipela dos membros inferiores – erisipela hemorrágica – caracterizada pela presença de intenso eritema, aspecto equimótico acentuado e bolhas em doentes com situações de co­-morbilidade significativa (diabetes, artrite reu­ma­tóide) e má resposta à antibioterapia anti­-es­tre­pto­có­cica. O reconhecimento e individualização desta entidade específica têm importantes implicações terapêuticas.

No doente imunodeprimido, no idoso e em situações de tratamento prévio com antibióticos ou anti­-inflamatórios, a apresentação pode ser atípica: ausência de sintomas gerais, sinais e sintomas locais pouco exuberantes (dor discreta, área de eritema pouco intenso e de limites mal definidos), colocando dificuldades ao nível do diagnóstico diferencial.

A procura e identificação de fatores predisponentes, locais ou gerais, deve ser efetuada de forma cuidadosa e sistemática em todos os doentes.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

A lista de diagnósticos diferenciais de um quadro de erisipela é extensa e inclui patologias infecciosas e não infecciosas (Quadro III).

Erisipela: Diagnóstico Diferencial
Patologias Infecciosas Patologias não Infecciosas
Fasceite necrosante Trombose venosa profunda
Osteomielite Síndrome de compartimento
Bursite Intolerância próteses ortopédicas
Miosite Celulite de Wells
Herpes Zoster (Zona) Síndrome de Sweet
  Felxemediterrânica familiar
  Carcinomas inflamatórios
  Dermite de contato

Do ponto de vista prático são essencialmente três os diagnósticos diferenciais a considerar durante a avaliação inicial destes doentes: a fasceíte necrosante e a trombose venosa profunda, pelas as suas importantes implicações terapêuticas; a dermite de contato, dada a sua elevada incidência na população geral.

Fasceíte necrosante (FN)

Trata­-se de uma infecção rara, mas letal em cerca de 30% dos casos. Caracteriza­-se pela existência de necrose da hipoderme, presença de tromboses vasculares, necrose da aponevrose superficial (fasceíte) e secundariamente necrose da derme (Figura 3).

O estreptococo do grupo A é o agente mais frequentemente implicado, mas não é rara a presença de uma flora polimicrobiana (S. aureus, anaeróbios, enterobactérias).

A dor local é, geralmente, um sintoma inicial proeminente; a presença de febre associada a alteração do estado geral e, na pele envolvida, o rápido desenvolvimento de bolhas, necrose cutânea e crepitação são sugestivos.

Constituem fatores de risco: feridas traumáticas ou cirúrgicas, diabetes, obesidade, alcoolismo crónico, arteriopatia, imunodepressão e terapêutica prévia com anti­-inflamatórios.

O diagnóstico diferencial entre erisipela e FN (Quadro IV) é crucial, já que a realização de desbridamento cirúrgico em tempo útil é essencial em termos de prognóstico. Wong CH et al propõem a utilização de uma pontuação, baseada em indicadores laboratoriais de risco (proteína C reativa, contagem de leucócitos, hemoglobina, natremia, creatininemia e glicemia) para facilitar o diagnóstico de FN, com um valor máximo de 13. Um valor ³ 6 seria suspeito de FN e ³ 8 fortemente preditor.

Outros autores apresentam esquemas mais simplificados, incluindo apenas a leucocitose e a hiponatremia. Porém, estes esquemas de pontuação, exclusivamente laboratoriais, não entram em linha de conta com outros dados de natureza clínica, sempre indispensáveis na decisão diagnóstica.

Trombose venosa profunda (TVP) 

Dentro das patologias não infecciosas é o diagnóstico diferencial mais frequentemente evocado6. A presença de febre elevada associada a placa eritematosa de limites bem definidos, característicos da erisipela, contrasta geralmente com o aspecto pouco inflamatório da TVP (phlegmasia alba dolens) (Figura 4); a presença de linfangite e adenopatia associadas é também menos frequente.

Dermite de contato (DC)

Surgindo geralmente como complicação da aplicação de medicamentos tópicos (anti­-sépticos ou antimicrobianos) no contexto do tratamento de feridas traumáticas ou úlceras crónicas, caracteriza­-se, na fase aguda, pela presença de prurido intenso e lesões cutâneas eritemato­-vesico­-exsudativas de limites imprecisos17 (Figura 5). Muitas vezes a erisipela e a DC coexistem, sendo necessário uma anamnese e um exame clínico cuidadosos para o diagnóstico correto.

As demais entidades incluídas no diagnóstico diferencial de erisipela devem ser equacionados num quadro de resposta insatisfatória à terapêutica antibiótica inicial e, em alguns casos, quando na presença de contexto clínico específico.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de uma erisipela é geralmente fácil e essencialmente clínico.

Nos casos em que a apresentação inicial é típica e na ausência de situações de co­-morbilidade é desnecessária a avaliação diagnóstica adicional e o doente pode ser tratado em regime ambulatório.

Exames bacteriológicos

Tal como em qualquer processo de natureza infecciosa, o isolamento do agente responsável é o argumento definitivo para o diagnóstico.

No entanto, na erisipela a contribuição diagnóstica da bacteriologia é limitada pela sua fraca sensibilidade ou positividade tardia.

As hemoculturas são positivas em somente 5% dos casos.

O isolamento do agente responsável através da cultura de amostras da pele afetada, obtidas por diversos métodos (aspiração de bolhas, aspiração por agulha após injecção de soro fisiológico, biopsia cutânea) tem uma sensibilidade baixa (5­-41%) e coloca problemas de interpretação dada a possibilidade de contaminação por flora comensal.

A pesquisa de antigénios por imunofluorescência direta21 ou pela técnica de aglutinação em látex22, a partir de amostras de pele, permite aumentar esta sensibilidade.

A serologia estreptocócica, que deve incluir a determinação seriada dos títulos de anti­-estreptolisina O e anti­-desoxiribonuclease B, com 10 a 15 dias de intervalo para garantir a sua especificidade, só permite um diagnóstico retrospectivo.

Hemograma e marcadores de fase aguda

A presença de leucocitose neutrofílica (geralmente entre 13000­-15000 leucócitos ml) é o único exame biológico não bacteriológico considerado como critério diagnóstico da erisipela; contudo está ausente em cerca de metade dos casos.

O aumento significativo da velocidade de sedimentação e da proteína C reativa são frequentes, mas desprovidos de especificidade e, geralmente, a sua determinação não está disponível no momento da avaliação inicial do doente.

Exame histopatológico de pele

A realização de uma biópsia cutânea não está indicada no contexto da investigação diagnóstica de um caso suspeito de erisipela.

Em primeiro lugar, carece de especificidade, mostrando uma inflamação neutrofílica intensa da derme e, em menor grau, da hipoderme com envolvimento linfático; é rara a observação dos agentes patogénicos.

Por outro lado, a realização desta técnica invasiva acarreta um risco iatrogénico não desprezível em face da possibilidade de ulceração secundária em área de pele já severamente afetada.

Imagiologia

Nos casos de apresentação atípica, em que o diagnóstico diferencial com a TVP se coloque, pode ser útil a realização de ecodoppler venoso dos membros inferiores. O risco de TVP é baixo em doentes hospitalizados por erisipela e, na ausência de suspeita clínica documentada, não está indicada a sua pesquisa sistemática através deste exame.

Num estádio inicial da infecção e nas situações em que estejam presentes, na admissão, sinais locais de gravidade (sobretudo necrose e hipostesia) a distinção entre erisipela grave e FN pode ser difícil com base exclusiva em critérios clínicos.

A ressonância magnética nuclear (RMN) pode ser um exame de extrema utilidade, permitindo a identificação de alterações ao nível do tecido adiposo da hipoderme e fáscias musculares profundas (colecções líquidas, espessamento e captação de contraste)8,25. No entanto, a realização de um estudo imagiológico não deve atrasar a atitude cirúrgica, fundamental quando a probabilidade de FN é elevada.

Testes epicutâneos

A realização de provas epicutâneas pode justificar­-se nos casos em que se verifica aplicação prévia de tópicos, existência de prurido e/ou resposta insatisfatória à antibioterapia. A associação de uma DC é frequente no contexto das infecções cutâneas devido à comercialização de diversos produtos com elevado potencial sensibilizante e aos marcados hábitos de auto­-medicação da nossa população. Este testes devem ser efetuados após a fase aguda, utilizando alergéneos padronizados e os medicamentos suspeitos.

TERAPÊUTICA

O tratamento da erisipela é exclusivamente médico e consiste, no essencial, na instituição de antibioterapia empírica tendo em conta a epidemiologia desta infecção18.

Adicionalmente, devem ser instituídas medidas de carácter geral (repouso com elevação do membro afetado, punção de bolhas sem retirar o teto de forma a acelerar a re­-epitelização, evitar a utilização de anti­-sépticos com potencial sensibilizante e de pensos compressivos). A utilização de anti­-microbianos tópicos (ácido fusídico a 2% ou sulfadiazina argêntica a 1%) pode ser útil nas formas bolhosas.

Antibioterapia

A penicilina G é o antibiótico de referência. Dado a sua prescrição implicar infusões endovenosas repetidas e internamento hospitalar, tem vindo a ser preterida em favor de outros fármacos com perfil farmacodinâmico mais favorável e menos riscos iatrogénicos associados à sua administração.

Nos casos de alergia aos b­-lactâmicos, os macrólidos ou a clindamicina são alternativas adequadas5,8,18. A associação de antibióticos ou a utilização de fármacos com espectro mais alargado pode ser justificada nas situações de provável etiologia polimicrobiana, como nos casos do pé diabético.

Na prática, na ausência de sinais clínicos de gravidade, em indivíduo imunocompetente e sem patologias coexistentes clinicamente significativas, o tratamento pode ser instituído em regime de ambulatório por via oral ou por via intramuscular. A duração do tratamento deve ser 10­-14 dias.

Quando a hospitalização estiver indicada, a antibioterapia empírica deverá incluir sempre um fármaco com atividade anti­-estreptocócica, isolado ou em associação, de acordo com a situação e contexto clínicos específicos de cada doente.

Em ambiente nosocomial e forte suspeita de infecção por Staphyloccocus aureus meticilino­-resistente a vancomicina e, mais recentemente, o linezolide27 são as opções indicadas. Perante uma evolução favorável (apirexia) a antibioterapia pode ser alterada para a via oral e a duração total do tratamento deve ser de 10­-20 dias.

Anti­-inflamatórios não esteróides (AINE) e corticosteróides

Nos últimos anos, diversas publicações, baseadas em estudos clínicos retrospectivos28,29, sugerem uma ligação potencial entre o tratamento de uma erisipela com AINE e a evolução para FN. As possíveis explicações para este fenómeno são a possibilidade de atenuação dos sinais e sintomas clínicos retardando o momento do diagnóstico e de interferência com os mecanismos moleculares de combate à infecção (inibição das funções granulocitárias e aumento da produção de citoquinas).

No entanto, até à data nenhum estudo permitiu estabelecer uma relação causa­-efeito definitiva. Deste modo, parece ser mais prudente evitar o uso de estes fármacos no contexto das dermo­-hipodermites infecciosas. Nos casos de febre de difícil controlo ou queixas álgicas intensas, o paracetamol é uma alternativa adequada.

Pelo mesmo receio associado à utilização dos AINEs, o uso de corticosteróides não está indicado no tratamento da erisipela, exceptuando na forma particular de erisipela hemorrágica, em que, de acordo com observações clínicas recentes11, os doentes beneficiaram com a instituição de corticoterapia sistémica em esquema adjuvante (prednisona 0,5 mg/kg/dia com redução rápida num total de oito dias).

Anticoagulantes

Tendo em conta o baixo risco de ocorrência de TVP (4,9%), o uso sistemático de anti­-coagulação profilática não está indicado no tratamento da erisipela.

Somente a existência de contexto clínico que condicione um risco trombo­-embólico moderado a alto justificam a sua utilização.

COMPLICAÇÕES

Com a instituição de terapêutica adequada a evolução de uma erisipela é geralmente favorável (80%), observando­-se apirexia nas 48­-72h após início da antibioterapia, seguida pela melhoria progressiva dos sinais locais (geralmente entre 4º e 6º dia) e resolução completa em duas semanas. Nas formas de erisipela bolhosa a evolução pode ser mais lenta, sendo necessário, em média, 20 dias para a completa re­-epitelização ser atingida.

As complicações dividem­-se em precoces, observadas à data do diagnóstico ou nos primeiros dias de hospitalização, e tardias, do tipo recidiva ou sequelas (Quadro IX).

As complicações precoces são raras e a nível local destacam­-se o abcesso e/ou necrose (3­-12%), cujo reconhecimento é importante por requerer frequentemente tratamento cirúrgico, e a TVP que, embora rara (2­-7,8%), deve ser considerada quando a resposta à antibioterapia não for favorável. Entre as complicações de carácter geral são de referir a toxidermia (5%), a bacteriemia/septicemia (2%) e agravamento de doenças associadas (0,6%): alcoolismo, diabetes, insuficiência renal ou cardíaca.

A taxa de mortalidade é de 0,5% e, na grande maioria dos casos, resulta da descompensação irreversível de patologias crónicas apresentadas pelo doente.

As recidivas representam a complicação tardia mais frequente (25%), sendo responsáveis pela elevada taxa de morbilidade. Alguns estudos apontam a persistência do intertrigo interdigital, o linfedema crónico, a presença de agente que não o estreptococo do grupo A e a terapêutica antibiótica insuficiente como os fatores responsáveis.

PREVENÇÃO

São escassos os trabalhos que estudam o interesse ou a eficácia de eventuais medidas preventivas primárias no contexto das dermo­-hipodermites agudas bacterianas. Tratando­-se, na atualidade, de uma infecção bacteriana com prognóstico imediato extremamente favorável, a principal preocupação na abordagem de uma erisipela reside no efetivo controlo e tratamento dos fatores que condicionam a sua elevada taxa de recidivas (prevenção primária).

Em primeiro lugar deve assegurar­-se o rigoroso cumprimento do tratamento, estimando­-se que a insuficiente duração da antibioterapia é responsável pela recidiva em 65% dos casos.

A redução de peso, o tratamento adequado das patologias cardiovasculares que condicionam linfedema crónico (insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência venosa crónica, etc.) e a identificação e tratamento adequado de soluções de continuidade na pele constituem as medidas a considerar, de acordo com cada caso específico.

A correta abordagem terapêutica do intertrigo inter­digital de etiologia fúngica, infecção com elevada prevalência na população geral, assume particular importância uma vez que a sua erradicação permitiria evitar cerca de 60% das erisipelas.

Na grande maioria dos casos a etiologia é dermatofítica e o seu tratamento inclui: medidas de higiene (secagem dos espaços interdigitais, uso de calçado arejado e meias de algodão), eliminação dos reservatórios de der­matófitos (unhas) e tratamento antifúngico tópico ou sistémico.

Por fim, em doentes com múltiplas recidivas, pode estar indicada a instituição de antibioterapia profiláctica (penicilina benzatínica 2.4 UM 3/3 semanas via intramuscular ou eritromicina 250 mg 12/12h via oral). Esta profilaxia deve ser prolongada, dado que o seu efeito é unicamente supressivo.

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Fonte: www.actamedicaportuguesa.com

Erisipela

É uma doença infecciosa, não contagiosa, que acomete principalmente os vasos linfáticos da pele, podendo atingir até o tecido subcutâneo.

Bactérias

gênero Streptococcus
Staphilococcus
Pseudomonas

Causas

Micoses interdigitais dos pés ("frieira", "pé-de-atleta")
Micose das unhas (onicomicose)
Arranhões nas pernas
Rachaduras dos bordos dos pés por chinelos
Bolhas provocadas por calçados; espetadas de agulhas
Corte de calosidades (calos) dos pés; e até o coçar das pernas.

Fatores predisponentes

Tabagismo,
Alcoolismo,
Condições de higiene inadequadas,
Diabetes e imunodeficiências,
Presença de edemas
Linfedemas (edema linfático) prévios, e
Úlceras de estase venosa

Sinais e Sintomas

Hiperemia da pele
Edema superficial
Dor e listras eritematosas
Febre
Forma leve, a mais comum
Forma mais grave, com formação de bolhas extensas, abscessos e necrose da pele

Necessidades imediatas

Exames laboratoriais
Antibiótico sistêmico – oral, IM ou EV
Antiinflamatórios e linfocinéticos
Tratamento tópico
Repouso no leito
Elevação da área afetada

Tratamento da lesão

Avaliação

Sistêmica

Da ferida

Dor, stress, conforto

Necessidades da ferida

Forma e Funções dos curativos

Bolhas e Necroses

Curativos de hidrogel c/alginato
Troca cada 2 dias
Manter o curativo úmido

Hidrogel

Induz ao desbridamento autolítico
Estimula o crescimento celular
Feridas necróticas
Feridas cavitárias
Manter umidade no leito da ferida

Em tecido de granulação

Curativo de colágeno c/alginato
Troca cada 3 dias
Manter umidade

A ESTRUTURA DO COLÁGENO

Erisipela

1-A MIGRAÇÃO E A PROLIFERAÇÃO CELULAR

2-SUPORTE PARA A ADESÃO CELULAR

Erisipela

Curativos de colágeno c/alginato

Erisipela em diabético

Áreas infectadas
Curativo de carvão ativado e prata
Áreas necrosadas Curativos de hidrogel c/alginato
Áreas granuladas
Proteção com tela-não aderente
Troca cada 2 dias
Manter curativo úmido

Ferida infectada

Curativo de carvão ativado e prata
Troca cada 2-3 dias
Troca diária do curativo secundário

 

Carvão ativado e prata

Adsorve bactérias
Prata : bactericida
Adsorve as moléculas de odor
Permite a passagem do exsudato
Troca cada 2-3-5 dias, conforme exsudação
Troca diária do curativo secundário

Protegendo ossos

Curativos com tela não-aderente
Troca cada 3-5 dias
Curativos de hidrogel c/ alginato

Evitando necrose em tendão

Curativos de hidrogel c/ alginato
Troca cada dois dias
Desbridamento da área desvitalizada
Manter curativo primário úmido

Dificultando a epitelização

Evitar curativos que desidratam os tecidos em formação

Alternativa de curativo secundário

Curativos com hidropolímero

Erisipela

Hidropolímero

Absorção do exsudato
Preenche o espaço morto
Protege o leito da ferida
Troca de 2 a 7 dias

Para evitar hipergranulação

Erisipela

Tela não-aderente
Troca cada 5 dias
Troca diária do curativo secundário

Infectada superficial

Curativos com tela iodada não-aderente
Troca cada 2-3 dias
Troca diária do curativo secundário

Miyoco Saito Sakuraba

Fonte: www.miyoco.com.br

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