Erisipela é o termo científico usado para designar a infecção dos vasos linfáticos, da pele e do tecido subcutâneo, causada por uma bactéria denominada Streptococcus pyogenes.
Outras causas podem provocar a inflamação dos vasos linfáticos - como traumatismos, queimaduras, cortes, perfurações e até mesmo o sol em excesso. No entanto, nesses casos em que o agente causador não é o Streptococcus, a doença é chamada genericamente de linfangite.
Os principais sintomas da erisipela são vermelhidão, inchaço e dor intensa no membro afetado, além de febre e mal-estar geral. Quando a infecção ocorre nos membros inferiores (os locais mais freqüentes das erisipela são as pernas e as coxas) podem surgir as chamadas "ínguas" na região das virilhas.
Quando a infecção é confirmada, por meio de exame clínico e laboratorial, o tratamento é feito com antibióticos, antinflamatórios e analgésicos. Ocorrendo a presença de feridas, há necessidade de curativos diários.
Esta infecção ocorre com mais frequência naqueles que têm as pernas inchadas (Ex: por varizes), nos obesos e de vida sedentária (com pouca movimentação).
A Doença pode voltar: Algumas vezes, o quadro se agrava a ponto de ser necessária a internação hospitalar. Por isso, é de grande importância procurar evitar a doença. A principal porta de entrada para a bactéria são as micoses que aparecem entre os dedos dos pés.
Assim, secar bem essa região, usar meias limpas todos os dias, fazer uso de antimicóticos na presença dos chamados "pés-de-atletas", evitar traumatismos e, na presença de inchaços, elevar os membros inferiores e usar meias elásticas são cuidados simples, mas muito eficazes na prevenção da erisipela.
Geralmente, após um episódio da doença, o membro afetado fica mais suscetível à doença, pois sempre permanece um inchaço residual - que nada mais é que o acúmulo de um líquido rico em proteínas que permanece logo abaixo da pele no tecido subcutâneo. Esse inchaço se deve ao fato da infecção anterior ter destruído muitos vasos linfáticos, dificultando a absorção deste líquido que é um ótimo meio para multiplicação das bactérias.
Não raramente, os episódios de erisipela tornam-se tão freqüentes que é necessário o uso de antibióticos, preventivamente,. para evitar a doença.
Pessoas que já tiveram erisipela anteriormente logicamente devem tomar mais cuidados.
Como medidas de prevenção, recomenda-se evitar o excesso de peso e permanecer em pé ou sentado por muito tempo.
Para pessoas cujas profissões as obrigam a ficar nestas posições, é indicado o uso de meias elásticas compressivas e elevação dos membros sempre que possível. Também é recomendável adquirir o hábito de caminhar.
Fonte: www.saudenarede.com.br
A erisipela é uma infecção cutânea causada por estreptococos.
Habitualmente, a infecção aparece na cara, no braço ou na perna, e por vezes começa numa zona da pele lesionada.
Aparece uma erupção brilhante, vermelha, dolorosa, ligeiramente inflamada e, com frequência, formam-se pequenas vesículas. Os gânglios linfáticos à volta da zona infectada podem aumentar de volume e ficar dolorosos; as pessoas afetadas por infecções particularmente graves apresentam febre e calafrios.
O tratamento oral com penicilina ou eritromicina durante duas semanas costuma curar as infecções ligeiras. Quando a infecção é aguda, deve-se logo administrar o antibiótico mediante uma injecção.
Fonte: www.manualmerck.net