Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Erisipela - Página 9  Voltar

Erisipela

Erisipela é o termo científico usado para designar a infecção dos vasos linfáticos, da pele e do tecido subcutâneo, causada por uma bactéria denominada Streptococcus pyogenes.

Outras causas podem provocar a inflamação dos vasos linfáticos - como traumatismos, queimaduras, cortes, perfurações e até mesmo o sol em excesso. No entanto, nesses casos em que o agente causador não é o Streptococcus, a doença é chamada genericamente de linfangite.

Os principais sintomas da erisipela são vermelhidão, inchaço e dor intensa no membro afetado, além de febre e mal-estar geral. Quando a infecção ocorre nos membros inferiores (os locais mais freqüentes da erisipela são as pernas e as coxas), podem surgir as chamadas "ínguas" na região das virilhas.

Quando a infecção é confirmada, por meio de exame clínico e laboratorial, o tratamento é feito com antibióticos, antiinflamatórios e analgésicos. Ocorrendo a presença de feridas, há necessidade de curativos diários.

Esta infecção ocorre com mais freqüência naqueles que têm as pernas inchadas (Ex: por varizes), nos obesos e de vida sedentária (com pouca movimentação).

A Doença pode voltar: algumas vezes, o quadro se agrava a ponto de ser necessária a internação hospitalar. Por isso, é de grande importância procurar evitar a doença.

A principal porta de entrada para a bactéria são as micoses que aparecem entre os dedos dos pés.

Assim, secar bem essa região, usar meias limpas todos os dias, fazer uso de antimicóticos na presença dos chamados "pés-de-atleta", evitar traumatismos e, na presença de inchaços, elevar os membros inferiores e usar meias elásticas são cuidados simples, mas muito eficazes na prevenção da erisipela.

Geralmente, após um episódio da doença, o membro afetado fica mais suscetacúmulo de um líquido rico em proteínas que permanece logo ível à doença, pois sempre permanece um inchaço residual - que nada mais é que o abaixo da pele no tecidodestruído muitos vasos linfáticos, dificultando a absorção deste subcutâneo.

Esse inchaço se deve ao fato de a infecção anterior ter líquido que é um ótimo meio para multiplicação das bactérias.

Kíria Gomes Chamone

Fonte: www.unilavras.edu.br

Erisipela

ERISIPELA (Linfangite estreptocócica)

É uma infecção da pele causada geralmente pela bactéria Streptococcus pyogenes grupo A, mas também pode ser causada por outros estreptococos ou até por estafilococos.

É um processo infeccioso cutâneo, podendo atingir a gordura do tecido celular subcutâneo, causado por uma bactéria que se propaga pelos vasos linfáticos. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas mais comumente atinge diabéticos, obesos e nos portadores de deficiência da circulação venosa dos membros inferiores.

Não é contagiosa.

Nomes populares: esipra, mal-da-praia, mal-do-monte, maldita, febre-de-santo-antônio.

A partir de lesão causada por fungos (frieira) entre os dedos dos pés, arranhões na pele, bolhas nos pés produzidas por calçado, corte de calos ou cutículas, coçadura de alguma picada de inseto com as unhas, pacientes com insuficiência venosa crônica ou com diminuição do número de linfáticos têm uma predisposição maior de adquirir a doença, como é o caso de pacientes submetidas à mastectomia, portadoras de linfedema.

No período de incubação, que é de um a oito dias, aparece mal-estar, desânimo, dor de cabeça, náusea e vômitos, seguidos de febre alta e aparecimento de manchas vermelhas com aspecto de casca de laranja, bolhas pequenas ou grandes, quase sempre nas pernas e, às vezes, na face, tronco ou braços. No início, a pele se apresenta lisa, brilhosa, vermelha e quente.

Com a progressão da infecção, o inchaço aumenta, surgem as bolhas de conteúdo amarelado ou achocolatado e, por fim, a necrose da pele. É comum o paciente queixar-se de “íngua” (aumento dos gânglios linfáticos na virilha). As manchas na pele no início apresentam somente aumento de temperatura, mas logo se tornam bastante dolorosas. A febre costuma permanecer de um a quatro dias e pode regredir espontaneamente, causando uma enorme prostração.

O diagnóstico é feito apenas pelo exame clínico, analisando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Não há necessidade de nenhum exame de sangue ou de outro exame especial da circulação, a não ser para acompanhar a evolução do paciente.

Quando o tratamento é realizado logo no início da doença, as complicações não são tão evidentes ou graves. No entanto, os casos não tratados a tempo podem progredir com abscessos, ulcerações (feridas) superficiais ou profundas e trombose de veias. A seqüela mais comum é o linfedema, que é o edema persistente e duro (não forma uma depressão na pele quando submetido à compressão com os dedos), localizado principalmente na perna e no tornozelo, resultante dos surtos repetidos de erisipela.

O tratamento consta de várias medidas realizadas ao mesmo tempo e só deve ser administrado pelo médico:

1. Uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria causadora.

2. Redução do inchaço, fazendo repouso absoluto com as pernas elevadas, principalmente na fase inicial. Pode ser necessário o enfaixamento da perna para diminuir o edema mais rapidamente.

3. Fechamento da porta de entrada da bactéria, tratando as lesões de pele e as frieiras.

4. Limpeza adequada da pele, eliminando o ambiente adequado para o crescimento das bactérias.

5. Uso de medicação de apoio, como antiinflamatórios, antifebris, analgésicos e outras que atuam na circulação linfática e
venosa.

As crises repetidas de erisipela podem ser evitadas através de cuidados higiênicos locais, mantendo os espaços entre os dedos sempre bem limpos e secos, tratando adequadamente as frieiras, evitando e tratando os ferimentos das pernas e tentando manter as pernas desinchadas. Deve-se evitar engordar, bem como permanecer muito tempo parado, em pé ou sentado. O uso constante de meia elástica é uma grande arma no combate ao edema, bem como repousar com as pernas elevadas sempre que possível.

Procurar um especialista quando apresentar qualquer dos sintomas iniciais da doença, relatados anteriormente.

Fonte: www.sogab.com.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal