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Eritréia

ERITRÉA, JOVEM NAÇÃO

No lado oeste do Mar Vermelho, Eritréa é o país de mais recente formação na Àfrica. foi construido no ano de 1993, quando a população da região votou um referendum à favor da separação da Etiópia. Este foi o capítulo final de uma guerra mantida por 30 anos.

Com quase toda a infra estrutura destroçada e uma grande seca afetando à agricultura, o país depende fortemente da ajuda externa. Quase 70% da população precisa de comida procedente de outros países. Nestes momentos a situação bélica de outros tempos tem ressurgido. É necessário extremar as precauções.

Informação Prática sobre Eritréia

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Passaporte em vigor, visto obrigatório (pode-se obter nas diferentes representações diplomáticas) e passagem de saída.

CLIMA

O clima árido e semi desértico com temperaturas altas, embora moderadas, na costa com chuvas muito escassas em todo o país. As temperaturas registradas na costa têm sido 40 graus centígrados de máxima. Apresenta duas zonas climáticas: terras altas com temperaturas frescas e chuvas de veraneios; na costa e planícies interiores o clima é tropical muito caloroso.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Recomenda-se levar roupa de algodão e calçado cômodo, óculos de sol, chapéu, protetor solar e repelente contra os insetos.

IDIOMA

Os idiomas oficiais são o tigrinya e o árabe. Também fala-se o francês, italiano, tigré, bilen, baixa, saho e outras línguas étnicas.

ELECTRICIDADE

A corrente elétrica é de 220 volts a 50 Hz.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda oficial é o Birr (ETB). Um ETB equivale a 100 centavos. A importação e exportação de moeda do país está permitida até certa quantidade, mas está restringida se viajar para ou desde Etiópia. A declaração de divisas deve realizar-se na chegada a Eritréa e aconselha-se guarda-la junto aos recibos de câmbio de moeda. Pode-se trocar em bancos e hotéis.

EMERGÊNCIA-SAÚDE-POLICIAMENTO

É obrigatória a vacina contra a febre amarela e a profilaxia antimalária. Recomenda-se a vacina contra o tifo. Não pode beber água do torneira e nem comer alimentos sem cozinhar. É aconselhável levar farmácia bem preparada com analgésicos, antiestamínicos, antidiarréicos, antibióticos, antisépticos, repelentes para insetos, loções calmantes contra mordidas ou alergias, tesouras, pinças, termômetro, e se precisar de seringas hipodêrmicas, leve do país de origem. É recomendável viajar com um seguro médico e de assistência. Para emergências médicas ou policiais deve-se solicitar ajuda nas recepções dos hotéis ou no consulado ou embaixada mais próximo.

CORREIOS E TELEFONIA

O correio e as telecomunicações têm sido restabelecidos na Eritréa e são caros. Se deseja utilizar correio internacional, é melhor faze-lo de Asmara. Para chamar a Eritréa deve faze-lo através de operadora 055.

FOTOGRAFIA

É muito difícil encontrar material fotográfico no país. Se decidir viajar a Eritréa, deverá faze-lo com todo o material necessário

HORÁRIO COMERCIAL

Os horários de estabelecimentos e lojas variam consideravelmente. Os escritórios costumam trabalhar pelas manhãs.

GORJETAS

Como em muitos países da África, a gorjeta é esperada. Recebendo um serviço e ficando satisfeito com o mesmo, aconselhamos dar.

TAXAS E IMPOSTOS

Existe uma taxa de aeroporto.

Situação e Geografia

Localização Geográfica

Eritréa é um país de 93.679 quilômetros quadrados. Tem fronteiras ao oeste com Sudão, ao sul com Etiópia, ao sudeste com Yibuti e ao leste com o Mar Vermelho. Politicamente está dividido em 10 províncias. Faz parte do país o Arquipélago de Dahlah no Mar Vermelho.

Ao norte aparece uma extensão do planalto etíope, com altitudes superando os 2.500 metros como o Amba Sória (2.855 metros). No sul e nordeste há uma planície que abarca a Região de Danakil e a Depressão de Kovar. O país é geralmente árido ou semi-árido com rios como o Auseba, Gash e Barka e lagos bastante importantes.

O clima árido e semi-desértico com temperaturas altas, embora moderadas na costa, com chuvas muito escassas no país todo. As temperaturas registradas na costa têm sido 40 graus centígrados de máxima. Apresenta duas zonas climáticas: terras altas com temperaturas frescas e chuvas de veraneio; na costa e planícies interiores o clima é tropical muito caloroso.

Flora e Fauna da Eritréia

A flora varia com a altitude. Em zonas de meia altitude há pastos e pradarias, nos cumes, a flora alpina africana, como lobélia e arbustos. Nas zonas mais baixas encontram-se bosques de regular importância, sicómoros e baobabs. Nas zonas de altitude mediana, ricas em água, a selva chega ao maior desenvolvimento, tanto pela espessura como pela variedade de espécies. Por último, na planície aparece a savana, caraterizada pelas acácias umbelíferas.

Quanto à fauna distinguem-se os dromedários, macacos e antílopes, além de numerosas espécies aquáticas.

História da Eritréia

Eritréa foi uma antiga colônia italiana administrada militarmente pela Grã-Bretanha entre os anos 1941 e 1950. Em 1950 por resolução da ONU, federou-se com a Etiópia. Em 1960 converte-se em província autônoma da Etiópia.

A região de Eritréa tem-se beneficiado pelo comércio e o transporte desde mil anos. Muitos reinos e impérios próximos extenderam seu reinado nesta área. Em algum momento do primeiro milenio a.C., tribos procedentes do que agora é Yemem no sudoeste da Arábia, transladam-se para as montanhas do sul da Eritréa, sudeste da atual Asmara.

O célebre Reino de Axum floresceu na Eritréa desde o primeiro milenio até o século IX. Após o nascimento do Islão no século VII começou declinar o Reino de Axum. Adulis foi destruido no ano 710. Em consequência a zona foi dividida em sultanatos muçulmanos e reinos etíopes até a chegada do poder colonial.

Desde começos do século XVI até avançado o século XIX, egípcios, turcos e otomanos lutaram pelo controle das costas e portos da Eritréa.

Colonização

Os italianos foram os primeiros a puxar a carreira colonial. Em 1882 foi declarada na zona uma colônia italiana, e em 1885 os italianos se extendem em direção Massawa.

Em 1 de janeiro de 1890 foi declarada formnalmente a colônia italiana da Eritréa. Entre 1891 e 1902 foram assinados com França, Inglaterra e Etiópia uma série de tratados fronteriços. A situação segue com tranquilidade até 1936, quando Mussolini decide extender sua influência por toda Etiópia. Porém, em 1941 as forças aliadas vencem ao exército italiano e Itália vê-se obrigada a entregar as suas três posses na África: Eritréa, Líbia e sul de Somália.

Eritréa foi administrada por britânicos até 1950, quando uma resolução da ONU outorga um governo livre dentro da Federação com Etiópia.

Independência

Em setembro de 1961 funda-se a Frente da Libertação da Eritréa, em resposta o imperador etíope Haile Selassie decide em 1962 o fim da federação e anexa Eritréa como província da Etiópia.

Em 1970 uma nova organização é fundada com o nome de Forças de Libertação do povo de Eritréa (EPLF). De 1978 até 1986 o exército da Etiópia leva em frente oito ofensivas contra a EPLF, com humilhantes resultados para os etíopes.

Em 1991 estabelece um governo provisório com Isaias Afwerki como novo presidente do país. Em abril de 1993 o governo provisório celebra um referendum onde 99,8% dos eritreus votam pela independência. Foi admitido como país membro da ONU em 28 de maio; o dia anterior, Etiópia, Egito e Itália são os primeiros em reconhecer a independência da Eritréa.

Na atualidade a situação de conflito persiste com esporádicos confrontos entre os exércitos de Eritréa e Etiópia. O país rege-se de acordo a uma constituição transitória. O presidente da Eritréa é Isaias Afewerki.

Arte e Cultura da Eritréia

A arte da Eritréa, igual a literatura, não teve na antigüidade manifestações originais, pois cópia temas e motivos de outras civilizações. A pintura é a linguagem figurativa mais clara.

Locais Turísticos

ASMARA

Com seus boulevares de palmeiras, buganviles e acácias, é uma cidade deliciosa e uma das mais européias em toda África. O coração da cidade é a Avenida Libertação, em outro tempo Avenida Haile Selassie. Outras ruas importantes são Vitória e a Avenida Menelik, paralelas à Avenida Liberação. A rodoviária está junto à Avenida Menelik. Ali há vários mercados entre as avenidas, ao leste da Avenida Matienzo.

Para o sul da avenida Liberação encontrará um tranquilo jardim onde estão situadas a maioria das embaixadas.

Há muitos lugares de culto em Asmara, destacando-se a Catedral Católica, construida com tijolo vermelho no ano 1922. A moderna Catedral de Santa Maria, na parte leste do centro da cidade, é um memorável lugar para visitar. Entre as duas catedrais está a igualmente impressionante grande mesquita. O excelente Museu Nacional fica na parte oeste do centro. Na atualidade compõe-se de três museus separados: o Museu Arqueológico, o Etnográfico e o Militar; os três podem ser visitados com o mesmo passe.

Dois quilômetros para o leste do centro na estrada de Massawa está o Zoológico de Asmara.

KEREN

De estrutura italiana, a capital da província de Senhit é uma bela cidade dominada pelos muçulmanos. É um centro comercial com aproximadamente 60.000 habitantes, a mais importante cidade depois de Asmara.

Kerem tem um animado e colorido mercado frequentado diariamente por população de variadas tribos dos arredores. Outro lugar de interesse na cidade é o cemitério da guerra italiana e britânica. Não deve-se esquecer que Kerem foi o cenário de uma das maiores batalhas entre os Aliados e as forças de Mussolini em 1941.

MASSAWA

Foi o principal porto da Eritréa e é a segunda cidade mais importante do país. O sucessor do antigo porto de Adulis, Massawa, ficou conhecido pelas indústrias de pérolas. Em 1990 a cidade foi arrasada pelas bombas dos etíopes.

A cidade velha está situada na ilha de Massawa e, sem dúvida, vale a pena visitá-la sossegadamente, embora fazendo especial ênfase nas condições atuais. A reconstrução apenas tem começado. As principais atrações são, infelizmente, os restos dos carros de combate nas ruas. Aqui quase não há um edifício civil sem restos de granadas ou bombas; até agora foram reconstruidas igrejas e hotéis.

Arredores de Massawa

As melhores praias em volta de Massawa estão em Gurgusum, um lugar de férias a 9 quilômetros ao norte da cidade. Há também praias sem explorar Arquipélago de Dahlak, reconhecido Parque Nacional durante o domínio etíope.

Gastronomia da Eritréia

Está influenciada pela cozinha da Itália. No mais puro estilo italiano, os bares de Asmara, servem café expresso e capuccino, e nos cardápios dos restaurantes figura primi piatti e secondi piatti.

A maioria dos hotéis têm restaurantes. A comida local é do estilo etíope e destacam a carne ziggni (com molho picante), os peixes, carne de cordeiro, mariscos e injera, pão comum escolhido.

Bebidas

A cerveja de Melotti é bastante aceitável. Lembre-se de beber água só se for engarrafada.

Compras em Eritréia

O artesanato da Eritréa é constituido principalmente por jóias em ouro e prata e tecidos coloristas. Devido às cruéis guerras civis dos últimos anos há escassez de produtos.

População e Costumes Eritréia

Eritréa tem uma população de 3.590.000 milhões de habitantes segundo estatísticas do ano 1997. O país é etnicamente muito diverso, com nove tribos predominantes: Afar, Bilen, Hadareb, Kunama, Nara, Rashaida, Saho, Tigré e Tigrinya. Quase 80% mora em zonas rurais, dos quais o 35% são nômades ou semi-nômades.

A metade da população é muçulmana e a outra cristã (Igreja Cristã da Etiópia); a última vive principalmente nas terras altas, enquanto os muçulmanos estão concentrados nas áreas costeiras. Uma pequena porcentagem da população ainda conserva crenças indígenas animistas.

A capital do país é Asmara, uma das cidades mais européias, com uma população de uns 400.000 habitantes. Os idiomas oficiais são o tigrinya e o árabe; fala-se além outras línguas como o francês, italiano, tigré, bilen, beja, saho e outras línguas étnicas.

Entretenimento e Festividades da Eritréia

Entretenimento da Eritréia

Pode-se desfrutar de belas paisagens desérticas e estações naturais de grande beleza. A sua situação costeira faz com que seja um lugar ideial para os apaixonados e espertos em esportes náuticos, especialmente o submarinismo. Igualmente conta com esplêndidas praias tanto no litoral costeiro quanto no Arquipélago de Dahlak. Porém, dadas as condições atuais, o turismo não é recomendável.

Festividades da Eritréia

O país segue o calendário juliano que têm 13 meses por ano. Guardam-se as festividades próprias de cada religião, quer dizer, as festas cristãs e as festas islâmicas mutantes segundo o calendário lunar. Em 24 de Maio celebra-se o Dia da Independência, feriado nacional.

Os feriados oficiais são 7 e 19 de Janeiro, 19 de Fevereiro, 8 de Março, 12, 14 e 27 de Abril, 1 e 24 de Maio, 20 de Junho, 27 de Julho, 1, 12 e 18 de Setembro e 25 de Dezembro.

Transportes da Eritréia

Avião

Eritréam Airlines apenas tem começado a operar e habitualmente, há um vôo nacional na Eritréa, entre Asmara e Assab.

Barco

A única maneira de viajar ao longo da costa de Eritréa é de barco

Trem

A maioria dos mapas ainda mostram o caminho de ferro construido pelos italianos entre Massana, Asmara e Ajordat. Aliás, não tem rastro dele por nenhuma parte. Durante a guerra os etíopes usaram os trilhos para construir trincheiras.

Ônibus

Os serviços de ônibus de longa distância são aceitáveis. Os carros desde Asmara mais ou menos têm um horário fixo.

Carro

A rede de estradas de Eritréa tem sofrido muito durante a guerra, mas a reconstrução é um dos primeiros objetivos do governo. Em começos de 1994 a estrada entre Asmara e Massava era a única completamente asfaltada.

Transporte público

O transporte público em cidades muito pequenas varia entre ocasional ou não existente.

Fonte: www.rumbo.com.br

Eritréia

Geografia da Eritréia

Área: 121.143 km².

Hora local: +6h.

Clima: árido tropical.

Capital: Asmará.

Cidades: Asmará (400.000), Assab (56.300), Keren (38.000), Massawa (30.700) (2003).


População da Eritréia

4,3 milhões (2004)

Nacionalidade: eritréia

Composição: tigrinas 50%, tigres e cunamas 30%, afars 4%, sahos 3%, outros 13% (1996).

Idiomas: árabe, tigrina (principais), inglês, tigre, saho, afar, edareb, cunama, nara, bilieno, rashaida.

Religião: cristianismo 50,5% (ortodoxos 46,1%, outros 4,4%), islamismo 44,7%, sem religião 4,1%, crenças tradicionais 0,6% (2000).

Economia da Eritréia

Moeda: nakfa; cotação para US$ 1: 13,55 (ago./2004).

PIB: US$ 642 milhões (2002).

Força de trabalho: 2,2 milhões (2002).

Governo da Eritréia

República presidencialista

Div. administrativa: 6 regiões.

Presidente: Issaias Afewerki (PFDJ) (desde 1993).

Partidos: Frente Popular pela Democracia e Justiça (PFDJ) (único legal).

Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional Provisória, com 150 membros.

Constituição: 1997.

Descrição

Nação mais jovem da África, a Eritréia obtém a independência em 1993.

Os mais de 30 anos da guerra de secessão com a Etiópia devastam o país, deixando cerca de 100 mil mortos e 350 mil refugiados.

Os dois Estados entram novamente em guerra em 1998, para disputar áreas fronteiriças, e chegam a um acordo de paz em 2000, supervisionado por tropas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Situada na região conhecida por Chifre da África e banhada pelo mar Vermelho, a Eritréia ocupa importante posição no estreito de Bab el Mandeb, ponto de passagem entre o Canal de Suez e o oceano Índico. O território é predominantemente desértico. Nas montanhas do norte - várias ultrapassam 2 mil metros de altura -, o clima é ameno. Para reconstruir a economia, debilitada pela seca e pela guerra, o governo procura atrair investimentos externos. O turismo é promissor, e um dos maiores atrativos é o arquipélago de corais Dahlak, hoje um parque nacional.

História da Eritréia

Às margens do mar Vermelho, a dinastia Aksum, da Etiópia, reina na região da atual Eritréia nos primeiros séculos da Era Cristã. Sua relativa independência entra em colapso com o domínio otomano no século XVI. A partir de então, e até o colonialismo europeu do século XIX, a região é disputada por diversos povos, entre os quais etíopes, egípcios e otomanos. Em 1890 torna-se colônia da Itália, separando-se da Etiópia. A possessão italiana é reconhecida pelo governo etíope em 1889, após a assinatura do Tratado de Wichale. Durante a II Guerra Mundial, tropas britânicas ocupam a área (1941), expulsando os italianos do Chifre da África. O Reino Unido administra a região até 1952, quando a ONU aprova a união da Eritréia com a Etiópia em uma federação sob controle da Coroa etíope, com uma assembléia legislativa local. Mas o imperador etíope Haile Selassie obriga a assembléia a aceitar a anexação do território à Etiópia.

Guerra de libertação

Depois da criação da Frente de Libertação da Eritréia (ELF), no fim da década de 1950, inicia-se em 1961 a rebelião armada contra a Etiópia. Selassie suprime a federação em 1962, anexando a Eritréia como província. Surge na década de 1970 a Frente Popular de Libertação da Eritréia (EPLF), de orientação marxista. A luta separatista contribui para a queda de Selassie em 1974. Em 1991, a guerrilha passa a controlar todo o território eritreu. Seu sucesso estimula a derrubada da ditadura de Mengistu Mariam, na Etiópia, pela Frente Revolucionária Democrática do Povo Etíope (EPRDF), apoiada e treinada pela EPLF. O novo governo etíope reconhece a independência da Eritréia, aprovada em plebiscito por 99,8% dos habitantes.

Independência da Eritréia

A EPLF assume o poder em 1993 e instala um governo de transição de quatro anos, período para elaborar a Constituição e preparar eleições pluripartidárias. A Assembléia Nacional provisória elege o secretário-geral da EPLF, Issaias Afewerki, presidente do país. O apoio dos Estados Unidos e da Itália ao governo de transição garante investimentos na área de mineração. Em 1994, a EPLF muda o nome para Frente Popular pela Democracia e Justiça (PFDJ) e se torna o único partido político legal. Uma Constituição é adotada em 1997, mas as eleições não ocorrem. A entrada em ação do grupo fundamentalista Jihad Islâmica da Eritréia, até 1993 baseado no Sudão, provoca uma crise entre os dois países. Em 1994, Eritréia e Sudão assinam acordo para demarcar fronteiras e repatriar 350 mil refugiados eritreus.

Guerra com a Etiópia

As relações com a Etiópia começam a se deteriorar quando, em 1997, a Eritréia adota a própria moeda, o nakfa. Até então, usava o birr etíope. Principal parceiro comercial do país, a Etiópia escoava a maior parte da produção externa pelo porto eritreu de Assab e comprava mais de 60% das exportações da Eritréia. Em 1998, os dois países acusam-se de invasão territorial e entram em guerra. Após dois anos de conflito, um acordo de paz é assinado em dezembro de 2000. O fim das hostilidades deve-se, em grande parte, ao esgotamento econômico e militar da Eritréia. O esforço de guerra deixa o país semidestruído. Os prejuízos agravam-se com a decisão da Etiópia de exportar pelo Djibuti. O governo busca financiamento externo, com o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Fatos recentes

Em 2001, Afewerki demite ministros que haviam criticado a concentração de poder em suas mãos. Nos meses seguintes, o Exército ocupa a universidade e detém centenas de estudantes, acusados de desestabilizar o regime (dois deles morrem), e prende jornalistas e dissidentes. Os dissidentes formam, em 2002, o Partido da Frente Democrática pela Libertação do Povo Eritreu, mas o Parlamento proíbe a legalização de qualquer outro partido além da PFDJ.

Em 2003, as relações com a Etiópia pioram depois que esta se opõe à decisão da Comissão de Demarcação de Fronteiras das Nações Unidas de conceder a vila de Badme à Eritréia. A comissão havia sido aceita pelos dois lados, no acordo de paz em 2000. Em janeiro de 2004, a ONU lança um apelo por comida e ajuda humanitária à Eritréia, buscando totalizar 147 milhões de dólares para combater os efeitos devastadores para a agricultura da prolongada seca que assola o país. Em novembro, a Etiópia declara que aceita, "em princípio", a autoridade da comissão para delimitar a fronteira com a Eritréia.

Fonte: www.casadasafricas.org.br

Eritréia

A Eritréia situa-se na costa do mar Vermelho, no nordeste do continente africano, na região conhecida por Chifre da África. Seu território é predominantemente desértico, com temperatura superior a 40°C à tarde, na depressão de Danakil (130 m abaixo do nível do mar), a área mais quente e árida do país. Já nas montanhas - várias ultrapassam 2.000 m de altura -, o clima é bem mais ameno.

O turismo é promissor e um dos maiores atrativos é o arquipélago de corais Dahlak, rico em animais marinhos, hoje um parque nacional. Independente desde 1993, a Eritréia é uma das nações mais jovens da África. Os 30 anos da Guerra de Secessão com a Etiópia devastam o país e deixam cerca de 100 mil mortos. Com a pacificação, a prioridade é atrair investimento externo e reconstruir a economia, debilitada também por anos de seca.

Fatos Históricos

A dinastia Axum, da Etiópia, reina no território da Eritréia no século I. A partir do século VII entra em decadência e a região é dominada ora pelos árabes, ora por reis etíopes, até a chegada dos colonizadores italianos, no final do século XIX. Em 1890, a Itália unifica suas possessões na região em uma só colônia. Na II Guerra Mundial, em 1941, tropas britânicas ocupam o país, expulsando os italianos de todo o Chifre da África. O Reino Unido administra a região até 1952, quando a ONU aprova a união da Eritréia com a Etiópia em uma federação sob soberania da Coroa etíope. Mas o imperador etíope, Haile Selassie, não concede a prometida autonomia à Eritréia, frustrando as expectativas da população. Surgem, então, grupos guerrilheiros de libertação, comandados por líderes muçulmanos.

Guerra de libertação

A fundação da Frente de Libertação da Eritréia (ELF), em 1961, marca o início da rebelião armada contra a Etiópia. Em reação, Selassie suprime a federação em 1962, anexando a Eritréia como uma província etíope - medida que agrava o conflito. Incapaz de derrotar os separatistas eritreus, Selassie perde o poder na Etiópia em 1974. Mas a ELF se enfraquece em confrontos com uma nova organização surgida em 1970, a Frente Popular de Libertação da Eritréia (EPLF), de orientação marxista, à qual finalmente se integra em 1987.

Em maio de 1991, a guerrilha passa a controlar a totalidade do território eritreu. A libertação estimula a queda da ditadura de Mengistu Haile Mariam na Etiópia, no mês seguinte, pela Frente Revolucionária Democrática do Povo Etíope, apoiada e treinada pela EPLF. O novo governo etíope respeita o compromisso com os aliados eritreus e reconhece a independência da Eritréia.

Governo independente

A EPLF assume o poder em 1993 e estabelece um governo de transição de quatro anos, período previsto para elaborar a Constituição e preparar as eleições pluripartidárias no país. A Assembléia Nacional provisória (nomeada) elege o secretário geral da EPLF, Issaias Afwerki, para presidente da Eritréia. Em 1994, a EPLF muda seu nome para Frente Popular pela Democracia e Justiça (PFDJ) e permanece como o único partido legal. Uma Constituição é adotada em 1997, mas as eleições parlamentares, inicialmente prometidas para o mesmo ano, não haviam ocorrido até novembro de 1998. O apoio dos Estados Unidos e da Itália ao governo de transição eritreu garante investimentos na área de mineração e exploração petrolífera.

Conflitos internacionais

No plano externo, a incursão no Estado do grupo fundamentalista Jihad Islâmica da Eritréia (JIE), até 1993 baseado no Sudão, deteriora as relações entre os dois países. Em 1994, Eritréia e Sudão assinam acordo para demarcar fronteiras e repatriar os cerca de 350 mil refugiados eritreus que ainda estão no Sudão. Segundo a Eritréia, 127 mil já retornaram espontaneamente. A Eritréia entra em confronto também com o Iêmen ao ocupar Grande Hanish, a maior das três ilhas do mar Vermelho reivindicadas pelas duas nações. A ofensiva, realizada em 1995, é condenada pelos governos árabes. Em acordo selado em 1996, a Eritréia compromete-se a aceitar o veredicto de um tribunal internacional sobre a disputa. O mais recente embate externo, ocorrido em maio e junho de 1998, envolve sua tradicional aliada desde a independência, a Etiópia. As duas nações acusam-se mutuamente de invasão territorial e lançam ataques na região fronteiriça - inclusive aéreos - que matam dezenas de civis. Cerca de 2 mil estrangeiros deixam a Eritréia no auge das tensões.

Dados Gerais

Nome oficial: República da Eritréia
Capital: Asmará
Nacionalidade: eritréia
Idioma: inglês, árabe, tigrina, tigre, danaquil, saho, afar, edareb, cunama, nara, bilieno
Religião: cristianismo 50%, islamismo 50% (1993)
Moeda: nakfa
Cotação para 1 US$: 7,35 (jul./1998)

Geografia

Localização: leste da África
Características: planalto (NO); planície litorânea
Clima: árido tropical
Área: 121.143 km²
População: 3,5 milhões (1998)
Composição étnica: tigrinas 50%, tigres e cunamas 30%, afars 4%, sahos 3%, outros 13% (1996)
Cidades principais: Asmará (400.000), Assab (50.000), Keren (40.000), Massawa (40.000) (1992); Mendefera (14.800) (1989)

Governo

República presidencialista

Divisão administrativa: 6 regiões.
Chefe de Estado e de governo: Issaias Afwerki (desde 1991, eleito pela Assembléia Nacional em 1993).
Partido Político: Frente Popular pela Democracia e Justiça (PFDJ) (único legal).
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional provisória, com 150 membros (75 do PFDJ, 60 da Assembléia Constituinte e 15 representantes dos eritreus residentes fora do país) nomeados.
Constituição em vigor: 1997.

Economia

Agricultura: trigo (12 mil t), milho (10 mil t), milhete (37 mil), sorgo (80 mil t) (1997); cereal africano
Pecuária: bovinos (1,3 milhão), ovinos (1,5 milhão), caprinos (1,4 milhão), camelos (69 mil), aves (4,3 milhões) (1997)
Pesca: 3,8 mil t (1995)
Mineração: calcário (80 mil t), argila (81,6 mil t) (1996)
Indústria: calçados, alimentícia, bebidas, têxtil
Parceiros comerciais: Arábia Saudita, Itália, Etiópia, Sudão

Fonte: www.mulheresnegras.org

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