Planta aromática perene, de clima tropical da família Gramineae, conhecida popularmente como erva-cidreira, contém em suas folhas cerca de 0,3% de óleo essencial, cujo componente principal é o citral, com 70 a 80%. Na medicina popular, utiliza-se o chá das folhas como calmante. O citral é empregado em perfumaria e indústria de alimentos, e como matéria-prima para síntese de iononas, uma das quais, a beta-ionona, é ponto de partida para a síntese da vitamina A sintética.
As próprias espécies botânicas.
Época de plantio: setembro a dezembro (época chuvosa).
1,0 a 1,2 m x 0,5 a 0,6 m.
13.000 a 20.000/ha.
Cultura em nível. O capim-limão pode ser usado em faixas de retenção ou para consolidação de terraços.
Corrigir a acidez do solo elevando o índice de saturação por bases a 40%. Aplicar no plantio 10 kg/ha de N e, dependendo da análise de solo, 30 a 60 kg/ha de P2O5 e 30 a 60 kg/ha de K2O. Decorridos 30 dias do plantio, aplicar 60 kg/ha de N em cobertura. Repetir a aplicação de N e K2O após cada cone. Aproveitar a massa destilada e curtida para incorporá-la ao solo.
Controle de pragas e doenças: eventualmente, controle biológico das cigarrinhas das gramíneas. Têm sido reportado em algumas propriedades a ocorrência de plantas doenças com suspeita de infestação por Fusarium, embora ainda em pequenas áreas.
3 cortes/ano. A espécie C. flexuosus deverá ser colhida antes do florescimento. Quando cultivado com sistema de irrigação o número de cortes por ano aumenta sensivelmente, podendo ser feito a cada 40 dias nos meses mais quentes do ano.
80 a 120 kg/ha por ano de óleo essencial.
Leguminosas ou outra espécie não gramínea.
Renovar a cultura após 3 ou 4 anos.

Planta de Capim-limão (Cymbopogon citratus Stapf)

Planta de Capim-limão (Cymbopogon flexuosus Stapf)
Fonte: www.iac.sp.gov.br

ERVA-CIDREIRA
Melissa officinalis L.
Lamiaceae
Melissa
M. altíssima Sibth e Sm, M. cordifolia Pers; M. foliosa Opiz, M. graveolens Host, M. hirsuta Hornens, M. occidentalis Rafins, M. romana Mill
Rejuvenescedora, calmante, revitalizante, antidepressivo, antialérgico, carminativo, hipotensor, nervino, sudorífero, tônico geral, antiespasmódico, bálsamo cardíaco, antidisentérico, antivômitos.
Citronelol, geraniol, linalol, citral, neral, ácido fenol carboxílico, ácido citronélico, acetato geranílico cariofileno e taninos
Regular menstruação, cólicas, tem efeito tônico no útero e, às vezes, pode ajudar em casos de esterilidade, insônia nervosa, problemas gastrintestinais funcionais, herpes simplex, lava feridas, combate mau hálito, revigora em banhos.
Descrição
Melissa officinalis é o nome clássico que vem do fato de ter flores amarelas que atraem abelhas (melissa, em grego), mas é conhecida ainda como erva-cidreira.
Também é conhecida como lemon balm, abreviação de bálsamo e variação do hebraico Bal-Smin, chefe dos óleos.
Princípios ativos (continuação)
Suas folhas emitem um odor agradável, semelhante ao do limão, quando machucadas e elas contém, pelo menos, 0,05% de óleo volátil de evaporação média, composto por citronelol, geraniol, linalol (são álcoois), citral, neral (os três dão de 50 a 75% do óleo); e ainda ácido fenol carboxílico (4% do rosmarínico), ácido citronélico, acetato geranílico cariofileno e taninos.
O famoso óleo de melissa é obtido por destilação por vaporização de ervas colhidas no início da floração.
É considerada uma panacéia com propriedades rejuvenescedoras, tal a gama de suas ações. Paracelso a considerava "o elixir da vida". Parece ter efeito calmante e revitalizante sobre a mente.
É um calmante, antidepressivo, antialérgico (embora possa irritar peles sensíveis), digestivo, revigorante, carminativo, hipotensor, nervino, sudorífero, tônico geral, antiespasmódico, bálsamo cardíaco, antidisentérico, antivômitos.
Tem grande afinidade para o organismo feminino, onde, além de regular as menstruações, tranqüiliza e relaxa em casos de cólicas, tem efeito tônico no útero e, às vezes, pode ajudar em casos de esterilidade.
No único estudo experimental até agora realizado sobre possíveis efeitos sedativos, este óleo foi administrado de 3 a 100mg/kg e, embora alguns efeitos se conseguiram (Wagner e Sprinkmeyer, 1973) a ausência de respostas dependentes de dose sugere que os efeitos não foram específicos.
A Comissão Alemã, em 1984, citou a "insônia nervosa e problemas gastrintestinais funcionais" como curáveis com preparados de melissa.
May e Willuhn, em 1978, mostraram que as folhas tinham propriedades virostáticas potentes e Vogt et al., em 1991, fez um creme de folhas e aplicou em pacientes com herpes simplex e teve sucesso.
Externamente, lava feridas, combate mau hálito e revigora em banhos (Castro, 1985).
Recomendam-se doses de 1,5 a 4,5 g da droga vegetal (no caso folhas) seca; infuso ou decocto a 3% e toma-se de 50 a 200 cm3/dia; extrato fluido de 1 a 6 cm3/dia; ou xarope de 50 a 200ml/dia.
Repele insetos.
Embora seja antialérgica, pode irritar peles sensíveis.
Dr. Luis Carlos Leme Franco (Curitiba, PR), 2004.
Referências
FRANCO, L.C.L.; LEITE, R. C. Fitoterapia para a Mulher. Corpomente, Curitiba, 375p. 2004.
O livro abrange assuntos como amamentação,
miomas, leucorréia, esterilidade, distúrbios menstruais, climatério,
frigidez, mostrando as plantas que atuam nestas patologias.
Citação bibliográfica
CASTRO, J. L. Medicina vegetal. Europa-américa: [s.1.], 1981.
Fonte: www.ciagri.usp.br