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Ervilha

Ervilha

BOTÂNICA

FAMÍLIA: Leguminoseae
GÊNERO: Pisum
ESPÉCIE: Pisum sativum (L.)

A ervilha é uma planta originária do Continente Europeu e comum, também, em parte da Ásia. No Brasil, adaptou-se muito bem à região Sul e, posteriormente, às condições do cerrado, região na qual se adaptou bem.

A germinação ocorre em temperaturas que vão desde 5 até 25 ºC, com melhores resultados na faixa de 14 a 17 ou 18 ºC.

É uma cultura que requer pouca chuva e os melhores solos para seu plantio são os de aluvião ou os argilo-arenosos, férteis, com pH entre 5,9 e 6,8 e que apresentem uma boa aeração e que sejam drenados.

As ervilhas de campo eram classificadas como Pisum arvense, enquanto as de horta, Pisum sativum. Atualmente ambas recebem a classificação Pisum sativum.

Para fins de conserva, as ervilhas são de dois tipos: variedades precoces, as quais apresentam sementes lisas, e as tardias, as quais são doces, de sementes enrugadas quando secas, sendo mais saborosas, mas não tão produtivas quanto as primeiras.

Para fins de congelamento, as ervilhas devem obrigatoriamente ser de variedades precoces, já que o aspecto visual e sensorial é ainda mais explorado que em conservas de ervilha.

No Brasil as variedades mais produzidas são: Jurema, Flávia, Maria, Marina, Mikado, Triofin, Dileta.

Cultivo

CLIMA

Devido à sua origem européia e asiática, o cultivo da ervilha é, em princípio, indicado para climas temperados, mais frios que a média brasileira. Porém houve uma boa adaptação a algumas regiões do Brasil.

O cultivo de ervilha é propício em regiões temperadas, em maiores altitudes e em regiões tropicais.

Germinação a partir de 4°C. A temperatura ideal é de 13° a 18°C.

Apesar de as ervilhas “gostarem” do frio, a produção pode ser prejudicada por geadas no florescimento e formação de vagens (grãos moles, aquosos), devendo, desta forma, serem evitadas regiões mais sujeitas a este evento.

O maior problema de déficit hídrico ocorre do início da floração até a maturação fisiológica. Na pré floração tem tolerância a stress hídrico. No geral, porém, é uma cultura que requer pouca água. A irrigação pode ser recomendade, portanto, nas fases iniciais do cultivo, com pequena quantidade de água. Nas fases posteriores, a irrigação deve ocorrer raramente.

Na região Sul, o plantio é feito em julho, devido às baixas temperaturas. Já na região dos cerrados, em abril, logo após o término das chuvas.

SOLO E ADUBAÇÂO

É necessário uniformidade do solo em relação à acidez e fertilidade, para haver maturação uniforme. Os melhores solos para seu plantio são os de aluvião ou os argilo-arenosos, férteis, com pH entre 5,9 e 6,8, que apresentem uma boa aeração e sejam drenados.

Melhor utilizar calcário dolomitico, e a cultura responde bem à aplicação de fósforo, porém é sensível a altas concentrações de adubo devendo-se depositá-lo a 5 cm da semente.

A planta fixa nitrogênio do ar em associação com bactérias do gênero Rhizobium. Pelas pesquisas do CNPH e CPAC foram identificadas duas estirpes de Rhizobium leguminosarum - CPAC 5 e CPAC 6 – com eficiência na fixação de nitrogênio.

Em lavouras em que é feito 1° plantio, utilizar 625 g de inoculante em 0,5 litro de solução – 250 g de açúcar em 1 litro de água – para 50 kg de sementes. Plantar imediatamente após a inoculação.

Cobalto e molibdênio são elementos de grande importância para a fixação de nitrogênio (pode-se aplicar 105 g de COFERMOL para sementes para 1 há).

A cultura exige solos bem estruturados e drenados. Além disso é recomendado rotação de culturas - plantio a cada 3 a 4 anos.

Altas temperaturas e precipitações pluviométricas causam doenças.

Quando existe deficiência de fósforo, a fertilização permite adiantar a colheita alguns dias, além de diminuir a incidência de algumas enfermidades e melhorar a qualidade.

Colheita

A colheita é feita quando os grãos atingirem 13 a 14% de umidade. Pode haver perda de grãos nas horas mais quentes do dia, quando as plantas estão mais secas. Por isso é preferencial colher de manhã cedo e mais à tarde.

Pode ocorrer acamamento e necessidade de adaptações na colheitadeira. Também é recomendado uso de disco de corte na lateral da plataforma para evitar embuchamento de plantas. A velocidade de embuchamento da colheitadeira é de 2,5 km/h.

Grãos armazenados devem ser tratados com inseticidas.

No caso da utilização para produção de ervilhas congeladas, o processamento industrial deve se dar imediatamente após a colheita, para preservar melhor as características originais da ervilha, garantindo maior qualidade ao produto final.

Ervilha Congelada

A ervilha congelada é um produto relativamente novo no mercado brasileiro. Frequentemente vendida em embalagens de 500 g. Grande parte do produto vendido no mercado nacional é importada e apenas reembalada por empresas nacionais.

A crença popular prega que vegetais frescos são sempre mais saudáveis e mais nutritivos se comparados à vegetais processados, pois o processamento produziria perdas de nutrientes. Na verdade, alguns métodos, como o congelamento, podem preservar os níveis nutricionais no alimento.

Para fim de congelamento, espécies de ervilhas que detêm uma coloração mais intensa e textura uniforme, são consideradas as mais adequadas, resultando um produto com bom atrativo visual.

Estudos mostram que a concentração de vitaminas em vegetais in natura, mantidos à temperatura ambiente, é menor que a de vegetais congelados logo após a colheita. O congelamento rápido é muito importante para a qualidade nutricional do produto, pois as perdas de algumas vitaminas podem chegar a até 50% nos primeiros 7 dias pós-colheita.

A ervilha congelada tem como grande vantagem a manutenção das propriedades nutricionais e de cor da ervilha in natura, bem como o aumento de sua vida de prateleira.

O processo de congelamento da ervilha tem grande influência na apresentação final do produto.

As ervilhas congeladas em leito fluidizado apresentam grãos soltos na embalagem, o que é uma característica desejável, porém, é um processo mais caro que os demais.

Outros processos como por exemplo o de congelamento estático em câmaras frias, apesar de mais baratos, formam aglomerados de grãos dentro da embalagem, o que não é uma característica desejável.

A tabela de informações nutricionais da ervilha congelada é basicamente igual ao da ervilha in natura, já que o processo de congelamento apenas mantém as características da ervilha e não promove alterações da matéria prima.

Quantidade média em: Porção de 60g Percentual do valor diário
Valor calórico 36Kcal 1%
Proteínas 2,4g 5%
Gorduras 0g 0%
Gordura saturada 0g 0%
Colesterol 0mg 0%
Carboidrato 6,6g 2%
Fibra alimentar 3g 10%
Cálcio 12mg 2%
Ferro 1mg 9%
Sódio 6mg 0%

Doenças

PODRIDÃO DO COLO

R. solani, F. solani, Cylindrocladium clavatum. O ataque ocorre do plantio até 40 a 50 dias após, quando as plantas tornam-se resistentes.

CONTROLE

Rotação de culturas e tratamento de sementes.

OÍDIO

Causado por Erysiphe pisi (Oidium sp). Ataca principalmente após a floração da ervilha.

CONTROLE

Cultivares resistentes e pulverizações com fungicidas à base de enxofre.

ASCOQUITOSE

É favorecida pelo excesso de chuva. A doença se caracteriza por pequenas lesões foliares apresentando bordos escuros e com a parte central mais clara.

CONTROLE

Rotação de culturas por 3 a 4 anos, e uso de sementes sadias.

VIROSES

Cuidado com importação de sementes.

Mycosphaerella pinodes

Causada por fungo, e favorecida em verões chuvosos e frescos.

Fonte: www.ufrgs.br

Ervilha

Ervilha

ERVILHA Pisum sativum

Partes usadas

Grãos

Família

Fabaceae

Características

Trepadeira leguminosa de folhas compostas terminadas em gravinhas, originária da Ásia Ocidental,e, forma uma proteína completa quando combinadas com grãos. Suas flores são gâmicas, hermafroditas, de caracteres bem distintos, de ciclo de vida curto e de fácil cultivo. Existem mais de duzentas variedades.

Dicas de Cultivo

Prefere terrenos sílico-argilosos arejados, férteis, permeáveis e com fraca acidez.

Princípio ativo

Vitaminas A e C, tiamina, riboflavina e potássio. É rica em pectina e outras fibras.

Propriedades

Vitaminizante, mineralizante, energética, nutritiva e tônica.

Indicações

Utilizada para combater a desnutrição, cozida como alimento.

Fonte: www.cantoverde.org

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