Parasitose da pele causada por um ácaro (Sarcoptes sacabiei) cuja penetração deixa lesões em forma de vesículas, pápulas ou pequenos sulcos, nos quais ele deposita seus ovos. As áreas preferenciais da pele onde se visualizam essas lesões são: regiões interdigitais, punhos (face anterior), axilas (pregas anteriores), região peri-umbilical, sulco interglúteo, órgãos genitais externos nos homens. Em crianças e idosos, podem também ocorrer no couro cabeludo, nas palmas e plantas. O prurido é intenso e, caracteristicamente, maior durante a noite, por ser o período de reprodução e deposição de ovos. È também conhecida como sarna.
Durante todo o período de doença. São necessários, geralmente, dois ciclos de tratamento, com intervalo de uma semana. Contato direto com doentes, roupa de camade doente, relações sexuais. O ácaro pode perfurar e penetrar na pele em,aproximadamente, 2,5 minutos. Os doentes com sarna norueguesa são altamente infectantes, possuindo grande quantidade do ácaro nas escamas da pele.
Infecções secundárias pela “coçadura”, que, quando causada pelo streptococo ß hemolítico, pode levar à glomerulonefrite. Em pacientes imunocomprometidos, há risco de se estender como uma dermatite generalizada, com intensa descamação. Essa forma também pode ocorrer em idosos, nos quais o prurido é menor ou não existe. A forma intensamente generalizada é denominada de sarna norueguesa.
Permetrim a 5%, creme, uma aplicação à noite, por 6 noites, ou deltametrina, em loções e xampus, uso diário por 7 a 10 dias. Enxofre diluído em petrolatum deve ser usado em mulheres grávidas. Pode-se usar anti-histamínicos sedantes (dexclorfeniramina, prometazina), para alívio do prurido.
Tratamento do doente: lavar as roupas de banho e de cama com água quente (pelo menos a 55°C); lavar com água quente todos os fômites dos pacientes com sarna norueguesa; buscar casos na família ou nos residentes do mesmo domicílio do doente e tratá-los o mais breve possível. A escabiose, raramente, vem como caso isolado, por esse motivo tratar as pessoas que tiveram contato cutâneo com o doente.
Isolamento: deve-se afastar o indivíduo da escola ou trabalho até 24 horas após o término do tratamento. Em caso de paciente hospitalizado, recomenda-se o isolamento a fim de evitar surtos em enfermarias, tanto para outros doentes, quanto para profissionais de saúde, especialmente em se tratando da sarna norueguesa. O isolamento deve perdurar por 24/48 horas, após o início do tratamento.
Fonte: www.cefetsp.br
Doença contagiosa da pele causada por um ácaro, o Sarcoptes scabiei, cuja penetração na pele é visível sob a forma de pápulas ou vesículas, ou de sulcos onde depositas os seus ovos. Esta doença é conhecida popularmente pelo nome de sarna.
As lesões causadas por estes parasitos localizam-se de preferência nas regiões interdigitais, nos punhos, nos cotovelos, nas axilas, nos tornozelos e nos pés, podendo estender-se às virilhas, nádegas, órgãos genitais, seios etc. A cabeça geralmente poupada, bem como o pescoço e o dorso.
O Brasil é um dos países mais envolvidos com esta endemia.
O homem é o reservatório do Sarcoptes scabiei.
A transmissão do parasita faz-se pelo contato direto de pessoas sadias e portadores da doença. Esta dermatose, se transmite, cm freqüência, durante as relações sexuais.O período de incubação ocorre de 2 a 6 semanas antes do início do prurido nas pessoas sem exposição prévia. Pessoas que foram anteriormente infestadas desenvolvem sintomas em uma semana.
O período de incubação ocorre de 2 a 6 semanas antes do início do prurido nas pessoas sem exposição prévia. Pessoas que foram anteriormente infestadas desenvolvem sintomas em uma semana.
O período de transmissão da doença ocorre até que os ácaros e seus ovos tenham sido destruídos por tratamento específico. As pessoas imunodeprimidas são suscetíveis à super-infestação, presume-se haver algum tipo de resistência ao tratamento.
Fonte: www.cpqrr.fiocruz.br