Sarcoptes scabiei.
O homem.
Contato direto com doentes, roupa de cama de doente, relações sexuais. O ácaro pode perfurar e penetrar na pele em, aproximadamente, 2,5 minutos. Os doentes com sarna norueguesa são altamente infectantes, possuindo grande quantidade do ácaro nas escamas da pele.
De 1 dia a 6 semanas.
Durante todo o período de doença. São necessários, geralmente, dois ciclos de tratamento, com intervalo de uma semana.
Infecções secundárias pela coçadura, que, quando causada pelo streptococo ß hemolítico, pode levar à glomerulonefrite.
Em pacientes imunocomprometidos, há risco de se estender como uma dermatite generalizada, com intensa descamação. Essa forma também pode ocorrer em idosos, nos quais o prurido é menor ou não existe. A forma intensamente generalizada é denominada de sarna norueguesa.
Descrição
Parasitose da pele causada por um ácaro cuja penetração deixa lesões em forma de vesículas, pápulas ou pequenos sulcos, nos quais ele deposita seus ovos.
As áreas preferenciais da pele onde se visualizam essas lesões são: regiões interdigitais, punhos (face anterior), axilas (pregas anteriores), região peri-umbilical, sulco interglúteo, órgãos genitais externos nos homens. Em crianças e idosos, podem também ocorrer no couro cabeludo, nas palmas e plantas.
O prurido é intenso e, caracteristicamente, maior durante a noite, por ser o período de reprodução e deposição de ovos.
Sarna
Ocorre em qualquer lugar do mundo e está vinculada a hábitos de higiene. É freqüente em guerras e em aglomerados. Doenças Infecciosas e Parasitárias populacionais. Geralmente, ocorre sob a forma de surtos em comunidades fechadas ou em grupos familiares.
Objetivo - Manter a doença sob controle, evitando surtos.
Notificação - Não é doença de notificação compulsória.
Tratamento do doente: lavar as roupas de banho e de cama com água quente (pelo menos a 55°C); lavar com água quente todos os fômites dos pacientes com sarna norueguesa; buscar casos na família ou nos residentes do mesmo domicílio do doente e tratá-los o mais breve possível. A escabiose, raramente, vem como caso isolado, por esse motivo tratar as pessoas que tiveram contato cutâneo com o doente.
Isolamento: deve-se afastar o indivíduo da escola ou trabalho até 24 horas após o término do tratamento. Em caso de paciente hospitalizado, recomenda-se o isolamento a fim de evitar surtos em enfermarias, tanto para outros doentes, quanto para profissionais de saúde, especialmente em se tratando da sarna norueguesa. O isolamento deve perdurar por 24/48 horas, após o início do tratamento.
Fonte: www.pgr.mpf.gov.br
A escabiose (ou sarna) é causada por um ácaro parasita, transmitida de uma pessoa a outra pelo contato direto.
A sarna acomete qualquer pessoa, independentemente de raça, idade ou hábitos de higiene pessoal. A doença é caracterizada por uma coceira intensa, principalmente à noite, na região do umbigo, axilas ou entre os dedos das mãos.
A sarna forma pequenas crostas nas áreas mais quentes do corpo: entre os dedos, atrás dos joelhos, atrás dos cotovelos, nádegas, virilhas, umbigo e mamas. Nas crianças, acomete todo o corpo inclusive as palmas das mãos, as plantas dos pés e o couro cabeludo.
Todas as pessoas que moram na mesma casa do portador da sarna devem ser tratadas ao mesmo tempo, com medicamentos de uso local ou oral dependendo da orientação do dermatologista. As roupas devem ser trocadas e lavadas diariamente.
O contágio normalmente ocorre através de contato direto com o doente (inclusive relação sexual) ou contato indireto com vestimentas ou roupas de cama usados por ele/ela.
Após um período de incubação de cerca de 3 semanas, uma erupção pruriginosa aparece nos dedos das mãos, punhos, mamilos, axilas, genitália, área periumbilical e nádegas. Ela é caracterizada por pápulas ("bolinhas") e lesões em túnel (lineares) de trajeto sinuoso, às vezes pouco visíveis. Além disso encontramos também escoriações (causadas pelo ato de coçar), infecções secundárias e nódulos na bolsa escrotal ou no órgão genital masculino. Em crianças, as lesões localizam-se também no couro cabeludo, palmas das mãos e plantas dos pés.
Baseado na história de prurido noturno e nas lesões encontradas nas áreas sugestivas, qualquer dermatologista é capaz de fazer o diagnóstico clínico, que pode ser facilmente confirmado com um exame direto do material raspado da pele do doente e examinado ao microscópio.
Existem vários medicamentos de uso tópico que podem ser utilizados no tratamento da escabiose. São soluções escabicidas que normalmente devem ser diluídas e aplicadas à noite, no corpo todo do indivíduo, por alguns dias. Não há necessidade de ferver roupas de cama ou pessoais, pois o ácaro não sobrevive por muito tempo fora do hospedeiro.
Existe também a possibilidade de tratamento com medicação oral que deverá ser prescrita pelo seu médico.
Os sabonetes escabicidas não costumam ser eficazes e produzem, em diversos casos, reações alérgicas que pioram o caso.
Todas as pessoas que residem na casa do doente devem ser examinadas ou mesmo tratadas, às vezes com doses menores da medicação.
Gestantes e lactentes não devem utilizar os mesmos medicamentos que as outras pessoas acometidas por esta zoonose.
Fonte: www.sbd.org.br