A escarlatina é uma doença infecciosa, provocada pela bactéria
estreptococo beta hemolítico do grupo A. As toxinas libertadas pela bactéria
desencadeiam uma reacção (erupção) na pele.
Esta bactéria também é causadora de infecções de garganta como a faringite,
e da pele como a erisipela e o impetigo, pelo que pode estar na origem de
diferentes doenças na mesma pessoa. A escarlatina pode surgir 2 dias após
uma faringite, devido a ser a mesma bactéria a causar as duas doenças.

Febre
Dor de garganta e corpo
Pele com erupção típica (pontos vermelhos), áspera ao toque
Inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço
Língua esbranquiçada, ficando depois ao seu redor com a cor e aspecto esterno de uma framboesa
Cor branca na região à volta dos lábios
Falta de apetite
Prurido (comichão)
Raramente vómitos e dor de barriga
Na fase final da doença a pele fica descamativa.
A erupção surge normalmente no pescoço e tronco, espalhando-se para a face
e membros. Desaparece por volta do 6º dia, altura em que há descamação da
pele, que pode levar semanas.
Em geral, atinge as crianças em idade escolar e transmite-se facilmente através
da saliva ou das secreções ao tossir e espirrar. Também é transmitida pelo
contato com objetos e roupas contaminadas. As crianças têm que ficar em casa
devido ao seu mau estar e contágio aos outros. Podem retornar 48 horas após
iniciar o antibiótico, se os sintomas desaparecerem.
Após o contato com uma pessoa doente, os primeiros sintomas (período de incubação)
surgem entre o 2º e o 4º dia.
Apesar de ser uma doença benigna, podem surgir complicações devido à bactéria
se espalhar por outros lugares do organismo originando otite (infecção no
ouvido), meningite, febre reumática e glomerulonefrite (infecção nos rins)
e insuficiência renal.
O médico pode fazer o diagnóstico através do exame físico do doente, ao observar
as características das manchas da pele, infecção da garganta, presença de
febre, e restantes sinais e sintomas.
O médico pode optar por pedir uma biópsia das manchas, colheita de secreções
nasais (zaragatoa) para fazer um esfregaço ou análises ao sangue, para identificar
a bactéria e confirmar o diagnóstico.
Pode haver crianças com a bactéria no nariz e garganta, sem sintomas da doença.
São os chamados portadores sãos, que transmitem a doença entre as crianças.
Se numa escola surgirem vários casos, deve-se fazer zaragatoa nasal para identificar
e tratar os portadores sãos.
O médico pode pedir zaragatoa aos familiares que habitam com a criança para
verificar se algum é portador são.
Geralmente são usados antibióticos, como por exemplo a penicilina, para combater
este tipo de bactéria, de forma a evitar complicações durante e após a doença.
Aos doentes alérgicos à penicilina, o médico pode prescrever outros, como
a eritromicina.
O médico pode considerar passar um tratamento para o prurido.
Estes doentes podem tomar banho diário, mas devem secar muito bem toda a pele
e aplicar óleo hidratante.
Devido à dor de garganta, a criança pode tolerar melhor os líquidos e alimentos
macios.
Se os sintomas não melhorarem ao fim de 48 horas, ou se surgirem novos sintomas,
deve ser consultado de imediato o médico.
Os objetos de uso pessoal devem ser desinfectados enquanto permanecerem os
principais sintomas.
Esta doença não tem vacina, mas é curável através dos antibióticos.
Fonte: www.conhecersaude.com
Introdução clínica e epidemiológica
Esta doença é devida a infecção por um estreptococo ß-hemolítico do Grupo A (Streptococcus pyogenes) e o seu quadro clínico habitual é constituído pelos sinais e sintomas da faringo-amigdalite estreptocócica, enantema, língua de morango e exantema punctiforme.
Este eritema pode invadir o pescoço, peito, pregas axilares, cotovelos, verilhas e face interna das coxas, poupando a face, palma das mãos e planta dos pés.
O homem (doente ou portador) é o único reservatório do agente etiológico. O tempo médio de incubação é 2 dias (variação: 1-6 dias).
A transmissão ocorre por via aérea (gotículas de expectoração), através do contato direto contínuo com doentes ou, mais raramente, através de contato indireto (objetos e alimentos contaminados).
O controlo dos indivíduos infectados inclui antibioterapia (penicilina/eritromicina), isolamento com desinfecção concorrente (secreções/excreções e fómites) e evicção escolar.
Para o controlo dos contatos que manipulam alimentos, ou que têm antecedentes de febre reumática ou síndrome de choque tóxico por estreptococo, deve instituir-se um regime quimioprofilático (penicilina/eritromicina).
Critérios laboratoriais de diagnóstico
Cultura-isolamento do agente etiológico, ou
Detecção antigénica.
Fonte: www.saudepublica.web.pt