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Escócia

A Escócia, com uma população de cerca de 5 milhões de pessoas, abrange uma área de mais de 78.000 km2, incluindo 790 ilhas, 6.000 lagos e 600 rios. É uma das quatro nações que compõem a Grã Bretanha (as outras três são Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte), e tem duas línguas nacionais: o inglês e o gaélico.

Escócia

Durante a sua longa existência, a Escócia foi invadida, saqueada e ocupada por uma série de culturas e sociedades, incluindo os celtas, os romanos, os escoceses, os pictos e os vikings. O nome "Escócia" deriva de Scoti, tribo celta que migrou da Irlanda para a Escócia nos séculos V e VI e que, com o tempo, se fundiu com tribos de pictos por meio de conquistas e casamentos, formando assim o núcleo da nação escocesa.

O Vale Midland da Escócia representava a parte mais ao norte da Conquista Romana da Grã Bretanha, realizada após 79 D.C. Vestígios da ocupação romana permanecem até hoje, como a Muralha de Antonino e a Muralha de Adriano. Esta última foi construída pelos romanos quando batiam em retirada, fugindo dos ataques persistentes dos pictos.

A história da Escócia se tornou famosa através do interesse internacional suscitado pela longa disputa entre essas duas nações fronteiriças, Escócia e Inglaterra. Heróis como William Wallace e Robert the Bruce lutaram contra Eduardo I e depois seu filho Eduardo II, nas Guerras de Independência. Hoje em dia esses famosos escoceses se tornaram ideais contemporâneos, representando a longa luta pela libertação de sua pátria.

A Inglaterra e a Escócia ficaram unidas sob um único mandatário com a União das Coroas de 1603, pela qual o rei James VI da Escócia se tornou o rei James I da Inglaterra, embora os dois reinos continuassem a ser tratados como dois países separados. No dia 28 de abril de 1707 o "Act of Union" dissolveu formalmente o Parlamento Escocês e deu aos escoceses representação em Westminster. Em 1997 foi feito um plebiscito na Escócia que instituiu um Parlamento escocês com "poderes de diferenciação em relação aos impostos". Em conseqüência, em 1999 foi eleito um novo Parlamento Escocês. Foi a primeira vez em que a Escócia teve o seu próprio Parlamento em 300 anos.

A Revolução Industrial dos séculos 18 e 19 transformou a Escócia, antes um país rural, de economia agrícola, num país capitalista, com descobertas científicas e inovações. Homens como James Watt, Henry Bell e Joseph Black desafiaram antigas teorias e revolucionaram a produção industrial, impulsionando a Escócia para uma era moderna e tecnológica. Desde então os estaleiros e a indústria petrolífera vem seguindo esta tendência. Hoje em dia a Escócia desempenha um papel importante na produção das principais exportações da Grã Bretanha, que incluem produtos eletrônicos, químicos, maquinarias de todos os tipos, indústrias metalúrgicas, têxteis e, é claro, uísque!

Cultura Escocesa

Escócia

A Escócia possui grande diversidade cultural e muitos atores, escritores e artistas. Atores como Sean Connery e Ewan MacGregor se tornaram grandes estrelas do cinema, merecendo aclamação internacional e tornando-se embaixadores do seu país e da indústria cinematográfica escocesa. A produção teatral está em alta, tendo à frente as companhias Traverse, de Edimburgo, e a Arches, de Glasgow.

Músicos populares como Rod Stewart, Travis, Texas, Belle e Sebastian e a nova Mull Historical Society mantém a Escócia na vanguarda da indústria musical. Ao seu lado há músicos mais tradicionais de igual talento, como o "fiddler" (violinista) Aly Bain, o acordeonista Phil Cunningham, o conhecido jazzista Tommy Smith e a compositora Sally Beamish.

Desde Charles Rennie Mackintosh até artistas contemporâneos como Jaqueline Donachie, Roderick Buchanan, Lyn L-wenstein e Julie Roberts, a arte e o design da Escócia, sempre diferenciados e por vezes arrojados, exercem atração especial.

Com uma tradição literária que conta com importantes escritores como Sir Walter Scott e Robert Burns, a Escócia continua a produzir e fomentar os talentos literários do país. Ian Rankin, Irvine Welsh, Janice Galloway e John Burnside são apenas alguns dos autores escoceses que figuram nas listas de best-sellers do mundo todo.

A comida escocesa não se resume mais aos tradicionais haggis, neeps and tatties, fry-ups e steaks tipo Aberdeen Angus. Há toda uma variedade de sabores e aromas exóticos provindos de diversas origens étnicas. Pode-se encontrar todos os sabores do mundo em cidades como Glasgow ou Edimburgo, desde a comida indiana até a grega, da italiana até a mongol. Basta escolher o que mais desperta seu paladar. A diversidade da cozinha escocesa é explorada por grandes chefs como Nick Nairn e Gordon Ramsay.

A tradicional fabricação de uísque está profundamente enraizada na cultura escocesa, datando da época dos antigos celtas, por volta de 800 a.C. O clima úmido da Escócia oferece as condições ideais para o plantio de cereais como cevada e centeio, mais tarde destilados para elaborar o uísque. Visto como um presente dos deuses, os celtas chamavam o uísque de "uisge beatha" - água da vida. Hoje a Escócia tem a maior concentração mundial de destilarias de uísque maltado. Muitas delas oferecem visitas guiadas.

No mundo dos esportes há muitos heróis escoceses. O piloto de Fórmula 1 David Coulthard, o golfista Colin Montgomory, o jogador de sinuca Stephen Hendry e o diretor do time de futebol Manchester United, Sir Alex Ferguson, são celebridades internacionais. Além do mais, dois famosos futebolistas suecos residem na Escócia, os craques Henrik Larsson e Johan Mjällby, do Celtic.

Fonte: www.sescsp.com.br

Escócia

A história da Escócia encontra-se a partir do século XVI sob o signo da Reforma Protestante. A face da Escócia irá mudar completamente pela mão de Calvinistas como John Knox. Apesar das perseguições que lhe foram movidas, John Knox é a figura carismática que está na base da Kirk, a igreja presbiteriana escocesa. Na linha do Calvinismo, a igreja presbiteriana pretende erradicar a influência da igreja católica na Escócia. Recusa a idolatria de santos, relíquias e de figuras ornamentais.

Acabou com determinadas formas de divertimento colectivo tais como o Carnaval ou as celebrações de Maio. É imposta uma estrita proibição do trabalho ao domingo, quase tão rigorosa como a dos judeus ortodoxos no Shabbat - pessoas podiam ser presas por depenar uma galinha ao domingo. Os jogos de cartas foram banidos. A igreja presbiteriana escocesa professa o comportamento purista (ou puritano) de todos segundo a moral cristã e seus valores. Fornicação é punida severamente, mesmo com o exílio. Adultério é punido com a morte.

O paradoxo da história da Escócia é que este fundamentalismo religioso dos séculos XVI e XVII, que instauraram aquilo que foi quase uma teocracia, é também o fundamento para o desenvolvimento do iluminismo escocês, a tolerância religiosa, o capitalismo, numa palavra, a modernidade.

Este paradoxo fica bem patente nos acontecimentos do ano de 1696, que se pode dizer que foi um ano de transição entre o predomínio do fundamentalismo religioso para o sistema de social que consideramos hoje moderno.

A Escócia, com uma população de cerca de 5 milhões de pessoas, abrange uma área de mais de 78.000 km2, incluindo 790 ilhas, 6.000 lagos e 600 rios. É uma das quatro nações que compõem a Grã Bretanha (as outras três são Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte), e tem duas línguas nacionais: o inglês e o gaélico.

Durante a sua longa existência, a Escócia foi invadida, saqueada e ocupada por uma série de culturas e sociedades, incluindo os celtas, os romanos, os escoceses, os Pictos e os vikings. O nome "Escócia" deriva de Scoti, tribo celta que migrou da Irlanda para a Escócia nos séculos V e VI e que, com o tempo, se fundiu com tribos de Pictos por meio de conquistas e casamentos, formando assim o núcleo da nação escocesa.

O Vale Midland da Escócia representava a parte mais ao norte da Conquista Romana da Grã Bretanha, realizada após 79 D.C. Vestígios da ocupação romana permanecem até hoje, como a Muralha de Antonino e a Muralha de Adriano. Esta última foi construída pelos romanos quando batiam em retirada, fugindo dos ataques persistentes dos pictos.

Fonte: tripod.com

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