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Escorpiões

 

 

Escorpiões são animais importantes no equilíbrio ecológico. Alimentam-se de aracnídeos e insetos, inclusive aqueles que prejudicam o homem.

Escorpiões

Os escorpiões só causam acidentes quando provocados.

Apesar da importância, um número muito grande de escorpiões acaba sendo prejudicial.

O lixo e o entulho da cidade estão criando condições para um aumento excessivo desses seres.

Saiba mais sobre os hábitos dos escorpiões, que riscos oferecem e como evitá-los.

Onde vivem, o que comem

Escorpiões gostam de lugares escuros, estreitos, úmidos e escuros. Lixo, entulho, pilhas de madeira, depósitos de garrafas, pilhas de jornal, material de construção, terrenos baldios, sujeira, criam um ambiente perfeito para os escorpiões.

Comem baratas, cupins, grilos, gafanhotos e aranhas. Não sobrevivem sem água.

Como acontecem os acidentes

Escorpiões são ativos à noite. Durante o dia permanecem imóveis, escondidos em lugares escuros.

As picadas são quase sempre acidentais e ocorrem quando as pessoas mexem nos materiais onde os escorpiões estão escondidos.

É comum serem confundidos com o ambiente, ou parecerem mortos. Não mexa em um escorpião, mesmo que ele pareça morto.

A picada de um escorpião é doída. Qualquer pessoa que levar uma picada deve procurar um pronto-socorro. Se possível, leve junto o escorpião.

Para diminuir o risco de um acidente, é muito importante acabar com os “criadouros”. Veja a seguir coisas simples que você pode fazer para ajudar na solução dos problemas com os escorpiões.

Para manter os escorpiões longe

Conserve quintal, jardim, garagem e porão livres de entulho, folhas secas ou lixo.
Nunca deixe lixo ou coisas velhas acumuladas em volta da casa.
Procure sacudir roupas, toalhas e calçados antes de usar.
Material de construção, madeiras, garrafas, devem ser empilhados longe do chão, da parede e do teto, em local bem arejado.
Feche buracos, vãos e frestas das paredes, chão ou móveis, de dentro e de fora da casa. Vede soleiras de portas.
Ponha telas nos ralos do chão, pias e tanques.Se suas portas não são vedadas, ao anoitecer, feche os vãos das portas que dão para a rua e para o quintal.
O lixo deve ser fechado em sacos, para evitar baratas e outros insetos que poderiam atrair o interesse dos escorpiões. Coloque os sacos na rua apenas 1 hora antes do lixeiro passar.
Procure sacudir roupas, toalhas e calçados antes de usar.
Limpe cuidadosamente com vassoura de piaçava armários (por dentro e por fora), paredes, pisos, móveis, estrados de cama, cortinas, etc.
Use luvas grossas ao trabalhar com materiais de construção.
Material de construção, madeiras, garrafas, devem ser empilhados longe do chão, da parede e do teto, em local bem arejado.
Evite ter plantas ornamentais densas, arbustos e trepadeiras junto a paredes e muros da sua casa.
Fique atento aos terrenos vizinhos a sua casa, terrenos baldios são um convite para escorpiões e baratas.
Na área rural, tome cuidado com barrancos, cupinzeiros e troncos de árvore abandonados.

Importante

Inspecione todo material que chega, principalmente material de construção. Proteja-se usando calçados fechados ou botas de borracha, luvas, camisas de manga longa abotoadas. Utilize sempre um instrumento como enxada ou vassoura.

Escorpiões
Escorpiões

O escorpião carrega o veneno em duas glândulas localizadas em um segmento extra de sua cauda anterior ao ferrão que é o órgão responsável por perfurar e inocular o veneno na vítima. O veneno contido nestas glândulas é liberado parcialmente no processo de caça dos escorpiões, visando a imobilização da presa, porém em caso de defesa ocorre a inoculação total do veneno.

Os apêndices dianteiros, conhecidos vulgarmente como pinças, são utilizados pelos escorpiões durante a caça, prendendo e até partindo sua presa. São carnívoros e em determinadas situações ocorre o canibalismo. Possuem hábito noturno e a visão pouco desenvolvida. Orientam-se pela vibração do ar e do solo e, pela pouca acuidade visual, localizam suas presas pelo tato.

Curiosamente os escorpiões não colocam ovos, ocorrendo a reprodução através de uma gestação entre 2 a 3 meses e posterior parto, quando os filhotes são expelidos pela fenda genital e logo sobem ao corpo da mãe permanecendo por uma ou duas semanas neste local. O número de descendentes por fêmea varia conforme a espécie.

Comumente encontramos escorpiões sob pedras e entulhos, dormentes de ferrovias, em bromélias localizadas em árvores ou no solo, em porões de residências, cemitérios (devido a presença de baratas), sob assoalhos de madeira e próximo a córregos..

Atualmente são conhecidas cerca de 1.400 espécies de escorpiões distribuídas pelo mundo com exceção da Antártida. Estes aracnídeos não são exclusivos das regiões de clima tropical e subtropical podendo ser encontrados nos Alpes suiços, planícies canadenses, floresta amazônica, Europa, Ásia, Oceania e demais regiões. No Brasil as espécies mais importantes em Saúde Pública pertencem ao gênero Tityus, destacando-se as espécies Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e Tityus bahiensis (escorpião preto). Encontramos também outras espécies com distribuição geográfica descrita no quadro abaixo.

Espécie

Distribuição Geográfica

Tityus serrulatus

MG, ES, BA, RJ, SP, PR, GO, MS

Tityus bahiensis

MG, SP, PR, SC

Tityus stigmurus

Nordeste

Tityus metuendus

Norte

Tityus costatus

MT, MS, MG, RJ, SP, PR, SC, RS

Fonte: www.saudelimeira.sp.gov.br

Escorpiões

ORDEM SCORPIONES ( SCORPIONIDA )

DESCRIÇÃO GERAL

Os escorpiões são os mais antigos artrópodos terrestres conhecidos e podem ter sido os primeiros membros deste filo a conquistarem a terra. Os primeiros escorpiões eram aquáticos, possuíam brânquias e não tinham garras. As cerca de 1500 espécies descritas atualmente são mais abundantes em zonas tropicais e subtropicais. Os escorpiões são aracnídeos grandes, a maioria variando de 3 a 9 cm de comprimento. A menor espécie é Typhlochactas mitchelli , de apenas 9 mm de comprimento, e a maior é o africano Hadogenes troglodytes , que atinge 21cm de comprimento. Entretanto, fósseis indicam que os escorpiões chagaram a medir mais de 80 cm.

Os escorpiões são geralmente de hábitos crípticos e de vida noturna, ocultando-se durante o dia sob troncos e pedras e em galerias de solo. No entanto, existem espécies associadas a vegetação, até mesmo árvores. Freqüentemente são encontrados próximos a moradias. Embora a sua imagem esteja associada a regiões desérticas - a maior concentração de escorpiões está na região desértica da Califórnia - grande número de espécies necessita de um ambiente úmido e habita florestas pluviais. Ao contrário dos aracnídeos, os escorpiões exibem fluorescência espetacular, sendo facilmente observados no escuro com luz ultravioleta.

ANATOMIA EXTERNA: ESQUELETO

Como todos os artrópodos, o escorpião possui exoesqueleto quitinoso (cutícula), que recebe todo seu corpo. O movimento é possível graças à divisão da cutícula em placas, conectadas por meio de uma membrana delgada e flexível. Estas articulações permitem os movimentos dos segmentos dos apêndices e do corpo ( ver Tópico 1). A cutícula auxilia na redução da perda da água, devido a presença de água na epicutícula, que também age como repelente hídrico, impedindo que um escorpião fique submerso em gotas de chuva ou orvalho. A cutícula do escorpião não se limita à superfície exterior do corpo. As invaginações da ectoderme superficial do embrião, como os intestinos anterior e posterior e os pulmões foliáceos, são revestidas de cutícula.

Escorpiões do deserto possuem adaptações especiais para evitar dessecamento. Além de serem noturnos, muitos são cavadores. As temperaturas letais para eles são altas (45 - 47ºC); a perda de água do corpo por evaporação é extremamente baixa através do exoesqueleto, embora eles possam tolerar uma perda de água equivalente até 40% do seu corpo. Alguns escorpiões levantavam o corpo do chão, para que o ar circule por baixo, refrescando-o.

ANATOMIA EXTERNA: PARTES DO CORPO

O corpo do escorpião consiste de um prossomo coberto por uma carapaça e de um abdomem (opistossomo) longo que termina em um aparelho de ferrão pontiagudo. O prossomo é relativamente curto e é formado primitivamente por 6 segmentos, cada um contendo um par de apêndices. O primeiro par de apêndices compreende as quelíceras pequenas, triarticuladas e com garras, projetando-se em direção anterior do corpo. Em seguida está um par de pedipalpos.

Como característica distinta dos escorpiões, os pedipalpos são bastante grandes e formam um par de pinças poderosas destinadas a capturar presas.

Os escorpiões possuem 4 pares de pernas ambulatórias, sendo cada perna composta de 8 segmentos. No meio da carapaça dorsal existe um par de grandes olhos medianos, cada um situado sobre um pequeno tubérculo. Além disso, de 2 a 5 pares de pequenos olhos laterais estão presentes ao longo da borda lateral anterior da carapaça, exceto em algumas espécies habitantes de cavernas. AS coxas das pernas ocupam a maior parte da superfície ventral do prossomo, exceto por uma placa central, o esterno.

O abdome do escorpião é considerado muito primitivo e liga-se ao prossomo por uma junção bastante larga. O abdome é composto por um pré-abdome (ou mesossomo) de 7 segmentos e de um pós-abdome ( ou metassomo) de 5 segmentos estreitos, de maneira que as duas regiões se acham nitidamente diferenciadas. Os opérculos genitais estão localizados no lado ventral do primeiro segmento abdominal. O opérculo consiste de duas pequenas placas contíguas à linha mediana no lado ventral e que cobrem a abertura genital.

Os escorpiões possuem um par de apêndices sensoriais (pentes). No segundo segmento abdominal, posteriormente às placas genitais. Há ainda, em cada um dos segmentos abdominais, do2º ao 5º, um par de fendas transversais (estigmas) no lado ventral, que se abrem nos pulmões foliáceos. Os segmentos do pós-abdome, chamados às vezes da cauda, parecem-se com estreitos anéis. O último segmento é portador da abertura retal no lado ventral posterior e também sustenta o ferrão.

FERRÃO E VENENO

O ferrão está preso à parte posterior do último segmento e consta de uma base bulbar e uma ponta curva aguda que injeta o veneno. O veneno é produzido por um par de glândulas ovais, cada uma envolta por uma capa de fibras musculares lisas na sua base. Pela contração violenta do envoltório muscular, o veneno líquido é expulso das glândulas a um ducto comum esclerotizado que o produz ao exterior. O escorpião eleva o pós-abdome sobre o corpo, dobrando-o para frente, utilizando um movimento de punhalada ao efetuar a picada.

O veneno da maioria dos escorpiões, embora suficiente para matar muitos invertebrados, não é prejudicial ao homem, equivalendo, talvez à picada de uma vespa.

Entretanto, algumas espécies, como a androctonus sp. da África ou Centuroides sp. do México, possuem venenos que podem ser letais ao homem, principalmente crianças. Antroctonus australis, do Saara, possui veneno tão poderoso quanto o de uma cobra naja e pode matar um cachorro em alguns minutos ou um homem em algumas horas. O veneno neurotóxico dos escorpiões é muito doloroso e pode causar paralisia nos músculos respiratórios ou parada cardíaca em casos fatais.

NUTRIÇÃO E DIGESTÃO

Os escorpiões são totalmente carnívoros e alimentam-se de invertebrados, principalmente insetos. A presa é localizada pelos tricobótrios dos pedipalpos, e, em alguns escorpiões, pela detecção de vibrações do substrato através de pêlos tarsias e órgãos sensoriais em fenda. Em alguns segundos, o escorpião do deserto pode localizar uma barata a 50cm de distância.

A presa é capturada e segura pelas grandes pinças, enquanto é morta ou paralisada pelo ferrão. Os escorpiões com ferrões grandes e veneno muito tóxico têm pedipalpos menos desenvolvidos que os demais escorpiões. Pedaços de tecidos são triturados e amassados entre as coxas dos pedipalpos. Enquanto a presa é sustentada pelas quelíceras, as enzimas secretadas pelo intestino médio são lançadas sobre os tecidos dilacerados da presa. A digestão prossegue rapidamente, de maneira semelhante à das aranhas (ver Tópico Araneae).

RESPIRAÇÃO E CIRCULAÇÃO

As trocas gasosas dos escorpiões são efetuadas pelos pulmões foliáceos (laminares). Os pulmões foliáceos são primitivos e originaram-se das brânquias foliares, diferindo destas por serem órgãos internos. Há no máximo 4 pares de pulmões foliáceos, localizados no lado ventral do abdome, cada par em um segmento distinto. O sistema circulatório dos escorpiões é aberto e primitivo e em linhas gerais o processo de bombeamento de sangue é semelhante a dos outros aracnídeos ( ver Tópico Araneae para detalhes de circulação e respiração).

SISTEMA NERVOSO E ÓRGÃOS SENSORIAIS

O sistema nervoso do escorpião difere dos outros aracnídeos por conservar um cordão nervoso definido com 7 gânglios não fundidos. Pode-se dizer que o sistema nervoso dos escorpiões é menos concentrado do que o outros aracnídeos. O cérebro, composto de protocérebro e tritocérebro, é uma massa ganglionar situada acima do esôfago. O protocérebro contém os centros óticos e o tritocérebro contém os nervos destinados às quelíceras. O resto do sistema nervoso é subjacente ao esôfago.

Os órgãos sensoriais dos escorpiões compõem-se de pêlos sensoriais, olhos, órgãos sensoriais em fenda e pentes. Os pêlos sensoriais podem ser cerdas simples inervadas, cerdas móveis ou pêlos finos e longos chamados tricobótrios. Na base do tricobótrio existe uma dilatação que se encaixa no tegumento e contém uma célula nervosa sensoriais que é estimulada por leves vibrações ou correntes de ar. Os pêlos sensoriais são órgãos do sentido mais importante em muitos aracnídeos e estão espalhados pelo corpo todo, principalmente nos apêndices. Os olhos dos escorpiões são do tipo direto, ou seja, os fotorreceptores estão orientados em direção à fonte de luz, mas não são muito desenvolvidos. Os órgãos sensoriais em fenda são depressões em forma de ranhura na cutícula que detectam vibrações na freqüência do som (ver Tópico Araneae).

Os escorpiões possuem um par de apêndices sensoriais, conhecidos como pentes ou pectinas, inseridos no segundo segmento abdominal, posteriormente às placas genitais. Cada pente é formado por 3 fileiras da placas quitinosas que formam um eixo alongado em cada lado do ponto de inserção.

Nesse eixo, há prolongamento parecido com os dentes de um pente: no lado ventral de cada dente do pente estão numerosas células sensoriais. Durante o movimento do escorpião, os pentes se mantêm fora dos lados do corpo em posição horizontal, de modo que os dentes tocam o chão. As funções exatas destes órgãos ainda são pouco conhecidas. Eles são sensíveis a vibrações e parecem determinar algum aspecto da superfície do substrato, talvez o tamanho das partículas. Sua supressão impede a deposição de espermatóforos.

REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Os escorpiões exibem pouco diformismo sexual, apesar dos machos poderem ser um pouco maiores que as fêmeas. A distinção dos sexos é mais facilmente feita pela presença de ganchos nas placas operculares dos machos. Os túbulos ovarianos ficam no pré-abdome. Antes de se esvaziar em um átrio genital único, cada oviduto se dilata para formar um pequeno receptáculo. O átrio se projeta para trás, formando uma bolsa mediana que talvez seja utilizada para receber o espermatóforo. A posição do sistema reprodutor masculino é equivalente à da fêmea. Um delgado ducto leva os espermatozóides de cada série dos túbulos testiculares até um átrio genital único.

A transmissão de esperma entre os escorpiões ocorre de maneira indireta, através de um "pacote" de espermatozóides chamado espermatóforo. Este mecanismo foi a primeira adaptação para a transferência indireta de esperma em meio terrestre, evitando desperdício. Antes do acasalamento, os escorpiões executam um longo ritual de corte. Em algumas espécies, o macho e a fêmea se encaram mutuamente, dirigem o abdome para cima e movem-se em círculos. O macho então segura a fêmea com os pedipalpos e juntos se deslocam para a frente e para trás. Esta conduta pode prolongar-se por várias horas. Por último, o macho deposita o espermatóforo que se fixa ao solo. O espermatóforo é localizado pela fêmea por estímulos químicos, embora em muitos aracnídeos o macho posa guiar a fêmea até ele. Uma alavanca em forma de asa sai do espermatóforo e a pressão sobre ele libera a massa de espermatozóides que ingressa no orifício feminino.

Os escorpiões são vivíparos, isto é, incubam seus ovos no interior do trato feminino e dão à luz formas jovens. Nas espécies ovovivíparas o desenvolvimento ocorre no lúmen dos túbulos ovarianos. Nas vivíparas, como as espécies tropicais da Ásia, os ovos possuem pouco vitelo e se desenvolvem no interior dos divertículos do ovário. Cada divertículo. Por sua vez, dá origem a um apêndice tubular que contém células de absorção em sua extremidade. Estas células repousam sobre os cecos digestivos maternos, onde são absorvidas as substâncias nutritivas, que passam para o embrião, numa maneira similar ao cordão umbilical dos mamíferos. O desenvolvimento pode prolongar-se por vários meses, com produção de 6 a 90 jovens, dependendo da espécie. Ao nascer, têm apenas poucos milímetros de comprimento e imediatamente se arrastam sobre o dorso da mãe. A cria permanece lá até a primeira muda, que ocorre cerca de uma semana depois. Os escorpiões jovens abandonam a mãe e tornam-se independentes, alcançando a idade adula em aproximadamente 1 ano. Neste período, um número variável de mudas (geralmente de 4 a 6) pode ocorrer. Escorpiões podem viver até 25 anos, embora a predação por aves, cobras e anfíbios seja maior causa de sua mortalidade.

Fonte: www.ufpe.br

Escorpiões

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Os escorpiões têm hábitos noturnos e, durante o dia, escondem-se sob cascas de árvores, pedras e dentro de domicílios, principalmente em sapatos. Podem sobreviver vários meses sem alimento e mesmo sem água, o que torna seu combate muito difícil. Os escorpiões picam com a cauda, causando muita dor local, que se irradia; pode ocorrer suor, vômitos e até mesmo choque. No Brasil, os de importância médica pertencem ao gênero Tityus.

Escorpião Amarelo (Tityus serrulatus)

Amarelo claro, com manchas escuras sobre o tronco e na parte inferiordo fim da cauda, podendo chegar a 7cm. O quarto anel da cauda possui dentinhos formando uma serra. É encontrado nos Estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

Escorpião Marrom (Tityus bahiensis)

Marrom avermelhado escuro, braços e pernas mais claros, com manchas escuras, pode ter até 7cm. Não possui serrinha na cauda. É encontrado nos Estados de Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Além dos citados acima existem outros escorpiões do mesmo gênero:

Tityus stigmurus: encontrado nos Estados da Região Nordeste do país
Tityus cambridgei:
na Região Amazônica
Tityus metuendus:
nos Estados do Amazonas, Acre e Pará.

TRATAMENTO

O tratamento consiste na aplicação local de anestésico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiescorpiônico ou antiaracnídico.

Fonte: www2.fiocruz.br

Escorpiões

Escorpiões
Morfologia do Escorpião

Os escorpionídeos, conhecidos popularmente como escorpiões, pertencem à classe dos aracnídeos. Não são insetos, como pensam erradamente algumas pessoas. Juntamente com as aranhas, os carrapatos e os ácaros, que são seus companheiros de classe, os escorpiões pertencem ao filo dos artrópodes, que inclui, além dos aracnídeos, a classe dos insetos, dos crustáceos e outras.

Como linhagem, os escorpiões provêm de eras remotas. Seus mais antigos fósseis ocorrem em rochas formadas no Período Siluriano, cerca de 420 milhões de anos atrás. Ou seja, cerca de 200 milhões de anos antes que os dinossauros aparecessem! A linhagem à qual os escorpiões modernos pertencem surgiu no Período Carbonífero mais recente, há cerca de 300 milhões de anos. De lá para cá, os escorpiões pouco mudaram.

O maior de todos os escorpiões, em comprimento, é provavelmente o sul- africano Hadogenes troglodytes, cujos machos podem atingir até 21 cm.

Entre as espécies de pequeno comprimento, o menor dos escorpiões talvez seja o Microtityus waeringi, que mal chega a 12 mm, quando adulto.

Os escorpiões se destacam entre os aracnídeos por terem uma duração de vida que vai além de uma estação. Chegam à maturidade em 1-3 anos, e atingem normalmente um período de vida de 2-6 anos. O maior tempo de vida registrado para um escorpião chega até 8 anos.

O atributo mais notório de um escorpião é seu ferrão venenoso. Embora seja verdade que os escorpiões estejam entre os animais mais venenosos que vivem em terra, os relatos sobre seu efeito mortal são provavelmente exagerados.

Todas as espécies de escorpião são venenosas. Para os insetos, que são alimento potencial de escorpiões, todos os escorpiões são mortalmente venenosos.

Entretanto,entre as cerca de 1050 espécies conhecidas, apenas um pequeno número é perigoso para os seres humanos. A maioria produz uma reação semelhante à da ferroada da abelha.

Veneno dos Escorpiões

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Ferrão do Escorpião

O que é e como funciona o ferrão do escorpião?

O ferrão do escorpião fica localizado na extremidade do metassoma, conhecida como "cauda", embora não seja propriamente uma cauda, e sim a parte final do abdômen. O último anel abdominal -- o telso -- constitui a base do ferrão e contém a vesícula, que tem forma globular e vai se afinando posteriormente até terminar em um espinho curvo, chamado acúleo.

A vesícula contém um par de glândulas que produzem e armazenam os vários constituintes do veneno do escorpião.

O acúleo é semelhante a uma agulha hipodérmica: é oco e muito fino. Cada saco glandular liga-se, através de dois canais, a duas aberturas perto da ponta, por onde sai o veneno. Ao dar a ferroada, o escorpião regula a quantidade de veneno injetado através da contração dos músculos da vesícula. Alguns escorpiões não injetam veneno algum quando cravam o ferrão.

Os escorpiões usam o ferrão para diversos fins. O mais óbvio é para dominar suas presas, que antes são agarradas firmemente pelas pinças dos palpos. Os escorpiões fazem uso do ferrão quando não conseguem matar a presa por esmagamento com as pinças. Devido ao veneno que inoculam, pequenos escorpiões com pinças fracas conseguem dominar presas até do seu próprio tamanho.

Um segundo uso do ferrão é na defesa

Através de um ferrão bem posicionado, os escorpiões podem manter afastados potenciais predadores. Apesar disso, eles são presa fácil para muitos animais, para os quais seu ferrão parece ser inócuo.

Um terceiro uso do ferrão é durante o acasalamento

Observam-se freqüentemente machos aguilhoando as fêmeas ou golpeando-as com o telso. Parece provável que alguns escorpiões possuam feromônios que possam aumentar a receptividade da fêmea ou permitam reconhecimento de espécies durante o ritual de acasalamento.

O VENENO

Segundo relatos clínicos, parece existirem diversos fatores que modulam a toxicidade do veneno do escorpião para humanos.

Os principais fatores são:

1) a toxidez do veneno do tipo de escorpião envolvido;
2) a quantidade de veneno injetada pelo escorpião;
3)
o tamanho do corpo da vítima;
4)
a condição médica geral da vítima.

Devido a seu pequeno tamanho, as crianças sofrem maior risco de envenenamento grave do que os adultos. A maior parte das mortes resultantes de picadas de escorpião ocorre em crianças pequenas.

Algumas pessoas são alérgicas ao veneno dos escorpiões, da mesma forma que outras podem ser ao veneno das abelhas. Nestes casos, conseqüências muito graves, inclusive a morte, podem ocorrer rapidamente, mas não têm relação à toxicidade do veneno. Mortes ocorridas por envenenamento causado por espécies de escorpião sem importância médica resultam de choque anafilático induzido por alergia.

O veneno do escorpião compreende uma variedade de substâncias, nem todas completamente investigadas. O veneno de um único escorpião pode incluir diversas neurotoxinas, histimina, seratonina, enzimas, inibidores de enzimas, e outros compostos não identificados. O veneno pode conter, ainda, sais diversos, muco, peptídeos, nucleotídeos e aminoácidos.

Foram as neurotoxinas que receberam a maior atenção dos pesquisadores. As numerosas toxinas do veneno do escorpião são geralmente consideradas como sendo específicas. Cada uma visa atingir a célula nervosa de uma determinada espécie animal. Algumas neurotoxinas podem ter sua maior atividade contra insetos, outras podem ser mais letais para moluscos, e outras, ainda, podem ser dirigidas contra células nervosas de mamíferos. Além disso, toxinas diferentes podem visar locais diferentes na célula nervosa.

O veneno de escorpiões tipo T.Serrulatus age sobre o sistema nervoso periférico. Causa dor muito intensa, com pontadas intermitantes, provoca abaixamento de temperatura do corpo e acelera a pulsação. Comumente a vítima fica prostada.

O sinal da picada às vezes não se percebe, porém a dor forte e imediata que ela provoca faz com que a vítima possa ver o animal causador. É importante saber se a picada foi produzida por escorpião ou aranha, uma vez que os sintomas das picadas de escorpião são semelhantes aos das picadas de aranhas com veneno neurotóxico.

O escorpião T. serrulatus é mais importante sob o ponto de vista médico que o T. bahiensis, por provocar mais ocorrências graves. O veneno do T. serrulatus pode não ser mais tóxico, mas este escorpião injeta, em cada picada, praticamente o dobro de peçonha injetada pelo T. bahiensis.

Primeiros Socorros

Nos acidentes por aranhas e escorpiões, que provocam dor intensa, práticas como espremer ou sugar o local da picada, têm demonstrado ser de pouca eficácia.

O tratamento sintomático, à base de anestésicos e analgésicos, tem sido utilizado com resultados satisfatórios na maioria dos casos.

Se o acidentado for criança menor de 7 anos, o procedimento mais indicado é levá-la à Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próxima. Na cidade de São Paulo, o Hospital do Instituto Butantan está sempre aberto para atendimento às vítimas.

OBS.: Capturar o animal que causou o acidente e trazê-lo junto com a pessoa picada facilita o diagnóstico e o tratamento correto.

O Hospital Vital Brazil, que funciona no Instituto Butantan (São Paulo-SP), permanece aberto dia e noite. O tratamento é gratuito para qualquer pessoa picada por animal peçonhento.

O Instituto Butantan orienta sobre a captura de aranhas e escorpiões. O transporte por via férrea é gratuito, existindo um sistema de permuta de animais enviados por ampolas de soro antipeçonhento.

O soro é feito a partir do veneno que é extraído dos animais vivos que são enviados ao Instituto.

Como tratar

O único tratamento necessário costuma ser aplicação local de anestésico (4 ml de Lidocaína a 2% sem adrenalina, até 3 vezes, com intervalo de 1 hora). Nos casos graves também deve ser usado o soro ANTIESCORPIÔNICO ou ANTIARACNÍDICO, conforme instruções da bula.

As seguintes medidas são eficazes para o controle e prevenção de acidentes:

Manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico.
Aparar a grama dos jardins e recolher as folhas caídas.
Vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar telas nas janelas, vedar ralos de pia, tanque e de chão com tela ou válvula apropriada; colocar o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar o aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, que são o alimento predileto de aranhas e escorpiões.
Examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las.
Andar sempre calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, etc.

Fonte: www.geocities.com

Escorpiões

Os escorpiões são aracnídeos, muitas pessoas os chamam de insetos, mas basta observar que este animal tem 4 (quatro) pares de patas ao invés de 3 (três) como os insetos. A origem destes animais remonta a mais de 400 milhões de anos, sobrevivendo a todos os grandes cataclismos que destruíram milhares de espécies vivas. Portanto o escorpião foi um observador privilegiado tanto do fim dos dinossauros assim como do surgimento do homem na face da Terra.

Existem centenas de espécies de escorpiões, mas para nós em particular só interessam, por enquanto três, são elas :

Tityus serrulatus o escorpião amarelo, responsável pelos acidentes mais graves
Tityus bahiensis
o escorpião preto, também pode causar acidentes graves
Bothriurus araguayae escorpião
também preto, mas bem pequeno e brilhante, parecendo que foi "envernizado".

Destes apenas os dois primeiros apresentam perigo para as pessoas, podendo causar acidentes graves e inclusive morte de seres humanos e animais.

O Bothriurus araguayae é um animal inofensivo não oferecendo perigo algum, por isto nós não controlamos este animal, nos o preservamos.

Em Uberlândia a distribuição de escorpiões por bairro já é bem conhecida pelo nosso Laboratório de Manejo de Animais Peçonhentos e Quirópteros, predominando o T.serrulatus,seguido do inofensivo B.araguayae e em terceiro lugar o T.bahiensis.

Em relação aos bairros

Martins, Centro, Aparecida, Cazeca e Brasil registram o maior número de ocorrências, principalmente de T.serrulatus. Quase todos os bairros de Uberlândia apresentam ocorrência de escorpiões, podendo haver inclusive num mesmo bairro as três espécies. Um fato curioso é que onde o T.serrulatus entra, em pouco tempo as outras espécies desaparecem ficando apenas o escorpião amarelo.

Lixo, entulho e sujeira, somados à umidade criam um ambiente perfeito para a fixação de escorpiões. Estes aracnídeos se alimentam apenas de animais vivos ou seja eles têm que caçar a sua refeição, as baratas são um dos seus alimentos prediletos.

Ao contrário do que as pessoas acreditam, o escorpião não se suicida quando preso entre o fogo, o que realmente acontece é que ele se desidrata e na agonia da morte dá a imprensão que se ferroa. Escorpiões vivem em média 5 (cinco) anos, atingindo a maturidade sexual por volta de 1 ano e meio.

Na espécie Tityus Serrulatus existem apenas fêmeas, a reprodução se dá por PARTENOGÊNESE. Nas outras duas espécies que vivem em nossa cidade existem machos e fêmeas.

Escorpiões
Desenho original de Biology of Scorpions - Gary A.Polis

Os escorpiões como já dissemos se alimentam principalmente de outros insetos , portanto um ambiente livre destes dificulta a sua presença.

Escorpiões
Desenho original de Biology of Scorpions - Gary A.Polis

Neste desenho podemos observar o "ferrão" do escorpião assim como onde se alojam as glândulas que produzem veneno, e a abertura retal do Animal.

ACIDENTES COM ESCORPIÕES

Em Uberlândia ocorrem em média 5 a 6 acidentes notificados com escorpiões por mês, mas nossa experiência pessoal confirma que este número é bem maior do que as estatísticas oficiais. Em um trabalho conjunto com o Hospital Escola da Universidade Federal de Uberlândia, somos informados sistematicamente destes acidentes que são prontamente investigados por nossa equipe.

O grupo de maior risco em acidentes com estes aracnídeos são crianças, pessoas idosas e pessoas alérgicas. O principal sintoma em acidentes escorpiônicos é a

DOR que pode ser localizada ou não. O veneno atua principalmente sobre o sistema nervoso podendo ocorrer morte por insuficiência cardíaca e respiratória; náuseas, vômitos, sudorese e agitação podem estar presentes entre os sintomas.

Em casos de acidentes a pessoa agredida deve ser encaminhada imediatamente para o Pronto Socorro da UFU, pois só uma avaliação médica poderá determinar se existe necessidade de aplicação de soro anti-escorpiônico.

CONTROLE DE ESCORPIÕES

Como já colocamos, a limpeza e a eliminação de insetos que servem de alimentos constituem a principal medida de controle de escorpiões.

Até o momento

NÃO existe nenhum veneno comprovadamente eficaz contra este animal. O CCZ já testou e continua testando vários sem resultados satisfatórios. O uso de venenos tem provocado até aumento de aparecimento de escorpiões pois estes os irritam e os desalojam.

Um fato curioso que observamos em nossa cidade é que perto de 80% dos escorpiões entram nas casas pelas redes de esgoto; portanto vedamento de ralos, caixas de gordura, tanques são medidas obrigatórias para se evitar o aparecimento dos escorpiões.

Vedar soleiras de portas, evitar plantas próximas às paredes das casas, retirar todo o entulho, tijolos, telhas acumuladas em quintais , assim como rebocar paredes e pisos internos e externos também são medidas importantes de controle.

Nossa equipe também promove abertura de quarteirões e busca ativa de escorpiões tanto dentro quanto fora das casas, mas o número de animais capturados é reduzido, pois, repetimos, em Uberlândia as redes de esgoto são o principal abrigo destes perigosos aracnídeos.

Apresentamos abaixo as três principais espécies de escorpiões de Uberlândia

Escorpiões
Tityus serrulatus

Escorpiões
Tityus bahiensis

Escorpiões
Bothriurus araguayae

Fonte: www.escorpiao.vet.br

Escorpiões

 

Escorpiões
Escorpião

Cerca de 116 gêneros de escorpiões já foram identificados no mundo, os quais subdividem-se em cerca de 1.500 espécies. Embora sejam venenosos e peçonhentos, nem todas as espécies representam riscos a saúde pública.

A picada é muito dolorida, realizada através do ferrão que se localiza em sua extremidade final.

Os escorpiões habitam em áreas de clima quente, nas zonas tropicais e subtropicais, além de regiões áridas com muito pedregulho, que proporcionam esconderijo e proteção.

Seu alimento preferido são as baratas, mas os grilos e as aranhas também são apreciados.

Preferem caçar seu alimento do que recebê-lo morto, mas possuem uma particularidade importante: podem viver até um ano sem se alimentar. Desta forma, adaptam-se facilmente às condições adversas e conseguem sobreviver em esgotos, entulhos, pilhas de madeiras, pilhas de tijolos ou de telhas, cemitérios, abrigos nos domicílios, caixas de fiação elétrica, conduítes, entre outros.

Fonte: www.ddlandia.com.br

Escorpiões

Os escorpiões são animais temidos pela grande maioria das pessoas.

Afinal, juntamente com aranhas e serpentes, estão sempre presentes em filmes de horror e sua simbologia mais conhecida é a da representação da morte.

Não são merecedores deste conceito apesar de algumas espécies possuírem toxinas fatais aos seres humanos.

Das 1500 espécies já descritas na literatura pouco mais de 20 possuem o veneno ativo no homem, principalmente em crianças e idosos.

Escorpiões
Escorpião

Vivem em regiões desérticas, semidesérticas e úmidas da terra, do Saara à Amazônia.Com mais de 350 milhões de anos mudaram muito pouco quanto seu aspecto externo.

Suas dimensões tornaram-se diminutas onde os maiores representantes hoje não ultrapassam os 25 cm.

Seu corpo é uma verdadeira "armadura medieval" formada por diversas placas que lhe permitem grande mobilidade.

Foram um dos primeiros animais a conquistar o ambiente terrestre e a composição de seu esqueleto (uma proteína chamada de quitina) possibilitou a manutenção de seus líquidos corporais num ambiente seco, uma vez que é impermeável.

Não são agressivos e causam acidentes apenas quando tocados ou provocados à curta distância.

Vamos tentar entendê-los melhor e assim podermos perceber o quão útil estes animais são dentro do equilíbrio ecológico.

São grandes predadores de artrópodos nocivos ao homem, como as baratas e as aranhas de veneno ativo no homem.

Os escorpiões são artrópodos (patas formadas por vários segmentos), como os siris e as lacraias, e pertencem à Classe Arachnida , como as aranhas e os opiliões.

São carnívoros e de hábitos noturnos ou crepusculares.

Escorpiões
Escorpião

O corpo do escorpião

Seu corpo, diferentemente das aranhas, é dividido em três partes:

Prossoma: região anterior, conhecido também por "cefalotórax"
Mesossoma:
região larga do corpo, após o prossoma.
Metassoma:
região estreita do corpo, chamada também de cauda.

O mesossoma, dividido em sete segmentos, juntamente com o metassoma, dividido em cinco, constituem o abdômen.

Na extremidade da cauda existe uma estrutura cilíndrica com um espinho na ponta, o telson.

Em seu interior existem duas glândulas de veneno e o espinho, que é oco como uma agulha de injeção, é o mecanismo utilizado para a inoculação.

Assim sendo os escorpiões são animais peçonhentos e algumas espécies possuem veneno neurotóxico que pode matar um homem.

As placas que revestem o corpo de um escorpião, principalmente no prossoma e mesossoma, apresentam diferenciação, cuja finalidade é permitir o aumento de volume, decorrente da alimentação, absorção de líquidos ou prenhez.

As placas dorsais são chamadas de tergitos, as laterais de pleuritos e as ventrais de esternitos.

Como todos os artrópodos e portadores de exoesqueleto, os escorpiões trocam de pele quando crescem.

Quanto mais jovens mais frequentes são as trocas.

Depois de adultos podem permanecer anos sem realizar a muda.

Os escorpiões possuem pelos recobrindo o corpo, chamados de tricobótrias.

Estes pelos tem atividade sensorial e são usados para orientação noturna, da mesma forma que nas aranhas caranguejeiras.

Possuem dois olhos medianos e de três a cinco laterais.

Como todo aracnídeo apresentam quatro pares de patas e dois palpos, também chamados de pedipalpos.

Nas aranhas os palpos tem grande importância na reprodução pois os órgãos copuladores, dos machos, ficam exatamente em suas extremidades.

Nos escorpiões os palpos possuem função de pinça, para segurar e dilacerar alimentos antes de serem sugados.

Na ponta dos palpos existem dois "dedos" um fixo, unido ao conjunto, e um móvel. Apesar de sua função nitidamente de contenção os palpos também têm importância no acasalamento (veja detalhes mais abaixo).

Na região ventral encontramos três estruturas importantes: o opérculo genital, o pente e as aberturas pulmonares.

O opérculo genital é a abertura reprodutiva por onde o macho libera seu sêmen (pelo espermatóforo) e a fêmea os recebe após uma dança de acasalamento característica.

O pente é uma estrutura dupla, em forma de "V" localizada de maneira diagonal ao opérculo genital.

O nome vem da semelhança com um pente de cabelo, pela presença de dentes enfileirados.

Têm função sensorial e podem emitir sons quando o escorpião os vibra rapidamente e os esfrega sobre a superfície áspera do primeiro esternito.

Este som, característico de algumas espécies como os do gênero Rhopalurus (norte do Brasil), servem para intimidar possíveis predadores e para o período de pré-acasalamento.

As aberturas pulmonares (chamados também de estigmas) são em número de oito, dois pares nos primeiros quatro esternitos, e representam um fator importante na sobrevida destes animais quando colocados em locais alagadiços.

Reprodução

Os escorpiões são, em sua grande maioria, monóicos ou seja existem machos e fêmeas.

Algumas poucas espécies são partenogenéticas (são fêmeas que não necessitam acasalar para reproduzirem-se).

O dimorfismo sexual (diferenciação entre machos e fêmeas pelo aspecto externo do corpo) ocorre em algumas espécies, onde os machos podem apresentar as pinças (também chamadas de quelas) maiores e com a formação de um orifício quando o dedo móvel fica junto do fixo.

Este buraco, presente quando a pinça está fechada, é usado na dança nupcial.

O acasalamento ocorre quando um macho é aceito pela fêmea.

O macho segura a fêmea pelas pinças ficando um de frente para o outro.

Após alguns "passos" para frente a para trás, o macho deixa cair, pelo seu orifício reprodutor (opérculo genital) uma espécie de bastonete que se adere ao solo, em uma das extremidades, ficando com a outra ponta ligeiramente inclinada e apontada para a fêmea.

Este bastonete (chamado de espermatóforo) possui, na extremidade apontada para a fêmea, o seu sêmen.

Após a soltura do espermatóforo o macho puxa a fêmea até que a ponta deste bastonete, com o sêmen, seja encaixada no opérculo genital, fecundando-a.

Nas espécies partenogenéticas não ocorre fecundação pois a fêmea, única representante da espécie, produz ovos com o número completo de cromossomas, não necessitando fecundá-lo com os cromossomas do macho, cromossomas estes que estariam em seu sêmen.

Dessa forma uma única fêmea pode parir vários filhotes sem um companheiro e cada filhote será uma fêmea que também não necessitará cruzar para se reproduzir.

A espécie brasileira que possui este tipo de reprodução é o escorpião amarelo ( Tityus serrulatus ).

Os escorpiões são vivíparos e, consequentemente, não põem ovos.

Sua gestação dura em média de 3 a 6 meses, dependendo da espécie.Os filhotes, que nascem completamente brancos, são paridos pela fêmea um após o outro (o número pode variar de 20 a 80) e, com auxílio de suas patas anteriores, são colocados em suas costas até que seu exoesqueleto esteja duro o suficiente para que consigam caçar suas presas.

Isto pode levar de duas a três semanas.Conforme seu exoesqueleto vai endurecendo vai deixando de ser branco e adquire um tom amarronzado.

Durante esta etapa o filhote trocas várias vezes de pele.

Habitat

São encontrados basicamente em locais que favoreçam o aparecimento de alimento, normalmente insetos.

Telhas, tijolos e troncos empilhados, rachaduras e montes de pedra são locais de fácil encontro.

Muitas espécies amazônicas vivem em árvores, algumas dentro de bromélias.

Também são muito comuns em cupinzeiros e covas humanas.

Algumas espécies de animais não tão conhecidos muitas vezes são confundidos com escorpiões e em deles até é chamado popularmente de escorpião Vinagre.

Comportamento

Picam rapidamente quando tocados.

Seu corpo é incrivelmente maleável e permite que se curve totalmente, golpeando a presa com seu ferrão localizado na ponta da cauda.

Diferentemente das aranhas que picam com a parte anterior do corpo, os escorpiões utilizam a outra extremidade do corpo para inocular sua toxina.

Uma das lendas mais comuns, que envolvem estes animais, está a de seu "suicídio" quando colocado em uma roda de fogo.

Nenhum escorpião se mata

Devido ao calor, gerado pelo fogo, ele se contorce de dor e desidratação e assume aparentemente a mesma postura de quando esta picando um predador, ou seja ele curva seu corpo e acaba morrendo pelo calor.

Mas não perfura seu esqueleto... é lenda!

Prevenção

Os escorpiões, assim como as aranhas, são bastante difíceis de serem repelidos por ação de inseticidas.

Estes produtos possuem curta ação com aracnídeos e a maioria das empresas de detetização não garantem sua eficiência por muitos meses.

Ralos bem tampados, terrenos limpos e evitar o acúmulo de lixo (que atrai os insetos, seu alimento) são ótimas medidas.

Vários animais alimentam-se de escorpiões e também podem ser usados em seu controle como galinhas, patos, etc...

Fonte: www.bioterium.com.br

Escorpiões

Escorpiões – animais enigmáticos

Escorpiões
Escorpiões

Os escorpiões reconhecem-se facilmente devido ao seu aspecto inconfundível. Animais com uma excepcional capacidade de sobrevivência, as gentes do campo conhecem-nos pela designação popular de lacraus e temem as suas picadas muito dolorosas.

Apesar de à primeira vista os escorpiões apresentarem poucas semelhanças com as aranhas, os sistematas incluem-nos na classe dos Aracnídeos juntamente com as aranhas e os ácaros. Como acontece com os restantes artrópodes, apresentam um esqueleto externo quitinoso e apêndices articulados, necessitando de mudas sucessivas para que o exoesqueleto acompanhe o crescimento do animal.

Os escorpiões são predadores nocturnos ou crepusculares, que se alimentam principalmente de insetos e aranhas, podendo incluir também na sua dieta outros animais de maior tamanho, como pequenos roedores e répteis. Para capturar as presas de menores dimensões os escorpiões utilizam somente as quelíceras, evitando dessa forma gastar desnecessariamente o seu veneno mas, nas presas de maior tamanho, recorrem ao veneno do seu aguilhão caudal que as paralisa, facilitando assim a sua captura. O processo de ingestão do alimento é lento, podendo demorar duas horas para devorar completamente uma barata.

Em relação ao tamanho, é variável de espécie para espécie, indo desde 9 mm no escorpião cavernícola Typhlochactas mitchelli até 20 cm de comprimento na espécie africana Pandinus imperator.

Na realidade, são organismos extremamente fascinantes, pois possuem uma enorme resistência à radioatividade (pensa-se que são 150 vezes mais resistentes do que o Homem!) e às condições adversas dos meios inóspitos, onde geralmente habitam. No entanto, as suas proezas não se ficam por aqui. Conhecem-se relatos de escorpiões que viveram três anos sem se alimentarem, que suportaram temperaturas extremas de -10 ºC e +60 ºC, que não foram afetados por condições extremas de desidratação e que sobreviveram a um período de imersão de 2 dias.

Escorpiões
Escorpiões

Possuem uma distribuição geográfica cosmopolita, não existindo acima dos 45º de latitude Norte. Encontram-se por todo o hemisfério Sul com excepção da Nova Zelândia, Sul da Patagónia e Ilhas Antárcticas. Desde a zona das marés até às altas montanhas, a cerca de 6000 metros de altitude, colonizaram os mais diferentes habitats. Viram desaparecer os dinossáurios e crê-se que poderão assistir à extinção da espécie humana, nomeadamente se tal ocorrer devido a guerras nucleares.

Um namoro ritualizado

Os fósseis de escorpiões são raros. Os mais antigos datam do Silúrico (420 milhões de anos a 400 milhões de anos – M.A.) e pertencem à espécie Praearcturus gigas, um escorpião aquático que diferia pouco das espécies atuais exclusivamente terrestres. No Carbonífero inferior, aproximadamente há 140 M.A., julga-se que terá surgido o primeiro espécime terrestre. Os escorpiões encontravam-se entre os animais pioneiros que colonizaram as primeiras florestas. Foram dos primeiros predadores, constituindo animais poderosos e agressivos, que podiam atingir um metro de comprimento. Aproximar-se de um destes “monstros” pré-históricos era uma aventura arriscada até para o parceiro, mesmo que com intenções puramente sexuais. Julga-se que a união sexual dos escorpiões exigiu, pela primeira vez no reino animal, a proteção ritualizada do namoro, conhecida pelo nome de parada nupcial.

Ainda na atualidade, o escorpião macho aproxima-se da fêmea com imensa cautela, apesar de a ter avisado previamente dos seus interesses através da libertação de feromonas (substâncias químicas). Ao tocarem-se, seguram-se mutuamente pelas pinças. Assim unidos, com as "armas" neutralizadas, o par inicia a sua dança nupcial, movendo-se de um lado para outro, com as caudas eretas e às vezes até enlaçadas. Os seus passos arrastados limpam a pista de dança de gravetos e entulho. O macho expele então do seu orifício genital, no tórax, uma pequena quantidade de esperma, o espermatóforo, depositando-a no chão. Segurando com firmeza a fêmea pelas pinças, dirige-a na dança até que o orifício genital desta esteja diretamente em cima do espermatóforo. A fêmea então recolhe o espermatóforo e os parceiros separam-se, seguindo caminhos diferentes.

Todos os escorpiões são ovovivíparos, ou seja, os ovos fecundados desenvolvem-se no interior da mãe, deles nascendo os pequenos escorpiões envoltos numa membrana (podem nascer mais de 50 pequenos escorpiões). Dilaceram a membrana com os aguilhões e libertam-se, subindo de seguida para o dorso da progenitora. Aí permanecem até à primeira muda da carapaça, que geralmente ocorre ao fim de duas semanas, findas as quais os jovens escorpiões estarão aptos para uma vida autónoma e solitária. Efetuarão cerca de oito mudas, até atingirem a maturidade sexual, o que acontece ao fim de um a dois anos isto se, entretanto, sobreviverem aos períodos de muda, em que ficarão totalmente desprotegidos tornando-se presas fáceis. Os adultos, dependendo das espécies, podem viver 2 a 20 anos, mantendo ano após ano um ritual de namoro, que tem lugar durante os meses mais quentes, onde os machos muitas vezes pagam com a vida (um em cada três machos é devorado pela fêmea) a perpetuação da espécie.

Durante o dia escondem-se debaixo das pedras e troncos ou em buracos escavados no solo. Nunca foram observados a beber, mesmo em situações de cativeiro quando lhes forneciam água. São de fato habitantes característicos de zonas áridas e como acontece com os restantes aracnídeos podem sobreviver muito tempo sem se alimentarem.

Quando se deslocam levam as suas pinças horizontalmente à frente, utilizando-as como órgãos sensitivos e de captura. O único sentido bem desenvolvido parece ser o do tato, que reside nos pêlos que recobrem o corpo e os apêndices. As pectinas são órgãos em forma de pente, especializados no tato, sendo de grande utilidade para determinar a natureza do solo sobre o qual se deslocam. Pensa-se que estarão também relacionadas com o sexo, uma vez que as dos machos são geralmente de maiores dimensões do que as das fêmeas. Apesar de apresentarem vários olhos, possuem uma visão muito limitada.

Tal como acontece com a maioria dos animais venenosos, a sua ferocidade tem sido exagerada, pois não fazem mal a não ser quando são molestados. Além disso, não parecem merecer grande credibilidade as histórias populares referentes ao fato de, em determinadas circunstâncias, os escorpiões adultos matarem os seus juvenis ou de se suicidarem (picando-se com o seu aguilhão venenoso) quando se sentem ameaçados. Segundo vários autores, o veneno do escorpião não tem qualquer efeito no seu próprio corpo ou no de espécies afins.

Uma única espécie em Portugal

Conhecem-se cerca de 1200 espécies de escorpiões incluídas numa dezena de famílias. Dessas, apenas cerca de 30 são potencialmente perigosas para o Homem. O género Buthus alberga 25 espécies, em que a maior parte ocorre nas zonas áridas do Norte de África.

O Lacrau (Buthus occitanus) é o único escorpião existente em Portugal. Distribui-se por todo o território nacional, desde Trás-os-Montes ao Algarve, encontrando-se frequentemente em zonas áridas, com rochas expostas ao sol. Ocorrem sempre sozinhos e quando são observados dois debaixo da mesma pedra, um está com toda a certeza decidido a comer o outro ou anda à procura de parceiro sexual. A sua visão é tão pobre que não consegue reconhecer um indivíduo da mesma espécie, a não ser quando estão em contato. Algumas experiências demonstraram que o lacrau utiliza somente as três patas anteriores para escavar os buracos (nunca utilizam as pinças). Constatou-se também que de Outubro a Março geralmente não se alimentam, rejeitando toda a comida que lhes é oferecida quando são alimentados em cativeiro, encontrando-se no entanto acordados e prontos a defender-se. Em Abril parece acordar o apetite, embora uma pequena quantidade de alimento seja suficiente para satisfazer as suas necessidades alimentares. O lacrau demora aproximadamente cinco anos a tornar-se adulto.

O corpo destes animais encontra-se dividido em três partes: a anterior, designada prosoma; a mediana, designada mesosoma; e a terminal ou caudal, designada metasoma. As placas quitinosas do prosoma estão fundidas formando uma carapaça. Aí, sensivelmente a meio, encontram-se dois olhos medianos e nos bordos antero-laterais podem encontra-se grupos de olhos mais pequenos (de 2 a 5), todos olhos simples. O aparelho de veneno do escorpião é constituído pelo último segmento abdominal que é dilatado e termina por um aguilhão. Nessa extremidade existem duas glândulas de veneno que conjuntamente terão um volume aproximado de 8 mililitros de veneno.

As picadas de lacrau

Dados os seus hábitos essencialmente nocturnos, as picadas de lacrau são relativamente raras em Portugal.

Segundo o Dr. Rogério Gonzaga, o veneno do lacrau é constituído por várias toxinas proteicas que podem agrupar-se em dois tipos: citotóxicas, de atuação local e relativamente inócuas, e neurotóxicas, com propriedades hemolíticas, citolíticas e hemorrágicas.

O efeito do veneno varia de acordo com determinados fatores, tais como: a idade e peso da vítima, a espécie de escorpião e o local da picada.

Normalmente as picadas ocorrem quando se pisam inadvertidamente os lacraus com os pés descalços ou com as mãos. Nas palmas dos pés e mãos, devido à espessa barreira epidérmica, a difusão do veneno é limitada, já o mesmo não acontece com outras zonas do corpo, onde apesar de serem mais raras as picadas, geralmente, inspiram mais cuidado devido ao perigo de inoculação profunda do veneno.

A espécie de escorpião existente no nosso País (Buthus occitanus), não é muito perigosa. Após a picada, os sinais no local podem ser mínimos, mas a dor é muito intensa e o membro forma um edema e fica parcialmente paralisado. Os sintomas são variados, desde a ansiedade, arrepios, cãibras musculares até à hipotensão. Caso não exista acompanhamento médico, a dor manter-se-á várias horas e os sintomas podem durar até dois dias, podendo persistir sintomas neurológicos durante mais de uma semana. Salvo raras excepções, como por exemplo picadas infligidas em crianças de tenra idade, o efeito do veneno do lacrau não é fatal.

O membro afetado deve ser imediatamente imobilizado e deve colocar-se um garrote na proximidade da picada. Para controlar a dor sugere-se a aplicação de gelo ou cloreto de etilo no local da picada, ou ainda, compressas quentes embebidas numa solução de bicarbonato de sódio para neutralizar o veneno. O acompanhamento médico deve fazer-se o mais brevemente possível, principalmente quando se trata de menores de 6 anos, que podem entrar em estado de choque.

Fonte: www.naturlink.pt

Escorpiões

Escorpiões ou Lacraus são aracnídeos da ordem Scorpiones que habitam nosso planeta desde o período Siluriano, ou seja, há cerca de 400 milhões de anos.

Atualmente, existem ao redor de 1.600 espécies de escorpiões, porém somente 25 delas podem causar acidentes escorpiônicos (envenenamento por picada de escorpião). Isso representa aproximadamente 1,5% da diversidade mundial do grupo, portanto apenas um pequeno número de escorpiões causa prejuízo à saúde humana. Conheça as principais empresas no controle de escorpiões.

De modo geral, o corpo dos escorpiões é separado em duas regiões: o prosoma (cefalotórax) e o opistosoma (abdome). O prosoma dos escorpiões são coberto dorsalmente por uma carapaça. Parcialmente abaixo dessa carapaça, posiciona-se um par de quelícera responsável por rasgar e dilacerar a presa. Acima da carapaça dos escorpiões existem 5 pares de olhos. O primeiro par, grande e primitivo, possui capacidade de percepção da presença ou ausência da luz.

Os demais pares dos escorpiões provavelmente regulam o relógio biológico do animal. Além disso, na região do prosoma há 4 pares de patas e um par de pedipalpos. Estes servem para capturar, conter e esmagar a presa, além disso, podem dar proteção contra um predador. Já o opistosoma dos escorpiões são composto pelo mesosoma (pré-abdome) e metasoma (pós-abdome).

O mesosoma dos escorpiões apresentam dorsalmente 7 segmentos (Tergitos) e ventralmente 5 segmentos (Esternitos). Por sua vez, o metasoma erroneamente denominado de cauda, possuí 5 segmentos arredondados e o Telson. O Telson é composto de uma vesícula com duas glândulas de veneno e um ferrão (aguilhão) que serve para inocular o veneno na presa.

O veneno do escorpião, cuja principal função é imobilizar um animal e, secundariamente, auxiliar na defesa contra um predador, contém um complexo químico composto principalmente de neurotoxinas que agem no sistema nervoso e causam dor e aumento da pulsação cardíaca. Em alguns casos, a toxicidade desse veneno dos escorpiões podem ser comparada com o volume dos pedipalpos, ou seja, quanto mais robusto os pedipalpos do animal, menos poderoso é o seu veneno e vice-versa.

No Brasil, os escorpiões de importância médica pertencem ao gênero Tityus, que é o mais abundante em espécies, representando cerca de 60% da fauna escorpiônica neotropical. Do ponto de vista da saúde pública, existem 5 espécies principais de escorpiões que podem acarretar um sério prejuízo ao homem.

A espécie Tityus serrulatus é a mais importante devido a potência do seu veneno e a abundância de indivíduos no ambiente urbano, já que esse escorpião se reproduz por partenogênese (sem presença de um macho). Esse animal, popularmente chamado de escorpião-amarelo, mede aproximadamente de 6 a 7 cm e possui coloração marrom, porém com pedipalpos, patas e cauda amarelada. Além disso, os dois último segmentos do metasoma apresentam uma serrilha dorsal e, ventralmente, uma mancha escura. A espécie Tityus bahiensis mede também cerca de 6 a 7 cm e possui coloração do corpo e do metasoma marrom.

Também conhecido como escorpião-marron, os pedipalpos e patas desses animais apresentam manchas escuras. Já o Tityus stigmurus, de coloração amarelo-escuro, apresenta um triângulo negro no cefalotórax, uma faixa escura longitudinal mediana e manchas laterais escuras nos tergitos. Essa espécie de escorpião também mede cerca de 6 a 7 cm e está presente somente na região nordeste do Brasil. Por sua vez, a espécie Tityus cambridgei, presente somente na região amazônica, possui coloração do corpo, patas e pedipalpos quase negra e mede aproximadamente 8,5 cm.

Tanto Tityus stigmurus como a espécie Tityus cambridgei são vulgarmente chamados de escorpião-preto. Finalmente, a espécie Tityus metuendus possui coloração do corpo vermelho-escuro, quase negro, com manchas avermelhadas no dorso. As patas desses escorpiões contêm manchas amareladas e o metasoma apresenta um espessamento no 4° e 5° artículos. O indivíduo adulto dessa espécie também mede por volta de 6 a 7 cm de comprimento.

Os escorpiões surgiram no mar e com certeza formam um dos grupos mais remotos de aracnídeos a conquistar a superfície da Terra. Esses animais adaptaram-se muito bem ao meio ambiente urbano e atualmente, convivem desarmonicamente com a sociedade devido ao mal-estar biológico que seu veneno pode causar no corpo humano. Apesar do pavor psicológico que os escorpiões representam para algumas pessoas, no seu ambiente natural esses artrópodes têm uma participação importante na cadeia alimentar como predadores e, portanto, controlam o crescimento populacional de outras espécies, principalmente de insetos como as baratas.

Habitat dos Escorpiões

Os escorpiões geralmente possuem hábitos noturnos e vivem sob cascas de árvores, pedras, fendas de rochas ou buracos no solo, onde descansam e protegem-se dos seus predadores. A maioria das espécies de escorpiões vivem em ambiente terrestre como florestas, pastagens ou desertos, porém, algumas vivem em cavernas, zonas entremarés, sobre as árvores ou associadas às bromélias. Freqüentemente, espécies como escorpião-amarelo e escorpião-marrom coexistem com a sociedade humana e causam acidentes escorpiônicos.

Assim, no ambiente doméstico habitam lugares escuros e úmidos, como armários, guarda-roupas, debaixo de móveis, dentro de vasos e outros lugares que possam oferecer proteção. Além disso, são comuns em construções onde se abrigam em acúmulo de entulho, principalmente tijolos de argila, telhas e lages de concreto.

Reprodução dos Escorpiões

A corte de acasalamento dos escorpiões é complexa, porque envolve uma dança nupcial que pode durar algumas horas. Inicialmente, o macho prende os pedipalpos da fêmea com seus pedipalpos e, juntos caminham no ambiente. Depois, o macho conduz a fêmea até a região onde está depositado seu espermatóforo. O espermatóforo é um órgão que consiste de uma alavanca, haste, aparato de ejeção e um reservatório de esperma que o macho deposita no solo.

Finalmente, o macho manobra a fêmea para que a sua área genital permaneça sobre o espermatóforo e o esperma seja alavancado para o interior do sistema reprodutivo feminino e assim ocorra a fecundação. Essa corte nupcial ocorre para maioria das espécies, entretanto em Tityus serrulatus a reprodução é assexuada, ou seja, os espermatozóides de um macho não são necessários para que a fêmea deixe descendentes. Esse processo é denominado partenogênese, nele os ovos desenvolvem-se a partir de uma célula reprodutiva capaz de repetir exatamente o código genético da fêmea. Inclusive, nessa espécie, raramente observa-se um indivíduo macho na população.

Os escorpiões são invertebrados vivíparos (o embrião se desenvolve dentro do corpo da fêmea) e podem gerar de 1 a 95 indivíduos por estação reprodutiva dependendo da espécie. Quando nascem, os filhotes apresentam coloração branca, possuem poucos milímetros de comprimento e, imediatamente, rastejam sobre o dorso da mãe onde permanecem de uma a quatro semanas. Em seguida, acontece a primeira ecdise (muda) e gradualmente os filhotes abandonam o dorso e passam a obter seu próprio alimento. Entretanto, a maturidade sexual só ocorre posteriormente, por volta dos 6 meses de vida, e o desenvolvimento completo do indivíduo pode levar mais de um ano.

Nutrição dos Escorpiões

Para capturar o alimento, os escorpiões permanecem em posição de espera, ou seja, mantêm as pinças dos seus pedipalpos abertas e aguardam a passagem da presa.

Então, eles capturam a presa e paralisam-na por meio da inoculação do veneno armazenado no seu ferrão. Paralisada, essa presa é alojada na cavidade pré-oral onde começa o processo de digestão. Inicialmente, esse processo é extra-corporal, sendo o alimento umedecido e degradado por enzimas digestivas regurgitadas pelo próprio animal. Quando o alimento está na forma líquida, ele é sugado para dentro do intestino onde ocorre a digestão propriamente.

Os escorpiões são exclusivamente carnívoros e alimentam-se de invertebrados como cupins, grilos, baratas, moscas, mutucas e pequenas aranhas. Porém, na ocasião de escassez alimentar ou elevada densidade populacional já se observou o canibalismo em algumas espécies. Geralmente forrageiam no período noturno, porém num ambiente infestado cerca de 10% da população procura por alimento mesmo com presença da radiação solar. Mais de 90% do tempo, esses escorpiões permanecem em repouso, com baixo metabolismo, e podem sobreviver pouco mais de um ano sem comer. Além disso, quando se alimentam podem aumentar seu peso inicial em aproximadamente um terço.

Ações do veneno escorpiônico e quadro clínico

Os venenos escorpiônicos apresentam uma mistura complexa de componentes e de acordo com a distribuição de suas espécies no país, pode haver uma variação regional nas manifestações clínicas.

Como resultado dessa mistura de componentes e manifestações clínicas, a literatura classifica os acidentes escorpiônicos como manifestações locais e manifestações sistêmicas. No primeiro caso, a dor é no local da picada (comum em acidentes com escorpiões), e ocorre imediatamente após o acidente, podendo ser discreta ou até mesmo em forma de agulhadas e queimação. Juntamente com a dor local, ocorre também a parestesia (sensações simultâneas de calor, frio, pressão e formigamento), podendo irradiar-se para o todo o membro atingido.

Já as manifestações sistêmicas caracterizam-se por desordens em diversos sistemas de nosso organismo. Entre elas, podem-se citar as manifestações:

Gerais: Sudorese profusa e alteração da temperatura
Digestiva:
Náuseas, vômitos, hipersalivação e, mais raramente, dor abdominal e diarréia;
Cardiovasculares:
Arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque.
Respiratórias:
Falta de ar, respiração acelerada e edema pulmonar agudo;
Neurológicas:
Agitação, dor de cabeça, sonolência, confusão mental e tremores.

De uma forma geral, os acidentes podem ser classificados em 3 categorias quanto a sua gravidade, de acordo com suas manifestações.

Os acidentes podem receber a seguinte classificação:

Leves: Apresentam apenas dor no local da picada e, às vezes, parestesia.
Moderados:
Caracterizam-se por dor intensa no local da picada e manifestações sistêmica do tipo sudorese discreta, náuseas, vômitos ocasionais, respiração e freqüência cardíaca aceleradas e hipertensão leve.
Graves:
Além dos sinais e sintomas já mencionados, apresentam uma ou mais manifestações como sudorese profusa, vômitos, salivação excessiva, alternância de agitação com estado de depressão física e emocional, freqüência cardíaca acelerada, edema pulmonar, choque, convulsões e coma. Os óbitos estão relacionados a complicações como edema pulmonar agudo e choque.

A gravidade também leva em consideração fatores como a espécie e tamanho do escorpião, a quantidade de veneno inoculado, a massa corporal do acidentado, se individuo adulto ou criança, geralmente os casos mais graves estão associados as crianças, e a sensibilidade do paciente ao veneno.

No Brasil, os acidentes por Tityus serrulatus são mais graves que os produzidos por outras espécies de Tityus. As manifestações variam desde locais, podendo ser acompanhadas também pelas sistêmicas.

No geral, o envenenamento escorpiônico determina alterações locais e sistêmicas, decorrentes da estimulação do sistema nervoso. O quadro clínico inicia-se com dor local imediata com intensidade variável, eritema e sudorese ao redor da picada. Na maioria dos casos, o quadro tem uma boa evolução, porém crianças, principalmente abaixo de 6-7 anos, podem apresentar manifestações mais graves nas primeiras 2-3 horas. Por tal motivo, é que se aconselha o rápido atendimento em unidades de saúde para as devidas condutas médicas.

Tratamento em caso de acidentes com Escorpiões

O tratamento de acidentes com escorpiões visa neutralizar o mais breve possível os componentes do veneno, combater os sintomas do envenenamento e dar suporte aos sinais vitais do paciente. Todas as vitimas de picada de escorpião, mesmo em casos considerados leves, devem ficar em observação hospitalar, principalmente as crianças.

O tratamento sintomático consiste no alívio da dor através da administração de anestésicos no local da picada. O combate à dor, como medida única adotada, é geralmente suficiente para todos os casos leves e, em adultos, para a maioria dos casos moderados.

O tratamento específico envolve a administração de soro antiescorpiônico aos pacientes com formas moderadas e graves de escorpionismo. O objetivo da soroterapia específica é neutralizar o veneno circulante deverá se instituído mais breve possível, pois melhor será o prognóstico do acidentado. Ela também contribui no combate a dor local e os vômitos. A administração do soro é segura, sendo pequena a freqüência e a gravidade das reações de rejeição precoce.

A manutenção dos sinais vitais do paciente também possui grande importância. Os pacientes com manifestações sistêmicas, especialmente crianças (casos moderados e graves), devem ser mantidos em regime de observação continuada das funções vitais, objetivando o diagnóstico e tratamento precoces das complicações.

Como auxilio no diagnóstico e acompanhamento dos sinais vitais do paciente, exames complementares podem auxiliar no tratamento. O uso de eletrocardiograma monitorização continua, radiografia de tórax, ecocardiograma e exames bioquímicos também podem ajudar no acompanhamento dos pacientes.

Primeiros Socorros em caso de acidentes com Escorpiões

Algumas recomendações são importantes em caso de acidentes com escorpião.

Abaixo estão listadas medidas a serem tomadas e outras que não se deve utilizar, pois estas podem prejudicar a recuperação do acidentado:

Recomenda-se:

Lavar o local da picada do escorpião de preferência com água e sabão.
Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento a tempo.
Fazer compressas mornas para alívio da dor até chegar a um serviço de saúde para as medidas necessárias.

NÂO se recomenda:

Fazer torniquete ou garrote
Furar, cortar, queimar, espremer ou fazer sucção no local da ferida
Aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a picada para não provocar infecção
Dar à vítima bebidas alcoólicas, querosene ou fumo, como é de costume em algumas regiões do país.

Medidas Preventivas

Como já foi citado, o escorpião é um dos animais mais antigos do planeta, sendo muito difícil sua erradicação por inseticidas e outros agentes, já que eles podem sobreviver vários meses sem alimento ou água. Portanto, o mais importante é a prevenção dos acidentes, que deve ser realizado baseando-se nos hábitos e hábitat do escorpião.

Assim, as principais medidas preventivas são:

Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.
Examinar roupas pessoais, de cama, de banho e calçados antes de usá-los.
Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção.
Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés.
Utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos.
Manter limpos os locais próximos das residências como jardins, quintais, paióis e celeiros.
Combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins.
Preservar predadores naturais como corujas, sapos, lagartixas e galinhas.
Limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas.
Manter a casa limpa, evitando acúmulo de lixo.

Curiosidades sobre Escopiões

Os primeiros escorpiões eram aquáticos e possuíam brânquias.

Os escorpiões emitem fluorescência que pode ser observada durante noite e com auxilio de uma luz ultravioleta.

A menor espécie de escorpião é a Typhlochactas mitchelli que mede apenas 9 milímetros de comprimento e a maior é a espécie africana Hadogenes troglodytes, com 21 centímetros.

Tempo estimado para o movimento da ferroada é de 0,75 segundos.

O veneno da espécie Androctonus australis pode matar um ser humano entre 6 e 7 horas após a ferroada se não tomada nenhuma providência.

Escorpiões podem viver até 25 anos.

Bibliografia

Animais Peçonhentos no Brasil – Biologia, Clínica e terapêutica dos acidentes. João L. C. Cardoso, Francisco O. S. França, Fan H Wen, Celia M. S. Málaque e Vidal Haddad. Jr, 1º edição, 2003.
Brasil. Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos. Brasília, 2001, 2º Ed.
Brasil. Guia de Vigilância Epidemiológica. Brasília, 2005, 6º Ed.

Fonte: www.escorpiao-escorpioes.com.br

Escorpiões

Características dos Escorpiões

Os escorpiões são animais invertebrados. Apresentam o corpo dividido em tronco e cauda; quatro pares de patas, um par de ferrões (queliceras), um par de pedipalpos (em forma de pinça e que serve para capturar o alimento); um ferrão no final da cauda por onde sai o veneno. São também chamados de lacraus, picam com a cauda e variam de tamanho entre 6 a 8,5 cm de comprimento

No mundo todo existem aproximadamente 1.400 espécies de escorpiões até hoje descritas, sendo que no Brasil há cerca de 75 espécies amplamente distribuídas pelo país. Esses animais podem ser encontrados tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Os escorpiões são carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos baratas e outros, desempenhando papel importante no equilíbrio ecológico.

Apresentam hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia sob cascas de árvores, pedras, troncos podres, dormentes de linha de trem, madeiras empilhadas, em entulhos, telhas ou tijolos e dentro das residências. Muitas espécies vivem em áreas urbanas, onde encontram abrigo dentro e próximo das casas, bem como alimentação farta. Os escorpiões podem sobreviver vários meses sem alimento e mesmo sem água, o que torna seu combate muito difícil.

Na área urbana estes animais aparecem em prédios comerciais e residenciais, armazéns, lojas, madeireiras, depósitos com empilhamento de caixas e outros. Eles aparecem, principalmente, através de instalações elétricas e esgotos. São sensíveis aos inseticidas, desde que aplicados diretamente sobre eles. As desinsetizações habituais não os eliminam, pois o produto fica no ambiente em que foi aplicado e os escorpiões costumam estar escondidos. O fato de respirarem o inseticida ou comer insetos envenenados não os mata. São resistentes inclusive à radiação.

Seu aparecimento ocorre principalmente devido a presença de baratas, portanto a eliminação destas em caixas de gordura e canos que conduzem ao esgoto é a principal prevenção ao aparecimento dos escorpiões.

Não possuem audição e sentem vibrações do ar e do solo. Enxergam pouco, apesar de terem dois olhos grandes e vários pequenos. Seus principais predadores são pássaros, lagartixas e alguns mamíferos insetívoros.

Principais Espécies de Escorpiões

Os escorpiões de importância médica no Brasil pertencem ao gênero Tityus, que é o mais rico em espécies, representando cerca de 60% da fauna escorpiônica neotropical.

As principais espécies são: Tityus serrulatus, responsável por acidentes de maior gravidade, Tityus bahiensis e Tityus stigmurus. O Tityus cambridgei (escorpião preto) é a espécie mais freqüente na Amazônia Ocidental (Pará e Marajó), embora quase não haja registro de acidentes. As diversas espécies do gênero Tityus apresentam um tamanho de cerca de 6 a 7cm, sendo o Tityus cambridgei um pouco maior.

Tityus serrulatus

Também chamado escorpião amarelo, podendo atingir até 7cm de comprimento. Apresenta o tronco escuro, patas, pedipalpos e cauda amarelos sendo esta serrilhada no lado dorsal. Considerado o mais venenoso da América do Sul, é o escorpião causador de acidentes graves, principalmente no Estado de Minas Gerais.

Distribuição geográfica: Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Escorpiões
Tityus serrulatus

Tityus bahiensis

Apresenta colorido geral marrom-escuro, às vezes marrom-avermelhado, pernas amareladas com manchas escuras. Fêmures e tíbias dos pedipalpos com mancha escura. A mão do macho é bem dilatada.

É o escorpião que causa os acidentes mais freqüentes no Estado de São Paulo.

Distribuição geográfica: Bahia até Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Escorpiões
Tityus bahiensis

Tityus stigmurus

Apresenta colorido geral amarelo-claro com um triângulo negro na cabeça e uma faixa longitudinal mediana e manchas laterais no tronco.

Distribuição geográfica: Nordeste do Brasil.

Escorpiões
Tityus stigmurus

Tityus cambridgei

Apresenta colorido geral castanho-avermelhado, com pontos de cor clara. O macho apresenta uma cauda mais longa que a fêmea.

Escorpiões
Tityus stigmurus

Distribuição geográfica

Região Amazônica.

Tityus trivittatus

Escorpiões
Tityus trivittatus

Apresenta colorido amarelo-escuro, com três faixas longitudinais quase negras, podendo haver pequenas variações na cor. Atinge cerca de 7cm de tamanho.

Distribuição geográfica: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Envenenamento

Os escorpiões possuem uma quantidade muito pequena de veneno na glândula, mas de grande atividade tóxica.

A maior parte dos acidentes em adultos é benigna, mas em crianças e idosos é quase sempre fatal, se não forem tomadas as devidas providências em curto espaço de tempo.

O veneno é rapidamente absorvido pela pele e músculos, deslocando-se para o sangue, rins, pulmão e sistema nervoso. A maior ação ocorre no sistema nervoso, com efeitos locais e sistêmicos.

O envenenamento por estes animais causa dor local intensa, que se irradia por todo o corpo, podendo ainda ocorrer inchaço e vermelhidão leves no local da picada.

A dor causada se torna tão intensa que o paciente entra em choque neurogênico, o que pode levá-lo à morte.

Outros efeitos visíveis, além da dor, são: aumento de todas as secreções; perturbações respiratórias; paralisia respiratória; choque devido ao aumento da pressão sanguínea; alterações cardíacas; vômitos; cólicas intestinais; diarréia; aumento da urina com emissão involuntária desta; tremores musculares; convulsões; paralisias musculares e outros.

Aspectos Clínicos

Nos acidentes escorpiônicos, têm sido relatadas manifestações locais e sistêmicas

Manifestações locais: caracterizam-se fundamentalmente por dor no local da picada, às vezes irradiada, sem alterações do estado geral. O tratamento sintomático para o alívio da dor, feito através da utilização de analgésicos ou bloqueio local com anestésicos, consiste na principal medida terapêutica que corresponde à maioria dos acidentes registrados no país.

Manifestações Sistêmicas: menos freqüentes, caracterizam os acidentes como moderados ou graves. Além da dor local, alterações sistêmicas como hiper ou hipotensão arterial, arritmias cardíacas, tremores, agitação psicomotora, arritmias respiratórias, vômitos e diarréia. O edema pulmonar agudo é a complicação mais temida. Nesses casos, além do combate à dor e tratamento de suporte, está indicada a soroterapia. A gravidade no escorpionismo depende de fatores como a espécie e tamanho do escorpião causador do acidente, da massa corporal do acidentado, da sensibilidade do paciente ao veneno, da quantidade de veneno inoculado e do retardo no atendimento.

Soros

O soro antiescorpiônico é uma solução purificada de anticorpos específicos para uso no envenenamento por escorpiões do gênero Tityus. Não pode ser usado para acidentes com aranhas.

Nos casos benignos, onde a dor é suportável, a soroterapia é dispensada pelo médico após a aplicação de anestésicos locais e o desaparecimento da dor.

A soroterapia deve ser feita em:

Crianças menores de 7 anos
Adultos idosos
Adultos em que a dor persiste após a aplicação de analgésicos locais.

Em acidentes com escorpiões pode ser usado, eventualmente, o soro antiaracnídico polivalente (que possui uma parte de anticorpos contra o veneno de escorpiões), mas este é, geralmente, menos usado por causar reações alérgicas e choque.

O soro deve ser aplicado o mais rápido possível, com a maior segurança e presteza. É inoculado por via endovenosa e só pode ser feito em hospitais, por médicos e enfermeiros autorizados pelo Ministério da Saúde.

O soro não é fornecido a pessoas para uso em animais ou mesmo para armazenamento em fazendas. Não é fornecido também para o uso em acompanhamentos em viagens.

Epidemiologia

São acidentes menos notificados que os ofídicos. Sua gravidade está relacionada à proporção entre quantidade de veneno injetado e massa corporal do indivíduo.

São notificados anualmente cerca de 8.000 acidentes, com uma letalidade variando em torno de 0,51%. Os acidentes por escorpiões são mais frequentes no período de setembro a dezembro.

Ocorre uma discreta predominância no sexo masculino e a faixa etária de 25 a 49 anos é a mais acometida. A maioria das picadas atinge os membros, havendo predominância do membro superior (mãos e dedos).

COMO PREVENIR ACIDENTES COM OFÍDEOS?

Nunca andar descalço. O uso dos sapatos, botinas sem elásticos, botas ou perneiras .deve ser obrigatório. Dependendo da altura do calçado, os acidentes podem ser evitados na ordem de 50 até 72%.

Olhar sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer.

Usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem. Nunca colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras.

Não colocar as mãos em tocas para pegar pelo rabo o tatu que é visto ao entrar; esta é a melhor maneira de ser picado por cascavéis que se abrigam nesses locais.

Não utilizar diretamente as mãos ao tocar em sapé, capim, mato baixo, montes de folhas secas; usar sempre antes um pedaço de pau, enxada ou foice, se for o caso. Esse tipo de cuidado pode evitar até 20% dos acidentes que acontecem nas mãos e no antebraço.

Vedar frestas e buracos em paredes e assoalhos.

Ao entrar nas matas de ramagens baixas, ou em pomar com muitas árvores, parar no limite de transição de luminosidade e esperar sempre a vista se adaptar aos lugares menos iluminados. A adaptação da visão ao local menos claro ou à penumbra em dia de luminosidade intensa é mais lenta e a falta de cuidado nesse instante pode provocar acidentes ofídicos nos braços, nos ombros, na cabeça e rosto, da ordem de 5 a 6%.

Se por qualquer razão tiver que abaixar-se, além de olhar bem o local, procurar bater a vegetação ou as folhas, principalmente no trabalho de limpeza de covas de café. A coloração da cascavel se confunde muito com a das ramagens e folhas secas dessas plantações e há casos de acidente ofídico devido a esse tipo de camuflagem, porque a pessoa não enxerga a serpente.

Não depositar ou acumular material inútil junto à habitação rural, como lixo, entulhos e materiais de construção. Manter sempre uma calçada limpa ao redor da casa.

Essa faixa pavimentada junto às paredes tem várias utilidades: evita penetração de umidade nos alicerces, impede o contato com capim ou grama dos jardins e principalmente portas, que normalmente devem estar fechadas e ter um mínimo de vão no solo. Lembrar os casos de acidentes ofídicos dentro de casa.

Evitar trepadeiras muito encostadas a casa, folhagens entrando pelo telhado ou mesmo pelo forro.

Procurar controlar o número de roedores existentes na área de sua propriedade. Não se esquecer de que ao lado dos outros problemas de saúde pública, a diminuição do número de roedores irá comprometer o ciclo biológico das serpentes venenosas que deles se alimentam. Só isso diminuirá fatalmente a fauna ofídica da região.

Não montar acampamento junto a plantações, pastos ou matos denominados “sujos”, regiões onde há normalmente roedores e maior número de serpentes.

Não fazer piquenique às margens dos rios ou lagoas, deles mantendo distância segura, e não encostar em barrancos durante a pescaria.

Nas matas ou nas beiradas das entradas, em acampamentos ou piqueniques, nunca deixar as portas do carro abertas, principalmente ao anoitecer. Mesmo durante a troca de pneu, ter essa precaução. A falta de cuidado deixa o motorista posteriormente preocupado com a possibilidade de ter uma serpente dentro do carro.

O manuseio de serpentes vivas deve ser feito com laço de Lutz ou com ganchos apropriados, por pessoas treinadas e com aptidão para o ofício.Não tocar nas serpentes, mesmo mortas, pois por descuido ou inabilidade há o risco de ferimento por esbarro nas presas venenosas. Nos Institutos de pesquisa dedicados também ao trabalho com serpentes venenosas vivas, os acidentes ocorrem em laboratórios ou em serpentários com técnicos especializados com extração de veneno na ordem de 1:10.000 extrações. Este risco é inerente ao trabalho e pode ser evitado pelo uso de gás carbônico, que tem a dupla finalidade de provocar a anoxia da serpente e deixá-la inerte alguns segundos, tempo suficiente para extrair o veneno e não traumatizá-la com contenção mais violenta.

Não assustar as pessoas com serpentes, aranhas ou escorpiões, mesmo que sejam de brinquedo; o medo inato pode trazer conseqüências imprevisíveis.

No período noturno, nos sítios ou nas fazendas, chácaras ou acampamentos, deve ser evitada a vegetação muito próxima ao chão, gramados ou até mesmo jardins.

Não matar, não deixar matar e não espantar da região as emas, as siriemas, os gaviões, inimigos das serpentes, os quais, assim como o gambá ou cangambá, matam e comem cobras. O gambá, animal implacavelmente morto pelo homem nos sítios e nas fazendas, é de extraordinária resistência aos venenos ofídicos, especialmente ao da urutu – Bothrops alternatus.

Animais domésticos como galinhas e gansos, em geral, afastam as serpentes das áreas mais próximas as habitações.

COMO PREVENIR ACIDENTES COM ARANHAS E ESCORPIÕES?

Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.
Examinar e sacudir calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.
Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários.
Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção.
Limpar regularmente atrás de móveis, cortinas, quadros, cantos de parede.
Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meia-canas e rodapés. Utilizar telas e vedantes em portas, janelas e ralos. Colocar sacos de areia nas portas para evitar a entrada de animais peçonhentos.
Manter limpos os locais próximos das residências, jardins, quintais, paióis e celeiros. Evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto as casas e manter a grama sempre cortada.
Combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins, pois são alimentos para aranhas e escorpiões.
Preservar os predadores naturais de aranhas e escorpiões como seriemas, corujas, sapos, lagartixas e galinhas.
Limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas.
Não colocar mãos ou pés em buracos, cupinzeiros, monte de pedra ou lenha, troncos podres, etc.

PRIMEIROS SOCORROS

Lave o local da picada de preferência com água e sabão.
Mantenha a vítima deitada. Evite que ela se movimente para não favorecer a absorção do veneno.
Se a picada for na perna ou no braço, mantenha-os em posição mais elevada.
Não faça torniquete. Impedindo a circulação do sangue, você pode causar gangrena ou necrose.
Não fure, não corte, não queime, não esprema, não faça sucção no local da ferida e nem aplique folhas, pó de café ou terra sobre ela para não provocar infecção.Não dê a vítima pinga, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país.
Leve a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para que possa receber o soro em tempo.
Leve, se possível, o animal agressor, mesmo morto, para facilitar o diagnóstico.

Lembre-se: nenhum remédio caseiro substitui o soro antipeçonhento.

ATENÇÃO

Em qualquer caso de acidente com animal peçonhento, o paciente deve ser medicado nas primeiras horas após o acidente.

O soro antiveneno é o único tratamento eficaz.

Fonte: www.saude.rj.gov.br

Escorpiões

O Filo dos Artrópodes corresponde a mais de 80% das espécies animais existentes. Dentre os principais grupos deste filo estão os aracnídeos (Subfilo Chelicerata - Classe Arachnida), dos quais fazem parte as aranhas (Ordem Araneae) e os escorpiões (Ordem Scorpiones).

Os aracnídeos s„o caracterizados por apresentarem o corpo dividido em duas partes (cefalotórax e abdomen) quatro pares de pernas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras.

Escorpiões
Tityus Stigmurus

 

Existe a comprovação da existência dos escorpiões há mais de 400 milhões de anos. Foram os primeiros artrópodes a conquistar o ambiente terrestre não passando por modificações morfológicas importantes. No corpo dividido em duas partes (cefalotórax e abdômen), estão localizados os 4 pares de pernas.

O órgão inoculador de veneno denominado “telson” localiza-se num segmento após o abdômen. Atualmente são conhecidas cerca de 1.600 espécies em todo o mundo, e aproximadamente 100 espécies ocorrem Brasil. Habitam praticamente todos os continentes, exceto a Antártida, vivendo em quase todos os ecossistemas terrestres (desertos, savanas, cerrados, florestas temperadas e tropicais). Assim como as aranhas, são animais que inspiram medo pelo fato de algumas espécies, causarem acidentes com envenenamento humano.

Escorpiões
Tityus Serrulatus

Das espécies conhecidas, apenas 25 podem causar acidentes com óbitos. Muitas lendas e crendices populares baseadas quase sempre em fatos mal interpretados, colaboram para reforçar a idéia de malignidade desses animais.

Etimologia

O nome “escorpião” é derivado do latin scorpio/ scorpiones . Em certas regiões brasileiras, são chamados de “lacraus”, e confundidos com insetos cujo corpo termina em pinça como as tesourinhas ou lacrainhas, que são insetos inofensivos ao homem.

BIOLOGIA

Reprodução

Os escorpiões são vivíparos. Ao nascerem, os filhotes são conduzidos um a um pela mãe até o dorso, onde permanecem até a realização da primeira troca de pele. Os escorpiões pertencentes ao gênero Tityus passam por cerca de 6 trocas de pele até tornarem-se adultos.

Escorpiões
Tityus Bahiensis

A distinção entre macho e fêmea, nem sempre é muito fácil, uma vez que os caracteres morfológicos variam de acordo com a espécie e observados somente em indivíduos adultos. Para que ocorra o acasalamento, o macho deve encontrar uma fêmea receptiva, prendê-la pelos pedipalpos arrastá-a por diversas vezes de um lado para o outro (dança nupcial), até o momento da liberação e fixação do espermatóforo (um tubo de aproximadamente 6 mm contendo o esperma) no solo. Em seguida a fêmea é posicionada sobre este tubo que penetra em seu opérculo genital, fertilizando-a. Em Tityus serrulatus (escorpião amarelo) não há machos na espécie. A reprodução ocorre por PARTENOGÊNESE (ovo se desenvolve sem a necessidade de ser fecundado por um espermatozóide). O período de gestação nos escorpiões é muito variado. Em Tityus é em torno de 3 meses. Já para escorpiões do gênero Pandinus (grandes escorpiões africanos) este intervalo é de aproximadamente 9 meses. Durante o parto, a fêmea eleva o corpo apoiando-se sobre as pernas, formando um cesto com as pernas anteriores, para abrigar e transportar os recém-nascidos até o seu dorso.

Os filhotes permanecem juntos da mãe durante e após a primeira troca de pele por um período que pode variar de 10 a 14 dias, quando finalmente abandonam a mãe e passam a ter vida independente.

O período do nascimento até a dispersão dos filhotes varia bastante entre as espécies. Para Tityus bahiensis (escorpião marrom) e Tityus serrulatus (escorpião amarelo), é de aproximadamente 14 dias. A troca de pele nos escorpiões, assim como na maioria dos artrópodes, ocorre sucessivamente até a maturidade sexual.

Alimentação

Os escorpiões são carnívoros e alimentam-se exclusivamente de animais vivos. Fazem parte de sua dieta, cupins, baratas, grilos, aranhas e pequenos vertebrados.

A visão, considerada precária, impede que os escorpiões captem imagens definidas. A localização das presas é percebida através das vibrações do ar e do solo captadas por cerdas sensoriais, distribuídas por todo o corpo do escorpião. Nem sempre utilizam o veneno para capturar suas presas. Espécies com pinças grandes e fortes são capazes de esmagar e devorar a presa dispensando o uso do veneno. Quando o telson é mutilado, o escorpião é capaz de sobreviver alimentando–se de pequenos animais que são aprisionados com o auxílio das pinças.

Vivem isolados ou em grupos, se as condições ambientais favorecerem sua instalação. Em cativeiro e outras situações estressantes, os escorpiões costumam praticar o canibalismo, ou seja, devoram-se mutuamente.

Habitat

Habitam todos os continentes, exceto a Antártida, ocupando quase todos os ecossistemas terrestres como savanas, desertos, cerrados, florestas temperadas e tropicais, enterrando-se no solo úmido das matas, na areia dos desertos, ao longo das praias, na zona entre marés ou em cavernas. Costumam abrigar-se em bromélias existentes no solo ou em árvores de grande altitude, sob pedras, madeiras, troncos podres ou em galerias no solo úmido das matas. Algumas espécies são mais ativas durante os meses quentes, porém nos trópico, os escorpiões permanecem ativos durante todo o ano.

Importância ecológica

Do ponto de vista biológico, os escorpiões representam um grupo importante e eficiente sendo considerados os principais predadores de insetos e outros pequenos animais, às vezes nocivos ao homem.

Inimigos

Na natureza, são conhecidos vários predadores dos escorpiões: lacraias, louva-deus, macacos, aranhas, sapos, lagartos, seriemas, corujas, gaviões, quatis, macacos, galinhas, camundongos, algumas formigas e os próprios escorpiões. Mas, alterações no meio ambiente provocadas pelo homem como, desmatamentos, utilização indiscriminada de agrotóxicos e crescimento urbano desordenado, parecem ser as principais causas de extermínio dos escorpiões.

ESPÉCIES PERIGOSAS DE ESCORPIÕES

O problema quanto ao envenenamento humano causado por escorpiões é conhecido desde a antiguidade. As espécies perigosas podem ser encontradas nos desertos ou em regiões semi-áridas. No continente americano ocorrem no Sudeste dos Estados Unidos, México, América do Sul e Ilhas do Caribe. Há espécies que habitam as regiões Norte e Sul da África, Oriente Médio, Norte do Mediterrâneo, Irã, Ásia e Índia

Das 1600 espécies atualmente conhecidas no mundo, apenas 25 podem causar acidentes humanos graves. O crescimento desordenado de importantes centros urbanos propicia condições cada vez mais favoráveis à instalação e proliferação desses animais junto às regiões habitacionais em ambientes peri e intradomiciliares. Encontram esconderijos em terrenos baldios, velhas construções, sob o entulho, pilhas de madeira, tijolos, caixas de luz etc.

O manuseio inadequado de materiais de construção e entulho aumenta as chances de um acidente. No ambiente domiciliar, os cuidados devem ser redobrados quanto ao uso de roupas e calçados. O controle destes animais passa a ser fundamental, e sua eficácia depende de uma ação multidisciplinar envolvendo os órgãos públicos, a comunidade e o manejo ambiental para tornar desfavoráveis as condições de instalação, permanência e proliferação dos escorpiões.

No Brasil, são conhecidas cerca de 100 espécies, das quais, apenas três são consideradas perigosas.

São elas:

Tityus serrulatus Lutz & Mello, 1922: De 5 a 7 cm de comprimento; colorido geral amarelado; pernas e papos sem manchas; cefalotórax e abdômen escuros; presença de serrilha na face dorsal do 3 o e 4 o segmentos da cauda; presença de espinho subaculear no telson.
Distribuição:
Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe, Rio Grande do Sul (relato de um acidente) e Paraná.

Tityus bahiensis Perty, 1833: De 5 a 7 cm de comprimento; colorido geral marrom avermelhado; cefalotórax e abdômen mais escuros e sem manchas; pernas com pequenas manchas escuras; presença de manchas mais escuras na tíbia e fêmur dos palpos; presença de espinho subaculear no telson.
Distribuição:
Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Tityus stigmurus Thorell, 1876: De 5 a 7 cm de comprimento; colorido geral amarelado; pernas e palpos sem manchas; presença de um triângulo escuro na face dorsal anterior do cefalotórax; pré-abdômen com uma faixa escura central bem definida e duas laterais discretas na face dorsal; presença de serrilha na face dorsal do 3 o e 4 o segmentos da cauda; presença de espinho subaculear no telson.
Distribuição:
Pernambuco, Bahia, Ceará, Piauí, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Tityus cambridgei Pocock, 1897: De 8 a 10 cm de comprimento; colorido geral castanho escuro avermelhado, com alguns pontos mais claros; o macho possui a cauda e os palpos mais finos e longos que a fêmea; presença de espinho subaculear no telson.
Distribuição:
Pará , Amapá, Tocantins e Rondônia.

Fonte: www.butantan.gov.br

Escorpiões

São os mais antigos artrópodes conhecidos por registros fósseis e também considerados os aracnídeos vivos mais primitivos.

Predadores carnívoros e de hábitos noturnos, preferem viver em regiões quentes, exclusivamente em meios terrestres.

Possuem o corpo dividido em cefalotórax e abdômen (pré-abdômen e pós-abdômen). Possuem palpos bastante desenvolvidos onde, na ponta, há pinças utilizadas para segurar presas e as quelíceras possuem pequenas pinças para tritura-las.

Na extremidade do pós-abdômen, localizam-se as glândulas de veneno, numa dilatação denominada télson, com aguilhão inoculador.

Poucas espécies de escorpiões possuem veneno nocivo ao homem, porém suas picadas podem ser doloridas.

Os pseudo-escorpiões pertencem a uma outra ordem dos aracnídeos e diferem dos verdadeiros pela ausência do pós-abdômen.

A ordem Scorpiones abrange cerca de 1.500 espécies, apresentando ampla distribuição geográfica, estando representados em todos os continentes, com exceção da Antártida. Estes animais são encontrados em todas as zonas tropicais do mundo.

Os escorpiões ocorrem em vários tipos de ambientes terrestres, sendo encontrados desde regiões desérticas até florestas tropicais super-úmidas. Todas as espécies de escorpiões consideradas perigosas para o homem pertencem à família Butidae, com 550 espécies, das quais apenas 25 são consideradas capazes de provocar acidentes graves ou fatais. Os mais perigosos pertencem aos gêneros Androctus e Leiurus (África do Norte e Oriente Médio), Centruroides (México e Estados Unidos) e Tityus (América do Sul e Trinidad).

No Brasil, os escorpiões de interesse médico pertencem ao gênero Tityus, com as espécies T. serrulatus (escorpião amarelo) encontrado na Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás; T. bahiensis (escorpião marrom) registrado para Goiãs, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e T. stigmurus que ocorre nos estados da Região Nordeste.

Os escorpiões ou lacraus apresentam o corpo formado pelo tronco (prosoma e mesosoma) e pela cauda. O prosoma é coberto dorsalmente por uma carapaça, o cefalotórax, onde se articulam quatro pares de pernas, um par de quelíceras e um par de pedipalpos. O mesosoma apresenta sete segmentos dorsais, os tergitos, e cinco ventrais, os esternitos. A cauda é formada por cinco segmentos e no final da mesma situa-se o telso, composto de vesícula e ferrão (aguilhão). A vesícula contém dias glândulas de veneno, que é inoculado pelo ferrão. Observe no desenho esquemático abaixo as características citadas.

Os escorpiões são animais carnívoros, alimentam-se de insetos, como grilos e baratas, porém são capazes de permanecer longos períodos sem se alimentar. Têm hábitos noturnos e escondem-se sob pedras, troncos, dormentes de linhas de trem, entulhos, telhas e tijolos.

Características dos acidentes escorpiônicos* Tempo de observação das crianças picadas: 6 a 12 horas.

SAEEs = Soro antiescorpiônico / SAAr= Soro antiaracnídico.

Na maioria dos casos graves quatro ampolas são suficientes para o tratamento, visto que neutralizam o veneno circulante e mantêm concentrações elevadas de antiveneno circulante por pelo menos 24 horas após a administração da soroterapia.

Fonte: www.funed.mg.gov.br

Escorpiões

O corpo dos escorpiões é igual ao das aranhas, com uma única diferença: o abdome é dividido em duas partes, pré-abdome e pós-abdome. No pós-abdome, encontra-se a glândula que produz o veneno, que o animal injeta na vítima com um aguilhão.

O maior de todos os escorpiões pode atingir até 21 cm e o menor chega no máximo a 12 mm quando adulto.

Os escorpiões se destacam entre os aracnídeos por terem uma duração de vida que vai além de uma estação. Sua longevidade vai dos 2 aos 6 anos. O maior tempo de vida registrado para um escorpião chega até 8 anos.

Os escorpiões podem viver tanto em lugares desertos quanto nas matas. Vivem também debaixo de pedras, tijolos, telhas e nas fendas das árvores.

Acumular entulhos de obras e lixo em quintais e terrenos baldios onde se propaga insetos que constituem um ótimo ambiente para os escorpiões que encontram uma dieta constituída de: aranhas, baratas, grilos e moscas. Quando não encontra comida, os escorpiões praticam o canibalismo, isto é, devoram-se uns aos outros.

O atributo mais notório de um escorpião é seu ferrão venenoso. O veneno dos escorpiões é neurotóxico. Sua ação é muito rápida e forte. A dor é intensa se irradiando por todo o corpo da vítima. Agindo especialmente sobre o sistema nervoso, pode causar a morte por asfixia, pois os comandos que controlam a respiração ficam bloqueados. O soro anti-escorpiônico é o único remédio eficaz contra as ferroadas dos escorpiões. Todas as espécies de escorpião são venenosas.

Entre as cerca de 1050 espécies conhecidas, apenas um pequeno número é perigoso para os seres humanos a maioria produz uma reação semelhante à da ferroada da abelha, que é muito dolorosa, embora geralmente não ofereça perigo de morte.

Para os insetos, que são alimento potencial de escorpiões, todos os escorpiões são mortalmente venenosos.

Vejamos agora algumas principais espécies deste animal:

Escorpiões
Tityus serrulatus

Nome científico:Tityus serrulatus

Nome comum: escorpião amarelo

Mede cerca de até 7cm de comprimento. Apresenta o tronco escuro, patas, pedipalpos e cauda amarela sendo esta serrilhada no lado dorsal. Considerado o mais venenoso da América do Sul, é o escorpião causador de acidentes graves, principalmente no Estado de Minas Gerais.

Escorpiões
Tityus bahiensis

Nome científico: Tityus bahiensis

Apresenta uma coloração marrom-escuro, às vezes marrom-avermelhado, pernas amareladas com manchas escuras. Fêmures e tíbias dos pedipalpos com mancha escura. A mão do macho é bem dilatada. Esta espécie é o causador dos acidentes mais freqüentes em São Paulo.

Escorpiões
Bothriurus araguayae

Nome Científico: Bothriurus araguayae

O Bothriurus araguayae é um animal inofensivo não oferecendo perigo algum, por isto, é uma espécie apenas controlada para a preservação.

Escorpiões
Tityus stigmurus

Nome científico: Tityus stigmurus

Apresenta uma coloração amarelo-claro com um triângulo negro na cabeça e uma faixa longitudinal mediana e manchas laterais no tronco.

Escorpiões
Tityus cambridgei

Nome científico: Tityus cambridgei

Apresenta colorido geral castanho-avermelhado, com pontos de cor clara. O macho apresenta uma cauda mais longa que a fêmea.

Nome científico: Tityus trivittatus

Apresenta colorido amarelo-escuro, com três faixas longitudinais quase negras, podendo haver pequenas variações na cor. Atinge cerca de 7cm de tamanho.

Escorpiões
Pandinus Imperator

Nome científico: Pandinus Imperator
Nome comum: Escorpião Imperador

O Escorpião Imperador (pandinus imperator) é uma espécie noturna originária da zona oeste do continente africano. De cor preta, quando colocado sob uma luz negra exibe uns reflexos verdes lembrando um tom metálico. Os escorpiões Imperador são quase cegos, mas, possuem pêlos sensoriais ao longo do corpo que suprem esta deficiência.

Bibliografia

Gary A. Polis, The Biology of Scorpions; Stanford University Press; Stanford, CA
Brasil. Ministerio da Saúde. Fundacao Nacional de Saúde, Manual de diagnostico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos, Brasília; Brasil. Ministerio da Saúde. Fundação Nacional de Saúde; 1998. 131 p.
Aranha F. Os escorpiões e suas relações com o homem: uma revisão. Ciência e Cultura 1988

Ivana Silva

Fonte: www.fiocruz.br

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