29/07/1846, Rio de Janeiro
14/11/1921, Paris
Uma das mulheres mais citadas na história do Brasil, Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, a princesa Isabel, colocou um ponto final no dia 13 de maio de 1888 em uma das maiores manchas do país -a escravidão.
Naquele domingo, princesa Isabel assinou a Lei 3.353, mais conhecida como "Lei Áurea", declarando extinta a escravidão no Brasil, mesmo enfrentando muitas resistências dos fazendeiros e da elite em geral.
"A princesa imperial regente, em nome de sua majestade, o imperador d. Pedro 2º, faz saber a todos os súditos do império, que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Artigo 1º - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil; Artigo 2º - Revogam-se as disposições em contrário", dizia o texto que libertou milhões de escravos, que por três séculos serviu de mão-de-obra para o crescimento do país.
Segunda filha de d. Pedro 2º e da imperatriz Maria Cristina, princesa Isabel foi, por três vezes, regente do império. Em 1864, casou-se com o francês Luís Gastão de Orleans, o conde D'Eu.
Antes da Lei Áurea, princesa Isabel sancionou as leis do primeiro recenseamento do império, naturalização de estrangeiros e relações comerciais com países vizinhos.
Em 28 de setembro de 1871, ela também sancionou a Lei do Ventre Livre, o primeiro passo efetivo para o fim da escravidão no Brasil -a lei estabelecia que todos os filhos de escravos estavam livres.
A Lei do Ventre Livre foi assinada na época em que d. Pedro 2º fez a sua primeira viagem para a Europa, deixando, pela primeira vez, a princesa Isabel como regente do império. Em outras duas oportunidades a princesa também assumiu as mesmas funções.
Disposta a acabar com a escravidão no Brasil, princesa Isabel pressionou o ministério, que era contrário à abolição.
A pressão exercida pela princesa deu resultado e o Gabinete foi dissolvido e seus integrantes foram substituídos por pessoas que defendiam o fim da escravatura. Em abril de 1888, um mês antes da assinatura da Lei Áurea, ela entregou 103 cartas de alforria para alguns escravos, deixando claro que esperava da Câmara federal a aprovação da lei, o que, de fato, aconteceu.
Com a morte de seu irmão mais velho, o príncipe d. Afonso, tornou-se herdeira do trono e sucessora do seu pai quando tinha apenas 11 meses.
O reconhecimento oficial como sucessora aconteceu no dia 10 de agosto de 1850. No dia 29 de julho de 1860, ao completar 14 anos, princesa Isabel prestou juramento comprometendo-se a manter no Brasil a religião católica e ser obediente às leis e ao imperador.
Somente depois de 11 anos de casamento -fato raro para a época-, é que princesa Isabel teve o seu primeiro filho, Pedro de Alcântara. Depois, vieram mais dois: Luiz Maria Felipe e Antônio Gusmão Francisco. Com a proclamação da República, em 1889, a família real embarcou para o exílio na Europa.
Ao lado de amigos, filhos e netos, e com grande dificuldade para se locomover -precisava do auxílio de uma cadeira de rodas-, princesa Isabel viveu os seus últimos dias em Paris, onde morreu no dia 14 de novembro de 1921. Os seus restos mortais foram transferidos para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido, em 1953.
Fonte: educacao.uol.com.br
Uma das mulheres mais citadas na história do Brasil, Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, a Princesa Isabel, colocou um ponto final no dia 13 de maio de 1888 em uma das maiores manchas do país -a escravidão.
Naquele domingo, Princesa Isabel assinou a Lei 3.353, mais conhecida como "Lei Áurea", declarando extinta a escravidão no Brasil, mesmo enfrentando muitas resistências dos fazendeiros e da elite em geral.
"A princesa imperial regente, em nome de sua majestade, o imperador d. Pedro 2º, faz saber a todos os súditos do império, que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Artigo 1º - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil; Artigo 2º - Revogam-se as disposições em contrário", dizia o texto que libertou milhões de escravos, que por três séculos serviu de mão-de-obra para o crescimento do país.
Segunda filha de d. Pedro 2º e da imperatriz Maria Cristina, Princesa Isabel foi, por três vezes, regente do império. Em 1864, casou-se com o francês Luís Gastão de Orleans, o conde D'Eu.
Antes da Lei Áurea, Princesa Isabel sancionou as leis do primeiro recenseamento do império, naturalização de estrangeiros e relações comerciais com países vizinhos.
Em 28 de setembro de 1871, ela também sancionou a Lei do Ventre Livre, o primeiro passo efetivo para o fim da escravidão no Brasil -a lei estabelecia que todos os filhos de escravos estavam livres.
A Lei do Ventre Livre foi assinada na época em que d. Pedro 2º fez a sua primeira viagem para a Europa, deixando, pela primeira vez, a Princesa Isabel como regente do império. Em outras duas oportunidades a princesa também assumiu as mesmas funções.
Disposta a acabar com a escravidão no Brasil, Princesa Isabel pressionou o ministério, que era contrário à abolição. A pressão exercida pela princesa deu resultado e o Gabinete foi dissolvido e seus integrantes foram substituídos por pessoas que defendiam o fim da escravatura. Em abril de 1888, um mês antes da assinatura da Lei Áurea, ela entregou 103 cartas de alforria para alguns escravos, deixando claro que esperava da Câmara federal a aprovação da lei, o que, de fato, aconteceu.
Com a morte de seu irmão mais velho, o príncipe d. Afonso, tornou-se herdeira do trono e sucessora do seu pai quando tinha apenas 11 meses.
O reconhecimento oficial como sucessora aconteceu no dia 10 de agosto de 1850. No dia 29 de julho de 1860, ao completar 14 anos, Princesa Isabel prestou juramento comprometendo-se a manter no Brasil a religião católica e ser obediente às leis e ao imperador.
Somente depois de 11 anos de casamento -fato raro para a época-, é que Princesa Isabel teve o seu primeiro filho, Pedro de Alcântara. Depois, vieram mais dois: Luiz Maria Felipe e Antônio Gusmão Francisco.
Com a proclamação da República, em 1889, a família real embarcou para o exílio na Europa. Ao lado de amigos, filhos e netos, e com grande dificuldade para se locomover -precisava do auxílio de uma cadeira de rodas-, Princesa Isabel viveu os seus últimos dias em Paris, onde morreu no dia 14 de novembro de 1921.
Os seus restos mortais foram transferidos para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido, em 1953.
Fonte: www.netsaber.com.br

Princesa Isabel
Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança Bourbon e Orléans, Princesa Imperial e Regente do Império do Brasil (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1846 — Eu, 14 de novembro de 1921), Princesa Imperial do Brasil, Regente do Império do Brasil por três ocasiões e terceira imperatriz do Brasil (De Jure), era filha do imperador Pedro II do Brasil e da imperatriz Teresa Cristina. Foi cognominada A Redentora por ter abolido a escravidão no Brasil.
Dona Isabel nasceu no Palácio de São Cristóvão, e foi a segunda filha dos imperadores do Brasil.
Batizada na Capela Imperial no dia 15 de novembro de 1846 pelo bispo capelão-mor Conde de Irajá, seu nome foi dado em homenagem à avó materna, a Rainha de Nápoles. Com a morte precoce de seu irmão Dom Afonso, Isabel tornou-se a sucessora de seu pai. Neste mesmo ano de 1847 nasceria a 13 de julho a sua companheira de toda a mocidade, a Princesa Leopoldina.
Em 1848 nasceu o seu segundo irmão varão, o príncipe D. Pedro, que morreu dois anos depois. Para herdar o trono do avô, restava uma princesinha de quatro anos de idade, designada doravante como Princesa Imperial. O reconhecimento oficial como sucessora e herdeira do pai teve lugar a 10 de agosto de 1850, quando a Assembléia-Geral, reunida no Paço do Senado às 11 horas da manhã, proclamou-a herdeira do Trono na forma dos Artigos 116 e 117 da Constituição do Império.
A 29 de julho de 1860 completava D. Isabel 14 anos e, de acordo com o artigo 106 da Constituição Imperial, deveria prestar o juramento de "manter a religião Católica Apostólica Romana, observar a Constituição política da nação brasileira e ser obediente às leis e ao imperador."
A fim de prepará-la para seu papel, começou Dom Pedro II a preocupar-se com a formação da futura imperatriz. Desde cedo, porém, o Imperador iniciou entendimentos para dar às filhas uma preceptora. Por indicação da tia das princesas, a Princesa D. Francisca, a escolhida foi a Condessa de Barral, filha do diplomata Domingos Borges de Barros, Visconde de Pedra Branca e esposa do nobre francês Conde de Barral. A Condessa iniciou suas funções em setembro de 1855.
Para a educação da Princesa Isabel e da sua irmã, numerosos mestres foram designados, que elaboraram um severo programa de estudos. Mas sua infância teve momentos de descontração. Em seu diário ela diz: "Petrópolis, residência de verão, residência deliciosa: jardins floridos, canais cortando a cidade... " Ou mais adiante: "Eu fui de Petrópolis a pé até a cascata de Tamarati. A mana andou tão pouco a cavalo." Em São Cristóvão, para amenizar o ambiente carregado de estudos e deveres, pequenas peças teatrais eram levadas à cena em que as princesas desempenhavam os principais papéis na companhia dos amigos de infância.
Isabel.Pouco mais de um ano depois de testemunhar o júbilo popular com a Abolição, D. Isabel veria a monarquia no Brasil ser extinta. Insuflados pelos radicais positivistas e apoiados pelos fazendeiros, os militares depuseram o gabinete do Visconde de Ouro Preto e instauraram uma ditadura republicana. D. Isabel seguiu com sua família para o exílio, na madrugada de 17 de novembro de 1889. Lembrando-se da profecia de Cotegipe, declarou: "Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil". Os temores expressos na carta de três meses antes se confirmaram antes de que fosse possível legar aos negros libertos sua cota de justiça.
O Imperador Pedro II morreu em Paris, em 5 de dezembro de 1891 e Isabel passou a ser considerada pelos monarquistas imperatriz de jure do Brasil, ou sua imperatriz titular.
Apesar da dor do exílio, D. Isabel teve uma velhice tranqüila, instalada no castelo da família em Eu, na Normandia, propriedade de Gastão de Orleans. Rodeada pelos filhos e netos, fez de sua casa uma embaixada informal do Brasil. Recebia brasileiros de passagem, ajudou o jovem Alberto Santos-Dümont quando desenvolvia suas invenções. Passou os últimos anos da vida com dificuldades de locomoção. Em 1920 teve a felicidade de saber que a lei que bania a Família Imperial do Brasil havia sido revogada pelo presidente Epitácio Pessoa.
Com a saúde frágil, já abalada pela mortes dos dois filhos mais novos, faleceu em 14 de novembro de 1921. Foi sepultada no cemitério local, de onde seria trasladada em 6 de julho de 1953 para um jazigo no Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis.
Foi organizado em julho de 2006 pelo Museu Imperial, IPHAN e Ministério da Cultura, no Museu Imperial – Rua da Imperatriz, 220, – Petrópolis – Rio de Janeiro um seminário comemorativo dos 160 anos da Princesa Isabel, intitulado A Princesa das Camélias.
Novos estudos demonstrariam que Isabel foi uma mulher envolvida com a política de sua época, crítica do socialismo, vítima de intrigas palacianas e cujo catolicismo não se expressava apenas por meio de obras de caridade, mas servia de fundamento para sua compreensão do próprio papel como governante do país.
Fonte: pt.wikipedia.org