
Na escola, aprendemos Ciências e Matemática, Geografia e História, Literatura e Línguas, Artes, mas não nos ensinam muito acerca de nós próprios enquanto indivíduos. E, no entanto, é muito importante tentarmos compreender-nos a nós próprios e aos outros, porque isto nos ajudará a levar uma vida mais feliz e satisfatória.
É aqui que os horóscopos nos podem ajudar. Um horóscopo não nos pode dizer o que vai acontecer, a nós a outra pessoa qualquer. Mas pode dizer-nos que tipo de pessoa somos. Alguns psicólogos utilizam o horóscopo para melhor compreender e ajudar pessoas que se encontram perturbadas ou confusas acerca de si próprias.
Cada um de nós é tão complicado, que é como se tivéssemos várias pessoas diferentes cá dentro. Sabemos que, por vezes, nos sentimos felizes e queremos estar com outras pessoas, enquanto noutras alturas sentimo-nos introspectivos e queremos estar sozinhos. Com algumas das pessoas que conhecemos, podemos ser pessoas divertidas, enquanto com outras podemos comportar-nos de forma séria e reservada. Podemos ser pacientes e cobrir de atenções um animal de estimação, mas sermos apressados e descuidados com as tarefas escolares.
Os signos do Sol, da Lua e os planetas na nossa carta natal podem mostrar-nos por que é que parece haver tantas pessoas diferentes dentro de nós, e assim podemos aprender a viver melhor com cada uma destas diferentes facetas da nossa personalidade e retirar o melhor partido de nós próprios. O horóscopo completo ao mostrar a relação especial entre o Sol, a Lua e os outros planetas no momento e local do nascimento, pode dizer-nos como pensamos e sentimos as coisas, quais são os nossos talentos, que tipo de conhecimento devemos adquirir, e quais os aspectos da vida que mais nos podem fazer felizes.
Estes são os diferentes aspectos da nossa vida e da nossa personalidade que o Sol, a Lua e cada um dos planetas representam:

Mostra os nossos maiores objetivos de vida, aquilo que queremos.

Mostra como nos comportamos emocionalmente, como sentimos as coisas.

Mostra a forma como pensamos e como nos expressamos.

Mostra a forma como nos relacionamos com os outros.

Mostra a forma como utilizamos a energia e o talento de que dispomos para conseguir aquilo que queremos.

Mostra a forma como nos divertimos e como expandimos o nosso entendimento.

Mostra a auto-disciplina e a força de carácter de que dispomos.

Mostra de que forma somos originais, inventivos e criativos.

Mostra de que forma podemos ajudar melhor os outros.

Mostra de que forma podemos crescer, aprofundando o auto-conhecimento.
Fonte: www.astro.com
"Deus inventou e nos deu a visão para que, contemplando as revoluções celestes, pudéssemos aplicá-las sobre as revoluções dos nossos pensamentos que, apesar de desordenadas, são parentes das revoluções imperturbáveis do céu, dos movimentos periódicos e regulares da inteligência divina. Desse modo, ao estudar a fundo os movimentos celestes e exercer a retidão natural do raciocínio, estaríamos imitando os movimentos absolutamente invariáveis da divindade, ordenando através destes os nossos próprios pensamentos que, deixados a si mesmos, estão sujeitos à aberração." Platão
O ser humano sempre nutriu um grande terror de confirmar que há algo mesmo no céu que determina - seja em que grau for - os fatos aqui na Terra, visto que para ele tal confirmação certamente eliminaria por definitivo a sua possibilidade de livre decidir.
O que é um grande absurdo: o Homem sempre pôde decidir contra ou a favor do que quisesse, por maior que fossem os obstáculos e por menos que soubesse avaliar a própria situação.
O Homem sempre pode dizer sim ou não, pagando um preço por contrariar e negar aquilo que lhe impõe alguma resistência e se mostra real. Desse modo, o Homem pode até agir contra si mesmo, se quiser, contrariando seus valores e o que julga fundamental. Mas pode agir a favor - e a sua liberdade não fica de maneira nenhuma limitada por ter que agir a favor da própria natureza. Aliás, é assim que ela se expressa, com todo o seu poder (23).
Ademais, são estes valores pessoais que, ao longo da história, vão se consolidando e se mostrando como os mais dignos da própria espécie, e que sempre norteiam o indivíduo no sentido de definir qual o melhor caminho a tomar. Aliás, foi justamente o fato de alguns homens terem devotado a própria vida a alguns princípios e personificado alguns valores que fez com que o rumo da história fosse mudado, para o bem ou para o mal.
Isto nos faz crer que, se há algo que possa nortear a conduta tão duvidosa dos homens, este algo se refere exatamente aos princípios ditos humanos, por mais que estes, de pessoa a pessoa, sejam variáveis. Afinal, há pessoas que fazem a vida, por exemplo, totalmente voltadas para si mesmas, para a auto-estima, para o respeito próprio, enquanto há pessoas que são completamente voltadas para o outro, para o convívio mútuo.
Mas, de qualquer forma, tanto o respeito próprio quanto o convívio mútuo são princípios humanos fundamentais, dos quais uma ou outra pessoa se investe para se orientar e construir a própria vida. São princípios com que a pessoa se identifica e dos quais não consegue abrir mão - o que, se fosse feito, significaria a destruição total da sua identidade. Aliás, ela nem mesmo concebe que a vida possa ser levada de outra forma.
Cada ser humano, pois, se espelha - ou procura se espelhar - em determinado princípio que tem como fundamental para si mesmo. E isto, como se sabe, é uma questão de natureza psicológica. O que devemos nos lembrar, entretanto, é que o céu sempre foi a instância para onde o Homem mirou a sua atenção para se orientar em pleno mar, tanto quanto para constatar determinado período favorável às plantações - o que, como se sabe, é uma questão da área das navegações e da agricultura. Entretanto, o céu sempre foi também o lugar de personificações míticas das mais extravagantes, de Deuses que resumiam, em sua própria epopéia, a consagração de determinados valores humanos - o que, por sua vez, é uma questão de natureza simbólica.
Poderíamos até nos valer da noção bíblica de que o homem deve procurar ser a imagem e o reflexo de Deus para lançar uma hipótese astrológica derradeira: o céu de nascimento de um indivíduo traz a imagem - ou personifica - aquilo que ele pretende ser, ou os valores aos quais dedicará toda a sua vida. Aliás, foi exatamente isto que a pesquisa de Michel Gauquelin (24) deixou entrever: cada personalidade célebre fez da própria vida exatamente aquilo que estava prefigurado no céu no instante do seu nascimento e, por isso, deduzimos que a vida de qualquer indivíduo que persevere na sua realização acaba tomando o desenho e a forma do seu mapa astrológico.
É claro que a nossa dedução não está baseada nesta noção bíblica mesmo que ela seja uma maneira persuasiva de apresentar a situação, como alguns poderão pensar. A nossa dedução está baseada em vários fatores que veremos mais adiante, tanto quanto ao valor e o significado do céu dentro da cosmovisão tradicional, sem os quais qualquer correspondência entre o homem e o espaço sideral se torna incompreensível.
Na cosmovisão tradicional, como já expusemos anteriormente, a totalidade da natureza sideral configurava uma zona de indeterminação e era considerada como um mundo intermediário, área de transição entre:

Sendo esta a única dimensão que corresponde simultaneamente ao Homem e ao Céu em toda e qualquer cosmovisão tradicional. O Céu estaria, assim, no mesmo plano em que se situa o Homem.
Percebemos, assim, que a astrologia aponta para o fato de que os tipos humanos - esboçados pelos horóscopos - não são apenas criação e concepção da mente humana mas, sim, dados que fazem parte intrínseca do real (como uma espécie de simbolismo natural ), não podendo ser pois pura invenção já que estão sendo interpretados.
Desse modo, parece que fazemos parte de uma grande estrutura cósmica, como se fôssemos peças inconscientes do grande mecanismo a que pertencemos - o que facilmente nos remete à imagem de um relógio ou de um mecanismo vivo ( um cérebro, por exemplo), que são imagens recorrentes na astrologia.
Aliás, o pressuposto mesmo da astrologia é de que o cosmos pensa e pensa humanamente, isto é, como se fosse um homem, tendo pois uma intenção, e de que fazemos parte de um pensamento cósmico e de uma intenção cujo vulto nos escapa, sendo então o mapa astrológico o instrumento que nos permitiria avaliar a ambos.
EDIL CARVALHO
Fonte: portodoceu.terra.com.br