Como toda matéria, os cristais são compostos por partículas microscópicas, os átomos. Átomos são constituídos de partículas ainda menores: prótons, elétrons e nêutrons. Essas pequeníssimas porções de matéria estão em movimento constante, vibrando sempre. É por isso que se define toda a matéria como “energia concentrada”. Durante essas vibrações, cada átomo de matéria capta e emite energia ao mesmo tempo. Não existe, portanto, matéria morta. O mundo físico, palpável, nada mais é que o agrupamento de diferentes combinações de energia concentrada, onde tudo está sempre trocando informações, ou seja, vibrando numa determinada sintonia.

O que define a forma de uma pessoa, ou de uma rocha, é a maneira como os átomos que as compõem se juntam em moléculas, e como estas se agrupam para compor a forma física desses seres.
Um cristal é, portanto, um ser vivo, tanto quanto nós. Aparentemente muito diferente, e certamente com outro tipo de habilidade, mas não apenas uma coisa.
Na formação de uma estrutura cristalina, como a ametista, o quartzo límpido ou o citrino, por exemplo, os átomos estão associados em perfeita unidade e harmonia, como se tivessem nascido uns para os outros. Assim também acontece com as moléculas, que vibram todas numa mesma freqüência.
É por isso tudo que os cristais são considerados formas minerais integrais e completas em si mesmas, que encantam pelo formato perfeito, pelas cores deslumbrantes e pela luminosidade que irradiam. Só que para chegarem às nossas mãos, passam por um exaustivo trabalho de extração. Como se formam em veios, na terra, é preciso tirá-los de lá com ferramentas rudimentares, cunha e martelo. O trabalho se complica quando feito em escala industrial. Aí é preciso usar máquinas especiais, até explosivos, como na extração do quartzo em todas as suas variações. Em outros casos, é preciso colher o cristal depositado na areia, em beira de praia ou leitos de rios, da mesma forma que se obtém o diamante e o topázio.
Aí, a pedra bruta ainda vai passar por um processo de limpeza com produtos químicos e de polimento e lapidação para só então revelar todo o seu brilho.
O REINO DOS ELEMENTAIS

Há quem considere o reino mineral, berço dos cristais, como inferior aos outros reinos da natureza, o vegetal e o animal. Porque é inanimado, desprovido de inteligência e tem utilidade apenas para o conforto e subsistência do ser humano.
Mas, para os místicos, o reino mineral é muito rico e importante, já que é regido por entes espirituais elevadíssimos – os elementais -, também conhecidos como espíritos da natureza. Os elementais vivem dentro dos cristais e estão prontos a se comunicar com os humanos, transmitindo sua luz e beneficiando a humanidade no que ela necessitar. Assim, para aqueles que se sentem atraídos pelos cristais apenas porque os acham belos, os elementais irradiam beleza. Já aqueles que buscam nos cristais relaxamento, saúde, equilíbrio psíquico e espiritual encontrarão lá os elementais prontos a colaborar para a conquista desses objetivos.
OS BENEFÍCIOS QUE OS CRISTAIS VÊM FAZENDO PELA HUMANIDADE

A tradição mística e lendária nos conta que na antiga Atlântida os cristais eram usados para canalizar energia cósmica, com diversas finalidades, como sinais de luz que serviam para a comunicação telepática com seus antepassados e com a energia divina. Além disso, segundo relatos dispersos em diversos livros escritos por sensitivos, os atlantes empregavam os cristais no arquivamento de informações (como num computador moderno), na iluminação de casa e cidades e na cura de doenças.
Acredita-se mesmo que um dos motivos da destruição de Atlântida, um continente que ficava entra a África e América do Sul, tenha sido o uso abusivo e indevido da energia poderosa dos cristais.
Os sobreviventes de Atlântida levaram parte do conhecimento acumulado a respeito dos cristais para diferentes regiões do mundo, como o Egito, o Tibet e a América. As pirâmides construídas pelos povos dessas regiões, com sua forma geométrica perfeita, reproduzem exatamente a estrutura molecular dos cristais e têm seu ângulo interno exatamente igual ao das pedras de quartzo. As pirâmides também canalizam a energia cósmica para a superfície da Terra.

Alguns autores acreditam que a grande pirâmide de Quéops, assim como todas as outras, possuía em seu topo um gigantesco cristal, que ampliava espantosamente a energia captada dentro da pirâmide.
As múmias egípcias foram encontradas sempre cobertas de pedras preciosas, especialmente a turquesa que é excelente para regenerar e conservar a pele. Na Grécia clássica, usavam-se os banhos de imersão com cristais, com fins terapêuticos.
Civilizações sucederam-se no decorrer da história, e o conhecimento acerca do poder oculto dos cristais acabou se transformando em segredo de iniciados. Com o tempo, muito dessa sabedoria se perdeu.
Os vestígios desse vasto conhecimento são inúmeros. E aparecem, por exemplo, na Bíblia, mais especificamente no Livro do Êxodo, que reúne relatos provavelmente datados de 2.000 anos antes de Cristo. Esse livro cita um colar sagrado, que dava a Aarão o “poder de Deus”.

O colar era composto por doze pedras preciosas, arranjadas em quatro fileiras. Não se sabe, no entanto, que pedras eram essas, mas apenas que tinham “inspiração divina” e fortes poderes espirituais.
Ao mesmo tempo em que despertavam a cobiça de muitos, por sua raridade e beleza, pedras preciosas e cristais eram vistos com admiração, por motivos muito mais nobres, por outros tantos. Estudos astrológicos datados de quatro séculos antes de Cristo, escritos em sânscrito, descrevem detalhadamente teorias sobre a origem de diversas gemas e cristais e o poder deles ligados a cada um dos signos. Nesses mesmos estudos, os astrólogos aconselhavam as pessoas a usarem certos tipos de pedras para trazer sorte e neutralizar a influência negativa dos planetas em movimento.
Os antigos reis da Índia eram aconselhados pelos sábios a preservar consigo pedras e cristais específicos com a finalidade de obter proteção contra o mal e para ativar a intuição, facilitando a tomada de decisões.
Talismãs e amuletos usados na cintura ou dependurados no pescoço serviam para curar doenças entre egípcios e persas. Registros arqueológicos do Império Romano atestam que algumas pedras eram usadas para provocar efeitos positivos sobre o corpo das pessoas.
Dos Faraós à rainha da Inglaterra, a posse de jóias por monarcas é prática usual, como um dos mais fortes símbolos de poder. Na rica história dos povos indígenas da América do Norte, quase aniquilada pelo desprezo dos colonizadores, havia cerimônias especiais, quando os mais velhos da aldeia usavam grandes cristais de quartzo límpido para “ver” o que fosse preciso.
Os Maias, na América Central, usavam ametista e outras pedras para diagnosticar e curar doenças, com o auxílio de outros tipos de remédios. Uma lenda dos índios mexicanos diz que toda pessoa que levar uma vida voltada para o bem terá sua alma guardada para sempre dentro de um cristal, depois da morte. E esse cristal passaria a ter o poder de curar, guiar e realizar os sonhos de quem o encontrasse.
Estes são apenas alguns exemplos dos poderes dos cristais. Mas nada disso se compara ao que, aos poucos, a pesquisa metódica e as experiências de sensitivos vêm nos revelando sobre a maneira como os atlantes faziam uso desses instrumentos divinos.
Relatos em textos esotéricos falam da sabedoria contida em alguns cristais muito especiais. Neles, sábios atlantes teriam gravado o conhecimento acumulado por aquela civilização para que um dia tudo viesse novamente à tona. Preferiam não usar livros para isso, pois previam as mudanças físicas sofridas pelo planeta, que certamente os teriam destruído.

Um exemplo desses cristais-testamento seriam as famosas cabeças de cristal encontradas nos Andes na década de 70, por arqueólogos americanos. Não se tem certeza se tiveram origem na Atlântida ou, como afirmam alguns estudiosos, se vieram de outra galáxia. Quase nada foi revelado sobre o contato direto com esses misteriosos crânios, esculpidos em cristal branco opaco, pouco maior que uma bola de tênis.
Vindos de algum planeta distante ou recuperados do nosso passado longínquo, esses crânios parecem confirmar as fortes impressões e experiências que podem ser vividas em contato com os cristais e gemas.
A parapsicologia afirma que aquilo que é revelado pelos cristais vem de nossas próprias mentes, onde todo o conhecimento do Universo, inclusive nosso passado ancestral, está apenas esperando para ser revelado. Tudo depende da ferramenta adequada e do momento certo.
É possível, mas não deixa de ser maravilhoso, que algumas pedrinhas transparentes sejam capazes de provocar tudo isso. Baterias energéticas, panacéia contra todas as doenças, os cristais mostram-se, principalmente, uma ampla porta para o passado e uma ponte para um futuro melhor, mais claro e harmonioso.
Em nossos dias, associados a diversas áreas da ciência e da tecnologia de ponta, cristais e gemas são usados como componentes de precisão em chips (que são as plaquetas de memória dos computadores) ou como transmissores e captadores de impulsos elétricos, em relógios, instrumentos de medição, nas fibras óticas e aparelhos cirúrgicos delicados. Qualquer semelhança com as lendas sobre o uso dos cristais na Atlântida não é mera coincidência, como podemos ver.
Para o mal ou para o bem, parece impossível exagerar quanto ao potencial energético dos cristais. Chamados de “energia pura" Pelo psicólogo Julian Lepcan, especializado em regressão a vidas passadas, e de “uma dádiva da natureza” pela taróloga Gilda Telles, eles deixaram de ser um adorno para se transformarem num verdadeiro instrumento a serviço da evolução espiritual.

Auxiliam em exercícios de meditação, ajudam a desenvolver a intuição. Colocados debaixo do travesseiro, proporcionam um sono tranqüilo e sonhos elevados.
Expostos na sala ou no quarto, harmonizam o ambiente, absorvendo energias negativas. Associados aos signos ou aos chakras são usados para diversos tipos de cura e no desenvolvimento de virtudes e potencialidades.
Ajudam a estabilizar emoções descontroladas, relaxam tensões, acalmam mentes perturbadas.
Mas não é só: cristais estão sendo colocados em vasos e jardins para estimular o crescimento sadio de plantas e servir de moradia para elementais ligados à terra. Dependurados no pescoço de animais de estimação, garantem sua saúde e tranqüilidade.
São também uma fonte de força quando é necessário, como para a mulher que entra em trabalho de parto ou num período pós-operatório, por exemplo.
Um cristal pode chamar a sua atenção por muitos motivos. Seja qual for ele, refletirá uma necessidade sua. Lembre-se de que, segundo os místicos, um cristal é quem escolhe seu dono. Se você resolve ficar com ele, precisará, à maneira dos atlantes, programá-lo para sua finalidade específica.
Antes disso, porém, vale a pena fazer uma leitura do cristal, para saber o que está gravado nele. Pode ser que ele tenha passado por alguma antiga civilização e contenha alguma informação sobre sua história, ou mesmo que algum iniciado tenha impregnado o cristal com seu conhecimento e magia, para dividi-los com outros estudiosos, no futuro.