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I Ching

I Ching

A história

O I Ching é considerado o mais antigo livro de sabedoria do mundo ainda de uso corrente. Suas origens, na China pré-dinástica, são obscuras, mas seus conceitos foram utilizados durante muitos séculos antes de serem registrados por escrito.

O título I Ching é traduzido, geralmente, como O livro das mutações. Este aspecto de mudança é o que há de fundamental no I Ching, ligado ao conceito de estados opostos complementares.

O I Ching é uma maneira de você se comunicar com o seu eu maior. Cabe ressaltar aqui a necessidade do acreditar nas revelações. Você daria conselhos a alguém que diz de antemão que não acredita em você?

Assim, a sua relação com o I Ching crescerá à medida que aumenta a sua fé e confiança nas orientações recebidas.

Como jogar

Consiste basicamente em jogar moedas e registrar o resultado (cara ou coroa) e daí consultar um padrão já definido de conselhos e/ou orientações.

Usa-se 3 moedas e joga-se 2 vezes gerando 64 possibilidades.

É simples O I Ching.

Apanhe três moedas pequenas e iguais. Dê à “cara” o valor 3 e à “coroa” o valor 2. Junte as mãos em concha e sacuda delicadamente as moedas na concavidade formada pelas palmas das mãos. Ao mesmo tempo, pense no caso para o qual precisa de orientação. Se não houver uma questão em particular, a orientação se aplicará à situação do próprio momento. Quando achar que sacudiu as moedas o suficiente, deixe-as cair suavemente sobre uma superfície plana. Quando elas pararem, examine sua face superior, contando o número total de pontos. Há somente quatro possibilidades, pois não importa a ordem em que as moedas sejam examinadas.

Esse primeiro lançamento formará a linha inferior do hexagrama de seis linhas que você está construindo, O hexagrama é uma representação simbólica da sabedoria do I Ching.

Se o lançamento deu o número 6 (três coroas) ou 8 (duas caras e uma coroa), trace uma linha partida assim --- ---

Se o lançamento deu o número 7 (duas coroas e uma cara) ou 9 (três caras), trace uma linha contínua, assim ---------

Para completar o hexagrama, sacuda novamente as mãos e repita o lançamento das moedas, com os mesmos pensamentos em mente, estruturando-o da linha de baixo (a primeira) para a de cima (a sexta); marque as linhas móveis, quando houver. Com o primeiro hexagrama completo, o padrão a ele referente procurado no quadro que se segue. Há somente sesenta e quatro possibilidades de arranjo das linhas.

O livro I Ching Iluminado de Judy Fox, Karen Hughes e John Tampion é bastante recomendado pela sua objetividade.

O I Ching nos oferece conselhos para nos conduzirmos melhor na condição presente em acordo com as inevitáveis forças da natureza.

No mundo do I Ching não podemos fugir dos nossos problemas. Devemos suportar nossas cargas e agir de acordo com nossas responsabilidades.

Recomendações

Algumas orientações que julgo importantes:

Usar o I Ching somente para coisas importantes.

Jogar apenas uma vez por dia.

Fazer o mesmo ritual sempre que for jogar.

Usar as sempre as mesmas moedas, que devem ser usadas apenas para este fim e devem ser previamente preparadas.

Fazer perguntas específicas e cujas respostas devem ser ações a serem tomadas.

Comprometer-se a seguir fielmente as orientações recebidas.

Jogar novamente pelo mesmo motivo apenas 3 meses depois, ou se algum fato: novo e muito importante ocorrer.

Os hexagramas

I Ching

Fonte: www.abbra.com.br

I Ching

O I Ching ou Livro das Mutações, é um texto clássico chinês composto de várias camadas, sobrepostas ao longo do tempo. É um dos mais antigos e um dos únicos textos chineses que chegaram até nossos dias. Ching, significando clássico, foi o nome dado por Confúcio à sua edição dos antigos livros.

Antes era chamado apenas I: o ideograma I é traduzido de muitas formas, e no século XX ficou conhecido no ocidente como "mudança" ou "mutação".

O "I Ching" pode ser compreendido e estudado tanto como um oráculo quanto como um livro de sabedoria. Na própria China, é alvo do estudo diferenciado realizado por religiosos, eruditos e praticantes da filosofia de vida taoísta.

Filosofia e cosmologia no I Ching

As oito figuras que formam o I Ching estão na base da cultura que se desenvolveu na China durante milênios. Para os chineses a ordem do mundo depende de se dar o nome correto às coisas, portanto o significado de "I" sempre foi objeto de discussão.

Alguns vêem o ideograma I como semelhante ao desenho de um camaleão, representando o movimento (como o lagarto) e a mutação (como o mimetismo do camaleão). Outros afirmam que o ideograma é formado pelo do Sol em cima e o da Lua embaixo, a mutação sendo simbolizada pelo movimento incessante destes astros no céu.

I Ching
Sequência do Rei Wen

Para o pensameno chinês, não há o que mude, há apenas o mudar. A mutação seria o caráter mesmo do mundo. Mas a mutação é, em si mesma, invariável, ela sempre existe. Portanto, "I" significa mutação e não-mutação. Subjaz, à complexidade do universo, uma 'simplicidade' que consiste nos princípios que estão por trás de todos os ciclos.

Ao fluir com as circunstâncias se evita o atrito e portanto a resistência: esse é o caminho do homem sábio.

Tanto o taoísmo como o confucionismo, as duas linhas da filosofia chinesa, beberam da fonte do I.

Tudo que ocorre no céu e na terra tem sua imagem nos oito trigramas, que estão continuamente se transformando um no outro. Têm várias camadas de significados, e representam processos da natureza. São, portanto, o mundo arquetípico, ou o mundo das idéias de Platão.

É usada para ilustrá-los a analogia com a família:

o pai é forte
a mãe é maleável
os três filhos são as três fases do movimento: início, perigo e repouso
as três filhas são as três etapas da devoção: suave penetração, clareza e tranqüilidade

Em Heráclito, e mais tarde na dialética européia, encontramos os ecos da fluidez que é a base do I Ching.

História

O I Ching surgiu antes da dinastia Chou (1150-249 a.C.) e era um conjunto de oito Kua, figuras formadas por três e seis linhas sobrepostas. James Legge, em sua tradução para o inglês (1882), chamou de trigrama o conjunto de três linhas e hexagrama o de seis, para distingui-los entre si.

A origem dos 64 hexagramas é atribuída a Fu Hsi, o criador mítico chinês, e até a dinastia Chou eles formavam o I. Os oito trigramas têm nomes não encontrados em chinês, sua origem é pré-literária.

O tempo obscureceu a compreensão das linhas, e no começo da dinastia Chou surgiram dois anexos: o Julgamento, atribuído pela tradição ao rei Wên, e as Linhas, atribuídas a seu filho, o duque de Chou, ambos fundadores desta dinastia.

Mais tarde, mesmo o significado destes textos começou a ficar obscuro, e no século VI a.C. foram acrescentadas as Dez Asas, que a tradição atribui a Confúcio, embora seja claro que a maioria delas não pode ser de sua autoria.

O nome "I Ching" é dado ao conjunto dos Kua e todos os textos posteriores.

O I Ching escapou da grande queima de livros feita pelo tirano Ch'in Shih Huang Ti, no tempo em era considerado um livro de magia e adivinhação, o que levou a escola de magos das dinastias Ch'in e Han a interpretá-lo segundo outras visões A doutrina do yin-yang foi sobreposta ao texto. O sábio Wang Pi veio a resgatá-lo como livro de sabedoria.

Houve várias traduções do "I Ching" para línguas ocidentais, algumas claramente desrespeitosas, tratando a cultura chinesa como primitiva. A tradução de Legge fez parte da série Sacred books of the East (Livros sagrados do Oriente), e foi traduzida também para o português.

Richard Wilhelm traduziu o I Ching para o alemão ao longo dos anos em que viveu na China, inclusive durante a invasão japonesa, quando a cidade em que estava foi cercada. Teve o apoio de um velho e sábio mestre, Lao Nai Suan, que morreu ao ser concluída a tradução. A edição alemã é do ano de 1923. Wilhelm traduziu também outro clássico chinês, o Tao Te Ching.

O uso oracular do I Ching

A ênfase no aspecto oracular do "I" variou com o tempo. No século VI a.C. era visto mais como livro de filosofia, ao passo que na dinastia Han, quando a magia teve grande papel, era visto como oráculo.

Como todo oráculo, exige a aproximação correta: a meditação prévia, o ritual, e a formulação precisa da pergunta.

O oráculo nunca falha, quem falha é o consulente: se a pergunta não foi clara e precisa, isto indica que a pessoa não tem clareza sobre o que deseja saber. O ritual tem a função psicológica de focar a atenção da pessoa na consulta.

A consulta oracular é feita com 50 varetas (originalmente de mil-folhas, uma planta sagrada), das quais uma é separada e as outras 49 manuseadas, seguindo seis vezes a mesma operação matemática, para a obtenção da resposta. Dessa manipulação resulta uma linha firme ou uma linha maleável, que podem ser móveis. As linhas firmes são resultado da obtenção dos números 7 ou 9, e as maleaveis vêm dos números 6 ou 8. Destes, 6 e 9 correspondem a linhas móveis que, por estarem prestes a mudar, têm importância na interpretação.

O I Ching, por ser um livro sagrado, e as varetas usadas na consulta, eram guardados em uma caixa de madeira virgem, embrulhados em seda também virgem.

No Japão, a consulta é feita com o uso de três moedas.

Fonte: pt.wikipedia.org

 

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