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Intuição

O que é

A intuição é a capacidade de adquirir conhecimento sem provas, evidências, ou raciocínio consciente, ou sem compreender como o conhecimento foi adquirido.

Diferentes escritores dão a palavra "intuição" uma grande variedade de significados diferentes, que vão desde uma visão direta, místico com o padrão de reconhecimento inconsciente.

A palavra "intuição" é muitas vezes mal utilizado ou mal interpretado no sentido instinto, verdade, convicção, significado e outros assuntos.

Fenômeno

A Intuição é um fenômeno que nos acontece, não podemos procurá-lo. É um acontecimento vinculado aos nossos padrões de abordagem da realidade. Ela é um fato da psique humana facilmente reconhecível na vida de todo mundo. Não é preciso recorrer à psicologia para perceber que a Intuição é irracional, que perpassa os limites do imediato e que pode pôr em cheque nossos valores ou expectativas nos mostrando outros horizontes.

A Intuição não espera por você; é você quem deve estar pronto para colher o relâmpago de sua aparição. Se estiver distraído com as trivialidades do dia-a-dia, você não vai poder colher a sutileza de sua mensagem. Se estiver trancafiado na lógica da causa-efeito vai se comportar como um tanque de guerra, que esmaga tudo pelo caminho. Se, enfim, suas preocupações são em manter tudo “tranquilo” irá desprezar o sutil arrepio esclarecedor que uma Intuição inesperada traz.

Intuição
Intuição

Origem

Intuição vem do latim, intueri, que significa olhar, ver.

É o ato de ver, de perceber clara e imediatamente uma verdade sobre alguma coisa, sem interrupção do raciocínio. Uma percepção, uma sensação, um sentimento, um conhecimento, um anúncio etc.. .

Considerada o sexto sentido por muitos, é um atributo ou função inerente a todos os indivíduos. Embora se tenha a idéia de que ela é mais feminina do que masculina, ambos os sexos a tem igualmente. Não é um dom místico, uma inspiração divina ligada a qualquer religião. Todos nós somos capazes de tê-la ou até desenvolvê-la. A Intuição pode ser definida como um conhecimento que surge sem o uso da lógica ou da razão, ou ainda, um conhecimento que queima etapas.

Não é necessário se conhecer todas as premissas, para se chegar a uma conclusão. Aquilo brota na consciência, sem dúvidas ou subterfúgios. Pode aparecer sob a forma de sonhos, sensações, conhecimento puro, insights ou explosões de criatividade etc… Como flashes que alertam sobre o perigo e indicam a saída mais propicia para algum impasse. Os mais céticos acreditam que essas impressões momentâneas são apenas fruto da imaginação. Ou ainda, que somos incapazes de lembrar daquilo que intuímos errado. Guardamos somente o que deu certo e reportando aos outros, como uma forma de nos vangloriarmos de nossa qualidade superior as das demais pessoas.

É o método filosófico por excelência. Segundo a dialética platônica, primeiramente temos a Intuição de uma idéia ( Intuição primária) e num segundo momento, fazemos um esforço crítico para esclarecê-la ( Intuição propriamente dita).

Segundo Descartes, existiriam três métodos: o pré-intuitivo, que tem o objetivo de alavancar a Intuição; o analítico que leva à Intuição e o intuitivo propriamente dito, método primordial da filosofia.

Para filosofia podemos defini-la como um meio de se chegar ao conhecimento, que se contrapõe ao conhecimento discursivo. Consiste num ato do espírito, que prontamente, se lança sobre o objeto, o apreende, o fixa, o determina. Vale tanto quanto uma visão, uma contemplação.

Existem em várias formas: sensível, imediata ou direta; espiritual, visão do espírito; intelectual, uso das faculdades mentais; emotiva ou emocional e a volitiva ou da vontade.

Já para a psicologia, o conhecimento se dá através de três perspectivas: a intuitiva, que usa o senso comum e o pensamento intuitivo para chegar à resposta mais certa; a dedutiva, que usa a especulação lógica e filosófica para encontrar uma resposta mais razoável e a indutiva, que usa métodos científicos para reunir fatos novos para dar a resposta mais provável.

Duas questões acompanham as discussões sobre a Intuição :

1. A necessidade de experiência ou conhecimento acumulado sobre determinado assunto ou objeto, que permitiria um melhor acesso à Intuição ;

2. Apenas um relaxamento, uma percepção apurada, uma manifestação espontânea daria acesso a conteúdos intuitivos.

Do ponto de vista fisiológico, ela ocorre no córtex pré-frontal, uma das estruturas cerebrais que demora mais a madurecer. Isto pode explicar porque os indivíduos mais jovens tomam decisões sem pensar, sem intuir. Como nos sonhos, capta de forma simbólica, flashes ou fragmentos da realidade. Os seus símbolos devem ser interpretados e organizados numa forma ou visão coerente.

A interpretação dos sonhos já foi apontada como uma das técnicas que propicia o desenvolvimento da Intuição .

Atualmente, as empresas estão a valorizando como sumamente importante, para a tomada decisão, em todos os níveis, especialmente, no gerencial. Portanto, indivíduos considerados intuitivos, possuem alto valor no mercado empresarial. Carl G. Jung, fundador da Psicologia Analítica, postulou que a Intuição utiliza a psique para discernir sobre fatos e pessoas.

Seria uma das quatro maneiras de se entender o mundo e a realidade ou uma das quatro funções psicológicas básicas. Junto com isso, essas funções seriam vividas de duas maneiras ou atitudes – extrovertida ou introvertida. Não existiria casos puros e essas atitudes se alternariam de modo excludente, as duas não ocorriam simultaneamente.

A personalidade de cada um se manifestaria através da combinação de uma função dominante e outra auxiliar, com outras duas mais fracas e da predominância de uma dessas duas atitudes.

A Intuição para Jung seria uma forma de processar as informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. Pessoas intuitivas dariam significado às percepções com grande rapidez, sem separar suas interpretações dos dados sensoriais, relacionando automaticamente a experiência passada, a imediata e a futura.

Definição

Intuição é definido pelo dicionarista Aurélio como: do latim. tardio. intuitione, que é a 'imagem refletida por um espelho', com sentido filosófico em latim escolástico.

1. Ato de ver, perceber, discernir; percepção clara e imediata; discernimento instantâneo; visão.
2.
Ato ou capacidade de pressentir; pressentimento.
3.
Conhecimento imediato de um objeto na plenitude da sua realidade, seja este objeto de ordem material, ou espiritual.
4.
Apreensão direta, imediata e atual de um objeto na sua realidade individual. 5. A faculdade intuitiva.

E pelo dicionarista Houaiss a palavra Intuição , é um substantivo feminino e significa faculdade de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise.

Na filosofia, forma de conhecimento direta, clara e imediata, capaz de investigar objetos pertencentes ao âmbito intelectual, a uma dimensão metafísica ou à realidade concreta.

No cartesianismo, conhecimento de um fenômeno mental que se apresenta com a clareza de uma evidência, sem oferecer qualquer margem para a dúvida (como por.exemplo., o cogito).

No kantismo, conhecimento imediato de objetos oferecidos pela sensibilidade, seja a priori (espaço e tempo), seja a posteriori (objetos captados pelos sentidos).

No bergsonismo, conhecimento metafísico capaz de captar a essência temporal e fluida de uma realidade, oposto à quantificação e espacialização que caracterizam a inteligência conceitual.

Na teologia. visão clara e direta de Deus como a que possuem os bem-aventurados.

Em suma, a Intuição vem do termo latim intueri e significa ver por dentro. É uma informação interna e aparece na forma de uma profunda emoção e autoconfiança. Segundo Carl G.Jung a Intuição é uma capacidade inconsciente de perceber possibilidades. Para o filósofo Emerson, Intuição é uma sabedoria interior que se expressa e orienta por si própria. Enfim, é uma inteligência que consegue resolver um problema ou elaborar um produto ou um serviço através de uma visão interior . Em suma, a Intuição vem do termo latim intueri e significa ver por dentro. É uma informação interna e aparece na forma de uma profunda emoção e autoconfiança. Segundo Carl G.Jung a Intuição é uma capacidade inconsciente de perceber possibilidades. Para o filósofo Emerson, Intuição é uma sabedoria interior que se expressa e orienta por si própria. Enfim, é uma inteligência que consegue resolver um problema ou elaborar um produto ou um serviço através de uma visão interior. . Existe uma diferença entre e Intuição e insight considerando que Intuição é a capacidade de prever possibilidades e insight é como a Intuição é revelada.

Psicologia e a Intuição em psicologia

Intuição o processo pelo qual um novo conhecimento ou uma crença, surge no mundo dos conhecimentos do sujeito, sem que ele possa apresentar provas lógicas em apoio dessa idéia.

Na Intuição delirante, o caráter patológico não se prende ao fato de ter uma Intuição , mas ao seu conteúdo e ao caráter de verdade que o sujeito lhe atribui, sem nenhum suporte perceptivo e sem necessidade de verificação lógica. Para N.Chomsky, que estudou sobre linguagem e sua aquisição, Intuição gramatical é o processo que, sob a dependência do conhecimento tácito ( ou seja, inconsciente) que o locutor tem do conjunto de regras que determinam a boa formação das frases, permite ao sujeito fazer juízos de gramaticalidade a respeito der qualquer frase. Trata-se portanto, de Intuição da formas linguística, e não do sentido de Intuição partilhada por todos os membros de uma mesma comunidade linguística.

Jung e a Intuição

Carl Jung, psicanalista profundamente interessado pelo estudo das diferentes formas de expressão da vida, inclui a Intuição como uma das atividades do psiquismo que funda o que é o humano.

Considera a Intuição conjuntamente com o pensamento, o sentimento e a sensação qualidades que permitirão criar uma tipologia dos seres humanos pela predominância e interação de cada uma destas funções. Jung julgava ser a Intuição e o sentimento faculdades preponderantes para uma vivência adequada da psique, pois é apenas através de todos os seus elementos (pensamento, sentimento, sensação e Intuição ) que podemos tentar entendê-la. Foi ele quem determinou, na sua obra Tipos Psicológicos, que a Intuição é um componente indispensável para a formação da personalidade do homem, ao lado da sensação, do pensamento e do sentimento. E foi ele também quem colocou a Intuição como uma ocorrência nascida e processada a partir do plano inconsciente. Hoje, em função das mudanças teóricas, deixa-se de acreditar no imediato. Temos como mediadores os conhecimentos histórico, econômico, político e social, entre outros.

Jung classifica a sensação e a Intuição , juntas, como as formas de apreender informações, ao contrário das formas de tomar decisões. A sensação refere-se a um enfoque na experiência direta, na percepção de detalhes, de fatos concretos, o que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar.

A Intuição é uma forma de processar informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. Os intuitivos processam informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada e informações relevantes à experiência imediata.

Para o indivíduo, uma combinação das quatro funções resulta em uma abordagem equilibrada do mundo:uma função que nos assegure de que algo está aqui (sensação); uma segunda função que estabeleça o que é (pensamento); uma terceira função que declare se isto nos é ou não apropriado, se queremos aceitá-lo ou não (sentimento); e uma quarta função que indique de onde isto veio e para onde vai ( Intuição ).

Entretanto, ninguém desenvolve igualmente bem todas as quatro funções. Cada pessoa tem uma função fortemente dominante, e uma função auxiliar parcialmente desenvolvida. As outras duas funções são em geral inconscientes e a eficácia de sua ação é bem menor. Quanto mais desenvolvidas e conscientes forem as funções dominante e auxiliar, mais profundamente inconscientes serão seus opostos. Jung chamou a função menos desenvolvida em cada indivíduo de função inferior.

Esta função é a menos consciente e a mais primitiva e indiferenciada. Jung classifica a sensação e a Intuição juntas, como as formas de apreender informações, diferentemente das formas de tomar decisões. A Sensação se refere a um enfoque na experiência direta, na percepção de detalhes, de fatos concretos.

A Sensação reporta-se ao que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. É a experiência concreta e tem sempre prioridade sobre a discussão ou a análise da experiência. Os consumidores sensitivos tendem a responder à situação imediatamente, e lidam eficientemente com todos os tipos de aspectos negativos. Em geral estão sempre prontos para o aqui e agora. O consumidor intuitivo processa informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. As implicações da experiência são muito mais importantes para os intuitivos do que a experiência real em si.

Os intuitivos recebem e decodificam a informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada com as informações relevantes da experiência imediata. A grande maioria dos Programas de Treinamento Gerenciais abordam que é o estudo dos diversos modos pelos quais as línguas podem diferir umas das outras., as decisões são geralmente tomadas enfatizando-se a preferência que emprega a função dominante, geralmente ignorando-se a função inferior. É mais provável que uma decisão seja melhor tomada quando as quatro funções forem utilizadas já que estão relacionadas observação (Sensação - i ntuição) e à tomada de decisões (Pensamento -Sentimento ).

Os tipos Intuição -Pensamento, enfatizam problemas e conceitos gerais. Sua organização ideal é aquela em que o enfoque principal é a descoberta, invenção e produção de novas tecnologias e portanto deve ter um alto grau de flexibilidade. Os autores a denominaram organizações ligadas a pesquisa e desenvolvimento.

Os tipos Intuição -Sentimento, também tem como ideal organizações mais flexíveis e globalizantes. A diferença marcante com os Pensamentos é a de que enquanto eles preocupam-se com aspectos teóricos da organização, estes enfatizam as metas pessoais e humanas. Sua organização ideal é aquela que pudesse servir a humanidade, ou seja, eles realmente acreditam que as organizações existem com o objetivo de servir as pessoas. Foram chamadas de organização orgânico-adaptativa pelos autores.

Erich Fromm (1900-1950), psicanalista e filósofo social alemão naturalizado americano, constitui o terceiro pilar fundamental da utilização terapêutica dos sonhos.

Sua grande contribuição à psicanálise foi a nova ênfase que deu aos fatores econômicos e sociais no comportamento do indivíduo. A título de ilustração realizou novas interpretações de sonhos famosos, aplicando-os terapia das neuroses e dos desvios de comportamento. Para Fromm, o sentido fundamental do sonho é a realidade e a autêntica que se manifesta também em consequência de problemas e questões socioeconômicas.

Psicologia e Intuição

Quem iluminou a natureza da Intuição e sua função na psíque humana foi Carl Gustav Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço (1875-1961) que apresentou em “Tipos Psicológicos” (1921) uma tipologia psicológica dinâmica baseada em sua visão global da psique e na análise de famosos personagens históricos e seus contemporâneos. A Intuição resulta ser uma das quatro funções da psíque.

Jung perguntava-se por que pensadores (ou mesmos simples indivíduos) do mesmo âmbito de pesquisa (ou que observam o mesmo fenômeno) podem ter percepções e teorias tão diferentes. Coerente com sua abordagem dialética e voltada para a inclusão de todos os elementos do humano, Jung chegou à elaboração das funções psíquicas das quais se originam os tipos psicológicos.

As funções são quatro:duas de caráter racional – Pensamento e Sentimento – e duas de natureza irracional – Sensação e Intuição . Racional aqui indica o que está vinculado a um julgamento e visa alcançar metas estabelecidas. É irracional o que simplesmente acontece.

A Sensação é a função da percepção, isto é, da relação com o mundo externo através dos cinco sentidos. Graças à sensação sabemos que no ambiente à nossa volta tem isto ou aquilo, está acontecendo tal fato ou aquele evento. Esta função é irracional porque não necessita de nenhum raciocínio, aliás, é preciso suspender o exame crítico e todo julgamento permanecendo receptivos às sensações. As pessoas tipo Sensação têm pés nos chão, apreciam comidas e arte, lidam bem com dinheiro e tendem a ser materialistas. São ótimos comerciantes, donos de restaurantes e vendedores de arte.

Uma vez percebido o objeto ou o evento através da sensação, entra em cena o Pensamento que julga o fato ou a coisa seguindo um procedimento lógico. Este é, portanto, uma função racional. As pessoas Pensamento buscam a objetividade em tudo, são vinculadas ao que é “justo”, “ético” e “correto”. Tendem a ser rígidas e geralmente ocupam lugares em Fóruns, Cortes, escritórios de advocacia.

Uma vez que o objeto ou o evento foi percebido e foram julgadas as relações nas quais ele está inserido, intervém uma terceira função que tem a visão geral do desenvolvimento de tais relações sem que a realidade do momento forneça elementos suficientes para tal previsão. Esta função é a Intuição que podemos caracterizar como um perceber possibilidades de futuro intrinsecas no presente, mas não ainda manifestas.

A Intuição é irracional porque não se expressa por meio de julgamentos, ela nos chega de repente. São intuitivas todas aquelas pessoas que ao fazerem escolhas seguem percepções interiores mais do que cálculos e conveniências explícitas. É intuitivo quem joga na Bolsa de Valores, o psicólogo, os pais, o bom professor, o conselheiro, o guia espiritual. A Intuição permite cobrir o espaço entre pontos fora do espaço-tempo.

Enfim, o Sentimento é a função da avaliação. Ela julga o sinal positivo ou negativo do laço afetivo que o Eu estabelece com os objetos do mundo externo.

É uma função racional porque se expressa por meio de julgamentos de valor; com o sentimento julgamos se uma pessoa é boa ou má, a ser amada ou odiada (cfr. MONTEFOSCHI: 1985). O Sentimento é a função que “administra” as relações, que mede, sente a pressão da situação, equilibra os pontos fortes ou fracos demais, que percebe a carência, que direciona para a harmonia. Todas as profissões que lidam com público requerem um bom desenvolvimento da função Sentimento.

As funções podem ter duas orientações:a extrovertida, quando a energia vital da pessoa está vinculada ao mundo externo e se orienta conforme este, frequentemente esquecendo-se de suas próprias necessidades internas; a introvertida, quando o centro de referência da pessoa é sua dimensão interior e os processos internos, pondo portanto em segundo lugar as condições da realidade externa. Os extrovertidos geralmente são bem adaptados à realidade e não levantam questionamentos e dúvidas, pegam o que tem. Os introvertidos encontramos pedras em seu caminho, querem adaptar-se mas não podem abrir mão de sua realidade e necessidades internas. Todo inovador foi um introvertido. Sem o mergulho interno nada de novo nasce, mas sem a capacidade de adaptação o que nasceu não pode crescer e produzir frutos.

O desenvolvimento de uma das funções coloca seu oposto em posição inferior (ou seja, não desenvolvida) e tem em geralmente uma das funções do outro grupo como auxiliar. Assim, se a pessoa tem a Intuição como função principal, terá a sensação como inferior e o pensamento ou sentimento como auxiliar. As funções do mesmo grupo (racional ou irracional) são incompatíveis entre si. Não se pode ser intuitivos (enxergando nas entrelinhas da realidade) e ao mesmo tempo estar mergulhado nos sons, sabores e percepções dos cinco sentidos. Da mesma forma, não é possível julgar segundo a lógica do pensamento e avaliar segundo os valores do coração.

Todas as funções são importantes. Mesmo havendo a predominância de uma delas, as outras podem e devem encontrar seu espaço para contribuir com a personalidade total do indivíduo. Uma pessoa que têm as quatro funções afinadas terá uma vida rica, produtiva e satisfatória. É como ter uma equipe de ajudantes à disposição. Ao invez de empacar no primeiro obstáculo, as quatro funções colaboram juntas para o contínuo desenvolvimento do indivíduo.

A INTUIÇÃO E A RAZÃO

Intuição
Intuição

A princípio, a Intuição seria muito mais confiável do que a razão, que pode ser facilmente condicionada e manipulada, de acordo com interesses e predisposições que nós mesmos desconhecemos. O problema relacionado ao uso da Intuição é que ela é uma faculdade ainda em formação, talvez reservada para uma futura etapa da evolução humana. Raramente podemos ter certeza da autenticidade da Intuição .

Frequentemente o que entendemos por Intuição é o afloramento de desejos ocultos ou de impulsos emocionais. Como as emoções são impulsos primários, muitas vezes descontrolados, é necessário o uso da razão para harmonizar ou pelo menos estabelecer algum tipo de controle sobre as emoções, para que não se tornem destrutivas ou exageradamente agressivas. Somente quando as emoções estão perfeitamente harmonizadas com a razão é que a janela da Intuição pode-se abrir. Antes disso, a Intuição é uma faculdade enganadora, mesmo que ocasionalmente possa emergir com autenticidade. O fato é que podemos ter vários momentos de Intuição autêntica em nossas vidas. O mais difícil é diferenciar as intuições autênticas das intuições falsas provocadas pelo afloramento de pulsões inconscientes ou de emoções reprimidas. É muito comum alimentarmos o desejo que alguma coisa aconteça, e algum tempo após, termos a “ Intuição ” de que aquilo vai de fato acontecer. É uma armadilha muito sutil e difícil de ser desarmada. Por esse motivo, nossa atual etapa evolutiva é destinada ao desenvolvimento da razão. Para o homem predominantemente racional, não é fácil distinguir a emotividade descontrolada do neurótico da Intuição refinada do gênio. Ambos parecem ser pessoas desequilibradas e fora do eixo que ele conhece com segurança e certeza. Interiormente, é imensa a diferença entre o gênio e o louco.

Exteriormente, porém, parece ser tênue a diferença:ambos são seres que se situam fora dos comportamentos normais e previsíveis. Ambos são regidos por impulsos que estão além da estreita faixa da consciência. O gênio sendo regido por insights e inspirações da superconsciência, que está acima da razão. E o louco, pelo caos de seu subconsciente. Ambos parecem não ser confiáveis, embora os resultados demonstrem que o homem verdadeiramente intuitivo está mais próximo da verdade e pode conseguir resultados superiores razão. Se examinarmos a história das grandes descobertas científicas, iremos constatar que praticamente todas tiveram uma grande dose de Intuição , mesmo que a razão tenha sido utilizada para organizar, desenvolver, testar e apresentar aquelas idéias em um formato aceitável e compreensível. Em todo ato criador, a Intuição é predominante, visto que a razão não tem capacidade de criar nada. Ela pode apenas organizar, correlacionar e estruturar.

Devemos liberar nossas intuições e deixá-las fluir, evitando sempre a armadilha de tomar surtos emocionais de desejos reprimidos como intuições.

Fonte: www.colegiosaofrancisco.com.br/mulherespontocom.com.br/www.sociedadeteosofica.org.br

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