
O que é esotérico de verdade é oculto. Não se encontra em livros e não é divulgado. O que se lê na maioria dos livros são assuntos que já foram esotéricos, hoje não o são. O esotérico com "s" é do instrutor para o discípulo, é muito restrito, varia com o grau de consciência de cada pessoa.
Mas também se pode dizer que isso é uma fase preliminar - porém não imprescindível - para se atingir o esotérico.
O esotérico é algo muito interior, muito escondido, só aqueles iniciados em menores ou maiores graus têm conhecimento das verdades eternas, puras e cristalinas.
À medida que se progride na senda espiritual, a pessoa vai intuindo e mesmo recebendo informações, seja "da boca ao ouvido" seja através de um instrutor, de acordo com o grau de evolução. O que se lê e ouve publicamente por aí não é esotérico, mas sim assuntos ligados ao esoterismo, que já foram esotéricos, hoje já não o são". (Antonio Carlos Salzano, astrólogo, MG)
_ "Pode-se imaginar o conhecimento das leis universais como se fosse uma "cebola": uma esfera feita de várias camadas. O interior (miolo) da "cebola" seria o "Círculo Esotérico" (com "s"), a que somente poucos "Mestres" têm acesso. A parte externa da "cebola" seria o "exotérico" (com "x" - exo=externo), a única parte a que a grande maioria da população tem acesso. Como exemplo, qualquer ritual de qualquer religião, no qual a pessoa apenas repete mecanicamente o que os "mais entendidos" dizem para fazer, pertence ao círculo exotérico. Ou seja, está ligado ao Conhecimento, mas sem que a pessoa "entenda" o que está fazendo.
Existem vários graus, assim como existem várias camadas na "cebola". A profundidade que cada um atinge depende de sua evolução no Conhecimento". (Amauri Magagna, astrólogo, São Paulo)
Em O que é esoterismo?, Hans-Dieter Leuenberger opta pela visão mágico-religiosa em lugar da filosófico-científica.
Quem se aproxima desse tema precisa responder à pergunta: "Desejo contemplar ou viver o esoterismo?" Um caminho não é melhor ou pior que o outro.
O filme A guerra do fogo aborda o começo da evolução da humanidade sob a ptica da ciência, no entanto é possível ver nele o nascimento do esoterismo. Na luta pela sobrevivência a espécie humana descobriu a religião e a magia. Pela religião reconhece que o divino permeia tudo que existe, unindo o ser humano com toda a natureza. Pela magia aprende a dominar a natureza, começando pela arte de fazer fogo.
Um dos perigos do esoterismo é seu uso para fugir do confronto com os problemas mais banais da vida.
Mas o esoterismo conduz para o centro da vida, o que também significa o confronto com o feio e animalesco do mundo da forma.
O centro pode ser atingido por muitas vias, o que determina o caminho são o temperamento e a decisão do caminhante. As mensagens esotéricas estão em muitos lugares, por vezes sem terem sido postas ali intencionalmente. Todos somos sábios, pois nas profundezas do inconsciente a sabedoria está latente há milhares de anos. O momento em que esse conhecimento é trazido à luz da consciência é um dos aspectos do que se convencionou chamar iniciação. Podemos ampliar atualmente a definição de esotérico para "algo que se tornou claro para mim". Não importa se esse esclarecimento se deu por influências exteriores, por um aprendizado, ou por um conhecimento interior espontâneo.
O termo esotérico perdeu seu caráter elitista e discriminatório. No passado o esoterismo ficou restrito a poucos, com grandes conseqüências sociais. No limiar da Era de Aquário, nunca tantas pessoas tiveram acesso a tantas informações, por isso não faz sentido pensar em "para alguns poucos", e sim em "voltado para dentro".
O conhecimento esotérico foi guardado e transmitido por pequenas comunidades, lojas, escolas de mistério. A linguagem esotérica era a teológica, mantendo a unidade com as religiões. Mas a forma de escolher e preparar os membros dos pequenos grupo para receber o ensinamento esotérico impediu que se secularizasse, como as religiões.
A linguagem esotérica atual poderia ser - mas ainda não é - a da psicologia, visto que os teólogos do ocidente não são mais esoteristas, e a filosofia não usa mais a linguagem teológica. A autêntica tradição esotérica ocidental corre o risco de se perder, permeada pelo xamanismo.
A queda do Tibete e do Nepal fez com que o conhecimento e a tradição que guardavam fossem tornados acessíveis a todos, para permitir sua preservação - ainda que com o risco de que sejam deturpados.
Talvez, desmascarado o segredo, ele se revele não tão secreto, e o esoterismo passe a ser visto como uma tarefa da vida cotidiana.
Isso pode significar nossa sobrevivência: talvez, no reino da alma, sejamos tão primitivos e indefesos como quando lutávamos para manter o fogo aceso, por não saber criá-lo.
Esoterismo vem do grego esoterikos: interior, oculto, "não destinado ao público", voltado para dentro.
O oposto é exotérico: voltado para fora.
Ocultismo são as teorias e práticas envolvendo a crença em, e o conhecimento ou uso de forças ou seres sobrenaturais. As práticas ocultas centram-se na habilidade de manipular leis naturais, como na magia.
Mistérios eram cultos sempre secretos nos quais uma pessoa tinha que ser "iniciada". Os líderes dos cultos incluíam os hierofantes ("revelador de coisas sagradas"). As características de uma sociedade de mistério eram refeições, danças e cerimônias em comum, especialmente ritos de iniciação. Essas experiências compartilhadas fortaleciam os laços de cada culto.
Misticismo é a busca espiritual pela verdade ou sabedoria ocultos cuja meta é a união com o divino ou sagrado (o reino transcendente). Formas de misticismo são encontradas em todas as grandes religiões, bem como no xamanismo e outras práticas extáticas das culturas não-literárias, e na experiência secular. (conceitos de Leuenberger e Encyclopaedia Britannica)
Hermes Trismegisto
O helenismo:
Pitágoras
Platão
Orfismo
Mistérios de Elêusis
Cabala
Gnose
Neoplatonismo
Celtas
Templários
Cátaros
O Graal
O Renascimento:
Alberto Magno
Roger Bacon
Paracelso
Rosa-Cruz
Século XVIII:
Mesmer
Cagliostro
Saint-Germain
Eliphas Lévi
Helena Blavatsky
A Aurora Dourada
Aleister Crowley
Gurdjieff
Alquimia
Astrologia
Magia
Cabala
Tarô
Teosofia e Antroposofia
Reencarnação e carma
Simbolismo
Xamanismo
Bruxas
Medicina esotérica
Esoterismo oriental:
Ioga
Filosofias indianas: Tantra
I Ching
Fonte: www.geocities.com
"A vós foi dado o mistério do Reino de Deus; aos de fora, porém, tudo se passa em parábolas." As palavras de Cristo, citadas por Marcos, distinguem o saber esotérico, reservado aos iniciados, do exotérico, que pode ser transmitido publicamente.
Esoterismo é o conjunto dos princípios de uma doutrina esotérica. A definição dos termos esotérico e exotérico é polêmica. Para uns, o primeiro se refere às ciências filosóficas transmitidas oralmente, restritas ao ensino interno de uma escola; e o segundo, às transmitidas por escrito, destinadas ao público. Para outros, esotérico refere-se ao saber secreto, oculto, transmissível progressivamente, em conjunto com certas práticas rituais, e em sincronia com uma mudança de consciência. E exotérico, o saber vulgar, pouco profundo em relação à verdadeira natureza do real, transmissível por meio da palavra escrita.
Nessa acepção, o esoterismo é um conjunto coerente e bem estruturado de ensinamentos secretos, de verdades fundamentais, que se mantêm as mesmas ao longo de sucessivas adaptações históricas e que se transmitem, de idade em idade, por cadeias de mestres e discípulos. Trata-se de uma metafísica tradicional, una e universal, que não se apresenta como exposição sistemática e exige que o discípulo, no decorrer do processo de iniciação, procure, pela meditação dos símbolos postos em ação pelo ritual, a philosophia perennis que ela encerra, sempre idêntica ao longo das diversas épocas.
Na modernidade, sobretudo nos séculos XIX e XX, a dispersão de fragmentos do conhecimento esotérico e a proliferação de seitas pretensamente iniciáticas, lançaram uma grande confusão de termos, e o esoterismo passou a ser confundido com outros conhecimentos, conceitos ou práticas, como hermetismo, ocultismo, magia, religião, misticismo, espiritismo, cabala etc.
O hermetismo refere-se a um conjunto de escritos, o corpus hermeticus, atribuído ao deus egípcio Thot, que se supunha equivaler ao deus grego Hermes Trismegisto (três vezes grande). Outra identificação freqüente e equivocada é com o ocultismo, crença de base materialista, que tende à realização de práticas de tipo mágico com objetivos práticos e materiais, sem preocupações metafísicas. O mesmo se poderia dizer da magia e da bruxaria.
Existe também uma distinção radical entre o esoterismo e o misticismo, embora ambos se baseiem em princípios espirituais. Na experiência mística, o divino "desce" ao homem, enquanto no processo esotérico toda iniciativa advém do esforço do homem. O místico é, portanto, passivo, e o iniciado, ativo.
As experiências químicas pré-científicas, denominadas conjuntamente de alquimia, procuravam descobrir o princípio da transformação dos metais. Com a posterior implantação do método científico, a alquimia afastou-se da química e dedicou-se a interpretações filosóficas, ligadas à astrologia e à magia, e talvez por essa feição, foi confundida com o esoterismo.
No século XX, o esoterismo autêntico teve modernamente seus princípios e campo de aplicação codificados pelo pensador francês René Guénon e seus discípulos.
Para eles, o esoterismo doutrinal considera a sociedade contemporânea radicalmente aberrante em relação às normas tradicionais que devem regular a convivência. A civilização ocidental moderna se caracteriza pela destruição dos elementos espirituais autênticos, pela crescente materialização e por um afastamento cada vez maior do princípio essencial do universo. O conhecimento esotérico autêntico, em face desse estado de coisas, estaria adstrito e salvaguardado pelas fraternidades secretas e pelo fundamento esotérico das grandes religiões tradicionais da humanidade -- judaísmo, catolicismo, islamismo, hinduísmo e budismo.
Fonte: www.estudantedefilosofia.com.br