Signos e símbolos foram desenhados por pessoas curiosas e famintas pelo conhecimento e pela visão interior dos mistérios que escondidos do mundo. Através dos signos e símbolos a divina presença se faz conhecida como sendo, ou como o princípio da manifestação, ou representando uma deidade em si.
As Runas são um dos muitos antigos sistemas no mundo onde a divina natureza mostra a sua face através de signos e símbolos. Assim como muitas tradições antigas, a origem é incerta e nela podemos encontrar muitos cenários de teorias descrevendo a mesma fonte, seu desenvolvimento e origem.
É o mesmo caso nas Runas.
As teorias variam desde o fato das Runas terem sido descobertas nos países escandinavos e germânicos até as teorias de que isto ocorreria nos antigos cultos de fertilidade das ilhas gregas. O que nós sabemos sobre provas comprovadas é que os mais antigos resquícios das Runas foram encontradas na área que compreende o Mar Negro, na antiga Rússia (atual União Soviética). Elas datam de cerca de 200 d.C.
Em adição a isto existem muitas variações do alfabeto rúnico que podemos encontrar, normalmente chamado Futhark, nome baseado nas seis primeiras letras do alfabeto rúnico. O Futhark, que é mais conhecido como o Antigo Futhark, conta com 24 runas ou letras. Outro sistema é chamado Novo Futhark e ele conta com 18 runas. Existem outras variações também, como o Friesen Futhark, O Futhark Anglo Saxão, Coeldebran, e o número de Runas nestes sistemas varia de 18 a 33 Runas.
Se nos concentrarmos no mais comumente usado Futhark, o Antigo Futhark com 24 letras, é muito comum que separemos estas runas em três famílias de oito runas em cada uma delas.
Cada uma das famílias pode representar um ciclo da Criação ou o ciclo da Transformação Natural devido aos princípios trabalhados. Após isto elas também podem, mais e mais representar os fatores psicológicos arraigados profundamente em nossa mente, especialmente pelos pesquisadores nestes assuntos que tenham sido influenciados pela psicanálise. E sim, as Runas podem ser vistas, consideradas e utilizadas como uma conjunção destes dois caminhos. A razão para isto é que elas são antigas e podem falar sobre os princípios fundamentais da existência da vida humana.
Nas Runas nós podemos ganhar conhecimento sobre o mundo anterior ao homem, a criação da vida humana, a natureza da divindade, o significado das Três Mensageiras do Destino e como elas trabalham. Nós podemos entender os ciclos da natureza e receber os insights dentro dos mistérios que são fundamentais para a vida humana e a divina manifestação, não somente como são vistas dentro das culturas do Hemisfério Norte, mas como um caminho que é reconhecível para todos os humanos.
O Homem é basicamente conectado e separado por raças e nações, faz amigos e inimigos.
As Runas falam sobre as forces presentes no mundo que podem quebrar ou fazer atar.
As Runas não são somente símbolos e desenhos da natureza divina, mas são entidades por elas mesmas, são Deuses e Deusas assentados em suas firmas. Deuses são energias que podem fazer uma grande diferença dentro de nossas vidas. Então neste pequeno espaço, deixe me concluir mostrando a forma e nome das Runas no Antigo Futhark.

Nicholaj de Mattos Frisvold
Fonte: www.projetoaurora.com.br

Para os povos de língua nórdica e celta, a palavra Runa pode significar tanto "segredo" como "sussurro" ou "mistério". Também "uma das letras do alfabeto usado pelos povos germânicos mais antigos", o Fuþark, que recebe este nome exatamente por causa das suas 6 primeiras letras (Fehu, Uruz, Þorn, Ansuz, Raiðo e Kenaz). E embora outros alfabetos antigos também tenham em sua origem um forte contexto mágico (como é o caso do hebraico e do ogham, só para citar dois exemplos), vários estudos afirmam que o sistema rúnico é o mais desenvolvido entre eles, certamente pelo fato destes atributos místicos e mitológicos acabarem por prevalecer sobre os atributos lingüísticos, hoje em desuso. Do ponto de vista histórico, a origem das runas é ainda um tema discutível com, no mínimo, quatro teorias, cada qual atribuindo a outras civilizações a responsabilidade por sua criação. São elas a Teoria Latina ou Romana (L.F.A. Wimmer, 1874), a Grega (Sophus Bugge, 1899), a Etruca ou Norte-Itálica (C.J.S. Marstrander, 1928) e a Indígena (R.M. Meyer, 1896), única a defender a origem puramente germânica.

Com relação à sua utilização, é importante ressaltar ainda 3 informações:
1. Evidências históricas demonstram que as runas eram aplicadas de diversas maneiras e em diversos materiais mas nunca chegaram a ser utilizadas (na sua época) como uma escrita de caneta e tinta, sendo reconhecidas apenas como símbolos talhados ou gravados sobre madeira, osso, metal e pedra.
2. O conhecimento necessário à utilização do Fuþark, tanto para registro/escrita como para propósitos mágicos, era essencialmente especializado, sendo o entalhador ou o Mestre de Runas um membro altamente considerado na sociedade. O primeiro tinha a capacidade de ler (coisa rara na ocasião) e gravar as runas. O segundo, além das habilidades do primeiro, conhecia o poder mágico do Fuþark.
3. O Fuþark é composto originalmente por 24 letras. Neste formato é conhecido como "Fuþark Antigo ou Germânico". Com o passar do tempo e por influência de outros povos, surgiram o "Fuþark Anglo-Saxão", composto por 29 ou 33 runas, e o "Fuþark Viking ou Moderno", composto por 16 letras.
Dentro da perspectiva mitológica, o surgimento das Runas é atribuído à Óðinn, a divindade máxima do panteão nórdico. Ele era um xamã, entre outras coisas, e como muitos xamãs ainda fazem nos dias de hoje, Óðinn se submeteu a uma experiência
de "retorno da morte", por assim dizer, para alcançar o que podemos chamar de "iluminação". Algumas vezes este estado de transcendência é conquistado por acaso em acidentes ou doenças que conduzem o indivíduo ao limite de sua existência mas, na maioria das práticas xamânicas, rituais envolvendo alucinógenos, transes profundos, danças sagradas e/ou mortificações (como ser enterrado vivo, por exemplo) são realizadas com o este objetivo. Numa das seções do Hávamál, um dos poemas da Edda Poética, relativa aos deuses, traduzido como "As Máximas de Har", encontramos na PARTE V, o Runatál, que descreve especificamente este ritual de auto-sacrifício elaborado por Óðinn na árvore eixo do mundo, Yggdrasil. Segundo consta, durante nove dias e nove noites, sem ninguém para lhe dar água ou comida, Óðinn ficou pendurado em Yggdrasil, ferido pela própria lança, até ingressar numa dimensão além do mundo dos mortos e retornar, vitorioso, com o conhecimento necessário para a confecção e manipulação das Runas. De lá para cá, os herdeiros do legado de Óðinn têm constantemente associado as Runas aos processos oraculares, às práticas talismânicas e à manipulação de forças naturais e sobrenaturais para um propósito definido pelo iniciado. São inúmeros os registros arqueológicos de Runas entalhadas em armas, batentes de portas, copos de dados e chifres utilizados como cálices, entre tantos outros objetos, o que confirma a fé dos povos setentrionais na proteção que estes símbolos ofereciam. Lendas e testemunhos históricos dos primeiros romanos em terras nórdicas revelam o uso destes mesmos símbolos na predição do futuro e nas tentativas, nem sempre felizes, de alterá-lo.
Fonte: www.reisinfor.com.br