
Capricórnio simboliza o Todo, a Sedimentação, a plenitude e a altura da natureza. Recolher o simbolismo de Capricórnio é perceber o grande potencial que temos de alcançar o topo de nós mesmos.
Sabe por que as pessoas que nasceram entre este período se dizem "capricornianas"? Porque durante esta época do ano, o Sol está passando pelo signo de Capricórnio no céu. Quando você diz "sou capricorniano", está dizendo, com outras palavras, que tem o Sol no signo de Capricórnio. Mas mesmo aqueles que não nasceram entre estes dias, têm Capricórnio e todos os outros signos em seu mapa astrológico.
O período que o sol passa por Capricónio acontece aproximadamente entre os dias 21 de dezembro a 20 de janeiro, mas se você nasceu nos dias de transição entre os signos (ou de Sagitário para Capricórnio ou de Capricórnio para Aquário) é bom que calcule o seu mapa e verifique em que signo o Sol realmente está, ele pode ser diferente do que você sempre pensou.

A clareza de Capricórnio está nos assuntos práticos, seletivos e racionais, voltando-se para as ações que dão resultado. Capricórnio possui a mais objetiva das inteligências, não perdendo tempo ou desviando a atenção para assuntos paralelos. Não interessa a premissa, o projeto ou a pontuação, mas o resultado que isto tudo proporcionará.
Os capricornianos sabem lidar com o tempo e com os recursos que possuem, evitando ao máximo o desperdício. Para Capricórnio, as coisas que têm valor geram resultados concretos, palpáveis, visíveis e, principalmente, prolongados. Eles não se interessam pelas coisas de curta duração, mesmo que levem mais tempo para executar uma tarefa. A expressão "de uma vez por todas" é muito capricorniana. Tudo precisa amadurecer primeiro, antes que os frutos possam ser colhidos.
Eles possuem uma enorme clareza para perceber as situações passageiras e não perdem tempo com elas. O sol em Capricórnio facilita a detecção daquilo que é seguro, confiável e que resiste ao tempo, às incertezas e às variações. Os capricornianos também possuem a capacidade de enxergar qual é o caminho mais econômico, de menor dispêndio material e energético, para se atingir um objetivo.
Acostumados a enxergar primeiro as dificuldades da vida e seus possíveis obstáculos, as pessoas que nasceram com o Sol em Capricórnio possuem a clareza para evitar os prováveis golpes do destino. Não contam com o ovo dentro da galinha antes que seja posto, não esperam que as pessoas sejam melhores do que realmente são e imaginam que o esperado também pode não acontecer. Evitando o mal e os atropelos antes que eles ocorram, a trilha que Capricórnio traça pela vida é segura, firme e confiável.

Capricórnio simbolicamente está associado à subida da vida lenta e infatigável em direção aos picos da realização espiritual. A subida ao topo da montanha. Ele é lento, paciente e prudente nesta subida, expulsando as forças cegas, as forças profundas e prisioneiras da alma que o impede de atingir a Perfeição, o ápice.
A natureza capricorniana leva marcas do inverno frio, silencioso e imóvel. A vida está nas profundezas do seu ser e se exterioriza num movimento de retração e de recuo em relação ao mundo. Sua vontade fria e refletida lhe assegura um autocontrole indispensáveis para enfrentar as forças cegas, os obstáculos, os fenômenos exteriores que ameaçam a sua subida triunfante.
O mito da cabra, símbolo da vitalidade, do animal que dá o leite e que alimenta, é a natureza que tudo dá em abundância. Por sua natureza animal, é persistente, suporta as florestas e não costuma desistir antes de atingir seus objetivos. O signo de Capricórnio é apresentado pela figura mitológica do bode/cabra, representando a natureza montanhosa, terrena. Seu mito, animal fabuloso, meio bode, meio peixe, simboliza o ambiente interior, marinho, sereno, que se fortalece e se exterioriza no ambiente das montanhas.
É o encontro do eixo vertical: profundidade e altura, simbolizando a perseverante subida em direção à Luz.

Pã, protetor dos rebanhos e pastores, é um deus venerado como força fecundante da natureza. Meio homem, meio animal, tem o dorso e rosto de homem, mas ostenta chifres e patas de bode, com longos pelos cobrindo o corpo e feições animalescas. Apesar da aparência, é conhecido como um deus alegre e amante da música.
Nascido na região da Arcádia, da união do deus Mercúrio com a ninfa Dríope, Pã é abandonado ao nascer pela mãe, assustada com a aparência bestial da criança. É resgatado por Mercúrio e levado ao Olimpo, onde logo conquistou a simpatia dos deuses, que apreciavam suas alegres canções. Foi batizado de Pã, que significa "tudo", "totalidade", simbolizando a universalidade da natureza.
Extremamente querido pelo deus Baco, Pã parte do Olimpo e une-se à trupe do deus do vinho na terra. Passa então a viver com os sátiros e as ninfas nos bosques, contando histórias e tendo diversas aventuras amorosas.
Foi durante uma delas que Pã criou a sua famosa flauta, com a qual encantava a todos.
O episódio aconteceu quando o deus percorria o monte Liceu, onde vislumbrou uma belíssima ninfa: Sirinx, a caçadora casta, seguidora de Diana. A ninfa foge para escapar do assédio de Pã, em direção ao rio Ladão. Exausta, pede ao deus das águas do rio para ajudá-la, transformando-a em alguma coisa que impossibilite a violação. Pã, ao avistar a ninfa, tenta envolvê-la com os braços, mas só alcança um feixe de juncos. Entristecido pelo fracasso, Pã solta um suspiro e percebe que as hastes verdes emitiam um som doce e agradável. Juntou assim sete tubos de tamanho desigual, uniu-os com cera e fabricou um instrumento musical que, em homenagem à amada, deu o nome de Sirinx.
Pã e a ninfa Sirinx
Os que cruzavam as florestas e campos, principalmente à noite, temiam encontrar-se com Pã em suas andanças, porque ele era conhecido por provocar medos sem motivo, o pânico. Foi utilizando esta habilidade que Pã auxiliou Zeus na guerra de dez anos contra os gigantes e deixou o deus dos deuses eternamente grato.
Durante uma batalha corpo a corpo contra Tifão, cujos braços quando estendidos tocavam o Ocidente e o Oriente, Júpiter teve os tendões dos braços e das pernas arrancados por um golpe de foice do gigante. Tifão aprisionou Zeus e confiou seus tendões à guarda do dragão Delfine. Para restaurar a força de Zeus, Mercúrio e Pã partem ao encalço do dragão e o afugentam, com os gritos do deus dos pastores. A dupla recupera os tendões de Zeus e o restituem ao deus, que vence Tifão.
Apesar de ter sido venerado como um deus, Pã não era imortal.
Não se sabe como sua morte ocorreu, só que ela foi anunciada por um navio, de onde uma voz bradava: "O grande Pã está morto!" Em homenagem ao bravo fauno que o havia ajudado na batalha contra Tifão e que havia alegrado a Terra e o Olimpo com sua música, Zeus catasterizou-o na constelação de Capricórnio.

Saturno representa o limite e a estrutura necessária à sua realização. No Mapa, vai indicar o seu ponto de restrição, o setor prático da sua vida em que, muitas vezes, você sente-se limitado, onde é exigido ao máximo. Esta exigência não existe para que você fique esgotado, mas serve para que possa dar o melhor de si.
O ponto em que Saturno se encontra também indica a cruz de sua vida, que não deve ser vista como um castigo, mas sim, compreendida pelo ensinamento de Sta. Tereza D'Ávila que dizia que "...uma cruz não deve ser arrastada, mas erguida, pois ao erguê-la nos erguemos com ela".
Isso pode ser conseguido com bastante disciplina, uma das grandes qualidades enfocadas aqui e que propiciam o surgimento de outras, como ser estruturado, realizador e responsável. Mas se você ceder aos fatores limitantes do mundo, fatalmente será aquela pessoa chata, fria, calculista, indisciplinada, irresponsável e avarenta.
Saturno rege o signo de Capricórnio e, na Mitologia, é o próprio tempo que tudo consome, não nos deixando esquecer a responsabilidade que temos com a própria vida, no sentido de não desperdiçarmos o tempo que temos para investir em nossas realizações.
Fonte: portodoceu.terra.com.br

Décimo signo do zodíaco, o Capricórnio inaugura uma estação o verão no hemisfério sul e o inverno no hemisfério norte. Cardinal, portanto movimentador, senhor do tempo e dos grandes projetos, surge o capricórnio, cujo maior objetivo é a construção de algo que almeje o bem maior.
Como todo signo social (acima do horizonte), este é um signo mais devotado ao mundo das relações humanas do que ao mundo interno. Não que Capricórnio seja sociável como o é Libra, ou Sagitário, mas é dedicado ao social na medida em que deseja realizar obras para a posteridade, colocando todo seu potencial a serviço da sociedade, daí seu grande controle pessoal sobre as paixões e sentimentos, essa característica que o torna um tanto frio ou distante aos outros.
No amor, é um signo controverso. Sensual, gosta de carinho, mas teme quem se aproxima de repente; é fiel e constante e não deseja perder o que conquistou, pois demora muito a abrir seu espaço emocional e se fere com muita facilidade quando enganado em seus bons princípios.
Altamente sexualizado, só consegue se expressar em um ambiente de confiança e amor, desprezando os aspectos frívolos da relação. Leva tudo à sério e assim espera ser tratado.
Seu elemento é a Terra, sua pedra é a ágata, o ônix, o diamante, o jaspe e todas as pedras marrons e negras, seu metal é o chumbo, sua cor é o marron e o negro.
Astro regente: Saturno.
Mais do que devotado ao que considera sua obrigação ou tarefa (o melhoramento das pessoas e das estruturas que atendem às necessidades humanas) Capricórnio se reveste de uma grande capacidade de resistir às frustrações, de se submeter às condições mais inóspitas para conseguir realizar um objetivo de longo prazo. Talvez por isso deseje tanto ver o reconhecimento social de seus méritos e de seu esforço.
O trabalho que faz e a segurança que deseja criar são conseqüências compreensíveis de seu modo de ser leal e determinado. Algumas vezes, Capricórnio parece tranqüilo, calmo até demais, mas no fundo um turbilhão pode estar agitando a alma sensível deste signo, cujo glifo é a cabra-peixe, um animal fabuloso que relembra sua ligação com as águas do sentimento ancestral.
Observador, de difícil aproximação, Capricórnio despreza a subserviência, a bajulação e o servilismo. Ao ponto de preferir "morrer de pé" do que ceder ao seu orgulho ferido. Fiel e confiável, sério e responsável, este signo tem lá suas pequenas loucuras, que podem se traduzir de diversas formas.
Na saúde, Capricórnio rege os joelhos, que flexionamos em sinal de respeito ou auto-humilhação diante dos cultos, acenando para o atributo da obediência a uma lei maior, ainda que invisível, que move profundamente o signo. Os ossos e a coluna vertebral aquilo que simboliza a estrutura do corpo humano, se relaciona ao Capricórnio, pois é da ordem de sua natureza a própria estrutura que mantém outras menores, assim como a coluna pé o que nos coloca de pé, na posição vertical.
Nas profissões, é o signo dos grandes administradores, dos políticos e de todos os que constroem projetos de enorme envergadura social. O Capricórnio está almejando sempre alcançar e permanecer no alto de uma montanha altíssima, onde possa olhar de cima o mundo e sua feira de vaidades, que no fundo despreza.
A história e arqueologia, a administração pública, a pesquisa intelectual e acadêmica são preferenciais, pois criam o ambiente mais condizente com seu temperamento mais retirado e solitário. Todas as ciências humanas exercem grande atração para o Capricórnio, que aprende com elas a lidar melhor com os sistemas e estruturas que compõem a sociedade. Mas, em qualquer campo, Capricórnio deseja se destacar como o melhor, o "faixa-preta" em sua área, mesmo pagando um preço alto por isso, como a diminuição do tempo de lazer.
Fonte: www.espiritualismo.hostmach.com.br