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Peixes

Peixes

Peixes abre as portas para que possamos contemplar o universo e sentir o quanto somos parte dele. Nele, encontramos a dissolvência e o desapego dos desejos egoístas que causam turbulência em nossos corações. Peixes é Fé, é a certeza no Sagrado, uma fé que supera a dualidade das emoções e, simplesmente, compreende.

Sabe por que as pessoas que nasceram entre este período se dizem "piscianas"? Porque durante esta época do ano, o Sol está passando pelo signo de Peixes no céu. Quando você diz "sou aquariano", está dizendo, com outras palavras, que tem o Sol no signo de Peixes. Mas mesmo aqueles que não nasceram entre estes dias, têm Peixes e todos os outros signos em seu mapa astrológico

A inteligência em Peixes

A consciência pisciana é sutil e sensível. Sem se deter em ponto nenhum, ela capta a impressão geral das situações. Donos de uma mente maleável, eles ajustam a visão e o foco dependendo de cada momento, como a lente de um fotógrafo. Sem um olhar preestabelecido, o melhor nos piscianos acontece quando não esperam nem buscam alguma coisa. É neste instante que acham.

A inteligência de Peixes é receptiva e faz sintonia com as situações que chegam até ela, sem que precise procurá-las. Eles possuem uma enorme clareza para perceber, de imediato, o clima, a atmosfera e a alma de uma situação. Tudo que possa ser refinado e sutilizado é imediatmente detectado pela percepção destas pessoas. Sua visão é geral, ampla e a sua inteligência acontece com a apreensão desta totalidade, nunca dos detalhes.

Eles vêem com sensibilidade e percebem primeiro aquilo que é menos corpóreo e palpável. Avessos à análise, desconfiados da racionalidade, sua inteligência capta magistralmente aquilo que flui. É usando do dom de misturar-se nas situações e com os outros que Peixes consegue aprender e brilhar.

As pessoas que nasceram com o Sol neste signo possuem a inteligência de enxergar o poético e o sublime em momentos que podem até ser considerados banais e sem importância para os outros.

O inverso também acontece: situações que são consideradas graves e preocupantes para os outros, eles percebem como banais e sem valor diante do contexto geral da vida, da paisagem humana, daquilo que é relamente importante.

Eles tem a capacidade de colocar o pequeno no macro e o macro no pequeno. Nada no mundo, em sua visão, é simples, único ou rígido, mas múltiplo e misturado. Quem tem o Sol em Peixes sabe colocar a alma em cada pequena coisa e fazê-la encantadora, já que mesmo a menor das circustâncias compõe e faz parte do Todo.

O Simbolismo de Peixes

A verdadeira lição do silêncio interior

Peixes

Entender o signo de Peixes, é entender o verdadeiro mergulho interior. O mergulho que é alcançado com o silêncio. Não o silêncio como ausência do barulho, mas o silêncio que implica em esvaziar-se totalmente, de todos os símbolos, de todas as imagens e lembranças, de qualquer conteúdo do ego. O silêncio que coloca a pessoa, consciente, como canal vazio diante da Unidade cósmica, diante da Fonte.

Tudo o que existe, toda a criação se insere no movimento cósmico rumo à Unidade. Mais é necessário superar todo dualismo, toda divisão dentro de nós mesmos para conseguirmos a realização da harmonia divina, onde todo sentimento permitido é o amor, a misericórdia, a solidariedade.

É inútil, neste movimento, pretender ser superior aos demais, pois o espírito de superioridade é incompatível com a comunhão com o Sagrado.

Ao realizarmos a união com o Único, nós nos transformamos no que fomos chamados a ser: canais abertos para o Sagrado, abertos para a plenitude do amor.

Canal que abrimos com o silêncio, a doação, a serenidade e a quietude.

Compreender o signo de Peixes, é compreender que somos templo do Sagrado. É deixar-nos transformar pelo amor, de modo a superar o egoísmo que nos impede de abrir, no nosso coração, um espaço onde o Sagrado nos fará instrumento de sua misericórdia. E, neste espaço não há lugar para interesses e limitações mesquinhas. O saber humano deve ser renunciado ao entendimento e a entrega à fé pura. A admirável fé, de crer que tendo o Sagrado, temos tudo.

Pois o verdadeiro amor não tem limites nem cobranças, resulta da perfeita conformação da vida com o querer divino. Santa Teresa de Ávila aconselhava as pessoas "a se arriscarem sobre o Oceano do Nada para atingir o Continente do Tudo, sopro do Amor divino nas velas".

Ao navegarmos no Oceano do Amor divino, seremos capazes de compreender a verdadeira finalidade da vida, a verdadeira caridade, a verdadeira força do amor que faz renascer, que nos permite mergulhar nas profundidades da generosidade e da entrega. Na entrega total, transformamos a fantasia da paz universal em realidade, transformamos a fantasia da possibilidade de estarmos ligados ao Amor imanente em fé realizável.

Mitologia de Peixes

Anfitrite e o delfim

Netuno, o senhor dos mares, numa manhã de muito sol, percorre as Ilha de Naxos, no seu coche, quando avista uma cena, que o faz parar os cavalos: nas areias da praia, dançam despreocupadas as ninfas Nereidas, filhas de Nereu.

Mas a atenção do deus foi prontamente voltada para a mais formosa de todas, Anfitrite, que se destacava entre as irmãs por sua beleza e sorriso.

Peixes
Chegada de Anfitrite à corte de Netuno

Netuno se aproxima do grupo e tenta tomar Anfitrite, mas ela, com excessivo pudor, se esquiva graciosamente e salta no mar. O deus nada atrás da ninfa, mas não consegue encontrá-la, tendo ela se refugiado nos domínios do pai, o velho do mar.

Assim, Netuno envia um delfim para encontrá-la. O ágil animal rapidamente encontra a nereida e a convence a seguí-lo e aceitar a proposta de casamento do deus e tornar-se rainha dos mares.

A ninfa acaba por convencer-se e concorda em acompanhar o animal. Montada num touro com cauda de peixe e guiada pelo delfim, Anfitrite parte ao encontro de Netuno acompanhada por um enorme cortejo, formado por todas as divindades marinhas. No palácio de ouro, Anfitrite se casa com Poseidon e torna-se a rainha dos mares. Em agradecimento e celebração do ato, o delfim que levou a ninfa ao deus foi catasterizado na constelação de Peixes.

Poesias para Peixes

As lentas nuvens fazem sono

Fernando Pessoa

As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.

E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.

Que bom, à margem do ribeiro

Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.
E só em sonho eu vou seguindo.

É preciso não esquecer nada
Cecília Meireles

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

O regente de Peixes

Netuno

Netuno representa a inspiração criadora, a fé que remove até montanhas, o êxtase que eleva, a intuição que faz você sentir-se como parte do Todo e o amor universal que lhe dá esta certeza. No mapa, indica a sua antena de ligação com o Universo e aponta a fé através da qual entramos em comunhão com este Universo.

Quando você consegue manter esta antena limpa e livre de "ninhos de passarinhos", pode acessar sua melhor parte, tornando-se uma pessoa intuitiva, inspirada, confiante na Força Maior que mantém tudo. Quando relaxa demais a ponto de permitir que interferências várias interrompam sua ligação com o Sagrado, então você começa a desligar-se e a distanciar-se de si mesmo, permanecendo confuso, iludido, aumentando a possibilidade de viciar-se em qualquer coisa (drogas, sexo, ideologias, dinheiro...), pois estará sempre precisando de algo que lhe preencha...

Netuno rege o signo de Peixes e na Mitologia é o deus dos mares, que vive em uma região submarina chamada Aigai, onde nada o perturba e de onde ele sabe tudo o que acontece na superfície... Orientação interessante a ser seguida a partir da compreensão de que podemos manter a calma interior, apesar de vivermos em um mundo emocionalmente agitado e, mesmo assim, nos mantermos "ligados" a tudo.

Fonte: portodoceu.terra.com.br

Peixes

Peixes

20 de fevereiro - 20 de março

Último signo do Zodíaco, Peixes também é o último da série dos signos mutáveis, aquele que dispersa e distribui tudo o que todos os signos anteriores construíram e criaram no ciclo de manifestação. Assim como ele se dedica ao entendimento geral de tudo, porque sabe que tudo tem um fim, também sabe que está na fronteira de dois mundos. Um mundo que termina, outro que deve começar dentro em pouco. Nesse limiar, Peixes permanece, sentindo e pressentindo o que ainda virá, e o que já foi, tentando ensinar ao mundo a lição de todos somos partes de um mesmo organismo, que não há separação.

No mar de emoções instáveis como o oceano, governado por Peixes, está este signo que acompanha todos os que estão se despedindo de um ciclo, daí sua relação com os internatos, os que saíram do convívio humano, aspirando uma ordem ainda invisível. Os hospitais, onde muitos passam de um plano para outro, também é o lugar relacionado com peixes, assim como os portos, onde se vê ao longe a possibilidade de um mundo que se desconhece, mas que se pressente.


Peixes representa o conseqüente escapismo, a fuga do mundo, o devaneio e o ar vago, a modéstia e um certo ar de vítima do mundo que às vezes exibe. Com a enorme empatia que sente pelos desfavorecidos, Peixes quer a justiça, mas a divina, pois "seu reino não deste mundo" e ele entra pela porta dos fundos em todas as situações, mas acaba sempre dando seu recado, porque o céu fala por sua boca.

Assim é Peixes, que às vezes é saltimbanco na vida, sem saber muito bem como anda e para onde vai, sempre seguindo com fé sua intuição e sua sensibilidade artística, principalmente musical. Peixes vê com os olhos amplos, fixos no horizonte e pouco lhe interessam os detalhes. "Navegar é preciso" é um lema deste signo, lítico, incompreendido, sentimental ao extremo, capaz das maiores loucuras e das maiores provas de compaixão humana. Almeja o transcendente, como Sagitário ou Escorpião, mas à sua especial maneira – sem fazer alarde, sem querer convencer ninguém, mas com uma força de alma que é conhecido pela sua "reza forte", que cai como uma bênção nas almas aflitas.

Na saúde, Peixes rege os pés, esse órgão que carrega todo o peso do corpo, o fim e o limite, o mais humilde, mas sem o qual não podemos nos locomover. A analogia entre as ordens religiosas dos pés descalços, que demonstram extrema humildade e abandono das vaidades do mundo tem toda a relação com este signo, que também rege o sistema linfático e o centro de energia coronário. É comum ver o Peixes com problemas nos pés – ele não vê direito onde anda, pois seus olhos são os olhos da alma, e os problemas daí decorrentes devem-se á inclinação inata de se desprender deste plano terrestre e alcançar uma dimensão mais espiritual da vida.

Na profissão, o Peixes está onde ninguém mais está: no laboratório de pesquisa física, tentando desvendar o que há mais além do universo conhecido, mas também no mercado, vendendo produtos de origem longínqua, que alargam a visão do consumidor. Mestre da arte mágica, vendedor do bizarro, poeta, cineasta porque almeja outra existência e outra ordem, literato, porque relata a vida e seus sentidos – ou a falta deles – músico e dançarino, santo, louco e médico, religioso ou mestre mais alto de uma ordem secreta espiritual, é aquele que segue com seu passinho os desígnios de um mundo que ainda não nos foi revelado, mas só a ele.

No amor, é o mais lítico e romântico de todos os signos, aquele que dá a vida por quem ama, que se compraz até na dor porque assim quem sabe alcança essa dimensão maior da vida invisível. Peixes deseja tão somente o encontro de almas, mais nada lhe serve e não menos exige. Se contrariado, chora e comove, ao ponto de se tornar a vítima que consegue o que quer graças ao seu poder de sedução, charme e mistério, que exibe sem querer. Por ser romântico, mas instável como o oceano, curioso e explorador, pode não se adaptar muito bem à vida do casamento, mas sua sensualidade e sexualidade, com fortes cargas românticas, o torna um dos amantes mais devotados a quem ama e à sua prole.

Seu elemento é a Água, sua pedra é a água-marinha e a ametista; seu metal é o estanho, sua core variável, do azul ao verde, com todas as tonalidades do oceano.

Astro regente: Júpiter(clássico) e Netuno (moderno).

Fonte: www.espiritualismo.hostmach.com.br

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