Bilbau (Bilbao em castelhano, Bilbo em basco) é a capital da província da Biscaia, no País Basco, Espanha. É um porto na Baía da Biscaia nas margens do rio Nervión, em local de águas profundas que possibilitava a construção do porto. Tem cerca de 881 mil habitantes e foi fundada por volta de 1300.
Cidade industrial, nela se encontra um dos museus Guggenheim da Europa, projetado pelo arquiteto Frank Gehry.


Bilbao - Município da Espanha
A cidade é composta pela parte velha, situada na margem direita do rio, e pela parte moderna, recente, de finais do século XIX. Os dois setores contactam entre si através de diversas pontes.
Bilbau possui vários monumentos interessantes, entre os quais a Igreja de Santiago, construída em estilo gótico no século XIV, e o edifício do Ayuntamiento. Os museus são variados, mas de uma forma geral reúnem colecções relacionadas com descobertas arqueológicas e com os vascos, e ainda obras de arte contemporâneas. O mais emblemático é o Museu Guggenheim, que encerra as obras dos artistas mais vanguardistas do século XX. O seu edifício destaca-se pela forma de barco ou de grande flor e pelo seu revestimento exterior em titânio.
O fato de esta cidade se localizar numa importante região de extração mineira de ferro permitiu o desenvolvimento da indústria do ferro, do aço, da maquinaria e ainda da cimenteira, da química, do papel, da têxtil e da alimentar. Possui a frota mercante mais importante de Espanha, exportando mineral de ferro, cereais e vinho.

O Museu Guggenheim Bilbao, situado na cidade de basca de Bilbau é um dos cinco museus pertencentes à Fundação Solomon R. Guggenheim no mundo. Projetado pelo arquiteto norte-americano Frank Gehry, é hoje um dos locais mais visitados da Espanha. Seu projeto foi parte de um esforço para revitalizar Bilbau e, hoje, recebe visitantes de todo o mundo.
Sua construção se iniciou em 1992, sendo concluído cinco anos mais tarde. Duas equipes, uma em Bilbau e outra em Los Angeles, trabalharam conjuntamente na elaboração do projeto, que só foi possível graças ao uso de um software CAD nos cálculos estruturais. Alguns especialistas questionavam a possibilidade de execução da obra, por causa de suas formas complexas.
Primeiramente foram feitos esboços e modelos do edifício. Depois, esses modelos foram escaneados e mapeados, e, com o auxílio do software, foram detalhados os cálculos da estrutura e os modelos virtuais em 3D das peças construtivas. Desse modo, foi possível erguer uma estrutura formada por curvas complexas e torcidas.
Externamente, o museu é coberto por superfícies de titânio curvadas em vários pontos, que lembram escamas de um peixe, mostrando a influência das formas orgânicas presentes em muitos trabalhos de Gehry. Do átrio central, que tem 50 metros de altura e lembra uma flor cheia de curvas, partem passarelas para os três níveis de galerias. Visto do rio, o edifício parece ter a forma de um barco, homenageando a cidade portuária de Bilbau.
As exposições no museu mudam freqüentemente e contêm principalmente trabalhos realizados ao largo do século XX, sendo as obras pictóricas tradicionais e as esculturas uma parte minoritária comparada com outros formatos de instalações artísticas. Muitos consideram o edifício mais importante do que as obras que fazem parte da coleção do museu.
O museu recebeu várias críticas desde que começou a ser construído, por ser um museu de vanguarda, mas somente por fora, pois as salas de exposição são quase todas iguais a de outros museus, ou seja, inovou-se no exterior mas não na função básica do museu, que é conservar e expor obras de arte. E por ser o museu tão inovador uma crítica que ele recebe é justamente ser mais atraente que as próprias obras expostas.
Também é muito criticado por seu elevado custo e pelo caráter quase experimental de muitas das inovações usadas em sua construção, que fazem com que os custos de manutenção e limpeza sejam elevados.
Fonte: pt.wikipedia.org