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Espanha

EXTREMADURA

Extremadura é a terra na que curtiram-se famosos descobridores como Pizarro, Orellana, Francisco das Casas ou Garcia de Paredes. Porém, muito antes de que os valientes descobridores extremenhos adentraram-se nas entranhas do Novo Mundo, tinham passado por esta região outros aguerridos lutadores como fenicios, vetones, lusitanos e sobre todo, romanos. Os legionários da Roma encontraram na atual autonomia um lugar ideal para descansar, razão pela que fundaram Norma Caesarina (Cáceres) ou Emerita Augosta (Mérida) com esse fim.

Entre a Rota da Prata e as Canhadas

À seu passo, os romanos levantaram impressionantes construções de todo tipo, dotando à região com uma das maiores vias de comunicação da história, a Rota da Prata. Esta calçada romana pretendia unir Gijón com Mérida através de Astorga, León, Salamanca e Sevilha. Além desta impressionante rota empedrada, cujo traçado conserva ainda a estrada nacional 630, a transhumancia do gado favoreceu o contato com o resto da Espanha e com Portugal. As canhadas e os caminhos, conhecidos únicamente por pastores e manadas, mantém-se ainda hoje em bom estado e percorrem lugares de beleza intensa e selvagem. Desde o frondoso e fértil Vale do Jerte até os povos brancos do sul, Extremadura é uma terra de contrastes e descobrí-los, é o seu máximo atrativo.

A Província de Cáceres

No norte da autonomía, na província de Cáceres, encontramos zonas muito diferentes mas não por isto menos formosas. Ao oeste, As Hurdes nascida de uma lenda maldita que definia-la como a zona mais pobre e inculta da Espanha, hoje em dia, com sus quase 500 quilometros de serras, compostos por quatro vales espalhados de carvalhos, azinheiras e povoações construidas em pedra, tem-se convertido no lugar escolhido por numerosos artistas e inteletuais em procura de um acolhedor refúgio em plena natureza.

No centro, o Vale de Ambroz, farto de bosques e prados que evocam paisagens de Asturias ou o País Vasco ou Asturias. Neste entorno situam-se os Banhos de Montemayor, balneário de águas termais que tem sabido combinar umas modernas instalações com o desenho original das antigas termais romanas. Aqui é possível aliviar afeções respiratórias e do aparato locomotor.

Rodeado de castanhos, alisos e fresnos sobressai Hervás, uma vila de casas de adobe e entramado de madeira que conserva todo o encanto de um verdadeiro bairro judeu. De fato, é a "aljama" melhor conservada da Espanha. Ainda podem-se degostar especialidades tão gostosas como a adafina judea ou o hornazo, uma espécie de empada recheada de ovo, presunto, chouriço ou lombo. O contraponto à influência judea coloca-o a igreja de Santa Maria das Águas construida entre os séculos XIV e XVII sobre o que foi um antigo castelo dos Templarios. Como curiosidades realmente formosas visite os jardins do estilo italiano do pequeno povo de Abadia e o Arco de Caparra.

Ao leste encontramos a zona mais fértil de toda Extremadura, o Vale do Jerte com Plasencia como "pérola" urbana e as cerejeiras como reis do vale. Em abril a paisagem ilumina-se com o branco imaculado de um milhão de cerejeiras em flor para passar, com a madurez do fruto, à salpicar-se de um vermelho intenso. Quando o ar impregna-se do cheiro das cerejeiras, é o momento de celebrar a Festa da Cerejeira em Flor. O resto do ano, a paisagem torna-se magia, expresada num a espetacular gama de cores que reflete nas imperturbáveis pedras das construções de Plasencia. É a segunda cidade em importancia da autonomia e que conserva impressionantes muralhas e três pontes como únicos acessos ao interior da povoação. Uma vez ultrapassada alguma das quatro portas da entrada que conservam-se, a Praça Maior é o centro da vida da cidade. A Catedral Nova encostada à Catedral Velha oferece um impressionante espetáculo que unidos à Casa do Deán, o Palácio Episcopal e o Hospital de Santa Maria conformam um marco artístico de grande beleza.

A Vera conta com a vegetação mais frondosa e verde da zona pois a abundancia de água que desce desde os graníticos Cumes de Gredos. Conta a lenda que esta paragem foi escolhido como refúgio pela Serrana da Vera após ser enganada por um noble de Plasencia e ali levou à termo sua vinganza seduzendo e assassinando todos os homems que passavam por ali. A História, aliás, conta que esta terra foi berço do Viriato e que Carlos V escolheu a Vera, pela a sua incomparável beleza, para terminar os seus dias. E fez assim, habitando o Mosteiro de Yuste até seu falecimento.

No centro da Autonomia concentram-se as povoações com maior tradição histórica. Trujillo tem a honra de ser a cidade na que nasceram descobridores do talhe de Pizarro, Orellana ou Alonso de Hinojosa. Desde a sua Praça Maior, com a estátua equestre de Pizarro como centro neurálgico da vida social e comercial, podem-se admirar palácios como o dos Duques de São Carlos ou o do Marqués de Pedras Albas e igrejas tão conhecidas como a da Sangue ou Santa Maria a Maior, assim como numerosas casas blasonadas. Não pode esquecer-se o Parador Nacional de Turismo, situado no convento de Santa Clara. A paisagem de Alcántara está dominada pelos dólmenes, que aparecem salpicados por toda a zona e pela ponte romana de 61 metros de altitude, 8 de largura e 194 de comprimento, considerada como o melhor da Espanha.

Cáceres foi nomeada patrimonio da Humanidade no ano de 1968. Pode-se aceder cidade antiga desde a Praça Maior, pelo Arco da Estrela, edificado por Churriguera. Já no parte histórica pode-se visitar, entre muitos outros edifícios, o Palácio Episcopal, a Casa das Cegonhas, o Palácio de Maioralgo, a Casa dos Carvajal, a Torre dos Espaderos, o aljibe subterrâneo da Casa das Veletas, o romano Arco de Cristo, a Torre do Homenagem do Palácio dos Golfines de Arriba ou o impressionante Santuário da Virgem da Montanha.

Em Malpartida de Cáceres encontra-se a paragem conhecida como "Os Barruecos" com restos do Neolítico, curiosos lavadeiros de lã e um Museu de um artista multi-media alemão chamado Vostell.

A Puebla de Guadalupe nasceu em seguimento do Mosteiro da Virgem de Guadalupe edificado por Alfonso XI após a Batalha do Salado. O culto à Virgem, que apareceu-se um vaqueiro no século XV, seguiu os passos dos descobridores extremenhos e de fato, é um dos mais arraigados na América.

A Província de Badajoz

Uma vez atravessado o limite entre as províncias de Cáceres e Badajoz, a cidade com maior tradição histórica é, sem dúvida, Mérida. Seu passado histórico tem valido a capitalidade de Extemadura e foi a mesma Roma quem escolheu esta cidade para premiar com o descanso a seus guerreiros mais valentes. Aqui encontram-se os restos do Império mais preciados da Espanha toda. O Teatro, com capacidade para 6.000 pessoas, é realmente impressionante e ainda em nossos dias, seguem-se celebrando representações durante o mês de julho no incomparável marco do Festival Internacional de Teatro. Realmente as Musas não poderiam ter escolhido ambiente melhor onde plasmar as diferentes mostras artísticas que elas inspiram. O Anfiteatro, de forma elíptica, tinha um aforo para 14.000 pessoas e incluía uma fossa na que, uma vez cheia de água, celebravam-se as naumaquias, quer dizer, batalhas navais. O Museu Nacional da Arte Romana foi construído por Rafael Moneo e contém uma completa coleção tanto de restos arqueológicos como de objetos e documentos que reproduzem o modo de vida dos antigos habitantes da Mérida.

Badajoz afasta-se dos restos romanos para mergulhar, à beira do Guadiana, na influência dos estilos árabes. Capital do antigo reino dos aftasíes e Reino de Taifas, a cidade conserva uma maravilhosa Alcazaba na que destacam a Torre de Espantaperros e o Museu Arqueológico Municipal. A Catedral de São João tem no altar maior, do estilo barroco e na selaria de couro talhada por Jerônimo de Valência, seus elementos mais importantes. A tão só 7 km encontra-se a fronteira com Portugal, passo habitual para os compradores de enxoval do lar. Em Olivenza e Albuquerque levantam-se majestosos castelos que lembram tempos remotos.

Ao sul da província de Badajoz, Zafra é a cidade mais importante da zona, pois desde 1395 celebram-se nela feiras de gado que se converteram na Féria do Campo Extremenho de projeção internacional. Conhecida como "Sevilha a menor", Zafra ressalta na paisagem pelo branco das casas, acorde em comúm denominador de todos as vilas da zona. A cidade conta também, com um excelente Parador Nacional de Turismo situado no Alcácer dos Duques de Feria, a Igreja de Nossa Senhora da Candelária que conserva nove pinturas de Zurbarán, e as Praças Chica e Grande, centros de reunião dos habitantes.

Outros povos de interesse são Feria e Salvaterra dos Barros, pela sua maravilhosa olaria, Fonte de Cantos por ser o berço de Zurbarán, Fregenal da Sierra e Jerez dos Cabalheiros por ter sido vilas templárias e na zona mais plana, enchida de pastos nos que as ovelhas merinas criam-se de forma ótima, Vilanova da Serena e Dom Benito.

Extremadura conta também com importantes espaços verdes. No Parque Natural de Monfragüe concentram-se 200 espécies de vertebrados entre as que destacam o lince, a cegonha preta ou o urubú leonado, enquanto que o Parque Natural de Cornalvo está povoado por formosos bosques de azinheiras e alcornoques.

ILHAS BALEARES

O arquipélago das Baleares está situado no mar Mediterrânio, frente ao litoral levantino espanhol a uns 240 Km de Valência. A comunidade tem belas praias que, sumadas ao excelente clima, convertem num importante centro turístico. São abundantes as águas subterráneas que dão origem a numerosas grutas. O arquipélago alcançou uma notável cultura na Idade de Bronze, da que são provas os monumentos chamados "taulas". As Baleares são formadas por cinco ilhas: Malhorca, Menorca, Ibiza, Formentera e Cabrera. Todas elas agrupam-se na província de Palma de Malhorca.

Palma de Malhorca, é a capital do arquipélago e principal porto da zona. A cidade, do mesmo nome, possui numerosos atrativos monumentais entre os que destacam a Catedral gótica do século XIV com um belo museu de pintura gótica e arte sacra. O ar de leveza que transmite toda a construção é surpreendente e na Capella Maior pode ver-se um baldaquino de ferro forjado, obra do célebre arquiteto Gaudí. Nos arredores da Sê, que domina toda a cidade, distinguem-se, também, o Palácio da Almudaina de origem árabe e antiga residência dos reis de Malhorca, a Igreja de Santa Eulalia do estilo gótico do século XIII, o Museu Tesouro, onde se expoe o retábulo da Santa Eulalia, junto a numerosos relicários, a Igreja de Sant Francesc com um precioso claustro de arcos e artesonado de madeira e a Casa do Marqués do Palmer, antiga vivienda aristocrática do século XVI. Porém, Palma de Malhorca, esconde outros lugares de interesse, além de seu vibrante rítmo de vida, como são o Antiguo Consulado do Mar do século XVII, sede da Presidência da Comunidade, o Palácio de Solerrich, que impressiona pela sua fachada, o Castelo de Bellver do século XIV, excepcional pela planta redonda a antiga Lonja do comércio, o Palácio Arzobispal e o mosteiro de São Francisco, além de formosas casarões e mansões construidas por antigas famílias.

Se dispõe de tempo aconselhamos ir ao Pueblo Espanhol, um lugar que acolhe numerosas réplicas dos principais monumentos da Espanha e à Fundação João Miró, para desfrutar das obras do genial pintor. Depois desta rápida visita, nada melhor que pegar o carro e percorrer plácidamente as costas da Ilha Palma de Malhorca, o mais perto do paraíso.

A Costa Oeste

Partindo da cidade de Palma, invitamos-lhe a realizar um percurso pela Costa Oeste, até a vila de Alcúdia. Trata-se de uma viagem que transcurre por um litoral escarpado, onde abundam as calas e as tranquilas praias. Em Port d´Andratx pode-se alugar uma barca para navegar pela zona, enquanto que no Mirador de Ricardo Roca obtem-se as melhores panorámicas das calas e das praias. Continuando pela rota e depois de deixar Valldemosa, onde encontra-se uma famosa Cartuja, há que fazer um alto na vila de Deiá. Trata-se de um pitoresco povoado de casas trepadas onde a tranquilidade é a nota predominante. Muito perto, Soller, uma cidade que distingue-se pelas casas do século passado e pelo movimentado porto. É, também, o centro turístico mais importante da Costa Oeste, assim que se prepare para desfrutar da praia e dos ambientes noturnos, onde o aborrecimento é desconocido.

Retomando o caminho e na direção à Alcúdia, a estrada serpenteia até o mosteiro da Nuestra Senhora de Lucc. Trata-se de uma série de construções do século XVII, que edificaram-se para venerar e conservar a imagem da Virgem, da Milacrosa "La Moreneta", a padroeira de Malhorca. Já desde aqui pode-se avistar o Porto de Pollença, outro dos centros turísticos da zona, além de ser um dos lugares procurados pelos amantes da vela e o esquí aquático. Desde Pollença partem dois caminhos: o que vai para Alcúdia e o que continua ao Cab de Formentor. Este último é uma caminho que cativa pelo sinuoso e por achar-se num a pequena península desde a que pode-se ver o mar a ambos lados. Desde o Mirador des Colmer, no alto de um rochedo, a respiração interrompe-se para se perder na beleza do mar e da pedra.

Finalmente Alcúdia, uma cidade fortificada que conserva no interior o ambiente da época medieval. Não há que deixar de visitar o Museu Monográfico de Pollentia, que oferece as peças encontradas nas excavações da antiga cidade. Muito perto, o Parque Natural de Albufera e as Grutas de Campanet, com mais de 1 Km de percurso. Em Muro, situado a 11 Km de Alcúdia pode-se visitar a Seção Etnológica do Museu de Malhorca (as seções de Belas Artes e Arqueologia encontram-se na cidade de Palma de Malhorca).

Pela Costa Leste

Partindo desde Palma de Malhorca até Artá, pela Costa Leste, a paisagem suaviza-se, mas não por isso desaparece o escarpado. A nota caraterística são as grutas, fruto da erosão e as calas de fina areia.

O primeiro alto é o Santuário do Cura, no alto de uma colina e desde onde se divisa Palma. Trata-se de uma série de construções restauradas pelos franciscanos. Desde aqui a estrada adentra-se até a bela cala Figueira, onde o caminho volta a retormar o litoral. Mais adiante, o mosteiro de São Salvador, do século XIV, no alto de uma colina e onde destaca a Igreja que acolhe uma imagem da Virgem, um retábulo de pedra policromada e três nascimentos de diorama.

Seguindo pelo litoral, encontram-se as célebres Covas do Drach, uma sucessão de salas unidas por corredores onde os lagos extendem-se por mais de 2 Km. Podendo-se realizar um passeio de barca e descobrir seus interiores. Mais ao norte, as Covas d´Artá, onde as impressionantes cúpulas acolhem numerosas figuras de pedras, criadas pela erosão da água. Desde aqui há que viajar para a Cala Rajada, um pequeno porto e importante centro de descanso. Além do sol e das praias, ressalta a Casa March, com preciosos jardins que guardam numerosas esculturas de artistas internacionais.

Já no rumo de Artá, há que parar, quase de forma obrigada, em Capdepera, um antigo povoado murado no alto de uma colina. Artá, fim do caminho, distingue-se pelo ambiente e restos megalíticos que encontram-se nos arredores.

O Arquipélago de Menorca, é a segunda ilha em tamanho, mas é a que conserva paisagens mais vírgens, pois tem sobrevivido às correntes masivas de turistas provocadas pela beleza das ilhas. Mahóm (Mao) é a capital da ilha. Tem um formoso porto, um de sus maiores atrativos, ao igual que o edifício da Prefeitura, a igreja de Santa María, a igreja de São Francisco e o Museu Arqueológico com excelentes coleções de peças pré-históricas. Nos arredores de Mahóm encontra-se Talayot de Trepucó, um importante assentamento arqueológico com um Taula de quase 5 m. de altitude, o pequeno povoado de É Grau, um bom lugar para quem gosta da observação da aves e a Cala Porter, que distingue-se pelas residências e pela taberna instalada em antigas viviendas trogloditas.

Desde Mahóm pode-se viajar para Ciutadella, pelo interior da ilha, fazendo um alto em Mercadal, um dos povoados mais brancos da Espanha. Cidadela (Ciutadella) foi a antiga capital da Ilha de Menorca. Trata-se de uma pequena cidade, bela e interessante, com espléndidos palácios e igrejas medievais. Sua fundação data do ano 450 a.C.

Finalmente a Ilha de Ibiza (Eivissa), chamada a Ilha Branca pela cor de suas casas. A capital da ilha, do mesmo nome, é célebre pelos bairros populares da marinha e de Sa Penya. A cidade está dominada por uma fortaleza medieval e muito perto acha-se o cemitério púnico de Puig des Molins, sem esquecer o interessante Museu Arqueológico com o melhor da arte dos séculos VII a.C. ao século III.

Ibiza é o lugar da moda, da movida, das copas, das praias, das festas, do bom comer e do bom beber. Suas barulhentas ruas guardam numerosas lojas e o entretenimento nesta paradisiaca ilha está assegurado durante o ano todo.

Na ilha destacam, além das inumeráveis calas, Sam Antonio Portmany (Santo Antonio Abad), um importante centro turístico e com um precioso bairro antigo e Santa Eulária des Riu (Santa Eulalia do Río) com o mais novo da zona.

IHLAS CANÁRIAS

O arquipélago canário está situado no Océano Atlantico a uma distancia aproximada de 1.500 Km ao sudoeste da costa peninsular. Os antigos as chamavam "ilhas afortunadas", pelo excelente clima. As Canárias são de origem vulcanica e constituem um verdadeiro paraíso natural, que carateriza-se pelas formações geológicas e a exuberante vegetação. É sem dúvida, o destino estrela da Espanha, graças a seu clima primaveral permanente, à suas praias, à suas águas e ao mundo de possibilidades infinitas para entreter o espirito e o corpo. O arquipélago está formado por sete ilhas: Tenerife, Gran Canaria, Fuerteventura, Lanzarote, La Gomera, La Palma e Hierro.

Tenerife

Tenerife, é a ilha maior das Canárias e destaca por albergar o pico do Teide, o ponto mais alto da Espanha com 3.187 m de altitud. Trata-se de um vulcão que rejuvenesce com suas tímidas erupções e que vigia atentamente os costumes e tradições dos ilhenses.

Tenerife é uma ilha que distingue-se pela sua juventude, o rítmo de vida, os deliciosos mamões e bananas e as cristalinas águas, como as que encontram-se no acantilado dos Gigantes. A ilha conta com grandes espaços vírgens como o Parque Nacional das Canhadas do Teide, um elevado planalto de campos de lava, onde a tranquilidade respira-se por todos os cantos da zona. Respeito flora, destacam os dragos centenários, símbolos das ilhas, um arbusto no que cada galho reproduz em certa forma "t" a planta toda. O exemplar mais antigo é o de Icod dos Vinhos, com mais de 3.000 anos.

Santa Cruz de Tenerife é a capital da ilha, onde distingue-se a Igreja da Conceição do século XVI, o Monumento à Candelária, padroeira do arquipélago canário, o Museu Arqueológico que exibe peças interessantes e o Palácio de Carta do século XVII, com uma preciosa fachada de canteira e um típico pátio canário.

La Laguna, a 13 Km de Santa Cruz de Tenerife, é uma cidade senhorial fundada em 1497. Resalta sua Catedral do século XVI do estilo neo-clássico, com elementos góticos no interior e o Museu da Ciência e o Cosmos, uma viagem ao universo.

A Orotava, a 38 Km de Santa Cruz de Tenerife, encontra-se no centro de uma maravilhosa paisagem. Suas casas, palácios com balcões de madeira e sua parte antiga, convertem-la num importante destino. Muito perto, Porto da Cruz, um dos principais centros turísticos da Espanha, graças a seu privilegiado clima e situação, situada na borda inferior junto à costa. Oferece atrativas piscinas junto o mar, um belo jardím botanico rico em espécies tropicais e um sem-número de restaurantes, hotéis, centros de convenções, bares, discotecas e cafeterías. No outro extremo da ilha, destaca Praia das Américas, um importante complexo turístico, perto do pitoresco povo de Os Cristãos.

Gran Canaria

Gran Canaria, com uma forma quase redonda, é a ilha com mais acidentes orográficos, com rochedos, pequenas praias e dunas de areia.

As Palmas de Gran Canaria, capital da ilha, é uma cidade primaveral com excelentes praias de enormes dimensões. Conta, também, com uma parte antiga onde encontra-se a formosa Catedral gótica do século XV, a Casa de Colombo, um dos melhores exemplos da arquitetura colônial e o Museu Diocesano da Arte Sacra com peças pré-colombianas. Respeito à suas praias as mais sobressalentes são a de Las Canteras e Lass Alcaravenaras.

Arucas, a 17 Km de Las Palmas e terça cidade da ilha, carateriza-se pelos cultivos de bananeiras e suas belas casas cobertas de canteira de pedra azul. Desde o Mirante da Montanha podem-se obter excelentes vistas para desfrutar do verde dos bananais.

Maspalomas, 52 Km de Las Palmas, distingue-se por ser o condomínio mais extenso da ilha e por ser um dos principais centros turísticos. Praias como a Bahia Feliz, San Agustín ou a do Inglês são pequenos paraísos onde todo é possível.

Fuerteventura

É a segunda ilha em extensão, a mais cercana à costa africana, a menos povoada e tal vez, a mais antiga de todo o arquipélago. Fuerteventura é o lugar indicado para quem gosta da pesca submarinha e da caça, das praias de areia branca e da tranquilidade. Porto do Rosario, capital da ilha, conta com um pequeno porto e duas zonas turísticas: Corralejos 38 Km ao norte e Jandía-Pajara, 87 Km ao sul. Desde Corralejos pode-se navegar até a Ilha de Lobos, uma pequena ilhota despovoada mas de grande interesse natural.

Lanzarote

É, em poucas palavras, um lugar paradisiaco e enigmático. Seus relevos de pedra vulcanica e de vales carbonizados, como os que podem ver-se no Parque Nacional de Timanfaya, provocam sensações únicas e indescifráveis. Recife é a capital da Ilha, uma cidade que tem-se desenvolvido nos últimos tempos e que distingue-se pela sua cercania à Teguise, onde vivera o afamado arquiteto César Manrique, quem desenhou inumeráveis edificações em Canárias, integrándo-as no meio ambiente para conservar a paisagem tradicional.

Desde Orzola podem-se tomar embarcações que navegam até a ilhota de La Graciosa. No regresso há que sumar-se à uma das expedições em camelos que atravessam o Parque Nacional de Timanfaya, para visitar a Montanha de Fogo e finalizar em Praia Branca, um complexo turístico com encantadoras praias.

Destacam, além, os géiseres do Hervidero provocados pela força do mar que sai pelos orificios da plataforma vulcanica do litoral e as bodegas O Grifo, para quem gostar do vinho e das boas uvas.

La Gomera

A ilha da Gomera carateriza-se pela forma cónique, o que le da um aspeto paisajístico diferente às do resto do arquipélago. Desde as laderas do norte desciende o água por barrancos para criar uma vegetação exuberante. Para o sul, prevalecem as palmeras e as acequias.

A Gomera é o lugar mais procurado por quem gostam do senderismo e do trekking. Sus desniveis impressionantes, seus caminhos escorregadiços e um calor que aperta, são a nota predominante. A capital da ilha é a vila de São Sebastião, uma antiga vila, passo de navegantes e conquistadores em suas viagens ao Nuevo Mundo. O turismo centra-se no Vale Grande Rei, um lugar idílico com belas terraços escalonadas, bananeiras e palmerais que misturam-se com as casas de cor branca. Desde aqui acostumam-se fazer as excursões para Os Organos, uma série de colunas basálticas hexagonais que podem-se apreciar-se desde o mar.

Outras vilas importantes são Valle Hermoso, Agulo e Hermigua, onde pode apreciar-se de melhor forma o estilo de vida autóctone.

La Palma

Com uma superfície de 730 quilometros quadrados, a ilha de La Palma, a mais húmida de todas, apresenta duas regiões bem diferençadas. O norte é própriamente a Caldeira de Taburiente (Parque Nacional) e o sul está formado pela Cumbre Vieja e Nueva.

Santa Cruz da Palma é a capital da ilha e distingue-se pela arquitetura do tipo andaluz. São de interesse a Igreja do Salvador com um pórtico renascentista e belos artesanatos mudéjares e o Museu de Etnografia e Arqueologia com excelentes coleções de cerâmicae peças anteriores à Conquista.

Na Gomera encontrará, no Roque de los Muchachos, um dos mais importantes observatórios astrofísicos do mundo. Vale a pena a visita ao vulcão Teneguia para admirar a lava que deixou em su última erupção no ano de 1972.

El Hierro

É a ilha mais pequena, a mais meridional, a mais ocidental, a mais desconhecida e a mais jovem de todas. Tem uma superfície de 287 quilometros quadrados e uma dimensões modestas: 29 Km de ponta a ponta e 20 Km de largo. O ponto mais alto é o pico de Malpaso com 1.520 m.

A capital da ilha é Valverde, uma pequena povoação de mais de 3 mil habitantes, que distingue-se pela Igreja de Santa Maria do século XVI. É o ponto de partida para as excursões para o Bosque de Sabinas, para La Restinga, um belo campo de lava com estranhas formações, ao Poço da Saúde, situado no povoado de Sabinosa e importante balneário de própriedades curativas. Destacan, además, Roques del Salmor, uma pequena ilhota onde podem-se ver os lagartos gigantes (especie endémica e protegida) e o centro turístico Tamaduste, pela sua piscina natural.

GASTRONOMIA

Da lembrança de uma viagem fica a expressão de sua gente, os lugares mais atrativos, as vivências mais ricas que brinda a passagem por esse lugar, porém, a comida que esperimenta-se é algo que se leva num sentido mais real, uma forma de intimar com certa indefensão com essa terra nova, de converti-la em parte importante da história pessoal incorporando seus segredos, como num rito mágico, aos da própria cultura. Espanha é pródiga em segredos através de sua cozinha, fruto de uma história de conquistadores, a gastrônomia hispana conhece o sabor de ser sometidos ao mesmo tempo que o de ser dominantes.

Por influência de essa convivência e abertura que tem caraterizado ao longo dos séculos, sua cozinha incorpora ingredientes do mundo todo, formas de elaboração variadas e segredos de diversas procedências dando por resultado um panorama gastronómico imenso. Mesmo assim, há rasgos próprios que podem definí-la como Mediterrânia: o uso do azeite de oliveira, a abundância equilibrada de produtos marinhos, o trigo e o vinho.

É evidente que numa península os produtos marinhos teriam grande impacto na alimentação, as espécies do Atlântico, do Mediterrânio e do Cantábrico obrigam a uma variedade na cozinha. Por outra parte, as zonas gadeiras do norte e a planície central fornecem as carnes vermelhas e os derivados do leite. O vinho é um líquido presente em todas as regiões em menor ou maior qualidade, mais de 50 marcas confirmam. A zona da Rioja é a que oferece maior qualidade a nível mundial, enquanto que o Duero e Jerez preparam vinhos mais doces e mais nacionais, alguns deles com Denominação de Origen.

Em Galícia, terra de peregrinos e gostos diversos, são típicos os pratos em base à mariscos. As vieras são uma vianda feita com mariscos que, segundo acredita-se, estão relacionadas com o apostolo. Também são famosos o polvo, preparado de diversas maneiras, as sardinhas assadas e os pimentos de Herbão, ambas consomem-se como tapas, entre copas e o batepapo com os amigos. A empada compostelana, recheada de peixe, é típica da zona durante os meses quentes, enquanto que o caldo galego e o presunto com grelos, são os favoritos do inverno. Como sobremesa, a tarta de Compostela, feita com amêndoas e um bom vinho da região como o Ribeiro ou o Albarinho, permitirão fechar uma boa e singela comida galega.

À seu passo por Asturias poderá encontrar os melhores queijos da nação, o mais renconhecido é o cabrais, embora podem esperimentar muitos outros de sabores e texturas diversas. Astúrias, ao igual que Cantábria, é zona de mariscos e peixes, especialmente pescadas, enguias, sardinhas e calamares.

Esperimentar uma fabada é patar com esta zona cantábrica pois consideira-se sue prato típico, feita em base à feijão grande, porco, morcela, cebola e chouriço, trata-se de um guisado caldoso que vem muito bem nos dias do inverno. Também pode-se esperimentar o chouriço de queixada e o pantruco, embuchado de porco, assim como suas empadas de milho, chouriço, pressunto e toucino conhecidas como boronchu.

Para beber, nada melhor que um boa sidra, bebida regional espumosa e de sabor doce entre à que destaca a do Villaviciosa. Entre as sobremesas, os freisuelos ou fiyueles, doces de carnaval elaborados com farinha de trigo, leite e ovo, são um bom fim para uma comida ou um presente delicioso para levar para casa.

O País Vasco mantém também essa diferença típica na sua cozinha como na sua língua e idiosincrásia. Entre seus maiores orgulhos está a afirmação de que consome-se o mesmo nas mesas de sua gente que nos restaurantes mais luxuosos da comunidade, tratando de dizer com isto que as diferenças sociais não existem na sua cozinha.

Seus pratos principais tem como fonte o peixe e os mariscos, especialmente o bacalhau e a pescada, assim mesmo, os molhos distinguem-os de outras regiões espanholas, assemelhando-se em isto à complicada cozinha francesa.

Nas vilas da região se consome um prato conhecido como marmitako, realizando uma combinação de atúm, bonito, batatas e pimentão que acostuma acompanhar-se de um vinho branco seco e ácido chamado txacoli.

Por certo, o pimentão, produto presente na gastronomia espanhola, tem suas raizes na América e é um intento falido de trasladar o chile mexicano às terras da península que pode-se expresar-se nessa forma larga e pouco delicada que hoje chamamos pimento.

Dentro de São Sebastião a afição à boa mesa é comprovada com a celebração de mostras gastronómicas de talhe internacional e com a presença, dado o seu caráter de estação de repouso e turismo, de uma grande variedade de restaurantes da cozinha internacional.

Da Rioja o mais destacado dentro e fora da Espanha são os seus excelentes vinhos, especialmente os tintos. Dos pratos podem-se dizer que destacam os que realizam-se em base á perdizes e cordeiro já seja em guisados ou assados aos que incorporam-se o feijão grande branco e outros legumes, os pimentos riojanos são tão famosos como os vascos pois procedem da mesma zona geográfica, sua utilização é em muitos casos como embrulho de diversas misturas de verduras ou carnes.

Sendo uma zona de confluências da tradição vasca, castelhana e francesa, Navarra partilha uma cozinha similar à riojana, perdizes e codornizes são seu forte, tanto como a truta à riojana combinada com presunto, aliás, o seu espetro gastronómico amplia-se com os pratos nos que predomina o cordeiro, como o assado ou o chilindrão, no que acompanha-se de verduras e hortaliças navarras de grande renome. Os peixes que recebe do Cantábrico se refletem nas excelências da pescada, o linguado ou o robalo, que cozinham-se igualmente com verduras e molhos. Seus vinhos são de magnífica qualidade, especialmente os afrutados e brancos doces.

Aragón oferece pratos em base á frango e cordeiro temperados com molhos de tomate, cebola e pimentos, o ternasco é um deles. Em Teruel sobressae a truta do Guadalaviar, preparada ao escabeche e o gazpacho de bronchales, preparado com coelho de caça. O uso de cogumelos, e animais de caça como o cervo é comúm na cozinha aragonessa. Os sus vinhos são bons com a caraterística de ser densos, com muito corpo, produz tanto tintos como brancos.

Catalunha é uma mistura do requinte francês na gastronomía. É muito mais Mediterrânia e menos árabe que a do resto da Espanha, os molhos suaves e exóticos banham muitos de seus pratos, especialmente os de azeite, sejam em carnes, peixes ou verduras, acompanhados com frequência de frutos secos como as castanhas, amêndoas, passas e pinhones. Os embuchados mais suaves também tem grande arraigo na região catalã, especialmente o chamado butifarra. Entre as sobremesas destaca a crema catalã, espécie de flã cremoso e doce. Os vinhos são também Mediterrânios, suaves e doces, embora Catalunha seja a terra do Cava.

O Levante é outra região espanhola típicamente Mediterrânia onde os mariscos e peixes dominam o diário comer, se preparam salgaduras de boqueirão e bonito ou pratos como o cruet de pex e inclusive em certas zonas pode esperimentar-se o exótico ouriço do mar. Destaca internacionalmente a paella valenciana, arroz combinado com mariscos de alta qualidade que adquire uma cor amarela pela forma em que a cozinhada.

O arroz é básico no Levante, sendo cozinhado de muitas diversas maneiras. As sobremesas principais são os turrões, bunhuelos de gerimum, pão de figo e frutos naturais da zona. Algumas zonas tem desenvolvido bebidas próprias como Alcoy, que brinda o seu café licor, o timonet e o herbero, especialmente durante suas festas tradicionais.

Andaluzia é a região espanhola que reúne maior influência das culturas que conquistaram Espanha, especialmente a árabe. Predominam os pratos em base peixes e mariscos com a caraterística de cozinhar-se de maneira mais seca, para uma ingestão mais fácil. Os pescaítos fritos são tapas populares que podem encontrar-se fácilmente. O gazpacho é o prato caldoso mais popular da Andaluzia. Os seus vinhos são mais doces, destacando os de Jerez, Málaga e Montilla-Moriles.

As Ilhas Baleares tem uma cozinha típicamente marítima. Para dar variedade, incorpora numerosas sopas e guisos de verduras como a sopa mallorquina e o tumbet em base à batatas, abôboras e pimentos. Desta terra são também as chamadas cocas, espécie de tortas de farinha que podem ser doces ou salgadas, assim como as ensaimadas, muito extendidas por toda a península que é uma qualidade de pão doce. A zona de Mahón é a terra da maionese e o queijo do mesmo nome elaborado com leite de vaca.

A terra do centro, as comunidades mais extensas geográficamente que são Castela La Mancha, Castilha León e Extremadura partilham uma cozinha similar.

Predominam os pratos elaborados com carne roxa de vaca ou de porco, sendo especial a vitela avilenha de sabor delicado e suave, os assados de cordeiro e coelho, os presuntos e chouriços com suas inumeráveis variedades, os patés derivados das diferentes qualidades de gados da região. Os queijos como o manchego tem grande reputação e oferecer frequentemente em sua cozinha, os produtos do trigo se expresam em grande variedade de pães salgados e doces, assim como em biscoitos e sobremesas típicas. As empadas recheadas de chouriço, presunto e carne roxa são caraterísticas de várias regiões e estão relacionadas com a vida campestre de antigamente, assim como com numerosas tradições.

Os vinhos, especialmente do Duero, são dos mais renconhecidos pelo gosto azedo, enquanto que os de Valladolid e de Rueda são mais frescos e afrutados. Os produtos do mar, embora não tão abundantes como no resto da Espanha também estão presentes na região, aliás, cozinham-se de jeitos mais caldosos, acompanhados de molhos ligeioas e legumes, entre os peixes, os de rio como as trutas, são as que se consomem fritas.

Entre as sobremesas destacam os mazapanes, as galetas e peças de trigo recheadas de frutos secos como os pinhões, as gemas de Santa Tereza e algumas peças de repostaria com nomes típicos das regiões onde elaboram-se. Durante a ocupação francesa, um grupo de franceses robarão a documentação do Convento de São Benito em Alcántara, levando consigo um recetário que os monges utilizavam para cozinhar.

Entre os pratos que ai expunham estavam a perdiz de Alcántara, os caracoles, a chanfaina e as mormenteras, espécie de rosquilha recheada de amêndoas e mel. Estes pratos passaram fazer parte da gastronomia francesa e poucos sabem que na realidade nasceram nas paredes de um Convento Espanhol mais perto do Portugal que do mesmo Madrid.

Por último, em Madrid pode encontrar uma cozinha nacional e internacional muito variada, caraterística de uma capital mundial, sem que isto impida que tenham suas próprias especialidades como são os buchos e o cozido à madrilenha. A vantagem de assomar-se à cozinha no Madrid reside nesse imenso mirante da Espanha que é esta cidade, com seus espaços para cada uma das particularidades de suas regiões.

COMPRAS

São muitos e variados os produtos caraterísticos das diversas regiões da Espanha. A variedade que a história tem deixado à esta nação obriga à convivência de técnicas e estilos na indústria téxtil, artesanal e de joalheria que refletem-se nos postos e lojas que oferecem suas mercadorias.

Em Madrid, a sua natureza de capital europea exige a convivência de toda qualidade de produtos de origem nacional e estrangeiro. Nas ruas encontrará infinidade de lojas de artesanatos típicos das regiões espanholas, docerias, bodegas, lojas de moda, livrarias, galerias de arte e decoração, enfim, que em Madrid pode encontrar de todo.

Em Galícia, se produz obras de louça e porcelana do tipo industrializado em A Corunha por uma parte, enquanto sobrevive a elaboração de cerâmica mais artesanal em Orense e Brunho de um vidriado amarelado. Podem-se adquirir também peças de cestaria em castanho e aveleira que vem bem à vida doméstica.

O Principado de Astúrias também conta com uma atrativa oferta de cestaria em aveleira e castanho, assim como com peças em madeira, produto dos bosques, que resultam muito atrativas e esconômicas. Em Vizcaya e Navarra podem-se adquirir as famosas botas para guardar o vinho, elaboradas em couro de vaca e ovelha, assim como peças de tapeçaria variadas e interessantes, uma herança de trabalho com o gado bovino permite que o trabalho em couro seja considerável e econômico.

Em Castela e León encontrará bons vinhos da Beira do Duero, trabalhos em ouro e prata especialmente em filigrana com as caraterísticas típicas da zona, peças de couro como malas e botas que destacam pela beleza na sua cor natural, especialmente em Burgos. Em Salamanca a tradição campestre e charra oferece excelentes selas de montar em tamanho natural, ou em imitações pequenas do tipo decorativo, Também conta com uma boa mostra de encaixes, capas e bordados assim como de obras em metal que representam instrumentos e utéis antigos. Zamora e Palencia são famosas pelas cobertas elaboradas em lã pura, com atrativas cores e à preços acesiveis, uma de elas poderia alegrar o inverno por muitos anos.

A Rioja é famosa pelos seus excelentes vinhos, possívelmente os melhores da Espanha, motivo pelo qual convém fazer-se de alguma garrafa para levar para casa no fim da viagem.

Aragón tem uma cerâmicaatrativa que pode desejar levar-se para casa. De influência mudéjar, conserva as cores do Mediterrânio: azul e branco. Por outra parte, em Teruel convém adquirir a cerâmicade matices verdes e violetas caraterística da comunidade.

À seu passo por Castilha La Mancha poderá encontrar formosos trabalhos artesanais, especialmente de cozinha trabalhados em barro: fontes, sopeiras, jarrões, decorados em estilos com reminiscenças da mistura das culturas que habitaram esta zona. Talavera de la Reina é conhecida pela sua cerâmicaem toms azuis, verdes, amarelos, laranjas e pretos, delicados e encantadores enxovales completos ou peças soltas podem fazer a maravilha de lembrar este lugar para sempre uma vez em casa. Menos conhecida, embora igualmente atrativa, é a cerâmicaem toms verdes de Ponte do Arcebispo na comunidade de Toledo.

Castela La Mancha é também zona de magníficos trabalhos em metais. Encontrará um trabalho de orfevraria que convém levar para casa quanto menos em pequenas mostras: o damasquinado toledano. Pelas estreitas ruas empedradas de Toledo irão encontrar as brilhantes peças em aço, bronze e ouro como espadas, esculturas, artigos de escritório, relógios e jóias. Uma grande vantagem é que se pode encontrar os mesmos modelos em tamanho natural e em versões medianas e em graciosas miniaturas.

Esta mágica cidade oferece-lhe a possibilidade de conseguir uma armadura com as caraterísticas reais da época, uma espada medieval, um capacete guerreiro e sonhar com o passado ou levar um maravilhoso presente a algúm amigo. Toledo também goza de uma boa reputação em sus encaixos que deslumbram com formas especialmente com motivos geométricos.

Na zona de Cidade Real, especialmente em Almagro, os encaixos cativam pelas formas rebuscadas e delicadas. Albacete oferece uma extraordinária mostra em cutelaria tanto artesanal como industrial e doméstica.

Andaluzia é rica em trajes de algodão e seda, pentes de carei que adornam o traje sevilhano e, é claro, castanholas. As suas mantilhas de seda, algodão e bordados são um trabalho muito fino e atrativo para o visitante pois trata-se de um produto plenamente identificado com o espanhol. As peças téxtis se expressam em frescos lençóis e tapetes de cores vivas em zonas como Nijar, Alpujarras e Cádiz.

No artesanato a abundância de estilos e técnicas fazem-o igualmente variado, é fácil encontrar obras preciosas em cerâmica vidriada de reminiscências árabes, assim como cestas e objetos em vime de alta qualidade. O couro é outro dos atrativos da zona, especialmente em Córdoba, onde os couros cinzelados e policromados são conhecidos como guadameciles. Nas exclusivas praias como Marbella a oferta em arte e moda é sustancial, chegando as melhores firmas do mercado.

Murcia é a produtora de grande parte das figurinhas típicas dos presépios natalícios trabalhados em barro e cerâmica, pintados com cores brilhantes e atrativos, sendo significativamente tradicionais os de Puente Tocinos ou São Javier. Outro trabalho muito apreciado é o que realiza-se com a seda, de qualidade tão alta e de grande originalidade.

Na Comunidade Valênciana destacam as peças de tapeçaria e o calçado. O vime trabalha-se com grande estilo e podem-se adquirir peças originais e frescas preços atrativos. Em alguns lugares poderá encontrar também originais armas antigas, como arcabuzes e trabucos.

Catalunha é uma zona com certo sotaque francês. O seu principal ênfase está na moda, tanto pessoal como de decoração, os avanços tecnológicos e a leitura. Um bom livro, moderno ou antigo, é uma presente que na Catalunha pode-se adquirir com facilidade e oportunidade. Em Barcelona, sendo uma das cidades mais modernas da Espanha, é possível encontrar a maioria dos produtos que se produzem no país.

Nas ilhas Baleares destacam os produtos relacionados com o mar e são mundialmente famosas as pérolas de Malhorca. Os trabalhos neste material vão desde singelos anéis até complicados e exóticos enfeites combinados com outras pedras preciosas, também é possível a adquisição de peças soltas com as quais armar as criações próprias.

O couro é outro material que trabalha-se abundantemente. A palha e o esparto tem despertado o engenho dos artesões que elaboram preciosas obras de cestaria e móveis leves nestes materiais. Sendo uma zona de muito transito, fundamentalmente europeu, os comércios das ilhas tem-se preocupado por oferecer ao freguês uma extensa gama de produtos de todo tipo e origem, fundamentalmente de moda.

As Ilhas Canárias tem contado com uma grande tradição em trabalho com peças de cestaria, artesanato em madeira e produtos do mar. Também podem adquirir-se delicados e exclusivos bordados em materiais frescos e naturais que irão lembrar sempre a beleza e originalidade deste lugar do mundo.

POPULAÇÃO E COSTUMES

A grande tradição histórica que levou Espanha à ser um território conquistado e posteriormente um grande conquistador prevalece no caráter da sua gente. Herdeiros de uma cultura que mistura com alegria religiões e ideologias variadas, que esforçou-se durante séculos para estabelecer uma unidade, os espanhóis tem desenvolvido um marcado acento hospitalero e cordial que defronta-se com uma necessidade auto-protetora de isolamento interior.

De repente são muito europeus com um ar de auto-suficiência e desesperanza, e num instante balançam para o lado vivaz e quente da sua natureza latina e muçulmana desfrutando dos prazeres da vida, sendo hospitaleros e orgulhosos da sua história.

Longos anos de luta pela unidade nacional contrastam com um marcado sentido regionalista que prevalece por cima do nacionalismo caraterístico de outros países. Os espanhóis são primeiro castelhanos, catalães, vascos, andaluzes ou galegos que espanhóis, são primeiro da sua terra que da sua nação, da sua língua regional que do espanhol que orgulha-les perante o mundo como língua prolífica em beleza poética e narrativa.

Este sentido regionalista leva-os à lutar em solidaridade pela conservação das tradições, costumes e história com singular paixão. Cada comunidade, cada província e povoação conservam quase intatas lendas e hábitos da sua época medieval e inclusive da herança romana. Os espanhóis cuidam do seu passado com tanto fervor que tornam-o presente em cada celebração, em cada repetição oral ou encenada das suas costumes fazendo um constante viagem entre o ontem e o hoje.

Este afão por manter o passado traslada-se à conservação do seu patrimônio histórico físico: igrejas, mosteiros, conventos, becos, praças e casas de personagens que tem deixado pegada à seu passo pela história, são protegidas e mimadas pelo Estado, pero, como se fosse um trabalho exclusivo dos habitantes, grande parte deles deleita-se em conservar os mitos e histórias que dão vida esses lugares e em narrá-los com detalhe aos visitantes quando apresenta-se ocasião.

Perdido nos sôtãos do Escorial ou nas trincheiras do Alcácer em Toledo, por citar exemplos, o visitante que tenha escutado um espanhol narrar a história desse lugar pode chegar sentir a vitalidade de uma época passada, as forças que acumuladas templaram o complexo caráter hispano.

Em soma, o espanhol orgulha-se do seu passado, do seu caráter ferrenho e conquistador e das evidências que o tempo e a história deixaram sob seu cuidado na sua geografía. Como contraste, o presente os angustia, parece-lhes uma inecessária jogada do destino sem frutos, sem visão e nem esperanza pelo futuro.

As crises esconômicas que a Espanha do século XX tem tido que enfrentar fizeram aflorar o outro lado do caráter ibérico que identifica-o mais com os atuais sentimentos geralizados europeus: o lado sem esperanza e sem sonhos, o de proteção excesiva de suas fontes de emprego e a visão, as vezes estranha, de uma competência constante com as outras nações europeas.

Neste sentido, Espanha é um país sombrío cuja taxa de natalidade, sinal da visão popular para o futuro, tem descido quase até o zero, onde os jóvens passam as noites nas ruas e bares à viver sem conviver entre drinques, música e cigarros, onde os habitantes da terceira idade abundam e a solidão mina-lhes a existência sem maiores recursos que as lembranças de tempos mais felizes.

Em térmos gerais o nível de vida é alto e a povoação goza sem grandes esforços de serviços sociais indispensáveis como os de saúde, educação e vivenda. O emprego é escasso, mas existe o seguro de desemprego que permite sobrevivir por um tempo. Os jóvens de 25 à 30 anos são os que com maior dificuldade irão colocar-se no mercado laboral. Porém, a vida mantém para os espanhóis a sua alegria prazenteira na hora do bar, que visitam tão assiduamente como antanho visitaram a igreja: à meia manhã, à meia tarde e pela noite, as tapas variadas de queijo, omelete espanhol, ovo, pressunto, mariscos ou batatas, acompanham essa escapada ao bar na que se bate um papo com os amigos.

E se por uma parte uma capa de desesperanza cobre às novas generações espanholas, por outra mantém-se assombrosamente o humanismo que no século XVI elevaram os filósofos e escritores espanhóis. Embora que o mundo em geral acha imerso em processos de modificação de hábitos básicos marcados pelas novas formas de trabalho industrial e comercial, na Espanha prevalece o costume de fazer um alto ao mediodía, entre as 14 e as 16 horas para comer em casa com a família, pelas noites, o jantar realiza-se em volta das 22:00 horas para dar passo a uma vida noturna agitada que permite aflorar o lado barulhento do caráter do espanhol.

O comprimento de dois beijos, um em cada face, é talvez a maior cortesia física que os hispanos oferecem sem pudor aos visitantes, com isso revelam que a igualdade abarca aos estrangeiros pois comprimentam igual que aos seus conterrâneos sem nenhum reparo. Porém, outra clase de contatos físicos entre as pessoas reserva-se aos namorados ou os velhos amigos e é inusual que a gente seja muito expressiva neste sentido.

Entre os homems, este contato reserva-se à estreitar as mãos sem muita efusividade. A fala é rápida embora não se tenha pressa e o tom acostuma ser imperativo sem que isso indique superioridade, enojo ou distancia. Os espanhóis são muito diretos e expressivos verbalmente em suas opiniões e juízos e quem não há entendido previamente pode sentir-se vítima do enfado inexistente do seu interlocutor, por contraste, são redundantes em suas informações e é necessária uma grande dosis de paciência quando trata-se de estabelecer térmos de intercâmbio comercial ou pessoal ou quando solicita-se ajuda e informação.

Um hábito espanhol que de entrada mexe com o visitante, especialmente se não partilha o gosto, é a paixão pelo tabaco. É possível que em nenhúm outro lugar do mundo se fume tão livre e constantemente. Ainda nos lugares onde proibe-se fumar, de acordo às leis que internacionalmente tem-se tentado impor, os espanhóis fazem por não abandoar este hábito que, mesmo que seja pessoal, pode considerar-se nacional, inclusive nos espetáculos públicos e em alguns programas de T.V., não fique surpreso se aparecer alguma pessoalidade fumando um cigarro.

Para o seu agrado, no caso de ser fumador, o tabaco talvez seja um dos poucos produtos que poderá encontrar sem reparo à qualquer hora do dia ja seja em estancos (tabacarias oficiais do estado), nos bares ou nas numerosas e socorridas máquinas automáticas para isto.

O costume de respeitar os horários para comer, assim como essa paixão e culto que os habitantes da península impoem à sua noite é a causa de que os horários comerciais sejam tão benévolos. Pelas manhãs não encontrará aberta nenhuma loja, frutaria, mercado ou qualquer serviço antes das 9 da manhã e inclusive talvez deva esperar até as 10, no meio dia a gente retira-se para comer e as lojas e serviços fecham de 14 às 16 ou 17 horas, na tarde, às 20.00 h. começam a ver-se cair as portas dos comércios. Os únicos lugares que permanecem abertos de maneira continua são os grandes armazéns, geralmente com tendência de mercado estrangeira, os restaurantes e bares.

ENTRETENIMENTO

A diversidade da península, tanto geográfica como históricamente, gera uma oferta recreativa insuperável. Poucos países tem, num território tão pequeno, uma variedade tão grande de atividades e possibilidades para todos os gostos, idades e econômias.

Se o seu é a ação, encontrará nos parques nacionais como os Picos da Europa, o Parque de Ordesa em Catalunha ou os Pirineos facilidades para praticar o esquí no inverno, ou alpinismo, ou senderismo. Durante o verão as possibilidades ampliam-se à pratica do piragüismo nos numerosos rios que cobrem Espanha, no submarinismo nas grutas da zona cantábrica ou nas praias do Levante e Andaluzia.

O norte oferece com muito as atividades mais rudes e ecológicas da Espanha. O acesso à praias com ondas mais fortes e ventos mais duros, convertem lugares da cordilheira cantábrica no lugar ideal para o surfing ou a navegação à vela com coragem. As zonas de montanha brindam possibilidades infinitas de diversão no turismo ecológico, fazendo percursos combinados a pé e em todo terreno ou bicicleta pelas margens dos rios e colinas das serras espanholas.

Se as atrações que apasionam-lhe são de caráter primitivo, um percurso pela zona cantábrica para chegar aos dólmenes e às numerosas grutas com restos pré-históricos irão fazé-lo feliz, se continuar pelo Levante encontrará o mesmo contraste climático e visual que os antigos homems da idade de pedra afrontaram, culminando com um bom mergulho nas hipnóticas águas do Mediterrânio.

Os amantes da história e a cultura não terminariam jamais de olhar somente o que Espanha guarda nas cidades. Talvez seja recomendável abarcar por zonas e dirigir-se segundo seja o interesse, por exemplo, se a atração é o mundo árabe, nada melhor que um percurso desde Cádiz até Alicante, onde tem ficado o espírito muçulmano, também pode combinar-se com uma visita à Ceuta e Melilla para entrar num contato mais direto com a atualidade da cultura do deserto e perder-se na contemplação das casas brancas e da cor da areia.

Se por outra parte sonha com reis e princesas, muitas das cidades e vilas espanholas oferecem um encontro com a Idade Media e o Renascimento através dos edifícios e jardins, embora possívelmente o mais recomendável seria chegar-se s zonas do interior em Castilha e León ou em Castilha La Mancha. Perder a noção do tempo viajando pela história é um prazer que na Espanha vale a pena.

Seguir um caminho de tradição religiosa como o Caminho de Santiago por qualquer de suas múltiplas rotas, é atrativo para muitos turistas. As peregrinações esta cidade, especialmente durante o verão, são um encanto aos olhos inclusive dos que não professam alguma religião. Esse caminho que mantém vestigios do ontem, revela à humanidade no seu ponto mais puro, a sua fé, e permite adentrar-se na mentalidade dos homems daquela época sentindo em parte as ilusões e os desencantos que afrontaram.

Um percurso pelas principais catedrais, conventos e abadias da Espanha pode ser uma aventura para os amantes da arquitetura e a pintura. Dizer isto porque é quase uma norma que as obras mais relevantes deste tipo sejam como o tronco de uma árvore que va somando anéis à sua estrutura na medida que incorporam-se os anos, as grandes obras arquitetônicas da Espanha iniciaram-se na Baixa Idade Média, com um estilo simples e austero e foram modificando-se até a etapa moderna passando por vários estilos que tem ficado na sua estrutura como uma vivência mais do tempo.

O ar misterioso de combinada modernidade e antigüidade colocam-o País Vasco e Cantabria, as suas cidades e vilas oferecem o contraste histórico envolvido na bruma cinzenta das cidades do norte com o espirito celta que permanece escondido, como um gnomo, nas entranhas históricas desta zona. Lendas antigas como a do Ogro Preto irão assaltá-lo ao acercar-se a sua gente, porque não há que esquecer que os espanhóis relatam gostosos a sua história, especialmente a antiga.

Para os que procuram a modernidade ao completo, as zonas da Catalunha, com Salou e seu parque de diversões Port Aventura ou o Tibidabo em Barcelona, são ideais. Gozar de um espaço de diversão pura, sem necessidade de encobrimentos culturais ou históricos que justifiquem a viagem é uma delicia nestas regiões que combinam a aceleração de suas cidades com a calma dos hotéis e pontos turísticos. Uma traição a esse espirito do século XX poderia justificar-se ao aproveitar e visitar os restos que romanos e cartagineses deixaram nesta zona sem prejuicio do interesse pela modernidade na diversão.

A sofisticação no verão fica nas Ilhas Baleares e Ilhas Canárias. Terra de turistas, as ilhas oferecem uma imelhorável oferta turística e de atrações nos centros noturnos, campos recriativos de golfe, tênis ou infantis. Com um clima mais quente, não é de estranhar que numerosos europeus procurem estas zonas para bronzear a pele e desfrutar do mar, conhecendo o calor dos nativos. Em Canárias além, podem-se vivir vários sonhos à vez que vão desde a praia, a cidade, a vida noturna até a aventura de cruzar um pequeno deserto à lombos de camelo.

A navegação pelos rios da Espanha conta com o adicional atrativo da proximidade de cidades com encanto. Há numerosas empresas em diversos lugares do país que oferecem curtos percursos em barcos, iates ou em atividades mais pessoais nas que o turista dirige sua própria embarcação. A pesca nos estuários, especialmente no norte, é outra atividade interessante que vale a pena experimentar cuidando sempre que se trate de uma zona autorizada.

Os numerosos museus que cada cidade oferece, por pequena que seja, ficam para recuperar informação e história de uma infinidade de temas. É verdade que a grande maioria de eles são de caráter mobiliário e religioso, mas também há excelentes galerias modernistas, principalmente em Madrid e Barcelona, que geram um impacto profundo ao contrastar seu contenido com a paisagem espanhola cheia de peças antigas. Existem também os museus temáticos que dedicam-se resgatar informações de um tema geralmente relacionado com a zona, assim como os museus de curiosidades, como o de Naipes em Vitoria. Não esqueça dedicar sempre uma boa quantidade de tempo para eles e considerar que são lugares muito concorridos, motivo que obrigá-lo há fazer fila para obter entradas e para observar o que os museus oferecem.

E se toda esta riqueza não basta para saciar um espirito turista, a vida nas ruas é outro ponto de interesse, com suas lojas e mercados grandes ou pequenos, com sua gente conversando nos terraços enquanto bebe um café, com os bares lotados à meia manhã e meia tarde para comentar o acontecer diario. Perder-se intencionadamente entre os espanhóis, andar ao lado como um deles é uma aventura em ocasiões mais excitante e inesperada que mergulhar num a gruta pré-histórica ou percorrer os rápidos de um rio.

Nas noites, a vida da oscuridade e luz artificial é tanto ou mais abundante quanto a diurna. Jamais ficará sem lugares onde ir entre bares, discotecas, teatros, cinemas e ruas. Se a noite está terminando, bastarão uns segundos para que o relevo diurno abra suas portas e você possa, se o deseja, continuar de festa. Antes de visitar Espanha, poupe energía, que irá precisar para desfrutar ao máximo da agitada vida da península.

FESTIVIDADES

Espanha tem-se caraterizado pelos ambientes soleados e o folclore.

Porém, Espanha é também um lugar em perpétua festa onde algumas das celebrações tem atingido fama internacional:

Fevereiro: Na Espanha celebram-se os carnavais em todos os povos e cidades. Os mais interessantes pela sua espetacularidade são os de Cádiz (Andaluzia) e Santa Cruz de Tenerife (Ilhas Canárias).

Março: É o mês das Falhas de Valência (Comunidade Valenciã). Do 12 ao 19 a cidade é invadida por enormes e engraçadas figuras de cartão-piedra, que queimam-se o dia 19.

Abril: A Semana Santa é celebrada no país todo com numerosas processões religiosas de grande tradição e beleza. Destacam as de Sevilha e Málaga (Andaluzia), Valladolid e Zamora (Castilha e León) e Cuenca (Castilha La Mancha). Em Alcoy (Alicante) do 22 ao 24 tem lugar a festa de Moros e Cristãos, na que seus habitantes vestem com trajes de época. Em Sevilha celebra-se a Féria de Abril, onde o vinho de jerez, as sevilhanas e centos de barracos compõem de festa toda Andaluzia.

Maio: O Rocío, uma tradicional processão andaluza, de cavalo e em carroças, até a ermita da Virgem do Rocío em Almonte, Huelva.

Julho: Os São Fermines do 6 ao 14, em Pamplona. Os moços correm perante os touros, pelas ruas da cidade. Uma das cenas mais caraterísticas da Espanha.

Agosto: É o mês da maioria das festas das povoações. Conciertos, quermesses, música e dança em todas as praças da Espanha. Destaca a Festa da Tomatina em Bunhol (Valencia), onde o povo se bate num a batalha com toneladas de tomates maduros.

Outubro: O dia 12, a festa do Pilar, sobre tudo em Zaragoza.

Dezembro: O turrão e os doces colocam sabor às festas natalícias. Sobressaem a celebração da Noite de Natal na Porta do Sol, em Madrid.

FESTIVALES

Festival Internacional de Santander: Julho e Agosto

Festival de Teatro de Mérida. No cenário do teatro romano: Junho-Agosto

Festival Nacional de Teatro Clásico de Almagro: Setembro

Festival de Outono em Madrid: Setembro-Outubro.

Festival Internacional de Cinema de São Sebastião: Setembro

Semana Internacional de Cinema de Valladolid: Outubro.

Festival Internacional de Cinema Fantástico em Sitges: Outubro.

TRANSPORTES

Avião

O grupo Iberia é a companhia aérea estatal que cobre todos os enlaces na Espanha e comprende as seguintes linhas: Iberia, Viva Air, Aviaco, Binter Mediterrânio, Binter Canárias, Aerolíneas Argentinas, Austral, Viasa e Ladeco.

Perto de 30 aeroportos na Espanha estão abertos ao tráfico internacional. Os principais aeroportos são o aeroporto Internacional de Barajas, em Madrid e o aeroporto Internacional O Prat em Barcelona.

As principais cidades da Espanha como Bilbao, Sevilha, Zaragoza, Santiago de Compostela, Málaga, Alicante, Valência, Pamplona, Jerez da Fronteira, Santa Cruz de Tenerife, As Palmas de Grã Canária, Ibiza ou Palma de Malhorca estão comunicadas por via aérea com vôos regulares de Iberia. Durante a temporada de verão e Natal proliferam os vôos especiais charter entre as províncias e os destinos turísticos.

Barco

A rede marítima na Espanha, que no passado se convertiu na primeira potência mundial e na grande exploradora, é atualmente muito mais reduzida. Como zona receptora de mercadorias do mundo todo, Espanha segue sendo uma grande poténcia pois sua situação geográfica coloca-la como entrada à Europa continental em todos os sentidos.

No relativo aos barcos como meio turístico, a zona do Mediterrânio é a que mais movimento e possibilidades oferece. Existem com frequência transbordadores e cruzeiros que permitem o deslocamento aos territórios espanhóis para Ceuta e Melilla, com os quais abre-se o horizonte para o continente africano. Também navegam barcos que realizam com fluidez o trajeto entre a península e as ilhas Baleares (Malhorca, Menorca e Ibiza). Companhias como Transmediterrânea e Costa Cruzeiros oferecem cruzeiros pelo Mediterrânio.

A navegação privada é frequente nas zonas de grande renome turístico como Marbella e a Costa do Sol. Há empresas que alugam botes, barcos e iates por dias e semanas com ou sem tripulação. Na costa cantábrica acontece uma frequente navegação de navios que vão para o norte europeu, especialmente à Inglaterra.

Da Galícia as saídas de barco tem dois destinos em geral: o Nuevo Mundo e Portugal. Há atrativos cruzeiros que percorrem esta zona costeira que une Espanha e Portugal. O resto dos portos são, em geral, zonas de portos pesqueiros, de carrega e para as embarcações de entretenimento.

Trem

Existe uma extensa rede ferroviaria (RENFE, empresa estatal) que une a maioria de vilas e cidades da Espanha. Existem duas qualidades diferentes: primeira e segunda. Por outro lado, pode-se adquirir uma "Tarjeta Turística", que permite a livre circulação sem límite de quilometragem. Está disponível em períodos de 8, 15 e 22 dias.

Além dos trens ordinarios e dos vagões-cama, existe o AVE (trem de alta velocidade) que une as cidades de Madrid e Sevilha. Respeito aos trens turísticos destacam o "Expresso Al-Andalus" e o "Transcantábrico". Também existem nos períodos turísticos viagens especiais que percorrem uma zona determinada e combinam a impressão da paisagem com a mostra aos passageiros de elementos gastronomicos próprios da região que atravessam, um exemplo disso é o trem Madrid-Aranjuez, ou o que, rememorando tempos de princípios do século leva os turistas por um percurso ao longo do País Vasco, num auténtico comboio antigo acondicionado com as comodidades modernas.

Há linhas que partem e chegam em Madrid, às estações de Atocha, Chamartín ou Príncipe Pío, mas também há linhas que cruzam a península em outros sentidos como o trem que percorre Castelha e León até o País Vasco, ou o que vai de Galícia à Bilbao.

Utilizar este meio de transporte garantiza um serviço comodo, uma vista atrativa. No relativo à paisagem e uma poupança esconômica pois suas tarifas são, pelo geral, mais esconômicas que qualquer outro meio. As passagens preferentemente devem ser compradas com antecedência, especialmente nas temporadas de grande movimento turístico e nos destinos muito solicitados como Madrid.

Ônibus

Dentro do país é a maneira mais popular para deslocar-se. Numerosas companhias oferecem seus serviços e são concessionarias de rotas por zonas segundo as províncias. Os ônibus mantém um estado impecável e contam com variados horários e tarifas entre as cidades capitais e as pequenas cidades no interior. A maior parte das linhas dispõem de unidades novas provistas de ar acondicionado, serviço de rádio e vídeo. Em algumas ocasiões é necessário trocar de linha comercial, pois se entra em território concessionado a outra companhía. embora esta aparente incomodidade, a segurança no relativo aos horários, preços e datas de saída, assim como a grande oferta comercial é suficiente.

Os preços não guardam estreita relação com as distancias, como poderia supor, mas com as companhias que operem na zona e o grau de trânsito da mesma. Geralmente é mais barato o trajeto se comprar ao mesmo tempo uma passagem de ida e volta que se faz por separado. É possível datar as passagens de regreso até com um preço de um ano.

Desde Madrid quase podem-se fazer as ligações necessárias para chegar em qualquer lugar da Espanha. O maior inconveniente é a inexistença, como em outros países, de uma central onde chegam todas as linhas provenientes de diversos pontos do país pois cada companhia conta com seu próprio espaço. Este fato deve levar-se em conta no momento de planejar a viagem já que, tentar fazer um transbordo de uma companhia à outra num dia e hora de tráfico intenso representa considerar um tempo extra para o mesmo. Os descontos não são a norma neste meio de transporte e reservam-se quase exclusivamente aos pensionistas e jubilados do país.

Existem numerosas companhías, algumas nacionais e outras locais, que ofertam viagens turísticos organizados em ônibus, combinando com atrativas opções de alojamento e alimentação. As vantagems nestes casos são a economia do tempo em chegar a um destino, o acesso até os lugares turísticos mais representativos e uma economia de recursos considerável com respeito às tarifas regulares das linhas comerciais.

Carro

Espanha conta com uma rede viária de 31.700 Km, dos quais 2.000 correspondem a estradas (pedágio) e autovías.

O carro é um meio amplamente popularizado nas estradas e interiores urbanos da Espanha. Os problemas básicos que enfrenta seu uso são o elevado e flutuante preço das gasolinas e a falta de espaço para estacionar. Mesmo assim, alugar um carro e deslocar-se nele tem as vantagens da rapidez e a direção do destino com as caraterísticas que o turista queira-lhe imprimir, sem ter que ver-se obrigado às paradas que os ônibus fazem em determinados lugares.

As estradas espanholas tem um magnífico estado em geral. Em todas as estradas e autovias existem zonas de descanso convenentemente sinalizadas junto a bombas de gasolina, lanchonetes, serviços sanitários e pequenas lojas.

Transporte público

Em Madrid existem várias opções de transportes públicos. O metro liga toda a cidade com dez linhas que funcionam à partir das 6:00 h. até a 1:30 h. O preço por trajeto é acessível embora se reduz bastante se adquire um bono de 10 trajetos. A maior parte das estações estão ligadas com linhas de ônibus urbanos, de tal jeito que os trajetos resultam comodos e seguros. Uma das principais caraterísticas do Metrô de Madrid é sua direção que resulta contrária da maioria dos Metrôs do mundo: é pela esquerda.

Os ônibus urbanos são de cor vermelha e estão numerados (além dos nomes do princípio e fim da rota) segundo o trajeto que realizam. Nas estações de parada há informação clara do trajeto. São limpos e seguros embora mais custosos e menos funcionais que o metrô. Se pensa estar muito tempo em Madrid, é conveniente adquirir um bono mensual com o que se pode utilizar o serviço de ônibus e o de metrô. Fora de Madrid, somente Barcelona e Bilbao contam com o serviço do Metrô.

O sistema de bonos e cartões especiais para o transporte utiliza-se em todas as províncias e cidades espanholas e pode-se adquirir nos bancos da localidade, nas próprias estações de ônibus e nas tabacarias. Em todo lugares aparecem marcadas as paradas com postes luminosos ou florescentes bastante visíveis. Fuera do espaço reservado para isso, é pouco comum que os ônibus parem para recolher passageiros. Há zonas onde um mesmo ônibus muda de rota à partir de uma hora determinada e é necessário preguntar ou ler com atenção as rotas marcadas e é recomendável prover-se de um mapa.

Existe, além, um bom número de linhas ônibus que unem as cidades com as povoações próximas e os suburbios residênciais. Estos tem sus próprios lugares para estacionar e um cor diferente ao das linhas interurbanas. Sua frequência é menor e está em relação com a comunidade que enlazam enquanto que su preço acostuma ser reduzido.

Táxis

As principais cidades contam com o serviço de táxi. Todos dispõem de taxímetro e as tarifas varíam de acordo à distância e ao tempo utilizado. A isto há que somar a "baixada da bandeira" e os suplementos, se procede, aos domingos, do serviço noturno, de aeroporto ou da bagagem. Os taxis que estão livres circulam com uma luz verde colocada na parte superior do veículo. Não acostuma-se deixar gorjeta.

Fonte: www.rumbo.com.br

Espanha

Clima

Espanha é famosa pela quantidade de dias com sol por ano. Em todo o país o clima tem 4 estações bem diferenciadas. A Primavera e o Outono são as melhores datas para viajar para Espanha.

O tempo muda muito em Espanha. É certo que o sol brilha muitas vezes e as temperaturas variam bastante de uma estação para outra. É melhor que leves roupa adequada para o período em que vais realizar o curso. De seguida damos-te alguns conselhos para seleccionares a roupa que podes trazer:

Verão

O sol é forte em toda a Espanha e faz calor. Em Alcalá e Salamanca, é um calor seco, pelo que à sombra está-se bem. Málaga, como está situada ao lado do mar, permite desfrutar da praia no tempo livre. Necessitarás de roupa leve como por exemplo t-shirts, calções, saias, vestidos leves e um casaco para as noites. As temperaturas oscilam entre 25 e 35º C ou entre 77 e 95º F.

Outono

Em Alcalá de Henares e Salamanca, o clima é muito variável. No entanto há dias com sol e também nublados. Necessitarás de um casaco, um impermeável, um guarda-chuva e camisolas, mas também de algumas t-shirts para o caso de estar sol. As temperaturas oscilam entre 5 e 19º C ou entre 41 e 66º F.

Em Málaga o clima é ensolarado com temperaturas suaves. Às vezes há nuvens mas a maior parte do tempo está sol. Chove poucas vezes. Podes trazer t-shirts e uma camisola ou casaco fino. As temperaturas oscilam entre 15 e 19 º C ou entre 59 e 66º F.

Inverno

Em Alcalá de Henares e em Salamanca o Inverno é frio e às vezes neva um pouco. Necessitas de trazer camisolas grossas e um casacão quente. As temperaturas oscilam entre 2 e 15º C ou entre 35 e 59º F.

Em Málaga o clima é temperado e ensolarado. Durante as noites necessitarás de uma camisola ou um casaco mais grosso. As temperaturas oscilam entre 12 e 15º C ou 54 e 59º F.

Primavera

Em Alcalá de Henares e Salamanca o tempo muda muito. Chove às vezes e quando o céu está nublado faz frio, mas se aparece o sol faz calor. Necessitarás de roupa de Inverno e de Verão. As temperaturas oscilam entre 10 e 21º C ou entre 50 e 70º F.

Em Málaga, o clima é suave e ensolarado. Necessitarás de roupa de meia estação (de Primavera-Verão), mas não te esqueças de trazer algo mais grosso para o caso das temperaturas baixarem durante a noite. As temperaturas são iguais s do Outono.

Moeda e dinheiro

A moeda de Espanha é o Euro. Os cheques de viagem podem ser cambiados em qualquer banco. Os cartões de crédito Visa, American Express, Mastercard e Diners Club são aceites na maioria dos estabelecimentos.

Se é a primeira vez que vens a Espanha por favor lê atentamente a informação que te facilitamos de seguida sobre o nível de vida e o preço das coisas. Estas indicações ajudar-te-ão a prever o dinheiro necessário para a tua estância.

Recomendamos-te que tragas algum dinheiro para a viagem e um cartão de crédito internacional para poderes levantar dinheiro diretamente durante a tua estância; também podes trazer cheques de viagem.

Por exemplo, podes trazer aproximadamente 90,00 € para os gastos da viagem e para os primeiros dias em Espanha. O dinheiro que irás necessitar durante o teu programa dependerá do tipo de alojamento e do curso que tenhas escolhido. Se escolheste um curso de Verão com as excursões e atividades culturais incluídas no preço e vives numa família em regime de pensão completa, necessitarás de menos dinheiro do que se escolheste viver num apartamento de estudantes e num curso que não incluí o preço das atividades culturais. Se vais viver num apartamento recomendamos-te que tenhas previsto um mínimo de 60,00 € por semana.

Preparamos uma lista de preços de alguns artigos e serviços para que os possas comparar com os preços do teu país.

Comer em Espanha - Hábitos culinários

O pequeno-almoço (el desayuno)

Muitas pessoas tomam o pequeno-almoço a meio da manhã num bar ou café e é simplesmente café e bolos. O sumo de laranja natural é também popular e pode pedir-ser na maioria dos cafés. Não te surpreendas se te oferecerem o sumo com um pacotinho de açúcar. Nas famílias o pequeno-almoço consiste numa chávena de café ou de leite ou de leite com chocolate acompanhado com bolachas, madalenas, pão torrado ou bolos. Muitos estudantes aproveitam a pausa a meio da manhã para tomar o segundo pequeno-almoço no café porque a hora de almoço é muito mais tarde em Espanha do que noutros países.

O pequeno-almoço espanhol mais tradicional são "churros" ou "porras" com chocolate quente. Prova num café ou numa "churrería" este pequeno-almoço típico, parecido com os donuts, recém fritos todas as madrugada. Se preferires um pequeno-almoço mais forte podes pedir uma tapa de tortilha, uma sanduíche mista ou mista com ovo.

O almoço (la comida)

Em Espanha almoça-se entre as 13:30 e as 16:00 e é a comida principal do dia para os espanhóis. Quase todos os restaurantes têm durante a hora de almoço um menu diário que é mais econômico do que escolher na ementa e pode incluir pratos excelentes. Um menu diário normalmente consiste num primeiro prato, um segundo e a sobremesa. É possível escolher entre 2 ou 3 opções para cada prato e também incluí pão e vinho ou outro tipo de bebida.

O primeiro prato pode ser tão leve como uma sopa ou uma salada ou tão forte como lentilhas com chouriço. O segundo prato pode ser peixe, carne ou frango. A sobremesa pode ser fruta da época, pudim flan ou tarte. O vinho que normalmente está incluído no menu não é das melhores marcas e muitas vezes os espanhóis bebem-no misturado com gasosa, bebida ligeiramente doce e refrescante com gás. Claro que é possível pagar mais e pedir uma garrafa de vinho de melhor qualidade. Ao contrário do que pensam muitas pessoas de outros países não é comum que as pessoas durmam a sesta depois do almoço.

O jantar (la cena)

Os espanhóis jantam bastante tarde em comparação com outros países - entre as 21:00 e as 23:00 - especialmente no Verão ou durante os fins-de-semana. Enquanto alguns jantam comida pesada, outros apenas comem algo leve como umas tapas, salada ou uma sanduíche.

Comer bem e barato

A Espanha tem muito para oferecer aos que querem comer bem sem pagar demasiado. De seguida encontrarás alguns conselhos para provar as comidas típicas. Habitua-te a comer muito na hora de almoço escolhendo entre os restaurantes pequenos que oferecem menu diário por um preço razoável.

Os peixes e os mariscos são mais frescos e baratos do que noutros países europeus. Atualmente Espanha é o segundo país do mundo em consumo de peixe e marisco per capita, depois do Japão. Normalmente as refeições formais ficam mais caras ao jantar do que ao almoço.

Para jantar é mais econômico tomar um copo de vinho ou uma cerveja num bar porque normalmente vêm acompanhados por tapas. É possível provar muitos pratos típicos comendo tapas nos bares. Além disso, não te preocupes se não falas espanhol e não entendes o menu, a maioria dos bares têm as tapas colocadas num mostrador para que apenas tenhas que assinalar a que mais te apeteça.

Gastronomia

A comida espanhola é apreciada e valorizada em todo o mundo pela sua qualidade e pela variedade de produtos e pratos. Em Espanha as diferenças de clima e de estilo de vida fazem com que cada região mantenha por tradição as comidas típicas da zona. As receitas espanholas reinterpretadas por cozinheiros atuais contribuíram para a valorização da cozinha espanhola como uma das mais interessantes do mundo da gastronomia.

Como nota especial, a influência árabe no sul de Espanha nota-se no uso de frutas e vegetais, do azeite, especiarias e determinadas sobremesas de Andaluzia. Dependendo da cidade que escolham, os estudantes têm a possibilidade de provar as comidas regionais como por exemplo o "Cocido Madrileno", o "Cochinillo de Castilla e León", a "Paella de Valencia" ou o "Gazpacho Andaluz".

Cocido Madrileno

Sem dúvida alguma a comida madrilena mais típica é "o Cocido". Em Espanha há muitas variedades deste prato mas basicamente é um guisado de grão-de-bico, repolho, chouriço, morcela, toucinho, recheio de pão e carne de frango, de vitela ou de porco. Normalmente come-se em primeiro lugar o caldo deste guisado com aletria, como sendo um prato de sopa, em segundo lugar o grão-de-bico e o repolho e em terceiro lugar as carnes e o recheio.

Comidas de Andaluzia

Andaluzia é a terra da vinha e da oliveira. Nesta região produz-se uma grande quantidade de azeite e das uvas com um sabor especial nasce o genuíno vinho "jerez". Na culinária desta região há uma influência exótica árabe, especialmente nas sobremesas usa-se muito as amêndoas, os figos, as gemas de ovo e os cremes espessos com caramelo. As tapas são uma tradição em Andaluzia e é muito freqüente que nos bares acompanhem o vinho ou a cerveja com um prato de azeitonas.

Com o descobrimento da América, chegaram a Espanha muitos produtos novos que rapidamente se incorporariam na culinária espanhola e sobretudo na andaluza. Entre os ingredientes novos convém assinalar o tomate e o pimento, que hoje em dia são a base de numerosos pratos tipicamente andaluzes e que actualmente conhecemos com o nome genérico de "gazpachos". O "gazpacho" (gaspacho) é talvez um dos pratos espanhóis mais conhecidos universalmente pelos estrangeiros.

Em Andaluzia também se come uma grande variedade de peixes e mariscos. As anchovas ("boquerones") cozinham-se de muitas maneiras, sendo algumas das receitas mais típicas as anchovas com limão à malaguenha, as anchovas fritas e as anchovas em vinagre.

Paella de Valencia

A "paella" é talvez o prato mais conhecido da rica e variada gastronomia espanhola. A origem da paella, como também a de todos os pratos da cozinha popular de cada zona, não é mais do que a junção dos elementos que cada povo tinha à sua volta. Na zona de Valencia há uma rica zona de horta com verduras frescas, assim como frangos e coelhos para o consumo familiar e existe uma zona de arrozais. Além disso se a isso juntarmos o marisco e o peixe na zona mais costeira, bem como o azeite próprio desta região, teremos todos os ingredientes necessários para que se realizem a maioria das paellas clássicas.

Os dois tipos de paella mais populares são a paella valenciana, uma combinação de arroz, frango, coelho, tomate, feijão verde e açafrão e a paella de marisco, que é feita com arroz e produtos do mar como os chocos, calamares, mexilhões, gambas, lagostins, lagosta, amêijoa, alho, azeite, tomate, colorau e açafrão. Há muitos mais pratos elaborados com arroz, como o arroz de frango (arroz con pollo) ou o arroz escuro (arroz negro) que é feito com a tinta negra dos calamares. Normalmente a paella cozinha-se num tacho próprio (paellera) ou sertã plana, larga e pouco funda e na maioria dos restaurantes preparam-na para um mínimo de duas pessoas.

Cantábria e Astúrias

A sidra, sumo de maçãs fermentado, é tradicionalmente a bebida preferida desta região. É quase um ritual tomar sidra. Os pequenos grupos de amigos juntam-se em chiges, que são equivalentes às tabernas de vinho, para beberem um copo de sidra. O escanciador é o mestre que serve a sidra, que tem que a servir esticando o braço com que pega na garrafa por cima da cabeça e esticar o braço com que segura o copo até abaixo e nesta postura deixar cair um jorro de líquido em direção ao copo. Serve-se apenas uma pequena quantidade e a pessoa que a bebe tem que deixar um pouco de sidra para enxaguar a borda do copo antes de passá-lo à pessoa seguinte.

Nas Astúrias e Cantábria destaca-se também o leite tão bom que produzem as vacas que pastam próximo dos Picos da Europa. Há uma grande variedade de pratos baseados em produtos lácteos como por exemplo sobremesas de arroz doce, queijos como o de Cabrales e boas manteigas. O queijo de Cabrales é um queijo cremoso elaborado com leite de vaca, ovelha e cabra, envolvido em folhas de castanheiro e guardado em caves úmidas.

A fabada é a rainha da cozinha das Astúrias. É uma sopa feita com feijão, tocinho, morcela, chouriço, presunto, costelas e orelheira de porco.

Se gostas de peixe, as costas rochosas das Astúrias oferecem abundantes meros, tamboris, lagostas, gambás e lagostins. A Caldereta é um ensopado de mariscos e peixes com uma mistura de aromas e sabores. Fabes con almejas é um delicioso guisado de favas com amêijoas.

Castilla e León

A zona desde Castilla-León até Madrid é uma região com numerosos castelos, catedrais majestosas e fortalezas antigas que existem desde a Idade Média. A comida mais típica desta região são os assados de cordeiro e de leitão (cochinillo). Abrem os cordeiros e os leitões a meio e assam-nos lentamente num forno grande e tradicional a lenha e servem-nos com batatas e pão. A cidade mais famosa para comer estes assados é Segovia, mas também são famosos em Sepúlveda, Ávila e Salamanca.

Outras especialidades típicas desta região são o queijo de ovelha, a morcilla de León (morcela feita de sangue, pão e cebola) ou de Burgos (morcela de sangue e arroz), o chorizo (chouriço) e o jamón serrano (presunto) de Salamanca. O Hornazo é uma massa de pão com presunto, chouriço e salsichão dentro, típico de Salamanca. Há um cozido especial desta zona que se chama cocido maragato, idêntico ao de Madrid mas servido de maneira diferente.

Galiza

A Galiza (Galicia) está situada a noroeste de Espanha e tem uma costa rochosa espetacular que proporciona um habitat único para os mariscos e o peixe. As vieiras, também designadas como as conchas dos peregrinos, são grandes e muito saborosas. Podem-se comer diretamente retiradas da água com sumo de limão; assadas nas suas próprias conchas e regadas com o vinho local chamado Albariño das Rías Baixas ou panadas e com especiarias.

Também vale a pena provar as fantásticas percebas e as ostras. Para preparar o Polvo à Galega (Pulpo a la gallega) é necessário golpear primeiro o polvo e cozê-lo para que amoleça, cortá-lo e juntar-lhe sal, azeite e colorau. Serve-se com cachelos, as batatas galegas.

Lacón con grelos, o lacón (que é similar ao presunto mas não é fumado) é guisado lentamente com os grelos. Empada galega (Empanada gallega) é empada com carne, pimento e tomates. Para agüentar o frio duro do Inverno nas montanhas de León e a humidade da Galiza há guisados que aquecem o corpo como o pote galego (pote gallego) com chouriço, morcela, hortaliças, favas brancas e coração de couve. No final da comida, depois do vinho, bebe-se aguardente, que é um licor forte que se obtém destilando a pele das uvas. Às vezes este licor prepara-se numa caçarola de cerâmica, mistura-se com açúcar e acende-se fogo para queimar o álcool; é típica da Galiza e chama-se Queimada.

Festas e eventos anuais

Janeiro

1 de Janeiro. Ano Novo. Festa familiar para celebrar a entrada do novo ano.

2 de Janeiro: Festa da reconquista em Granada

6 de Janeiro: Dia dos Reis Magos é o dia mais importante do Natal para as crianças espanholas. As crianças deixam os seus sapatos fora para que os Reis Magos metam lá as prendas. Em todas as cidades de Espanha os três Reis desfilam num carro ou num camelo na noite anterior, no dia 5 de Janeiro.

17 de Janeiro: San Antón. Os Madrilenos levam os seus animais de estimação às igrejas para que sejam benzidos.

Festival de Teatro de Málaga. Celebra-se todos os anos entre os meses de Janeiro e Fevereiro.
Fevereiro

Carnaval. Em quase todas as cidades celebram-se festas com disfarces, sendo as cidades mais famosas Tenerife, Cádiz ou Sitges (Barcelona).

Março

Primeira semana de Março. Rali Internacional de Carros Antigos. Sitges (Barcelona)

19 de Março: Las Fallas de Valencia. Durante esta noite queimam figuras enormes, até 10 metros de altura, feitas de cartão e madeira que ardem até ao mais alto do céu de Valencia. As figuras são representativas e normalmente criticam a atualidade política e social.

Abril

Semana Santa. É a festa espanhola mais piedosa e espetacular. Há procissões religiosas em toda a Espanha, sendo mais famosas em Sevilla, Valladolid, Toledo, Murcia e Cuenca.

El Lunes de Aguas. Em Salamanca. Ocorre na segunda segunda-feira depois do Domingo de Ressurreição. É uma festa tradicional que repete o costume dos estudantes da Universidade de Salamanca que, depois da Quaresma e da Semana Santa, podem voltar a desfrutar da boa comida e boas companhias. É costume ir fazer um piquenique e comer o hornazo.

Mouros e Cristãos em Alcoy (Alicante). Celebra-se desde há mais de duzentos e cinqüenta anos, começando com o vistoso desfiles de Alardos e recordando o sucedido na batalha de 1275 quando os cavaleiros católicos e o seu patrono, São Jorge, reconquistaram a cidade e expulsaram os invasores mouros.

23 de Abril. Dia do Livro. No aniversário da data da morte do escritor Miguel de Cervantes celebra-se o Dia do Livro. As livrarias estão abertas todo o dia e fazem descontos no preço dos livros. Na Catalunha é tradição oferecer um livro e uma rosa aos amigos mais queridos. Em Alcalá de Henares todos os anos no dia 23 de Abril o Rei de Espanha visita Alcalá para fazer a entrega do Premio Cervantes, o ´Nobel´ da literatura mundial escrita na língua espanhola numa cerimônia solene que ocorre no Paraninfo da Universidade. Também neste dia começa uma feira do livro em Alcalá de Henares.

23 de Abril a 4 de Maio. Feria del libro antiguo y de ocasión. Feira do livro antigo que decorre no Paseo de Recoletos de Madrid

23 de Abril. Festa da Comunidade de Castilla e León. Celebra-se a batalha de Villalar ocorrida no dia 23 de Abril de 1521 durante o reinado de Carlos I de Espanha.

Feira de Abril (Sevilha) representa a hospitalidade de Andaluzia. Muitos homens e mulheres vestem durante estas festas os trajes típicos de Andaluzia, dançam sevilhanas e flamenco e montam a cabalo. Esta feira é única pela sua explosão de cor, música e baile.

23 de Abril a 1 de Maio. Festival de Cinema Espanhol de Málaga. Converteu-se num dos festivais de cinema mais importantes e reconhecidos de Espanha.

Maio

1 de Maio. Día de trabajo. Dia do trabalho.
2 de Maio. Fiestas del Dos de mayo. Dia da Comunidade de Madrid.

Feira do Cabalo em Jerez. Concursos hípicos, corridas de touros, flamenco e baile.

15 de Maio: San Isidro. Duas semanas de corridas de touros em honra do patrono de Madrid. Além disso há concertos, atividades culturais e museus especiais.

20 de Maio. Romería del Rocío en Almonte (Huelva). A Romería é uma procissão andaluza, a cabalo e em carruagens, até à ermitã da Virgem del Rocío em Almonte, Huelva.

Cruces de Mayo. Cruzes de Maio: Há cruzes de flores de grandes dimensões colocadas nas ruas, praças, penhascos, instituições culturais, etc. As mais importantes são as de Córdoba e Granada mas também começam agora a aparecer em Málaga. Além das cruzes também se vêem os pátios, por exemplo em Córdoba, decorados com plantas e flores de cores exuberantes para culminar na Feira de Córdoba.

Finais de Maio. Feira de Córdoba. É uma feira inesquecível com a sua impressionante iluminação noturna e as suas encantadores barracas.

Junho

Princípios de Junho. Feira do livro novo no Parque do Retiro de Madrid.

Meados de Junho - meados de Julho: Festival Internacional de Música e Dança de Granada, com orquestras sinfônicas, companhias de ópera e ballet de todo o mundo para atuar no recinto da Alhambra.

Meados de Junho - meados de Agosto: Festival de Teatro Clássico, celebra-se no Teatro Romano de Mérida (Badajoz), construído no século I A.C. e bem conservado, para apresentar obras Gregas e Romanas em espanhol.

12 de Junho. San Juan de Sahagún. Patrono de Salamanca.

13 de Junho, San Antonio de la Florida (Madrid). Uma festa muito castiça no bairro da Moncloa.

18 de Junho. Festas dos Patronos da cidade de Málaga. San Ciriaco e Santa Paula. Há festas populares nesta data.

24 de Junho. A Noite de São João. Em muitos lugares de Espanha ainda se acendem fogueiras para celebrar o solstício de Verão.

25 de Junho: Corpus Cristi. Corpo de Cristo. celebra-se com procissões magníficas em Toledo e Sitges (Barcelona).

29 de Junho: A Batalha do vinho em Haro (La Rioja). As pessoas atiram umas às outras milhares de litros de vinho delicioso da Rioja. Pode ver-se como a gente usa a bota de vinho como única arma.

Julho

7 de Julho. San Fermines (Pamplona). É uma festa famosa porque soltam os touros pelas ruas de Pamplona (Navarra). Uma semana contínua de festas, beber vinho e espetáculos.

O domingo seguinte ao 16 de Julho. Procissão Marítima das Festas del Carmen. Em Málaga. Ocorre em muitos lugares da costa e também no el Palo.
25 de Julho. Patrono de Santiago.

Agosto

Muitas Festas locais celebram-se por todo o país em Agosto e Setembro. Concertos, fogos de artifício, feiras para as crianças, música e baile em muitas Plazas Mayores.
Málaga: Feiras de Málaga por volta do dia 19 de Agosto. Um ambiente de festival com música, corridas de touros, festas e barracas.
Alcalá de Henares: Festas de San Bartolomé por volta do dia 24 de Agosto. Festas, parque de feira ambulante, teatros nas ruas, fogos de artifício. Eventos especiais celebrados por cada Peña.

15 de Agosto. Dia da Assunção. Festa nacional que se celebra em muitas aldeias e cidades de Espanha.

El Místeri de Elche (Alicante) é a obra mais antiga de teatro religioso da Europa sobre o mistério cristão.

Meados de Agosto: A Semana Grande em San Sebastián com o Festival de Música na rua, fogos de artifício, eventos desportivos e Touros de fogo.

28 de Agosto: Batalha do Tomate cobre todas as ruas de Buñol (Valencia) com tomates.

Setembro

Primeira semana de Setembro: Motin de Aranjuez. Representação com trajes da época do Motin de Aranjuez, sucesso histórico que culminou na Guerra da Independência.

Começam no dia 8 de Setembro. Feiras da Virgen de la Vega. Em Salamanca. Atividades para crianças, danças tradicionais, parque de feira ambulante, teatro, festas e fogos de artifício.

24 de Setembro: La Merced celebra-se em Barcelona com concertos, fogos de artifício e figuras de Gigantes e Cabeçudos.

Outubro

Semana de 9 de Outubro: Jornadas Culturais Cervantinas (Alcalá de Henares) mercado medieval, teatro e música.

12 de Outubro: Festa del Pilar (Zaragoza): As crianças de Zaragoza vestem-se com trajes regionais para as procissões religiosas e a competição do baile de la jota.

Novembro

1 de Novembro: Todos os Santos. Os espanhóis vão aos cemitérios para recordar os familiares falecidos.
Dezembro

Dezembro

6 de Dezembro: Dia da Constituição.

8 de Dezembro: La Inmaculada concepción

28 de Dezembro. É o dia dos Santos Inocentes. Normalmente fazem-se brincadeiras com mentiras entre amigos (idêntico ao dia das mentiras em Portugal - 1 de Abril). Em Málaga coincide com a Fiesta Mayor de Verdiales. Bandas de músicos e cantores percorrem algumas zonas da cidade. O verdial é, segundo alguns autores, o antecedente "pré-histórico" do flamenco.

Festas de Natal

31 de Dezembro: Noche Vieja, Passagem de ano. Muitos Madrilenos juntam-se na Puerta del Sol para comer as 12 passas, uma por cada badalada da meia noite.

Dados sobre Espanha

Nome completo do país: Reino de Espanha
Área: 504,784 km quadrados.
População: 40,5 milhões (nível de crescimento 0,1%)
Capital: Madrid (população 3 milhões)
Regiões: Espanha está dividida em 17 comunidades autônomas.
Nacionalidade: Espanhóis (apesar de que alguns catalães e vascos demonstrem vontade de independência)
Idiomas: Castelhano (oficial) 74%, Catalão 17%, Galego 7%, Vasco 2%
Zona horária: GMT/UTC + 1 hora no Inverno ou duas horas no Verão (do último domingo de Março ao último sábado de Setembro)
Religião: 90% católicos
Governo: Monarquia constitucional
Presidente: José Luis Rodríguez Zapatero
RNB: $720,8 bilhões
RNB per capita: $18.000
Crescimento anual: 4%
Inflação: 2,9%
Indústrias Principais: Têxteis e roupa, alimentação e bebidas, metais, produtos químicos, construção naval, turismo.
Mercados Principais: EU (França, Alemanha, Itália, Portugal, Reino Unido, Benelux), E.U.A.
Membro da U.E.: Sim
Participante da zona Euro: Sim
Bandeira: Três franjas horizontais de cor vermelho (superior), amarelo (dobro da largura) e vermelho, com o Escudo no centro da franja amarela; o escudo incluí o selo real encaixilhado pelas Colunas de Hércules, que representa duas montanhas (Gibraltar e Ceuta) uma de cada lado do Estreito de Gibraltar.

Dados para os viajantes

Visas: A Espanha, em conjunto com a Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Grécia e Portugal, formam parte dos países do Acordo Shengen, que estabelece a abolição das fronteiras físicas entre os estados membros. Os cidadãos dos E.U.A., Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Israel e Japão são os que podem entrar em Espanha como turistas até 90 dias. Os que possuam passaportes da União Européia podem entrar e sair quando queiram.
Eletricidade: 220V, 50 Hz.
Pesos e medidas: Sistema métrico.
Turismo: 51 milhões de visitantes por ano.

Geografia

A Espanha e Portugal compartem a Península Ibérica, uma área quase quadrada no último canto do sudoeste da Europa. A Espanha ocupa 80% da península e tem quase 505.000 km quadrados o que a converte no país maior da Europa de Oeste, depois da França. Mais de metade do país está sobre planaltos e há cinco sistemas montanhosos importantes.

Com uma altura média de 650 m, é o país mais alto da Europa depois da Suíça. A paisagem é muito variada, desde o deserto de Andaluzia até à terra úmida e verde da Galiza, desde as planícies de Castilla-La-Mancha queimadas pelo sol no Verão até aos Picos da Europa e os Pirineus cobertos de neve. O ponto mais alto é o Pico del Teide (Tenerife) de 3.719 m. As Ilhas Canárias, situadas no Oceano Atlântico a oeste de Marrocos, formam uma comunidade autônoma que pertence a Espanha.

Melhor período para visitar Espanha

Os melhores meses para visitar Espanha são Abril, Maio, Junho e Setembro (mais Abril e Outubro no Sul). Durante este período está bom tempo, evitando o calor que pode ser excessivo no Verão e o amontoamento de turismo espanhol e internacional.

No entanto, há zonas de Espanha nas quais está bom tempo praticamente todo o ano. O Inverno na costa sul e sudeste é suave e o calor de Verão não é tão intenso no noroeste ou nas praias e montanhas do norte. Se queres conhecer as festas vê a lista de festivais.

Fonte: www.escuelai.com

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