Palácio Real de Madrid

Ir até a frente do palácio para conhecer, é obrigatório. Residência oficial do rei da Espanha continua a ser usada para algumas cerimônias.

Dá para fazer uma visita interessante ver as obras de arte e o mármore espanhol usado na construção, além dos móveis bem conservados.

Veja a "La Real Arméria" que é uma coleção de armaduras e armas pertencentes aos reis da Espanha desde o século XIII. Essa coleção é considerada uma das mais importantes do gênero.

Ao lado do palácio visite o jardim. Ele é tão grande que é um parque.

Fonte: www.ajanelalaranja.com

Palácio Real de Madrid

O Palácio Real de Madrid, também denominado de Palácio de Oriente e, durante a Segunda República Espanhola, de Palácio Nacional, é a residência oficial do Rei de Espanha, situado em Madrid, a capital espanhola. Foi construído no mesmo local onde se encontrava um outro palácio, denominado de Real Alcázar de Madrid, destruído por um incêndio que durou três dias, no ano de 1734.

As obras começaram a 6 de Abril de 1738, quando se lançou a primeira pedra. O seu arquitecto foi Giovanni Battista Sacchetti.

O Palácio Real de Madrid continua a ser, oficialmente, a residência do Rei de Espanha, apesar de, na actualidade, o Rei o utilizar somente para ocasiões de gala, almoços, recepções oficiais, entregas de prémios e audiências, já que a Família Real optou por viver num palácio mais modesto, o Palácio da Zarzuela. Os reis consideram que na sua residência do Monte de El Pardo podem preservar a sua intimidade mais facilmente que num palácio com as dimensões do Palácio Real de Madrid.

Afonso XIII foi o último monarca a residir permanentemente no palácio, e Manuel Azaña o ultimo chefe de estado a habitá-lo. Os aposentos privados utilizados por Afonso XIII estiveram em estado de semi-abandono durante muito tempo, estando em processo de restauro. Estes encontram-se na denominada Ala de San Gil.

Palácio Real de Madrid, fachada Sul, com a Plaza de la Armería em primeiro plano.
Palácio Real de Madrid, fachada Sul, com a Plaza de la Armería em primeiro plano.

Palácio Real de Madrid, fachada Norte, com os Jardins de Sabatini.
Palácio Real de Madrid, fachada Norte, com os Jardins de Sabatini.

Também se projecta a construção de um Museu de Colecções Reais nas proximidades, entre a Plaza de la Armería e la Almudena. Este edifício, em parte subterrâneo, albergará diversas colecções que permanecem armazenadas.

Atualmente, o Palácio Real de Madrid é administrado pelo Património Nacional de Espanha, dependente do Ministério da Presidência.

História do edifício

As origens do Palácio Real de Madrid remontam ao século IX, quando o emir do Emirato de Córdoba, Muhammad I, construiu uma edificação defensiva. Depois da sua conquista por Afonso VI de Castela, dois séculos mais tarde, o primitivo castelo muçulmano transformou-se num alcazar, o qual seria ampliado sucessivamente pela Coroa ao longo dos séculos, até converter-se na sede da Corte com Filipe II de Espanha. O Real Alcázar de Madrid sucumbiu a um incêndio na Noite de Natal de 1734, que duraria três dias (entre 24 e 27 de Dezembro). Foi Filipe V quem desejou que se construísse o palácio no mesmo lugar, simbolizando a continuidade da Monarquia Espanhola com a Casa de Bourbon. Para substituir o incendiado Alcázar pensou-se no arquitecto Italiano Filippo Juvarra, mas o falecimento deste em 1736 determinou que o projecto fosse adjudicado a Juan Bautista Sachetti, discípulo do anterior. Sachetti viu-se obrigado a modificar os planos do mestre que o havia projectado no sentido horizontal (e noutro lugar: os Altos de Leganitos), para poder adaptar-se ao menor espaço disponível; teve, assim, de ampliar para seis os três pisos planeados por Juvarra, recorrendo aos entrepisos, frequentes na arquitectura italiana.

As obras começaram no dia 6 de Abril de 1738, com a colocação da primeira pedra, situado no eixo central da porta principal de Palácio, a uns onze metros de profundidade, formada por um grande silhar de granito côncavo, onde se colocou uma caixa de chumbo com amostras de cada uma das moedas em circulação legal naquele momento. Nas paredes exteriores do silhar colocou-se a siguinte inscrição em latim:

Aedes Maurorum / Quas Henricus III Composuit /Carolus V amplificavit / et / Philipus III ornavit / Ignis Consumpsit Octavo Kal. Janvari /MDCCXXXIII / Tándem / Phipipus V Spectandas restitutit / Aeternitati / Anno MDCCXXXVIII

A planta desenvolvida por Sachetti conservou a forma tradicional espanhola de pátio central rectangular, quase quadrado, com fortes salientes nos ângulos que recordam as torres do antigo Alcázar. As fachadas foram inspiradas nas que Bernini realizou para o Palais du Louvre em 1665. O alçado das fachadas consta de dois corpos: um corpo inferior almofadado, e outro superior, de Ordem Jónica, com gigantescas pilastras, rematados por cornija e balaustrada. Em frente da fachada principal, uma esplanada da forma à praça de armas semelhante à do incendiado Alcázar.

Vista da esquina Nordeste do Palácio Real de Madrid.
Vista da esquina Nordeste do Palácio Real de Madrid.

Situado sobre um terreno com inclinações pronunciadas sobre o Rio Manzanares, foi necessário criar um grande sistema de contrafortes para duas das fachadas, pelo que existem uma série de plataformas escalonadas, que tiveram que ser construídas para o lado poente, com um sistema interior de abobadamentos que praticamente chega até ao rio. Para a sua construção utilizaram-se ladrilhos, granito de Guadarrama, e calcário de Colmenar. Na sua estrutura não houve recurso à madeira por receio de um novo incêndio. No reinado de Fernando VI, a construção recebeu o seu maior impulso, finalizando-se a obra externa. A conclusão das obras interiores demoraram bastantes mais anos, não podendo o palácio ser habitado por Carlos III até ao ano de 1764, embora, nessa época ainda faltassem as decorações de alguns salões. A construção durou, portanto, vinte seis anos, embora as obras complementares tenham continuado pelos reinados seguintes, só podendo ser dado por terminado durante a regência de Dona Maria Cristina de Habsburgo-Lorena (regente entre 1885 e 1902).

Se be, que o arquitecto principal do palácio foi Sachetti, às suas ordens trabalharam outros arquitectos, destacando-se entre eles Ventura Rodríguez e Francesco Sabatini, que ante a falta de espaço para as secretarias de Estado, arquivos e dependências várias, recebeu o encargo da ampliação do palácio. A ideia original era enquadrar a praça de armas com uma série de construções onde se pudessem alojar as diferentes dependências e ampliar para Norte, seguindo a mesma estrutura do edifício com uma grande edificação. As obras começaram rapidamente, mas foram interrompidas pouco depois, os seus alicerces permaneceram enterrados na esplanada que se formou depois e onde posteriormente se construíram as cavalariças; outro dos arquitectos foi Fray Martín Sarmiento, que idealizou os motivos ornamentais do exterior do edifício, embora o seu projecto tenha ficado muito reduzido na sua expressão final. O Marquês de Balbueno foi o administrador dos fundos destinados à construção do novo palácio.

Interior

O interior do edifício destaca-se pela sua riqueza, tanto pelo uso de todo o tipo de materiais nobres como por estar ricamente decorado por artistas como Goya, Velázquez, El Greco, Rubens, Tiepolo, Mengs e Caravaggio. Também são mantidas no palácio diversas colecções Reais de grande importância histórica, incluindo a Armaria Real, com armas e armaduras que datam do século XIII em diante, assim como a maior colecção mundial de Stradivarius, as colecções de tapeçarias, porcelana, mobiliário e outras obras de arte de grande importância histórica.

Os elementos mais significativos do interior

Escadaria Principal

A Escadaria Principal é o resultado de uma modificação de Sabatini sobre o projecto original de Sachetti, que a havia desenhado com outro tramo idêntico. A reforma realizou-se por desejo de Carlos III, já que lhe parecia inadequado o ingresso às habitações Reais, uma vez que com a escadaria dupla não havia mais que uma obscura passagem que dava acesso aos salões oficiais a partir da escadaria. Além disso, com esta modificação, podia usar-se o espaço do tramo encerrado para construir um grande salão de baile, actualmente conhecido como Salão de Colunas.

Os degraus da escadaria, fabricados em mármore de San Pablo (Toledo), estão lavrados, cada um, numa única peça de cinco metros de comprimento e escassa altura, tendo, portanto, uma subida pouco pronunciada. A escadaria tem um único braço desde a sua base até ao primeiro patamar, onde se divide em dois braços paralelos com balaustrada, a qual está adornada com leões de mármore, obra de Felipe de Castro e Roberto Michel. A abóbada está decorada com estuques brancos e dourados, além de pinturas de Corrado Giaquinto, chamado por Fernando VI para a composição pictórica que representa "O Triunfo da Religião e da Igreja".

Salão de Colunas

A arquitectura desta sala é igual à da Escadaria Principal, já que resultou da caixa projectada por Sachetti. Foi utilizada para a celebração de bailes e banquetes até 1879. Nesse ano, foi usado para o velório da Rainha Maria de las Mercedes, esposa de Afonso XII, tendo-se decidido construir um novo salão de baile, que é actualmente a Sala de Refeições de Gala. Também se celebrava neste salão o cerimonial do "Lavatório e Comida de Pobres", na Quinta-feira Santa, dia em que o Rei e a Rainha, ante Grandes de Espanha, Ministros, corpo diplomático e hierarquia eclesiástica, davam de comer e lavavam os pés a vinte cinco pobres.

Salão de Gasparini

O Salão de Gasparini é um dos mais formosos salões do palácio, tendo sido realizado durante o reinado de Carlos III e chegado aos nossos dias praticamente sem nenhuma alteração. Era o lugar onde o Rei se vestia em presença da Corte, segundo o costume da época. A sua decoração apresenta grandes originalidades do tipo chinoiserie em estilo Rococó, tendo sido realizada por Matías Gasparini. Com os seus cento e cinquenta metros quadrados, é um dos maiores salões do palácio. Na sua decoração cabe destacar o relógio situado sobre a chaminé, obra de Pierre Jacquet Droz, com figuras vestidas à moda do século XVIII, que bailam quando, ao dar as horas, um pastor sentado toca flauta.

Nas jantares de gala oferecidas pelos Reis, é neste salão que se servem o café e os licores.

voltar 123avançar