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Esponjas

Esponjas

Os poríferos são animais invertebrados, que possuem um conjunto corporal bem simplificado, apenas uma fina estrutura externa cheia de furinhos microscópicos e uma abertura grande na ponta, chamada de ósculo. Não possuem sistema nervoso, músculos e nem órgãos internos. Por apresentarem características tão diferentes de outros animais e por não reagirem a estímulos externos é que os poríferos, ou esponjas, foram classificados primeiramente como sendo plantas, devido ao seu comportamento séssil, isto é, de pouco movimento.

Foi Aristóteles quem classificou as esponjas como plantas, na Grécia Antiga, mais ou menos em 350 a.C. Nesta época também começou a utilização de uma espécie de esponja para esfregar a pele durante o banho, método usado até hoje, mesmo com a industrialização de esponjas artificiais. A classificação no reino animal só se deu no séc. XVIII, depois dos poríferos terem sua fisiologia estudada e reconhecida como sendo a de um animal.

A alimentação das esponjas é feita através dos microporos. A água entra por eles e sai pelo ósculo, diminutivo de boca em latim, filtrando os organismos que são retidos, como alimento, nas células das esponjas. Uma esponja de tamanho médio, do tamanho de um punho fechado, é capaz de filtrar até dois mil litros de água por dia. Além de alimentação, a filtragem também é feita para oxigenação da esponja, através da passagem do oxigênio dissolvido na água e excreção e eliminação do gás carbônico.

Esponjas

Reprodução

Diferente do que se pode pensar ao assistir o desenho animado Bob Esponja – Calça Quadrada, um porífero não interage com outros seres vivos. As esponjas se fixam em alguma coisa dura, que pode ser uma pedra ou até mesmo um pedaço de tronco de árvore submerso, e ali crescem e se desenvolvem. No máximo, o que pode acontecer é a interação entre dois seres da mesma espécie na hora da reprodução, o que também não é uma regra, já que nem todas as esponjas possuem uma reprodução sexuada, com a troca de dois gametas distintos.

No caso da reprodução assexuada, uma parte do esqueleto da esponja que se rompe pode se fixar novamente a uma pedra e se regenerar, o que também acontece com o pedaço que ficou preso e que perdeu uma ponta. Os poríferos, cujo significado é portador de poros, têm a maioria das espécies fixadas em substratos, mas também há algumas que crescem na lama ou na areia do fundo do mar. Estas são um pouco maiores que as demais, justamente para que não sejam soterradas pela mobilidade do terreno.

Esponjas

Além da classe Demospongiae, aquelas que se caracterizam pelas suas fibras de espongina, utilizadas durante o banho, outras espécies também são exploradas economicamente. Há algumas que produzem metabólitos secundários, compostos que garantem vantagens de defesa e comunicação entre espécies.

Farmacologicamente, estes metabólitos são utilizados na fabricação de medicamentos anti-inflamatórios, antibióticos e até em tratamentos contra o câncer.

As esponjas já foram fonte de riqueza em alguns países, como Cuba e Bahamas. Isso aconteceu nas décadas de 1930 e 1940, sofrendo um declínio após a contaminação dos mares e a exploração excessiva dos poríferos. Mais valorizadas a partir da diminuição de espécies comercializadas, no ano de 1985, um quilo de esponja bruta, importada pela França, podia ser encontrada por 16 a 86 dólares, dependendo da qualidade apresentada.

O fóssil mais antigo encontrado de um porífero foi datado como pertencente à Era Neoproterozóico, aproximadamente 600 milhões de anos atrás. A partir desta descoberta, pode-se dizer que a esponja é o primeiro animal a ocupar o planeta Terra. As esponjas são animais de fácil adaptação, podendo ser encontradas na água doce e em todos os mares. A  maioria habita regiões tropicais, mas há também algumas espécies localizadas em mares polares.

Esponjas

Facilmente confundida com recifes de corais, as esponjas não possuem características físicas comuns. Elas podem ter várias ramificações em uma única base ou parecer que são um corpo uniforme. Isso prova que as espécies são bem diferentes umas das outras, tanto na questão da simetria corporal, quanto nas cores em que se apresentam. Ou seja, nem todas as esponjas são amarelas e quadradas como nosso amigo Bob Esponja.

Manuela Musitano

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

Esponjas

Nome: Esponja Vermelha

Nome científico: Mycale microsigmatosa

Classe: Desmospongias

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Esponja Vermelha

Características Gerais

O filo Porífera é constituído por animais pluricelulares que apresentam poros na parede do corpo. São conhecidas cerca de 5 mil espécies de poríferos,todos aquáticos.

Eles são predominantemente marinhos (minoria em água doce), sendo encontrados desde o nível das praias até uma profundidade de 6 mil metros.

Os poríferos são animais sésseis, fixando-se sobre rochas, conchas, etc. Apresentam formas variadas, sendo assimétricos ou de simetria radial. As maiores esponjas medem 2 metros, mas há espécies minúsculas de l mm.

Os Poríferos não precisam de órgãos para a digestão

Os Poríferos se regeneram, tem capacidade de refazer seu corpo

A esponja e o Zoológico Virtual

Como tratar da esponja no zoológico?

A esponja tem como seu habitat natural e geralmente são de água salgada .

Com essa informação não teríamos muitas escolha senão o aquário com água salgada , um aquário expositor para a observação do publico e de seus criadores .

Como é a sua alimentação?

Os poríferos obtêm alimento filtrando a água que fica ao seu redor. O batimento contínuo dos flagelos dos coanócitos, que reveste a cavidade atrial, força a saida da água através do ósculo e, em conseqüência, faz com que a água ao redor do porífero seja sugada e penetre pelos porócitos.

Juntamente com a água chegam ao átrio partículas alimentares microscópicas, além de oxigênio dissolvido.

As partículas alimentares, na maior parte algas e protozoários planctônicos, são capturadas e ingeridas pelos coanócitos. O alimento é digerido no citoplasma dos coanócitos.

A digestão é, portanto, intracelular. Os nutrientes excedentes difundem-se a outras células do corpo. Resíduos não-digeridos são lançados no átrio e eliminados através do ósculo, juntamente com a água que sai.

Os poríferos não apresentam sistema digestivo, respiratório, circulatório, excretor. Sua estratégia de sobrevivência tem por base a circulação de água através do corpo. A água que chega traz nutrientes e gás oxigênio, e a água que sai se encarrega de levar as excressões e o gás carbônico produzidos pela célula.

Onde encontra Poríferos?

Os Poríferos são aquáticos e a maioria vive no mar. A maneira mais fácil de se achar um é procurando em rochas e madeiras submersas no litoral de regiões tropicais e subtropicais. As espécies mais comuns de esponjas formam crostas amarela, laranja ou cinza.

Exemplo de esponja: Spongia, porífero marinho muito usado antigamente para lavar e esfregar.

Para aumentar o seu número dentro do zoológico?

Algumas espécies de esponjas tem sexos separados, enquanto outras são hermafroditas. Nos dois casos, na época da reprodução algumas células das esponjas transformam – se em gametas masculinos, os espermatozóides, que vão para o átrio e saem do corpo das esponjas pelo ósculo, juntamente com a corrente de água.

Dizemos que a fecundação é interna, pois a união do espermatozóide com o óvulo ocorre no interior do corpo do animal

As esponjas podem se reproduzir de forma sexuada ou assexuada.

Reprodução sexuada

As Esponjas de Sexo separado compreende na união dos gametas masculino e feminino, com a conseqüente formação de um zigoto. Este por sua vez se origina uma larva ciliada e natante, que se fixa em um substrato originando uma esponja adulta. Ou seja, pela fecundação dos óvulos por espermatozóides trazidos pela água .

Reprodução assexuada

Pode ocorrer por brotamento ou regeneração ( tem grande capacidade de regeneração ) e através de gêmulas, estas mais comuns em esponjas de água doce.

Quando se trata de regeneração, minúsculos fragmentos originam um individuo inteiro o que demonstra a elevada capacidade regenerativa desses animais. As gêmulas – aglomerados celulares típicos de esponjas dulcícolas – são consideradas formas de resistência ou de repouso que , em condições adequadas, organizam uma nova esponja.

O espaço onde ela vai ser criada prejudicará no seu crescimento?
Sim ,porque a forma de crescimento das esponjas é, em grande parte, uma resposta adaptativa à disponibilidade de espaço, à inclinação do substrato e à velocidade da corrente de água.

Observação

São considerados parazoas: animais fora do padrão normal , sem órgãos , boca ou orificio retal. Não possuem tecidos verdadeiros , as células formam um aglomerado trabalhando de forma integrada .

Curiosidade

As Esponjas também comem carne?

Uma equipe de zoólogos franceses da Universidade do Mediterrâneo descobriu numa caverna submarina a primeira espécie de esponja carnívora .

Até então, as esponjas eram vistas como criaturas muitos simples, que se limitavam a filtrar vegetais microscópicos da água do mar. As espécies recém – descobertas não são tão inofensivas.

Elas descobriram um meio de agarrar os alimentos por uma necessidade de adaptação: nas cavernas onde se prendem , a água parada dificulta a filtragem. Isso deu uma vantagem evolutiva as esponjas, que desenvolveram tentáculos.

Revestidos com uma substancia parecida com o Velcro , usado para fechar tênis e jaquetas , eles passaram a ser usados para capturar minúsculos animais, de menos de meio centímetro , que dão sopa por ali.

Alimentação

As esponjas são animais filtradores: as partículas alimentares que estão suspensas na água penetram no corpo da esponja através de poros microscópicos – poros inalantes – e cai no átrio - cavidade central - onde células especializadas chamadas coanócitos retiram gás oxigênio e capturam partículas alimentares presentes na água (como a digestão ocorre no interior destas células diz-se que os poríferos têm digestão intracelular), ao mesmo tempo em que elimina resíduos não aproveitáveis e gás carbônico. Essa água sai do corpo da esponja através do ósculo, que se encontra sempre acima do resto do corpo do animal, uma adaptação importante, pois evita a recirculação da água onde já foram retirados alimento e oxigênio e adicionados resíduos.

Em nenhum outro animal a abertura principal do corpo é exalante como no caso das esponjas, mais uma característica particular destas.

Esponjas

Localização

Todas as esponjas são sedentárias podendo viver individualmente ou em colônias. Vivem em meio aquático (tanto água doce como salgada), geralmente na linha da maré baixa até a profundidade onde atingem os 5550 metros.

As esponjas crescem sempre aderidas a substratos imersos, como madeiras, conchas, rochas, etc. Muitas apresentam um aspecto quase vegetal (pó isso foram consideradas plantas durante muitos séculos), embora possam se brilhantemente coloridas.

Podem ser encontradas em todo o litoral, desde Pernambuco até são Paulo.

Reprodução

A reprodução das esponjas pode ser assexuada ou sexuada.

No caso da assexuada, reconhecem-se três processos:

Regeneração: os poríferos possuem grande poder de regenerar partes perdidas do corpo. Qualquer parte cortada de uma esponja tem a capacidade de se tornar uma nova esponja completa.

Brotamento: consiste na formação de um broto a partir da esponja-mãe. Os brotos podem se separar, constituindo novos animais.

Gemulação: é um processo realizado pelas espécies de água doce e alguns marinhos. Consiste na produção de gêmulas, um grupo de amebóides que são envolvidos por uma membrana grossa e resistente.

Quando a reprodução é sexuada, observa-se que a maioria das esponjas é hermafrodita, embora existam espécies com sexo separado, não há gônadas para a formação de gametas, sendo estes originados pelos asqueócitos. A fecundação (interna) e as primeiras fases do desenvolvimento embrionário ocorrem no interior do organismo materno.

Curiosidades

As esponjas podem filtrar em uma hora um volume de água centenas de vezes maiores que o volume de seu corpo.

Fonte: www.geocities.com

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