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ESPORÃO DE CALCÂNEO + FASCITE PLANTAR

A dor no pé, ou no calcanhar é um dos principais vilões dos atletas de corrida de rua e algumas dúvidas sempre pairam no ar na hora do diagnóstico: o que causa esta dor? Por que ela acontece? Qual sua origem? Tenho que deixar de treinar?

Sempre ouço falar que quando há uma dor no calcanhar é esporão calcâneo ou até mesmo que é uma inflamação da fáscia plantar.

E uma das dúvidas que os atletas perguntam em minha prática clínica é: esporão e fasciíte são as mesmas coisas? Vamos por partes.

O que é fáscia plantar?

A fáscia plantar é a estrutura que mantém a arcada óssea do pé estável. A fasciíte plantar é uma dor na planta do pé, no ponto de origem da fáscia plantar, na tuberosidade medial do calcâneo. Caracteriza-se por uma inflamação ocasionada por microtraumatismos de repetição (muito comum em atletas de corrida) na origem da tuberosidade medial do calcâneo. As forças de tração durante o apoio levam ao processo inflamatório, que resulta em fibrose e degeneração das fibras fasciais que se originam no osso.

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O que é esporão calcâneo?

Esporão calcâneo é uma formação óssea reativa em forma de esporão (espícula óssea), localizada na face plantar do calcâneo (osso do pé), podemos até dizer que é um “bico de papagaio” no calcanhar. Pessoas com esta patologia têm dor na região plantar sob o calcâneo, que é pior no início da manhã e durante atividades prolongadas em posição de apoio nos pés.

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Alguns artigos dizem que o esporão é conseqüente da fáscia plantar. O esporão do calcâneo faz parte do quadro de Fasciíte Plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, mas é importante salientar que o esporão não ocorre na fáscia plantar e sim no músculo flexor curto dos dedos, o qual é adjacente a fáscia. Apenas 50% das pessoas com fasciíte têm esporão e 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão.

Qual o diagnóstico diferencial

Através de um simples exame radiológico, pode-se distinguir fasciíte plantar e esporão calcâneo. Como se pode observar nas figuras (acima), o esporão é um crescimento ósseo no calcanhar enquanto a da fáscia plantar caracteriza-se por uma inflamação na planta do pé.

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Tratamentos

O tratamento da fasciíte plantar é eminentemente conservador. Deve-se parar imediatamente a causa (por exemplo, prática de corrida) e incluir a administração de antiinflamatórios (sempre com orientação MÉDICA), além de fazer o teste da pisada para saber se você utiliza o tênis ideal para o seu tipo de pé, pisada e seu peso. Deve verificar também a necessidade do uso de palmilhas (feitas sob medida); a restrição das atividades que envolvam apoio prolongado, a deambulação de longa distância, saltos e corridas; exercícios para alongamento da fáscia plantar, tendão calcâneo e gastrocnêmio; assim como recursos que promovam analgesia e diminuição das tensões (fisioterapia é de extrema importância).

Utilizamos praticamente o mesmo tratamento para esporão calcâneo. Mas quando o tratamento não dá algum resultado, ou se prolongue muito, pode-se utilizar T.O.C – terapias por ondas de choque (procedimento um pouco caro ainda no Brasil ) ou até mesmo uma cirurgia para retirada do esporão, procedimento este que ainda não há um consenso entre os médicos, e neste caso ele (médico) é o profissional mais indicado para lhe orientar.

Diego Izumi

Fonte: webrun.com.br

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O termo esporão calcâneo é o nome popular da dor embaixo do calcanhar. Estudos com dissecção de cadáveres mostraram que o esporão é uma calcificação na origem de um músculo intrínseco do pé chamado flexor curto dos dedos.

O esporão calcâneo é simplesmente um osteófito, uma calcificação de tecidos moles - ligamento ou músculo – geralmente causado por tração.

O problema ortopédico que causa a dor subcalcaneana é chamado de fascite plantar, que é uma inflamação da fáscia plantar, uma estrutura fibrosa que funciona junto com o tendão de Aquiles e musculatura da panturrilha no mecanismo da caminhada.

A fascite plantar tem como características dor na sola do pé, que pode ser no calcanhar ou no meio do pé, principalmente pela manhã, ou após um período de repouso. Pode ocorrer piora no final do dia se permanecer por longos períodos em pé. A fascite plantar é uma lesão de sobrecarga mecânica, e costuma afetar indivíduos que ficam muito tempo de pé, andam muito, praticantes de caminhada, pacientes que aumentaram de atividade, obesos, e aqueles que usam muitos calçados tipo sandália.

O tratamento é essencialmente conservador, com fisioterapia, gelo local, antiinflamatórios, repouso e mudança de calçados. O mais importante no programa de fisioterapia é o alongamento da panturrilha e da fáscia plantar.

Esse protocolo costuma dar bons resultados em 70% dos casos em 3 meses.

Em casos agudos com muita dor e inchaço local, com paciente mancando, pode ser feita infiltração local com corticóide. A infiltração deve ser feita de modo parcimonioso pois aumenta a chance de ruptura da fáscia, e tem taxa de insucesso com retorno da dor em poucas semanas em torno de 60%.

Em casos muito sintomáticos e crônicos pode ser utilizada a imobilização gessada por 4 a 6 semanas, com bons resultados. A imobilização não é curativa mas acelera o processo de reabilitação.

Nos casos bem tratados com 4 a 6 meses de evolução sem resposta clínica uma opção é a terapia de ondas de choque, com bons resultados (86%) em até 6 meses pós tratamento.

Em último caso, existe a opção de cirurgia, com fasciotomia plantar parcial.

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Esporão calcâneo

ALONGAMENTOS PARA FASCITE PLANTAR

Recomenda-se fazer pelo menos duas vezes ao dia, pela manhã e à noite.

1- Dê um passo grande para trás. Mantenha a perna de trás esticada com o calcanhar apoiado no chão. Mantenha a perna da frente flexionada. Desloque a bacia para a frente para alongar a panturrilha da perna de trás. Mantenha a posição por 10 segundos. Repita o mesmo procedimento com a outra perna atrás. Repita 10 vezes cada lado.

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2- Dê um passo curto para trás. Mantenha os calcanhares fixos no chão. Vá abaixando e dobrando as duas pernas deslocando o peso do corpo para frente.

Deve sentir o alongamento da parte baixa do tendão de Aquiles e da sola do pé de trás. Mantenha por 10 segundos. Repita o mesmo procedimento com a outra perna atrás.

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3- Suba em um degrau apoiando as pontas dos pés. Deixa o peso do corpo alongar os dois tendões de Aquiles simultaneamente. Mantenha a posição por 10 segundos.

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Fonte: drmarcelonogueira.com.br

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Muitas vezes a causa da dor no calcanhar é a Fasceíte Plantar, uma condição que, quando está relacionada com a presença de um esporão, também é conhecida como Síndrome do Esporão do Calcâneo.

A dor no calcanhar também pode ter outras causas, como uma fratura de compressão, tendinite, artrite, irritação do nervo ou, por vezes, um quisto.

Uma vez que existem várias causas possíveis, é importante que a dor do calcanhar seja diagnosticada corretamente. Os médicos/cirurgiões especializados em pé e tornozelo são as pessoas mais idóneas para determinar a causa da dor entre todas as possibilidades.

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O que é a Fasceíte Plantar?

A Fasceíte Plantar é uma inflamação da faixa de tecido fibroso (fascia plantar), que se estende desde o calcanhar aos dedos dos pés.

Os sintomas de Fasceíte Plantar são:

Dor na região da base do calcanhar
Dor que geralmente pior quando acorda
Dor que aumenta no período de alguns meses

Pessoas com Fasceíte Plantar muitas vezes indicam que a dor é mais forte quando se encontram na parte da manhã ou após ficar sentado por algum tempo.

A dor diminui ao caminhar por alguns minutos, porque a fascia é esticada ao caminhar. Em algumas pessoas a dor desaparece, mas depois volta passado algum tempo.

Causas da Fasceíte Plantar

A causa mais comum de Fasceíte Plantar está relacionada com um defeito na estrutura do pé. Por exemplo, pessoas que têm problemas com os arcos dos pés, ou pés chatos ou um arco muito acentuado, são mais propensas de sofrer de Fasceíte Plantar.

O uso de sapatos mal almofadados sobre superfícies duras e planas, aplicando uma tensão anormal sobre a fáscia plantar, também pode levar ao desenvolvimento de Fasceíte Plantar. Isto é particularmente evidente nas pessoas cujos empregos exigem que se mantenham de pé por longos períodos de tempo.

A obesidade também contribui para a Fasceíte Plantar.

Diagnóstico

Para chegar a um diagnóstico, o médico/cirurgião especialista deve estudar a sua história clínica e examinar o pé. Através deste processo, deve excluir todas as outras causas possíveis de dor que não estejam relacionadas com a Fasceíte Plantar.

Além disso, pode solicitar imagens diagnósticas, como raios-X ou ressonância magnética (RM), para diferenciar os vários tipos de dor do calcanhar. Às vezes são encontrados esporões em pacientes com Fasceíte Plantar, mas eles raramente são a causa da dor.

Quando apresentados, o distúrbio pode ser diagnosticado como Fasceíte Plantar / Síndrome do Esporão do Calcâneo

Opções de tratamento

O tratamento da Fasceíte Plantar inicia-se com algumas estratégias básicas que podem ser realizadas em casa:

Alongamentos. Os exercícios que esticar os músculos da barriga da perna podem aliviar dores e ajudar a recuperá-los.
Evite andar descalço. Quando você anda descalço, sobrecarrega a fáscia plantar com um peso e uma tensão desnecessária.
Gelo. A colocação de gelo sobre o calcanhar durante dez minutos várias vezes ao dia, ajuda a reduzir a inflamação.
Limitando as suas atividades. Reduzir as atividades físicas intensas para dar descanso ao calcanhar.
Alterações no calçado. Use sapatos com preenchimento da arcada plantar interna e calcanhar levemente elevado, para reduzir o stress sobre a fáscia plantar. O sapato deve proporcionar conforto ao pé.
Medicação. Para reduzir a dor e a inflamação com a prescrição de anti-inflamatórios não-esteróides.
Perder peso. O peso extra acrescenta stress à fascia plantar.

Se a dor persistir após várias semanas recomenda-se uma visita ao Médico/Cirurgião especialista que pode propor qualquer um dos seguintes tratamentos:

Palmilhas ou talonetes. O uso de palmilhas amortecedoras do impacto ao caminhar ou a utilização de talonetes no calcanhar dão apoio ao pé, e reduzem a tensão sobre a fascia.
Injecções
. Nalguns casos pode ser necessário a injecção local com esteróides para reduzir a inflamação e alívio da dor.
Fisioterapia.
O uso criterioso de agentes físicos e exercícios específicos de fisioterapia ajudam a aliviar a dor.

Apesar do fato de a maioria dos pacientes com Fasceíte Plantar responder positivamente ao tratamento sem cirurgia, uma pequena percentagem de doentes necessita deste tipo de intervenção. Se depois de vários meses sob tratamento não-cirúrgico do calcanhar a dor persistir, será considerada a cirurgia. O cirurgião ortopedista irá discutir as opções cirúrgicas consigo para determinar o processo que o melhor irá beneficiar.

Cuidados de longa duração

Não importa o tipo de tratamento utilizado na Fasceíte Plantar se as causas persistirem. É por isso que é necessário continuar a tomar medidas preventivas. Se estiver com excesso de peso, é importante atingir e manter um peso ideal e continuar com as medidas corretivas ao nível das alterações estruturais do pé e calçado

Fonte: www.crob.pt

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Esporão de Calcâneo o drama de todo corredor

Como é sabido, os exercícios são fundamentais para o bem estar do ser humano. A máquina humana necessita de atividades físicas para manter o equilíbrio, harmonia e regulagem dos nossos vários sistemas e não raro somos obrigados por ordem médica a realizarmos caminhadas regulares, perder peso ou praticar alguma forma de exercício para mantermos o nosso equilíbrio.

Devido a isto estamos expostos às mais variadas doenças do aparelho locomotor, sejam atletas profissionais ou os chamados atletas de fins de semana e ainda pessoas que trabalham em pé ou andam muito por longos períodos.

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Os nossos pés são o meio de contato com o solo, são responsáveis pela absorção do impacto e distribuição do nosso peso quando corremos ou mesmo durante a marcha normal. Durante o apoio do pé no solo nem toda a planta do pé mantêm contato com o chão, temos um triângulo com três pontos que dá sustentação durante a marcha, posteriormente o osso calcâneo, na inserção da fáscia plantar e dois apoios na parte anterior do pé que são as cabeças do 1º e 5º metatarsos (dedos).

Um dos motivos mais freqüentes de consultas ao cirurgião ortopedista é a dor no calcanhar. Pode ter várias causas, mas sem dúvida a causa mais freqüente é o esporão de calcâneo, também conhecida como fascite plantar (FP).

A Fascite Plantar é a inflamação da fáscia plantar, uma estrutura fibrosa espessa localizada na planta do pé e se estende do osso do calcanhar em direção aos dedos.

É importante fazermos a distinção entre fascite plantar e o esporão de calcâneo. O esporão é um crescimento ósseo que ocorre no osso calcâneo e localiza-se adjacente à fascia plantar. Antigamente um dos tratamentos era a ressecção cirúrgica do esporão e sabemos hoje que a presença ou ausência, bem como o tamanho do esporão plantar do calcâneo não é a causa da dor.

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Pessoas com peso excessivo ou que necessitam trabalhar em pé ou andar por longos períodos são considerados de alto risco em apresentar a FP.

Alterações na formação do arco dos pés (queda ou acentuação do arco, conhecidos como pé chato ou pé plano) também são fatores causais da doença.

A queixa mais comum é a dor no calcanhar ao levantar-se no período da manhã e que melhora após algum tempo. Dor intensa a tal ponto que o paciente tem que andar muitas vezes na ponta do pé.

De maneira geral o quadro clinico é crônico, com duração de vários meses e acompanhado por períodos variáveis de remissão espontânea.

Os exames de radiografias simples podem ou não mostrar um esporão ósseo, sendo a ultra-sonografia um método importante de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

O tratamento inicialmente é sempre conservador, isto é, medicação com antiinflamatórios, uso de palmilhas para absorção do impacto, fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar. Deve-se suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas e perder qualquer peso excessivo.

Em torno de 70% dos casos o tratamento conservador traz bons resultados e naqueles pacientes que não melhoram está indicado o tratamento cirúrgico, apesar dos resultados serem discutíveis.

A Medicina tem evoluído nos últimos tempos proporcionando novos métodos de tratamentos mais eficazes, menos invasivos e com menores riscos ao paciente.

É o caso da Terapia por Ondas de Choque Extracorpórea, que chegou recentemente ao Brasil e está sendo ministrada por ortopedistas em algumas cidades como São Paulo, Brasília e Porto Alegre. Através de um aparelho fora do corpo humano, as ondas de choque são aplicadas no local da inflamação produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado.

Ondas de choque são ondas mecânicas, acústicas e não tem relação com eletricidade e não emitem calor. O procedimento é realizado por um médico ortopedista, em 3 aplicações com intervalos semanais e duração em média de 45 minutos.

É uma alternativa ao tratamento cirúrgico, com 90% de bons resultados no tratamento da fascite plantar. Também está indicado nos pacientes que se submeteram à cirurgia e que continuam com os sintomas (30% dos casos).

Este tratamento apresenta muitas vantagens com relação ao tratamento cirúrgico, como por exemplo:

Método não invasivo, sem cicatrizes
Não requer internação hospitalar
Não necessita de anestesia, com eliminação dos riscos da cirurgia e anestesia
Não causa outros problemas possíveis decorrentes dos riscos cirúrgicos e anestésicos
Não é considerado doping
Recuperação num curto espaço de tempo
Não requer afastamento do trabalho
Não necessita preparo especial prévio.

E apresenta mínimos efeitos colaterais:

Desconforto local discreto durante a aplicação
Aparecimento de pequeno hematoma no local da aplicação que desaparece espontaneamente em 24 horas.

Contra-indicações em pacientes com:

Marca-passo cardíaco
Gestantes
Crianças
Pacientes com distúrbios de coagulação.

A terapia por ondas de choque é indicada para doenças do sistema osteomuscular tais como as calcificações no ombro, as epicondilites (cotovelo de tenista, jogadores de Badminton ou golfista) e pseudo-artroses (fraturas que não consolidam).

Durante o tratamento utiliza-se um aparelho de ultra-sonografia que traz um "cross-hair" (mira), proporcionando durante todo o tempo da terapia a localização exata e on-line da área a ser tratada, com precisão exata do local inflamado e focando a onda de choque no ponto necessário da lesão.

O método é comprovadamente eficaz no meio médico internacional, sendo utilizado na Europa desde 1.990 com bons resultados em torno de 90% dos casos.

Aproximadamente 2,5 milhões de norte-americanos apresentam FP e estima-se que 1 milhão de brasileiros procuram os consultórios de ortopedia com os sintomas da doença.

José Eid

Fonte: www.abc.esp.br

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Esporão de calcâneo e fascite plantar

O Esporão é um crescimento ósseo que ocorre no osso calcâneo e localiza-se adjacente à fascia plantar.

A Fascite Plantar é a inflamação da fáscia plantar, uma estrutura fibrosa espessa localizada na planta do pé e se estende do osso do calcanhar em direção aos dedos. Pessoas com peso excessivo ou que necessitam trabalhar em pé ou andar por longos períodos são considerados de alto risco em apresentar a FP.

Alterações na formação do arco dos pés (queda ou acentuação do arco, conhecidos como pé chato ou pé plano) também são fatores causais da doença. A queixa mais comum é a dor no calcanhar ao levantar-se no período da manhã e que melhora após algum tempo.

Fonte: www.cmtclinicadador.com.br

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Fasceite plantar

A fáscia é uma faixa tensa de tecido conjuntivo fibroso denso que se origina no aspecto infero anterior do calcâneo e se insere na cabeça dos metatarsianos. O tendão de Aquiles também se prende no calcâneo porem no aspecto postero superior. Se o tendão está muito tenso, há uma redistribuição de tensão ao longo da fáscia. Muita tensão pode causar lesões na fascia ate ruptura da mesma. Isto resultará em dor e edema da mesma. Quando isso acontece próximo ao calcâneo, pode haver a produção de osso novo. Isto resulta no desenvolvimento de um esporão de calcâneo.

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A Fascite Plantar é a inflamação na estrutura de sustentação da sola dos pés chamada fascia plantar. O sintoma principal é dor ao redor da base do calcâneo e no arco, sendo normalmente pela manhã ao sair da cama. Em alguns casos pode persistir o dia todo.

A fáscia recobre os músculos e tendões flexores do pé. Nos triângulos de sustentação existe o coxim adiposo responsável pela diminuição da pressão funcionando como um amortecedor elástico e a parte profunda da fáscia sé chamada de aponeurose plantar.

Esporão do calcâneo

Esporão de Calcâneo é uma formação óssea com a forma de uma ponta que se desenvolve na parte plantar do calcâneo. Está relacionado a esforços e cargas na região do calcanhar e sua gênese esta explicada pela lei de Wolf. Ele é resultante de um estiramento repetitivo da fixação perióstica da fáscia plantar ao osso do calcanhar. Geralmente estão presentes bilateralmente e são semelhantes em seu formato. Os esporões de calcâneo nem sempre causam dor podendo ser assintomáticos por muito tempo. A dor é experimentada somente com apoio de carga ou com pressão digital no local, podendo irradiar-se para outras regiões do calcanhar e, algumas vezes, anteriormente ao pé. O raio X é adjuvante no diagnostico.

Quanto mais obesa for a pessoa, maior o esforço local e maior a possibilidade de surgir esta patologia. Um aumento súbito em atividades diárias também pode ser causa em pessoas entre 40 e 60 anos assim como mudança de calçados.

O tratamento é o mesmo para ambos visto que conforme explicado coexistem em muitos casos e o tratamento visa a mesma coisa, consiste em alongamento da fascia plantar, e do tríceps sural, assim como elevação discreta do salto dos sapatos mais usados, e palmilhas de diminuição de descarga de peso, como as de silicone ou as de distribuição simétrica de peso.medidas analgésicas nas fases agudas como terapias de ondas, calor, elétricas e medicamentosas são eficazes no diminuição da inflamação.

Fonte: atdigital.com.br

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Esporão de Calcâneo - Fascite Plantar

O dor na região posterior do pé é denominada da calcaneodinia (algumas vezes essa dor é chamada de talalgia). Uma das causas mais frequentes dessa dor é a fascite plantar.

O que é o Fascia Plantar?

O fascia plantar é um ligamento que se origina no aspecto medial da face inferior do osso calcâneo e se insere na base das falanges proximais dos artelhos. A sua principal função e manter o arco plantar.

O que é fascite Plantar?

A fascite é uma inflamação no fáscia plantar, comumente na sua inserção junto ao osso calcâneo.

Frequentemente surge na região um osteófito também chamado de esporão de calcâneo.

Outros nomes são: bico de Galo ou de Papagaio. Em inglês a fascite palntar é chamada de Plantar Heel Pain

O que é o esporão de calcâneo?

O esporão de calcâneo é uma calcificação que surge na região inferior da osso do calcâneo causada por microtraumas repetidos nessa região.

O esporão de calcâneo espeta e causa a dor na fascite plantar?

Não. A dor é causada por uma inflamação na região. O esporão é uma calcificação na origem de tendões e ligamentos nessa região do calcâneo. Essa calcificação ocorre em outras partes do corpo como a coluna e o ombro ou mesmo na parte posterior do calcâneo ( inserção do tendão de Aquiles ).

Porque ocorre a calcificação no esporão de calcâneo?

A calcificação ocorre devido a microtraumas repetidos na região, ocorrem pequenas rupturas na inserção dos ligamentos e tendões e inicia-se o processo de cicatrização. Devido a fatores locais ( liberação de substâncias inflamatórias) ocorre uma metaplasia ( processo de cicatrização com células diferentes das células habituais da região) e surge um tecido calcificado na origem dos ligamentos e tendões. De modo simplificado é como se o osso crescesse para dentro dos ligamentos.

O esporão de calcâneo é muito frequente?

Sim, O esporão de calcâneo está presente numa parcela significativa da população. Lembrando não é o esporão de calcâneo que espeta e causa a dor, portanto observamos o esporão em pessoas sem dor na região.

Se o esporão não causa a dor porque meu ortopedista disse que eu estou com esporão de calcâneo?

O esporão de calcâneo é um signo (sinal) radiológico que está presente em todas as pessoas que sofreram ao longo dos meses (ou dos anos) um microtraumatismo na região. Ter esporão de calcâneo não é igual a ter dor e não é necessário operar o esporão para curar a dor. Muitas vezes o médico ( ortopedista, reumatologista, fisiatra, etc.) usa termos mais simples para que o paciente tenha uma idéia da sua patologia. Resumidamente pacientes com esporão de calcâneo tem uma grande incidência de calcaneodinia. A calcaneodinia (com dor na região inferior da calcâneo) é pouco frequente em pacientes sem o esporão e no futuro esses pacientes podem apresentar o esporão.

O explicação para isso e simples: a dor é causada pela inflamação no local, a inflamação por sua vez é causada por microtrauma. Para aparecer a calcificação (o esporão) são necessários vários meses ou anos com microtrauma na região e deve ocorrer a metaplasia no local. Se faltar um desses fatores não aparecerá o esporão. " Em medicina pas toujours ou jamais " Em medicina nem sempre nem nunca.

Qual a incidência de Fascite Pantar?

Segundo Peter Toomey uma em cada dez pessoas irá apresentar fascite plantar ao longo da vida.

Quando surge a fascite plantar?

A fascite plantar surge em geral após os 30 anos de idade e o pico de incidência ocorre entre os 40 e 60 anos. Pacientes com fascite plantar bilateral com menos de 30 anos de idade podem apresentar esponliloartropatias reumáticas.

Quais pessoas sofrem mais com a fascite plantar?

Pacientes obesos, Pacientes com qualquer peso e que fizeram longas caminhadas ou ficaram muito tempo em pé em superfícies duras, pacientes com diminuição da dorsiflexão do tornozelo e corredores.

Qual o tratamento da fascite plantar?

A fascite plantar é tratada habitualmente com antinflamatórios orais, tópicos, injetáveis, ou injeções locais (infiltrações). Tratamentos tópicos como agua morna com sal no final do dia também são úteis. Alguns casos também se beneficiam de alongamentos e fisioterapia analgésica. A cirurgia também é uma possibilidade, porém, somente para casos específicos. Converse com seu ortopedista. ele saberá orientar o melhor tratamento para o seu caso.

Marcos Britto da Silva

Fonte: www.marcosbritto.com

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Um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas, é a dor no calcâneo, conhecida como dor no calcanhar. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a Fasciíte plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar.

A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos (figura1) ela ajuda a manter o arco longitudinal do pé. É importante fazermos a distinção entre fasciíte plantar e o esporão de calcâneo (figura 2).

O esporão do calcâneo faz parte do quadro de fasciíte plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causada pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.

Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fasciíte tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão isso ocorre devido a processos degenerativos.

Sinais e sintomas

O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior da planta do pé. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos quando o paciente levanta-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

Causas e diagnóstico

Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, conhecido como pé cavo).
Alterações na marcha (pisada errada) também são fatores causais da doença.
Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

Tratamento

O tratamento inicialmente é sempre conservador:

Medicação com antiinflamatórios e analgésicos.
Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles.
Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas.
Perder qualquer peso excessivo.
Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto

Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:

Injeções de corticóide na fáscia plantar.
Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo.
Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que é menos invasivo.

A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

Observação - Nem toda a dor no calcâneo é Fasciíte Plantar, portanto, principalmente os pacientes que não apresentam benefícios com o tratamento, devem ser avaliados para outras causas em potencial como, por exemplo, síndrome do túnel tarsal, tendinite insercional do aquiles e atrofia da gordura plantar do calcâneo. Discutiremos esses assuntos nos próximos meses!

Ana Paula Simões

Bibliografia

Mark Powell, M.D., William Post, M.D. Jay Keener, P.T. and Stanley Wearden, Ph.D.: Effective Treatment of Chronic Planter Fasciitis with Dorsiflexion Night Splints: A Crossover Prospective Randomized Outcome Study.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 1/January 1998
Jorge Acevedo, M.D., and James Beskin, M.D.: Complications of Plantar Fascia Rupture Associated with Corticosteroid Injection.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 2/February 1998
G. Andrew Murphy, M.D., Spiros Pneumaticos, M.D., Emir Kamaric, M.D., Phillip Noble, Ph.D., Saul Trevino, M.D., and Donald Baxter, M.D.: Biomechanical Consequences of Sequential Plantar Fascia Release.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 3/ March 1998
Neil Sharkey, Ph.D., Seth Donahue, M.S., and Linda Ferris, F.R.A.C.S.: Biomechanical Consequences of Plantar Fascia or Rupture During Gait.: Foot and Ankle International/Vol. 20, No. 2/February 1999

Fonte: www.anapaulasimoes.com.br

Esporão

O que é Esporão do Calcâneo?

O Esporão do Calcâneo é um tumor ósseo benigno. Define-se como uma espícula óssea, que se desenvolve na parte anterior do calcâneo (osso do calcanhar), especificamente na sua inserção com a fáscia plantar.

O osso do calcanhar (calcâneo) é o de maior tamanho em toda a estrutura óssea do pé e funciona como base de equilíbrio.

Em cada passo que damos, imprimimos todo o peso do corpo no calcanhar, pelo que o impacto na planta do pé e suas estruturas associadas é intensa e constante.

Desta forma, o esporão de calcâneo é uma calcificação que surge na região inferior da osso do calcâneo causada por microtraumas repetidos nessa região.

A calcificação e formação do esporão do calcâneo ocorre devido a microtraumas repetidos na região, causando pequenas rupturas na inserção dos ligamentos e tendões e iniciando-se o processo de cicatrização. Devido a fatores locais ( liberação de substâncias inflamatórias) ocorre uma metaplasia ( processo de cicatrização com células diferentes das células habituais da região) e surge um tecido calcificado na origem dos ligamentos e tendões. De modo simplificado é como se o osso crescesse para dentro dos ligamentos.

O esporão de calcâneo é um signo (sinal) radiológico que está presente em todas as pessoas que sofreram ao longo dos meses (ou dos anos) um microtraumatismo na região. Ter esporão de calcâneo não é igual a ter dor e não é necessário operar o esporão para curar a dor. Muitas vezes o médico ( ortopedista, reumatologista, fisiatra, etc.) usa termos mais simples para que o paciente tenha uma idéia da sua patologia. Resumidamente pacientes com esporão de calcâneo tem uma grande incidência de calcaneodinia.

A calcaneodinia (com dor na região inferior da calcâneo) é pouco frequente em pacientes sem o esporão e no futuro esses pacientes podem apresentar o esporão.

A explicação para isso e simples: a dor é causada pela inflamação no local, a inflamação por sua vez é causada por microtrauma. Para aparecer a calcificação (o esporão) são necessários vários meses ou anos com microtrauma na região e deve ocorrer a metaplasia no local. Se faltar um desses fatores não aparecerá o esporão.

Tipos de esporão do calcâneo

Extenso assintomático: não é doloroso e sua posição não interrompe a fáscia plantar.
Extenso sintomático: produz dor porque a área que ocupa a sua projeção anterior interrompe a fáscia plantar, produzindo inflamação e dor.
Pequeno: pode não aparecer radiologicamente, mas é o mais doloroso não pela sua dimensão ou estrutura, mas pela sua posição que neste caso se projeta para a fáscia plantar rompendo-a agressivamente.

Sintomas do esporão calcâneo

A dor é o principal sintoma e começa de manhã, quando são dados os primeiros passos e após os períodos prolongados de repouso.
Raramente tem inflamação visível, avermelhamento ou outro sinal aparente na pele.
É frequente entre pessoas que praticam desporto, pessoas com excesso de peso e pessoas com Pé Cavo ou Pé Plano.
Existe dor pulsante na zona plantar do calcanhar.
Existe dor no repouso e na deambulação.
Existe dor ao colocar o calçado.

Temos que ter sempre presente que a dor no calcanhar nem sempre significa a presença de um esporão.

Orientações saudáveis

Usar sapatos com solas suaves, amortecedores e salto adequado (altura não superior a 2,5 cm).
Usar sapatos fechados e protegidos para levantar grandes pesos.
Evitar ficar em pé por tempos prolongado desnecessariamente.
Controlar o excesso de peso corporal.
Fazer exercícios fortalecedores da musculatura da planta do pé.
Não iniciar corridas ou saltos sem a devida preparação da musculatura do pé.

Fonte: www.cintegrado.com.br

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