O estrabismo é a existência de desalinhamento entre os olhos, isto é, quando ficam "tortos" ou "vesgos".
É um problema freqüente e significa uma das duas coisas:
Um dos olhos não enxerga bem e, por isso, fica desalinhado, ou;
Os olhos desalinhados levam à deficiência da visão de um dos olhos;
O estrabismo deve ser tratado imediatamente. É errado tratar o estrabismo apenas quando a criança fica mais velha.
Na verdade, a existência de estrabismo pode indicar a presença de algo muito grave na visão da pessoa.
A primeira coisa que o médico faz quando encontra um adulto que começou a ter estrabismo recentemente é pesquisar doenças do cérebro e do olho.
Nas crianças, o médico deve descartar a presença de doenças neurológicas e tentar salvar a visão de ambos os olhos, antes de pensar na cirurgia de correção do olho torto.
No começo, é mais comum usar oclusores ("tampões") oculares e/ou óculos, para tentar obter um bom desenvolvimento da visão de ambos os olhos e a maturidade da parte do cérebro responsável pela visão.
Depois, parte-se para a cirurgia. Entretanto, em alguns casos, a conduta cirúrgica é necessária desde o início ou não há como salvar a visão de um dos olhos - cada caso é um caso.
Toda criança deve ser avaliada desde o nascimento, mesmo sem ter estrabismo.
Além dessa doença, existem muitas outras que podem comprometer a visão, pelo resto da vida.
Não deixe de levar a sua filha ou o seu filho ao oftalmologista, desde o nascimento, até a adolescência.
O desvio dos olhos pode ser muito sutil, difícil de perceber, mas isso não quer dizer que o problema seja menos grave. Até mesmo os pequenos desvios do olho podem levar à cegueira.
Leve sua criança ao médico oftalmologista, mesmo que não haja estrabismo perceptível, para uma boa avaliação da saúde ocular.
Nas imagens abaixo, alguns exemplos "exagerados" de estrabismo.

Fonte: www.ceofro.com.br
O estrabismo corresponde à perda do paralelismo entre os olhos. Pessoas com estrabismo são chamadas populamente de "vesgas".
Existem três formas de estrabismo, o mais comum é o convergente (desvio de um dos olhos para dentro), mas podem ser tambem divergentes (desvio para fora) ou verticais (um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro).

O estrabismo impede que os olhos se fixem em um só ponto de visão no espaço
Podem-se apresentar de três maneiras:
Constantes: O desvio de um dos olhos é permanentemente observado. Podem ser monoculares quando apenas um se desvia e alternados quando ora é um olho ora é outro.
Intermitentes: Ora os olhos estão alinhados e ora há desvio. Mais frequente nos divergentes.
Latentes: Só é possível verificar com testes oculares.
Os sintomas e as conseqüências dos estrabismos são diferentes conforme a idade que aparecem e a maneira como se manifestam.
A visão se desenvolve fundamentalmente nos seis primeiros anos de vida, sendo os dois primeiros os de maior plasticidade sensorial.
Os estrabismos que aparecem antes dos seis anos de idade possuem um mecanismo de adaptação que faz com que haja supressão da imagem que cai no olho desviado e então a criança ou o adulto que ficou estrábico dentro deste período não apresenta visão dupla.
Nestes casos, se o desvio aparece sempre no mesmo olho (estrabismos monoculares), teremos diminuição da visão (ambliopia) do olho desviado. Em qualquer idade, as pessoas com estrabismos latentes (forias) terão queixas de cefaleia pelo esforço que fazem para manter os olhos alinhados, porque em situação de desvio há visão dupla. Outra conseqüência importante do estrabismo é o torcicolo (chamamos de torcicolos oculares), isto é, para usar melhor os dois olhos a criança gira ou inclina a cabeça para uma dada posição.
Os estrabismos apresentam um caráter hereditário irregular, isto é, podem pular algumas gerações. Outros estrabismos são secundários a algumas doenças como: diabetes, hipertireoidismo, afecções neurológicas.
O estrabismo é corrigido com óculos
ou cirurgia e protetor ocular. Opera-se o estrabismo que não é corrigido com
óculos ou a parte que os óculos não conseguem corrigir. O estrabismo que se
corrige com óculos é chamado de acomodativo e está relacionado, em geral,
à necessidade de correção do grau de hipermetropia. Somente os desvios latentes
e os intermitentes pequenos é que são passíveis de serem auxiliados por exercícios
chamados ortópticos. Pelas implicações de perda de visão, bem como pela possibilidade
de ser manifestação de outras doenças, os pacientes com estrabismo devem ser
examinados por um oftalmologista se houver suspeita de desvio ocular.
Outra forma a ser tentada, desta feita natural e sem restrições é através
dos exercícios visuais elaborados por Dr.William Horatio Bates e/ou do uso
temporário de óculos terapêuticos de PinHole (pequenos furos) que permitem
na maioria dos casos, enxergar sem lentes de grau, além de fortalecer a musculatura
do sistema ocular e reprogramar as funções cérebro visuais.
A Fisioterapia tem se mostrado uma arma eficaz no tratamento dos músculos
afetados pelo estrabismo.
Fonte: pt.wikipedia.org