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Estrabismo

Os olhos de um recém-nascido são examinados com o objetivo de se verificar a presença de doenças (p.ex., glaucoma congênito e catarata congênita).

O estrabismo pode estar presente ao nascimento ou pode ocorrer posteriormente.

A conjuntivite (inflamação da conjuntiva, a qual recobre a parte interna da pálpebra e a esclera (branco do olho) é comum em crianças.


Elas também podem apresentar outros tipos de infecções oculares.

Estrabismo

O estrabismo (vesgueira) é o mal alinhamento de um olho, de modo que a linha de visão não é paralela à do olho oposto e ambos os olhos não são direcionados para o mesmo objeto concomitantemente.

Normalmente, ambos os olhos movem-se concomitantemente, de maneira que o cérebro produz uma única imagem fundida de ambos os olhos. Como cada olho possui um ponto de visão discretamente diferente, a imagem é tridimensional. Quando os olhos não estão alinhados adequadamente, o cérebro pode receber imagens de cada olho que são demasiadamente diferentes para serem fundidas, ocasionando a diplopia (visão dupla). Para evitar a diplopia, o cérebro pode eliminar a imagem do olho desviado.


Quando o cérebro deve eliminar constantemente imagens de um olho, a visão deste é gradualmente perdida. Como a imagem produzida por um único olho não é tridimensional, a percepção de profundidade também é perdida.

Estrabismo: Desvio de Um Olho

Existem vários tipos de estrabismo.

Um dos olhos pode girar para dentro (esotropia ou estrabismo convergente), para fora (exotropia ou estrabismo divergente) ou pode girar para cima (hipertropia) ou para baixo (hipotropia).

Nesta ilustração, o olho afetado é o direito.

Estrabismo
Esotopria  

Estrabismo
Exotropia     

Estrabismo
Hipertropia

Estrabismo
Hipotropia

 

A esotropia acomodativa em crianças com hipermetropia pode ser tratada prematuramente com lentes, para que não se exija acomodamento ao olhar os objetos distantes. Em alguns casos, os óculos bifocais podem ser úteis. Outros tratamentos incluem medicamentos como gotas de ecotiofato, que contribuem para que o olho foque corretamente os objetos próximos.

O estrabismo paralítico pode ser tratado com óculos que contenham lentes prismáticas que inclinem a luz para que ambos os olhos recebam quase a mesma imagem. Outra alternativa é constituída pela cirurgia. Exige-se um seguimento periódico até aos 10 anos de idade.

Fonte: www.msd-brazil.com

Estrabismo

O estrabismo, a ambliopia, a função visual anormal são condições inter-relacionadas envolvendo o olho, as estruturas anexas e os centros visuais superiores do cérebro.

O estrabismo é um desalinhamento manifesto dos dois olhos. Pode estar presente no nascimento ou desenvolver-se mais tarde, durante a infância ou a idade adulta. A maioria dos estrabismos mais comuns desenvolve-se nas crianças de pequena idade ou em pré-escolares, afetando aproximadamente de 2 a 4% deste grupo etário.

O estrabismo é classificado, usualmente, de acordo com a direção do Desvio:

Esotropia: o olho desvia-se em direção ao nariz;

Exotropia: o olho desvia-se em direção à orelha correspondente;

Hipertropia: o olho desvia-se para cima.

Se o transtorno não é detectado ou se é impropriamente tratado, cerca da metade das crianças com estrabismo desenvolverão ambliopia, resultando em severo déficit visual. O tratamento do estrabismo inclui avaliação médica geral, exame oftalmológico completo, correção de qualquer erro óptico refrativo significante, terapia oclusiva, para tratar a ambliopia, e tratamento cirúrgico necessário para obter o melhor alinhamento estético e funcional dos dois olhos.

Em adultos, o estrabismo pode ser causado por paralisia de um ou mais músculos extra-oculares responsáveis pelo posicionamento e movimentação dos globos oculares. Este estrabismo paralítico com freqüência desenvolve-se subitamente, podendo ser causado por doença vascular, doença metabólica, tumores, aneurisma ou trauma. Adultos com estrabismo paralítico freqüentemente têm visão dupla.

O tratamento envolve diagnóstico e terapia da patologia subjacente, oclusão de um olho, para evitar visão dupla, injeções para diminuir contraturas secundárias e cirurgia para correção do desalinhamento constante.

A ambliopia é uma diminuição da acuidade visual de um ou de ambos os olhos - freqüentemente causada por não-focalização de imagens devido a erro refrativo severo ou à opacificação dos meios oculares, como na catarata - em crianças pequenas, impedindo o desenvolvimento normal da visão.

Geralmente não existe qualquer alteração estrutural no olho amblíope. Funcionalmente, não há desenvolvimento normal, e a acuidade visual pode ficar leve ou severamente diminuída.

O tratamento geralmente só é efetivo quando iniciado numa idade precoce ou dentro de um curto espaço de tempo após o aparecimento da ambliopia.

O tratamento consiste em ocluir o melhor olho e corrigir qualquer anormalidade associada. Se o tratamento iniciar tardiamente, a diminuição da visão e mesmo a cegueira legal do olho amblíope podem ser as conseqüências.

Estrabismo, ambliopia e função visual anormal podem ocorrer separadamente ou em combinação nos indivíduos afetados.

Fonte: www.oftalmologia-lavinsky.com.br

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