
Existem outras técnicas de detecção de radiação, utilizando nomeadamente a radiação infravermelha. A mais conhecida é o RADAR (do inglês RAdio Detection And Ranging) que utiliza ondas de rádio para medir as partículas no ar e as propriedades das nuvens. O RADAR permite também seguir tempestades ao longo de várias centenas de quilómetros. Se se utilizar o som em vez da luz (SODAR = SOund Detection And Ranging) obtém-se uma ferramenta poderosa para medir a celeridade e a direcção do vento.
Os satélites permitem observar o nosso planeta a partir do espaço. Alguns
mantêm-se sempre sobre a mesma região da Terra (são os satélites geostacionários),
enquanto outros orbitam a altitudes entre 500 km e 1000 km e demoram entre
1,5 a 2 horas a completar uma volta à Terra. Alguns satélites têm espectrómetros
instalados, i.e. instrumentos que medem a radiação que atravessou a atmosfera
e interagiu com as suas moléculas.
A investigação da atmosfera é possível, hoje em dia, utilizando diversos tipos
de medições.

Os satélites podem medir:
1. a luz solar que é refratada pelas nuvens ou pelas moléculas do ar;
2. a radiação de longo comprimento de onda emitida pela Terra, através de um espectrómetro de infravermelho;
3. consoante as posições relativas do Sol, da Terra e do satélite, os raios solares passam a Terra tangencialmente, atravessam a atmosfera e vão diretamente ao detector do satélite.
Dependendo do ângulo com que a luz passa através das diferentes zonas da atmosfera, e da altitude, podemos obter informação adicional.
Elmar Uherek
Fonte: www.atmosphere.mpg.de