
Fig. 3.11 - Pulsação de 4.8 segundos da fonte Centauros X-3
A pulsação em raios X nos leva a fazer uma analogia com o
processo de emissão dos rádio-pulsares, reafirmando a idéia
da existência de Estrelas de Neutrons. De fato, todas as massas de componentes
compactas medidas em sistemas binários de raios X são compatíveis
com as massas previstas para Estrelas de Neutrons. Uma gritante exceção
é Cygnus X-1, onde a massa da componente escura é de 11 M
,
muito maior que o limite de Chandrasekhar (2.4M
)
e muito maior que a massa de sua companheira brilhante. Este é o argumento
mais forte para suspeitar que Cyg X-1 é um Buraco Negro. Além
disso, as flutuações irregulares na emissão X de Cyg
X-1 são as mais rápidas conhecidas no Universo: 1 milésimo
de segundo. Na figura abaixo apresentamos, em corte, um modelo do perfil do
disco de matéria que circunda Cyg X-1, de onde proviria a emissão
de raios X.

Fig. 3.12 - Modelo teórico do disco de acresção em torno
de um Buraco Negro
Novas são estrelas cuja luminosidade aumenta de dezenas de milhares de vezes em algumas horas. Na nossa galáxia são observadas 2 ou 3 por ano, mas, pelas estatísticas de Novas em outras galáxias, devem ocorrer 50 Novas por ano em nossa galáxia. A energia total emitida (1044 - 1045 erg) é muito menor que no caso das Supernovas. As velocidades de ejeção de matéria, 1000 Km/s, também são muito menores que no caso das Supernovas.
Algumas ex-Novas estão associadas a sistemas binários de curtos períodos. Por outro lado, algumas Novas voltam a irromper de tempos em tempos.
O modelo mais atraente para explicar a ocorrência de Novas é semelhante à parte superior da figura 3.10, mas a estrela compacta seria uma Anã Branca. O súbito acréscimo de massa na Anã Branca provoca uma dissipação de energia e conseqüente aumento de temperatura tal que ocorre a fusão do Hidrogênio. A combustão explosiva do H lança matéria para fora do sistema, produzindo as nebulosidades que freqüentemente aparecem em torno das Novas próximas de nós.
As nebulosas planetárias têm esse nome porque, nos telescópios em que foram vistas pela primeira vez, apresentavam um aspecto visual semelhante ao de um planeta. No centro de muitas Nebulosas Planetárias podemos ver ainda uma estrela azul, que ejetou o gás, como na figura 3.13.

Fig. 3.13 - A Nebulosa Planetária NGC 7293 ou Nebulosa de Helix da
Constelação de Aquarius
O fato de a nebulosa da figura 3.13 aparecer como uma coroa circular é um efeito de projeção da esfera de gás semitransparente que envolve toda a estrela central.
As nebulosas planetárias se formam nas fases posteriores ao estágio
de gigantes vermelhas, originadas por estrelas de pequena massa (M<4M
).
Ao se resfriar, a estrela central da Nebulosa Planetária se torna uma
Anã Branca. A figura 3.13 é semelhante ao que se espera da morte
do Sol, daqui vários bilhões de anos.
Fonte: www.cdcc.sc.usp.br