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Etiópia

 

ETIÓPIA, PAÍS DE MISTÉRIOS

Etiópia é um país cheio de mistérios, desde seu nome cujo significado é "rosto queimado", passando por ser o berço do fascinante Nilo Azul, até as igrejas escavadas na rocha de Lalibela, cuja secreta construção os estudiosos ainda não poderam destrinchar.

Pois, os mistérios apenas começaram. Estas terras contém restos paleontológicos de origens da humanidade, monolitos que chegam atingir 34 metros de altitude belamente decorados, restos do magnífico Palácio da Rainha de Sabá ou o Arca da Aliança guardada pelos muros da Igreja de Santa Maria de Sião em Axum, a qual conta a lenda foi trazida a este país por Melenik I, filho da rainha de Sabá e o sábio Salomão.

A estes fascinantes atrativos deve-se unir uma maravilhosa natureza com lagos, montanhas, cascatas e a garganta do Nilo Azul.

Os mistérios da Etiópia estão bem guardados pelas etnias que habitam o país: abisínios compostos por tigreses, amharas e shoas; hamitas com os galhas e somalies e as minorias pretas; nilóticos e nantues assim como os falaschas, judeus pretos que têm continuado com suas tradições como se o tempo não tivesse passado.

Localização Geográfica

Situada na África Oriental, Etiópia ocupa uma extensão de 1.128.222 quilômetros quadrados limitados ao norte com Eritréa, ao leste com Yibuti e Somália, ao oeste com Sudão e ao sul com Somália e Quênia.

O território etíope é fundamentalmente montanhoso com o Maciço Etíope ocupando a maior parte do país. Nas montanhas se unem gargantas e depressões a prolongarem-se na fossa central do vale de Rift. No norte as montanhas de granito e gres deixam passagem ao basalto. O cume mais importante é o Monte Ras-Dasham com 4.670 metros de altitude, o mais alto do país, seguido do Ras Dacham com 4.620 metros.

A maioria da população se assenta em um planalto ao centro do país, o qual desce para o leste e cria a Planície de Danakil e pelo sul o Planalto de Ogaden. A costa é muito acidentada.

A rede fluvial está composta pelos rios Balas, Abai, Dadessa e Dabus, as principais fontes do Nilo Azul; o Takkaze e o Mareb formando o Sefit ao confluir; e o Awash, Tug Fafan, Ganale, Shibeli e Yuba. A maioria tem um caudal torrencial e contam com numerosas cascatas. A hidrografia do país completa-se com os lagos Tana, o maior do país, Chamo, Abaya, Shala e Langana, entre outros e abundantes fontes termais situadas ao norte da Planície de Danakil.

Flora e Fauna

Fauna e flora etíopes estão marcadas pela geografia oferecendo uma grande variedade de espécies, muitas delas endêmicas e por tanto não podem ser encontradas em outros lugares.

No interior, em altitudes inferiores aos 1.800 metros, encontram-se as denominadas "Terras Quentes" onde abundam os bosques e as galerias da selva tropical formadas junto aos rios. Quanto a altitude, oscila; entre os 1.800 e 2.500 metros aparecem as "Terras Temperadas" onde pode-se contemplar grandes plantações de cultivos mediterrâneos e sub-tropicais como café e algodão. As "Terras Frias" estão situadas acima dos 2.500 metros de altitude e são terras de pasto aproveitadas pelos criadores de gado. No nordeste do país, junto ao Mar Vermelho, o deserto é o rei, enquanto no sudeste a paisagem predominante é a estepa.

Para observar a fauna com espécies tipicamente africanas em seu habitat natural, nada melhor que os arredores do Maciço de Semien: leões, girafas, búfalos, hipopótamos, zebras, avestruzes, gazelas, antílopes, macacos, hienas e panteras vivem neste entorno. Os amantes da ornitologia estão com sorte, pois na Etiópia pode-se admirar mais de 830 espécies diferentes, muitas delas endêmicas.

A Etiópia conta com um total de 11 Parques Nacionais onde estão presentes todos os grandes mamíferos africanos, com exceção do rinoceronte.

História

Conta a lenda que o primeiro imperador da Etiópia foi Menelick, filho do rei Salomão e a rainha de Sabá, é por isso que os monarcas etíopes se denominavam "negus" cujo significado é "Rei dos reis".

No século XI a.C. os etíopes ou abisínios conseguem livrar-se do domínio dos faraós egípcios que até então tinham padecido. Também os persas quiseram dominar este povo, e os tolomeos egípcios e os romanos, sem conseguir.

Acredita-se que o império etíope surgiu no século III a.C. com a destruição do porto de Adulis que fez com que as pessoas habitassem e se instalassem em Axum, o qual já no século I de nossa era estava considerado como um dos quatro reinos mais importantes do mundo.

No século IV o rei Ezana converte-se ao cristianismo e com ele seu povo. Os árabes submetem, três séculos depois, à parte oriental do país introduzindo o Islão.

O império abisínio recupera seu poder no século XII com Lalibela e no século XV com Zara Yacob. É neste século, quando os portugueses vão para o país procurando o místico Reino do Preste João. Dessa data até o século XIX as tentativas de conquista por parte de europeus e egípcios fracassam, porém, os italianos conseguem ocupar o território da Eritréia.

Século XX

Em 1923 o imperador Hailé Selassi I consegue que o país faça parte da Sociedade das Nações.

Os italianos conseguem no finalmente, o território etíope com a invasão das tropas fascistas de Mussolini e em 9 de maio de 1936, o rei Vítor Manuel III é proclamado imperador da Etiópia, sendo incorporado o país à África Oriental italiana. Durante a Segunda Guerra Mundial as tropas italianas são vencidas pelos aliados, sendo reposto no trono o rei Hailé Selassie, que em 1955 converte seu regime absolutista em constitucional.

Em 1963 o monarca junto a outros dirigentes africanos fundam a Organização da Unidade Africana, cuja sede fica permanentemente estabelecida na Etiópia.

Em 1974 Hailé Selassie é deposto pelo exército e seu próprio filho, Asfa Wossen, sendo imposto um governo militar provisório que dissolve o Parlamento. Um ano depois a monarquia é abolida e em 1977 Haile Mariam é nomeado Chefe do Estado; dois anos mais tarde o mesmo anuncia a formação de um partido único marxista-leninista.

Em 1985 o país sofre uma grave seca que faz precisa a ajuda humanitária do mundo todo. Em 1986 surge uma nova constitução, enquanto que os movimentos revolucionários vão ganhando posição.

Em 1991 os rebeldes da Forças Populares Democráticas Revolucionárias tomam Gondar e Gojam, em 20 de maio Haile Mariam foge do país refugiando-se em Zimbabue. Em 28 desse mesmo mês o governo entrega a capital, Adis Abeba aos rebeldes, que reunem aos membros dos diferentes partidos políticos democráticos formando um governo provisório até a celebração de eleições livres. Cria-se também um Conselho de Representantes com faculdade para nomear um presidente interino e uma comissão encarregada de redigir a nova constituição. Em julho é eleito, como Presidente do Governo e Chefe do Estado, Zeles Menawi.

Em janeiro de 1993 nomea-se Chefe do Governo a Layne Tamirat e em 3 de maio de 1993 é reconhecida a independência da Eritréa.

Na atualidade o país está dividido politicamente em 4 regiões autonômas e 25 regiões administrativas. Em outubro de 1996 é nomeado presidente Lennart Meri e primeiro ministro Tiit Vahi (cargo que exerce desde o ano 1995).

Arte e Cultura

Arquitetura e Escultura

Quanto a arquitetura encontram-se diferentes estilos, todos muito belos, em construções como igrejas, em ocasiões escavadas na rocha como é o caso de Lalibela; mesquitas, palácios e mosteiros, entre outros. Dentro destes edifícios pode-se admirar interessantes mostras de pintura, escultura, mosaicos, miniaturas e ourivessaria de diferentes religiões (católica, muçulmana, bizantina).

Destaca-se também a arte escultórica tradicional praticada pelas diferentes etnias, embora geralmente são pouco esquemáticas e abstratas. Como principais mostras destacam-se os túmulos Galla de Sidamo e as esculturas de pau realizadas pelos Shilluk.

Além disso, na Etiópia pode-se admirar máscaras, jóias de maravilhoso desenho e cuidadosa realização, talhas em madeiras nobres e magníficos tecidos com atrativas decorações.

Literatura e Música

Dentro da cultura desenvolvida pelas diferentes etnias destacam-se as narrações contando a história dos diferentes povos e passando de pais para filhos durante gerações; as danças tradicionais, simplesmente espetaculares. Os dançantes adornam-se, e os enfeites e pinturas variam dependendo da finalidade; a música rítmica ajuda à concentração destes bailarinos.

Gastronomia

A gastronomia etíope resulta excelente. De preparação simples, seus pratos têm gostosos sabores conseguidos graças à qualidade dos ingredientes que utilizam.

O peixe é essencial na dieta etíope, tanto o procedente do Mar Vermelho quanto o dos rios. Prepara-se normalmente à parrilha embora também possa encontrar em molho picante ou acompanhado de verduras, arroz ou milho. A carne é o outro elemento básico da gastronomia da Etiópia. Pode-se comer carne de vaca, ovelha, cabra ou porco preparada em guisados, à parrilha ou fritos.

Como sobremesa pode-se comer frutas frescas ou doces preparados com cacau e frutas.

Bebidas

Depois de comer, nada melhor que um cheiroso café cultivado nestas terras, o final perfeito para uma simples comida, mas não por isso menos saborosa.

População e Costumes

Os etíopes são um povo que tem sabido reconquistar a democracia em seu país unindo as forças das diferentes etnias que habitam no território e convivendo, uma vez conseguida, em paz apesar das difíceis condições econômicas que vive o país produzida pelas terríveis secas.

A população total da Etiópia é de 58.733.000 habitantes, segundo estatísticas de 1997. Os principais grupos étnicos do país são os Abisinios com os Tigré, Amhara e Shoa que ocupam a planície central do país dedicados à agricultura (os Tigré também dedicados ao comércio, de religão copta). Nas regiões meridionais habitam dedicados à agricultura e o gado os Hamita, formados pelos Galla e Somalies de religão muçulmana, também pertecem a esta etnia os Danakil que moram em Yibuti. Os Nilóticos e Bantues vivem por todo o país dedicados à caça e a pesca e estão considerados como a "minoria preta".

A esperança de vida dos etíopes é de 48 anos e apenas 35% da população está alfabetizada. A mortalidade infantil é muito alta.

Entretenimento

Etiópia oferece numerosas ofertas atrativas para os que desejam desfrutar dos momentos de lazer, especialmente em referência à natureza. Por ser um país eminentemente montanhoso com numerosas falhas e gargantas, existem variadas estações de extraordinária beleza nas que pode-se praticar trekking, escalada ou senderismo. Seus rios caudalosos permitem a prática do raffting com descidas de vertigem, e também canoagem. Existem locais para pescar ou simplesmente navegar de bote pelos lagos do país.

Pode-se visitar restos arqueológicos de importância como as igrejas coptas cavadas de Lalibela ou os fósseis humanóides do vale do Omo.

Em numerosos lugares pode-se contemplar numerosas variedades de espécies animais africanas: leões, elefantes, panteras, hipopótamos, rinocerontes, girafas, búfalos, antílopes, gazelas, hienas, crocodilos, macacos, avestruzes e centenas de aves (registraram-se mais de 830 espécies em todo o país e muitas delas só podem ser contempladas na Etiópia).

As cidades contam também com sua oferta: museus, cinemas, mercados barulhentos e restaurantes onde desfrutar de uma boa comida típica.

Festividades

Etiópia rege-se pelo calendário Juliano com 13 meses por ano. Seguem as festividades próprias de cada religião, as festas cristãs-coptas com o misterioso Egito de fundo, as católicas e as festas islâmicas que variam dependendo do calendário lunar.

Em 6 de abril celebra-se o Dia da Vitória, festa nacional na que os etíopes saem às ruas para ver os desfiles e desfrutar com os numerosos eventos oficiais que comemoram a volta da democracia e o fim da ditadura militar.

Os diferentes grupos étnicos celebram também suas festas ao longo do ano todo. As danças e rítmos das músicas tradicionais enchem o ambiente oferecendo uma sensacional oportunidade para conhecer um pouco mais a cultura destas etnias.

Transportes

Avião

As companhias Air Zaire, Alitália, Quênia Airways, Ethiopiam Airlines, Lufthansa, Saudia, Air Services de Yibuti, entre outras, oferecem vôos regulares a Etiópia desde as principais cidades europeas. Ethiopiam Airlines também comunica diferentes cidades do país e com outras dos países vizinhos. É conveniente realizar reservas prévias dos vôos para assegurar a passagem. O aeroporto de Bole encontra-se à 8 quilômetros do centro da cidade.

Trem

Os trens etíopes oferecem um bom serviço tanto para viajar pelo país quanto para aceder aos países vizinhos. Os preços são moderados.

Estradas

A rede de estradas etíopes extende-se ao longo de mais de 22.000 quilômetros. Pelo acidentado do território etíope é conveniente extremar a precaução. É conveniente tanto com veículo alugado quanto dirigindo umo próprio ter a carteira de dirigir internacional e um seguro de viagens.

Fonte: www.rumbo.com.br

Etiópia

A Etiópia situa-se no chamado "chifre da África", confinando com a Eritréia, Djibuti, Somália, Quênia e Sudão.

O país tem uma extensão de pouco mais de 1 milhão de km2 e população de 70 milhões de habitantes, com renda per capita de US$ 94.

A capital e principal cidade é Adis Abeba, com 2,6 milhões de habitantes.

O sistema de governo baseia-se na repartição do poder entre nove regiões administrativas, delimitadas segundo critérios étnicos, e um Parlamento forte, integrado por uma câmara baixa com 548 representantes (Conselho de Representantes do Povo) e pelo Senado com 108 assentos (Conselho Federal). Os representantes do povo são eleitos por voto popular direto, enquanto que os senadores são designados pelas regiões administrativas. O Presidente da Republica exerce funções mais protocolares, sendo designado por ambas as casas do Parlamento. O atual ocupante do cargo é Girma Wolde Giorgis, que substituiu Negaso Gidada em outubro de 2001.

O Chefe do Governo e mandatário de fato, igualmente designado pelo Parlamento, é o Primeiro-Ministro, Mélès Zenawi, no poder desde agosto de 1995. O Governo é dominado pela Frente Democrática Revolucionária Popular da Etiópia (EPRDF), coalizão de grupos rebeldes que assumiu o poder em 1991, após longo período de conflitos internos. A Constituição, promulgada em agosto de 1995, formalizou o atual sistema de "federalismo étnico", concedendo, em teoria, ampla autonomia às regiões administrativas, inclusive o direito de votar pela secessão. Na prática, as regiões estão fortemente submetidas ao controle financeiro do governo central.

Celebra-se a data nacional no dia 29 de maio. O idioma oficial é o Amárico, sendo o inglês bastante difundido.

A importância da Etiópia no contexto da África cresce em razão de sua capital constituir a sede da União Africana, organismo regional que sucedeu, em 2001, à Organização da Unidade Africana, igualmente instalada em Adis Abeba em 1961. Na capital etíope, também se encontra a Comissão Econômica para a África e estão instaladas mais de 70 representações diplomáticas de países de todos os continentes. A Etiópia integra o COMESA – Mercado Comum da África Austral e Oriental, bem como a IGAD – Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento.

HISTÓRIA

A Etiópia, antiga Abissínia, tem uma rica tradição histórica e cultural, que remonta aos tempos da civilização egípcia e abarca os lendários Rei Salomão e Rainha de Sheba, bem como o surgimento do Cristianismo. Na Antigüidade, a sociedade organizava-se em vários reinos, dos quais o império axumita é o mais conhecido. Por volta do século XIX, havia-se consolidado uma única monarquia, sob o Imperador Menelik I. A partir de 1870, a região passou a ser cobiçada pela Itália, que então procurava juntar-se às demais potências européias na corrida pela repartição da África.

Em 1896, os italianos dominaram a parte oriental da região, estabelecendo a colônia da Eritréia. No entanto, não conseguiram conquistar a Etiópia, tendo sido derrotados pelas forças do Imperador Menelik II na batalha de Adwa, a primeira e talvez única vitória militar de uma nação africana sobre o colonizador europeu. Em 1930, Hailé Sélassié assumiu o trono etíope, defrontando-se logo com nova ofensiva expansionista da Itália. Dessa vez, os etíopes não resistiram às tropas de Benito Mussolini e o país foi ocupado entre 1936 e 1941. Com a liberação, em 1941, Selassié reassumiu o trono. Em 1952, criou-se a Federação da Etiópia e Eritréia, à qual se seguiu a anexação do segundo país pelo primeiro em 1962.

Selassié empreendeu uma série de reformas para modernizar o Estado, mas o envolvimento da Etiópia numa disputa territorial com a Somália, bem como sucessivas revoltas de camponeses, foram desgastando o regime progressivamente. No final dos anos 60, configurava-se quadro de descontentamento generalizado, alimentado por altas taxas de inflação, desemprego e estagnação econômica. O Imperador foi deposto em 1974, seguindo-se a instalação de regime socialista comandado por Mengistu Hailé Mariam, por sua vez derrubado em 1991. Mélès Zenawi presidiu governo de transição até ser eleito Primeiro-Ministro, em 1995, pelo Parlamento. Em 1993, foi concedida a independência à Eritréia.

POLÍTICA INTERNA

O fracasso do regime imperial em lidar com os problemas da Etiópia, geralmente incluída entre os cinco países mais pobres do mundo, tornou-se evidente com a seca de 1973, quando se calcula que cerca de 300 mil pessoas tenham morrido de inanição. Incontáveis acusações de corrupção, além da incapacidade do Governo de reverter a crise econômica, conduziram o regime a seus limites máximos de impopularidade. Em fevereiro de 1974, greves generalizadas na capital e rebeliões nas Forças Armadas forçaram a renúncia do Primeiro-Ministro Aklilu Wold, no cargo desde 1961.

Sua substituição, acompanhada de promessas de reforma e de aumento dos vencimentos dos militares, não foi suficiente para deter a derrocada do regime. Em junho, o recém-criado "Comitê de Coordenação das Forças Armadas" prendeu ministros de estado, figuras da aristocracia e políticos influentes. Em setembro, o Imperador foi deposto, vindo a morrer menos de um ano depois. Assumiu o poder um governo militar, controlado pelo Conselho Administrativo Militar Provisório (PMAC) ou "Dergue", nome amárico para "comitê", integrado por 120 membros egressos das Forças Armadas.

Após período de conflitos internos, que culminou no assassinato do Presidente do Conselho e Chefe de Estado, General Aman Andon, o Dergue consolidou-se na vanguarda da revolução e, por influência de intelectuais de esquerda retornados do exílio, anunciou, em dezembro de 1974, sua opção pelo modelo socialista.

Dois meses depois, mais de cem companhias estrangeiras foram nacionalizadas ou parcialmente ocupadas. Após longo debate interno, o Dergue optou pela linha marxista-leninista adotada pelo All Ethiopia Socialist Mouvement ou "Me’ei Sone", partido apoiado pelo Vice-Presidente, Coronel Mengistu Hailé Mariam, favorável à manutenção do regime militar.

Em consequência, o também socialista Partido Revolucionário do Povo da Etiópia (EPRP), que defendia o estabelecimento de governo popular civil, bem como a eventual independência da Eritréia, passou para a oposição. No final de 1976, o Dergue iniciou campanha de repressão contra o EPRP, ocasionando o alastramento da violência pelo país. A deterioração da situação política levou o regime a lançar uma ofensiva total contra o EPRP, dando inicio ao período conhecido como "terror vermelho". Em fevereiro de 1977, após eliminar a dissidência interna no Dergue, contrária ao endurecimento do regime, Mengistu assumiu a Presidência e intensificou a repressão.

Com a eliminação do EPRP, a oposição refugiou-se em Tigray, região norte do país, estabelecendo a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPFL), que se aliou aos separatistas eritreus e passou à luta de guerrilha contra o Governo Mariam. Enquanto isso, o PMAC procurava consolidar a revolução socialista, mediante a criação, em 1984, do Partido dos Trabalhadores da Etiópia, modelado no Partido Comunista soviético. Em 1987, foi promulgada nova Constituição, instituindo a "República Democrática da Etiópia". A partir de 1989, o afastamento do aliado soviético resultou no progressivo enfraquecimento do regime. As forças rebeldes de Tigray (TPFL), incorporadas à Frente Democrática Revolucionária Popular da Etiópia (EPRDF) e aliadas aos separatistas da Eritréia, passaram então a obter vitórias sucessivas e lançaram ofensiva decisiva em 1991.

Em maio, conquistaram Adis Abeba e assumiram o poder, estabelecendo governo de transição liderado pelo comandante do TPFL, Mélès Zenawi. Em julho, durante conferência de paz patrocinada pelos EUA e Reino Unido, acordou-se a independência da Eritréia, formalizada mediante referendo em 1993.

O Governo de transição empreendeu reformas econômicas com o objetivo de restabelecer uma economia de mercado e reintegrar o país à economia mundial.

No plano político, iniciou processo de descentralização, concedendo maior autonomia às regiões administrativas do país. Em 1992, realizaram-se eleições para as assembléias e governos locais, com ampla vitoria do EPRDF. Em junho de 1994, estabeleceu-se Assembléia Constituinte, que elaborou a nova Constituição, promulgada em agosto de 1995.

A carta magna instituiu a República Democrática da Etiópia, como federação de 9 regiões administrativas governadas conjuntamente pelo Conselho dos Representantes do Povo (câmara baixa do Parlamento, integrada por 548 membros) e Conselho Federal (Senado, com 108 delegados indicados pelas regiões federadas). Detendo 90% dos assentos da câmara baixa e ampla maioria no Senado, o EPRDF constituiu-se na principal força política do país.

O principal partido de oposição é a Coalizão de Forças Alternativas para a Paz e a Democracia na Etiópia (CAFPDE), formado pela elite urbana de Adis Abeba, contrária ao modelo de federalismo étnico adotado pela Constituição. Além de não ter uma agenda política clara, o partido perdeu a oportunidade de fazer-se representar no governo, ao boicotar as eleições legislativas de 1994.

Outros partidos oposicionistas incluem o All Amhara Peoples’ Organization (AAPO), liderado pelo dissidente Asrat Woldeyes, o Oromo Liberation Front (OLF), que empreende um movimento de guerrilha rural na região de Oromo, e o Islamic Front for the Liberation of Oromia (IFLO), facção armada vinculada a grupos muçulmanos da Somália.

ECONOMIA

Com um Produto Interno Bruto de US$ 6,6 bilhões e renda per capita em torno de US$ 94, a Etiópia figura na relação dos países mais pobres do planeta.

Desde a introdução do programa de reforma econômica, em 1992, destinado a estabelecer uma economia de mercado no país, o desempenho do PIB vinha sendo favorável, com taxa média de crescimento anual da ordem de 5% (embora caiba a ressalva de que pelo menos 30% das atividades econômicas se processam na chamada economia informal).

A partir de 2000, a taxa média de crescimento baixou para 2,5%, sendo que, em 2003, o índice foi negativo: -3,8%.

Os investimentos privados, que anteriormente somavam cerca de 200 milhões de dólares por ano, reduziram-se a vinte milhões em 2000-2001. É preciso levar em conta, a propósito, os efeitos adversos da guerra com a Eritréia, entre 1998 e 2000, bem como da queda nos preços do café, principal produto de exportação. Embora as reformas introduzidas na economia tenham contado com o apoio da comunidade internacional e gerado significativo fluxo de ajuda financeira, alguns analistas consideram a Etiópia como exemplo do insucesso dos programas do FMI. A inflação foi consideravelmente reduzida ao longo do programa de reforma econômica e registrou, em 2002, índice de –7,2% (menos 7,2%).

A agricultura representa 60% do PIB e constitui fonte de emprego para 85% da população. Além da produção de grãos, para consumo interno, destacam-se as culturas de café, responsável por 60% das receitas de exportação, bem como a criação de animais. A erosão do solo, falta de irrigação, escassez de fertilizantes e estrutura deficiente de transportes são alguns dos fatores que vêm ocasionando a queda de produtividade do setor, fazendo com que a Etiópia dependa, cada vez mais, da importação de alimentos, sob a forma de ajuda humanitária.

O setor industrial, representando 12% do PIB, baseava-se em empresas estatais voltadas para a produção de bens de consumo básico (bebidas, alimentos, têxteis), materiais de construção, plásticos e processamento de café e de peles animais. Está em curso processo de privatização, que tem atraído forte presença de empresários sauditas. O setor de serviços, responsável por 28% do PIB, vem apresentando altas taxas de crescimento, sobretudo nas atividades de construção civil e de transportes. O Governo mantém bom relacionamento com as instituições financeiras internacionais.

Desde a introdução do plano de reforma econômica, a balança comercial tem apresentado déficit consistente, na faixa de US$ 500 a 800 milhões anuais, resultado do aumento da demanda por bens de capital e da inelasticidade do setor exportador, dependente do café e das peles animais. Em 2003, as exportações somaram US$ 611 milhões e as importações, US$ 2,6 bilhões. Países europeus, Djibuti, Arábia Saudita e Japão destacam-se entre os importadores. Como principais fornecedores, aparecem a Arábia Saudita, Estados Unidos e China. A pauta de importações compreende veículos, máquinas, alimentos e animais vivos. A Etiópia encontra-se na Organização Mundial de Comércio na qualidade de Observador.

POLÍTICA EXTERNA

Jamais tendo sido colonizada por uma potência européia, a Etiópia tem rica tradição diplomática, que remonta aos tempos do Imperador Menelik-II. Ocupada pela Itália entre 1936-41 e posteriormente envolvida em confrontos com o separatismo eritreu e a Somália, a Etiópia tem adotado uma política externa pragmática, voltada para a preservação de sua integridade territorial. O país sempre privilegiou o relacionamento com parceiros dispostos a contribuir mediante ajuda econômica ou militar.

Durante o reinado de Hailé Sélassié (1930-74), o país inseria-se nitidamente no Bloco Ocidental, mantendo relacionamento privilegiado com os EUA. O golpe de estado de 1974, com o estabelecimento de regime ditatorial de inspiração socialista marcaria o início de um processo de afastamento progressivo do Bloco Ocidental.

A partir de 1977, com a tomada do poder pelo Coronel Mengistu Mariam e as violações dos direitos humanos perpetradas em seu regime, as relações com os EUA tornaram-se mais frias, com redução gradual da ajuda econômica e suspensão da cooperação militar. No mesmo ano, tropas da Somália invadiram a região etíope do Ogaden, considerada como parte do território somali. A União Soviética, que procurava consolidar sua esfera de influência na região e até então sustentava o regime da Somália, passou a apoiar a Etiópia, que se tornou o principal aliado de Moscou no chifre da África. Graças à ajuda militar soviética e cubana, a invasão somali foi repelida, passando o Dergue a concentrar esforços no combate ao separatismo eritreu e aos movimentos rebeldes contrários ao regime.

A Etiópia permaneceria na órbita soviética até o final da década de 80, quando a Glassnost de Gorbatchev e a subseqüente dissolução da URSS determinariam o fim da parceria estratégica entre os dois países. A deposição do regime de Mengistu, em 1991, e a retirada da União Soviética da região, ocasionaram nova mudança de rumo na política externa etíope, que voltou a privilegiar o relacionamento com os EUA. Desde então, a Etiópia tornou-se o maior recipiente de ajuda bilateral norte-americana na África subsaárica.

No âmbito regional, a Etiópia mantém relações tensas com a maioria dos países vizinhos. No caso da Somália, ocorrem incursões de tropas etíopes em território somali, à caça de guerrilheiros do Islamic Front for the Liberation of Oromia (IFLO), apoiados por facções islâmicas daquele país. As relações com o Egito têm registrado desentendimentos sobre a utilização, pela Etiópia, das águas do rio Nilo para projetos de irrigação e aproveitamento hidrelétrico. Em entrevista à BBC de Londres, em fevereiro de 2005, o Primeiro-Ministro da Etiópia criticou o adiamento, da parte egípcia, da introdução de mudanças no Tratado da Bacia do Nilo, de 1929.

O relacionamento com o Sudão era tenso, com as autoridades de Cartum acusando Adis Abeba de apoiar a guerrilha do Exército de Libertação do Povo do Sudão (SPLA), enquanto o EPRDF apontava envolvimento sudanês na tentativa de assassinar o Presidente egípcio Hosni Mubarak durante sua visita a Adis Abeba em junho de 1995. No entanto, a guerra de 1998 com a Eritréia alterou a política relativa ao Sudão, para que este não se aliasse ao novo inimigo. As relações com o Djibuti, por outro lado, mostram-se cada vez mais fluidas, já que esse país proporciona à Etiópia seu único acesso ao mar.

O conflito Etiópia-Eritréia

Após quase três décadas de luta para obter a autonomia, a Eritréia tornou-se independente da Etiópia em 1993. A partir de 1990, a aliança estratégica entre o EPRDF e o movimento separatista eritreu foi fundamental para a derrubada do regime do Coronel Mengistu. Com a vitória e subseqüente independência da Eritréia, Asmara e Adis Abeba passaram a manter ótimo relacionamento, sobretudo na esfera econômico-comercial, chegando inclusive a ter uma moeda comum.

Em 1997, a Eritréia decidiu adotar moeda própria, o nafka, o que aumentou, consideravelmente, os custos das transações comerciais etíopes com o país vizinho, em especial no tocante à utilização do porto eritreu de Assab, principal ponto de escoamento do comércio externo etíope. As tensões na esfera econômica fariam com que o relacionamento bilateral se deteriorasse rapidamente. Em maio de 1998, os dois países entraram em guerra, deflagrada por uma disputa fronteiriça.

Não obstante a formação de comissão conjunta etíope-eritréia para a demarcação da fronteira e os esforços de mediação desenvolvidos por parte dos EUA e de Ruanda, a situação degenerou para o conflito armado, com a ocupação da região de Badme por tropas eritréias.

Em junho de 1998, durante cúpula da Organização da Unidade Africana (OUA) em Ougadougou, estabeleceu-se comitê de intermediação que elaborou um plano de paz baseado em três pontos:

a) desmilitarização da região contestada

b) introdução de uma força internacional de paz

c) formação de um comitê neutro para a demarcação da fronteira. No entanto, a intransigência dos beligerantes, sobretudo no tocante às pré-condições para o cessar-fogo, impediu que se avançasse rumo à pacificação.

Durante o segundo semestre de 1998, a Etiópia começou a expulsar de seu território cidadãos de origem eritréia, medida reciprocada pelo governo de Asmara.

Em dezembro de 1998, cerca de 300 mil pessoas já haviam sido deslocadas apenas na região de Tigray, criando situação de catástrofe humanitária.

Em fevereiro de 1999, tropas etíopes retomaram a vila de Badme. Na ocasião, o Secretário-Geral da ONU lançou apelo para o término das hostilidades e retomada das negociações de paz. Pela resolução SC-1227, de 10 de fevereiro de 1999, o Conselho de Segurança recomendou a todos os Estados membros suspender a venda de armamentos e munições para ambos os combatentes. Somente em dezembro de 2000, entretanto, com a ativa participação da presidência de turno da OUA (Argélia), as negociações resultaram em acordo de paz assinado em Argel e saudado pela comunidade internacional – como no caso da Declaração Conjunta emitida naquele mês pelos Presidentes do Brasil e da África do Sul.

Em abril de 2001, foi formalmente estabelecida Zona de Segurança Temporária entre a Etiópia e a Eritréia, monitorada pela missão de paz das Nações Unidas (UNMEE), que conta com quadros civis e militares de cerca de quatro mil integrantes. O principal objetivo da medida consistia em permitir o retorno dos moradores da região e a restauração da administração civil local. Estima-se que a guerra tenha ocasionado mais de cem mil mortos e cerca de quinhentos mil deslocados. A partir de então, outras iniciativas vêm sendo gradualmente implementadas no âmbito do processo de paz, tais como a desminagem do terreno, a libertação de prisioneiros e a adoção de medidas de construção da confiança.

Uma das providências mais relevantes constitui a demarcação das fronteiras, a qual ainda se encontra pendente. Em abril de 2002, o Conselho de Segurança da ONU manifestou-se sobre o caráter final e obrigatório da sentença da Comissão Independente de Fronteiras relativa ao traçado a ser observado por ambas as partes, que se dispuseram a aceitar e respeitar tal decisão. A Comissão atribuiu à Eritréia a vila de Badme, cujo controle havia desencadeado o conflito, mas proporcionou à Etiópia ganhos substantivos ao longo da maior parte da fronteira.

Não obstante, a Etiópia tem apontado dificuldades práticas para o cumprimento daquela decisão arbitral, da qual ameaçou dissociar-se, em meados de 2003. Os relatórios do Representante Especial do SG da ONU sobre a questão têm ressaltado a necessidade de maior cooperação entre as partes para solucionar as dificuldades identificadas, bem assim indicado que a situação no terreno é de relativa calma, embora persistam os riscos de retomada de hostilidades. As atividades da UNMEE vieram a ser facilitadas pela recente decisão etíope de voltar a permitir os vôos diretos de alta altitude entre Adis Abeba e Asmara. Em dezembro de 2004, a Etiópia apresentou plano de cinco pontos destinado a facilitar o encaminhamento do processo de paz e centrado na aceitação, em princípio, da decisão arbitral.

O atual Ministro dos Negócios Estrangeiros da Etiópia é Seyoum Mesfin.

RELAÇÕES COM O BRASIL

Em maio de 1951, foi criada a Legação do Brasil junto ao Império da Etiópia, com sede no Cairo. Nos anos 60, a representação foi elevada à categoria de Embaixada, passando a ter sua sede em Adis Abeba. Após seu fechamento, no final da década, restabeleceu-se o sistema de cumulatividade. Na seqüência de entendimentos mantidos com as autoridades etíopes nos últimos dois anos, a Embaixada em Adis Abeba foi reaberta em fevereiro de 2005. A Embaixada da Etiópia junto ao Governo brasileiro tem sede em Washington, D.C.

O relacionamento entre os dois países tem sido tênue, podendo vir a adensar-se, contudo, em razão não apenas do potencial existente no plano bilateral e das posições coincidentes dos dois países na esfera internacional em matéria de comércio, meio ambiente e outras áreas relevantes, mas também do interesse brasileiro em acompanhar as atividades da União Africana, cuja sede se localiza na capital etíope. A Embaixada recém-restabelecida em Adis Abeba contribuirá em ambos os casos.

As visitas entre autoridades dos dois países foram esparsas no passado, cabendo lembrar a do Imperador Hailé Sélassié em 1961. Em julho de 2004, a Subsecretária-Geral Política e o Diretor do Departamento da África, do Ministério das Relações Exteriores, estiveram em Adis Abeba, onde se entrevistaram com o Vice-Chanceler e alguns Diretores da Chancelaria etíope. Na ocasião, foi assinalado, por parte dos anfitriões, o interesse da Etiópia em desenvolver a cooperação com o Brasil, que abriga a maior população de afrodescendentes fora do continente africano.

No intuito de impulsionar o diálogo político e a cooperação bilateral, o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, efetuou visita de trabalho a Adis Abeba em março de 2005, acompanhado de delegação integrada por representantes do Ministério da Saúde, da EMBRAPA e do setor privado brasileiro. Durante sua estada, manteve audiências com seu homólogo etíope, Seyoum Mesfin, com o Presidente da Comissão da União Africana, Alpha Oumar Konare, e com o Secretário-Executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África (que igualmente tem sua sede em Adis Abeba). Além dos contatos promissores em matéria de cooperação econômica, técnica e cultural que os demais componentes da comitiva brasileira mantiveram com seus interlocutores etíopes, foi firmado, na ocasião, protocolo de intenções na área de saúde.

Fonte: www2.mre.gov.br

Etiópia

Nome oficial: República Federal Democrática da Etiópia (Ityjopya).

Nacionalidade: Etíope.

Data nacional: 28 de maio (Dia da Pátria).

Capital: Adis-Abeba.

Cidades principais: Adis-Abeba (2.112.737), Dire Dawa (164.851), Harrar (131.139), Nazret (127.842), Gonder (112.249) (1994).

Idioma: amárico (oficial), inglês, línguas regionais.

Religião: cristianismo 57% (ortodoxos etíopes 52,5%, outros cristãos 4,5%), islamismo 31,4%, religiões tradicionais 11,4%, outras 0,2% (1980).

GEOGRAFIA

Localização: leste da África.
Hora local: + 6h.
Área: 1.130.139 km2.
Clima: árido tropical (N) e tropical (S).
Área de floresta: 136 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 62,6 milhões (2000), sendo oromos 40%, aimarás e tigrinas 32%, sidamos 9%, chanquelas 6%, somalis 6%, outros 7% (1996).
Densidade: 55,39 hab./km2.
População urbana: 17% (1998).
População rural: 83% (1998).
Crescimento demográfico: 2,5% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 6,3 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 42/44 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 116 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 61,3% (2000).
IDH (0-1): 0,309 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República parlamentarista.
Divisão administrativa: 9 estados e 2 áreas metropolitanas (Adis-Abeba e Dire Dawa).
Principais partidos: coalizão Frente Revolucionária Democrática do Povo Etíope (EPRDF) (Movimento Nacional Democrático Amhara, ANDM; Organização Democrática do Povo de Oromo, ODPO; Frente de Libertação do Povo do Tigre, TPLF); Organização de Todo o Povo de Amhara (AAPO).
Legislativo: bicameral - Conselho da Federação, com 117 membros escolhidos por assembléias estaduais; Conselho dos Representantes do Povo, com 548 membros eleitos por voto direto.
Constituição em vigor: 1995.

ECONOMIA

Moeda: birr.
PIB: US$ 6,5 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 50% (1998).
PIB indústria: 7% (1998).
PIB serviços: 43% (1998).
Crescimento do PIB: 4,8% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 100 (1998).
Força de trabalho: 26 milhões (1998).
Agricultura: café, açúcar, cereais.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 10,4 mil t (1997).
Mineração: ouro, caulim, carbonato de sódio, pedras e metais preciosos.
Indústria: bebidas, têxtil, tabaco, produtos minerais não metálicos.
Exportações: US$ 540 milhões (1998).
Importações: US$ 1,4 bilhão (1998).
Parceiros comerciais: Arábia Saudita, Alemanha, EUA, Itália, Japão, Índia, Reino Unido, Djibuti.

DEFESA

Efetivo total: 120 mil (1998).
Gastos: US$ 372 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

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