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Eutrofização

 

O que é

Um enriquecimento ou por excesso de nutrientes para a água é chamado eutrofização e pode resultar em um crescimento explosivo de algas.

A eutrofização é uma das causas da deterioração da qualidade da água.

Os nutrientes podem ter uma origem natural ou antrópica e provir:

As águas residuais domésticas
Resíduos industriais
Agricultura (uso de fertilizantes) ou deposição de nitrogênio (gado e gases).

A sobrecarga de nitrogênio, fósforo e outros materiais orgânicos pode resultar em uma série de "efeitos colaterais" .

Os principais efeitos da eutrofização são:

O aumento da biomassa de fitoplâncton, resultando em "proliferação de algas".
A hipoxia (diminuição do conteúdo de oxigênio dissolvido de um corpo de água).
Um número crescente de casos de mortandade de peixes.
A água pode ter um gosto ruim, cor e odeur que tem um impacto negativo sobre o turismo. Os governos têm de investir mais em tratamento de águas residuais.
Recusar ou perda de biodiversidade de espécies (espécies comercialmente importantes podem desaparecer).
Algumas espécies de fitoplâncton produzem toxinas que causam sintomas graves, como diarréia, perda de memória, paralisia e morte em causas grave.

Definição

Eutrofização é o enriquecimento de um ecossistema com nutrientes químicos, normalmente compostos contendo azoto, fósforo, ou ambos.

A eutrofização pode ser um processo natural em lagos, ocorrendo à medida que envelhecem com o tempo geológico.

A eutrofização foi reconhecida como um problema de poluição em lagos e reservatórios de europeus e norte-americanos em meados do século 20.

As atividades humanas podem acelerar a velocidade a que os nutrientes entrar ecossistemas.

O escoamento da agricultura e do desenvolvimento, a poluição de sistemas sépticos e esgotos, e outras atividades humanas relacionadas com a aumentar o fluxo de ambos os nutrientes inorgânicos e substâncias orgânicas em ecossistemas marinhos terrestres, aquáticos e costeiras (incluindo recifes de coral).

A eutrofização ao longo do tempo geológico é considerada como o envelhecimento natural dos lagos.

Fonte: www.iseca.eu/www.sciencedaily.com

Eutrofização

Poluição da Água - Eutrofização: caracterização do processo e medidas de combate

A poluição da água é qualquer alteração física, química ou biológica da qualidade da água que a torna imprópria para o fim a que se destina ou causa danos aos organismos vivos.

A poluição aquática pode ter origem em:

Fontes localizadas – pontos de descarga, de unidades industriais, estações de tratamento de águas residuais, minas abandonadas e tanques de combustível. Estas fontes são fáceis de identificar, monotorizar e regular
Fontes dispersas –
zonas extensas que causam a poluição da água por escorrência, infiltração ou deposição a partir da atmosfera. Ex: zonas agrícolas e centros urbanos.

Principais poluentes presentes na água:

Agentes infecciosos: bactérias, vírus e protozoários com origem em esgotos domésticos e explorações pecuárias.

Matéria orgânica oxidável: resíduos orgânicos, de origem vegetal ou animal. Têm origem em esgotos domésticos, explorações pecuárias e algumas indústrias (papel e alimentar).

Efeito: redução da concentração de oxigénio dissolvido na água por efeito da decomposição da matéria orgânica por bactérias aeróbias.

Produtos químicos orgânicos: petróleo, gasolina, plásticos, detergentes e pesticidas. Têm origem em águas de escorrência de explorações agrícolas, efluentes industriais e detergentes.

Provocam danos em peixes e outros organismos
Afetam a saúde humana causando problemas nervosos e reprodutivos, bem como cancros.

Nutrientes vegetais: nitratos, fosfatos e amônia, com origem em explorações agrícolas e pecuárias e em esgotos domésticos.

Promovem o crescimento de algas e eutrofização de lagos e albufeiras
Níveis elevados de nitratos em águas para consumo humano reduzem a capacidade de transporte de oxigénio pelo sangue.

Substâncias químicas inorgânicas: ácidos, metais pesados (chumbo, arsénio, selénio) e sais (cloreto de sódio e fluoretos) com origem em efluentes industriais, águas de escorrência superficiais e detergentes domésticos.

Causam danos a peixes e outras formas de vida aquática
Reduzem a produtividade agrícola quando presentes na água de irrigação
Têm efeitos na saúde humana ao nível do sistema nervoso, fígado e rins e cancro de pele.

Materiais radioativos: origem em centrais nucleares, minas e rochas da crosta terrestre.

Causam mutações genéticas, malformações congénitas, abortos e cancros.

Sedimentos: partículas de solo e lodo com origem na erosão das rochas e do solo.

Provocam turvação da água – quando os sedimentos se depositam, cobrem as algas e plantas aquáticas, bloqueando a luz, limitando a fotossíntese e diminuindo o fluxo de matéria ao longo das cadeias
Transportam pesticidas e outras substâncias perigosas
Introduzem desiquilíbrios ou conduzem à ruptura das redes tróficas
Provocam o assoreamento de lagos e albufeiras e interrupção de cursos de água superficiais.

Calor: aquecimento da água após passagem por sistemas de arrefecimento de centrais eléctricas ou unidades industriais.

Causa a diminuição da concentração de oxigénio dissolvido
Pode causar a morte de peixes e outros organismos por choque térmico.

Eutrofização - Conceitos

Os charcos, os lagos e as albufeiras são mais vulneráveis à poluição do que os cursos de água superficiais e oceanos. Os contaminantes sofrem uma diluição menos acentuada devido ao menor volume de água e de corrente.

Aos lagos e albufeiras chegam escorrências de terrenos circundantes, ricas em sedimentos e nutrientes. O enriquecimento dos lagos em nutrientes denomina-se eutrofização.

Eutrofização natural – ocorre ao longo de grandes períodos de tempo, como parte do processo de sucessão ecológica que se verifica durante a evolução dos ecossistemas.

Eutrofização Cultural – resulta de atividades humanas (origem antrópica) e verifica-se junto a zonas urbanas ou agrícolas. Os nutrientes que atingem o lago são principalmente nitratos e fosfatos com origem na agricultura e na pecuária, na erosão do solo e nos efluentes das estações de tratamento.

Para além dos efeitos sobre os ecossistemas, a eutrofização reduz o valor estético e recreativo dos lagos e albufeiras.

Processo de eutrofização - quando uma determinada massa de água pobre em nutrientes (oligotrófica) os adquire, há toda uma série de alterações que ocorrerão:

O aumento da concentração de nutrientes favorece o crescimento e a multiplicação do fitoplâncton, o que provoca o aumento da turbidez da água
Devido a tal, a luz solar não chega às plantas que se encontram submersas, não ocorrendo a fotossíntese
O desaparecimento da vegetação aquática submersa acarreta a perda de alimento, habitats e oxigénio dissolvido
Embora os lagos eutróficos possuam elevada quantidade de fitoplâncton, que produz oxigénio através da fotossíntese, a sua distribuição superficial provoca nesse setor uma saturação em oxigénio, que se escapa para a atmosfera, pelo que não restabelece o oxigénio dissolvido ao nível das águas profundas
O fitoplâncton tem taxas de crescimento e reprodução muito elevadas, formando «tapetes» verdes à superfície dos cursos de água, principalmente nos setores com correntes fracas. Quando estes organismos morrem, depositam-se no fundo, formando espessos depósitos
O aumento de detritos leva a um aumento de decompositores (essencialmente bactérias), cujo crescimento exponencial provoca uma diminuição do oxigénio dissolvido (consumido na respiração)
O esgotamento do oxigénio leva à morte por asfixia de peixes e crustáceos, mas não de bactérias, que recorrem à fermentação e respiração anaeróbia
As bactérias proliferam e aproveitam o oxigénio, cada vez que este está disponível, mantendo a água com permanente carência em oxigénio
Pode ainda ocorrer oxidação da matéria orgânica e de outros compostos, contribuindo também para a diminuição do oxigénio dissolvido e agravamento da eutrofização

Carência Bioquímica de Oxigénio (CBO): é a quantidade de oxigénio necessária aos decompositores aeróbios para decompor os materiais orgânicos presentes num certo volume de água. É um indicador da quantidade de matéria orgânica biodegradável presente na água, uma vez que, quanto maior a concentração de matéria orgânica de uma água, maior será a quantidade de oxigénio utilizada pelos decompositores.

Combate à eutrofização: a eutrofização pode ser combatida essencialmente em dois níveis:

Evitar a entrada nos cursos de água de elevadas quantidades de nutrientes e sedimentos (longo prazo):

Identificar as principais fontes de eutrofização, com destaque para as do dia-a-dia
Proibir o uso de detergentes fosfatados, pois o fosfato é um dos principais nutrientes responsáveis pelo desenvolvimento do fitoplâncton
Modernizar os processos de tratamento das águas residuais, que permitam recolher a maioria dos nutrientes, evitando a eutrofização a jusante do ponto de descarga
Controlar as águas de escorrência das explorações agrícolas e pecuárias, pois apresentam elevadas concentrações de nutrientes
Controlar os sedimentos das áreas de construção e extração mineira que contribuem para o aumento da turbidez dos cursos de água
Controlar a erosão das ribeiras, com reposição da vegetação ribeirinha, e controlo da erosão nos vales, para reduzir o transporte de sedimentos em suspensão.

Implementar medidas de recuperação de lagos e cursos de água eutrofizados:

Tratamentos químicos à base de herbicidas, pouco eficazes, uma vez que são necessárias grandes concentrações para destruir o fitoplâncton, tornando-se extremamente tóxico para os outros seres vivos. O sulfato de cobre tem sido utilizado em alguns locais de captação de água para impedir o crescimento do fitoplâncton. Contudo, sabe-se que este composto, mesmo em concentrações muito baixas, é extremamente tóxico para a maioria dos organismos, pelo que os efeitos a longo prazo poderão ser catastróficos
Arejamento artificial –
introdução de oxigénio, através de uma rede de tubos plásticos numa massa de água que se pretende tratar. Tal permite obter uma decomposição mais rápida dos detritos acumulados, melhorando a qualidade da água e fomentando o regresso das plantas aquáticas e das algas. Contudo é um sistema dispendioso e de difícil funcionamento.
Remoção das plantas arrancadas
devido ao rolamento dos sedimentos ao longo do leito do rio, e que ficaram à superfície. É necessário retirá-las, com o auxílio de redes, para não obstruírem a passagem da luz solar. No que respeita ao plâncton não é possível recorrer a tal método, uma vez que rapidamente obstrui as redes e os filtros, impedindo a passagem de água
Dragagens dos sedimentos –
remoção dos depósitos que cobrem as plantas aquáticas. Poderá aumentar a eutrofização, uma vez que, ao mexer-se nos sedimentos, aumenta-se a turbação da água.

Fonte: biohelp.sapo.pt

Eutrofização

Um dos grandes problemas que atinge as águas costeiras é a introdução de poluentes a base de azoto e fósforo.

Estes poluentes provêm, principalmente, de atividades humanas, em particular da agricultura e da indústria automóvel (ver a página 1 desta unidade).

O fitoplâncton serve-se de muitos destes poluentes para se alimentar.

O excesso de nutrimentos conduz a uma proliferação do fitoplâncton. Este desenvolvimento intensivo do fitoplâncton é chamado florescência (bloom) que pode ter efeitos indesejáveis.

Chama-se eutrofização, o desenvolvimento intensivo do fitoplâncton devido a um abastecimento excessivo de nutrimentos.

Quais são os problemas associados a esta eutrofização?

Eutrofização
Eutrofização

1. As elevadas concentrações de nutrimentos podem conduzir a importantes florescências do fitoplâncton.

Este desenvolvimento intensivo tem lugar em toda a água da superfície e impede a luz de atingir a água abaixo desta superfície.

Isto, faz parar o desenvolvimento das plantas que se encontram em profundidade e reduz a diversidade biológica.

Eutrofização
Eutrofização

2. Quando o fitoplâncton morre, é remineralizado (consumido) pelas bactérias.

Este processo utiliza o oxigénio contido na água.

Quando as florescências são verdadeiramente intensas, esta decomposição bacteriana pode esgotar o oxigénio presente nas águas profundas e impedir, por consequência, a respiração dos peixes o que os obriga a deixar a zona afetada para não morrer.

Os animais que vivem nos fundos submarinos não podem afastar-se facilmente e morrem devido a este florescência intensiva. A União Europeia é a terceira potência haliêutica mundial (quer dizer em termos de pesca).

A conservação, em bom estado, das águas costeiras europeias é, então, muito importante do ponto de vista econômico.

3. Um excesso de nutrimentos pode, as vezes, acelerar o crescimento de algumas espécies de fitoplâncton que produzem toxinas.

Estas toxinas podem causar a morte de outras espécies vivas, como por exemplo, os peixes dos viveiros.

Os moluscos e os crustáceos acumulam as toxinas quando comem o fitoplâncton e estas toxinas podem, então, passar para os humanos quando os consomem.

Isto causa, geralmente, apenas pequenos desarranjos gástricos, mas nalguns casos raros, estas toxinas podem provocar paragens respiratórias que, as vezes, são mortais.

4. As grandes florescências do fitoplâncton podem causar uma espécie de espuma nas praias. Estas espumas não são tóxicas, mas aborrecem as pessoas que tinham intenção de se banhar. Os efeitos sobre o turismo são nefastos quando as praias são afetadas por este problema.

A eutrofização pode, então, ser um problema economicamente muito dispendioso e as medidas são, as vezes, tomadas para limitar a contaminação das águas costeiras por nutrimentos.

Os organismos internacionais chegaram a um acordo para dividir por dois a chegada de nutrimentos às águas costeiras a volta do Mar do Norte e do Mar Báltico em relação aos valores do ano de 1985. Se este objetivo for atingido, as simulações por computador sugerem que as águas costeiras tornar-se-ão saudáveis até 2010.

Quais são as medidas que foram tomadas na Europa?

Nos rios

As diretivas europeias relativas ao tratamento das águas usadas e a utilização de detergentes sem fosfato têm reduzido a entrada (contaminação) de fósforo nos rios e no mar. No entanto, as concentrações do fósforo são, ainda, elevadas nas águas costeiras e apercebe-se que o fósforo que se encontrava armazenado nos sedimentos devido à contaminação dos anos passados é, agora, libertado lentamente na água. A utilização de adubos a base de nitrato diminuiu na Europa desde os anos 80, mas a agricultura é, ainda, uma fonte importante de azoto.

Na atmosfera

Mesmo que, globalmente, as emissões de poluentes no ar têm diminuído, os níveis do dióxido de azoto na atmosfera são, ainda, altos. Os conversores catalíticos aplicados nos novos veículos diminuíram as emissões do dióxido de azoto, mas esta redução das emissões não obteve grandes resultados devido ao aumento drástico do tráfico rodoviário. As emissões de amoníaco também diminuíram graças a uma melhor gestão do esterco animal. Ainda há muito caminho a percorrer para poder atingir os objetivos traçados! Um dos principais problemas da poluição atmosférica reside no fato de que numerosos poluentes são grandes viajantes, podem ser encontrados, as vezes, muito longe do local de emissão. Por esta razão, é necessário criar ações europeias, ver planetárias, para reduzir a contaminação das águas costeiras a partir da atmosfera; é uma tarefa, por vezes, politicamente difícil de dirigir.

Fonte: www.atmosphere.mpg.de

Eutrofização

Eutrofização é o processo de poluição de corpos d´água, como rios e lagos, que acabam adquirindo uma coloração turva ficando com níveis baixíssimos de oxigênio dissolvido na água. Isso provoca a morte de diversas espécies animais e vegetais, e tem um altíssimo impacto para os ecossistemas aquáticos.

O problema da eutrofização tem como ponto de partida o acúmulo de nutrientes dissolvidos na água. Corpos d´água naturais possuem baixos níveis de nutrientes dissolvidos, limitando o desenvolvimento de produtores, especialmente as algas. A cadeia trófica, dessa forma, mantém-se equilibrada. Algas, cianobactérias e animais que vivem próximos à superfície da água têm, portanto, seu crescimento limitado.

Dessa forma, a luz vinda do Sol consegue atingir as partes mais fundas dos corpos d´água, e as plantas que ali vivem conseguem realizar fotossíntese. O oxigênio da fotossíntese é dissolvido na água, fazendo com que os animais ali viventes tenham à disposição uma boa quantidade de gás disponível. Deve-se lembrar que o oxigênio atmosférico demora a se dissolver na água, e o oxigênio liberado como produto da fotossíntese de algas e cianobactérias em geral vai para a atmosfera.

Dessa forma, não constituem uma fonte abundante desse gás para os animais aquáticos. São as plantas enraizadas, em geral, as responsáveis pela oxigenação de rios e lagos.

Com o aumento da disponibilidade de nutrientes, temos um aumento considerável no número de algas e cianobactérias. Num primeiro momento, há mais alimento disponível para os heterótrofos, mas há pouca troca de gases entre o corpo d´água e a atmosfera, ocasionando uma baixa oxigenação da água. A maior quantidade de algas na superfície também diminui a passagem de luz para as plantas enraizadas que realizam fotossíntese, dificultando seu crescimento.

O problema se agrava ainda mais quando as algas começam a morrer. Uma grande quantidade de nutrientes provenientes dos corpos dessas algas fica disponível aos decompositores, que são principalmente bactérias e organismos bentônicos. Esses organismos utilizam o já pouco oxigênio disponível no processo de decomposição, levando a uma “desoxigenação” do corpo d´água.

Eutrofização
Lago normal

Eutrofização
Lago eutrofizado

Dessa forma, o processo de eutrofização leva à morte de animais (especialmente peixes, pela falta de oxigênio para respiração) e plantas (pela falta de oxigênio e pela falta de luz para a realização da fotossíntese). Corpos d´água eutrofizados geralmente são chamados de “mortos”, pois são raros os animais que ali conseguem sobreviver.

Mas o que ocasiona o acúmulo de nutrientes nesses locais?

Em geral, provém da ação humana: corpos d´água geralmente são o destino final de sistemas de tratamento de esgoto, fazendo com que muita matéria orgânica vinda desses sistemas seja jogada na água.

Outra grande fonte de nutrientes vem da água usada para irrigação em fazendas: com o uso de adubos e pesticidas, muitas substâncias e nutrientes, como sulfatos e nitratos, ficam dissolvidas na água, e acumulam-se no corpo d´água mais próximo.

Existem muitas formas de se tentar resolver esse problema: atacando a causa - ou seja, tomando medidas sanitárias para que uma pequena quantidade de nutrientes chegue em água - ou atacando a consequência - ou seja, as próprias algas. Pode-se tentar eliminá-las de diversas formas, porém é um processo demorado e nem sempre com resultados eficientes. Nossos corpos d´água, portanto, devem receber especial atenção para que ecossistemas aquáticos inteiros não deixem de existir.

Roberto Langanke

Fonte: eco.ib.usp.br

Eutrofização

Depois das enchentes catastróficas, do assoreamento pleno e do rompimento do dique, a eutrofização é o maior desastre ambiental que pode ocorrer num lago ou reservatório.

O enriquecimento com Nutrientes (P, N, C e outros) das águas conduz a uma proliferação exagerada da flora aquática, ao ponto de prejudicar a fauna, obstruir condutos e impedir a navegação.

Eutrofização
Eutrofização

O estado trófico de um manancial é um conceito híbrido. Refere-se ao estado nutricional (especialmente devido ao fósforo) de um lago ou reservatório, mas é sempre descrito em termos da atividade biológica que ocorre como resultado dos níveis nutricionais.

Os principais estados tróficos são os seguintes:

Oligotrófico
Mesotrófico
Eutrófico e
Hipertrófico

Oligotrófico: bordas escarpadas; águas claras; baixo enriquecimento com nutrientes; pouco desenvolvimento planctônico; baixa produtividade; poucas plantas aquáticas; areia ou rochas ao longo da maior parte da costa; peixes de água fria; e elevado teor de oxigênio dissolvido.

Eutrofização
Eutrofização

Eutrófico: elevado enriquecimento de nutrientes; muito crescimento planctônico (alta produtividade); extensa área coberta com plantas aquáticas; muita acumulação de sedimentos no fundo; baixos níveis de oxigênio dissolvido no fundo; e contem apenas espécies de peixes de águas quentes.

Hipereutrófico: enriquecimento máximo de nutrientes; número excessivo de algas e plantas aquáticas (ao ponto de impedir ou dificultar a navegação). Exige intervenção do homem.

Os principais impactos à qualidade da água associados com a Eutrofização são os seguintes:

Algas nocivas (escumas, verde-azúis, sabor e odor, visual)
Excessivo crescimento de macrófitas (diminuição do espelho d´água)
Perda de transparência (diminuição da profundidade do disco de Secchi)
Possível redução das macrófitas (por força da limitação da luz pelas algas e perifíton)
Baixo nível de oxigênio dissolvido (perda do habitat e do alimento dos peixes)
Excessiva produção de matéria orgânica (encobrimento de ovos e larvas)
Algas azuis-verdes incomestíveis por certos zooplâncton (redução da eficiência da cadeia alimentar)
Produção de gases tóxicos (amônia, H2S) na água do fundo (mais perda do habitat dos peixes)
 Possíveis toxinas de algumas espécies de algas-azuis
Problemas nas ETA´s:
formação do cloroforme (carcinógeno), pela reação da matéria orgânica com o cloro.

Nível de Eutrofização

Para investigar o nível de eutrofização da água, Carlson (1977) relacionou os parâmetros: fósforo total, fosfato inorgânico e clorofila-a, com modificações para sistemas tropicais.

Essa relação gerou um índice chamado de Índice de Estado Trófico - IET, mostrado na tabela abaixo:

ESTADO TRÓFICO IET
Oligotrófico < 44
Mesotrófico 44 - 54
Eutrófico 54 - 74
Hipereutrófico >74

Fonte: www.ufrrj.br

Eutrofização

O que é a eutrofização?

Eutrofização
Eutrofização - Lagoa das Sete Cidades - Açores

Do ponto de vista ecológico, o termo "eutrofização" designa o processo de degradação que sofrem os lagos e outros reservatórios naturais de água quando excessivamente enriquecidos de nutrientes, que limita a atividade biológica.

A eutrofização pode ser natural, já que todos os lagos tendem para esse estado, ou cultural, quando as manifestações não se processam à escala do tempo geológico, mas a um ritmo galopante, provocado pela intervenção do homem. 

Dada a grande concentração de nutrientes, especialmente azoto e fósforo, frequentemente arrastados para os lagos e lagoas pelas águas carregadas de fertilizantes químicos, as algas multiplicam-se com uma rapidez extraordinária, formando uma espessa cortina verde à superfície da água, a qual impede a penetração da luz até às zonas profundas. Como consequência, as colónias de algas que se encontram a maior profundidade deixam de receber luz, pelo que, impossibilitadas de realizar a fotossíntese, acabam por morrer e entrar em decomposição. As algas das camadas superiores continuam a receber luz e a produzir oxigénio, mas a maior parte deste gás perde-se para a atmosfera.

Nas circunstancias atrás referidas, os lagos e lagoas entram em anoxia (falta de oxigénio na água), o que leva também à morte de muitos peixes, que, na falta de algas, deixam de ter alimento suficiente para a sua sobrevivência.

A anoxia é um dos problemas resultantes da eutrofização. Mas esta é agravada por outros fatores. As algas em decomposição libertam gases, nomeadamente metano (muito tóxico), criando condições para o aparecimento de algas "malignas", como é o caso das cianófitas, mais conhecidas por algas azuis. Também o arrastamento de detritos físicos para as margens da lagoa, pedras, dejetos, areia e outros, faz diminuir o volume de água. E com menos água, aumenta a concentração do "caldo de nutriente", acelerando a eutrofização, que tende a transformar os lagos e lagoas em autênticos pântanos.

Grande parte dos lagos, lagoas e albufeiras da Europa acham-se num estádio mais ou menos avançado de eutrofização.

Na Espanha, cerca de 30% das albufeiras estão eutrofizadas e, em Portugal, as lagoas açorianas das Sete Cidades (figura acima), das Furnas e do Fogo encontram-se também em adiantado estado de eutrofização.

Fonte: www.explicatorium.com

Eutrofização

Eutrofização é o fenômeno causado pelo aumento exagerado da concentração de nutrientes e fertilizantes nas águas, provenientes das indústrias e lavouras, provocando a proliferação exagerada de organismos aquáticos.

As marés vermelhas causadas pelos dinoflagelados (pirrófitas) se enquadram nesse processo.

O excesso de nutrientes causa a superpopulação de algas e outros organismos aquáticos, ocasionando um consumo exagerado de oxigênio e redução desse gás nas águas profundas; o aumento da população reduz a penetração de luz nas camadas profundas, o que prejudica a fotossíntese das plantas imersas, reduzindo a oferta de oxigênio e o aumento do gás carbônico.

O ambiente se torna inóspito à vida e surge a mortandade.

Com o aumento do número de seres em decomposição, aumenta o número de seres anaeróbios (decompositores).

Fonte: www.grupoescolar.com

Eutrofização

Eutrofização é um fenômeno que ocorre em águas, provocado pelo excesso de nutrientes como o Nitrogênio, causando a proliferação excessiva de algas e quando entram em decomposição aumentam muito os microrganismos fazendo com que ocorra a deteriorização de águas de rios, lagos,etc.

Eutrofização
Eutrofização

Esse é um processo que pode acontecer naturalmente devido a lixiviação da serrapilheira que fica acumulada em uma bacia de drenagem que acontece devido a chuvas fortes e ainda devido a ação do homem que sempre descarta na natureza produtos poluentes.

Eutrofização
Eutrofização

Podemos dizer que a principal causa da eutrofização é por causa do homem que através de atividades industriais, agrícolas e domestica e ainda através de fertilizantes que são colocados nas plantações e com isso acaba indo para as águas.

Os ambientes pantanosos também são causadores de eutroficação.

Abaixo escolhemos fotos de alguns locais com eutroficação para que assim todos saibam um pouco como eles são.

Eutrofização
Eutrofização

Eutrofização
Eutrofização

Eutrofização
Eutrofização

Fonte: cantinhodadrw.com.br

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