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Evolução das Espécies

 

 

Evolução das Espécies
Evolução das Espécies

Ação Oculta na Evolução das Espécies

O modelo científico mais aceito atualmente pelos cientistas continua sendo a "Teoria de Evolução das Espécies" de Charles Darwin. Contudo, novas investigações têm constituído um grande embaraço para os defensores dessa teoria.

Segundo este paradigma, as espécies que mais se adaptam às condições do meio ambiente, sobrevivem e transmitem seus caracteres aos seus descendentes. Este processo acaba por produzir alterações lentas e graduais que permitem a extinção das espécies inadaptadas e o surgimento de novos e variados grupos de seres vivos.

Pela análise dos fósseis, observa-se que a história mostra períodos de grande estagnação alternados com períodos de intensa atividade no que diz respeito ao surgimento de novas espécies (Teoria do Equilíbrio Pontuado de Stephen Jay Gould).

Sabe-se que a Terra surgiu há cerca de 4,5 bilhões de anos. Nesta época a solidificação da crosta terrestre e a disposição da atmosfera primitiva permitiram os arranjos necessários ao surgimento da vida biológica.

De acordo com a hipótese do bioquímico soviético Aleksandr I. Oparim (1894-1980) e do geneticista inglês John B. S. Haldane (1892-1924), a crosta possuía intensa atividade vulcânica a qual pode ser observada devido a sua própria composição, que em sua maior parte é formada por rochas magmáticas, ou seja, resultantes do resfriamento de lava.

Além disso, apresentando a mesma origem que o Sol é natural que a Terra mostrasse riqueza de gases tais como: metano (Ch2), amônia (Nh2) e Hidrogênio (H2) _ dados estes comprovados por estudos astronômicos do mesmo Sol, de Júpiter, de Saturno e de Netuno. O vapor de água (H2O), que também estaria presente, seria fruto da intensa atividade vulcânica dos tempos primeiros.

As elevadas temperaturas possibilitavam grande evaporação, que por sua vez, resultava em grandes tempestades (chuvas) e abundantes descargas elétricas. A esse imenso caldeirão soma-se o grande bombardeio de raios cósmicos e ultravioleta, já que a camada de ozônio (O3)provavelmente não existia pela indisponibilidade de oxigênio livre.

Com o passar de milhões de anos, o ciclo evaporação-condensação-preciptação foi carregando as moléculas da atmosfera para os oceanos ferventes que se formavam sobre a superfície do planeta. Sujeitas à desidratação, pelo contato com as quentes rochas magmáticas, às descargas elétricas decorrentes dos relâmpagos das tempestades, e às radiações solar e cósmicas, essas moléculas teriam reagido entre si e estabelecido ligações peptídicas, pelas quais surgiram os aminoácidos. Em 1953, o americano Stanley Miller reproduziu em laboratório as condições acima descritas, com exceção às radiações, e ainda assim obteve aminoácidos como produto de seu experimento.

Através da combinação dos aminoácidos surgiriam as primeiras proteínas. Da união destas últimas formaram-se agregados protéicos chamados coacervados.

Nota-se que em 1957, Sidney Fox aqueceu a seco aminoácidos e observou a formação de moléculas orgânicas complexas semelhantes a proteínas.

Estava pronta a base orgânica para o início da vida na Terra. O protoplasma torna-se o embrião de todas as organizações do globo. Em seguida surgem as organizações procarióticas (bactérias sem núcleo, vírus, micoplasmas e algas azuis) e organizações eucarióticas (com núcleo). Os seres unicelulares, antes isolados e livres, passam a constituir colônias e dão origem aos seres multicelulares.

De qualquer forma, é importante salientar que, não se explicou como um agregado protéico ganhou vida, movimento e capacidade de interação com o meio ambiente. O que faz uma ameba ser diferente de um pedacinho de queijo bovino, já que ambos são um agregado de proteínas, açúcares e gorduras? Somente a existência de uma força ou princípio vital que anima a primeira e se ausenta no segundo, pode explicar essa diferença.

A evolução dos organismos pluricelulares através dos milênios, em incontáveis mutações e recombinações genéticas, que os cientistas ortodoxos atribuem ao acaso, assim como as etapas anteriores que nos possibilitaram chegar até aqui, culminaram com o aparecimento de todos os seres invertebrados e vertebrados, incluindo o homem.

Explica-se como uma célula se dividiu em duas pelo processo de mitose, que ocorre em razão do maior aumento de volume em comparação com a superfície.

Seria mais vantajoso do ponto de vista nutricional, ela se dividir e manter-se viva, mas como ela sabe disso? Tem ela cérebro por acaso? Caso se responda a essa interrogação, por que algumas se separaram e outras permaneceram unidas? Em um outro campo de análise, verifica-se que as peças desse quebra-cabeça teimam por não se encaixarem. Os chamados "elos perdidos" continuam sendo motivo de incontáveis discussões.

O paleontólogo belga Louis Dollo foi o criador de uma lei ( Lei de Dollo ) avalizada pelos anatomistas, que diz que um órgão que perdeu certos elementos com o passar do tempo não pode voltar atrás e recuperá-los. Os cientistas atuais não conseguem explicar porque à análise dos fósseis, algumas espécies não se enquadram nesta lei.

Embora não sejam reconhecidas pela ortodoxia científica, apresentamos as considerações do espírito Emmanuel, por psicografia de Francisco C. Xavier, contidas no livro A Caminho da Luz: "A prova da intervenção das forças espirituais nesse campo de operações é que, enquanto o escorpião, gêmeo dos crustáceos marinhos, conserva até hoje, de modo geral, a forma primitiva, os animais monstruosos das épocas remotas, que lhe foram posteriores, desapareceram para sempre da fauna terrestre, guardando os museus do mundo as interessantes reminiscências de suas formas atormentadas.

(...) As pesquisas recentes da Ciência sobre o tipo de Neanderthal, reconhecendo nele uma espécie de homem bestializado (o que representaria uma involução quando comparado a seus antecessores), e outras descobertas interessantes da Paleontologia, quanto ao homem fóssil (a comprovação de que não houve crescimento linear do neurocrânio conforme antes se pensava), são um atestado dos experimentos biológicos a que realizaram os laboradores de Jesus, até fixarem no primata os característicos aproximados do homem do futuro ( nós )". Os acréscimos entre parênteses são nossos.

Mais adiante, explicaremos as bases científicas que dão sustentação à possibilidade da intervenção de entidades extra-físicas ( espíritos) no processo da Criação.

Disse um dos maiores nomes da Física Moderna, Niels Bohr, que não existem teorias bonitas e teorias feias, mas teorias verdadeiras e teorias falsas.

As descobertas da Ciência glorificam Deus, em lugar de o rebaixar; elas não destroem senão o que os homens edificaram sobre idéias falsas que eles fizeram de Deus. (A Gênese, de Allan Kardec, cap. I, item 55) Somente quando incorporarmos ao nosso cabedal de conhecimentos a noção de um elemento extrafísico, organizador e regente da matéria é que conseguiremos dissipar essas dúvidas que tão cruelmente nos perseguem. Felizmente, tem sido esse o caminho tomado por renomados cientistas, em especial, os dos campos da Física Quântica e Bioquímica.

Vejamos o que diz o Ph. D., físico e professor da Universidade de Oregon, Amit Goswami: "Depois de quase um século de aplicação da Física Quântica na investigação dos segredos da matéria, ficou claro que a Física Quântica não é completa em si mesma; è necessário que haja um observador consciente para completá-la. Abre-se assim, a janela visionária, introduzindo na Ciência a idéia de consciência como fundamento de todo o ser e a base metafísica de um novo paradigma".

A Teoria Evolucionista de Darwin foi recentemente colocada em dúvida e tida como incapaz de explicar à luz da ciência do século XXI, o fenômeno do aparecimento da vida na Terra. O Ph.D. em Bioquímica pela Universidade da Pensilvânia, Michael Behe desenvolveu um trabalho científico no qual questiona a validade de se utilizar somente parâmetros anatômicos (pelo estudo dos fósseis) para descrever o surgimento de processos bioquímicos de espantosa complexidade. Nesse contexto, como poderemos decidir se a Teoria de Darwin pode explicar essa complexidade? O próprio Darwin estabeleceu o critério.

Segundo o mesmo: "Se pudesse ser demonstrada a existência de qualquer órgão complexo que não pudesse em absoluto ter sido formado por modificações numerosas, sucessivas e ligeiras, minha teoria cairia por completo. Mas que tipo de sistema biológico poderia não ter sido formado por modificações numerosas sucessivas e ligeiras?" [Darwin, C. (1872), Origin of Species, 6a.ed. (1988), New York University Press, New York, pag. 154.].

Resposta de Behe: um sistema que seja irredutivelmente complexo. Complexidade irredutível é, segundo o próprio autor, uma frase pomposa para se referir a um sistema composto de diversas partes que interagem entre si, e no qual a retirada de qualquer uma das partes faria com que o sistema deixasse de funcionar.

Um exemplo comum de complexidade irredutível é uma simples ratoeira.

Ela é formada por: 1. uma base, 2. um martelo (ou precursor) de metal ( para esmagar o rato), 3. uma mola e 4. uma trava sensível à pressão (gatilho). Não é possível capturar uns poucos ratos apenas com uma base, ou ir capturando mais ao lhe acrescentar uma mola; e mais ainda ao lhe acrescentar uma trava. Todas as peças devem estar em seu devido lugar para podermos capturar qualquer rato.

Em seguida, Michael Behe descreve em seu trabalho, com uma minunsciosidade incrível, mas ainda longe de expressar a totalidade, o mecanismo de funcionamento de um cílio. Os cílios são estruturas microscópicas semelhantes a cabelos, situados na superfície de muitas células de animais e vegetais. No homem, há cerca de duzentos por cada célula, sendo que milhões dessas reveste o trato respiratório. É pelo batimento sincrônico dos cílios que o muco é empurrado até nossa garganta, para ser posteriormente expelido.

Um cílio é formado por um feixe de fibras denominadas axonema. Um axonema contém nove pares de microtúbulos dispostos em círculo ao redor de um par central de microtúbulos. Cada dupla externa consiste, por sua vez, de um anel de treze filamentos (subfibra A) fundidos a um conjunto de dez filamentos. Estes últimos compõem-se de duas proteínas chamadas tubulinas alfa e beta.

Os onze microtúbulos que formam um axonema se mantém unidos por três tipos de conectores: as subfibras A se unem aos microtúbulos centrais por meio de raios radiais; as duplas externas de microtúbulos adjacentes se unem por meio dos enlaces de uma proteína sumamente elástica chamada nexina; e os microtúbulos centrais estão unidos por uma ponte de enlace. Finalmente, cada subfibra A leva dois braços, um interior, outro exterior, ambos contendo uma proteína chamada dineína.

Mas como um cílio trabalha? Por meio de experimentos, têm-se mostrado que o movimento ciliar é resultado da andadura quimicamente induzida dos braços de dineína sobre um microtúbulo da subfibra B de um segundo microtúbulo, de maneira que os dois microtúbulos se deslizem respectivamente. Os enlaces cruzados de proteína entre os microtúbulos em um cílio intacto impedem que os microtúbulos colidantes se deslizem um sobre o outro, mas com uma certa distância.

Assim, esses enlaces cruzados convertem o movimento de deslizamento induzido pela dineína em um movimento de todo axonema.

Toda essa meticulosa descrição nos permite alguns questionamentos. Que componentes são necessários para o funcionamento de um cílio? Microtúbulos são indispensáveis pois, caso contrário, não haveria filamentos para deslizar. Também se precisa de um motor (seria este o par central de microtúbulos?). Além disso, não poderiam faltar as engrenagens (enlaces e proteínas de ligação) para converter o movimento de deslizamento em curvatura e ainda impedir que a estrutura desmorone.

Assim como a ratoeira não funciona na ausência de qualquer um de seus componentes, também o movimento ciliar não acontece na falta de qualquer um dos seus. Do mesmo modo, o flagelo bacteriano, o transporte de elétrons, telômeros, fotossíntese, regulação da transcrição e muitos outros que podem ser encontrados em praticamente qualquer página de um livro de bioquímica, são exemplos de complexidade irredutível nas células. A ausência de quaisquer um de seus componentes acarreta na ausência de função.

Uma vez que a seleção natural somente pode escolher sistemas que já estejam em funcionamento, então, se um sistema biológico não pode ser produzido gradualmente, ele terá que surgir como uma unidade integrada, de uma só vez, para que a seleção natural tenha algo para afetar.

É bem verdade que não se poderia excluir totalmente a possibilidade de um sistema de complexidade irredutível seguir uma rota indireta e tortuosa. Mas onde estão as variantes inférteis dessas rotas alternativas? Caso escapem à seleção natural deveriam estar impressos na biologia celular, no entanto, o estudo da célula revela um encadeamento perfeito de eventos. Não existem sobras de "martelos" ou "molas", nem travas avulsas sem os demais componentes.

Se essas coisas não podem ser explicadas pela Evolução Darwiniana, como a comunidade científica tem considerado estes fenômenos dos últimos quarenta anos?

Um bom lugar para se pesquisar seria o Journal of Molecular Evolution (JME). Em número recente do JME, todos os artigos tratavam apenas de comparação de proteínas ou seqüências de DNA. Embora seja interessante essa comparação para se determinar possíveis linhas de descendência, as mesmas não demonstram como é que um complexo sistema bioquímico veio a funcionar, questão esta que estamos nos ocupando. Segundo Behe, não se encontra nenhum artigo discutindo modelos detalhados de intermediários no desenvolvimento de complexas estruturas biomoleculares, seja na Nature, Science, Journal of Molecular Biology ou Proceedings of National Academy of Sciece.

"Publique ou pereça" é um provérbio que os membros da comunidade científica levam a sério. O provérbio também se aplica às teorias. Se uma teoria é dita como explicação de algum fenômeno, mas não proporciona nem mesmo uma tentativa de demonstração, ela deve ser banida. Nas palavras desse mesmo autor, a Teoria da Evolução Molecular Darwiniana não foi publicada e, portanto, deve perecer.

Antes de prosseguirmos em nosso exercício de pensar, é importante quebrarmos o mito de que uma possibilidade transformar-se-á obrigatoriamente em realidade desde que se dê tempo ao tempo. Será bastante o tempo de 4,5 bilhões de anos para a materialização aleatória de probabilidades da ordem de quinhentos a mil algarismos cada uma, que se multiplicam exponencialmente umas com as outras, na sucessão dos acontecimentos? "Um pensador igualmente eminente, L. von Berthalanffy, dizia que o jogo de forças naturais inorgânicas não poderia ter realizado a formação de uma célula, e que o nascimento fortuito de um carro em uma mina de ferro seria coisa pequena se comparado com a formação espontânea de uma célula".( Oscar Kuhn, Biologie Allemande Contemporaine, La Pensée Catholique nº. 31).

No desfecho de seu pensamento, Michael Behe nos leva a um exercício de imaginação. Imaginemos uma sala onde um corpo jaz esmagado, plano como uma panqueca. Uma dúzia de detetives engatinha-se ao redor, procurando com lupas alguma pista que os leve à identidade do criminoso. No meio da sala, próximo ao corpo, está um imenso elefante cinza. Enquanto engatinham, os detetives cuidadosamente evitam esbarrar nas patas do paquiderme, e jamais erguem seus olhares para cima. Tempos depois, os detetives se frustram com a ausência de progresso, mas insistem, e ainda mais cuidadosamente examinam o chão. Ora, os livros dizem que eles devem encontrar 'o seu homem', e por isso jamais pensam em elefantes.

Existe um grande elefante na sala cheia de cientistas que buscam explicar a vida. Este elefante chama-se "Planejamento Inteligente".

Não se está negando a existência de fatores como: chuvas, explosões nucleares, ação vulcânica, radiações, ascendência comum, seleção natural, deriva gênica (mutações neutras), fluxo gênico ( troca de genes entre populações diferentes ), transposição ( transferência de genes entre espécies diferentes por meios não-sexuais ), impulso meiótico (seleção preferencial de genes em cel. sexuais ), etc... Mas há uma verificação óbvia de que muitos sistemas bioquímicos são irredutíveis e expressam em si um planejamento inteligente.

Escutemos as palavras de um dos maiores cientistas do século XX, Albert Einstein: "Quanto mais eu observo o universo mais ele se parece a um grande pensamento do que a uma grande máquina".

Infelizmente, sofremos uma intensa mistificação no edifício cultural moderno, pela pretensão e arrogância de alguns homens, que se reflete na atual ausência de valores éticos apregoados por muitas das sociedades terrestres. E esse desmoronamento ocorre tanto por parte de reacionários e conservadores religiosos, quando não, cegos pelo fanatismo, quanto por preconceituosos e vaidosos cientistas.

Partindo das bases galileanas de que as teorias deveriam ser testadas e repetidas para serem consideradas verdadeiras - princípio fundamental e verdadeiro da Ciência - afirmaram que se Deus não pode ser comprovado pela Física ou pela Matemática é que Ele não existe. Como se a Ciência tivesse colocado ponto final em todas as dúvidas e questionamentos humanos a cerca do Universo. Se não se tem a "Teoria de Deus" é que somos filhos do acaso! Por acaso alguém já viu um elétron? Será que por não poder ser visto, ele deixa de existir? Diriam que ele existe porque percebemos a sua ação e influência. Também podemos perceber Deus pela sua ação e influência.

Senão vejamos: "Toda ação produz uma reação de mesma direção, mesmo sentido e mesma intensidade (3a Lei de Newton"). Uma reação muitíssima inteligente só pode ser obra de uma ação de mesma proporção.

Eis que Allan Kardec, compilando as várias mensagens recebidas dos Espíritos com semelhante teor, sob a revisão de vários médiuns, descreve-nos em O Livro dos Espíritos: "Que é Deus?" Resposta: "Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas".

Mas como chegar a Deus exclusivamente através de princípios de análise material se Ele é imaterial? (Caso Deus fosse material estaria sujeito às transformações do Universo, e este estaria sujeito ao caos e desordenamento - o que claramente não acontece). Como entender a criação se só a enxergamos em parte, mais especificamente em sua porção material, e negamos ou desprezamos sua face imaterial? A Ciência Ortodoxa nos fornece a verdade dos fatos, porém, uma verdade incompleta.

Todavia, Emmanuel, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, relatada no livro "A Caminho da Luz", traz novas luzes ao nosso conhecimento.

Nos diz este que: "Sob a orientação misericordiosa e sábia do Cristo, laboravam na Terra numerosas assembléias de operários espirituais Como a engenharia moderna, que constrói um edifício prevendo os menores requisitos de sua finalidade, os artistas da espiritualidade edificavam o mundo das células iniciando, nos dias primevos, a construção das formas organizadas e inteligentes dos séculos porvindouros.

(...) A máquina celular foi aperfeiçoada, no limite do possível, em face das leis físicas do globo. Os tipos adequados à Terra foram consumados em todos os reinos da Natureza , eliminando-se os frutos teratológicos e estranhos do laboratório de suas perseverantes experiências".

Se por um lado temos cientistas irredutíveis que se apegam unicamente a valores objetivos e absolutos, temos também, religiosos antiquados que se amarram inapelavelmente aos "Textos Sagrados". Tanto evolucionistas quanto criacionistas estão equivocados, pois o alcance da verdade de ambos está limitada pelos seus preconceitos.

Ao contrário do que muitos pensam, Ciência e Religião (talvez fosse melhor dizer Religiosidade, de "religare" ou "contato com o divino") não são incompatíveis e excludentes.

Reproduzindo as palavras do genial Albert Einstein: "A Religião sem a Ciência é cega. A Ciência sem a Religião é manca". Da união de ambas é que alcançaremos o conhecimento e a verdade a cerca das duas realidades, material e espiritual, que compõe o Universo.

Voltemos nossos olhos para aqueles que já começaram este trabalho, como William Crookes, Alexandre Aksakof, Camille Flamarion, Ernesto Bozzano, Ian Stevenson, Joseph Blanks Rhine, Brian L. Weiss, Charles Richet, H. N. Banerjee, Sérgio Felipe de Oliveira, Andrew Newberg, Ernani Guimarães, Amit Goswami, Michael Behe, além, é claro, de Hippolyte Léon Denizard Rivail e muitos outros.

André Maximiano Serpa

Referências Bibliográficas

Sérgio de Vasconcellos e Fernando Gewandsznajder, Biologia Celular, Editora Ática, São Paulo, 1980.
Stephen Jay Gould, La Flecha del Tiempo, Aliança Editorial, Madrid, 1992.
Revista Superinteressante, Darwin estava errado? Editora Abril, agosto de 2001.
Allan Kardec, A Gênese. 20a edição, Ed. LAKE, São Paulo, 2001.
Allan Kardec, O Livro dos Espíritos. 114a edição, Inst. de Difusão Espírita, Araras - SP, 1998.
Francisco C. Xavier, A Caminho da Luz. 24a edição, FEB, Brasília - DF, 1999.
Michael Behe, Evidence for Intelligent Design from Biochemistry (Evidência de Planejamento Inteligente), Palestra proferida no Discovery Institute, 1996.
Michael Behe, A Caixa Preta de Darwin, Jorge Zahar Editor, trad. bras. de Rui Jungmann, Rio de Janeiro, 1997.

Fonte: www.geocities.com

Evolução das Espécies

A primeira teoria sobre a evolução das espécies é elaborada pelo naturalista francês Lamarck em 1809 (ano em que nasce Charles Darwin). A capacidade dos seres vivos de mudar e evoluir já havia sido observada e registrada por muitos estudiosos, mas é apenas com Lamarck que surge a primeira hipótese sistematizada.

Adaptação ao meio

Lamarck diz que os seres vivos evoluem "sem saltos ou cataclismos" de forma "lenta e segura". Para se adaptar melhor ao meio, os seres vivos se modificam a cada geração. A girafa, por exemplo, teria desenvolvido um pescoço comprido para se alimentar das folhas de árvores muito altas. Os órgãos que são menos usados atrofiam, de geração em geração, e desaparecem.

CARACTERES ADQUIRIDOS

Para Lamarck, as características que um animal adquire durante sua vida podem ser transmitidas hereditariamente. Um animal que perde parte de sua cauda, por exemplo, pode ter filhos com a cauda curta.

LAMARCK (1744-1829) – Jean Baptiste Pierre Antoine de Monet, cavaleiro de Lamarck, aos 24 anos abandona a carreira militar para se dedicar à medicina e à botânica. Em 1778, publica Flora francesa, que faz grande sucesso. Exerce grande influência na fundação do Museu Nacional de História Natural, em Paris. É o fundador da biologia como ramo específico da ciência, em 1802. Em 1809, publica o livro Fisiologia zoológica, expondo pela primeira vez sua teoria da evolução. A obra encontra oposição nos meios conservadores, e Lamarck cai no ostracismo. Viúvo por quatro vezes, morre cego e na miséria.

Seleção natural

Teoria descrita pelo naturalista Charles Darwin para explicar como as espécies animais e vegetais evoluem. Diz que o meio ambiente seleciona os seres mais aptos. Em geral, só estes conseguem se reproduzir e os menos dotados são eliminados. Assim, só as diferenças que facilitam a sobrevivência são transmitidas à geração seguinte. Ao longo das gerações, essas características firmam-se e geram uma nova espécie.

Darwin não consegue distinguir as variações hereditárias das não hereditárias. Alguns anos depois, Mendel desvenda os fenômenos hereditários e os compatibiliza com o princípio da seleção natural. O modelo da origem das espécies de Darwin mantém-se válido em suas linhas gerais, porém o caráter diferenciador decisivo cabe às mutações das células reprodutivas e não das somáticas (que constituem o corpo).

CHARLES ROBERT DARWIN (1809-1882) - nasce em Shrewsbury, Inglaterra. Aos 16 anos entra na faculdade de medicina e interessa-se, particularmente, por história natural. Logo abandona os estudos e é mandado pelo pai para Cambridge, onde estuda teologia. Sua amizade com cientistas conceituados o leva a ser convidado a participar, como naturalista, de uma volta ao mundo no navio Beagle, promovida em 1831 pela marinha inglesa. A expedição tinha o objetivo de aperfeiçoar e completar dados cartográficos. Esta peregrinação de cerca de cinco anos contribui para fundamentar sua teoria da evolução. Em 1859 publica A origem das espécies. Em 1871 publica A descendência do homem. Os livros abrem polêmica principalmente com a Igreja, pois a evolução orgânica nega a história da criação descrita no livro do Gênesis. Darwin também enfrenta o protesto de conservadores que recusavam admitir que a espécie humana tivesse ascendentes animais.

Mendelismo

Conjunto de estudos sobre a transmissão de características hereditárias proposto pelo monge Johann Gregor Mendel em 1864 e que compõe a base da genética.

Mendel estuda por mais de dez anos como as características são transmitidas de geração a geração. Muitos cientistas e agricultores já haviam realizado cruzamento entre espécies. Mas é Mendel quem faz a experimentação mais sistemática. Pesquisa a reprodução de 22 variedades de ervilha. Descobre que certas características dominam e outras ficam "ocultas" (recessivas). Constrói o primeiro modelo matemático-estatísco da transmissão de caracteres hereditários.

MENDEL (1822-1884), Johann Gregor Mendel, austríaco de origem tcheca ingressa cedo em um monastério agostiniano e é ordenado padre em 1847.

Afasta-se da vida monástica para estudar física e ciências naturais em Viena. Em 1856, volta ao convento, desta vez para lecionar. Até 1866 utiliza os jardins da instituição para fazer suas experiências sobre os fenômenos da hereditariedade. Seu trabalho, apresentado em 1865, obtém pouca repercussão. O pouco caso faz Mendel encerrar sua atividade científica ao ser nomeado abade do convento. Só em 1900 os trabalhos de Mendel são recuperados e passam a ser considerados uma etapa decisiva no estudo da hereditariedade.

CÉLULA

É a menor unidade estrutural básica do ser vivo. É descoberta em 1667 pelo inglês Robert Hooke, que observa uma célula de cortiça (tecido vegetal morto) usando o microscópio. A partir daí, as técnicas de observação microscópicas avançam em função de novas técnicas e aparelhos mais possantes. O uso de corantes, por exemplo, permite a identificação do núcleo celular e dos cromossomos, suportes materiais do gene (unidade genética que determina as características de um indivíduo). Pouco depois, comprova-se que todas as células de um mesmo organismo têm o mesmo número de cromossomos. Este número é característico de cada espécie animal ou vegetal e responsável pela transmissão dos caracteres hereditários. O corpo humano tem cerca de 100 trilhões de células.

DNA

O ácido desoxirribonucléico (DNA) é originalmente estudado apenas do ponto de vista bioquímico. A grande conquista do século acontece em 1953, quando o americano James Watson e o inglês Francis Crick descobrem a estrutura da molécula de DNA, onde se situa o gene, o patrimônio genético. Seu formato é descrito como uma estrutura em dupla hélice, como uma escada em caracol, onde os degraus correspondem às bases nitrogenadas, moléculas que apresentam uma estrutura com átomos de carbono e nitrogênio. As bases (adenina, timina, guanina e citosina) podem ser combinadas entre si, em grupos de três. Cada uma dessas combinações determina o código para um aminoácido. Os aminoácidos irão se juntar e formar as proteínas dos seres vivos.

IDENTIFICAÇÃO GENÉTICA

Na década de 60 cientistas iniciam a tradução do código genético, com o objetivo de determinar a seqüência linear das quatro diferentes bases nitrogenadas que constituem o DNA e as combinações que sintetizam as proteínas. Assim, é possível sistematizar uma identificação genética tendo como base amostras de sangue, cabelo, saliva, pele ou sêmen. Hoje, estudos mostram que o DNA é mais particular que as impressões digitais. Esse tipo de identificação é aceito pela Justiça como prova de paternidade e identidade.

Referências Bibliográficas

HULL, David L. Filosofia da ciência biológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1975, c1974.
HOLLIDAY,Robin. A ciência do progresso humano. Belo Horizonte: USP, 1983.
MAYR, Ernst. O desenvolvimento do pensamento biológico: diversidade, evolução e herança. Brasília, D.F: Ed. da UnB, 1998.

Fonte: www.portameioambiente.org

Evolução das Espécies

A EVOLUÇÃO PARA O FUTURO

A evolução das espécies é conseqüência da seleção e acúmulo de pequenas modificações dos organismos, através de inúmeras gerações.

Como o processo é contínuo até hoje novas espécies continuam surgindo, enquanto outras desaparecem.

A vida na Terra surgiu há aproximadamente 3,8 bilhões de anos e, desde então, restos de animais e vegetais ou evidências de suas atividades ficaram preservados nas rochas.

Esses restos preservados de plantas ou animais mortos que existiram em eras geológicas passadas são chamados de Fósseis.

Em geral apenas as partes rígidas dos organismos se fossilizam – principalmente ossos, dentes, conchas e madeiras. Uma das principais descobertas desses resíduos se deu no século XIX, quando cientistas britânicos encontraram os restos de misteriosas criaturas que, de acordo com os estratos circundantes, teriam existido há pelo menos 65 milhões de anos. Esses animais que até então eram completamente desconhecidos do ser humano – foram batizados de “dinossauros”, palavra de origem grega que significa “lagartos terríveis”.

Já em uma nova época, desde os primórdios da primeira evolução da sociedade, o mundo industrial preocupou-se somente com a primeira fase do ciclo de vida de seus produtos: obtenção de matéria-prima, produção e consumo, gerando assim um crescente e desenfreado consumismo de materiais não recicláveis.

Refletindo sobre essa questão resolvi escrever esse trabalho que visa buscar provocar reflexões sobre os problemas vivenciados hoje e perspectivas para o futuro do meio natural.

O volume de resíduos sólidos produzidos pelo homem e a dificuldade de reciclagem do mesmo tem provocado sérios danos ao ambiente e conseqüentemente ao homem.

Enchentes, desmoronamentos, epidemias, endemias, poluição da água, secas podem ter em parte, a participação humana.Acredito que deverá haver cada vez mais o interesse em preservar e conservar o ambiente como um todo.

Para isso é essencial que os profissionais biólogos contribuam na educação ambiental no espaço onde estão inseridos visando um futuro com menos danos e alterações. Concluindo, deixo um questionamento. Como seria estudar daqui alguns milhões de anos a vida de hoje.

Que fósseis seriam encontrados? Quais organismos estariam extintos? O homem seria um sobrevivente?

Rubia de Vargas Morais

Fonte: www.sieduca.com.br

Evolução das Espécies

Evolução e Mutação

Evolução

Teoria baseada na idéia de que as espécies animais e vegetais sofrem modificações graduais ao longo das gerações, que levam ao surgimento de raças e espécies novas.  

A teoria da evolução constituiu, desde os primeiros momentos de sua gênese, uma candente fonte de controvérsia, não somente no campo científico, como também na área ideológica e religiosa.

A teoria da evolução, também chamada evolucionismo, afirma que as espécies animais e vegetais existentes na Terra não são imutáveis, mas sofrem ao longo das gerações uma modificação gradual, que inclui a formação de raças e espécies novas.

História

Até o século XVIII, o mundo ocidental aceitava a doutrina do criacionismo, segundo a qual cada espécie, animal ou vegetal, tinha sido criada independentemente, por ato divino.

O pesquisador francês Jean-Baptiste Lamarck foi dos primeiros a negar esse postulado e a propor um mecanismo pelo qual a evolução se teria verificado.

A partir da observação de que fatores ambientais podem modificar certas características dos indivíduos, Lamarck imaginou que tais modificações se transmitissem à prole: os filhos das pessoas que normalmente tomam muito sol já nasceriam mais morenos do que os filhos dos que não tomam sol.

Chegava, mesmo, a admitir que era a necessidade de adaptar-se ao ambiente que fazia surgir nova característica, a qual, uma vez adquirida pelo indivíduo, se transmitiria a sua prole. Em contraposição, a inutilidade de um órgão faria com que ele terminasse por desaparecer.

A necessidade de respirar na atmosfera teria feito aparecer pulmões nos peixes que começaram a passar pequenos períodos fora d'água, o que teria permitido a seus descendentes viver em terra mais tempo, fortalecendo os pulmões pelo exercício; as brânquias, cada vez menos utilizadas pelos peixes pulmonados, terminaram por desaparecer.

Assim, o mecanismo de formação de uma nova espécie seria, em linhas gerais, o seguinte: alguns indivíduos de uma espécie ancestral passavam a viver num ambiente diferente; o novo ambiente criava necessidades que antes não existiam, as quais o organismo satisfazia desenvolvendo novas características hereditárias; os portadores dessas características passavam a formar uma nova espécie, diferente da primeira.

A doutrina de Lamarck foi publicada em Philosophie zoologique (1809; Filosofia zoológica), e teve, como principal mérito, suscitar debates e pesquisas num campo que, até então, era domínio exclusivo da filosofia e da religião. Estudos posteriores demonstraram que apenas o primeiro postulado do lamarckismo estava correto; de fato, o ambiente provoca no indivíduo modificações adaptativas; mas os caracteres assim adquiridos não se transmitem à prole.

Em 1859, Charles Darwin publicou The Origin of Species (A origem das espécies), livro de grande impacto no meio científico que pôs em evidência o papel da seleção natural no mecanismo da evolução. Darwin partiu da observação segundo a qual, dentro de uma espécie, os indivíduos diferem uns dos outros. Há, portanto, na luta pela existência, uma competição entre indivíduos de capacidades diversas. Os mais bem adaptados são os que deixam maior número de descendentes.

Se a prole herda os caracteres vantajosos, os indivíduos bem dotados vão predominando nas gerações sucessivas, enquanto os tipos inferiores se vão extinguindo. Assim, por efeito da seleção natural, a espécie aperfeiçoa-se gradualmente. Entretanto, o sentido em que age a seleção natural é determinado pelo ambiente, pois um caráter que é vantajoso num ambiente pode ser inconveniente em outro.

Os indivíduos que têm o corpo recoberto por uma espessa camada de pêlos levam vantagem num clima frio, mas estão menos adaptados a um clima quente. Se uma espécie tem indivíduos dos dois tipos (peludos e desprovidos de pêlos), a seleção natural fará com que venham a predominar os primeiros nas regiões frias e os outros nas regiões quentes. Isso será o início da diferenciação de duas raças que, tornando-se cada vez mais diferentes, acabarão por constituir espécies distintas.

O darwinismo estava fundamentalmente correto, mas teve de ser complementado e, em alguns aspectos, corrigido pelos evolucionistas do século XX para que se transformasse na sólida doutrina evolucionista de hoje. As idéias de Darwin e seus contemporâneos sobre a origem das diferenças individuais eram confusas ou erradas. Predominava o conceito lamarckista de que o ambiente faz surgir nos indivíduos novos caracteres adaptativos, que se tornam hereditários.

Um dos primeiros a abordar experimentalmente a questão foi o biólogo alemão August Weismann, ainda no século XIX. Tendo cortado, por várias gerações, os rabos de camundongos que usava como reprodutores, mostrou que nem por isso os descendentes passavam a nascer com rabos menores. Weismann estabeleceu também a distinção fundamental entre células germinais e células somáticas.

Nas espécies de reprodução sexuada, todas as células de um indivíduo provêm da célula inicial única que lhe deu origem. No entanto, durante o desenvolvimento diferenciam-se no corpo duas partes, com destinos biológicos diversos. As células reprodutivas (gametas) transmitem aos descendentes as características dos ancestrais.

As células somáticas, que constituem o resto do corpo (soma), não passam à prole: morrem com o indivíduo, o que explica por que as modificações produzidas no soma pelo ambiente não passam à prole.

Complementando as idéias de Weismann, em 1909 o geneticista dinamarquês Wilhelm Ludvig Johannsen demonstrou que a variabilidade dos indivíduos dentro de uma espécie é, em parte, produzida por diferenças nos genes que os indivíduos possuem e, em parte, por influência do meio. O fenótipo, ou aspecto do indivíduo, resulta da ação do genótipo, modificada por fatores ambientais. Só o genótipo, ou conjunto de genes, passa para a prole. Se o ambiente varia, o indivíduo passa a ter um fenótipo diferente, sem que o genótipo se altere. O caráter adquirido em resultado da adaptação individual não passa, portanto, à prole.

As variações hereditárias têm origem diferente. Baseando-se em estudos feitos com a planta denominada Oenothera lamarckiana, o botânico holandês Hugo de Vries elaborou em 1901 a teoria das mutações. De vez em quando, os genes sofrem modificações espontâneas, não relacionadas com a influência do ambiente, e passam a determinar novos caracteres hereditários. Essas mutações quase nunca são adaptativas; entretanto, pode acontecer, por acaso, que uma delas venha a ser útil a seu portador, num determinado ambiente. Nesse caso, tal indivíduo leva vantagem na competição com os demais e tem maior probabilidade de deixar prole numerosa, a qual herdará o gene mutado. O novo caráter vai, aos poucos, predominando, podendo mesmo vir a substituir o antigo numa população, dando início a uma variedade que pode, por um mecanismo semelhante, transformar-se numa espécie nova.

Os citologistas do fim do século XIX tinham descrito o comportamento dos cromossomos durante a mitose e a meiose. Esses conhecimentos, combinados com as leis de Mendel, mostravam claramente que os fatores hereditários antagônicos não se fundem no híbrido, de modo que os caracteres surgidos por mutação, ainda que muito raros, não se diluem por efeito dos cruzamentos que se processam ao longo das gerações subseqüentes, como pensava Darwin.

Se o gene que sofreu mutação determina um caráter inconveniente, será eliminado por seleção natural; mas se, por acaso, a mutação é benéfica, a freqüência do gene correspondente aumentará nas gerações sucessivas, e o gene não perderá suas características por coexistir com seus alelos nos indivíduos híbridos.

Outra fonte de variação hereditária, ao lado das mutações, é a recombinação entre os genes. O estudo da meiose e da segregação mendeliana mostrou que, ao passar de uma geração para a seguinte, os genes são, por três vezes, reagrupados ao acaso.

Na prófase da meiose, os cromossomos trocam pedaços e ficam, assim, com certos alelos diferentes dos que possuíam. Na metáfase, os cromossomos homólogos se separam e vão formar, nos gametas, conjuntos haplóides em que figuram cromossomos maternos e paternos em qualquer proporção. Finalmente, na fecundação, os cromossomos assim reorganizados vão-se juntar com os provenientes de um outro indivíduo. O número de genótipos diferentes que podem surgir em conseqüência da recombinação de genes é extraordinariamente grande.

Mecanismo da evolução

Preliminares - Caracteres novos e hereditários podem surgir por mutação de um único gene, ou por mutações cromossômicas, que resultam de vários acidentes que os cromossomos sofrem, como perda ou duplicação de um pequeno fragmento, inversão na posição de um pedaço, ou translocação de um fragmento de um cromossomo para outro. Qualquer dessas anomalias pode provocar uma alteração nos caracteres aparentes dos organismos.

Cada tipo de mutação ocorre com uma determinada freqüência. Calcula-se, por exemplo, que a mutação que produz a hemofilia ocorre com a freqüência de dois ou três genes em cem mil. A freqüência das mutações espontâneas foi medida para muitos genes na mosca-do-vinagre (Drosophila melanogaster), no milho e em outras espécies.

Em 1926, o geneticista americano Hermann Joseph Muller conseguiu, pela primeira vez, aumentar experimentalmente a freqüência das mutações na mosca-do-vinagre, submetendo-a aos raios X, trabalho que lhe valeu o Prêmio Nobel de fisiologia ou medicina em 1946. Muller demonstrou que a freqüência de todas as mutações aumentava proporcionalmente com a dose de raios X empregada. Outras radiações penetrantes produzem o mesmo efeito que os raios X, quando aplicadas em dosagens equivalentes.

O gás de mostarda, um dos componentes dos gases asfixiantes usados na primeira guerra mundial, mostrou-se tão ativo como os raios X, na produção de mutações na mosca-do-vinagre. Outras substâncias químicas também provocam mutações, embora em menor escala.

A colquicina, alcalóide extraído da planta Colchicum autumnale, tem a propriedade de inibir a formação do fuso, durante a mitose: como resultado, os cromossomos duplicam-se normalmente, mas não se separam, de modo que a célula fica com o número de cromossomos dobrado.

O calor também é um agente mutagênico: a freqüência das mutações em drosófilas dobra ou triplica para cada 10o C de elevação da temperatura ambiente.

MUTAÇÕES

Embora a replicação do ADN seja muito precisa, ela não é perfeita. Em raros casos, produzem-se erros e o ADN novo contém um ou mais nucleotídeos trocados. Um erro deste tipo, que recebe o nome de mutação, pode acontecer em qualquer área do ADN. Se acontecer na seqüência de nucleotídeos que codifica um polipeptídeo particular, este pode apresentar um aminoácido trocado na cadeia polipeptídica. Esta modificação pode alterar seriamente as propriedades da proteína resultante. Por exemplo, os polipeptídeos que distinguem a hemoglobina normal da hemoglobina das células falciformes diferem em apenas um aminoácido (ver Anemia das células falciformes). Quando se produz uma mutação durante a formação dos gametas, esta se transmitirá às gerações seguintes. Diferentes formas de radiação, como os raios X, assim como as temperaturas elevadas e vários compostos químicos, podem induzir a mutações.

A substituição de um nucleotídeo por outro não é o único tipo possível de mutação. Algumas vezes, pode-se ganhar ou perder por completo um nucleotídeo.

Além disso, é possível que se produzam modificações mais óbvias ou graves, ou que se altere a própria forma e o número dos cromossomos. Uma parte do cromossomo pode se separar, inverter e depois se unir de novo ao cromossomo no mesmo lugar. Isto é chamado de inversão. Se o fragmento separado se une a um cromossomo diferente, ou a um fragmemto diferente do cromossomo original, o fenômeno se denomina translocação. Algumas vezes, perde-se um fragmento de um cromossomo que faz parte de um par de cromossomos homólogos, e este fragmento é adquirido por outro. Então, diz-se que um apresenta uma deficiência e o outro uma duplicação.

Outro tipo de mutação produz-se quando a meiose erra a separação de um par de cromossomos homólogos. Isto pode originar gametas — e portanto zigotos — com cromossomos demais, e outros onde faltam um ou mais cromossomos. Os indivíduos com um cromossomo a mais são chamados trissômicos, e aqueles nos quais falta um, monossômicos. Ambas as situações tendem a produzir incapacidades graves. Por exemplo, as pessoas com síndrome de Down são trissômicas, com três cópias do cromossomo 21.

Quase todas as mutações são inconvenientes para seus portadores, pois as espécies atualmente existentes resultam de um longo processo de evolução, pelo qual as combinações gênicas mais convenientes para os indivíduos, no ambiente em que vivem, foram fixadas como características normais da espécie. A alteração de um gene, ao acaso, tem grande probabilidade de ter conseqüência indesejável. Por exemplo, um novo gene que surja por mutação pode interferir no metabolismo de forma a tornar impossível a formação de um organismo viável; uma mutação desse tipo, que mata precocemente o organismo, é chamada letal.

Às vezes, a mutação não tem conseqüência tão drástica e produz um efeito que prejudica o indivíduo sem, entretanto, eliminá-lo. É o caso das mutações que produzem anomalias ou doenças hereditárias, como o albinismo e a hemofilia. Ainda outras mutações provocam apenas alterações ligeiras, que não chegam a ter valor adaptativo, isto é, não prejudicam nem favorecem seus portadores. São desse tipo as mutações que alteram, por exemplo, a forma de borda da orelha.

As mutações que produzem modificações extremamente pequenas, muito difíceis de serem percebidas, são, porém, as mais importantes para a evolução das espécies, pois têm maior probabilidade de dotarem seus portadores com alguma vantagem. Como as espécies já estão, em geral, muito bem adaptadas ao meio em que vivem, qualquer modificação radical será quase fatalmente prejudicial.

Exemplo clássico da ação da seleção natural é o ocorrido com populações de mariposas européias que habitam zonas industriais. Quase todos os indivíduos de cerca de setenta espécies diferentes de mariposas da Inglaterra perderam suas cores variegadas e ficaram uniformemente negros nas zonas fabris e suas vizinhanças. A mariposa inglesa Biston betularia, por exemplo, tem o corpo coberto por uma mescla de pintas brancas e pretas, o que faz com que ela se confunda com os liquens dos troncos das árvores em que pousa. Graças à proteção conferida por esse mimetismo, ela escapa da perseguição de seus predadores.

Em 1850, encontrou-se, perto de Manchester, um exemplar todo negro (melânico) dessa espécie, o primeiro a ser conhecido. Desde então, a variedade negra vem sobrepujando a forma pintada, que se tornou muito rara na região de Manchester. Para explicar uma transformação tão rápida e radical na composição de uma população, formulou-se a hipótese de que, nas regiões fabris, onde as árvores ficam cobertas de fuligem, a variedade pintada torna-se mais visível que a melânica, e é mais rapidamente exterminada pelas aves.

Essa hipótese veio a ser confirmada experimentalmente: soltou-se igual número de indivíduos pintados e negros na floresta limpa e verificou-se que os melânicos eram devorados pelos pássaros em muito maior número do que os pintados.

Quando a mesma experiência foi realizada numa floresta coberta de fuligem, perto de uma área industrial, o resultado foi inverso: os pintados é que foram dizimados.

É evidente que, mesmo antes do surto industrial na Inglaterra, as mariposas negras já surgiam por mutação; mas eram rapidamente destruídas, por serem muito visíveis sobre os liquens, e tinham, assim, pouca probabilidade de deixar descendentes. O tipo pintado, ao contrário, escondia-se melhor e produzia prole numerosa.

Com a modificação do ambiente, a situação inverteu-se: a forma negra é que ficou sendo mimética, enquanto a forma pintada, mais visível em contraste com a fuligem, passou a ser eliminada.

Um bom reforço dessa explicação ocorreu quando novamente se passou a observar um aumento significativo na freqüência da forma pintada: é que, como resultado de medidas tomadas pelo governo para combater a poluição, os troncos das árvores tinham ficado mais claros, livres de fuligem.

A seleção natural age continuamente sobre todas as espécies. Um exemplo na espécie humana é o da anemia falciforme, doença hereditária comum em certas regiões da África. A anomalia é causada por um gene recessivo que determina a síntese de uma hemoglobina anômala nos glóbulos vermelhos do sangue. Os homozigotos quanto a esse gene morrem ainda na infância, mas os heterozigotos não manifestam a doença, embora possam ser reconhecidos por um tipo especial de exame de sangue.

Genes letais como esse são constantemente eliminados pela morte dos homozigotos, de modo que, em geral, suas freqüências se mantêm muito baixas nas populações. Surpreendentemente, verificou-se, porém, que certas populações africanas apresentavam freqüências altíssimas do gene da anemia falciforme.

Essa situação intrigou os geneticistas, até ser descoberta sua explicação: as populações africanas com alta incidência de anemia falciforme eram as que viviam em regiões de malária; as populações não expostas à malária apresentavam apenas raros casos da doença. Levado por esse indício, levantou-se a hipótese, depois demonstrada experimentalmente, de que os glóbulos vermelhos dos indivíduos heterozigotos quanto à anemia falciforme resistem melhor ao ataque do plasmódio da malária.

Ficou claro, então, que, nas zonas malarígenas, ter o gene da anemia falciforme, em dose simples, constitui grande vantagem, pois isso defende seu portador contra a malária. Assim, a seleção natural favorece o gene, em heterozigose, embora o elimine em homozigose. Como, em qualquer população, os heterozigotos são muito mais numerosos que os homozigotos, a freqüência do gene mantém-se elevada.

Uma alteração do ambiente faz com que certos tipos dentro de uma espécie passem a ser mais eficientes do que outros e acabem por predominar. Se todos os indivíduos de uma espécie fossem geneticamente idênticos, a seleção natural não poderia agir; mas as mutações estão sempre produzindo novas variações dentro das populações e, assim, promovem a variabilidade necessária para que a seleção natural possa influir na composição das populações, de acordo com as modificações do ambiente.

Entretanto, nem todos os genes nocivos vêm a ser eliminados pela seleção natural: os genes recessivos são mantidos, em certa freqüência, nos heterozigotos, que são fenotipicamente normais e podem transmitir o gene à metade de seus descendentes. Como os genes recessivos inconvenientes são muitos, embora cada qual exista na população em baixa freqüência, em média, cada pessoa é heterozigota para alguns genes recessivos prejudiciais.

Se o ambiente em que vive uma espécie fosse constante ao longo das gerações, tal espécie iria adaptando-se cada vez melhor a seu ambiente, pela substituição das combinações gênicas menos favoráveis por outras mais adequadas. Assim, a espécie evoluiria como um todo, sem se fragmentar em raças e espécies novas.

O mais comum, entretanto, é que a espécie viva em diferentes micro-habitats, criados por alteração das condições do meio em partes da zona ocupada, ou que a espécie se difunda por regiões novas. Em ambos os casos, a seleção natural passa a atuar em sentidos divergentes nos diferentes habitats, de modo que as populações que neles vivem tendem a diversificar-se em raças distintas.

Outro fator importante na modificação genética das raças é a migração. Os índios americanos, por exemplo, são descendentes dos povos mongolóides asiáticos, mas deles diferem em vários aspectos, em razão da evolução divergente determinada pela separação dos dois grupos em continentes diversos.

Modificações na configuração geográfica podem dar oportunidade a importantes movimentos migratórios de plantas e animais. Um exemplo é a restauração da ligação entre a América do Norte e a do Sul, que tinham estado separadas pelo oceano desde o paleoceno até o fim do plioceno (o que representa cerca de 65 milhões de anos). Durante esse tempo, a evolução dos mamíferos tinha seguido rumos diferentes nos dois hemisférios, com a formação de espécies locais. Os fósseis do mioceno médio revelam que havia, por essa época, 27 famílias de mamíferos na América do Norte e 23 na América do Sul, sem que nenhuma delas existisse concomitantemente nas duas regiões.

Com a restauração do istmo do Panamá, as espécies da América do Norte invadiram a América do Sul e vice-versa. Essa troca de faunas redundou numa modificação radical no ambiente vivo dos dois continentes, o que provocou a extinção de muitas espécies sul-americanas, na competição com espécies mais eficientes provenientes do norte. No pleistoceno, entre as 32 famílias de mamíferos da América do Norte e as 36 da América do Sul, 21 eram comuns aos dois continentes.

Após a descoberta da América, muitas plantas e animais foram trazidos da Europa, da África e da Ásia, e nela se estabeleceram. Os ameríndios foram, em grande parte, aniquilados, deixando, entretanto, seus genes incorporados, embora em pequena proporção, ao patrimônio hereditário do grupo dominador, por meio de intercruzamentos.

Quando a densidade da população numa área atinge um nível alto, a sobrevivência fica difícil, os indivíduos são impelidos para fora da zona e a distribuição geográfica da espécie é ampliada. As regiões contíguas são ocupadas, a menos que existam barreiras intransponíveis. O novo ambiente conquistado pode ser diferente, de modo que a seleção natural segue nele novos rumos e, se a comunicação com a população inicial for difícil, a espécie pode dividir-se em duas.

Isolamento geográfico - Quando Darwin visitou as ilhas Galápagos, impressionou-o encontrar ali inúmeras espécies que não existiam em nenhum outro lugar.

Certos pássaros da subfamília dos geospigíneos, por exemplo, diferenciaram-se, em Galápagos, em 14 espécies, pertencentes a quatro gêneros, não representadas em nenhum outro lugar. A principal diferença entre as espécies está no bico, que vai desde um tipo curvo e robusto, como o dos periquitos, até um tipo fino e delgado, que corresponde, em cada espécie, ao tipo de alimento usado (frutos, grãos, insetos) e tem, portanto, evidente função adaptativa.

É provável que o arquipélago tenha sido ocupado por aves vindas do continente, que ocuparam as diferentes ilhas e constituíram populações relativamente isoladas, que puderam evoluir independentemente, até virem a formar espécies distintas. Numa ilha onde abundavam insetos pequenos as mutações que tornavam o bico delicado foram fixadas pela seleção natural, enquanto em outra ilha, rica em sementes duras, o bico forte tinha maior valor adaptativo e por isso se diferenciou.

Isolamento reprodutivo - A distribuição da espécie Rana pipiens por toda a área dos Estados Unidos determinou um isolamento geográfico entre as populações mais distintas. Assim, exemplares do extremo norte podem cruzar-se, no laboratório, com exemplares do extremo sul, mas os embriões morrem antes da eclosão, o que demonstra que, mesmo que as duas raças vivessem lado a lado, não poderiam trocar genes, pois os híbridos são inviáveis.

Entretanto, cada população da Rana pipiens dá prole fértil, ao cruzar-se com outra população contígua, e isso desde o norte até o sul dos Estados Unidos.

Assim, um gene surgido por mutação no extremo norte teria a possibilidade de ser introduzido na população da Flórida, migrando por meio das outras.

Todavia, se as populações intermediárias desaparecessem, em conseqüência de modificações geológicas, e as duas populações extremas passassem a conviver no mesmo ambiente, a troca de genes entre elas seria impossível: elas constituíram duas espécies distintas.

Provavelmente, a distribuição da espécie pela enorme área que ocupa determinou um isolamento geográfico entre as populações mais distantes; ao mesmo tempo, tais populações encontraram ambientes diferentes, que fizeram com que seu patrimônio hereditário evoluísse em direções diversas, sob a influência das mutações e da seleção natural. Nas populações mais extremas, essa diferenciação atingiu um ponto tal que a produção de híbridos viáveis tornou-se impossível.

Surgiu, então, em conseqüência do isolamento geográfico, um isolamento reprodutivo total entre elas.

Origem das raças - As mutações, as recombinações gênicas, a seleção natural, as diferenças de ambiente, os movimentos migratórios e o isolamento, tanto geográfico como reprodutivo, concorrem para alterar a freqüência dos genes nas populações e são, assim, os principais fatores da evolução.

Suponha-se que uma espécie estava estabelecida, em tempos remotos, numa região restrita e uniforme.

Cada indivíduo era geneticamente diferente dos demais: as recombinações gênicas, promovidas pela reprodução sexuada, e as mutações mantinham essa diversidade.

Admita-se, ainda, que a espécie não estivesse subdividida em raças: era uma espécie monotípica. Suponha-se, agora, que, vencendo certas barreiras naturais, como rios ou montanhas, um grupo de indivíduos tenha conseguido colonizar uma área limítrofe, cujas condições ambientais conseguiram tolerar com dificuldade. A seleção natural entra em ação, eliminando grande parte dos colonizadores e de seus descendentes, mas a variabilidade genética preexistente garante que grande parte dos indivíduos prolifere, por terem algumas peculiaridades hereditárias.

Alguns genes, ou combinações gênicas, que no ambiente anterior eram nocivos, podem revelar-se úteis. Novas mutações e combinações, sob a ação da seleção natural, vão tornando a população cada vez mais adaptada ao novo ambiente. Forma-se, assim, uma nova raça geográfica, cujas características diferem das do estoque original.

Duas raças geograficamente isoladas evoluem independentemente e se diversificam cada vez mais, até que as diferenças nos órgãos reprodutores, ou nos instintos sexuais, ou no número de cromossomos, sejam grandes a ponto de tornar o cruzamento entre elas impossível ou, quando possível, produtor de prole estéril. Com isso, as duas raças transformam-se em espécies distintas, isto é, populações incapazes de trocar genes. Daí por diante, mesmo que as barreiras venham a desaparecer e as espécies passem a compartilhar o mesmo território, não haverá entre elas cruzamentos viáveis. As duas espécies formarão, para sempre, unidades biológicas estanques, de destinos evolutivos diferentes.

Se, entretanto, o isolamento geográfico entre duas raças é precário e desaparece depois de algum tempo, o cruzamento entre elas tende a obliterar a diferenciação racial e elas se fundem numa mesma espécie, monotípica, porém muito variável. É o que está acontecendo com a espécie humana, cujas raças se diferenciaram enquanto as barreiras naturais eram muito difíceis de vencer e quase chegaram ao ponto de formar espécies distintas; mas os meios de transporte, introduzidos pela civilização, aperfeiçoaram-se antes que se estabelecessem mecanismos de isolamento reprodutivo que tornassem o processo irreversível. Os cruzamentos inter-raciais tornaram-se freqüentes e a humanidade está-se amalgamando numa espécie cada vez mais homogênea, mas com grandes variações.

Populações que se intercruzam amplamente apresentam pequenas diferenças genéticas, mas as populações isoladas por longo tempo desenvolvem diferenças consideráveis. Em teoria, raças são populações de uma mesma espécie que diferem quanto à freqüência de genes, mesmo que essas diferenças sejam pequenas.

A divisão da humanidade em determinado número de raças é arbitrária; o importante é reconhecer que a espécie humana, como as demais, está dividida em alguns grupos raciais maiores que, por sua vez, se subdividem em raças menos distintas, e a subdivisão continua até se chegar a populações que quase não apresentam diferenças.

As subespécies representam o último estádio evolutivo na diferenciação das raças, antes do estabelecimento dos mecanismos de isolamento reprodutivo.

São, portanto, distinguíveis por apresentarem certas características em freqüência bem diferentes. Não se cruzam, por estarem separadas, mas são capazes de produzir híbridos férteis, se colocadas juntas.

Por esse critério, que é o aceito pela biologia moderna, os nativos da África e da selva amazônica, por exemplo, são raças que atingiram plenamente o nível de subespécies. O mesmo pode-se dizer dos italianos e os esquimós etc., mas não há grupos humanos que se tenham diferenciado em espécies distintas, pois espécies são grupos biológicos que não se intercruzam habitualmente na natureza, mesmo quando os indivíduos habitam o mesmo território.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Evolução das Espécies

Evolução das Espécies

Entre os seres vivos e o meio em que vivem há um ajuste, uma harmonia fundamental para a sobrevivência.

O flamingo rosa, por exemplo, alimenta-se de cabeça para baixo, adaptando-se à procura de alimento no local onde vive; os cactos são dotados de mecanismos de reserva de água que permitem viver em meio desértico. Esses e inúmeros outros exemplos são reveladores da perfeita sintonia que existem entre os seres vivos e os diferentes meios em que vivem.

Fixismo X Evolucionista

A adaptação dos seres vivos ao ambiente em que vivem é um fato incontestável. A origem da adaptação, porém, é que sempre foi discutida.

Na antiguidade, a idéia que as espécies eram fixas e imutáveis teve os filósofos gregos como defensores (exemplo: Aristóteles). Os chamados fixistas, acreditavam que as espécies vivas haviam sido criadas por ato divino tal e qual se apresentam hoje. Segundo essa hipótese, o número de espécies era fixo e havia sido determinado por Deus no momento da CRIAÇÃO.

Lentamente, a partir do século XIX, uma série de pensadores passou a admitir a idéia da substituição das espécies por outras, através de adaptações a ambientes em contínuo processo de mudança. Essa corrente de pensamento, transformista, explicava a adaptação como um processo dinâmico, ao contrario do que propunha os fixistas.

Para o evolucionismo, a adaptação é conseguida através de mudanças: à medida que muda o meio, muda a espécie. Os adaptados ao ambiente em mudança sobrevivem. Essa idéia deu origem ao evolucionismo. Evolução biologia é a adaptação das espécies a meios continuamente em mudança.

Essa mudança nem sempre implica em aperfeiçoamento e melhoria. Muitas vezes leva a uma menor adaptabilidade.

FIQUE POR DENTRO!!!

Uma idéia baseada na bíblia, que tem permanecido por milênios é que a harmonia existente entre os seres vivos e o meio em que vivem é resultado de uma criação especial, a obra de criador que planejou todas as espécies, dando-lhes caracteristicasadaptadivas para que possam viver nos diferentes ambientes. Os defensores dessa idéia são chamados de criacionistas.

Evidências Evolutivas

A discussão evolutiva levanta grande polêmica. Uma das evidências mais utilizadas a favor da evolução biológica são os fósseis.

Outras evidências são: semelhança embriológica e anatômica existente entre os componentes de alguns grupos animais, notadamente os vertebrados; a existência de estruturas vestigiais, como, o apêndice vermiforme humano, desprovido de função quando comparado ao apêndice de outros vertebrados.

Modernamente dá-se muito valor a semelhança bioquímica existente entre diferentes animais.

DETALHANDO UM POUCO MAIS:

Fósseis: são restos ou vestígios de seres vivos de é poças passadas que ficaram preservados em rochas. Podem ser ossos, dentes, conchas, impressões, fezes, pegadas ou pistas deixadas por seres vivos.
Embriologia comparada:
quando estudamos embriões de vertebrados em estágios iniciais de desenvolvimento, sendo esses de espécies diferentes, verificamos muitas semelhanças comprovando algum parentesco evolutivo.
Anatomia comparada:
ë o estudo das similaridades e diferenças entre estruturas anatômicas de duas ou mais espécies. O estudo de diferentes esqueletos de mamíferos mostra grandes semelhanças. Podemos constatar que apresentam um ancestral em comum.
Estruturas homólogas:
Apresentam a mesma origem embrionária, mas possuem funções diferentes. Exemplo: braço do homem e a asa de um morcego.
Estruturas análogas:
apresentam a mesma função mas origem embrionária diferente. Exemplo: Asa de um inseto comparado a asas de uma ave.

ESTRUTURAS ANÁLOGAS

Órgão vestigiais: estruturas atrofiadas que não apresentam função evidente no organismo. Exemplo: apêndice vermiforme, como já citado anteriormente, dente siso, mamilo no macho, vértebra coccígea, pelos peitorais, etc.
Bioquímica comparada:
permitindo a comparação da estrutura genética de diferentes espécies através da comparação da seqüência de nucleotídeos na molécula de DNA.

EVOLUÇÃO DOS VERTEBRADOS:

Lamarck X Darwin

A partir do século XIX, surgiram algumas tentativas de explicação para a evolução biológica. Jean Batiste Lamarck, francês, e Charles Darwin, inglês, elaboraram teorias a fim de explicar este processo evolutivo.

Idéias evolucionistas de Lamarck (Lamarckismo)

Evolução das Espécies
Lamarck

Uma grande mudança no ambiente provocaria numa espécie a necessidade de se modificar, o que levaria a mudança de hábitos.

Com base nisto , Lamarck estabeleceu duas leis:

Lei do uso e desuso: afirmava que, caso um órgão fosse utilizado constantemente ele desenvolvia, caso não fosse utilizado, ele se atrofiaria e conseqüentemente desapareceria.
Lei da transmissão dos caracteres adquiridos:
afirmava que, as modificações do indivíduo devido ao excesso de utilização de determinado órgão, eram transmitidas aos seus descendentes.

Fonte: www.aridesa.com.br

Evolução das Espécies

1. INTRODUÇÃO

A teoria da evolução afirma que as espécies atuais descendem de outras espécies que sofreram modificações, através dos tempos.

Os ancestrais das espécies atualmente existentes são considerados descendentes de predecessores diferentes deles, e assim por diante, a partir de organismos precursores, extremamente primitivos e desconhecidos. O evolucionismo prega o transformismo, explica a grande diversidade de formas de vida e rejeita o fixismo, segundo o qual o número de espécies é fixo e elas não sofrem modificações.

Evolução das Espécies

2. EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO

Quais são as evidências do processo evolutivo?

Tais evidências, que passaremos a analisar, podem ser resumidas em:

Anatomia comparada
Embriologia comparada
Bioquímica
Fósseis

2.1. Anatomia Comparada

O estudo comparado da anatomia de animais e vegetais mostra a existência de um padrão fundamental similar, na estrutura dos sistemas de órgãos. Os sistemas esquelético, circulatório e excretor constituem um ótimo exemplo disto, através das homologias. Dizemos que, dois ou mais órgãos são homólogos quando têm a mesma origem embrionária e estrutura semelhante, podendo a função ser a mesma ou não.

Apesar de superficialmente diferentes, uma nadadeira de balela, uma asa de ave, uma asa de morcego, uma pata de gato, uma pata anterior de cavalo e a mão e o braço humanos são órgãos homólogos. Em cada um deles aparece quase o mesmo número de ossos, músculos, nervos e vasos sangüíneos, ordenadas segundo um mesmo padrão e com grande similaridade no desenvolvimento embrionário.

A razão de homologia seria que os diferentes organismos teriam uma origem evolutiva comum: quanto mais recente o ancestral, maior a semelhança estrutural.

Sob a ação do ambiente, pode haver modificações, mas a estrutura fundamental permanecera.

Outra evidência evolutiva, fornecida pela anatomia comparada é a existência dos órgãos vestigiais. Existem vestígios ou rudimentos de órgãos que representam restos inúteis de estruturas de órgãos que são grandes e funcionais em alguns outros animais.

No corpo humano existem vários órgãos vestigiais, entre os quais citaremos: o apêndice vermiforme, o cóccix, e a prega semilunar. O apêndice vermiforme é uma curta expansão, que se localiza na região onde o intestino grosso se liga ao delgado. Trata-se de um vestígio do volumoso ceco, existente nos herbívoros. Os volumosos cecos dos mamíferos herbívoros armazenam o alimento, enquanto sobre ele se exerce a ação bacteriana, para a digestão da celulose.

No homem, a coluna vertebral termina no cóccix, um osso recurvado formado por vértebras fusionadas, que é um vestígio da cauda, existente em numerosos mamíferos.

2.2. Embriologia Comparada

Animais de espécie diferentes, quando na fase embrionária, são muitos semelhantes. Quanto maior a semelhança entre os adultos de espécies diferentes, mais prolongada a fase embrionária comum. Assim é que os embriões de um peixe, anfíbio, réptil, ave, mamífero e do homem tem bolsas branquiais e cauda; a explicação é que nós descendemos de animais em que tais órgãos eram funcionais.

2.3. Bioquímica

O estudo da bioquímica comparada revela a grande semelhança entre proteínas do sangue de vários mamíferos. As revelações protóicas do sangue, mais próximas de humanos são, em ordem decrescente, os grandes gorilas, os macacos do Velho Mundo, Os macacos de cauda prênsil do Novo Mundo e os tarsióides, primatas mais primitivos.

Os peixes eliminam amônia, os anfíbios eliminam uréia e os répteis, ácido úrico. Já um embrião de ave elimina amônia inicialmente, uréia em uma época posterior e, finalmente, ácido úrico; é uma repetição do metabolismo nitrogenado filogenético.

2.4. Fósseis

Paleontologia é a ciência que estuda os fósseis, isto é, restos ou vestígios de animais ou de vegetais que viveram antes dos tempos históricos a que se conservaram nas rochas.

Assim, são fósseis não apenas partes de esqueletos que foram preservadas, mas também, pegadas de animais conservadas em rochas. Os fósseis documentavam a evolução dos organismos no decorrer do tempo geológico. Para determinar a idade relativa dos fósseis os paleontólogos se baseiam, na decomposição de vários elementos radiativos, particularmente do carbo-14 a do urânio 238. Sabemos que os elementos radioativos se desintegram a taxas da tempo regulares, constituindo assim "re1ógios radioativos". Aqui estão alguns acontecimentos baseados no registro fóssil.

Origem da Terra............................................ 4,5 bilhões de anos atrás
Os mais antigos registros de bactérias...........3 bilhões
Primeiras algas filamentosas..........................2 bilhões
As mais antigas células nucleadas.................1 bilhão
Invertebrados marinhos.................................600 milhões
Peixes e algumas plantas terrestres................400 milhões
Anfíbios.........................................................300 milhões
Dinossauros................................................... 200 milhões
Mamíferos......................................................150 milhões
Primatas..........................................................20 milhões

O estudo da seqüência dos fósseis existentes desde as camadas rochosas mais antigas até as mais recentes revela:

1. Continua modificação das espécies através dos tempos, com a extinção de algumas a modificações em outras.
2. Aumento em diversidade a também em complexidade nas formas fósseis.
3. Existência de formas da transição entre dois grupos.

Uma das mais convincentes formas de transição foi a descoberta do Archaeopteryx, uma forma intermediária entre répteis a aves.

O Archaeoptervx era uma ave com dentes, garras nas asas, cauda longa (características dos répteis) com panas e estrutura geral dos membros, características de aves.

3. A EVOLUÇÃO SEGUNDO LAMARCK

Em 1809, 0 biólogo francês Jean Baptiste Lamarck propôs uma teoria para explicar de qual maneira os seres vivos evoluem.

Segundo Lamarck, uma grande alteração no meio ambiente provocaria, em uma espécie, uma necessidade de se modificar. Essa necessidade levaria à formação de novos hábitos. Essa idéia aliada a observação da natureza lavaram Lamarck o formular as duas leis básicas de sua teoria evolutiva.

Lamarck baseou sua teoria em duas suposições: a lei do uso a desuso a lei dos caracteres adquiridos.

Lei do Uso a Desuso: Segundo tal lei, quanto mais uma parta ou órgão do corpo é usada, mais se desenvolva; contrariamente as partes que não são usadas enfraquecem, atrofiam chegando até a desaparecer.

Lei da Herança dos Caracteres Adquiridos: Segundo Lamarck qualquer animal poderia transmitir aos seus descendentes aquelas características que se atrofiavam pelo desuso ou se desenvolveram pelo uso.

Portanto, de acordo com Lamarck as novas espécies aparecem, por evolução, devido a aquisição ou perda de caracteres.

Numerosos exemplos da natureza foram usados por Lamarck para explicar as suas leis.

Assim, citaremos:

A girafa habita locais onde o solo é seco e com pouca vegetação. Obrigada a comer brotos de árvores a girafa foi se esticando para cima. Esse hábito provocou o enorme pescoço e as pernas anteriores, meio longas do que as posteriores.
As cobras evoluíram a partir de ancestrais que apresentavam pernas a corpos curtos. Obrigados, por modificação ambiental, a rastejar a passar através de aberturas estreitas, acabavam sendo ápodes a de corpo alongado.
As membranas entre os dedos das aves aquáticas resultaram do uso durante a natação.
Aves pernaltas como as garças, teriam desenvolvido as pernas, esticando-as para manter o corpo fora d'água, em regiões inundadas.
Plantas de regiões desérticas teriam diminuído a superfície das folhas, para evitar a transpiração; tais folhas acabaram transformadas em espinhos. Para conservar água os caules adquiriram a consistência suculenta.

A primeira suposição da Lamarck é válida: o uso a o desuso provocam alteração nos organismos. Assim, sabemos que os atletas desenvolvem seus músculos através do uso, enquanto que a paralisação das pernas, por exemplo, determina atrofia.

A falha está na segunda hipótese: caracteres adquiridos por uso e desuso nunca são transmitidos aos seus descendentes.

O golpe definitivo no lamarquismo foi dado por Weismann, nas suas famosas experiências cortando caudas de camundongos por sucessivas gerações a mostrando que não havia atrofia dessa apêndice. Ele foi o autor da teoria da "continuidade do plasma germinativo", pela qual o germe é imortal, sendo as alterações provocadas pelo meio ambiente na soma não transmissíveis aos descendentes.

4. O DARWINISMO

No seu livro, A Origem das Espécies, publicado em 1859, Charles Darwin explicou a evolução por meio da seleção natural.

O processo evolutivo proposto por Darwin pode ser resumido nos seguintes itens:

Todos os organismos apresentam uma elevada capacidade reprodutiva.
Contudo, verifica-se que o número de indivíduos de uma mesma espécie permanece constante, o que só pode ser explicado pela grande mortalidade natural.
A mortalidade decorre da falta de alimento, pois o suprimento alimentar, para qualquer população não é ilimitado.
A falta dos meios de subsistência gira uma competição, ou seja, uma contínua luta pela vida entre os organismos com as mesmas exigências alimentares.
Em todas as espécies os indivíduos nunca são iguais, exibindo variação que podem ser herdadas.
Em um determinado ambiente, os indivíduos dotados de variação favoráveis estarão mais capacitados a sobreviver, do que os que possuem variações desfavoráveis. Assim, as variações favoráveis são transmitidas para os descendentes e, acumulando-se com o tempo, dão origem a grandes diferenças.

O processo de seleção natural, imposto pelo meio ambiente, e prolongado por várias gerações produz adaptações cada vez mais perfeitas e complexas, de terminando dessa forma, um processo de evolução progressiva.

O ponto positivo do darwinismo é a existência da seleção natural como fator orientador da evolução.

Por que a teoria de Darwin não é completa?

A falha do darwinismo é a não explicação da origem das variações naturais, sobre as quais atua a seleção natural. A natureza das variações só foi explicada pela Genética no início do século XX.

O trabalho de Darwin, analisando as provas de evolução e especialmente a teoria da seleção natural, fez dele um dos maiores cientistas de todo os tempos.

5. COMPARAÇÃO ENTRE AS TEORIAS DE LAMARCK E DARWIN

Tanto para Lamarck como pare Darwin o meio ambiente exerce um papel preponderante no processo evolutivo. Segundo Lamarck o ambiente é o principal fator que provoca modificações nos organismos; pare Darwin o ambiente apenas seleciona as variações mais favoráveis. Vamos comparar as teorias de Darwin e Lamarck para a explicação do longo pescoço da girafa.

Segundo Lamarck obrigada a comer folhas e brotos no alto das árvores a girafa é forçada continuamente a ser esticar para cima. Esse habito mantido por longos períodos por todos os indivíduos da raça resultou no alongamento do pescoço.

6. A MODERNA TEORIA SINTÉTICA DA EVOLUÇÃO OU NEO-DARWINISMO

De acordo com a moderna teoria sintética os processos básicos da evolução são quatro: Mutação, Recombinação Genética, Seleção natural e Isolamento Reprodutivo. Os três primeiros constituem as fontes da variabilidade genética, sem a qual não pode ocorrer modificação. A seleção natural e o isolamento reprodutivo orientam es variações em canais adaptativos.

6.1. As Fontes da Variabilidade

Sob a designação de variabilidade enquadrarmos as diferenças existentes entre os indivíduos da mesma espécie. Se observarmos qualquer população de organismos verificaremos a existência de inúmeras diferenças (variações) entre os organismos que a compõem. Assim, nunca existem dois indivíduos idênticos.

Mesmo os chamados gêmeos idênticos, quando atentamente observados, diferirão em alguns caracteres.

A diversidade entre os organismos da mesma espécie é determinada por dois fatores: Recombinação genética e mutação. Entende-se por Recombinação genética as novas combinações dos genes, já existentes em uma dada população.

Nos estudos de Genética já verificamos que as novas combinações gênicas resultam dos processos de segregação independente e permutação. Quanto a mutação constitui a matéria prima da evolução, produzindo novos genótipos e fenótipos. É importante salientar que a mutação ocorre espontaneamente, ou seja, nunca aperece como resposta do organismo a uma situação ambiental.

6.2. A Seleção Natural

As variações são submetidas ao meio ambiente que, através de seleção natural, conserva as favoráveis e elimina as desfavoráveis. Assim, quando as condições ambientais se modificam, algumas variações serão vantajosas e permitirão, então, aos indivíduos que as apresentam, sobreviver e produzir mais descendentes do que aqueles que não as têm.

Entre os principais exemplos de seleção natural citaremos: melanismo industrial, moscas e DDT, bactérias e antibióticos e siclemia.

6.2.1. O Melanismo Industrial

Antes da industrialização da Inglaterra, predominavam as mariposas claras; as vezes apareciam mutantes escuros, dominantes, que, apesar de serem mais robustos, eram eliminados pelos precadores por serem visíveis. Depois da industrialização no século passado, os mutantes escuros passaram a ser mimetizados pela fuligem e, como eram mais vigorosos, forem aumentando em freqüência e substituindo as mariposas que agora pesaram a ser eliminadas pelos predadores por ficarem mais invisíveis. Tais predadores da mariposas atuando como agentes seletivos são pássaros.

6.2.2. Resistência de Mosca ao DDT

Durante o primeiro ano em que o DDT foi usado numa determinada localidade, quase todas as moscas foram mortas; algumas, porém, por causa da variação herdada, não foram afetadas. Puderam sobreviver e só reproduzir e, assim, logo ultrapassaram em número os tipos de moscas menos resistentes naquela área.

O inseticida foi só tornando menos ativo. O DDT causou uma mudança no ambiente e só as moscas que eram resistentes puderam sobreviver e foram sendo selecionadas; não foi; portanto, o inseticida que conferiu resistência as moscas.

6.2.3. Resistência de Bactérias aos Antibióticos

Tem sido publicados muitos trabalhos sobro o fato de algumas bactérias patogênicas terem adquirido resistência a um determinado antibiótico. Assim, o tratamento prolongado de uma infecção, com um antibiótico acaba perdendo toda a eficácia., havendo a necessidade da troca do medicamento. Se uma colônia de bactérias recebe uma pequena dose do um determinado antibiótico, ocorre a morte da maioria delas, sobrevivendo aquelas portadoras do variações que conferem resistência ao medicamento.

Os descendentes das bactérias sobreviventes não morrem com a mesma dose do antibiótico, evidenciando que as variações são hereditárias. Se a dose do antibiótico for aumentada, novamente algumas, as resistentes a nova dose sobreviverão. Enfim, prosseguindo com o aumento progressivo das doses dos antibióticos obtém-se, no final, bactérias resistentes a altas dosagens do antibiótico. Saliente-se que as variedades são provocadas por mutações espontâneas. É de vital importância considerar que não é a presença do antibiótico que provoca o aparecimento das mutações; na realidade elas surgem espontaneamente a, quando conferem resistência ao antibiótico, são úteis à bactéria na presença do mesmo.

6.2.4. Siclemia ou Anemia Falciforme

Na anemia falcilforme ou sidemia, as hemácias recémformadas têm forma normal mas, sob condições de baixa tensão de oxigênio, a maioria se deforma, adquirido o aspecto do uma foice.

Essas células anormais são destruídas no baço, o que provoca anemia. As aglomerações de hemácias falciformes provocam obstrução de vasos capilares e enfartes dolorosos em vários tecidos tais como ossos, baço e pulmões. Os indivíduos com anemia falciformes são homozigotos (SS) e geralmente morrem na infância. Os heterozigotos (Ss) apresentam uma forma atenuada do sidemia, o organismo só produz células falciformes quando o suprimento de oxigênio é baixo (nas altitudes elevadas) ou quando, durante um exercício físico, necessitam do mais oxigênio. A forma atenuada de siclemia não é letal. Pelo fato dos homozigotos não atingirem a idade da reprodução, a freqüência do gene S, nas populações, é sempre baixa.

Contudo, em determinadas regiões da África, onde a malária é endêmica, a freqüência de heterozigotos é bastante alta, atingindo a faixa do 40% o que acontece é o seguinte: os indivíduos são portadores do gene para siclemia (ss) geralmente morrem devido a malária, enquanto que os heterozigotos são resistentes a mesma. Sabe-se que, quando o plasmódio (protozoário que provoca a malária) penetra na hemácia e consome oxigênio. Com a diminuição de oxigênio a hemácia siclêmica se altera e é eliminada do organismo antes que o protozoário se reproduza o consequentemente o indivíduo contraia a malária. Portanto, nas regiões com malária, o portador do gene para siclemia apresenta uma vantagem sobre os que não o apresentam.

7. O ISOLAMENTO REPRODUTIVO

Ocorre o isolamento reprodutivo, quando duas populações dos indivíduos não podem se cruzar e, portanto, trocar genes.

Os mecanismos do isolamento constituem barreiras ao intercâmbio de genes e podem ser: pré-zigóticos e pós-zigóticos.

7.1. Mecanismos Pré-Zigóticos

Os mecanismos pré-zigóticos são os que impedem o contato sexual entre as espécies ou então impossibilitam a união dos gametas após o cruzamento.

Assim temos:

7.1.1. Isolamento Habitacional: Os isolamento de habitat ocorre quando as populações vivem na mesma região mas localizam-se em habitats diferentes. É muito comum em plantas, em razão de sua natureza sedentária.
7.1.2. Isolamento Sazonal ou Estacional:
No isolamento estacional duas populações de organismos, podem viver na mesma área, mas seus períodos reprodutivos ocorrem em diferentes estações do ano. Em conseqüência, não ocorre reprodução, embora seja possível o contato físico. Comum em plantas, tal isolamento também pode ocorrer em insetos e moluscos.
7.1.3. Isolamento Etológico:
Em muitos animais existem padrões do comportamento relacionados ao aceleramento. No isolamento etológico surgem diferenças do comportamento impedindo os rituais de acasalamento e, consequentemente, a fecundação.
7.1.4. Isolamento Mecânica:
Fala-se em isolamento mecânico quando a fecundação é impedida, devido a diferenças estruturais nos órgãos reprodutores, particularmente nas flores de plantas superiores.

7.2. Mecanismos Pós-Zigóticos

Os mecanismos pós-zigóticos são os que ou impedem o desenvolvimento dos híbridos ou reduzem a fertilidade dos mesmos ou a viabilidade de seus descendentes.

7.2.1. Inviabilidade do Híbrido: O híbrido obtido não sobrevive à fase embrionária ou nasce com anomalias que provocam a morte.
7.2.2. Esterialidade do Híbrido:
O híbrido nasce mas é estéril, por anomalias nas gônadas ou ausência de meiose.
7.2.3. Deterioração de F2:
Os híbridos obtidos em F1 são normais e férteis, mas seus descendentes (F2) são fracos ou estéreis.

8. FATORES EVOLUTIVOS COMPLEMENTARES

Existem três processos complementares que também contribuem para a evolução.

São eles: migração, hibridação e oscilação genética.

8.1. Migração: A migração é responsável pelo fluxo gênio, que traz à população novos genes, contribuindo para aumentar a variabilidade genética.
8.2. Hibridação:
Também chamado do deriva genética em processo ocorre quando o patrimônio genético alterado casualmente, independentemente da seleção natural. Ocorre em pequenas populações e depende do acaso. Assim, só uma mutação ocorre em uma população do 100 organismos, sua freqüência, de início, é muito maior do que se acontecesse em população de 10.000 indivíduos.

9. ESPECIAÇÃO

A especiação é o processo de formação de novas espécies e obedece aos seguintes estágios:

1º Estagio: Uma população A vive em um ambiente homogêneo.
2º Estágio: Uma modificação ambiental provoca a migração da população para ambientes diferentes. Assim, a população A divide-se em A1 e A2 que migram para ambientes diferentes.
3ºEstágio: Isoladas geograficamente e submetidas a pressões seletivas diferentes, tais populações param a constituir raças geográficas ou subespécies.
4º Estágio: Com o passar do tempo aumenta a diferenciação genética entre A1 e A2 provocando o isolamento reprodutivo.
5º Estagio: As raças A1 e A2 voltam a se reunir na mesma região. Mas, devido ao isolamento reprodutivo, elas não se misturam. A1 o A2 são reconhecidas como espécies distintas.

10. IRRADIAÇÃO ADAPTATIVA OU EVOLUÇÃO DIVERGENTE

O processo do evolução de uma espécie ancestral em uma variedade de formas, que ocupam diferentes ambiente. Em virtude da constante competição por espaço e alimento cada grupo do organismos tendo a se expandir e ocupar diferentes ambientes, através de novas características adquirida.

O conceito de irradiação adaptativa, ou seja, evolução em várias direções, partindo de um ancestral comum, pode ser ilustrado pela estrutura dos membros dos mamíferos. Assim, partindo do um tipo primitivo surgiram os voadores nadadores, trepadores, etc.

11. CONVERGÊNCIA EVOLUTIVA OU EVOLUCÃO CONVERGENTE

Consiste na semelhança entre organismos de origens diferentes que, vivendo por muito tempo no mesmo ambiento, são submetidos às mesmas pessoas seletivas e acabam por se assemelhar. É o caso da semelhança corpórea entre um ictiossamo, réptil fóssil, um peixe, o tubarão, e um mamífero, o golfinho; no caso trata-se de uma adaptação à vida aquática.

12. A TABELA DO TEMPO GEOLÓGICO

Com base na idade dos registros fósseis, o tempo geológico é dividido em eras, períodos e épocas.

12.1. Era Arqueozóica: As rochas da era arqueozóica formaram-se a 3.500.000.000 de anos. Não existem fósseis reconhecidos. As evidências de vida são indiretas e determinadas por traços de grafite ou carbono puro, provavelmente restos de corpos de organismos vivos.
12.2. Era Proterozóica:
A segunda era, datada de 1.600.000.000 de anos atrás. Os fósseis encontrados em rochas proterozóicas evidenciaram a existência de algas primitivas, fungos, protozoários como vermes e moluscos.
12.3. Era Paleozóica: A era cenozóica teve inicio há 600.000.000 de anos, aproximadamente e é dividido em períodos:
Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano.
12.3.1. Período Cambriano:
Data de 600.000.000 de anos atrás. Caracteriza-se pelo aparecimento da maioria dos filos de invertebrados e de algas marinhas.
12.3.2. Período Ordoviciano:
Começou a 500.000.000 de anos. Abundância de algas marinhas e o aparecimento dos primeiros peixes.
12.3.3. Período Siluriano:
Iniciado a 430.000.000 de anos atrás. Primeiras plantas terrestres bem estabele. Domínio dos aracnídeos marinhos e aparecimento dos primeiros insetos.
12.3.4. Período Devoniano:
Sua origem data de 400.000.00 de anos atrás. Aparecimento de gimnospermas e das primeiras florestas. Admite-se que a transição de vertebrados do meio aquático para o terrestre ocorreu nesse período, com o aparecimento dos primeiros anfíbios.
12.3.5. Período Carbonífero:
Iniciou-se há 350.000.000 de anos aproximadamente. Aparecimento das primeiras florestas tropicais formadoras dos depósitos carboníferos. Surgiram os primeiros répteis.
12.3.6. Período Permiano:
Teve inicio há 280.000.000 de anos atrás. Domínio de répteis e coníferas a aparecimento dos insetos modernos.

12.4. Era Mezóica

Teve início há cerca de 220.000.000 de anos sendo dividida em três períodos: triássico, Jurássico e Cretáceo.

12.4.1. Período Triássico: Iniciado a 220.000.000 de anos. Domínio das gimsnospermas; primeiros dinossauros, pterossauros a mamíferos ovíparos.
12.4.2. Período Jurássico:
Iniciou-se há 180.000.000 de anos. Evolução dos dinossauros e aparecimento das primeiras aves cem dentes. Aumento das dicotiledôneas.
12.4.3. Período Cretáceo:
Iniciado há cerca de 135.000.000 de anos o período cretáceo se caracteriza pela extinção dos dinossauros e aparecimento dos primitivos mamíferos. Primeiras menocotiledôneas e declínio das gimnospermas.

12.5. Era Cenozóica

Também conhecida como a era dos mamíferos iniciou-se há 65.000.000 de anos sendo dividida em períodos: Terciário e Quartenário.

12.5.1. Período Terciário: Marcando o início da era Cenozóica o período Terciário caracterizava por grandes alterações na crosta terrestre é subdividido em épocas: Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno e Plioceno.
12.5.1.1. Época Paleoceno:
Iniciada há 65.000.000 de anos evidencia a origem da maioria das modernas ordens de mamíferos.
12.5.1.2. Época Eoceno:
Data de 54.000.000 de ancestrais. Origem de mamíferos placentários diversificados e especializados.
12.5.1.3. Época Oligoceno:
Teve inicio há 36.000.000 de anos. Máxima dispersão das florestas e plantas cem flores. Origem dos antropóides.
12.5.1.4. Época Mioceno:
Iniciada em 28.000.000 de anos, assa época caracterizam-se pelo aparecimento dos primeiros macacos semelhantes ao homem.
12.5.1.5. Época Plioceno:
Teve início há 10.000.000 da anos aproximadamente sendo marcada pelo domínio dos mamíferos a das herbáceas.
12.5.2. Período Quaternário: O Período Quaternário inclui o 1.000.000 de anos finais da história da Terra a é dividido em duas épocas:
Pleistoceno e Recente.
12.5.2.1. Época Pleistoceno:
O Pleistoceno Iniciou o período quaternário há 1.000.000 de anos. Sua principal característica foi o aparecimento do homem primitivo.
12.5.2.2. Época Recente:
Englobando os últimos 5.000 anos é a época caracterizada pelo domínio das herbáceas a evolução do homem.

13. A EVOLUÇÃO HUMANA

A problemática a controvertida a evolução humana pode ser assim esquematizada:

13.1. Australopithecus

Os fósseis mais antigos aparentados com o homem são originário do Pleistoceno Inferior e são chamados de Australopitecídeos.

O primeiro crânio foi descoberto em 1925 na África Meridional. Tal crânio pertencia a uma criança com 6 anos de idade, com volume craniano pequeno, maxilares robustos e acentuado prognatismo.

Posteriormente, ainda na África, descobriram-se inúmeros restos de esqueletos, de sorte que atualmente dispomos de uma centena de indivíduos, todos pertencentes aos Australepiticídeos. Seu estudo revela uma mistura de caracteres simiescos e humanos. Entre os primeiros salientam-se frente Saiva a volume craniano máximo de 700 centímetros cúbicos. Dos caracteres humanes evidenciamos a existência de uma bacia e de uma articulação craniana, capazes de assegurar uma postura vertical quase perfeita.

As diferenças entre as amostras mostram a existência de dois gêneros distintos: Austrapolithecus e Paranthropus.

O Paranthropus, mais primitivo, desprovido de fronte, apresentava uma crista sagital, forte proeminência da arcada supra-orbital e, molares maciços, indicando um regime vegetariano.

O Australopithecus era mais evoluído: o crânio apresentava 650 centímetros cúbicos, com arcada supra-orbital pouco acentuada e dentição indicando um regime onívoro. As ossadas a as conchas encontradas junto às amostras demostram que os Australopithecus caçava, pescava, comendo carne e mariscos.

O Paranthropus só viveu até a metade do Pleistoceno, ao passo que o Australopithecus, melhor adaptado, prosseguiu sua evolução originando o Homo sapiens:

13.2. Homo Habilis

Em 1960 Louis Leakey encontrou, na África, cerca de seis fósseis e os chamou de Homo habilis. A reconstrução do Home habilis sugere uma criatura com 1,25m de altura, dentes pequenos e pés semelhantes aos do homem.

Junte com os restos foram encontrados seixos trabalhos com bordos cortantes, indicando que o Homo habilis era capaz de trabalhar a pedra.

Essa espécie, datada de 1.700.000 anos é considerado o ancestral da espécie humana.

13.3. Homo Erectus

O homem de Java, um dos mais antigos hominídeos, foi descoberto por Eugene Dubois, em 1891, na região leste de Java. Inicialmente foi chamado de Pithecantropus erectus, nome posteriormente alterado para Homo erectus. A reconstrução esquelética indicou que o adulto atingia 1,70m de altura, pesava 70 quilogramas a tinha um andar semelhante ao homem atual. A capacidade craniana variava de 700 a 1.100 centímetros cúbicos. As arcadas supra-ciliares eram preeminentes e não apresentava queixo, dentes grandes e caninos não ultrapassando os demais dentes.

Vivia em cavernas ou abrigos de pedras, por ele construídos. Em 1920 escavações em cavernas próximas a Pequim, Davidson Black encontram o chamado homem de Pequim e deu-lhe o nome de Sinanthropus pekinensis, porém, a descoberta de outros espécimes revelou que se tratava de uma variedade do Homo erectus. O crânio, dotado de protuberâncias supra-erbitais apresentava uma capacidade de 1075 centímetros cúbicos.

Ao lado do homem de Pequim foram encontrados objetos talhados em pedra a restes de cinza, provando o conhecimento do fogo.

13.4. Homo Sapiens

Há cerca de 70.000 anos atrás, surgiu o Home sapiens, do qual existem numerosas amostras.

Ele teria se apresentado em duas superfícies: Homo sapiens neanderthalensis e Homo sapiens sapiens.

O primeiro, homem de Neandertal, foi descoberto no vale de Neander, próximo a Dusseldorf, sendo da constituição forte, cuja altura variava de 1,50 a 1,60m.

Fonte: ucbweb.castelobranco.br

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