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Evolução Humana

Origem e Evolução do Ser Humano

África, o berço da humanidade

É comum indagarmos sobre a nossa origem. Viemos mesmo dos macacos? Antigamente a pergunta era ouvida com desprezo e incredulidade, mas hoje é recebida com naturalidade.

A origem do ser humano - esse mamífero tão especial - deve ser analisada, pois o comportamento humano tem raízes num passado remoto, quando um ser meio macaco, meio humano ocupava as florestas e depois as savanas da África, onde devem ter surgido os primeiros ancestrais dos seres humanos.

Há milhões de anos, a África era coberta por densas florestas e macacos movimentavam-se em bandos. Terremotos, porém, modificaram a paisagem, fazendo surgir montanhas de até 3 mil metros de altitude ao longo do continente.

Essas modificações transformaram não só a paisagem como também o clima: as grandes elevações formaram uma barreira contra a passagem da umidade tão necessária à manutenção das florestas; conseqüentemente, as árvores escassearam, diminuindo as áreas de florestas, em parte substituídas por matas, savanas e desertos.

Há milhões de anos, a formação de montanhas muito altas impediu a passagem de correntes aéreas, ricas em umidade, da região litorânea para o interior. O litoral, mais úmido, manteve as florestas lá existentes, enquanto no interior a vegetação tornou-se escassa.

Posteriormente, outras modificações da crosta terrestre originaram um grande vale que, estendendo-se de norte a sul, funcionou como um obstáculo natural às populações animais que viviam no leste e no oeste.

Separados por essa barreira natural, grupos de macacos passaram a viver em lugares com condições ambientais diferentes, fato que propiciou o ambiente ideal à formação de uma nova espécie.

A formação de um longo e sinuoso vale (Vale da Grande Fenda, Tanzânia), há cerca de 12 milhões de anos, funcionou como uma grande barreira, impedindo a comunicação entre os animais de regiões diferentes.

Assim, o destino dos seres vivos que ficaram nessas novas regiões dependia da adaptação às novas condições do meio; se se adaptassem sobreviveriam; se não, pereceriam.

Separados por essa barreira natural, os indivíduos foram sofrendo pequenas modificações que, ao longo de muitas gerações, resultaram populações com características físicas e comportamentais diferentes em cada uma das regiões. Assim, alguns desses macacos do passado continuaram habitando as árvores das florestas remanescentes e originaram o orangotango, o gorila e o chimpanzé; outros, que ocupavam a região que se modificou, para poder sobreviver, abandonaram as árvores, aventuraram-se pelo chão e deram origem aos humanos.

Isso não se deu num passe de mágica, mas foram necessários milhões de anos em que, gradativamente, foram se acumulando modificações até se formar uma nova espécie: a humana.

A floresta primitiva apresentava grande variedade de folhas e frutos comestíveis, alimento farto e variado aos nossos antepassados que não precisavam deslocar-se a grandes distâncias para obtê-lo nem de horário certo para se alimentar. Viviam em bandos e saciavam a fome nos lugares por onde passavam.

Com as mudanças das condições ambientais escassearam as florestas e apareceram as savanas, e já não havia mais a mesma fartura de alimento. As espécies, então, iniciaram uma grande competição pelo alimento. Provavelmente alguns macacos se aventuraram fora do ambiente em que sempre tinham vivido, para procurar outras fontes de subsistência. Para sobreviver, modificaram os hábitos alimentares, pois a vegetação escassa forçava-os a procurar outros alimentos, levando-os provavelmente a especializar-se mais na caça de pequenos animais para complementar a sua alimentação.

Todas as modificações que ocorreram em seu organismo que os capacitaram a caçar com mais facilidade provavelmente foram mantidas, pois, caçando mais, teriam alimentação de melhor qualidade, e esse fator aumentaria as chances de sobreviver, ter filhos e transmitir as novas características às gerações futuras.

Seres da mesma espécie, quando se acasalam, dão origem a descendentes fertéis. O mesmo não acontece quando o cruzamento se dá entre animais de espécies diferentes.

Fisicamente, porém, havia um grande empecilho: não possuíam características de caçador. Não tinham presas desenvolvidas nem garras nem esqueletos que lhes permitissem locomover-se em pé, olhando por sobre o capim, com as mãos livres para empunhar paus, pedras e carregar o que coletavam. A caça de animais maiores tornava-se difícil... Algo deveria mudar.. . Teriam chances de sobreviver?

A evolução do ser humano

O antropólogo Richard Leakey, em seu livro A origem da espécie humana, afirma que a primeira espécie de macaco bípede - o fundador da família humana - era fisicamente diferente dos macacos atuais e devia alimentar-se de talos, sementes, raízes, brotos e insetos, da mesma forma que fazem hoje os babuínos das regiões montanhosas da Etiópia. Talvez comesse animais que já encontrava mortos e, como os chimpanzés, usasse gravetos para desenterrar raízes ou espantar adversários.

Acredita-se que a partir desse animal, que viveu entre 5 e 7 milhões de anos atrás, surgiu a família humana.

Mas somente há 3 milhões de anos aproximadamente os hominídeos (espécies humanas ancestrais) proliferaram e deram origem a novos tipos: um deles a linhagem do Homo, que originou o homem moderno.

Entre esse ancestral e o ser humano atual - conhecido nos meios científicos como Homo sapiens sapiens - houve uma série de outros tipos.

Por meio dos fósseis sabemos que progressivas modificações determinaram um aumento da estatura e também do volume do cérebro. Este quase triplicou, passando de 500 para 1.400 centímetros cúbicos no homem atual. Como tudo isso aconteceu?

O ser humano originou-se pela seleção natural, o mesmo processo evolutivo que deu origem a todos os seres vivos.

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Representação esquemática da possível linha evolutiva entre os Australopitecus e o Homo sapiens sapiens

Nas células de todos os seres vivos há os cromossomos e, nestes, os genes. Os genes são estruturas responsáveis por todas as características que identificam um ser. Definem-lhe desde a forma até as substâncias que compõem suas células, assim como o seu funcionamento.

Os genes são formados por uma substância conhecida como DNA, que contém as informações genéticas necessárias à vida em um sistema chamado código genético. Ocasionalmente, este código se modifica e, conseqüentemente, as substâncias que vão ser formadas nesse ser, o que alterará as características determinadas pelo gene. Essas modificações geralmente casuais são as mutações, que constituem a base ou a matéria-prima da evolução. Se esta modificação for favorável ao ser, aumentando-lhe a probabilidade de sobrevivência no meio, a mutação será mantida. Essas mudanças ocorrem continuamente e, por serem graduais, são assimiladas naturalmente pelas populações, passando despercebidas aos nossos olhos.

Desse modo, somos, entre outras coisas, o resultado da herança genética codificada em nosso DNA, originada não só do nosso grupo familiar e racial, mas também dos nossos antepassados que viveram há milhões de anos. Entretanto, não podemos chegar ao extremo de acreditar que o DNA seja o único responsável por tudo o que somos. Agindo sobre o nosso material genético comum, a cultura cria inúmeras e variadas tradições.

A própria formação dos grupos étnicos é resultado das mutações. Grupos humanos dispersaram-se por várias regiões da Terra e ficaram muito tempo isolados geograficamente. Durante o período de isolamento, sofreram pequenas modificações que se foram somando e dando-Ihes características diferentes. Se um desses grupos tivesse permanecido isolado por longo período de tempo, tantas poderiam ter sido as modificações causadas pelas mutações que talvez até impossibilitassem o cruzamento ou a formação de um descendente caso esses grupos se encontrassem. Neste caso ter-se-ia se formado uma nova espécie. No entanto, isso não aconteceu.

Evolução Humana
Evolução dos primatas

O isolamento geográfico durante um certo período de tempo deu a cada grupo étnico características genéticas próprias. Mas o ser humano é, também, resultado do ambiente cultural e social em que vive.

Assim, ocorre naturalmente uma seleção imposta pelo ambiente, sobrevivendo aquele que estiver mais adaptado a ele. A esse processo - o principal mecanismo da Teoria da Evolução enunciada por Charles Darwin (1809-1882) - damos o nome de seleção natural.

A hipótese mais aceita sobre a origem da espécie humana afirma que, por um mecanismo semelhante, um grupo primitivo de macacos se diversificou, originando o ser humano, o chimpanzé, o gorila e o orangotango.

Recentemente, estudos bioquímicos revelaram que há 99,4% de semelhança entre o DNA humano e o do chimpanzé. Também nos mostraram que o chimpanzé é muito mais parecido com os humanos do que com o gorila. Após esses estudos, o chimpanzé e o gorila passaram a fazer parte da família humana.

O que nos diferencia dos outros primatas

O homem, o gorila, o chimpanzé, o orangotango, os macacos do Novo e do Velho Mundo, o társio e o lêmure formam o grupo dos mamíferos conhecido como primatas.

Diferem bastante entre si, mas, de todos, o homem é um primata muito especial: herdou de seus ancestrais macacos a visão binocular (que permite a visão tridimensional e a percepção da profundidade) e a capacidade de agarrar e manipular objetos com as mãos, com destreza e perfeição.

Todos são parentes: o orangotango, o gorila, o chimpanzé e o ser humano. Porém, somente o ser humano é capaz de impor sua vontade ao meio ambiente e entender a diferença entre o bem e o mal.

Além de o corpo ter-se tornado ereto, houve ainda o aumento relativo do volume do cérebro e da espessura do córtex, onde se situam as circunvoluções, que no ser humano são mais desenvolvidas do que nos demais primatas. Como conseqüência dessas modificações cerebrais sua capacidade mental tornou-se maior.

Além dessas diferenças, uma das principais características humanas é a criação do mundo espiritual. Os chimpanzés não enterram seus mortos nem têm simbologia para o além; não representam graficamente as emoções, embora elas estejam presentes no semblante e nos gestos; não apresentam criatividade para a elaboração de símbolos que levem a imagens gráficas ou musicais.

O ser humano é o único animal capaz de impor sua vontade ao meio ambiente. Só ele tem realmente a capacidade de entender a diferença entre o bem e o mal.

Somente o homem ama de forma a englobar todas as criaturas.

O despertar da consciência

Será que os outros animais também têm consciência? Até bem pouco tempo essa indagação não teria sentido, e a resposta seria um sonoro "Não!". Atualmente, como se descobriu que o chimpanzé reconhece sua imagem no espelho, já não podemos mais responder negativamente a essa pergunta.

A bióloga Jane Goodall passou várias décadas observando e estudando os chimpanzés livres no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia. Suas observações serviram para chamar a atenção do mundo científico e leigo para o fato de os animais também terem história: estrutura familiar, dinastia, líderes etc.

Evolução Humana

Os chimpanzés utilizam pedaços de pau para retirar formigas ou cupins de dentro do formigueiro ou cupinzeiro. ,Esses paus agem como ferramentas para realizarem o seu trabalho.

Pesquisadores colocaram uma mancha vermelha na testa de um chimpanzé e fizeram-no olhar-se no espelho; imediatamente, ele colocou a mão na testa: sabia que era a sua imagem. Outros tipos de macacos, porém, não possuem a mesma capacidade, portanto devem existir vários níveis de consciência, entre os quais a humana seria a mais diferenciada e, como diz o antropólogo Richard Leakey, "o produto de uma criação muito especial".

A partir de 1960, vários trabalhos têm demonstrado que determinados comportamentos considerados essencialmente humanos - reconhecer-se diante do espelho, usar símbolos, fabricar artefatos e ferramentas - não são exclusividade da espécie humana. Experiências realizadas com chimpanzés já demonstraram que eles relacionam com facilidade símbolos com objetos. Outros animais também são capazes de fazer essa associação. Os cães, por exemplo, ficam felizes ao ver seus donos pegar a coleira, pois associam a coleira ao passeio na rua, assim como associam uma vasilha com o alimento.

Havia, porém, uma curiosidade entre os pesquisadores: queriam saber se os chimpanzés usariam os símbolos para pensar abstratamente. Para isso, em um teste, ensinaram-lhes o que era comida e o que era ferramenta.

Posteriormente, mostraram outras comidas e outras ferramentas: os chimpanzés separaram com facilidade as comidas das ferramentas, mostrando que seu intelecto estava generalizando abstrações.

Fonte: www.nre.seed.pr.gov.br

Evolução Humana

A Evolução Humana é o processo de mudança e desenvolvimento, ou evolução, pelo qual os seres humanos emergiram como uma espécie distinta. É tema de um amplo questionamento científico que busca entender e descrever como a mudança e o desenvolvimento acontecem. O estudo da evolução humana engloba muitas áreas da ciência, como a Psicologia Evolucionista, a Biologia Evolutiva, a Genética e a Antropologia Física. O termo "humano", no contexto da evolução humana, refere-se ao gênero Homo. Mas, os estudos da evolução humana usualmente incluem outros hominídeos, como os australopithecus.

Histórico da paleoantropologia

A moderna área da paleoantropologia começou com o descobrimento do Neandertal e evidências de outros "homens das cavernas" no século 19. A idéia de que os humanos eram similares a certos macacos era óbvia para alguns há algum tempo. Mas, a idéia de evolução biológica das espécies em geral não foi legitimizada até à publicação de A Origem das Espécies por Charles Darwin em 1859. Apesar do primeiro livro de Darwin sobre evolução não abordar a questão da evolução humana, era claro para leitores contemporâneos o que estava em jogo. Debates entre Thomas Huxley e Richard Owen focaram na idéia de evolução humana, e quando Darwin publicou seu próprio livro sobre o assunto (A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo), essa já era uma conhecida interpretação da sua teoria—e seu bastante controverso aspecto. Até muitos dos apoiadores originais de Darwin (como Alfred Russel Wallace e Charles Lyell) rejeitaram a idéia de que os seres humanos poderiam ter evoluído sua capacidade mental e senso moral pela seleção natural.

Desde o tempo de Lineu, alguns grandes macacos foram classificados como sendo os animais mais próximos dos seres humanos, baseado na similaridade morfológica. No século XIX, especulava-se que nossos parentes mais próximos eram os chimpanzés e gorilas. E, baseado na distribuição natural dessas espécies, supunha-se que os fósseis dos ancestrais dos humanos seriam encontrados na África e que os humanos compartilhavam um ancestral comum com os outros antropóides africanos.

Foi apenas na década de 1920 que fósseis além dos de Neandertais foram encontrados. Em 1925, Raymond Dart descreveu o Australopithecus africanus. O espécime foi Bebé de Taung, um infante de Australopithecus descoberto em Taung, África do Sul. Os restos constituíam-se de um crânio muito bem preservado e de um molde endocranial do cérebro do indivíduo. Apesar do cérebro ser pequeno (410 cm3), seu formato era redondo, diferentemente daqueles dos chimpanzés e gorilas, sendo mais semelhante ao cérebro do homem moderno. Além disso, o espécime exibia dentes caninos pequenos e a posição do foramen magnum foi uma evidência da locomoção bípede. Todos esses traços convenceram Dart de que o "bebê de Taung" era um ancestral humano bípede, uma forma transitória entre "macacos" e humanos. Mais 20 anos passariam até que as reinvindicações de Dart fossem levadas em consideração, seguindo a descoberta de mais fósseis que lembravam o achado de Dart. A visão prevalente naquele tempo era a de que um cérebro grande desenvolveu-se antes da locomoção bípede.

Pensava-se que a inteligência presente nos humanos modernos fosse um pré-requisito para o bipedalismo.

Os Australopithcíneos são agora vistos como os ancestrais imediatos do gênero Homo, o grupo ao qual os homens modernos pertencem. Tanto os Australopithecines quanto o Homo pertencem à família Hominidae, mas dados recentes têm levado a questionar a posição do A. africanus como um ancestral direto dos humanos modernos; ele pode muito bem ter sido um primo mais distante.

Os Australopithecines foram originalmente classificados em dois tipos: gráceis e robustos. A variedade robusta de Australopithecus tem, desde então, sido reclassificada como Paranthropus. Na década de 1930, quando os espécimes robustos foram descritos pela primeira vez, o gênero Paranthropus foi utilizado.

Durante a década de 1960, a variedade robusta foi transformada em Australopithecus. A tendência recente tem-se voltado à classificação original como um gênero separado.

A Teoria da Savana

Um dos aspectos mais fascinantes da pesquisa paleoantropológica se refere à influência da Teoria da Savana neste campo científico. A Teoria da Savana é normalmente ligada ao trabalho de Raymond Dart.

Em seu artigo em Nature no ano 1925 Dart sugeriu um cenário evolutivo para a origem do Australopithecus africanus: por consequência de mudanças climáticas e uma subsequente redução das matas, o A. africanus abandonou a vida arborícola e passou a se adaptar a uma vida nas savanas.

Este modelo teórico foi aceito pelas gerações seguintes de paleoantropólogos e se tornou a explicação mais comum nos livros sobre evolução humana, popularizado também em inúmeros livros de ciência popular. A Teoria da Savana foi vista como um fato indisputável, desde que os fósseis de hominídeos encontrados na África pareciam confirmar este modelo teórico.

Em 1993, Renato Bender, um cientista brasileiro de residência na Suíça iniciou uma análise histórica da Teoria da Savana. Os resultados desta pesquisa foram apresentados 1999 em uma dissertação no Instituto de Esportes e Ciências Esportivas da Universidade de Berna. Neste trabalho foi demonstrado que a Teoria da Savana não tem sua origem no trabalho de Raymond Dart. Bender provou que a idéia de uma adaptação à vida nos "campos abertos" é muito antiga, tendo sido já mencionada em 1809 pelo famoso cientista francês Jean-Baptiste de Lamarck. Este fato é de enorme importância na avaliação científica da Teoria da Savana, tendo em vista que os descobrimentos dos fósseis não tiveram influência alguma na formulação destas especulações.

A partir desta análise, Bender sugeriu que a Teoria da Savana se denominasse "Freilandhypothesen", uma palavra alemã que pode ser traduzida pela expressão "Hipótese dos Campos Abertos" (HCA). Bender insistiu no uso desta expressão no plural, afim de abranger as diferentes versões deste grupo de especulações que foram publicadas nos últimos 200 anos da história da HCA.

Totalmente independente de Bender, e a partir de outras considerações, sugeriu também o Professor Phillip Tobias, um paleoantropólogo de renome internacional da África do Sul, um distanciamento das HCA. Nos últimos anos vários paleoantropólogos também passaram a se distanciar destas especulações, reconhecendo que estas não tenham a base científica antigamente tida como certa. Um dos exemplos mais impressionantes deste distanciamento podemos ver na obra Biology, um livro clássico de Campbell e Reece (2006, 848-849) e muito influente no campo biológico.

Através desta gradual perda de suporte na HCA, os cientístas passaram a se interessar por explicações alternativas dentro do mundo científico. Uma das alternativas é a Teoria Aquática, também conhecida por Aquatic Ape Theory ou Aquatic Ape Hypothesis. O interessante nesta teoria é o fato que ela foi divulgada e desenvolvida durante muito tempo em obras populares, não tendo apoio de cientistas.

Bem ao contrário: até poucos anos atrás esta teoria era normalmente mencionada como um exemplo clássico de uma especulação infundada. A situação está mudando rapidamente. Por exemplo a médica suíça Nicole Bender-Oser escreveu uma dissertação histórica sobre a origem da Teoria Aquática (teoria esta formulada pela primeira vez pelo médico alemão Max Westenhöfer em 1923). Este trabalho foi honorado no ano 2004 pela Universidade de Berna. Além disso, na obra acima citada de Campbell e Reece, a Teoria Aquática é apresentada como a alternativa mais convincente entre as atuais opções da literatura especializada.

Antes do Homo

Os primeiros hominídeos

Sahelanthropus tchadensis

Orrorin tugenensis

Ardipithecus kadabba

Ardipithecus ramidus

Gênero Australopithecus

Australopithecus anamensis

Australopithecus afarensis

Australopithecus africanus

Australopithecus garhi

Gênero Paranthropus

Paranthropus aethiopicus

Paranthropus boisei

Paranthropus robustus

Gênero Homo

Na taxonomia moderna, o Homo sapiens é a única espécie existente desse gênero, Homo. Do mesmo modo, o estudo recente das origens do Homo sapiens geralmente demonstra que existiram outras espécies de Homo, todas as quais estão agora extintas. Enquanto algumas dessas outras espécies poderiam ter sido ancestrais do H. sapiens, muitas foram provavelmente nossos "primos", tendo especificado a partir de nossa linhagem ancestral.

Ainda não há nenhum consenso a respeito de quais desses grupos deveriam ser considerados como espécies em separado e sobre quais deveriam ser subespécies de outras espécies. Em alguns casos, isso é devido à escassez de fósseis, em outros, devido a diferenças mínimas usadas para distinguir espécies no gênero Homo.

A palavra homo vem do Latim e significa "pessoa", escolhido originalmente por Carolus Linnaeus em seu sistema de classificação. É geralmente traduzido como "homem", apesar disso causar confusão, dado que a palavra "homem" pode ser genérica como homo, mas pode também referir-se especificamente aos indivíduos do sexo masculino. A palavra latina para "homem" no sentido específico ao gênero é vir, cognato com "virile" e "werewolf". A palavra "humano" vem de humanus, a forma adjetiva de homo.

H. habilis

Viveu entre cerca de 2,4 a 1,5 milhões de anos atrás (MAA). H. habilis, a primeira espécie do gênero Homo, evoluiu no sul e no leste da África no final do Plioceno ou início do Pleistoceno, 2,5–2 MAA, quando divergiu do Australopithecines. H. habilis tinha molares menores e cérebro maior que os Australopithecines, e faziam ferramentas de pedra e talvez de ossos de animais.

H. erectus

Viveu entre cerca de 1,8 (incluindo o ergaster) ou de 1,25 (excluindo o ergaster) a 0,70 MAA. No Pleistoceno Inferior, 1,5–1 MAA, na África, Ásia, e Europa, provavelmente Homo habilis possuía um cérebro maior e fabricou ferramentas de pedra mais elaboradas; essas e outras diferenças são suficientes para que os antropólogos possam classificá-los como uma nova espécie, H. erectus. Um exemplo famoso de Homo erectus é o Homem de Pequim; outros foram encontrados na Ásia (notadamente na Indonésia), África, e Europa. Muitos paleoantropólogos estão atualmente utilizando o termo Homo ergaster para as formas não asiáticas desse grupo, e reservando a denominação H. erectus apenas para os fósseis encontrados na região da Ásia e que possuam certas exigências esqueléticas e dentárias que diferem levemente das do ergaster.

H. ergaster

Viveu entre cerca de 1,8 a 1,25 Milhões de anos. Também conhecido como Homo erectus ergaster

H. heidelbergensis

O Homem de Heidelberg viveu entre cerca de 800 a 300 mil anos atrás. Também conhecido como Homo sapiens heidelbergensis e Homo sapiens paleohungaricus.

H. sapiens idaltu

Viveu há cerca de 160 mil anos (subespécie). É o humano moderno anatomicamente mais antigo conhecido. Eles não enterravam os corpos das pessoas mortas, acreditando que elas pudessem retornar à vida

H. floresiensis

Viveu há cerca de 12 mil anos (anunciado em 28 de Outubro de 2004 no periódico científico Nature). Apelidado de hobbit por causa de seu pequeno tamanho.

H. neanderthalensis

Viveu entre 250 e 30 mil anos atras. Também conhecido como Homo sapiens neanderthalensis. Há um debate recente sobre se o "Homem de Neanderthal" foi uma espécie separada, Homo neanderthalensis, ou uma subespécie de H. sapiens. Enquanto o debate continua, a maioria das evidências, adquiridas através da análise do DNA mitocondrial e do Y-cromosomal DNA, atualmente indica que não houve nenhum fluxo genético entre o H. neanderthalensis e o H. sapiens, e, consequentemente, eram duas espécies diferentes.

Em 1997 o Dr. Mark Stoneking, então um professor associado de antropologia da Universidade de Penn State, disse: "Esses resultados [baseados no DNA mitocondrial extraído dos ossos do Neanderthal] indicam que os Neanderthais não contribuíram com o DNA mitocondrial com os humanos modernos … os Neanderthais não são nossos ancestrais." Investigações subsequentes de uma segunda fonte de DNA de Neanderthal confirmaram esses achados

H. sapiens

Surgiu há cerca de 200 mil anos. Entre 400 mil anos atrás e o segundo período interglacial no Pleistoceno Médio, há cerca de 250 mil anos, a tendência de expansão craniana e a tecnologia na elaboração de ferramentas de pedra desenvolveu-se, fornecendo evidências da transição do H. erectus ao H. sapiens. A evidência direta sugere que houve uma migração do H. erectus para fora da África, então uma subseqüente especiação para o H. sapiens na África. (Há poucas evidências de que essa especiação ocorreu em algum lugar). Então, uma subseqüente migração dentro e fora da África eventualmente substituiu o anteriormente disperso H. erectus. Entretanto, a evidência atual não impossibilita a especiação multiregional. Essa é uma área calorosamente debatida da paleoantropologia. "Sapiens" significa "sábio" ou "inteligente."

Cartografia da evolução humana

A família humana

Evolução Humana
"Árvore genealógica" humana

Notas adicionais

As origens da humanidade têm sido frequentemente um assunto de grande controvérsia científica e religiosa. Veja os artigos sobre a controvérsia entre os evolucionistas e os criacionistas.

A classificação dos humanos e seus parentes tem mudado consideravelmente ao longo do tempo. Veja a História da taxonomia dos hominídeos.

A especulação a respeito da evolução futura dos humanos é geralmente explorada na ficção científica como continuação da especiação dos humanos à medida que pertencem a vários nichos ecológicos; ver radiação adaptativa.

Fonte: www.geocities.com

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