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Expansão Marítima

 

Expansão Marítima
Expansão Marítima

Ocorre em duas ondas distintas.

A primeira, de 1415 a 1600, sob hegemonia de Portugal e Espanha, e a segunda, entre 1600 e 1800, sob a hegemonia da Holanda, Inglaterra e França.

Descobrimentos portugueses

As causas do pioneirismo português podem ser atribuídas à sua neutralidade nos confrontos europeus, centralização política, posição geográfica privilegiada e ao desenvolvimento da indústria naval. A fundação da Escola de Sagres forma pilotos para a navegação em alto-mar.

Conquista de Ceuta

Sua conquista, em 1415, é o ponto de partida para as descobertas portuguesas na África ocidental. Em 1419 os portugueses chegam ao arquipélago da Madeira e, em 1431, desembarcam nos Açores. Em 1445 atingem as ilhas de Cabo Verde e, em 1482, a desembocadura do rio Congo.

Contorno do Cabo da Boa Esperança

No extremo meridional da África, por Bartolomeu Dias, em 1487, abrindo caminho para as costas orientais do continente africano e para as Índias. Entre 1505 e 1515, caravelas lusas exploram o litoral leste da África, aportando em Sena, Moçambique, Zanzibar, Pemba e outros pontos.

Índias e América

Em 1498 Vasco da Gama aporta em Calicute (Índia ). Em 1500 uma frota portuguesa comandada por Pedro Álvares Cabral chega às costas americanas do Atlântico sul, descobrindo o Brasil. Em 1543 os portugueses chegam ao Japão.

Navegações espanholas

A Espanha tenta chegar às Índias através do Atlântico. Opta pela direção ocidental, sob a influência dos navegadores genoveses Cristóvão Colombo e Américo Vespúcio, na suposição correta da esfericidade da Terra.

Descobrimento da América

Em 1492 a frota de Colombo aporta na ilha Guanahani (São Salvador) e investiga as ilhas Juana (Cuba) e Hispaniola (São Domingos). Pensa ter chegado às Índias.

Em 1500, Pinzón descobre a embocadura do rio Amazonas. Entre 1503 e 1513, Vespúcio e outros navegadores exploram as Antilhas e todo o litoral atlântico ao sul dos territórios descobertos. Concluem tratar-se de um novo continente, que passa a se chamar América em homenagem a Vespúcio. Em 1508 chegam ao Yucatan e em 1512 à Flórida e ao delta do Mississíppi.

Cristóvão Colombo (1451-1506), navegador e descobridor da América, nasce em Gênova, na Itália. Filho de um tecelão, interessa-se pelos estudos geográficos e pelas narrações de viagens de Plínio, Marco Polo e Toscanelli. Em 1477 estabelece-se em Lisboa, junto a seu irmão Bartolomeu, um cartógrafo. Convencido da esfericidade da Terra, propõe a Portugal alcançar as Índias pelo Atlântico. Rechaçado, propõe ao rei espanhol o mesmo projeto, em 1485. Inicia sua primeira viagem em 1492. Sai do porto de Palos com as caravelas Pinta, Niña e Santa Maria. Um ano depois retorna à Espanha, onde é acolhido triunfalmente, com o título de "almirante do mar oceano". Realiza mais três viagens à América. Morre pobre e esquecido.

Primeira viagem de circunavegação

Em 1513 Vasco de Balboa cruza o istmo do Panamá e descobre o oceano Pacífico. Em 1517, Fernão de Magalhães, um navegador português a serviço de Castela, atinge o extremo sul do continente americano e atravesssa o estreito ligando os dois oceanos. A nau Vitória, da expedição de Magalhães, continua viagem pelo Pacífico e realiza a primeira circunavegação do globo, chegando a Sevilha dois anos depois. Magalhães descobre parte do arquipélago das ilhas Marshall, Marianas, Filipinas e Bornéu. Em 1522, a nau Vitória descobre a Nova Guiné. Entre 1543 e 1545 os espanhóis chegam ao Hawai e ilhas Carolinas.

Em 1566 descobrem as Marquesas e em 1605 e 1606 as Novas Hébridas e a Austrália.

Conquistas inglesas

Iniciam-se pelo Atlântico norte, em 1499. A partir de 1558 os ingleses voltam-se para a pirataria e o comércio negreiro, apoiados pelo poder real. Em 1584 Walter Raleigh funda Virgínia, a primeira colônia inglesa no continente americano. Entre 1607 e 1640 ocorre uma transferência em massa de colonos para o litoral atlântico. Em 1612 começa a colonização da Índia.

Expansão francesa

Nas Antilhas instala bases de pirataria em São Cristóvão, São Domingos, Guadalupe, Martinica e Haiti, entre 1625 e 1655. Na América do Norte toma posse da Terranova, Nova Escócia e Nova França, no Canadá, em 1603. Funda Quebec em 1608, Montreal em 1643, e impulsiona a migração de colonos para a região.

Em 1682 funda uma colônia no território do Mississíppi (Louisiana). A partir de 1643 volta-se para o Índico e instala bases em Reunião e Madagascar, na África. Funda feitorias na Índia, em 1664.

Descobertas holandesas

A partir de 1619 os holandeses estabelecem bases comerciais e militares em Timor, Celebes, Java, Sumatra, Bornéu e península do Sião. Em 1630 consegue dominar o território nordeste do Brasil. Conquista Curaçau e a Guiana em 1634. Entre 1642 e 1659, descobre as ilhas Maurício, Tasmânia, Nova Zelândia e o noroeste da Nova Guiné.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Expansão Marítima

ANTECEDENTES

A retração do século XIV na Europa foi decorrente do monopólio de especiarias e artigos de luxo pelos italianos e árabes, além do processo de superprodução e subconsumo do mercado, esgotamento das jazidas de metais da Europa, a Guerra dos 100 anos e das pestes do Oriente.

A saída para a crise surge com as grandes navegações, onde homens partem para grande aventura dos mares, carregando um imaginário ainda medieval de lendas e monstros.

Os objetivos desta expansão desta expansão eram:

a) atingir o centro fornecedor de especiarias, acabando com o antigo monopólio
b)
ampliar o mercado consumidor, sintonizando produção e consumo
c)
conquistar novas jazidas minerais.

A PRECOCIDADE DOS PORTUGUESES NA EXPANSÃO

Diversos fatores concorreram para que este pequeno país tomasse a dianteira do processo expansionista, como a localização geográfica favorável; a tradição pesqueira; o contato com os mouros que traziam tecnologia náutica e divulgavam a filosofia grega Tc..., no entanto, o principal motivo desta fase mercantilista lusitana se deve a sua condição de primeiro Estado centralizado da modernidade.

O processo de centralização portuguesa está ligado as guerras de conquista (ações militares dos cristãos influenciados pelas cruzadas com objetivo de expulsar os muçulmanos da Península Ibérica).

Os reinos católicos de Leão, Castela, Navarra e Aragão pediram auxílio aos Borgonhas franceses liderados por Raimundo e Henrique que dominaram judeus e mouros da parte ocidental da Península, e foram recompensados com o casamento com as filhas do rei Afonso de Castela, além de terras.

Henrique casado com Teresa fundou o Condado Portucalense, e seu filho Afonso Henrique estabeleceu a independência de Portugal se tornando seu primeiro rei.

Dois séculos depois, um descendente remoto do primeiro rei, D. Pedro I morre deixando dois filhos. Um legítimo D. Fernando e um bastardo D. João (Filho da amante famosa dona Inês de Castro).

D. Fernando ao assumir, inicia uma política perigosa de aproximação com o reino de Castela, casando com uma nobre de Castela, Dona Leonor Telles, e prometendo sua única filha, Beatriz, em casamento ao rei de Castela.

Após a morte de D. Fernando, a burguesia assustada com a possibilidade do casamento de Beatriz significar o retorno de anexação de Portugal por Castela, acaba realizando a revolução de 1383-1385, onde na Guerra de Aljubarrota, destrona a rainha, colocando no poder D. João I, mestre de Avis, primeiro rei absolutista da modernidade.

CICLO ORIENTAL DE NAVEGAÇÃO - PORTUGAL

Este ciclo apresenta duas etapas distintas. A primeira com objetivo de devassamento do litoral africano foi articulado pelo infante D. Henrique, fundador da Escola Náutica de Sagres. Nesta fase tivemos 4 reis (D. João I, D. Duarte, D. Pedro II, D. Afonso V). Acontece o contorno do Cabo do Bojador por Gil Eanes (1433); a descoberta das Ilhas Atlânticas; e a chegada em Guiné.

Com D. João II inicia a 2º fase de busca do caminho para à Índia, e financiado pela burguesia, contrata Diogo Cão para descobrir o contorno da África, e apesar deste não conseguir, atinge o Congo e Angola. Bartolomeu Dias consegue definitivamente o périplo africano contornando o Cabo das Tormentas (Cabo da Boa Esperança - Atual Cidade do Cabo).

No governo de D. Manoel I, o venturoso, acontece a chegada de Vasco da Gama em Calicute na Índia; o descobrimento do Brasil por Pedro Alvares Cabral em 1500 e a chegada dos portugueses no extremo oriente, apesar da aproximação do monarca português com a burocracia aristocrática e a marginalização da burguesia.

CICLO OCIDENTAL DE NAVEGAÇÃO - ESPANHA

Se inicia com a unificação da Espanha através da Guerra de Reconquista e do casamento de Isabel de Castela com Fernando do reino de Aragão.

O genovês Cristóvão Colombo a serviço da Espanha partiu com três caravelas: Santa Maria, Pinta e Niña, descobrindo à América em 1492, pensando tratar-se da Índia.

Hernán Cortez dominou os astecas liderados por Montezuma, os Maias e outros grupos; e juntamente com Pizarro que derrotou os Incas, conquistaram as maiores jazidas do Novo mundo.

Outros movimentos importantes foram:

Vicente Pinzón chega ao foz do Amazonas em 1498
Vasco Nuñes Balboa descobre a passagem do Panamá, ligando o Atlântico ao Pacífico
Fernão de Magalhães com auxílio de Sebastião El Cano realiza a 1ª viagem de circunavegação.

TRATADOS DIPLOMÁTICOS NA EXPANSÃO

O primeiro tratado foi o de Toledo que dividia a Terra de forma latitudinal. Em seguida foi estabelecida a bula intercoetera (1493) estabelecendo uma nova divisão desta vez de forma longitudinal, tendo como referência 100 léguas da Ilha de Cabo Verde. Esta bula foi substituída pelo Tratado de Tordesilhas que mantinha a mesma estrutura da divisão, mais ampliava o limite para 370 léguas da Ilha de Cabo Verde.

No lado oriental foi estabelecida a capitulação de Saragoça tendo como referência as Ilhas Moluscas.

INTENCIONALIDADE DA DESCOBERTA DO BRASIL

A substituição da bula intercoetera pelo Tratado de Tordesilhas; a necessidade de ocidentalização para contornar o Cabo das Tormentas; a demora entre o contorno do Cabo das tormentas e a chegada na Índia; o estudo das correntes marítimas demonstrando que neste mês da descoberta haveria uma repulsa e não atração das caravelas; chegada de Pinzón no Foz do Amazonas; descoberta da América etc...

CONSEQÜÊNCIAS DA EXPANSÃO:

Deslocamento do eixo econômico do mar Mediterrâneo para o Oceano Atlântico e o Índico.
Perda do poder econômico da Itália.
Estabelecimento da acumulação primitiva do capital.
Formação do Sistema Colonial Tradicional com utilização do trabalho compulsório africano.
Processo de europeização e cristianização do mundo.
Fortalecimento do Estado Moderno absolutista.

Fonte: www.objetivoitajuba.com.br

Expansão Marítima

Portugal pioneiro

Durante o reinado de Dom João I (1385-1433), o governo português era forte. Tornou-se o primeiro país europeu a constituir um Estado Moderno, dedicado à atividade comercial- marítima, assumindo práticas mercantilistas.

A burguesia comercial queria enriquecer, mas havia um obstáculo: genovezes e venezianos que monopolizavam o comércio de especiarias. A solução era entrar em contato direto com os fornecedores, isso não poderia ser feito através do mediterrâneo, só restava expandir-se pelo Atlântico. Navegar era preciso.

Os fatores que favoreceram para o pioneirismo português foram:

1. centralização do poder
2.
mercantilismo
3.
ausência de guerras
4.
posição geográfica favorável
5.
crise agrícola

Expansão marítima

Teve seu início com a conquista da cidade de Ceuta.

Localizada no norte da África, importante centro comercial, lá eram negociadas vários tipos de mercadorias: seda, marfim, ouro e escravos. (Além do interesse comercial, significava também a continuidade da reconquista cristã, pois ajudou a libertar a navegação comercial européia dos piratas marroquinos, donos da conquista de Ceuta.)

O infante Dom Henrique, filho de D. João I, participou da conquista de Ceuta, em 1416, fundou no extremo sul do país, um centro de estudos e pesquisas de navegação que ficou conhecida como Escola de Sagres. Ali, reuniu uma competente equipe de astrônomos, geógrafos, matemáticos, construtores de instrumentos náuticos, cartógrafos e navegadores. A Escola de Sagres tornou-se o mais avançado centro de estudos de navegação da época. Atingir o Oriente e apossar-se de seu comércio foi, desde o início, o objetivo.

Os turcos

Em 1453, a cidade de Constantinopla,(hoje Istambul) importante centro comercial, foi conquistada pelos turcos (muçulmanos). Os turcos proibiram o comércio existentes na cidade, tornou-se então importante a descoberta do caminho para o Oriente (Índias).

Principais etapas: Navegando pelo litoral do continente africano, os portugueses foram estabelecendo feitorias (postos comerciais) nas quais realizavam comércio de ouro, sal, marfim, pimenta e escravos.

1415 - Conquista de Ceuta 1419 - Ilha da Madeira 1431 - Açores
1434 -
Cabo Borjador 1445 - Senegal 1482 - Zaire
1488 -
Sul da África - Cabo da Tormentas...... Cabo da Boa Esperança ( D. João II)

Portugal X Espanha

Enquanto os portugueses estavam em expedições pela África, os espanhóis ainda lutavam para expulsar os mouros (árabes) de seus territórios. Essa situação durou até 1492. Os reis espanhóis Fernando (de Aragão) e Isabel (de Castela) patrocinaram a viagem de Cristóvão Colombo , que sabia que a Terra é redonda, pretendia viajar de oeste para leste, porém ele desconhecia a existência de um continente entre a Europa e a Ásia.

Com três caravelas

Santa Mara, Pinta e Niña, Colombo da Espanha, em 4 de agosto de 1492, e em 12 de outubro de 1492, chega à Ilha de Guanaani ( América), pensando ter atingido as Índias.

Tratado de Tordesilhas

Os reis de Espanha para garantir seus direitos de posse sobre a nova terra. Para isso, com a ajuda do Papa Alexandre VI, estabeleceram uma linha demarcatória e imaginária , tudo que estivesses a leste pertenceria a Portugal e a oeste a Espanha. Em 1494, Tratado de Tordesilhas, foi traçada uma linha imaginária, de 370 léguas a oeste das Ilhas do Cabo Verde.

Descobrimento do Brasil

Foi avistada terra, recebeu o nome de Monte Pascoal, mais tarde Ilha de Vera Cruz, aí então para Terra de Santa Cruz. A partir de 1503, deu-se o nome de Brasil .

Fonte: www.reginaclaro.ubbi.com.br

Expansão Marítima

Fatores que contribuíram para a expansão marítima europeia:

Era a solução para o fortalecimento dos Estados nacionais europeus e de sua burguesia
O conhecimento de novas técnicas (astrolábio, bússola, caravelas, mapas, imprensa, pólvora)
A necessidade de um novo caminho marítimo para as índias
Com o renascimento do comércio houve falta de metais preciosos e de matérias-primas

O pioneirismo português

Portugal foi o primeiro país a centralizar-se politicamente, pois já ocorrera a Reconquista
Localização privilegiada de Lisboa e do Porto, e a tradição marítima em função da pesca
Fortalecimento da burguesia e a vinda de mercadores e banqueiros estrangeiros a Portugal
Escola de Sagres (astrônomos, geógrafos, navegadores, cartógrafos, matemáticos, etc.)

Cronologia da expansão marítima portuguesa:

1415 – Conquista de Ceuta (porto de confluência de mercadorias e muçulmano)
1427 –
Conquista do arquipélago de Açores (açúcar e escravidão)
1446 –
O ouro da Guiné (estabelecimento de feitorias)
Marfim, pimenta e escravos (escravidão moderna – crença religiosa e cor da pele)
1488 –
Cabo das Tormentas (Bartolomeu Dias)
1494 –
Tratado de Tordesilhas
1498 –
Viagem de Vasco da Gama (6000 % de lucros)
1500 –
Viagem de Pedro Álvares Cabral para garantir o monopólio português (Brasil)
1513 –
Chegada à China e, em seguida, ao Japão

O atraso espanhol

A Espanha inicia sua expansão praticamente 80 anos após Portugal
Ausência de unidade política e territorial e presença dos mouros no sul do país
Os espanhóis não tinham o conhecimento que os portugueses tinham da costa africana
Cristovão Colombo, navegador genovês? (Teoria da esfericidade) ofereceu seus serviços primeiro a Portugal; D. João II os rejeitou; convenceu então os reis católicos da Espanha
Santa Maria, Pinta e Niña – San Salvador, Cuba e Hispaniola
Na 2ª viagem, Colombo já volta melhor aparelhado; padres, militares, armas, cães e cavalos
Colombo fez 4 viagens à América, achando ter chegado às Índias e não a um novo continente
Bula Intercoetera X Tratado de Tordesilhas (Papa Alexandre VI)
Américo Vespúcio (continente e Rio Amazonas)

Cronologia da expansão marítima espanhola

1500 – Vicente Pinzón
1513 –
Vasco Nuñes Balboa (Pacífico)
1519 –
Fernão de Magalhães e Sebastião D’El Caño (circunavegação)
1519 –
Hernan Cortez (Conquista do México – astecas)
1531 –
Francisco Pizarro (Conquista do Peru – incas)

Fonte: www.cmf.ensino.eb.br

Expansão Marítima

A expansão Comercial e Marítima Européia

Conteúdo

Século XV: situação da Europa na época das Grandes Navegações.
Especiarias.
Visões do mar e do mundo dos europeus do século XV.
Navegações portuguesas e espanholas
Tratado de Tordesilhas.
Ingleses e franceses.

Motivos que levaram às Grandes Navegações:

1.Falta de alimento para abastecer as cidades.
2.
A produção artesanal nas cidades era alta e não encontrava consumidores na zona rural.
3.
Falta de moedas.
4.
Encarecimento das especiarias.
5.
Conversão ao cristianismo.

Principais especiarias

Cravo da Índia
Pimenta do reino
Noz Moscada

Eram especiarias também o gengibre, a canela, o açúcar entre outras.

Os europeus compravam outros produtos do Oriente, como: tecidos finos,tapetes, cristal, perfumes, porcelana e seda.

Pioneirismo português

Portugal já era uma nação unificada e independente no século XII.
Revolução de Avis (1385) - subiu ao trono D. João I que, apoiado pelos burgueses, tinha grande interesse na expansão marítima.
Boa parte da população portuguesa vivia da pesca.
Escola de Sagres – século
Localização privilegiada.

Expansão marítima portuguesa

Objetivo:

Alcançar o Oriente contornando o litoral sul africano.
Primeiras conquistas:
Ceuta (1415), Ilha da Madeira (1418-1419), Açores (1427-1428).
1434 –
o cabo do Bojador foi ultrapassado
1487 -1488 –
Bartolomeu Dias atravessou o Cabo das Tormentas, chamado depois de Cabo da Boa Esperança.
1498 –
Vasco da Gama chegou às Índias.
1500 –
Pedro Álvares Cabral tomou posse das terras que, mais tarde, foram chamadas de Brasil.
Até 1530, Portugal esteve mais interessado em explorar as riquezas do Oriente. Apenas quando esse comércio parou de gerar tantos lucros e a posse das terras americanas estava ameada, Portugal iniciou a colonização na América.

Expansão Marítima Espanhola

Enquanto Portugal se lançava ao mar, os reinos de Castela e Aragão ainda lutavam contra os mouros.
1492 –
Colombo chegou a América.
1519 –
Fernão de Magalhães – primeira viagem em torno do mundo – circunavegação.

Portugal e Espanha - diferenças

Portugueses: fixavam-se no litoral das terras conquistadas.
Espanhóis:
procuravam explorar o interior. Assim, com o trabalho forçado da população nativa conseguiram explorar minas de ouro e prata para enriquecer a metrópole.
A Espanha conquistou a supremacia européia.

Portugal e Espanha - conflitos

Problemas gerados pelos feitos de Colombo.
1479 –
Tratado de Alcáçovas - que garantia a Portugal a posse de todas as ilhas do Oceano Atlântico.
1494 –
Tratado de Tordesilhas.

Ingleses e franceses

Encorajados pelas conquistas dos portugueses e dos espanhóis, lançaram-se ao mar.
Muitas vezes, desrespeitaram o Tratado de Tordesilhas o que gerou muitos conflitos.
Chegaram em muitas terras da América do Norte, mas a importância da França e da Inglaterra no processo de colonização só cresceu no século XVII.

Fonte: www.ifgoiano.edu.br

Expansão Marítima

Expansão Portuguesa

O reino português existia desde 1139. Surgiu, juntamente com outros quatro remos cristãos no atual território da Espanha, durante a guerra de Reconquista, movida pela nobreza para expulsar os árabes da península Ibérica. Mas Portugal foi um reino tipicamente feudal, em que o poder era partilhado por inúmeras autoridades locais. Sua unificação completou-se em 1385, quando a burguesia portuguesa, unida em torno da monarquia, realizou uma revolução em que o rei saiu fortalecido.

O reino português possuía uma tradição marítimo-comercial em função de sua localização geográfica: estava voltado para o oceano Atlântico. No século XIV, ao tornar-se o primeiro Estado moderno da Europa com o apoio de sua burguesia mercantil, Portugal reunia condições necessárias para entrar na grande aventura da expansão marítima.

Ao longo do século XV, os portugueses foram conquistando posições na costa oeste da África. Em 1498, o navegador português Vasco da Gama contornou o continente africano e, navegando através do oceano Indico, atingiu a Índia, no Oriente. A partir desse momento, os interesses da burguesia portuguesa voltaram-se para a organização de um Império Colonial no Oriente, que lhe garantisse o monopólio do comércio de especiarias frente a outros concorrentes e em substituição aos mercadores italianos.

Em 1500, os navegantes portugueses comandados por Pedro Álvares Cabral atravessaram o Atlântico e ancoraram suas caravelas em terras até então desconhecidas. Acabavam de descobrir o que viria a ser nosso país. Foi assim que o Brasil entrou na história da Europa ocidental.

A expansão espanhola

Os espanhóis estavam atrasados em relação aos portugueses, no processo de expansão marítimo-comercial. Sua unidade política só foi conseguida em 1469, graças ao casamento de Fernando, herdeiro do trono de Aragão, com Isabel, irmã do rei de Leão e Castela.

Em 1492, o navegador italiano Cristóvão Colombo ofereceu ao rei e à rainha da Espanha o projeto de alcançar as Índias navegando para o ocidente. Com isso, ele pretendia acabar com o monopólio português no Oriente e comprovar que a Terra era esférica. Mas em sua viagem para atingir o Oriente, navegando sempre em direção ao ocidente, Replica da caravela Santa Maria de Cristovão Colombo

Colombo encontrou, no meio do caminho, novas terras, que ele pensou serem as Índias. Na realidade, havia descoberto um novo continente, que depois foi chamado de América. Entre 1519 e 1522, o navegador espanhol Fernão de Magalhães empreendeu a primeira viagem de navegação ao redor do mundo.

No século XVI, a descoberta e exploração de metais preciosos no Novo Mundo, em terras pertencentes aos reis espanhóis, transformou a Espanha na grande potência européia da época.

A expansão inglesa e francesa

As guerras internas, como a das Duas Rosas, na Inglaterra, e a dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra, além do demorado pro­cesso de centralização do poder nas mãos do rei, atrasaram e dificultaram a conquista de novas terras por parte desses dois países.

Mas, estimulados pelo êxito de portugueses e espanhóis, vários navegadores a serviço dos reis da França e da Inglaterra exploraram a costa atlântica da América do Norte. Contudo, a ocupação e exploração econômica dessas terras só aconteceria nos inícios do século XVII. "

Crise de Crescimento do Século XV

No início da Idade Moderna, surgiu um descompasso na economia européia, entre a capacidade de produção e consumo na zona rural e na zona urbana.

A produção agrícola no campo estava limitada pelo regime de trabalho servil.

O resultado disso era uma produtividade baixa e, conseqüentemente, a falta de alimentos para abastecer os núcleos urbanos.

Já a produção artesanal nas cidades era alta e não encontrava consumidores na zona rural, devido ao baixo poder aquisitivo dos trabalhadores rurais e ao caráter auto-suficiente da produção feudal.

Além disso, o comércio internacional europeu, baseado na compra de produtos orientais (especiarias, objetos raros, pedras preciosas), tendia a se estagnar, pois os nobres, empobrecidos pela crise do feudalismo, cada vez compravam menos essas mercadorias. Os tesouros acumulados pela nobreza durante as Cruzadas escoavam para o Oriente, em pagamento das especiarias. O resultado disso foi a escassez de metais preciosos na Europa, o que criava mais dificuldades ainda para o desenvolvimento do comércio.

A solução para esses problemas estava na exploração de novos mercados, capazes de fornecer alimentos e metais preciosos a baixo custo e, ao mesmo tempo, aptos para consumir os produtos artesanais fabricados nas cidades européias. Mas onde encontrar esses novos mercados?

O comércio com o Oriente estava indicando o caminho. Os mercados da Índia, da China e do Japão eram controlados pelos mercadores árabes e seus produtos chegavam à Europa ocidental através do mar Mediterrâneo, controlado por Veneza, Gênova e outras cidades italianas. O grande número de intermediários nesse longo trajeto encarecia muito as mercadorias. Mas se fosse descoberta uma nova rota marítima que ligasse a Europa diretamente aos mercados do Oriente, o preço das especiarias se reduziria e as camadas da população européia com poder aquisitivo mais baixo poderiam vir a consumi-las.

No século XV, a burguesia européia, apoiada por monarquias nacionais fortes e capazes de reunir grandes recursos, começou a lançar suas embarcações nos oceanos ainda desconhecidos — Atlântico, Indico e Pacífico - em busca de novos caminhos para o Oriente.

Nessa aventura marítima, os governos europeus dominaram a costa da África, atingiram o Oriente e descobriram um mundo até então desconhecido: a América.

Com a descoberta de novas rotas comerciais, a burguesia européia encontrou outros mercados fornecedores de alimentos, de metais preciosos e de especiarias a baixo custo. Isso permitiu a ampliação do mercado consumidor, pois as pessoas de poder aquisitivo mais baixo puderam adquirir as mercadorias, agora vendi­das a preços menores.

A expansão comercial e marítima dos tempos modernos foi, portanto, uma conseqüência da crise de crescimento da economia européia

Outras condições à expansão marítima européia

A expansão marítima só foi possível graças à centralização do poder nas mãos dos reis. Um comerciante rico, uma grande cidade ou mesmo uma associação de mercadores muito ricos não tinham condições de reunir o capital necessário para esse grande empreendimento. Apenas o rei era capaz de captar recursos de toda a nação para financiar as viagens ultramarinas. Eram enormes as dificuldades que tinham de ser superadas para navegar pelos oceanos. As embarcações tinham de ser melhoradas e as técnicas de navegação precisavam ser aprimoradas. No século XV, inventou-se a caravela. A bússola e o astrolábio passaram a ser empregados como instrumentos de orientação no mar, e a cartografia passou por grandes progressos. Ao mesmo tempo, a antiga concepção sobre a forma da Terra começou a ser posta em dúvida.

Projeto de navios do período da Expansão

Seria a Terra realmente um disco chato e plano, cujos limites eram precipícios sem fim?

Uma nova hipótese sobre a forma de nosso planeta começou a surgir: o planeta teria a forma de uma esfera. Nessa nova concepção, se alguém partisse de um ponto qualquer da Terra e navegasse sempre na mesma direção, voltaria ao ponto de partida. O desejo de desbravar os oceanos, descobrir novos mundos e fazer fortuna animava tanto os navegantes, que eles chegavam a se esquecer do medo que tinham do desconhecido.

Dois Estados se destacaram na conquista dos mares: Portugal e Espanha.

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br

Expansão Marítima

Expansão Portuguesa

Características da expansão de Portugal e de outros países

O processo histórico dos descobrimentos e da expansão dos portugueses por todo o Mundo se deu de forma diversificada, de acordo com os lugares para onde foram e com o período em que o fizeram.

De forma simplificada, podemos considerar que a expansão dos portugueses pelo Mundo teve por característica básica a ocupação muito dispersa de posições junto ao litoral de quase todos os continentes.

O avanço para o interior ocorria em raras ocasiões, quando os objetivos eram a exploração de riquezas naturais – como nos casos do Brasil e de algumas regiões de África – e a realização de missões religiosas ou diplomáticas na Ásia. Podemos considerar que a estruturação das ações além mar dos portugueses podem ser inseridas com mais propriedade no conceito de Talassocracia de que no conceito clássico de império. Este esteve mais próximo da concepção espanhola, pois a ação dos castelhanos visou fundamentalmente a ocupação de vastos espaços no interior do continente americano, tendo desintegrado violentamente Estados existentes, como os casos da destruição dos impérios Inca e Asteca.

A noção de talossocracia prende-se ao poder que os portugueses tiveram em vários pontos próximos da costa, de forma a dominar os mares e a sua navegação.

Eles dependiam das ligações marítimas que mantinham com seu próprio país e com as várias posições que ocupavam no litoral, pois o interior era habitado por populações muito numerosas que eles não tinham capacidade para dominar.

Além do denominador comum da dispersão e da litoralidade, os portugueses tiveram três tipos de atitudes fundamentais no decurso da sua expansão:

1. O início da expansão portuguesa, ainda no período medieval, visou à ocupação pela força de cidades em Marrocos, que foram mantidas graças a um considerável esforço militar e à construção de fortes estruturas defensivas. Foi o que aconteceu desde Ceuta, conquistada em 1415, até a fortificação de Mazagão, que se manteve até 1739. Ocupações de cidades após conquista verificaram-se em poucos casos na Ásia, onde se centraram as atenções portuguesas no século XVI.  Os exemplos mais importantes foram o de Goa e Malaca, a primeira em 1510, contra os muçulmanos – que a tinham conquistado aos hindus em 1471– e a segunda em 1511, por as autoridades locais hostilizarem os portugueses e se recusarem a negociar com eles.
2.
A situação mais comum na expansão portuguesa, tanto na África quanto na Ásia, nos séculos XV a XVII, foi a dos portugueses negociarem com os poderes locais a autorização do estabelecimento de feitorias para a realização de operações mercantis. Para assegurar a segurança dos que lá ficavam, eram também negociadas autorizações mediante tratados de paz para a construção de fortalezas. Foi o que aconteceu em inúmeros casos, como em Cochim, Cananor, Coulão, Diu etc. Tal situação já se verificara na África com a construção da fortaleza de São Jorge da Mina em 1482. O mesmo aconteceu com outros locais como Macau e Nagasaqui, onde só na primeira cidade, e muito tardiamente, foram construídas estruturas defensivas para resistência contra os ataques dos holandeses.
3.
A terceira atitude dos portugueses, que se diferenciou das ocupações militares e da fixação para a realização de operações mercantis, foi o povoamento de territórios desertos ou pouco povoados.  O estabelecimento visava criar condições de vida idênticas às de Portugal, mediante a exploração de bens que se produziam com grandes vantagens nesses locais. É nessa dinâmica de povoamento que ocupa um lugar privilegiado a produção e comercialização de açúcar e de outros produtos. Estamos diante de uma economia de base produtiva e não apenas de natureza mercantil, como acontecia no Oriente. Esta realidade verificou-se inicialmente no século XV em ilhas do Atlântico que estavam desertas, como a Madeira, os Açores, Cabo Verde e São Tomé e depois, nos séculos XVI e XVII, com uma dimensão muito superior na fixação de portugueses em larga escala no Brasil.

Outra característica fundamental da expansão dos portugueses pelo mundo é a de que ela precedeu todas as outras por muitos anos. Exceto a Espanha, cuja expansão se iniciou de fato em 1492,  a espansão dos franceses, ingleses e holandeses só foi iniciada em períodos muito adiantados do século XVI. Os holandeses, por exemplo, só cem anos depois de Vasco da Gama é que se começaram a se dirigir com armadas para o Oriente.

Nos Descobrimentos Portugueses, eram claras instruções superiores desde 1446, segundo as quais não se podia agir contra populações estabelecidas nos locais para onde se dirigiam, como se viu na África, no Brasil e na Ásia. Só agiam violentamente usando recurso sua superioridade naval e de armamento contra aqueles que provocavam incidentes e desde o momento em que se verificavam alvo de agressões. Tais princípios foram cumpridos de maneira geral, tendo apenas a assinalar a situação relativa a uma política mais agressiva contra poderes muçulmanos, por eles tradicionalmente serem inimigos dos cristãos.

Fonte: www.imagio.com.br

Expansão Marítima

Expansão Portuguesa

Na Europa, as terras e povos desconhecidos surgiam em mapas, pinturas, gravuras e livros que influenciaram o pensamento europeu.

A ação da monarquia portuguesa foi essencial nesse processo e Lisboa transformou- se na grande metrópole europeia (principal cidade comercial da Europa).

Produtos de luxo, plantas e animais exóticos chegavam a Lisboa e daí seguiam para as casas reais e nobres da Europa.

Expansão portuguesa no continente africano

A expansão de Portugal inicia-se em África, com a conquista de Ceuta, 1415, evolui com a passagem do Cabo da Boa Esperança, 1488, ligação do Oceano Atlântico ao Índico.

Chegam à Europa objetos das terras onde se estabeleceram comércios: Serra Leoa, Benim e Congo.

Os hábeis artesãos africanos objetos de marfim com modelos europeus, figurando cenas religiosas e os próprios portugueses.

Produtos comercializados

Ouro
Escravos
Malaguetas
Marfim

Rivalidade Luso-Castelhana

O Grande objetivo de D. João II era chegar à Índia contornando o continente africano.

Objetivo do Tratado de Tordesilhas – 1494 – Tentar chegar a um acordo entre Portugal e Castela em relação às terras descobertas ou a descobrir.

Todas as terras ou mares descobertas ou a descobrir que estejam 370 léguas a ocidente do arquipélago de Cabo Verde pertencem a Castela, o que está a Oriente pertence a Portugal.

Consequências

Criação do Mare Clausum (Mar fechado), os mares passam a ser propriedade destes dois países e todas as embarcações são obrigadas a obedecer à política de cartazes.
Criação de duas grandes potências mundiais:
Portugal e Castela
O Papa era a principal figura do mundo do século XV

Expansão portuguesa para o Brasil

Pedro Álvares Cabral encontrou no Brasil, 1500, uma população de índios, com civilizações milenares, designados de Tupinambá.

Nos primeiros tempos o Brasil não foi explorado de uma forma sistemática apesar de sido aplicado o sistema de capitanias.

Com a exploração do açúcar, século XVII, transformou-se a economia do território e construíram-se igrejas e objetos de natureza religiosa, contudo são já um resultado de uma expressão original e que vai dar origem à cultura brasileira.

Produtos comercializados no Brasil

Pau Brasil
Papagaios
Açúcar
Ouro (século XVIII)

Expansão portuguesa na Ásia

Descoberto o caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, 1498,os portugueses ocupam Ormuz, e criam o Estado da Índia, a partir golfo Pérsico, 1507, de Goa, 1510, que seria a Roma do Oriente.

Domínio do Império Português do Oriente

Da Índia chegaram objetos exóticos de grande luxo: móveis, marfins, bordados e jóias, manufaturas locais ajustadas à Europa.

Os portugueses tinham finalmente chegado à terra das especiarias.

Japão

Os Portugueses chegaram ao Japão, 1543, sendo designados de Nanban Jin, (bárbaros do sul).

Estabelecem trocas comerciais, religiosas e culturais (incluindo a primeira espingarda) documentadas nos biombos com portugueses e nos objetos religiosos encomendados pelos padres jesuítas.

China

A China cede a Portugal um entreposto comercial, Macau, 1557, mas já tinha uma intensa atividade comercial na região.

As primeiras porcelanas encomendadas na China para uso europeu destinaram-se a D. Manuel I e a nobres portugueses. Ainda vieram sedas, porcelanas, marfins mas com imagens ocidentais e católicas.

Missionação – processo de evangelização e de conversão dos habitantes de todas as terras portuguesas (principalmente no Oriente e no Brasil) ao catolicismo.

Este processo vai ser liderado pelos Jesuítas (Companhia de Jesus).

Fonte: historiaaraposo8ano.files.wordpress.com

Expansão Marítima

O início da expansão portuguesa

Ceuta e o início da expansão portuguesa:

Em 1415 dá início à expansão marítima portuguesa com a conquista de Ceuta, cidade muçulmana do Norte de África.

Motivos para a escolha de Ceuta:

Posição geográfica – situada à entrada do estreito de Gibraltar, constituía um ponto estratégico importante, entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, sendo um porto de paragem quase obrigatória para quem ali passava
Ativo centro de comércio terrestre
– era um dos pontos de chegada das rotas de caravanas que traziam o ouro da zona a Sul do deserto do Sara
Zona de produção de cereais
– Ceuta localizava-se numa zona fértil e rica em cereais.

Apesar da conquista da cidade se ter feito com facilidade, os resultados esperados não se verificaram pois os mercadores muçulmanos desviaram as rotas de comércio que passavam pela cidade que, a partir de então passou a ser alvo de permanentes ataques. Isolada, quer por terra quer por mar, Ceuta tornou-se completamente inútil, não correspondendo às expectativas que a sua conquista suscitara.

As viagens de descoberta

Perante o fracasso que foi a conquista de Ceuta, os portugueses tentaram um outro caminho: o das viagens marítimas, através das quais procuraram atingir diretamente as zonas produtoras de ouro. Neste momento é abandonada a política de conquista com que se iniciaram os descobrimentos, mais do agrado da nobreza que assim faria sentir o seu valor no aspecto militar, passando-se a uma política de descoberta, de cariz sobretudo comercial.

A iniciativa das primeiras viagens coube ao Infante D. Henrique, filho de D. João I, e foi uma fase fundamental para as grandes descobertas que depois da sua morte se verificaram. Estas primeiras viagens foram realizadas navegando junto à costa (navegação com terra à vista), não exigindo pois grandes recursos nem grandes conhecimentos. Porém, à medida que se navegava mais para o sul, aquele método deixa de ser viável e os portugueses aprofundam os seus conhecimentos técnicos e científicos, passando a recorrer à navegação astronómica.

Direções da expansão

A expansão marítima portuguesa toma pois um novo rumo após o malogro económico de Ceuta, dirigindo-se à costa africana via oceano Atlântico.

Nesse contexto, e sob a orientação do Infante D. Henrique, verifica-se a exploração lenta e metódica da costa africana. Embora as primeiras viagens não tivessem produzido resultados, permitiram fazer o reconhecimento dos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Povoamento e colonização dos arquipélagos atlânticos

Uma vez que os arquipélagos se encontravam desabitados, tornou-se necessário proceder à sua colonização, povoando e promovendo o seu aproveitamento económico, sobretudo através da agricultura. O rei entregou a maior parte das ilhas ao Infante D. Henrique que por sua vez confiou a sua colonização a capitães-donatários, geralmente elementos da pequena nobreza que detinham sobre a sua parcela poderes administrativos, judiciais e militares. Desta forma muitos portugueses e alguns estrangeiros fixaram-se nos arquipélagos atlânticos permitindo o seu desenvolvimento económico.

Na Madeira, após o abate de parte da densa floresta e da construção de canais de irrigação, foram introduzidas as culturas da vinha e da cana do açúcar, tornando-se este produto a principal exportação do arquipélago.

Nos Açores predominou o cultivo dos cereais e a criação de gado.

Fonte: www.prof2000.pt

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Navio de guerra

Um navio de guerra é um navio que foi construído e destinado principalmente para o combate. Para além de ser armados, navios de guerra foram projetados para resistir a danos e são geralmente mais rápido e mais manobrável que os navios mercantes . Ao contrário de um navio mercante, que transporta carga, um navio de guerra normalmente só carrega armas, munições e suprimentos para sua tripulação. Navios de guerra geralmente pertencem a uma marinha , embora também tenham sido operados por indivíduos ou empresas.

Em tempo de guerra, a distinção entre navios de guerra e navios mercantes é muitas vezes turva. Na guerra, os navios mercantes são geralmente armados e usados como navios auxiliares , como o Q-navios da Primeira Guerra Mundial e os cruzadores mercantes armados da Segunda Guerra Mundial.

Até o século 17, era comum que os navios mercantes a ser pressionado em serviço naval e não é incomum para mais de meio frota ser composta de navios mercantes. Até a ameaça da pirataria diminuiu no século 19, era uma prática normal para armar grandes navios mercantes como galeões . Navios de guerra também têm sido muitas vezes utilizado como transporte de tropas ou navios de abastecimento, como pela Marinha Francesa , no século 18 ou a marinha japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.

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O tiro Cannon (1707) por Willem van de Velde, o Jovem , mostrando uma final do século 17 construído holandês navio da linha

Evolução dos navios de guerra

A idade de galés

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Assírio navio de guerra, a BIREME com arco pontiagudo. 700 aC

No tempo da Mesopotâmia, Pérsia Antiga, Grécia Antiga e no Império Romano, o tipo mais comum de navio de guerra foi a galley (como BIREME , triremes e qüinqüerremes ), um navio longo e estreito alimentados por bancos de remadores e projetado para a memória RAM e afundar navios inimigos, ou vir ao lado do inimigo para os seus ocupantes poderiam ser atacados mão-de-mão. No entanto, com o desenvolvimento de catapultas no século 4 aC eo refinamento posterior de sua tecnologia permitiu que as primeiras frotas de navios de guerra equipados artilharia pelo período helenístico . Com a unificação política do Mar Mediterrâneo , no segundo e primeiro séculos aC, artilharia naval caiu em desuso.

Ao longo da Antiguidade tardia e Idade Média até o século 16, a guerra naval contou com o próprio navio, usado como um carneiro, as espadas da tripulação, e vários mísseis, como arcos e flechas e parafusos de pesados bestas fixados em um navio baluartes . Guerra naval envolvido principalmente batendo e embarcar em ações, de modo que os navios de guerra não precisa ser particularmente especializado.

A idade da vela

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Diagramas de primeiro e terceiro navios de guerra da taxa, Inglaterra, 1728

Naval artilharia foi reconstruído no século 14, mas de canhão não se tornou comum no mar até que as armas eram capaz de ser recarregada com rapidez suficiente para ser reutilizada na mesma batalha. O tamanho de um navio obrigado a realizar um grande número de canhões fez propulsão baseada em remo impossível, e os navios de guerra passou a depender principalmente em velas. A vela homem-de-guerra surgiu durante o século 16.

Em meados do século 17, os navios de guerra estavam levando um número crescente de canhão em seus bordos e táticas evoluíram para trazer o poder de fogo de cada navio a ter em linha de batalha . O homem-de-guerra já evoluiu para o navio da linha . No século 18, a fragata ea corveta de guerra - muito pequeno para ficar na linha de batalha - evoluiu para comboio comércio, escuteiro para navios inimigos e bloqueio das costas do inimigo.

Steel, vapor e fogo de artilharia

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O francês ironclad La Gloire à vela

Durante o século 19 ocorreu uma revolução nos meios de propulsão, armamento e construção de navios de guerra. vapor motores foram introduzidos, em primeiro lugar como uma força auxiliar, no segundo quartel do século 19.

A Guerra da Criméia deu um grande estímulo para o desenvolvimento de armas. A introdução de explosivos conchas rapidamente levou à introdução de ferro , e, posteriormente, de aço , a armadura para os lados e os pavimentos dos navios maiores. O primeiro ironclad navios de guerra, os franceses Gloire e britânicos Guerreiro , feita de madeira vasos obsoletos. Metal logo inteiramente substituído madeira como o principal material para a construção de navios de guerra.

A partir da década de 1850, os veleiros da linha foram substituídas por vapor de batalha , enquanto as vela fragatas foram substituídas por vapor cruzadores . O armamento de navios de guerra também mudou com a invenção das rotativas barbettes e torres , o que permitiu que as armas sejam destinados de forma independente da direção do navio e permitiu que um número menor de armas maiores a serem realizadas.

A inovação final durante o século 19 foi o desenvolvimento do torpedo e desenvolvimento do torpedeiro . Pequeno, rápido torpedeiros parecia oferecer uma alternativa para a construção de frotas de navios de guerra caros.

A era Dreadnought

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O all-big-gun de turbina a vapor-driven encouraçado HMS Dreadnought

Outra revolução no design guerra começou logo após o início do século 20, quando a Grã-Bretanha lançou o all-big-gun couraçado Dreadnought em 1906.

Desenvolvido por turbinas a vapor , ela era maior, mais rápido e mais forte morto do que todos os navios de guerra existentes, que ela imediatamente tornada obsoleta. Ela foi rapidamente seguido por navios semelhantes em outros países.

Grã-Bretanha também desenvolveu os primeiros cruzadores . Montagem das mesmas armas pesadas como as Dreadnoughts em uma ainda maior casco , cruzadores sacrificado blindagem para a velocidade. Battlecruisers foram mais rápidos e mais poderoso do que todos os cruzeiros existentes, o que eles fizeram obsoleto, mas cruzadores provou ser muito mais vulnerável do que navios de guerra contemporâneos.

O torpedo-boat destroyer foi desenvolvido ao mesmo tempo que os Dreadnoughts. Maior, mais rápido e mais forte do que acelerou o barco torpedo , o destruidor evoluído para proteger os navios capitais da ameaça do barco torpedo.

Segunda Guerra Mundial

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Submarino Russian da classe Typhoon

Durante o período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial , a Alemanha ea Grã-Bretanha, mais uma vez surgiram como as duas dominantes do Atlântico poderes mar. Alemanha, sob o Tratado de Versalhes , teve sua marinha limitada a apenas alguns navios de superfície menores. Mas o uso inteligente da terminologia enganosa, como "panzerschiffes" enganou os comandos britânicos e franceses. Eles foram rudemente surpreendido quando navios como o Admiral Graf Spee, Scharnhorst e Gneisenau constantemente invadiram os Aliados linhas de abastecimento. A maior ameaça, porém, foi a introdução da Kriegsmarine armas mais letais 's, o Bismarck e Tirpitz . O Bismarck foi afundado em uma selvagem, pequena série de batalhas navais no Atlântico norte, enquanto o Tirpitz causou um pouco de polêmica antes de ser eliminado pela Royal Air Force . A britânica Royal Navy ganhou domínio do teatro europeu em 1943.

A Segunda Guerra Mundial trouxe grandes mudanças no design e função dos vários tipos de navios de guerra. Pela primeira vez, o porta-aviões tornou-se a escolha certa para servir como o principal navio de capital dentro de uma força-tarefa naval. II Guerra Mundial foi uma das únicas guerras na história em que várias batalhas ocorreram entre grupos de operadoras. II Guerra Mundial viu o primeiro uso de radar em combate. Ele trouxe a primeira batalha naval em que os navios de ambos os lados nunca entraram em combate direto, em vez de enviar aviões para fazer os ataques, na Batalha do Mar de Coral .

Desenvolvimento do submarino

As primeiras práticas submarinos foram desenvolvidos no final do século 19, mas foi somente após o desenvolvimento de torpedo que os submarinos se tornaram verdadeiramente perigosa (e, portanto, útil). Até o final dos Primeira Guerra Mundial, submarinos provou seu potencial. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Marinha alemã frota de submarinos é de U-boats quase fome Grã-Bretanha em sua apresentação e infligiu enormes perdas no transporte de cabotagem EUA. O sucesso de submarinos levou ao desenvolvimento de novos anti-submarino comboio escolta durante a Primeira ea Segunda Guerras Mundiais, como o destróier de escolta . Desconcertante, muitos desses novos tipos adotado os nomes dos navios de guerra menores da idade da vela , como a corveta , saveiro e fragata.

Desenvolvimento do porta-aviões

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USS Enterprise (1961) e escoltas

A grande mudança na guerra naval ocorreu com a introdução do porta-aviões . Primeiro em Taranto e, em seguida, em Pearl Harbor , o porta-aviões demonstrou a sua capacidade para atacar decisivamente a navios inimigos para fora da vista e do alcance de navios de superfície. Até o final da Segunda Guerra Mundial, a transportadora havia se tornado o navio de guerra dominante.

Modernos navios de guerra

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HMS Invincible (1991)

Navios de guerra modernos são geralmente divididos em sete categorias principais, que são: porta-aviões, cruzadores, destróieres , fragatas, corvetas , submarinos e navios de assalto anfíbio . Battleships abranger uma oitava categoria, mas não estão em serviço atual com qualquer marinha no mundo. Apenas os americanos desativados couraçados Iowa classe ainda existem como potenciais combatentes, e navios de guerra, em geral, não são susceptíveis de re-emergir como uma classe navio sem redefinição. O destruidor é geralmente considerado como o navio de superfície combate dominante da maioria dos modernos azuis marinhas de água. No entanto, uma vez que os papéis distintos e apresentações de cruzadores , destróieres , fragatas e corvetas esbateram. A maioria das embarcações têm vindo a ser armado com uma mistura de anti-superfície, anti-submarino e armas antiaéreas. Classe designações indicam não mais fiável uma hierarquia de deslocamento, e o tamanho de todos os tipos de navios tem crescido para além das definições utilizadas no início do século 20. Outra diferenciação fundamental entre navios mais antigos e modernos é que todos os navios de guerra modernos são "soft", sem a espessa armadura e abaulamento proteção anti-torpedo da Segunda Guerra Mundial e os projetos mais antigos.

A maioria das marinhas também incluem muitos tipos de suporte e auxiliar de embarcações, tais como caça-minas , navios-patrulha e navios de patrulha no mar.

Tipos de navio de guerra

Cruzador blindado
Navio de assalto anfíbio
Porta-aviões - um navio de guerra armados principalmente com o combate aeronave .
Battlecruiser - um navio de guerra com armamento nível e cruiser armadura nível, normalmente mais rápido do que um navio de guerra, pois a redução na armadura permitiu a montagem de mais pesado máquinas propulsoras.
Battleship - uma grande, fortemente blindados e fortemente assassinado navio de guerra. Um termo que geralmente é posterior navios de vela.
Bireme - uma embarcação antiga, impulsionado por dois bancos de remos.
Navio Capital - Os maiores e mais importantes navios da frota de uma nação
Comércio raider
Corvette - um navio pequeno, levemente armados, mas rápido.
Cruiser - um navio de guerra independente rápido. Tradicionalmente, os cruzadores foram os menores navios de guerra capazes de ação independente. Agora, praticamente desapareceu a partir dos oceanos, junto com navios de guerra e battlecruisers.
Destroyer - um navio de guerra rápida e altamente manobrável, tradicionalmente incapazes de ação independente (originalmente desenvolvido para combater a ameaça de torpedeiros ), mas agora o maior navio de guerra independente geralmente vista sobre o oceano.
Dreadnought - um navio de guerra no início do século 20, que estabeleceu o padrão para toda a construção de navio de guerra subseqüente.
Ofício ataque rápido
Fireship - uma embarcação de qualquer tipo, incendiado e enviado para um ancoradouro com o objetivo de causar destruição e forçando uma frota inimiga para colocar o mar em um estado vulnerável.
Fragata
Galera - uma vela e remo navio de guerra, igualmente adequado vela e remo.
Galeão - um navio de guerra vela século 16.
Galley - um navio de guerra impulsionado por remos com uma vela para uso em um vento favorável.
Destroyer de mísseis guiados
Canhoneira
Cruzador pesado
Porta-helicópteros - um porta-aviões especialmente adequado para helicópteros e de assalto anfíbio.
Ironclad - um navio de guerra de madeira com revestimento de ferro externo.
Longship - um navio de ataque viking.
Homem-de-guerra - um navio de guerra vela.
Caça-minas
Minehunter
Lança-minas
Barco de mísseis
Monitorar - um pequeno navio de guerra, fortemente assassinado com calado projetado para bombardeio terra.
Naval arrastão
Naval drifter
Navio de patrulha offshore
Encouraçado
Pré-dreadnought encouraçado
Cruzador protegido
Quinquereme - um antigo navio de guerra impulsionado por três bancos de remos. Na linha de cima dois remadores manter um remo, na linha do meio - dois remadores, e na linha de baixo - um homem com um remo.
Navio da linha - um navio de guerra vela capaz de estar na linha de batalha .
Corveta
Submarino - um navio capaz de permanecer debaixo d'água por longos períodos. Submarinos nas guerras mundo poderia ficar em menos de um dia, mas o desenvolvimento de reatores nucleares e de propulsão independente do ar permite que submarinos para ficar submerso durante semanas, até meses em um momento.
Torpedo barco - um navio de superfície pequeno, rápido projetado para lançar torpedos.
Trireme - um antigo navio de guerra impulsionado por três bancos de remos.

Fonte: en.wikipedia.org

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