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Expansão Portuguesa

O reino português existia desde 1139. Surgiu, juntamente com outros quatro remos cristãos no atual território da Espanha, durante a guerra de Reconquista, movida pela nobreza para expulsar os árabes da península Ibérica. Mas Portugal foi um reino tipicamente feudal, em que o poder era partilhado por inúmeras autoridades locais. Sua unificação completou-se em 1385, quando a burguesia portuguesa, unida em torno da monarquia, realizou uma revolução em que o rei saiu fortalecido.

O reino português possuía uma tradição marítimo-comercial em função de sua localização geográfica: estava voltado para o oceano Atlântico. No século XIV, ao tornar-se o primeiro Estado moderno da Europa com o apoio de sua burguesia mercantil, Portugal reunia condições necessárias para entrar na grande aventura da expansão marítima.

Ao longo do século XV, os portugueses foram conquistando posições na costa oeste da África. Em 1498, o navegador português Vasco da Gama contornou o continente africano e, navegando através do oceano Indico, atingiu a Índia, no Oriente. A partir desse momento, os interesses da burguesia portuguesa voltaram-se para a organização de um Império Colonial no Oriente, que lhe garantisse o monopólio do comércio de especiarias frente a outros concorrentes e em substituição aos mercadores italianos.

Em 1500, os navegantes portugueses comandados por Pedro Álvares Cabral atravessaram o Atlântico e ancoraram suas caravelas em terras até então desconhecidas. Acabavam de descobrir o que viria a ser nosso país. Foi assim que o Brasil entrou na história da Europa ocidental.

A expansão espanhola

Os espanhóis estavam atrasados em relação aos portugueses, no processo de expansão marítimo-comercial. Sua unidade política só foi conseguida em 1469, graças ao casamento de Fernando, herdeiro do trono de Aragão, com Isabel, irmã do rei de Leão e Castela.

Em 1492, o navegador italiano Cristóvão Colombo ofereceu ao rei e à rainha da Espanha o projeto de alcançar as Índias navegando para o ocidente. Com isso, ele pretendia acabar com o monopólio português no Oriente e comprovar que a Terra era esférica. Mas em sua viagem para atingir o Oriente, navegando sempre em direção ao ocidente, Replica da caravela Santa Maria de Cristovão Colombo

Colombo encontrou, no meio do caminho, novas terras, que ele pensou serem as Índias. Na realidade, havia descoberto um novo continente, que depois foi chamado de América. Entre 1519 e 1522, o navegador espanhol Fernão de Magalhães empreendeu a primeira viagem de navegação ao redor do mundo.

No século XVI, a descoberta e exploração de metais preciosos no Novo Mundo, em terras pertencentes aos reis espanhóis, transformou a Espanha na grande potência européia da época.

A expansão inglesa e francesa

As guerras internas, como a das Duas Rosas, na Inglaterra, e a dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra, além do demorado pro­cesso de centralização do poder nas mãos do rei, atrasaram e dificultaram a conquista de novas terras por parte desses dois países.

Mas, estimulados pelo êxito de portugueses e espanhóis, vários navegadores a serviço dos reis da França e da Inglaterra exploraram a costa atlântica da América do Norte. Contudo, a ocupação e exploração econômica dessas terras só aconteceria nos inícios do século XVII. "

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br

Expansão Portuguesa

Características da expansão de Portugal e de outros países

O processo histórico dos descobrimentos e da expansão dos portugueses por todo o Mundo se deu de forma diversificada, de acordo com os lugares para onde foram e com o período em que o fizeram.

De forma simplificada, podemos considerar que a expansão dos portugueses pelo Mundo teve por característica básica a ocupação muito dispersa de posições junto ao litoral de quase todos os continentes.

O avanço para o interior ocorria em raras ocasiões, quando os objetivos eram a exploração de riquezas naturais – como nos casos do Brasil e de algumas regiões de África – e a realização de missões religiosas ou diplomáticas na Ásia. Podemos considerar que a estruturação das ações além mar dos portugueses podem ser inseridas com mais propriedade no conceito de Talassocracia de que no conceito clássico de império. Este esteve mais próximo da concepção espanhola, pois a ação dos castelhanos visou fundamentalmente a ocupação de vastos espaços no interior do continente americano, tendo desintegrado violentamente Estados existentes, como os casos da destruição dos impérios Inca e Asteca.

A noção de talossocracia prende-se ao poder que os portugueses tiveram em vários pontos próximos da costa, de forma a dominar os mares e a sua navegação.

Eles dependiam das ligações marítimas que mantinham com seu próprio país e com as várias posições que ocupavam no litoral, pois o interior era habitado por populações muito numerosas que eles não tinham capacidade para dominar.

Além do denominador comum da dispersão e da litoralidade, os portugueses tiveram três tipos de atitudes fundamentais no decurso da sua expansão:

1. O início da expansão portuguesa, ainda no período medieval, visou à ocupação pela força de cidades em Marrocos, que foram mantidas graças a um considerável esforço militar e à construção de fortes estruturas defensivas. Foi o que aconteceu desde Ceuta, conquistada em 1415, até a fortificação de Mazagão, que se manteve até 1739.

Ocupações de cidades após conquista verificaram-se em poucos casos na Ásia, onde se centraram as atenções portuguesas no século XVI.  Os exemplos mais importantes foram o de Goa e Malaca, a primeira em 1510, contra os muçulmanos – que a tinham conquistado aos hindus em 1471– e a segunda em 1511, por as autoridades locais hostilizarem os portugueses e se recusarem a negociar com eles.

2. A situação mais comum na expansão portuguesa, tanto na África quanto na Ásia, nos séculos XV a XVII, foi a dos portugueses negociarem com os poderes locais a autorização do estabelecimento de feitorias para a realização de operações mercantis. Para assegurar a segurança dos que lá ficavam, eram também negociadas autorizações mediante tratados de paz para a construção de fortalezas. Foi o que aconteceu em inúmeros casos, como em Cochim, Cananor, Coulão, Diu etc. Tal situação já se verificara na África com a construção da fortaleza de São Jorge da Mina em 1482. O mesmo aconteceu com outros locais como Macau e Nagasaqui, onde só na primeira cidade, e muito tardiamente, foram construídas estruturas defensivas para resistência contra os ataques dos holandeses.

3. A terceira atitude dos portugueses, que se diferenciou das ocupações militares e da fixação para a realização de operações mercantis, foi o povoamento de territórios desertos ou pouco povoados.  O estabelecimento visava criar condições de vida idênticas às de Portugal, mediante a exploração de bens que se produziam com grandes vantagens nesses locais. É nessa dinâmica de povoamento que ocupa um lugar privilegiado a produção e comercialização de açúcar e de outros produtos. Estamos diante de uma economia de base produtiva e não apenas de natureza mercantil, como acontecia no Oriente. Esta realidade verificou-se inicialmente no século XV em ilhas do Atlântico que estavam desertas, como a Madeira, os Açores, Cabo Verde e São Tomé e depois, nos séculos XVI e XVII, com uma dimensão muito superior na fixação de portugueses em larga escala no Brasil.

Outra característica fundamental da expansão dos portugueses pelo mundo é a de que ela precedeu todas as outras por muitos anos. Exceto a Espanha, cuja expansão se iniciou de fato em 1492,  a espansão dos franceses, ingleses e holandeses só foi iniciada em períodos muito adiantados do século XVI. Os holandeses, por exemplo, só cem anos depois de Vasco da Gama é que se começaram a se dirigir com armadas para o Oriente.

Nos Descobrimentos Portugueses, eram claras instruções superiores desde 1446, segundo as quais não se podia agir contra populações estabelecidas nos locais para onde se dirigiam, como se viu na África, no Brasil e na Ásia. Só agiam violentamente usando recurso sua superioridade naval e de armamento contra aqueles que provocavam incidentes e desde o momento em que se verificavam alvo de agressões. Tais princípios foram cumpridos de maneira geral, tendo apenas a assinalar a situação relativa a uma política mais agressiva contra poderes muçulmanos, por eles tradicionalmente serem inimigos dos cristãos.

Fonte: www.imagio.com.br

Expansão Portuguesa

Na Europa, as terras e povos desconhecidos surgiam em mapas, pinturas, gravuras e livros que influenciaram o pensamento europeu.

A ação da monarquia portuguesa foi essencial nesse processo e Lisboa transformou- se na grande metrópole europeia (principal cidade comercial da Europa).

Produtos de luxo, plantas e animais exóticos chegavam a Lisboa e daí seguiam para as casas reais e nobres da Europa.

Expansão portuguesa no continente africano

A expansão de Portugal inicia-se em África, com a conquista de Ceuta, 1415, evolui com a passagem do Cabo da Boa Esperança, 1488, ligação do Oceano Atlântico ao Índico.

Chegam à Europa objetos das terras onde se estabeleceram comércios: Serra Leoa, Benim e Congo.

Os hábeis artesãos africanos objetos de marfim com modelos europeus, figurando cenas religiosas e os próprios portugueses.

Produtos comercializados

Ouro

Escravos

Malaguetas

Marfim

Rivalidade Luso-Castelhana

O Grande objetivo de D. João II era chegar à Índia contornando o continente africano.

Objetivo do Tratado de Tordesilhas – 1494 – Tentar chegar a um acordo entre Portugal e Castela em relação às terras descobertas ou a descobrir.

Todas as terras ou mares descobertas ou a descobrir que estejam 370 léguas a ocidente do arquipélago de Cabo Verde pertencem a Castela, o que está a Oriente pertence a Portugal.

Consequências

Criação do Mare Clausum (Mar fechado), os mares passam a ser propriedade destes dois países e todas as embarcações são obrigadas a obedecer à política de cartazes.

Criação de duas grandes potências mundiais: Portugal e Castela

O Papa era a principal figura do mundo do século XV

Expansão portuguesa para o Brasil

Pedro Álvares Cabral encontrou no Brasil, 1500, uma população de índios, com civilizações milenares, designados de Tupinambá.

Nos primeiros tempos o Brasil não foi explorado de uma forma sistemática apesar de sido aplicado o sistema de capitanias.

Com a exploração do açúcar, século XVII, transformou-se a economia do território e construíram-se igrejas e objetos de natureza religiosa, contudo são já um resultado de uma expressão original e que vai dar origem à cultura brasileira.

Produtos comercializados no Brasil

Pau Brasil

Papagaios

Açúcar

Ouro (século XVIII)

Expansão portuguesa na Ásia

Descoberto o caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, 1498,os portugueses ocupam Ormuz, e criam o Estado da Índia, a partir golfo Pérsico, 1507, de Goa, 1510, que seria a Roma do Oriente.

Domínio do Império Português do Oriente

Da Índia chegaram objetos exóticos de grande luxo: móveis, marfins, bordados e jóias, manufaturas locais ajustadas à Europa.

Os portugueses tinham finalmente chegado à terra das especiarias.

Japão

Os Portugueses chegaram ao Japão, 1543, sendo designados de Nanban Jin, (bárbaros do sul).

Estabelecem trocas comerciais, religiosas e culturais (incluindo a primeira espingarda) documentadas nos biombos com portugueses e nos objetos religiosos encomendados pelos padres jesuítas.

China

A China cede a Portugal um entreposto comercial, Macau, 1557, mas já tinha uma intensa atividade comercial na região.

As primeiras porcelanas encomendadas na China para uso europeu destinaram-se a D. Manuel I e a nobres portugueses. Ainda vieram sedas, porcelanas, marfins mas com imagens ocidentais e católicas.

Missionação – processo de evangelização e de conversão dos habitantes de todas as terras portuguesas (principalmente no Oriente e no Brasil) ao catolicismo.

Este processo vai ser liderado pelos Jesuítas (Companhia de Jesus).

Fonte: historiaaraposo8ano.files.wordpress.com

Expansão Portuguesa

O início da expansão portuguesa

Ceuta e o início da expansão portuguesa:

Em 1415 dá início à expansão marítima portuguesa com a conquista de Ceuta, cidade muçulmana do Norte de África.

Motivos para a escolha de Ceuta:

Posição geográfica – situada à entrada do estreito de Gibraltar, constituía um ponto estratégico importante, entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, sendo um porto de paragem quase obrigatória para quem ali passava

Ativo centro de comércio terrestre – era um dos pontos de chegada das rotas de caravanas que traziam o ouro da zona a Sul do deserto do Sara

Zona de produção de cereais – Ceuta localizava-se numa zona fértil e rica em cereais.

Apesar da conquista da cidade se ter feito com facilidade, os resultados esperados não se verificaram pois os mercadores muçulmanos desviaram as rotas de comércio que passavam pela cidade que, a partir de então passou a ser alvo de permanentes ataques. Isolada, quer por terra quer por mar, Ceuta tornou-se completamente inútil, não correspondendo às expectativas que a sua conquista suscitara.

As viagens de descoberta

Perante o fracasso que foi a conquista de Ceuta, os portugueses tentaram um outro caminho: o das viagens marítimas, através das quais procuraram atingir diretamente as zonas produtoras de ouro. Neste momento é abandonada a política de conquista com que se iniciaram os descobrimentos, mais do agrado da nobreza que assim faria sentir o seu valor no aspecto militar, passando-se a uma política de descoberta, de cariz sobretudo comercial.

A iniciativa das primeiras viagens coube ao Infante D. Henrique, filho de D. João I, e foi uma fase fundamental para as grandes descobertas que depois da sua morte se verificaram. Estas primeiras viagens foram realizadas navegando junto à costa (navegação com terra à vista), não exigindo pois grandes recursos nem grandes conhecimentos. Porém, à medida que se navegava mais para o sul, aquele método deixa de ser viável e os portugueses aprofundam os seus conhecimentos técnicos e científicos, passando a recorrer à navegação astronómica.

Direções da expansão

A expansão marítima portuguesa toma pois um novo rumo após o malogro económico de Ceuta, dirigindo-se à costa africana via oceano Atlântico.

Nesse contexto, e sob a orientação do Infante D. Henrique, verifica-se a exploração lenta e metódica da costa africana. Embora as primeiras viagens não tivessem produzido resultados, permitiram fazer o reconhecimento dos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Povoamento e colonização dos arquipélagos atlânticos

Uma vez que os arquipélagos se encontravam desabitados, tornou-se necessário proceder à sua colonização, povoando e promovendo o seu aproveitamento económico, sobretudo através da agricultura. O rei entregou a maior parte das ilhas ao Infante D. Henrique que por sua vez confiou a sua colonização a capitães-donatários, geralmente elementos da pequena nobreza que detinham sobre a sua parcela poderes administrativos, judiciais e militares. Desta forma muitos portugueses e alguns estrangeiros fixaram-se nos arquipélagos atlânticos permitindo o seu desenvolvimento económico.

Na Madeira, após o abate de parte da densa floresta e da construção de canais de irrigação, foram introduzidas as culturas da vinha e da cana do açúcar, tornando-se este produto a principal exportação do arquipélago.

Nos Açores predominou o cultivo dos cereais e a criação de gado.

Fonte: www.prof2000.pt

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