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Falcão Peregrino

O falcão peregrino (Falco peregrinus) é uma ave de rapina diurna de médio porte que pode ser encontrada em todos os continentes excepto na Antártida.

A espécie prefere habitats em zonas montanhosas ou costeiras, mas pode também ser encontrado em grandes cidades como Nova Iorque.

Na América do Sul, ele só surge como espécie migratória, não nidificando aqui. Como ave reprodutora, é substituído na América do Sul por uma espécie similar e um pouco menor, o falcão-de-peito-laranja.

Falcão Peregrino

O falcão peregrino mede entre 38 e 53 cm de comprimento, sendo as fémeas maiores que os machos.

A sua plumagem é característica, em tons de cinzento-azulado no dorso, asas e cabeça e branca riscada de negro na zona ventral. Os olhos são negros e relativamente grandes.

O falcão peregrino é um caçador solitário que ataca outras aves, em geral pombos ou pássaros, que derruba com as garras em voo picado e mata com o bico.

É o animal mais rápido do mundo, com velocidade de mergulho que chega a atingir 288 Km/h. Graças à sua eficiência enquanto predador, é um dos animais preferidos na arte da falcoaria.

O falcão peregrino é muita vezes vítima de outras aves de rapina que roubam as suas presas, à semelhança dos leopardos, que muitas vezes vêem a sua refeição assaltada por hienas.

Como predador solitário, o falcão não pode arriscar morrer de inanição por ferimentos obtidos numa luta por uma presa já abatida.

Como ave que freqüenta ambientes urbanos atrás de presas como os pombos, o falcão peregrino às vezes não pode consumir as aves que abate por conta do tráfego de pessoas e viaturas; em Santos no litoral paulista, é comum achar pombos mortos abatidos por falcões peregrinos migratórios (Falco Peregrinus tundrius) e abandonados na via pública.

Note-se também que, no que diz respeito à escolha de suas presas, o falcão peregrino é oportunista, caçando quaisquer aves presentes na sua área de ocorrência: nos manguezais de Cubatão, por exemplo, caça inclusive exemplares juvenis de guará (Eudocinus Ruber).

Na época de reprodução, o casal põe cerca de três ovos num penhasco, directamente sobre o solo, sem fazer ninho. Os ovos são incubados pelo casal de pais ao longo de cerca de um mês.

Falcão Peregrino

O falcão peregrino é muito sensível ao envenenamento com inseticidas organoclorados como o DDT, com o quais entra em contacto através da gordura de suas presas, e que provocam enfraquecimento da casca de seus ovos e esterilidade.

O uso do DDT afectou gravemente as populações residentes na Europa Ocidental e América do Norte durante as décadas de 1950 e 1960. A situação foi invertida com o banimento destes compostos das práticas agrícolas e pela liberação na natureza de indivíduos criados em cativeiro.

Segundo Helmut Sick, este esforço de recuperação por liberação de animais criados em cativeiro (alguns mestiços de subespécies diferentes) reduziu a intensidade da migração de falcões do Leste da América do Norte para o Brasil, já que parte das populações recuperadas perdeu o hábito migratório.

Os falcões peregrinos presentes no Brasil entre outubro e abril, durante o inverno boreal pertencem à subespécie F.P. tundrius, mais ártica; outra subespécie norte-americana, F.P. anatum, é residente, não migrando para a América do Sul.

Fonte: www.petmanias.com

Falcão Peregrino

Falcão Peregrino

Falco peregrinus

O falcão peregrino é considerado o "Príncipe das aves de caça", sendo uma das espécies mais apreciadas para os lances de altanaria devido à velocidade dos seus ataques em voo picado.

Deve o seu nome "peregrino" aos hábitos nómadas e às suas peregrinações errantes, sobretudo na fase adolescente.

Está representado por numerosas subespécies em todos os continentes.

Na falcoaria medieval destacaram-se as seguintes subespécies de falcões peregrinos:

Falcão Bafari, ou Baarii (falco peregrinus brokey) - Expressão árabe que significa marinho, ou costeiro.

Nome dado na nomemclatura cetreira à subespécie ibérica do falcão peregrino, sendo uma das aves com maior tradição peninsular.

Falcão Nebri

Falco peregrinus peregrinus e falco peregrinus calidus

Termo português antigo que designa as subespécies de falcões peregrinos da Europa do Norte.

A plumagem destas aves é mais clara e contrastada evidenciando uma grande beleza.

Além disso, os falcões nebris são maiores e mais pesados que os peregrinos ibéricos, motivo pelo qual eram tidos em grande apreço pelos falcoeiros da Europa do Sul.

Falcão Tagarote

Falco peregrinus pergrinoides

Termo que designa a subespécie do falcão peregrino do Norte de África, também conhecido por falcão da Barbéria.

Eram trazidos para a penísula pelos mercadores do mediterrâneo, sendo o mais pequeno representante da espécie.

Fonte: www.ectep.com

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