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Fandango

O fandango é uma dança ou bailado com conotação marítima, pois seus personagens são todos ligados aos homens do mar: capitão, imediato, mestre e piloto, daí ser também conhecido como marujada em algumas partes do Brasil, pois essa dança vai com variações diversas, do Norte ao Sul.

Fandango

A música, de origem européia (Portugal e Espanha), é executada em instrumentos de corda, como rabeca, violão, viola e, mais recentemente, cavaquinho e banjo.

O elenco se compões dos personagens acima citados e de duas alas de marujos, cantando e dançando temas atinentes do mar, como Nau Catarineta e Capitão da Armada.

A influência ibérica nota-se principalmente no Ceará, Bahia e Paraíba, onde é denominada barca e em que mouros atacam uma nau, são dominados e, finalmente, batizados.

O fandango retratando a epopéia dos homens do mar torna-se um tanto longo, durando até quatro horas, dividido em mais de vinte pares.

A dança em si é bastante diversa, segundo o local e a tradição. Em São Paulo, litoral sul, o fandango tem duas variações distintas: o rufado e o bailado, sendo o rufado dançado com o bater dos pés e o bailado apenas valsado, ainda que a liberdade que existe nessa dança permita também um grupo misto com a união do rufado-bailado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o fandango pode ser dançado apenas por um par.

Fonte: www.abrasoffa.org.br

Fandango

Fandango é uma dança em pares conhecida em Espanha e Portugal desde operíodo Barroco caracterizada por movimentos vivos e agitados, com certo arde exibicionismo, em ritmo de 3/4, muito frequentemente acompanhada desapateado ou castanholas e seguindo um ciclo de acordes característico (lámenor, sol maior, fá maior, mi menor).

É a arte trazida pelos nossos antepassados, ainda hoje sentida e vivida, que orgulhosamente queremos preservar. É por isso que aqui continua a respirar- se folclore. Danças, cantares, ritmos e movimentos que se executam com a pujança ímpar de uma terra assumida na integridade, A ribatejana.

No início do Século XIX, o Fandango era dançado e, por vezes, cantado pelosvários estratos sociais, sendo considerado por alguns visitantes estrangeiroscomo a verdadeira dança nacional. Ao longo da sua história foi dançado ebailado, tanto em salões nobres e teatros populares de Lisboa, como nas ruas,feiras, festas e tabernas, normalmente entre homem e mulher, entre pares dehomens ou entre pares de mulheres. Nesses tempos idos, os dançarinosdançavam também em pleno campo, defronte das árvores. Os mais hábeis tentavam a sorte a “fandangar” nas tabernas, com um copo de vinho na cabeça, sem o entornar.

Hoje em dia, o Fandango é dançado em quase todas as províncias de Portugal,através das mais diversas formas musicais e coreográficas. Actualmenteexistem, só no Ribatejo, quase vinte variantes de fandangos, tocados não sópor acordeões, mas também por pífaros, gaitas-de-beiços, harmónios eclarinetes. Nas suas variadas tonalidades, o fandango pode ser também umaversão apenas instrumental, pode ser cantado, dançado em roda ou dançado apares com várias combinações - homem/homem (mais frequente),homem/mulher (em alguns casos) e mulher/mulher (raramente), para além depequenos grupos.

No Ribatejo, a versão mais conhecida é aquela que se denomina por"Fandango da Lezíria", dançada entre dois campinos vestidos com "fato degala". Trata-se de uma dança de agilidade entre dois homens, onde seadivinha uma espécie de torneio de jogo de pés, em que o homem pretendeatrair as atenções femininas, através da destreza dos seus movimentos,promovendo a coragem, a altivez e a vaidade do homem ribatejano.

O poeta Augusto Barreiros, num trabalho ao qual intitulou de “Aguare la Ribatejana”, escreve assim sobre o Fandango: “ A dança é uma briga. Um duelo frenético em que dois competidores se medem, a princípio receosos, logo mais desinibidos. Os sapatos de salto de prateleira, a que teve o cuidadode tirar as esporas, exigem resposta pronta às frases cantadas que atiram de jacto.

O Fandango está enraizado entre os portugueses, mas é, por excelência, adança ribatejana, descrevendo na perfeição aquilo que foi e ainda é o Ribatejo.

O Fandango está enraizado entre os portugueses, mas é, por excelência, adança ribatejana, descrevendo na perfeição aquilo que foi e ainda é o Ribatejo.

Como se dança o Fandango?

Cabeça erguida, corpo firme e pernas leves, estes são os requisitosnecessários para ser um bom fandangueiro. De polegares nas covas dos braços “fogoso e impaciente como um puro lusitano. O autêntico fandangoaparece-nos na pessoa do campino, que só se digna dançar de verdade,quando baila sozinho". Como refere Pedro Homem de Mello, no seu livro “ Danças Portuguesas ”. Quer seja na lezíria quer seja na charneca, o fandango é o rei da dança no Ribatejo. É uma dança de despique e de desafio que ohomem leva a cena, ostentando toda a sua virilidade e capacidades individuais.Houve quem o definisse como dança inebriante , viril, alucinante, interpretadapor garbosos e orgulhosos campinos, temerários e arrojados nas lides taurinas,pois dela não se pode excluir o trabalho na lezíria bem como o gosto e a forçapara enfrentar a braveza do touro.

Ao percorrermos a província ribatejana, acabamos por descobrir algumasdiferenças na forma de dançar e de trajar. Ao norte, na margem direita do RioTejo, ficam os 'bairros', onde os campinos usam trajes mais escuros e asdanças são mais lentas; ao sul adivinham-se já os montados de charneca, masé na grande lezíria que o campino veste roupas mais garridas e dança deforma mais agitada. Aí vamos encontrá-los com o fato de trabalho cinzento e afaixa e o barrete encarnados. Na zona da charneca, o ritmo da dançaassemelha-se muito ao da lezíria. É que os campinos dessa região, (que seaproxima bastante do Alentejo e que muitas vezes e já confundida com ele),fazem questão de demonstrar que são ribatejanos. O traje típico da mulher dalezíria que anda nos arrozais é composto por duas saias e meias sem pés, àsquais se dá o nome de canos ou sacanitos . A mulher do bairro veste trajesmais escuros em tons de castanho e preto, tal como o campino daquela região,que ao contrário do da lezíria, usa cinta e barrete preto.

Ao contrário do que é do conhecimento comum, o fandango não é uma dançaexclusiva do Ribatejo. Pelo menos é assim que reza a historia desta dança que já vem de longe. Já no século XVI, Gil Vicente usou o termo “ esfandangado ”, no entanto, nada comprova que a sua utilização tivesse algo a ver como que se chama hoje “fandango”. Mas foi só em setecentos que as influências vindas de Espanha foram um marco importante no destino do fandango. Várias foram asfases que estiveram nos bastidores da dança, ao longo destes séculos. Asmitologias que se foram edificando fazem-nos crer que o fandango é umadança exclusiva do Ribatejo, mas a verdade é que a história desmente estaideia. Tal como já referimos, o fandango chegou até Portugal no século XVIII,vindo dos palcos do teatro espanhol. Em Portugal, o seu ritmo contagianteinvadiu o país, primeiro no círculo da aristocracia como dança de salão, depoisnas tabernas, em ambiente de homens. E a sua influência foi tal que até aosconventos o fandango chegou, nessa altura dançado também por mulheresque rodopiavam ao som da música e do estalido dos dedos. A voluptuosidadee o ginete com que era dançado eram tais que o fandango acabou por sercaracterizado como uma dança obscena, que servia muitas vezes de instru-mento de sedução. Assim, na segunda metade do século XVIII vivia-se uma onda de “obsessão” pelo fandango que se estendeu a todo o pais e que adquiriu um cunho próprio, de acordo com a região em que se radicou.

Dançava-se no Minho, no Douro Litoral na Beira Interior e na Beira Litoral, ondeainda no início do século se tocavam fandangos nos arraiais. E no Minho aindahá quem chame " afandangados ” a alguns viras. Mas foi no Ribatejo que eles ficaram conhecidos como tal.

Consta que no século VXIII, o fandango era dançado por homem e mulher empé de igualdade. No entanto o facto de ele ter sido adoptado pelos convivasdas tabernas, que o dançavam sobre as mesas ao som do harmónio e ao toque dos „copos', é interpretado como um dos motivos que conduziu àmasculinização da dança. Hoje, o fandango é uma dança exclusiva de homensque deixou de ser apanágio das tabernas e bailes da aldeia para setransformar numa manifestação de espectáculo folclórico.

Fonte: scribd.com

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