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Faringite

DOR DE GARGANTA - FARINGITE E AMIGDALITE

Faringite é o termo dado a inflamação da faringe, enquanto que, amigdalite é a inflamação das amígdalas. Ambas se manifestam como dor de garganta e como normalmente ocorrem simultâneamente, denominamos esse quadro como faringoamigdalite. Apesar de inflamarem juntas, algumas pessoas tem predominantemente amigdalite, enquanto outras, faringites.

Antes de continuarmos, estudem o desenho abaixo para saberem de que estruturas vou falar a seguir. Todas elas podem ser vistas ao abrirmos a boca em frente a um espelho.

Faringite

A faringoamigdalite ou dor de garganta, pode ser causada por infecções bacterianas ou virais. A maioria dos casos é de origem viral, causada por vários tipos diferentes de vírus. A presença de dor de garganta é inclusive um dos critérios para se diferenciar gripe de resfriado

As faringites virais são processos benignos que se resolvem espontâneamente, ao contrário das faringites ou amigdalites bacterianas que devem ser tratadas com antibióticos e podem levar a complicações como abscessos e febre reumática.

Então como distinguir uma amigdalite viral de uma bacteriana?

O modo mais correto é através da coleta de material da garganta por swab ou Zaragatoa, uma vareta com algodão na ponta, onde se colhe material da área inflamada para avaliação laboratorial.

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O problema do swab é que a identificação do agente infeccioso demora pelo menos 48h. Já existem testes mais rápidos para se identificar bactérias, mas nem sempre há facilidade para se colher e enviar o material para análise. Deste modo, é importante a avaliação clínica para se iniciar tratamento o mais rápido possível.

O quadro clínico típico das faringoamigdalites é:

Dor de garganta
Febre
Dores pelo corpo
Dor de cabeça
Prostração

Todos os sintomas acima são comuns às infecções virais e bacterianas. Porém, alguns outros podem indicar se o patógeno é de origem viral ou bacteriana.

Normalmente as faringites virais são acompanhadas de outros sinais de infecção respiratória alta, como tosse, espirros, constipação nasal, conjuntivite e rouquidão.

Já as amigdalites bacterianas, além de não causarem os sintomas descritos acima, costumam apresentar pontos de pus nas amígdalas e aumento dos linfonodos do pescoço (inguas). A febre da infecção bacteriana costuma ser mais alta, mas isso não é uma regra. A faringite bacteriana também pode causar edema da úvula e petéquias no palato (pontos hemorrágicos).

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Faringite viral - Inflamação sem edema de úvula, sem
pus ou petéquias.

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Amigdalite bacteriana - Reparem nos
pontos de pus nas amígdalas e no inchaço da úvula

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Amigdalite bacteriana - petéquias no palato

A presença de pus e linfonodos aumentados fala fortemente a favor de uma faringite bacteriana, porém, pode ocorrer em algumas infecções virais, nomeadamente na mononucleose infecciosa. A mononucleose é causada pelo Epstein-Barr vírus e se apresenta com febre, amigdalite purulenta, aumento de lifonodos na região posterior do pescoço (ao contrário da amigdalite bacteriana que apresenta aumento dos linfonodos da região anterior do pescoço), aumento do baço, perda de peso, cansaço extremo e sinais de hepatite. A prescrição de antibióticos como amoxacilina em doentes com mononucleose pode levar ao aparecimento de um rash cutâneo (manchas vermelhas espalhadas pelo corpo).

Se houver suspeita de faringite viral, o tratamento é repouso, hidratação e sintomáticos. Se o quadro sugerir faringite bacteriana, devemos iniciar antibióticos visando não só acelerar o processo de cura, mas também, a prevenção das complicações e a transmissão para outras pessoas da família. A transmissão só ocorre para pessoas com contato íntimo e prolongado. É mais comum entre crianças na creche ou na escola.

Entre as complicações das faringites bacterianas, a principal é a febre reumática. Causada pela bactéria Streptococcus, ocorre principalmente em jovens e crianças.

Outro tipo de faringite causada por bactérias é a Escarlatina, Apresenta-se como rash difuso e também pode levar a febre reumática.

A glomerulonefrite pós estreptocócica é uma lesão renal também causada pela mesma bactéria Streptococcus, que costuma cursar com hipertensão, hematúria e insuficiência renal aguda.

Tratamento da amigdalite / faringite

Para se evitar as complicações acima, o tratamento com antibiótico deve ser feito até o final do tempo prescrito, mesmo que haja desaparecimento dos sintomas já nos primeiros dias. O tratamento se feito com derivados da penicilina deve ser feito por 10 dias. Nos pacientes alérgicos a penicilina, uma opção é Azitromicina por 5 dias.

Naqueles doentes com intenso edema da faringe que não conseguem engolir comprimidos, ou naqueles que não desejam ficar tomando remédio por vários dias, uma opção é a injeção de penicilina Benzatina, o famoso Benzetacil, administrado em dose única.

Tratamentos alternativos:

Mel

Não há nenhum trabalho que tenha conseguido demonstrar benefício do mel

Própolis

Apresenta efeito antiinflamatório pequeno. Funciona muito menos que qualquer antiiflamatório comum.

Papaína

Além de não melhorar, em grandes quantidades pode piorar a inflamação

Não há trabalhos que provem a eficácia da homeopatia ou fitoterapia no tratamento das faringites. O tempo de doença e a incidência de complicações é igual ao placebo.

Quem quiser alívio sintomático sem tomar muitos remédios, o ideal é realizar vários gargarejos diários com água morna e uma pitada de sal.

A retirada das amígdalas (amigdalectomia) é uma opção nas crianças que apresentam mais de 6 episódios de faringite estreptocócica por ano. Como a incidência das complicações é muito menor em adultos, neste grupo a indicação de amigdalectomia é mais controversa. Existe ainda a possibilidade de não haver melhora pois as amigdalites passam a ser faringites, o que no final, dá no mesmo.

Em pacientes com infecções de garganta de repetição, podem-se formar criptas (pequenos buracos) nas amígdalas. Estas acumulam cáseo (ou caseum), uma substância amarelada, parecida com pus, que é na verdade restos celulares de processos inflamatórios antigos. O cáseo é a causa do mau hálito em pessoas com amigdalite/faringite crônica.

Fonte: www.mdsaude.com

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Faringo - Amigdalite

Os doentes com faringite apresentam tosse, odinofagia (dores de garganta), sensação de “garganta a arranhar” e febre. A faringite é uma das infecções pediátricas mais comuns.

A inflamação confinada apenas à faringe não é usual, mas quando o envolvimento das amígdalas é proeminente, usa-se o termo Amigdalite.

A faringite em crianças com menos de 2 anos de idade é geralmente viral; os estreptococos do grupo A são mais comuns em crianças com mais de 5 anos de idade e o Mycoplasma, gonococo e Arcanobacterium haemolyticum são mais comuns entre adolescentes.

Os agentes patogénicos virais são o rhinovirus, coronavirus, adenovirus, enterovirus, Ebstein-Barr vírus, Citomegalovirus e herpes Simplex vírus.

Manifestações clínicas

A observação da orofaringe revela:

Eritema (coloração avermelhada da garganta);
Exsudado (presença de um corrimento);
Petéquias do palato (”pintas” vermelho-arroxeadas no céu da boca);
Hipertrofia das amígdalas (aumento do volume das amígdalas);
Linfadenopatia cervical anterior (aumento do volume dos gânglios do pescoço)

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Complicações

São raras as complicações que ocorrem nas faringites: extensão aos espaços orofaríngeo e retrofaríngeo, abcessos periamigdalinos e tromboflebite da veia jugular interna (Síndrome Lemierre).

Tratamento

O tratamento de escolha para faringites estreptocócicas do grupo A é a penicilina. A eritromicina, claritromicina ou azitromicina são alternativas aceitáveis.

Quando a terapêutica falha na erradicação dos estreptocos do grupo A por colonização de anaeróbios produtores de beta-lactamases que destroem localmente a penicilina, a administração de clindamicina ou amoxicilina com ácido clavulânico são uma solução.

Os abcessos periamigdalinos podem ser tratados inicialmente com penicilina em altas doses e aspiração.

Em alguns casos em que há faringites de repetição, a amigdalectomia (remoção cirúrgica das amígdalas) é uma solução.

Fonte: www.hospitata.com

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